Sábado, 11 de Julho de 2009

MISSA TRIDENTINA NO MUNDO SEGUNDO UNA VOCE MÁLAGA


FORMA EXTRAORDINARIA EN ROMA.
26/06/09. Santa Misa tradicional celebrada en el Santuario del Divino

Amor, de Roma, con motivo de una peregrinación de Juventutem, el

pasado 21 de junio.

Santuario del Divino Amor, Roma.
Orbis Catholicus



CONFIRMACIONES EN LAVAL.
25/06/09. Monseñor Thierry Scherrer, Obispo de Laval,

confirió el sacramento de la Confirmación, de acuerdo con los libros litúrgicos

tradicionales, en la Iglesia de Notre Dame des Cordeliers,

Laval, Francia. Apostolado del Instituto de Cristo Rey Sumo Sacerdote,

el pasado 23 de mayo.

Eglise de Notre Dame des Cordelieres, Laval, France.ICRSS

ORNAMENTOS TRADICIONALES.
25/06/09. Son cada vez más los sacerdotes jóvenes que utilizan ornamentos

tradicionales, también en el Novus Ordo. Esta fotografía corresponde al

reverendo don José Augusto Pedroza da Silva, presbítero brasileño, y está

tomada en Portugal, la pasada Semana Santa.

Portugal.
Salvem a Liturgia!


FORMA EXTRAORDINARIA EN ROMA.
24/06/09. Santa Misa usando el Misal del Beato Juan XXIII, celebrada

en la Basílica de San Pedro, en Roma, durante la peregrinación a la

ciudad eterna de los Hijos del Santísimo Redentor, instituto que sigue en

exclusiva la liturgia tradicional.

Basílica de San Pedro, Roma.
Fuente: Rorate Caeli.

CARDENAL ERRÁZURIZ:
HERMENÉUTICA DE LA CONTINUIDAD.

23/06/09. Su Eminencia el Cardenal don Francisco Javier Errázuriz Ossa,

Arzobispo de Santiago de Chile, oficia con crucifijo en el centro del altar, en

su visita a la Diócesis de San Bernardo, Chile, el pasado 16 de junio.

Diócesis de San Bernardo, Chile.
Enlace


CORPUS CHRISTI EN PARIS (1).
23/06/09. Si ayer hablábamos de la procesión del Corpus Christi en la

Parroquia de San Eugenio y Santa Cecilia, en París, Francia, hoy volvemos

a la capital francesa para incluir esta fotografía de la procesión

del Corpus en el Barrio Latino, organizada por la iglesia de Saint Nicolas du Chardonnet.

Paris, France.
Ulster Taig

PONTIFICAL EN LONDRES.
22/06/09. Monseñor John Arnold, Obispo Auxiliar de Londres, ofició

pontifical según la Forma Extraordinaria del Rito Romano, el pasado

20 de junio,en la Catedral de Westminster, Londres, Reino Unido.

Westminster Cathedral, London, UK.
Oxford Events

FONTE:UNA VOCE MÁLAGA



O NOSSO BLOGUE MISSA TRIDENTINA EM PORTUGAL CELEBRA 1º ANIVERSÁRIO COM 6O OOO VISITAS




Damos graças a Deus e à Santissima Virgem Maria pelo 1º Aniversário do nosso Blog Missa Tridentina em Portugal na Festa de S.Bento Padroeiro da Europa . Nosso objectivo é de fazer conhecido e amado o Motu proprio Summorum Pontificum de Bento XVI que liberaliza a Missa Tridentina para toda a Igreja.

Sabemos de fonte directa que Sua Santidade Bento XVI tem muito a peito o incremento do Motu proprio Summorum Pontificum que publicou a 7 de julho de 2007, e que espera uma resposta generosa de todo o Povo de Deus.

Agradecemos a todos os nossos amigos internautas de todo o mundo que nos visitam regularmente e que totalizam os 60 000 neste 1º Aniversário.

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PROCLAMAÇÃO DO 'ANO SACERDOTAL'

PROCLAMAÇÃO DO 'ANO SACERDOTAL'






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CARTA DO

SUMO PONTÍFICE BENTO XVI


PARA PROCLAMAÇÃO DE UM


ANO SACERDOTAL



POR OCASIÃO DO

150.º ANIVERSÁRIO

DO 'DIES NATALIS'

DO SANTO CURA D’ARS

Todos nós, sacerdotes, deveríamos sentir que nos tocam pessoalmente estas palavras que ele [João Maria Vianney] colocava na boca de Cristo:
«Encarregarei os Meus ministros de anunciar aos pecadores que estou sempre pronto a recebê-los, que a minha Misericórdia é infinita» [24].

Do Santo Cura d’Ars, nós, sacerdotes, podemos aprender não só uma inexaurível confiança no Sacramento da Penitência, que nos instigue a colocá-lo no centro das nossas preocupações pastorais, mas também o método do «diálogo de Salvação», que nele se deve realizar.


O Cura d’Ars tinha maneiras diversas de comportar-se, segundo os vários penitentes.
Quem vinha ao seu Confessionário, atraído por uma íntima e humilde necessidade do perdão de Deus, encontrava nele o encorajamento para mergulhar na «torrente da Misericórdia Divina» que, no seu ímpeto, tudo arrasta e depura.

E se aparecia alguém angustiado com o pensamento da sua debilidade e inconstância, temeroso por futuras quedas, o Cura d’Ars revelava-lhe o Segredo de Deus, com um discurso de comovente beleza:
«O bom Deus sabe tudo. Ainda antes de vos confessardes, Ele já sabe que voltareis a pecar, e todavia perdoa-vos.
Como é grande o Amor do nosso Deus, que vai até ao ponto de esquecer voluntariamente o futuro, só para poder perdoar-nos!»
[25].





Diversamente, a quem se acusava de forma tíbia e quase indiferente, expunha, através das suas próprias lágrimas, a séria e dolorosa evidência de quão «abominável» era aquele comportamento:
«Choro, porque vós não chorais!» [26], exclamava ele.
«Se ao menos o Senhor não fosse assim tão bom! Mas é assim tão bom! Só um bárbaro poderia comportar-se assim, diante dum Pai tão bom!» [27]

E [o Santo Cura] fazia brotar o arrependimento no coração dos tíbios, forçando-os a verem, com os próprios olhos, o sofrimento de Deus, causado pelos pecados, quase «encarnado» no rosto do Padre que os atendia de Confissão.

Entretanto, a quem se apresentava já desejoso e capaz duma vida espiritual mais profunda, ele abria-lhe de par em par as profundidades do Amor, explicando a inexprimível beleza de poder viver unido a Deus e na Sua presença:
«Tudo sob o olhar de Deus, tudo com Deus, tudo para agradar a Deus! (...) Como é belo!» [28]
E ensinava a rezar assim:
«Meu Deus, dai-me a graça de Vos amar tanto quanto é possível que eu Vos ame!» [29]

No seu tempo, o Santo Cura d’Ars soube transformar o coração e a vida de muitas pessoas, porque conseguiu fazer-lhes sentir o Amor misericordioso do Senhor.
Também hoje, é urgente um igual anúncio e testemunho da verdade do Amor: «Deus caritas est» (1 Jo 4, 8).


Com a Palavra e os Sacramentos do seu Jesus, João Maria Vianney sabia instruir o seu povo, ainda que frequentemente suspirasse, convencido da sua pessoal inaptidão, ao ponto de ter desejado subtrair-se, diversas vezes, às responsabilidades do Ministério paroquial, de que se sentia indigno.
Mas, com exemplar obediência, ficou sempre no seu lugar, porque o consumia a paixão apostólica pela Salvação das almas.

E procurava aderir totalmente à própria vocação e missão, por meio duma severa ascese:
«Para nós, párocos, a grande desdita – deplorava o Santo – é entorpecer-se a alma» [30], entendendo, com isso, o perigo de o pastor habituar-se ao estado de pecado, ou de indiferença, em que vivem muitas das suas ovelhas.


Com vigílias e jejuns, ele punha freio ao corpo, para evitar que houvesse resistência à sua alma sacerdotal.
E não se esquivava de mortificar-se a si mesmo, para bem das almas que lhe estavam confiadas, e a fim de contribuir para a expiação dos muitos pecados ouvidos em confissão.

Explicava ele a um colega sacerdote:
«Dir-vos-ei qual é a minha receita: Dou aos pecadores uma penitência pequena, e o resto faço-o eu no lugar deles» [31].





Independentemente das penitências concretas a que se sujeitava, o Santo Cura d’Ars continua válido para todos o núcleo do seu ensinamento:
As almas custam o Sangue de Cristo, e o sacerdote não pode dedicar-se à sua Salvação se recusar-se a contribuir, com a sua [quota] parte, para o «alto preço» da Redenção.

No mundo actual, não menos do que nos tempos difíceis do Cura d’Ars, é preciso que os presbíteros, na sua vida e acção, se distingam por um vigoroso testemunho evangélico.

Observou, justamente, Paulo VI, que «o homem contemporâneo escuta, com melhor boa vontade, as testemunhas do que os mestres, ou então, se escuta os mestres, é porque eles são testemunhas» [32].

Para que não se forme um vazio existencial em nós, ficando comprometida a eficácia do nosso Ministério, é preciso não cessar de nos interrogarmos:
«Somos verdadeiramente permeados pela Palavra de Deus?
É verdade que esta é o alimento de que vivemos, mais de que o sejam o pão e as coisas deste mundo?
Conhecemo-la verdadeiramente? Amamo-la?
De tal modo nos ocupamos interiormente desta Palavra, que a mesma dá realmente um timbre à nossa vida e forma o nosso pensamento?»
[33]

Assim, como Jesus chamou os Doze para estarem com Ele (cf. Mc 3, 14), e só depois é que os enviou a pregar, assim também, nos nossos dias, os sacerdotes são chamados a assimilar aquele «novo estilo de vida» que foi inaugurado pelo Senhor Jesus e assumido pelos Apóstolos [34].
Foi precisamente a adesão, sem reservas, a este «novo estilo de vida» que caracterizou o trabalho ministerial do Cura d’Ars.

O Papa João XXIII, na carta-encíclica "Sacerdotii nostri Primordia" – publicada em 1959, centenário da morte de S. João Maria Vianney –, apresentava a sua fisionomia ascética, referindo-se de modo especial ao tema dos «três Conselhos evangélicos», considerados necessários também para os presbíteros:
«Embora, para alcançar esta santidade de vida, não seja imposta ao sacerdote, como própria do estado clerical, a prática dos Conselhos evangélicos; no entanto, esta representa para ele, como para todos os discípulos do Senhor, o caminho regular da santificação cristã» [35].





O Santo Cura d’Ars soube viver os «Conselhos evangélicos», segundo as modalidades apropriadas à sua condição de presbítero.
Com efeito, a sua pobreza não foi a mesma dum religioso ou dum monge, mas a requerida a um padre:
Embora manejasse com muito dinheiro (dado que os peregrinos mais abonados não deixavam de se interessar pelas suas obras sócio-caritativas), ele sabia que tudo era dado para a sua igreja, para os seus pobres, para os seus órfãos, para as meninas da sua «Providence» [36], para as suas famílias mais indigentes.

Por isso, ele «era rico para dar aos outros, sendo muito pobre para si mesmo» [37].
E explicava: «O meu segredo é simples: Dar tudo e não guardar nada» [38].

Quando ele se encontrava com as mãos vazias, dizia alegremente aos pobres que se lhe dirigiam:
«Hoje sou pobre como vós, sou um dos vossos» [39].

Deste modo, o Santo pôde, no fim da vida, afirmar com absoluta serenidade:
«Não tenho mais nada. Agora o bom Deus pode chamar-me quando quiser» [40].

Também a sua Castidade era aquela que se requeria a um padre para o seu Ministério.
Pode-se dizer que era a Castidade conveniente a quem deve habitualmente tocar na Sagrada Eucaristia, e que habitualmente A fixa com todo o entusiasmo do coração e, com o mesmo entusiasmo, A dá aos seus fiéis.

Dele se dizia que «a Castidade brilhava no seu olhar», e os fiéis apercebiam-se disso quando ele se voltava para o Sacrário, fixando-o com os olhos de um enamorado [41].

Também a Obediência de S. João Maria Vianney foi toda encarnada na dolorosa adesão às exigências diárias do seu Ministério.
É sabido como o atormentava o pensamento da sua própria inaptidão para o Ministério paroquial, e o desejo que tinha de fugir «para chorar a sua pobre vida, na solidão» [42].

Somente a obediência e a paixão pelas almas conseguiam convencê-lo a continuar no seu lugar.
A si próprio e aos seus fiéis explicava:
«Não há duas maneiras boas de servir a Deus; há apenas uma: Servi-Lo como Ele quer ser servido» [43].
A regra de ouro, para levar uma vida obediente, parecia-lhe ser esta: «Fazer só aquilo que pode ser oferecido ao bom Deus» [44].





No contexto da espiritualidade, alimentada pela prática dos Conselhos evangélicos, aproveito para dirigir aos Sacerdotes, neste Ano a eles dedicado, um convite particular, a fim de saberem acolher a nova primavera que, em nossos dias, o Espírito Santo está a suscitar na Igreja, nomeadamente através dos Movimentos Eclesiais e das novas Comunidades:
«O Espírito é multiforme nos Seus dons. (…) Ele sopra onde quer. E fá-lo, de maneira inesperada, em lugares imprevistos, segundo formas precedentemente inimagináveis (…); mas demonstra-nos também que Ele age em vista do único Corpo e na unidade do único Corpo» [45].

A propósito disto, vale a indicação do decreto "Presbyterorum Ordinis":
«Sabendo discernir se o espírito vêm de Deus, [os presbíteros] perscrutem com o sentido da Fé, reconheçam com alegria e promovam com diligência os multiformes carismas dos leigos, tanto os mais modestos como os mais altos» [46].

Estes dons, que impelem não poucos para uma vida espiritual mais elevada, podem ser de proveito não só para os fiéis leigos, mas também para os próprios ministros.
Com efeito, da comunhão entre ministros ordenados e carismas, pode brotar «um válido impulso para um renovado compromisso da Igreja no anúncio e no testemunho do Evangelho da Esperança e da Caridade em todos os recantos do mundo» [47].

Queria ainda acrescentar, apoiado na exortação apostólica "Pastores dabo vobis", do Papa João Paulo II, que o Ministério ordenado tem uma radical «forma comunitária», e pode ser cumprido apenas na comunhão dos presbíteros com o seu Bispo [48].

É preciso que esta comunhão, entre os sacerdotes e com o respectivo Bispo, baseada no Sacramento da Ordem e manifestada na Concelebração Eucarística, se traduza nas diversas formas concretas de uma Fraternidade sacerdotal efectiva e afectiva [49].
Só deste modo, é que os sacerdotes poderão viver em plenitude o dom do Celibato, e serão capazes de fazer florir comunidades cristãs, onde se renovem os prodígios da primeira pregação do Evangelho.

O Ano Paulino, que está a chegar ao fim, encaminha o nosso pensamento também para o Apóstolo das Nações, em quem refulge, aos nossos olhos, um modelo esplêndido de sacerdote, totalmente «doado» ao seu Ministério.
«O Amor de Cristo absorve-nos completamente – escrevia ele –, ao pensarmos que Um só morreu por todos, e que todos, portanto, devem morrer [por Ele]» (2 Cor 5, 14).
E acrescenta:
«Ele morreu por todos, para que os vivos deixem de viver para si próprios, mas vivam [só] para Aquele que morreu e ressuscitou por eles» (2 Cor 5, 15).

Que programa, melhor do que este, poderia ser proposto a um sacerdote, empenhado a avançar pela estrada da perfeição cristã?




Amados Sacerdotes:
A Celebração, dos cento e cinquenta Anos da morte de S. João Maria Vianney (1859), segue-se imediatamente às Celebrações, há pouco encerradas, dos cento e cinquenta Anos das Aparições de Lourdes (1858).

Já em 1959, o Beato Papa João XXIII anotara:
«Pouco antes do Santo Cura d’Ars concluir a sua longa carreira cheia de méritos, a Virgem Imaculada aparecera, noutra região da França, a uma menina humilde e pura, para lhe transmitir uma mensagem de Oração e Penitência, cuja imensa ressonância espiritual há um século que é bem conhecida.
Na realidade, a vida do Santo Sacerdote, cuja comemoração celebramos, foi, de antemão, uma viva ilustração das grandes verdades sobrenaturais ensinadas à vidente de Massabielle.
Ele próprio [o Cura d'Ares] nutria pela Imaculada Conceição da Santíssima Virgem uma vivíssima devoção; ele que, em 1836, tinha consagrado a sua paróquia a Maria Concebida sem Pecado, e havia de acolher, com tanta fé e alegria, a Definição dogmática de 1854 [Imaculada Conceição de Nossa Senhora]»
[50].

O Santo Cura d’Ars sempre recordava aos seus fiéis que «Jesus Cristo, depois de nos ter dado tudo aquilo que nos podia dar, quis ainda fazer-nos herdeiros de quanto Ele tem de mais precioso, ou seja, da Sua Santa Mãe» [51].

À Virgem Santíssima, entrego este Ano Sacerdotal, pedindo-Lhe para suscitar, no ânimo de cada presbítero, um generoso relançamento daqueles ideais de total doação a Cristo e à Igreja, que inspiraram o pensamento e a acção do Santo Cura d’Ars.

Com a sua fervorosa vida de oração e o seu amor apaixonado a Jesus Crucificado, João Maria Vianney alimentou a sua quotidiana doação, sem reservas, a Deus e à Igreja.
Possa o seu exemplo suscitar nos sacerdotes aquele testemunho de unidade com o Bispo, entre eles próprios, e com os leigos, o que é tão necessário hoje, como sempre o foi.

Não obstante o mal que existe no mundo, ressoa sempre actual a Palavra de Cristo aos Seus Apóstolos, no Cenáculo:
«No mundo sofrereis tribulações. Mas tende confiança: Eu venci o mundo» (Jo 16, 33).
A Fé no Divino Mestre dá-nos a força para olharmos confiadamente o futuro.

Amados Sacerdotes, Cristo conta convosco.
A exemplo do Santo Cura d’Ars, deixai-vos conquistar por Ele, e sereis também vós, no mundo actual, mensageiros de esperança, de reconciliação e de paz.

Com a minha bênção.


Vaticano, 16 de Junho de 2009.

+ Benedictus PP. XVI





_________

NOTAS:

[24] Nodet, 131.
[25] Ibid., 130.
[26] Ibid., 27.
[27] Ibid., 139.
[28] Ibid., 28.
[29] Ibid., 77.
[30] Ibid., 102.
[31] Ibid., 189.
[32] Evangelii nuntiandi, 41.
[33] BENTO XVI, Homilia na Missa Crismal
(9 de Abril de 2009).
[34] Cf. BENTO XVI, Discurso à Assembleia plenária
da Congregação do Clero (16 de Março de 2009).
[35] Parte I.
[36] Este foi o nome que deu à casa
onde fez alojar e educar mais de 60 meninas abandonadas.
Para mantê-la, a nada se poupava:
«J’ai fait tous les commerces imaginables» - dizia ele sorrindo (Nodet, 214).
[37] Nodet, 216.
[38] Ibid., 215.
[39] Ibid., 216.
[40] Ibid., 214.
[41] Cf. ibid., 112.
[42] Cf. ibid., 82-84.102-103.
[43] Ibid., 75.
[44] Ibid., 76.
[45] BENTO XVI, Homilia na Vigília de Pentecostes (3 de Junho de 2006).
[46] N. 9.
[47] BENTO XVI, Discurso aos Bispos amigos do Movimento dos Focolares
e da Comunidade de Santo Egídio (8 de Fevereiro de 2007).
[48] Cf. n. 17.
[49] Cf. JOÃO PAULO II, Exort. ap. Pastores dabo vobis, 74.
[50] Carta enc. Sacerdotii nostri primordia, parte III.
[51] Nodet, 244.






* * * * *

Fonte: Nova evangelização católica

O barrete e o solidéu

Barrete
O barrete é um objeto quadrangular provido geralmente de 3 palas e quase sempre de um pompom. Sua cor varia de acordo com o clérigo, podendo ser usado por todos. O barrete tem uma representação de autoridade. Ao pronunciar uma sentença, por exemplo, os juízes na antiguidade utilizavam o barrete. Os doutores (acadêmicos) utilizam o barrete em funções solenes. O padre, durante a confissão, utilizava obrigatoriamente o barrete para simbolizar exatamente que era ele em posição de Juiz que estava absolvendo o penitente. Nas funções litúrgicas, igualmente, para demonstrar a função de autoridade, junto com os outros clérigos. Ainda hoje é profundamente recomendável que o padre faça uso do barrete no exercício de suas funções. Ao lado temos a representação de um barrete tradicional: ao lado destacamos as palas, em número de três; ao lado destaca-se o pompom ao centro e pode-se ver com maior precisão as três palas (o lado sem pala é o da orelha esquerda) . Também vemos o solidéu, este consta de oito partes costuradas entre si com uma pequena proeminência. Barrete e solidéu tem a sua cor definida de acordo com o clérigo.












Cores e Hierarquia
O barrete é preto com borla preta para os padres e diáconos, Para os monsenhores Capelães de Sua Santidade, Prelados de Honra e Protonatários Supranumerários é munido de borla violeta. Para os Protonatários Numerários deve possuir borla vermelha. Os bispos usam barrete violeta. Os cardeais usam barrete todo vermelho e sem borla. O papa, embora esteja em desuso, faz uso do barrete branco. Ao lado temos um barrete de monsenhor, abaixo um cardinalício (detalhe para a ausência de borla) e um episcopal.










Uso durante as celebrações
Como a mitra, é retirado durante várias partes da celebração, : nas preces introdutórias, nas orações presidenciais, nos hinos quando são cantados de pé, durante o evangelho, a oração dos fiéis, o credo e toda a liturgia eucarística, desde depois de receber os dons até retomando-o após a oração após a comunhão. Diferentemente da mitra, não se usa barrete para dar a bênção final ou oração sobre o povo, seja na missa seja fora dela. O barrete pode ser usado com as vestes corais (nas quais é obrigatório), com casula ou pluvial, ou ainda apenas com estola para o sacramento da confissão. Abaixo temos um bispo em vestes corais que faz uso do barrete violeta, um cardeal que usa barrete vermelho com o pluvial e um padre que ouve as leituras da missa usando barrete preto. Quando se usa mitra, não se faz uso do barrete.















Uso fora das celebrações
O uso do barrete também pode dar-se fora das celebrações, podendo acompanhar a batina, mormente quando usa-se mantel. Abaixo observamos Dom Antônio Keller fazendo uso do barrete violeta com mantel e um padre que usa seu barrete preto com a mesma capa.














Outros modelos de barrete
O barrete pode apresentar-se em outros modelos, todavia a variação das cores e o uso é o mesmo. Nas imagens mostramos um barrete preto com borla vermelha e um violeta.

Solidéu
O solidéu é uma pequena calota que os clérigos usam na cabeça. Sendo preto para os padres, para todos os monsenhores é preto com frisos violáceos. Todo violeta para os bispos, vermelho para os cardeais e branco para o papa. Nas figuras abaixo temos as diferentes cores de solidéu. No detalhe os frisos violeta do solidéu dos monsenhores.









Barrete Cardinalício

Após a abolição do galero cardinalício, o barrete tomou seu lugar na principal cerimonia do colégio: a criação. Quando o papa escolhe um homem para se tornar cardeal, a cerimonia que marcava o ingresso dele no colégio dos cardeais era o recebimento do galero (chapéu de abas largar e munido de borlas). Atualmente o cardeal recebe o barrete de cor vermelha como se mostra na figura abaixo. Em virtude de tal importância, os cardeais são proibidos de usar barrete com vestes comuns, isto é, seu uso resume-se às vestes sagradas e às vestes corais.
Cônegos
Os cônegos usam barrete de acordo com as determinações próprias de cada cabido. Geralmente usam barretes pretos com pompom violeta. Alguns, principalmente cônegos catedrálicos de sedes cardinalícias, usam pompom vermelho. Abaixo temos uma foto de Monsenhor João Clá Dias, cônego da basílica papal Santa Maria Maior e os cônegos catedrálicos de Frederico Westphalen com seu bispo.
http://www.arautos.org.br/view/resource/view?&image=8640&size=2










fonte:salvem a liturgia

Através do ministério dos presbíteros, se realiza o sacrifício espiritual de todos os fiéis, em união com o de Cristo, único Mediador


PAPA BENTO XVI

AUDIÊNCIA GERAL

Praça de São Pedro
Quarta-feira, 1° de Julho de 2009

Como preciosa herança do Ano paulino, podemos aceitar o convite do Apóstolo para aprofundar o conhecimento do mistério de Cristo, para que Ele seja o coração e o centro da nossa existência pessoal e comunitária . É precisamente da plena comunhão com Cristo que "brotam todos os outros elementos da vida da Igreja, em primeiro lugar a comunhão entre todos os fiéis, o compromisso de anúncio e de testemunho do Evangelho, o ardor da caridade para com todos, especialmente para com os pobres e os pequeninos" (cf. Insegnamenti, I, 2005, pp. 8-13 .

Como durante o Ano paulino a nossa referência constante foi São Paulo, assim nos próximos meses olharemos em primeiro lugar para São João Maria Vianney, o Santo Cura d'Ars, recordando o sesquicentenário da sua morte. Na carta que para tal ocasião escrevi aos sacerdotes, desejei ressaltar aquilo que mais resplandece na existência deste humilde ministro do altar: "a sua total identificação com o próprio ministério". Ele gostava de dizer que "um bom pastor, um pastor segundo o coração de Deus, é o maior tesouro que o bom Deus possa conceder a uma paróquia, e um dos dons mais preciosos da misericórdia divina". E, quase sem conseguir dar-se conta da grandeza do dom e da tarefa confiados a uma pobre criatura humana, suspirava: "Oh, como o sacerdote é grande! ... Se ele se compreendesse a si mesmo, morreria... Deus obedece-lhe: ele pronuncia duas palavras e, à sua voz, nosso Senhor desce do céu e encerra-se numa pequena hóstia".

Na verdade, precisamente considerando o binómio "identidade-missão", cada sacerdote pode sentir melhor a necessidade daquela progressiva identificação com Cristo, que lhe assegura a fidelidade e a fecundidade do testemunho evangélico.

O próprio título do Ano sacerdotal Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote põe em evidência o facto de que o dom da graça divina precede toda a possível resposta e realização pastoral do homem e assim, na vida do sacerdote, anúncio missionário e culto nunca são separáveis, como nunca devem ser separadas a identidade ontológico-sacramental e a missão evangelizadora.

De resto, a finalidade da missão de cada presbítero, poderíamos dizer, é "cultual": para que todos os homens possam oferecer-se a Deus como hóstia viva, santa e do seu agrado (cf. Rm 12, 1), que na própria criação, nos homens, se torna culto, louvor do Criador, recebendo daqui aquela caridade que são chamados a dispensar abundantemente uns aos outros.

Através do ministério dos presbíteros, se realiza o sacrifício espiritual de todos os fiéis, em união com o de Cristo, único Mediador: sacrifício que os presbíteros oferecem de modo incruento e sacramental, à espera da nova vinda do Senhor. Esta é a principal dimensão, essencialmente missionária e dinâmica, da identidade e do ministério sacerdotal: através do anúncio do Evangelho eles geram a fé naqueles que ainda não acreditam, para que possam unir ao sacrifício de Cristo o seu sacrifício, que se traduz em amor a Deus e ao próximo.

Prezados irmãos e irmãs, diante de tantas incertezas e canseiras, também no exercício do ministério sacerdotal, é urgente a recuperação de um juízo claro e inequívoco sobre a primazia absoluta da graça divina, recordando o que escreve S. Tomás de Aquino: "O menor dom da graça supera o bem natural de todo o universo" (Summa Theologiae, I-II, q. 113, a. 9, ad 2). Por conseguinte, a missão de cada um dos presbíteros dependerá, também e sobretudo, da consciência da realidade sacramental do seu "novo ser". Da certeza da sua identidade, não artificialmente construída mas gratuita e divinamente oferecida e recebida, depende o entusiasmo sempre renovado do sacerdote em relação à missão. Inclusive para os presbíteros é válido quanto escrevi na Encíclica Deus caritas est: "No início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo" (n. 1).

Tendo recebido um dom de graça tão extroardinário, mediante a sua "consagração", os presbíteros tornam-se testemunhas permanentes do seu encontro com Cristo. Partindo precisamente desta consciência interior, eles podem desempenhar plenamente a sua "missão", através do anúncio da Palavra e da administração dos Sacramentos. Depois do Concílio Vaticano II, teve-se aqui e ali a impressão de que na missão dos sacerdotes, neste nosso tempo, havia algo de mais urgente; alguns pensavam que era necessário, em primeiro lugar, construir uma sociedade diversa. A página evangélica, que ouvimos no início, evoca ao contrário os dois elementos essenciais do ministério sacerdotal. Nessa época e hoje, Jesus envia os Apóstolos a anunciar o Evangelho e confere-lhes o poder de expulsar os espíritos malignos. Portanto, "anúncio" e "poder", ou seja, "palavra" e "sacramento", são as duas colunas fundamentais do serviço sacerdotal, para além das suas possíveis e múltiplas configurações.

Quando não se tem em consideração o "díptico" consagração-missão, torna-se verdadeiramente difícil compreender a identidade do presbítero e do seu ministério na Igreja. Com efeito, quem é o presbítero, a não ser um homem convertido e renovado pelo Espírito, que vive da relação pessoal com Cristo, fazendo constantemente próprios os seus critérios evangélicos? Quem é o presbítero, a não ser um homem de unidade e de verdade, consciente dos próprios limites e, ao mesmo tempo, da extraordinária grandeza da vocação recebida, ou seja, a de concorrer para difundir o Reino de Deus até aos extremos confins da terra?

Sim! O sacerdote é um homem totalmente do Senhor, porque é o próprio Deus que o chama e o constitui no seu serviço apostólico. E precisamente porque é todo do Senhor, é todo dos homens e para os homens. Durante este Ano sacerdotal, que se prolongará até à próxima solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus, oremos por todos os sacerdotes. Multipliquem-se nas dioceses, nas paróquias e nas comunidades religiosas, especialmente nas monásticas, nas associações e nos movimentos, nas várias agregações pastorais presentes no mundo inteiro, iniciativas de oração e, de modo particular, de adoração eucarística, pela a santificação do clero e pelas vocações sacerdotais, respondendo ao convite de Jesus a pedir ao "Senhor da messe que envie trabalhadores para a sua messe" (Mt 9, 38).

A oração é o primeiro compromisso, o verdadeiro caminho de santificação dos sacerdotes e a alma da autêntica "pastoral vocacional". A escassez numérica de ordenações presbiterais em alguns países não deve apenas desanimar, mas deve impelir a multiplicar os espaços de silêncio e de escuta da Palavra, a aprimorar a direcção espiritual e o sacramento da confissão, para que a voz de Deus, que sempre continua a chamar e a confirmar, possa ser ouvida e prontamente seguida por numerosos jovens. Quem reza, não tem medo; quem ora, nunca está sozinho; quem reza, salva-se! Modelo de uma existência que se fez oração é, sem dúvida, São João Maria Vianney. Maria, Mãe da Igreja, ajude todos os sacerdotes a seguir o seu exemplo para que sejam, como ele, testemunhas de Cristo e apóstolos do Evangelho.


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Un segundo aniversario para «Summorum Pontificum»


Luis Joaquín Gómez Jaubert

El año pasado, por estas mismas fechas estivales, comenzaba escribiendo una columna, los viernes en el diarioya.es, que continuaré mientras Dios quiera, con un artículo titulado «Un primer aniversario». Se cumple, el día 7 del presente mes, el segundo año de la aparición del texto pontificio Motu proprio Summorum Pontificum de Benedicto XVI otorgando carta de ciudadanía al rito latino de celebración de la Santa Misa y de la totalidad de los sacramentos, conocido, principalmente, como Tradicional o gregoriano. Con el presente, inicio mi colaboración con ReL recordando un párrafo del citado artículo por considerar que los acontecimientos no han variado, excesivamente, la situación de lo entonces comentado:

«Hay como un cierto recelo en buena parte del clero que no termina de considerar entre sus objetivos pastorales lo que significa la expresión “derechos de los fieles”. El Motu Proprio papal va más allá de una imposición, que es el modo que parece que algunos entienden como única manera de hacer posible la obediencia en la Iglesia, y por supuesto de una proposición. Es ley que reconoce un derecho. No es un privilegio ni un indulto, términos que podrían aplicarse, ejemplo que elijo sólo por su difusión, a la concesión no universal de la comunión en la mano prohibida en algunas diócesis, sino un verdadero derecho universal que no puede ser vetado y que configura el correspondiente deber por parte de quien ha de atender a aquel o aquellos que reclaman en sus diócesis el reconocimiento del citado derecho a participar de los Sacramentos con los rituales de 1962».

Me causa tristeza comprobar como el problema «episcopal» no lo tiene Su Santidad Benedicto XVI sólo con los obispos de la Fraternidad Sacerdotal San Pío X. El texto del Motu Proprio, claro en su exposición, ha producido reacciones, en el episcopado, que abarcan desde su aceptación y aplicación al rechazo más extremo, del blanco al negro. Sin embargo, pienso que a las citadas posturas, en un grisáceo con distintas tonalidades según los casos, hay que sumar todas aquellas otras que usan del documento, no como Motu Proprio papal sino como Motu Proprio del Ordinario de turno, interpretándolo arbitrariamente sin respeto al texto ni a una coherente lectura. No son de recibo algunos de los argumentos muy repetidos que, en respuestas a las peticiones realizadas, se han dado a lo largo de la geografía católica forzando las disposiciones del Santo Padre hasta una apariencia de manipulación. La redacción del texto da libertad, entre otros, a los párrocos precisamente para evitar las dificultades en las que, en muchas ocasiones, se encontraron numerosos peticionarios a tenor de las facultades establecidas en los documentos anteriores Quattuor abhinc annis y Ecclesia Dei a los obispos diocesanos, algunos de los cuales no tenían una visión lo suficiente amplia y universal para apreciar la importancia de las pretensiones papales, en aquel entonces, de Juan Pablo II.

Para entender bien el documento, hay que repasar el Art.7 pues en él se muestra con diáfana claridad hasta donde llega la preocupación de Benedicto XVI para que sean atendidos los que demandan su legítimo derecho: «Si un grupo de fieles laicos, como los citados en el art. 5, §1, no ha obtenido satisfacción a sus peticiones por parte del párroco, informe al obispo diocesano. Se invita vivamente al obispo a satisfacer su deseo. Si no puede proveer a esta celebración, el asunto se remita a la Pontificia Comisión Ecclesia Dei». Vamos que de una forma o de otra, antes o después, han de ser atendidos.

El documento busca hacer posible algo tan católico como la expresión, en una diversidad litúrgica dentro de un único rito, de la unidad de la Fe. Los obispos orientales lo entenderían muy bien. Afirmar que la convivencia de dos expresiones de la liturgia afecta a la unidad es no entender la catolicidad. Yo, que celebro las dos formas en la parroquia donde sirvo, jamás he visto ninguna actitud esquizofrénica en los que acuden a ambas, según se tercie su plan dominical con respecto a los horarios de Misa, ni tampoco batallas entre los que salen de una celebración con los que entran en la otra. Más deberíamos preocuparnos no sólo por los abusos litúrgicos sino por la realidad de que muchos fieles que asisten a la misma celebración eucarística no piensan igual ni sobre la resurrección ni sobre la presencia real de Cristo en la Eucaristía, ni sobre la infabilidad papal ni… sobre casi todos los dogmas católicos.

No deseo extenderme más sobre otros puntos no asumidos del documento. Solamente deseo aprovechar el final de este escrito, para rendir mi homenaje personal al Cardenal Castrillón Hoyos que el día 4 de este mismo mes cumplió 80 años y que, en aplicación del artículo 12 Motu proprio Summorum Pontificum, ha trabajado hasta el límite de sus fuerzas por hacer posibles los deseos del Papa. Con él he colaborado en los últimos años porque así lo deseó y no puedo decir más que buen señor fue y que tal vez, al contrario que le sucedió al Cid, fuimos los «vasallos» los que no estuvimos a la altura.

fonte:religion en libertad

I frutti del ‘Summorum Pontificum’ e i ‘peccatori liturgici’ del post-Concilio di Matteo Orlando



CITTA’ DEL VATICANO - Il 7 luglio è stato il secondo anniversario della diffusione nel mondo del ‘Motu Proprio’ di Sua Santità Benedetto XVI dal titolo: “Summorum Pontificum” (SP). In occasione del primo anniversario abbiamo cercato di commentare il post SP, tra ottime accoglienze ed inspiegabili malumori, purtroppo anche da parte di alcuni Cardinali e vescovi. Quest’anno vogliamo sottolineare qualcos’altro. Intanto un dato statistico significativo. Se in tutto il mondo occidentale le vocazioni sacerdotali sono in calo, quelle nelle comunità cattoliche che hanno preso sul serio il SP e la liturgia tradizionale sono in continuo aumento. In Francia, ad esempio, a discapito di un meno 80% di seminaristi odierni rispetto agli anni del Concilio Vaticano II, tutti gli istituti ‘Ecclesia Dei’ (riconosciuti da Roma), ma anche la ‘Fraternità San Pio X’, registrano un aumento nel numero dei seminaristi e prevedono ulteriori aumenti per i prossimi anni. Molti seminaristi diocesani, poi, non nascondono la loro preferenza per la forma straordinaria del rito romano e dicono di voler applicare il SP di Benedetto XVI nelle loro future parrocchie. Per la celebrazione del rito straordinario si prospetta un bell’avvenire, visto che circa un seminarista francese su quattro oggi è destinato alla celebrazione secondo la forma straordinaria, e questo benché i fedeli che frequentano centri di Messa tradizionale non siano più del 2-4% di tutti i cattolici. C’è da dire, ancora, che il SP ha avuto in tutto il mondo cattolico delle magnifiche conseguenze spirituali. Basti pensare all’aumento nelle vocazioni registratosi presso quegli Istituti sacerdotali e religiosi (come la società di vita apostolica in forma canonicale di diritto pontificio dell'Istituto di ‘Cristo Re Sommo Sacerdote’) che fanno uso della liturgia tradizionale, alla nascita di gruppi e circoli che ad esso si ispirano (come l’Amicizia Sacerdotale Summorum Pontificum del domenicano padre Vincenzo Nuara) e al rinnovato fervore dei fedeli laici che frequentano gli ambienti in forte crescita della cosiddetta “Messa in latino”. Quindi, tra i tradizionalisti fioriscono vocazioni percentualmente molto più frequenti che tra i fedeli ordinari! Ancora, scagliarsi contro la Messa tradizionale e, quindi, contro il Motu Proprio che l’ha liberalizzata, non significa difendere il Concilio Vaticano II, che ha voluto la riforma liturgica, ma negarlo. Non ci credete? Ecco una rassegna di alcuni punti della ‘Sacrosanctum Concilium’:

21. La liturgia consta di una parte immutabile, perché di istituzione divina, e di parti suscettibili di cambiamento, che nel corso dei tempi possono o anche devono variare, qualora in esse si fossero insinuati elementi meno rispondenti all' intima natura della stessa liturgia, o si fossero resi meno opportuni. In tale riforma, occorre ordinare i testi e i riti in modo che esprimano più chiaramente le sante realtà, che significano, e il popolo cristiano, per quanto possibile, possa capire facilmente e parteciparvi con una celebrazione piena, attiva e comunitaria.

22. Regolare la sacra liturgia compete unicamente all'autorità della Chiesa, che risiede nella Sede Apostolica e, a norma del diritto, nel vescovo. Perciò, nessun altro, assolutamente, anche se sacerdote, aggiunga, tolga o muti alcunché di sua iniziativa, in materia liturgica.

23. Non si introducano innovazioni se non quando lo richieda una vera e accertata utilità della Chiesa, e con l' avvertenza che le nuove forme scaturiscano in maniera in qualche modo organica da quelle già esistenti. Si evitino anche, per quanto è possibile, notevoli differenze di riti tra regioni confinanti.

24. Massima è l'importanza della Sacra Scrittura nel celebrare la liturgia. Da essa, infatti, vengono tratte le letture da spiegare nell'omelia e i salmi da cantare; del suo afflato e del suo spirito sono permeate le preci, le orazioni e gli inni liturgici, e da essa prendono significato le azioni e i segni. Perciò, allo scopo di favorire la riforma, il progresso e l'adattamento della sacra liturgia, è necessario che venga promossa quella soave e viva conoscenza della sacra scrittura, che è attestata dalla venerabile tradizione dei riti sia orientali che occidentali.

28. Nelle celebrazioni liturgiche ciascuno, ministro o fedele, svolgendo il proprio ufficio, compia solo e tutto ciò che, secondo la natura del rito e le norme liturgiche, è di sua competenza.

29. Anche i ministranti, i lettori, i commentatori, e tutti i membri del coro svolgono un vero ministero liturgico. Essi perciò esercitino il proprio ufficio con la sincera pietà e l'ordine che convengono ad un così grande ministero e che il popolo di Dio esige giustamente da essi. Bisogna dunque che essi siano permeati con cura, ognuno secondo la propria condizione, dallo spirito liturgico, e siano formati a svolgere la propria parte secondo le norme stabilite e con ordine.

30. Per promuovere la partecipazione attiva, si curino le acclamazioni del popolo, le risposte, la salmodia, la antifone, i canti nonché le azioni e i gesti e l' atteggiamento del corpo. Si osservi anche, a tempo debito, il sacro silenzio.

35. Nelle sacre celebrazioni, venga disposta una lettura della Sacra Scrittura più abbondante, più varia e più adatta, si inculchi anche in tutti i modi una catechesi più direttamente liturgica, e negli stessi riti siano previste, se son necessarie, brevi didascalie da farsi con formule prestabilite o simili, dal sacerdote o dal ministro competente, solo nei momenti più opportuni.

36. L'uso della lingua latina, salvo un diritto particolare, sia conservato nei riti latini. Dato però che, sia nella Messa sia nell'amministrazione dei Sacramenti, sia in altre parti della liturgia, non di rado l'uso della lingua volgare può riuscire assai utile per il popolo, si possa concedere ad essa una parte più ampia, e specialmente nelle letture e nelle monizioni, in alcune preghiere e canti.

52. Si raccomanda vivamente l'omelia, come parte della stessa liturgia; in essa, nel corso dell'anno liturgico, vengono presentati, dal testo sacro, i misteri della fede e le norme della vita cristiana. Anzi, nelle Messe della domenica e delle feste di precetto celebrate con partecipazione di popolo, l'omelia non si ometta se non per grave motivo.

53. Sia ripristinata dopo il vangelo e l'omelia, specialmente la domenica e le feste di precetto, la "orazione comune" o "dei fedeli", in modo che, con la partecipazione del popolo, si facciano preghiere per la Santa Chiesa, per coloro che ci governano, per coloro che si trovano in varie necessità, per tutti gli uomini e per la salvezza di tutto il mondo.

54. Si possa concedere, nelle Messe celebrate con partecipazione di popolo, un conveniente posto alla lingua volgare, specialmente nelle letture e nella "orazione comune", e, secondo la condizione dei vari luoghi, anche nelle parti spettanti al popolo. Si abbia cura però che i fedeli possano recitare o cantare insieme, anche in lingua latina, le parti dell'ordinario della Messa che spettano ad essi.

113. L'azione liturgica assume una forma più nobile quando i divini uffici sono celebrati solennemente in canto, con la presenza dei sacri ministri e la partecipazione attiva del popolo.

114. Si conservi e si incrementi con somma cura il patrimonio della musica sacra Si promuovano con impegno le "Scholae cantorum" specialmente presso le Chiese cattedrali; i vescovi, poi, e gli altri pastori d'anime curino diligentemente che in ogni azione sacra celebrata in canto tutta l'assemblea dei fedeli possa dare la sua partecipazione attiva.

115. Si curi molto la formazione e la pratica musicale nei seminari, nei noviziati dei religiosi e delle religiose e negli studentati, come pure negli altri istituti e scuole cattoliche; per raggiungere questa formazione si preparino con sollecitudine i maestri destinati all'insegnamento della musica sacra. Si raccomanda, inoltre, se sarà opportuno, l'erezione di istituti superiori di musica sacra. Ai musicisti, ai cantori, e in primo luogo ai fanciulli, si dia anche una genuina formazione liturgica.

116. La Chiesa riconosce il canto gregoriano come proprio della liturgia romana: perciò, nelle azioni liturgiche, a parità di condizioni, gli si riservi il posto principale. Gli altri generi di musica sacra, e specialmente la polifonica, non si escludono affatto nella celebrazione dei divini uffici, purché rispondano allo spirito dell' azione liturgica.

117. Si porti a termine l'edizione tipica dei libri di canto gregoriano. Conviene inoltre che si prepari un'edizione che contenga melodie più semplici, ad uso delle chiese minori.

118. Si promuova con impegno il canto popolare religioso, in modo che nei pii e sacri esercizi, e nelle stesse azioni liturgiche, secondo le norme e disposizioni delle rubriche, possano risuonare le voci dei fedeli.

120. Nella Chiesa latina si abbia in grande onore l'organo a canne, come strumento musicale tradizionale, il cui suono è in grado di aggiungere mirabile splendore alle cerimonie della Chiesa, e di elevare potentemente gli animi a Dio e alle realtà supreme. Altri strumenti, poi, si possono ammettere nel culto divino, a giudizio e con il consenso della competente autorità ecclesiastica territoriale, purché siano adatti all'uso sacro o vi si possano adattare,convengano alla dignità del tempio e favoriscano veramente l' edificazione dei fedeli.

121. I musicisti, animati da spirito cristiano, sentano di essere chiamati a coltivare la musica sacra e ad accrescere il suo patrimonio. Compongano melodie che abbiano le caratteristiche della vera musica sacra e che non solo possano essere cantate dalle maggiori "Scholae cantorum", ma convengono anche alle "Scholae" minori, e favoriscano la partecipazione attiva di tutta l' assemblea dei fedeli. I testi destinati al canto sacro siano conformi alla dottrina cattolica, anzi siano presi di preferenza dalla sacra scrittura e dalle fonti liturgiche.

124. Nel promuovere e favorire un'autentica arte sacra, gli ordinari procurino di ricercare piuttosto una nobile bellezza che una mera sontuosità. E ciò valga anche per le vesti e gli ornamenti sacri. I vescovi abbiano cura di allontanare con zelo dalla casa di Dio e dagli altri luoghi sacri le opere d'arte che sono contrarie alla fede e ai costumi, e alla pietà cristiana, che offendono il genuino senso religioso, o perché depravate nelle forme, o perché mancanti, mediocri o false nell'espressione artistica. Nella costruzione poi degli edifici sacri ci si preoccupi diligentemente che siano idonei a consentire lo svolgimento delle azioni liturgiche e la partecipazione attiva dei fedeli.

125. Resti ferma la prassi di esporre nelle Chiese alla venerazione dei fedeli le immagini sacre; tuttavia, si espongano in numero moderato e nell'ordine dovuto, per non destare meraviglia nel popolo cristiano e per non indulgere ad una devozione non del tutto retta.

127. Tutti gli artisti, che guidati dal loro ingegno intendono servire alla gloria di Dio nella Santa Chiesa, ricordino sempre che si tratta di una certa sacra imitazione di Dio creatore e di opere destinate al culto cattolico, all' edificazione, alla pietà e all' istruzione religiosa dei fedeli.

128. Si rivedano quanto prima, insieme ai libri liturgici, a norma dell'art. 25, i canoni e le disposizioni ecclesiastiche che riguardano il complesso delle cose esterne attinenti al culto sacro, specialmente per la costruzione degna ed appropriata degli edifici sacri, la forma e la erezione degli altari, la nobiltà, la disposizione e la sicurezza del tabernacolo eucaristico, la funzionalità e la dignità del battistero, la conveniente disposizione delle sacre immagini, della decorazione e dell'ornamento. Quelle norme che risultano meno rispondenti alla riforma della liturgia siano corrette o abolite; quelle invece che la favoriscono siano mantenute o introdotte. A tale riguardo, soprattutto per quanto si riferisce alla materia e alla forma della sacra suppellettile e degli indumenti, si concede facoltà alle assemblee episcopali delle varie regioni di fare gli adattamenti richiesti dalle necessità e dalle usanze locali, a norma dell'art. 22 della presente costituzione.

Qualcuno, ora, ci dica se le definizioni del Concilio sulla liturgia, corrispondono di più alla Messa tradizionale o a quella riformata!Già solo il fatto che latino e canto gregoriano siano stati tanto raccomandati dal Concilio, che per di più non ha mai chiesto che il prete si girasse verso il popolo, dà una risposta chiara. Per concludere, una riflessione sulla dimensione culturale, artistica, pedagogica, musicale, e soprattutto storica e liturgica, del SP di Benedetto XVI espressa dal tedesco M. Mosebach in “Eresia dell’informe. La liturgia romana e il suo nemico, edizioni Cantagalli”. In sostanza, citando CR n. 1098, “se il Messale del 1962, liberalizzato da Benedetto XVI, conteneva in sé tutta la tradizione liturgica e dottrinale della Chiesa latina ed anche segnalati elementi delle divine liturgie orientali, il Novus Ordo Missae è derivato da una Commissione di esperti che di fatto ruppero, almeno in parte, con questa tradizione sia per innovarla (e magari avvicinarla alla pseudo riforma luterana) sia paradossalmente per depurarla, riportandola ad una pretesa purezza originaria (e qui emerge l’insano archeologismo denunciato da Pio XII): due tendenze contrarie, dalla cui mistura è uscito quel novum che non poteva accontentare né la pietà dei fedeli, né la scienza liturgica dei migliori specialisti in materia, da Klaus Gamber allo stesso Joseph Ratzinger. Se la liturgia tradizionale era stata il veicolo della creazione di un’arte, di una musica e di una cultura cristianamente ispirate, la nouvelle liturgie, al contrario, si ispirò al mondo contemporaneo e alle sue forme artistiche e di pensiero secolarizzato per entrarci in dialogo e collaborazione. I risultati spirituali appaiono al Mosebach persino peggiori di quelli artistici visibili nelle Chiese innalzate per il nuovo rito. Se le Chiese fatte sotto l’ispirazione della riforma liturgica non giovano né all’arte né alla spiritualità cristiana, le stesse Chiese tradizionali (dalle basiliche romane alle cattedrali gotiche fino alle rustiche cappelle di campagna) sembrano decadere quando non vengono più animate dallo spirito per cui furono costruite”. La Messa antica non nuoce all’unità della Chiesa, come sottolineano giustamente gli amici di messainlatino.it. Nell’epoca della globalizzazione, poter trovare in ogni parte del mondo una Messa in latino, universalmente uguale, è un magnifico collante dell’unità della Chiesa e consente a tutti di sentirsi a casa. Naturalmente, vanno mantenute gli arricchimenti del nuovo Lezionario: l’importanza del fatto che il popolo di Dio è ammesso ad una maggiore ricchezza di brani scritturistici (anche se c’è da capire se il fedele medio quando esce da Messa si ricorda qualcosa delle molte letture ascoltate…); la preghiera dei fedeli che ha introdotto le aspirazioni della gente nella preghiera (anche se in pratica è diventata una preghiera che qualcuno definisce “dell’aria fritta”, come nel caso di “affinché i popoli della Terra, affratellati dal comune anelito alla giustizia, possano conseguire livelli di autosufficienza economica più consoni alle loro legittime aspirazioni...”: ma che vuol dire? Non sarebbe meglio, per esempio, qualcosa di concreto: “Preghiamo per la guarigione della nostra sorella…, per la liberazione dal demonio del nostro fratello…, per la vocazione dei nostri giovani…). Papa Benedetto XVI è stato sempre chiaro: la crisi della Chiesa deriva dal disastro dell’attuale liturgia, una “costruzione artificiale di una Messa nuova, seppure ricostruita con pezzi di quella precedente”, che ha allontanato molte persone dalla partecipazione alla liturgia. Il Papa, con grande coraggio, ha intrapreso un’opera di ricostruzione difficilissima, “dopo 40 anni di bombardamento sull’edificio liturgico”. Occorre pazienza, pazienza, e ancora pazienza. Oltre che un’accorata preghiera per la conversione dei peccatori… liturgici. Chi può intendere, intenda!

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Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

«Caritas in veritate» es el título atrevido, significativo y estimulante de la nueva Encíclica de Benedicto XVI



Caridad en la verdad

El Papa, con la libertad y honestidad que le caracteriza escribe esta Encíclica y señala lo que es esencial, lo que es el norte del camino de la humanidad: la verdad y la caridad, ambas inseparables.
Cardenal Antonio Cañizares

«Caritas in veritate» es el título atrevido, significativo y estimulante de la nueva Encíclica de Benedicto XVI, singular aportación y servicio de la Iglesia al mundo. El Papa aborda la llamada «cuestión social», la temática amplia y compleja del desarrollo humano, cuarenta años después de aquella gran encíclica «Populorum progressio», en la que Pablo VI iluminó el «gran tema del desarrollo de los pueblos con el esplendor de la verdad y la luz suave de la caridad de Cristo». Si Pablo VI, en su momento, «iluminó el camino de la humanidad en vías de unificación» (CiV, 8), ahora Benedicto XVI, «en un mundo de expresiva y expansiva globalización» (CiV, 9), ofrece de nuevo la luz del Evangelio, de la que la Iglesia es portadora y servidora, esto es, «la luz de la caridad en la verdad, de la que Jesucristo se ha hecho testigo con su vida terrenal y, sobre todo, con su muerte y resurrección», como «principal fuerza impulsora del auténtico desarrollo de cada persona y de toda la humanidad» (CiV, 1), es decir, de la transformación del universo, de todo el mundo humano, de toda la creación; el vivir, sufrir y resucitar de Jesús ha sido el verdadero gran salto del progreso para el mundo, para la humanidad (Benedicto XVI).

En medio de la compleja encrucijada en la que se encuentra la humanidad entera tan ampliamente globalizada y sujeta a tan profundos cambios sociales, culturales y humanos, y en plena crisis económica mundial, con tantas repercusiones, y cuyas raíces no son separables de estas mutaciones, el Papa, con la libertad y honestidad que le caracteriza escribe esta Encíclica y señala lo que es esencial, lo que es el norte del camino de la humanidad: la verdad y la caridad, ambas inseparables.

La verdad del hombre inseparable de la verdad de Dios, que es Amor, como se nos ha hecho palpable y visible en el rostro humano de Jesús, su Hijo, Agape y Logos, Caridad y Verdad, Amor y Palabra. Verdad y caridad van unidas. Siempre debemos medir las cosas según el criterio de que la verdad venga a ser caridad, se realice en el amor, y que la caridad nos haga verdaderos, nos lleve a caminar en la verdad. En un contexto social y cultural que, con frecuencia relativiza la verdad, «por esta estrecha relación con la verdad, se puede reconocer la caridad como expresión auténtica de humanidad. La verdad es luz que da sentido a la caridad» (CiV 3).

Caridad en la verdad es el principio sobre el que gira la doctrina social de la Iglesia, el principio nuclear de su aportación a una humanidad nueva. No son principios teóricos los que el Papa expone; va al núcleo de la cuestión, al centro neurálgico de lo que sucede y aflige en la actual situación de crisis múltiple, y ofrece una salida de futuro, que no impone a nadie. Porque «la Iglesia no tiene soluciones técnicas que ofrecer y no pretende de ninguna manera mezclarse en la política de los Estados. No obstante, tiene una misión de verdad que cumplir en todo tiempo y circunstancia en favor de una sociedad a medida del hombre, de su dignidad y de su vocación. Sin verdad se cae en una visión empirista y escéptica de la vida, incapaz de elevarse sobre la praxis, porque no está interesada en tomar en consideración los valores -a veces ni siquiera el significado- con los cuales juzgarla y orientarla. La fidelidad al hombre exige la fidelidad a la verdad, que es la única garantía de libertad y de un desarrollo humano integral». (DiV 9).

* El Cardenal Antonio Cañizares es prefecto de la Congregación para el Culto Divino y la Disciplina de los Sacramentos.
* Publicado en La Razón.

EL DISCURSO INAUGURAL: EL ANTAGONISMO CON EL MUNDO Y LA LIBERTAD DE LA IGLESIA segundo a obra de Romano Amerio" Iota Unum"






CAPITULO IV EL DESARROLLO DEL CONCILIO
38. EL DISCURSO INAUGURAL: EL ANTAGONISMO CON EL MUNDO Y LA LIBERTAD DE LA IGLESIA
El discurso inaugural del Concilio pronunciado por Juan XXIII el 11 de octubre de 1962 es un documento complejo porque, según informaciones fiables, reflejó la mente del Papa en una redacción sobre la cual influyó una mente que no era la suya. Además, hasta en la identificación misma del texto el documento plan-tea problemas canónicos y filológicos. Para dar a conocer su sustancia la centrare-mos en torno a algunos puntos.
En primer lugar, el discurso se abre con una enérgica afirmación del aut aut ordenado a los hombres por la Iglesia Católica, que rechaza la neutralidad y utralidad entre el mundo y la vida celeste y ordena todas las cosas temporales a un destino eterno.
Aparte del texto profético de Luc. 2, 34, según el cual Cristo será signo de contradicción y se convertirá en resurrección o ruina para muchos, el Papa cita el más decisivo de Luc. 11, 23: «Qui non est mecum, contra me est [Quien no está conmigo, está contra Mí] ».
Estos textos jamás fueron citados después en los documentos conciliares, dado que la asamblea buscó más los aspectos compartidos por la Iglesia y el mundo y hacia los que ambos convergen, que aquéllos en los cuales se oponen y combaten.
La perfecta coherencia de esta parte. de la alocución inaugural con la mentalidad católica aparece también allí donde se asegura que «todos los hombres, particularmente considerados o reunidos socialmente, tienen el deber de tender a conseguir los bienes celestiales» (pág. 748, n. 13): se trata del concepto tradicional del señorío absoluto de Dios, que afecta a la realidad humana no sólo como persona individual, sino también como sociedad, y sanciona la obligación religiosa del Esta-do.
El segundo punto relevante del discurso es la condena del pesimismo de quienes «en los tiempos modernos no ven otra cosa que prevaricación» (n. 9). Obser-vando el nuevo curso del mundo, el Papa reconoce un general alejamiento de las inquietudes espirituales, pero encuentra ese alejamiento compensado con la ventaja de que «por la vida moderna desaparezcan los innumerables obstáculos que en otros tiempos impedían el libre obrar de los hijos de la Iglesia» (n. 11).
La referencia histórica es doble, quedando la duda de si el Papa tenía en mente la indebida injerencia ejercitada por el Imperio y la Monarquía absoluta sobre la Iglesia (en tiempos en los que en último término todo dependía de la religión) o por el contrario las vejaciones sufridas por la Iglesia desde el siglo XVIII hasta ahora por obra del Estado liberal (en tiempos en que la separación de la religión respecto de la esfera civil preparaba la actual condición de la civilización).
Más bien parece lo primero que lo segundo; pero es necesario señalar que la Iglesia luchó continuamente en la teoría y en la práctica contra la servidumbre de la Iglesia ante la potestad civil, especialmente en la elección de obispos y en la ins-tauración de beneficios eclesiásticos. Bastaría recordar hasta qué punto la deplora-ba Rosmini.
Incluso el llamado derecho de veto (en la práctica, una pura condescenden-cia de hecho) fue muchas veces considerado nulo y pasado por alto, como ocurrió en los cónclaves que eligieron a julio III, a Marcelo 11, a Inocencio X, e incluso a San Pío X: es decir, todas las veces que el coraje supo prevalecer sobre la intimida-ción de la razón política.
El juicio optimista del Pontífice acerca de la actual libertad de la Iglesia concuerda ciertamente con la realidad de la Iglesia de Roma, liberada de la carga del poder temporal; pero lo contradicen crudamente las circunstancias de las Igle-sias nacionales, muchas de las cuales se encuentran hoy encadenadas.
Por otra parte, la llamativa ausencia de episcopados enteros a los que sus gobiernos impidieron acudir al Concilio no pudo escapar al lamento del Papa, que confesaba experimentar «un vivísimo dolor por la ausencia de tantos pastores de almas para Nos queridísimos, los cuales sufren prisión por su fidelidad a Cristo» (n. 12).
Conviene además señalar cómo dicha deplorada servidumbre era en los si-glos pasados un aspecto de la compenetración de la vida religiosa con la sociedad: dicha compenetración era debida a una imperfecta distinción entre valores subordi-nados religiosos y civiles, considerados como un conjunto informado por la religión. Al contrario, la presente liberación procede de la pérdida de autoridad de la Iglesia en los espíritus del siglo, invadidos por una aspiración eudemonista y por la indife-rencia doctrinal.
Pero el punto relevante y casi secreto al cual es necesario referirse al tratar de la libertad del Concilio es la atadura de esa libertad consentida pocos meses an-tes por Juan XXIII, al firmar con la Iglesia ortodoxa un acuerdo en virtud del cual el Patriarcado de Moscú aceptaba la invitación papal de enviar observadores al Conci-lio; el Papa por su parte aseguraba que el Concilio se abstendría de condenar el co-munismo.
El pacto tuvo lugar en agosto de 1962 en Metz (Francia) y se conocen todos los detalles de tiempo y lugar a través de una rueda de prensa concedida por mons. Schmitt, obispo de aquella diócesis .
La negociación concluyó con un acuerdo que firmaron el metropolita Nico-demo por parte de la Iglesia Ortodoxa, y el cardenal Tisserant (decano del Sacro Co-legio) por parte de la Santa Sede. La noticia del acuerdo fue dada en estos términos por «France nouvelle», boletín central del Partido Comunista Francés, en el número de 16-22 de enero de 1963: «Puesto que el sistema socialista mundial manifiesta de forma innegable su superioridad y recibe su fortaleza de la aprobación de centenares y centenares de millones de hombres, la Iglesia ya no puede contentarse con un tosco anticomunismo. Incluso se ha comprometido, con ocasión del diálogo con la Iglesia ortodoxa rusa, a que no habrá en el Concilio un ataque directo contra el régimen co-munista». Por parte católica, el diario «La Croix» de 15 de febrero de 1963 informaba del acuerdo, concluyendo: «Después de esta entrevista, Mons. Nicodemo aceptó que alguien se acercase a Moscú a llevar una invitación, a condición de que fuesen da-das garantías en lo que concierne a la actitud apolítica del Concilio».
La condición impuesta por Moscú de que el Concilio no se pronunciase so-bre el comunismo no fue nunca secreta, pero su publicación en forma aislada no tuvo efecto sobre la opinión pública al no ser retomada ni divulgada por la prensa; esto se debió o bien a una gran apatía y anestesia de los estamentos eclesiásticos en torno a la naturaleza del comunismo, o bien a una acción silenciadora deseada e impuesta por el Pontífice. Pero su efecto fue poderoso (aunque silente) sobre el des-envolvimiento del Concilio, durante el cual, y en cumplimiento de la preterición pac-tada, se rechazó una propuesta de renovar la condena del comunismo.
La veracidad de los acuerdos de Metz recibió recientemente una impresio-nante confirmación en una carta de Mons. Georges Roche, secretario del cardenal Tisserant durante treinta años. Con la intención de defender al negociador vaticano, este prelado romano sale al paso de las imputaciones de Jean Madiran y confirma enteramente la existencia del acuerdo entre Roma y Moscú, precisando que la ini-ciativa de los encuentros fue tomada personalmente por Juan XXIII a sugerencia del card. Montini y que Tisserant «recibió órdenes formales tanto para firmar el acuerdo como para vigilar su exacta ejecución durante el Concilio» .
De este modo, el Concilio se abstuvo de volver a condenar el comunismo; en las Actas no se encuentra ni siquiera esa palabra, tan abundante en los documen-tos papales hasta aquel momento 3 . La gran Asamblea se pronunció específica-mente sobre el totalitarismo, el capitalismo o el colonialismo, pero ocultó su juicio sobre el comunismo tras un juicio genérico sobre las ideologías totalitarias.
El debilitamiento del sentido lógico propio del espíritu del siglo arrebata también a la Iglesia el temor a la contradicción. En el discurso inaugural del Conci-lio se celebra la libertad de la Iglesia contemporánea en el mismo momento en que se confiesa que muchísimos obispos están encarcelados por su fidelidad a Cristo y cuando, en virtud de un acuerdo propugnado por el Pontífice, el Concilio se encuen-tra constreñido por el compromiso de no pronunciar ninguna condena contra el comunismo.
Esta contradicción, siendo grande, lo es menos si se la compara con la con-tradicción de fondo consistente en fundamentar la renovación de la Iglesia sobre la apertura al mundo, para luego borrar de entre los problemas del mundo el proble-ma principalísimo, esenciadísimo y decisivo del comunismo.

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

"Vaticano II – Che cosa è andato storto?" di Ralph McInerny finalmente in italiano







Pubblichiamo la presentazione di Massimo Introvigne (che potrete trovare qui) dell’analisi del filosofo statunitense sul Concilio e sul Posconcilio. “La tesi di McInerny, secondo cui i documenti del Concilio sono di per sé suscettibili di un’interpretazione secondo e non contro la Tradizione della Chiesa, mentre sono stati la presentazione del Vaticano II da parte dei “teologi dissidenti” e il loro capzioso appello allo “spirito del Concilio” contro la sua lettera a causare la crisi è presentata in questo testo in un modo semplice e autorevole.” […] "McInerny mostra come a partire dal 1985, con l’intervista Rapporto sulla fede rilasciata dall’allora cardinale Ratzinger al giornalista Vittorio Messori e con il Sinodo Straordinario a vent’anni dal Concilio, il Magistero inizia a prendere in mano la questione dell’interpretazione del Vaticano II e, con voce sempre più ferma, prende posizione contro il “magistero parallelo” dei teologi del dissenso.”


Massimo Introvigne

La pubblicazione dell’edizione italiana di Vaticano II – Che cosa è andato storto? (Fede & Cultura, Verona 2009) colma una duplice lacuna. Da una parte, mette a disposizione anche dei lettori di lingua italiana uno dei testi fondamentali del dibattito statunitense sul Concilio Ecumenico Vaticano II: un dibattito cui ha partecipato lo stesso cardinale Joseph Ratzinger, e di cui si ritrova l’eco nel magistero di Benedetto XVI. Dall’altra, permette al pubblico italiano di conoscere meglio la figura e l’opera di Ralph McInerny, da molti considerato il maggiore filosofo cattolico vivente, stimato da Giovanni Paolo II e da Benedetto XVI ma ancora poco conosciuto nel nostro Paese nonostante gli sforzi del suo amico e collaboratore Fulvio Di Blasi e dell’associazione Thomas International, che ha fatto pubblicare L’analogia in Tommaso d’Aquino (Armando, Roma 1999) e Conoscenza morale implicita (Rubbettino, Soveria Mannelli [Catanzaro] 2006). Il fatto che un autore così conosciuto negli Stati Uniti sia poco tradotto in Italia fa venire qualche cattivo pensiero: che si sia voluta censurare una voce cruciale ma scomoda?


McInerny, in effetti, è uno dei pochi intellettuali cattolici degli Stati Uniti la cui notorietà supera la cerchia degli accademici e si estende, ormai da anni, al grande pubblico. Nato a Minneapolis il 24 febbraio 1929, dopo studi al St. Paul Seminary, McInerny consegue la laurea in filosofia all’Università del Minnesota e il dottorato presso la Pontificia Facoltà di Filosofia dell’Università Laval, a Québec. Dal 1955 ha insegnato filosofia per oltre cinquant’anni all’Università Notre Dame presso South Bend, nell’Indiana, dove tuttora dirige il Centro Jacques Maritain. Il rapporto con quella che rimane la più grande università cattolica del mondo per numero d’iscritti è cruciale per intendere l’attività e la carriera di McInerny, che a Notre Dame – senza nascondere i problemi che la crisi teologica ha portato anche in questo prestigioso ateneo – ha dedicato parecchi dei suoi scritti. Membro della Pontificia Accademia di San Tommaso d’Aquino e della Commissione del Presidente degli Stati Uniti per le Arti e le Lettere, McInerny è legato all’Italia e a Roma – dove ha soggiornato ripetutamente – da un rapporto che è insieme culturale e affettivo. Da molti anni è considerato il maggiore specialista vivente di San Tommaso. Le sue opere filosofiche sono in parte destinate agli specialisti, in parte agli studenti e al mondo cattolico per cui ha scritto alcune delle più brillanti e vivaci introduzioni alla filosofia in genere e al tomismo in particolare. Il suo itinerario di filosofo culmina, in un certo senso, con l’opera del 2006 Preambula Fidei. Thomism and the God of the Philosophers (Catholic University of America Press, Washington), da un lato un testo molto tecnico, dall’altro – come ha notato in un articolo sull’Osservatore Romano l’attuale Prefetto della Congregazione per la Dottrina della Fede, il cardinale William Levada (“La società secolarizzata ha bisogno di un’apologetica rinnovata”, 22 giugno 2008) – uno strumento in grado di fondare una “nuova apologetica” in grado di resistere alle rinnovate sfide del secolarismo e del relativismo.


McInerny preferisce certamente essere noto come filosofo. Ma gli è toccato in sorte di diventare uno dei nomi più conosciuti dagli appassionati di gialli e dal pubblico che segue i telefilm polizieschi alla televisione. Il filosofo, in effetti, è anche romanziere e autore di diverse serie di grande successo, tra cui emerge quella – che conta a oggi ventinove volumi – dedicata al sacerdote detective padre Dowling, da cui è stata tratta una fortunata serie televisiva trasmessa anche in Italia. Mentre i telefilm riducono le storie al mero elemento poliziesco, i romanzi della serie di padre Dowling offrono l’occasione a McInerny per riflettere – al di là della trama – sulla crisi della Chiesa Cattolica negli Stati Uniti dopo il Concilio Ecumenico Vaticano II. Anche l’ultima fatica letteraria del filosofo di Notre Dame, The Wisdom of Father Dowling (Gale Five Star, Waterville [Maine] 2009) – una raccolta di racconti brevi –, mostra come l’intrigo poliziesco sia spesso un pretesto per affrontare temi che vanno dall’eutanasia alla crisi della liturgia.


McInerny non si è mai concepito come un filosofo chiuso nella sua torre d’avorio, che interagisce unicamente con i suoi pari e con qualche fortunato studente. Da molti anni si è posto il problema dell’apologetica, collaborando a riviste come First Things del compianto don Richard John Neuhaus (1936-2009) e lanciando anche una serie di pubblicazioni che ha egli stesso animato, come Catholic Dossier e Crisis. Un vasto pubblico, che magari lo conosce anzitutto per i suoi romanzi, ha così trovato in McInerny un solido punto di riferimento apologetico e un difensore della Chiesa e del Magistero.


La crisi della Chiesa Cattolica statunitense e la ribellione di molti teologi contro il Magistero è emersa come la preoccupazione cruciale dell’attività apologetica di McInerny. Questi teologi si sono fatti scudo e bandiera del Concilio Ecumenico Vaticano II, dopo il quale nella Chiesa degli Stati Uniti si è verificata la crisi più grave della sua storia. Ma questa crisi, si chiede McInerny, è post Concilium o propter Concilium? Che cosa è andato storto?


La riflessione di McInerny, come sarà chiaro al lettore, parte dalla Chiesa americana, epicentro di quel “Sessantotto nella Chiesa” che è la contestazione pubblica dell’enciclica Humanae Vitae di Paolo VI nel 1968. Il filosofo statunitense mostra che questa contestazione – non il Concilio – è la vera data di partenza della crisi post-conciliare, non solo negli Stati Uniti. La questione non riguarda solo, e neppure soprattutto, gli anticoncezionali ma i problemi dell’autorità nella Chiesa e dell’interpretazione del Vaticano II. La tesi di McInerny, secondo cui i documenti del Concilio sono di per sé suscettibili di un’interpretazione secondo e non contro la Tradizione della Chiesa, mentre sono stati la presentazione del Vaticano II da parte dei “teologi dissidenti” e il loro capzioso appello allo “spirito del Concilio” contro la sua lettera a causare la crisi è presentata in questo testo in un modo semplice e autorevole. Si tratta di una tesi che ha avuto vasta eco nella discussione che si è svolta negli Stati Uniti negli anni 1990 sul Vaticano II e di cui non hanno mancato di tenere conto anche Giovanni Paolo II e Benedetto XVI, due Papi che hanno interagito in modo continuo con l’ambiente teologico americano fedele al Magistero (l’ala cattolica dei cosiddetti teocon) e ne hanno seguito con partecipe interesse i dibattiti.


McInerny mostra come a partire dal 1985, con l’intervista Rapporto sulla fede rilasciata dall’allora cardinale Ratzinger al giornalista Vittorio Messori e con il Sinodo Straordinario a vent’anni dal Concilio, il Magistero inizia a prendere in mano la questione dell’interpretazione del Vaticano II e, con voce sempre più ferma, prende posizione contro il “magistero parallelo” dei teologi del dissenso. I primi risultati di quest’azione, negli Stati Uniti (e forse anche altrove), non sono soddisfacenti: i vescovi non possono o non vogliono imporre la loro autorità ai teologi. Ma la battaglia continuava nel 1998, quando McInerny pubblicò la prima edizione americana di questo testo, e continua ancora oggi. Capire che cosa è successo durante i pontificati di Paolo VI e Giovanni Paolo II è essenziale per tentare di capire che cosa sta avvenendo e potrà avvenire nell’epoca di Benedetto XVI.
fonte:messainlatino.it

Cónegos Regulares da Nova Jerusalém só celebram no Rito Tridentino

About the CRNJ

Archbishop Raymond Burke established the Canons Regular of the New Jerusalem in the Diocese of La Crosse (Wis.) on June 22, 2002. The Canons relocated to the Archdiocese of St. Louis in November of 2004.

Archbishop Burke noted the worthy celebration of the traditional Catholic liturgy in Latin as being at the heart of spirituality and work of the CRNJ.

The Canons Regular of the New Jerusalem seek perfection of the worship of God using the 1962 liturgy in the celebration of Holy Mass in its historic Latin form, consistent, Bishop Burke noted, with his holiness Pope John Paul's Ecclesia Dei Adflicta of 1988.

This site, therefore, is made available to those seeking a means of giving glory to God through the religious life and to those who seek to worship Him by means of the traditional Latin Mass and liturgy.

http://www.canonsregular.com/

LAS PREVISIONES DEL CARD. MONTINI. SU MINIMALISMO segundo a obra de Romano Amerio" Iota Unum"









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36. LAS PREVISIONES DEL CARD. MONTINI. SU MINIMALISMO

Conviene hacer una mención particular de las previsiones del card. Giovanni Battista Montini, arzobispo de Milán, en una publicación dedicada por la Universidad Católica al futuro Concilio. El documento es peculiar si se lo examina en sí mismo, pero más aún si se lo toma como luz para reconocer la continuidad y discontinuidad del pensamiento del Papa: me refiero a la continuidad innegable de ciertas directrices y la abierta discontinuidad entre el optimismo y el pesimismo final de aquel Pontificado.

El texto es el siguiente: «El Concilio debe indicar la línea del relativismo cristiano, de hasta dónde la religión católica debe ser férrea custodia de valores absolutos, y hasta dónde puede y debe ceder a una aproximación y a una connaturalidad de la vida humana tal como se presenta históricamente» (OR, 8-9 de octubre de 1962) [1].

Algunos defectos de expresión, como «ceder a la connaturalidad», pueden hacer un poco difícil la hermenéutica de esta declaración, pero su fondo es evidente. El Concilio (parece) no prepara una expansión del catolicismo, pero la produce en la medida en que sea reducida al mínimo su parte sobrenatural y se consiga una máxima coincidencia de la religión con el mundo, considerado connatural a ella, si se deben tomar los términos tal como aparecen.

La Iglesia no puede entonces, según la imagen vulgar, ser levadura que suba la masa, ni revestir al hombre transformando su fundamento; antes bien, se intentará que se empape del mundo, porque así impregnada, lo impregnará a su vez.

Una declaración como ésta supone que la Iglesia se encuentra actualmente en la necesidad de transigir con el mundo, en un estado de necesidad análogo a aquél en el cual le pareció a Clemente XIV que se encontraba en el siglo XVIII, conduciéndole a suprimir la Compañía de Jesús. Es una valoración proveniente de una prudencia cauta, pero no de una prudencia valiente. Delinea además un proyecto de acción conciliar derivado de un supuesto difícilmente aceptable por la religión, según el cual el hombre debe ser aceptado tal como es; muy al contrario, la religión lo atrae hacia sí tal como es, pero no lo acepta así, porque está corrompido: la religión tiene siempre como punto de mira el deber ser, precisamente para curarle de la corrupción y salvarlo.

Pero la declaración de 1962 es importante si, yendo más allá de los pronósticos de reflorecimiento tan familiares al Montini Papa, se la mira conjuntamente con aquélla, ciertamente paradójica, pronunciada el 18 de febrero de 1976: «No debemos temer, un día, constituir quizás una minoría, si somos fieles; no nos avergonzaremos de la impopularidad, si somos coherentes; no haremos caso de ser unos vencidos, si somos testigos de la verdad y de la libertad de los hijos de Dios».

Y esa perspectiva de miseria y casi de inanición abierta a la Iglesia en 1968 se anuncia aún más en el gemido de la trágica invocación en las exequias de Aldo Moro: «Un sentimiento de pesimismo viene a anular tantas serenas esperanzas y a sacudir nuestra confianza en la bondad del género humano». Aquí gime el hombre (pero más aún el Pontífice, próximo a su muerte) sobre el proyecto, que yace destruido, de todo su Pontificado[2].

37. LAS PREVISIONES CATASTROFISTAS

Este término no está usado aquí en un sentido de amenaza, sino en el sentido neutral de una transformación radical: corresponde a las expectativas de quienes presagiaban y perseguían una mutación radical del catolicismo. Mons. Schmitt, obispo de Metz, lo profesa abiertamente: «La situación de civilización que vivimos supone cambios no solamente en nuestro comportamiento exterior, sino en la idea misma que nos hacemos tanto de la creación como de la salvación realizadas por Jesucristo»[3].

La doctrina subyacente a tal pronóstico fue después acogida confusamente, ya fuese bajo la forma de su difusión popular, ya bajo la de una firme acción de grupos organizados que imprimieron al Concilio impulsos poderosos.

Son los partidarios de una dirección catastrófica quienes se atreven a atribuir a Juan XXIII el proyecto de «hacer explotar desde dentro el monolitismo de la Iglesia Católica» («Corriere della Sera», 21 de abril de 1967). Son los discípulos del teocosmologismo confuso y poético de Teilhard de Chardin: «Creo que el gran acontecimiento religioso de la actualidad es el despertar de una Religión nueva, que poco a poco hace adorar al Mundo y que es indispensable a la Humanidad para que ésta pueda continuar trabajando. Por tanto es fundamental que mostremos al Cristianismo como capaz de divinizar el nisus y el opus humanos naturales» (Diario, p. 220).

El monitum del Santo Oficio contra las doctrinas teilhardianas había de facto caído en desuso con Juan XXIII [4]. Persuadidos justamente de la irreformabilidad esencial de la Iglesia, los innovadores se proponen lanzar a esta Iglesia fuera de sí misma, a la búsqueda de un meta-cristianismo (por adoptar el término teilhardiano), puesto que una religión renovada es una nueva religión.

Para no morir, el cristianismo debería sufrir una mutación en el sentido genético y teilhardiano. Pero si para no morir la religión debe salir fuera de sí misma, tal expresión envuelve una contradicción, viniendo a decir que debe morir para no morir. Ya en el catolicismo francés de antes de la guerra se manifestaron doctrinas defendiendo tal revolución radical en la Iglesia, y el card. Saliége escribía: «Ha habido cambios biológicos improvisados que han hecho aparecer nuevas especies. ¿No asistimos quizá ahora a una especie de cambios que modificará profundamente la estructura humana (quiero decir la estructura mental y psicológica del hombre)? A esta pregunta, que los filósofos juzgarían impertinente, se podrá responder dentro de quinientos años»,[5]



[1] Todos los subrayados en los textos citados son siempre nuestros, y se hacen a fin que destaquen las partes del texto que son objeto del comentario.

[2] C. ANDREOTI, Diario 1976-1979, Roma 1981, p. 224, dice que parecía como si el Papa hablase «casi reprochándole al Señor todo lo que había sucedido».

[3] Cit. en «Irinéraires», n. 160, p. 106.

[4] Una prueba de la desarticulación interna de la Curia romana, que olvida a menudo toda apariencia de coherencia, tuvo lugar en 1981. Con ocasión de la celebración del centenario del nacimiento de Teilhard de Chardin en el Institru Catholique de París, el Secretario de Estado card. Casaroli envió a mons. Poupard, presidente del Instituto, un mensaje en el que se alababan los méritos contraídos ante la Iglesia por dicho jesuita. Puesto que Teilhard había sido objeto de un Monitum del Santo Oficio que en 1962 denunciaba en sus obras «ambigüedades y errores graves», el homenaje prestado por la Santa Sede suscitó escándalo y fue necesario, como suele decirse, un «redimensionamiento» (en realidad una retractación) de aquellas alabanzas.

[5] Cit. en J. GUITTON, Scrivere come si ricorda, Alba 1975, p. 31).

OFRECIENDO IDEAS... PARA EL AÑO SACERDOTAL (I)





En una entrevista a la agencia de noticias Zenit.org, el cardenal Claudio Hummes, prefecto de la Congregación para el Clero, afirmaba que no podíamos esperar grandes inciativas a nivel universal para el Año Sacerdotal sino que cada una de "las diócesis deben impulsar iniciativas tanto de profundización como de celebración para llevar a los sacerdotes el mensaje de que la Iglesia los ama, los respeta, los admira y se siente orgullosa de ellos."

La Fraternidad de Cristo Sacerdote y Santa María Reina, que ha nacido para servicio de la Iglesia, quiere desde este blog aportar sugerencias para que este Año Sacerdotal sea rico en trabajos y abundante en frutos.
Hoy comenzamos aportando algunas ideas dirigidas a las diócesis. En siguientes entradas publicaremos otras inciativas en cuanto a los fieles y a los mismos sacerdotes. Estas ideas que ofrecemos necesitarán ser adaptadas a la realidad de cada diócesis y variedad de clero.
ÁMBITO ESPIRITUAL
Quizás sea este el aspecto que más se cuida en las diócesis.
  • Ejercicios espirituales. Normalmente ya se organizan. Pero en este año, sería bueno que se cuidasen todavía más, esmerándose tanto en la elección de los predicadores como de los temas a tratar. Así como también en el cuidado de que todos los sacerdotes asistan a ellos. A veces se informa por carta de estas iniciativas, y la carta nunca susutituye el trato personal. Los Vicarios de Zona, los miembros de la Delegación del Clero o los arciprestes serían los agentes adecuados para que ningún sacerdote se quedase sin los ejercicios espirituales. Como recuerda el Directorio para la Vida de los Presbíteros los ejercicios espirituales son una ocasión en la que "el sacerdote debe encontrar a Dios y a sí mismo haciendo un reposo espiritual para sumergirse en la meditación y en la oración". Como bien dice el Directorio, "es muy oportuno que el Obispo programe y organice los Retiros y los Ejercicios Espirituales"; y él mismo esté presente estimulando y acompañando a sus sacerdotes que deben ver en él a su padre y pastor. "Es importante que se traten temas espirituales, se ofrezcan largos espacios de silencio y de oración y sean particularmente cuidadas las celebraciones litúrgicas, el sacramento de la Penitencia, la adoración eucarística, la dirección espiritual y los actos de veneración y culto a la Virgen María." También se ha de tener en cuenta que muchos sacerdotes tienen dificultad para asistir a una semana de ejercicios porque no tienen quien los sustituya en sus parroquias. Este problema ha de ser también solucionado desde las diocesis o vicarías de zona o desde los mismo arciprestazgos.
  • Retiros mensuales. Es una práctica común en todas las diócesis, pero que también puede ser enriquecida y mejorada en este Año Sacerdotal para que se conviertan en momentos de fraternidad sacerdotal, de renovación vocacional, de crecimiento espiritual; momentos de encuentro personal con el Señor.
  • Celebraciones penitenciales. Sería oportuno en este Año organizar celebraciones penitenciales para sacerdotes en la Iglesia Catedral donde el Obispo, después de la escucha de la Palabra de Dios, exhorte a los sacerdotes a reconciliarse con Dios y a llevar una vida santa; teniendo a su vez confesores disponibles para recibir el Sacramento de la Penitencia.
  • Adoración del Santísimo. También sería interesante hacer Adoraciones públicas del Santísimo Sacramento dirigidas a los sacerdotes con la presencia del Obispo. Un momento muy oportuno para profundizar en el misterio de la Eucaristía así como de intimar con Jesús Sacramentado. También se podía establecer una Jornada de Adoración dividiendo a los sacerdotes en diferentes grupos por zonas o por arciprestazgos.
  • Peregrinaciones. La parroquia de Ars en Francia, los Santuarios de Lourdes o Fátima y otros pueden ser lugares muy propicios para que en este año los sacerdotes, acompañados de su obispo, realicen una experiencia de renovación de su ser y misión en la Iglesia. En el Centro Juan Pablo II de Ars -donde ofrecen una acogida fenomenal a todos los peregrinos- podrán profundizar en el mensaje de santidad del Santo Cura de Ars que en una parroquia como aquella se hizo santo y la hizo santa. En Lourdes o Fátima, los sacerdotes podrán crecer en el amor a la Virgen María, Madre de todos los sacerdotes, y sin la cual, la vida sacerdotal se empobrece y queda privada de una dimensión fundamental. Otros destinos de las peregrinaciones podrían ser Roma, centro de la cristiandad, ciudad del Papa, el Vicario de Cristo; Jerusalén, la tierra de Jesús, donde nació nuestra fe o Santiago de Compostela en la que el año próximo es año jubilar.

ÁMBITO INTELECTUAL
Este ámbito también está bastante cuidado en las diócesis.

  • Cursos teología. A pesar de que en casi todos los centros de formación de la Iglesia se ofrecen cursos de formación permanente para el clero, quizás este Año sería muy conveniente ofrecer a los sacerdotes cursos más asequibles en tiempo (corta duración) así como en desplazamientos (hacerlos en las diferentes zonas) para profundizar en la teología sobre el sacerdocio, así como sobre la teología sacramental; y otros temas que puedan ser provechosos como la homilética. La forma más adecuada sería exponer los temas no desde una perspectiva contestataria, sino afirmando y sosteniendo las verdades de la fe católica sobre cada tema. "Una formación teológica sintética, orgánica y que apunte a lo esencial" como propone Mons. Burgués, secretario de la Congregación para la Educación Católica.
  • Liturgia práctica. Otros cursos que se deberían ofrecer deberían ocuparse del sacramento de la penitencia como de la moral católica atendiendo también a la Bioética -materia tan necesaria en estos momentos- en su sentido práctico, como también a la mejora del ars celebrandi de la Santa Misa -materia a veces un poco descuidada- en el estilo de renovación litúrgica liderado por el mismo Benedicto XVI. De la piedad, el respeto y veneración con la que se celebre la santa Misa depende mucho la santidad del sacerdote,
  • Música. Otro aspecto que se podría mejorar sería el aspecto musical. En la liturgia católica, el canto expresa solemnidad y ha de hacerse lo mejor posible. Normalmente, los sacerdotes son en las parroquias el salmista, el lector, el acólito y el celebrante... por lo que se ha de cuidar también su formación musical, dedicándose especialmente al canto gregoriano -canto oficial de la Iglesia-.
  • Lenguas. Hoy más que nunca, se hace necesario el aprendizaje de lenguas extrangeras. En el caso de los sacerdotes: el italiano y el inglés; por ser las dos lenguas que más se utilizan en los documentos y en la Santa Sede. Sin duda alguna, también es importante el repaso y el aprendizaje de latín -que sigue siendo la lengua oficial de la Iglesia Católica- para poder por ejemplo poder celebrar según la Forma Extraordinaria o celebrar partes de la Forma Ordinaria en latín. El latín no sólo tiene importancia en cuanto al culto, sino también al estudio de los Santos Padres como de la Suma Teológica de Santo Tomás. Por todo ello, sería conveniente que las diócesis considerasen la organización de estos cursos desde sus diferentes instituciones.
  • Curso sobre la "Forma extraodinaria". Un gesto de comunión práctica y efectiva, no sólo afectiva, con el Papa Benedicto XVI y con la Iglesia de nuestros santos sería la posibilidad de ofrecer cursos de aprendizaje de la Celebración de la Misa en su forma extraordinaria permitida a todos los sacerdotes y fieles por el Motu propio Summorum Pontificum. Es una riqueza de la Iglesia y es una pena que muchos sacerdotes se vean privados de ella por desconcerla. Desde la Fraternidad, los Hermanos se ofrecen a colaborar con quien lo desee en estas posibles jornadas.
  • Curso de informática. La infórmatica domina nuestra sociedad y es una herramienta muy buena para la extensión del Evangelio y el acceso frecuente a la abundante información que ofrece la Santa Sede como medio que favorece una comunión más profunda con el Papa y los distintos organismos que le asisten en el gobierno de la Iglesia; un medio que ayuda a un mayor conocimiento del Magisterio permanente que ejerce el Sumo Pontífice. Este curso facilitaría a los sacerdotes el poder hacer una hoja parroquial, o un atractivo cartel anunciando algún acto de la parroquia, o un blog o web parroquial donde tantos sacerdotes podrían hacer bien y verter su sabiduría... o poder leer en el mismo día que la pronuncia una homilía o catequesis del Papa.

ÁMBITO DE LA SALUD FÍSICA Y ALIMENTICIA

Hay otro aspecto importante en la vida de los sacerdotes es su salud. A menudo se carece de hábitos y conocimientos adecuados en el cuidado de la salud y de la alimentación, por lo que sería muy oportuno y nada ridículo, en un ambiente distendido y de pequeños grupos, y sobre todo para aquellos más jóvenes que vayan a vivir solos, organizar:

  • Cursos sobre alimentación para poder llevar una dieta sana y rica; así también como cursos prácticos de cocina para mejorar la alimentación. Religiosos/as y fieles laicos podrían colaborar muy bien en este aspecto tan importante de la vida sacerdotal.
  • Charlas sobre hábitos saludables. En nuestra sociedad de hoy están a la orden del día. Estas charlas también podrían mejorar mucho la calidad de vida de los sacerdotes.

Nota informativa del Obispado de Málaga sobre la Forma Extraordinaria de la celebración de la Misa según el Misal del Beato Juan XXIII


1. En diversos medios de comunicación ha aparecido la noticia de que el Obispo de Málaga ha denegado la petición de celebrar la Misa en la Diócesis según la forma extraordinaria del Rito Romano.

2. Nada más lejos de la verdad que esta falsa noticia. El Obispo no ha denegado la celebración de esta forma extraordinaria de celebrar la Santa Misa. Entre otras cosas, porque es un derecho de los fieles, corroborado por el Santo Padre Benedicto XVI, a quien el Obispo estima de todo corazón y mantiene plena fidelidad y comunión eclesial.

3. Un pequeño grupo de fieles había pedido expresamente, haciendo referencia al Art. 10 del “motu proprio”: “Es por todo lo anterior por lo que los infrascritos tenemos el honor de solicitar de V.E. la gracia de que se establezca una celebración regular con el Misal del Beato Juan XXIII en la diócesis y ciudad de Málaga, para lo cual rogamos se digne nombrar un sacerdote delegado que pueda encargarse de dicha celebración, sin perjuicio del derecho que asiste a cualquier otro presbítero de la diócesis a hacer uso del mismo misal a tenor de lo establecido en el “motu proprio” Summorum Pontificum”.

4. La respuesta del Obispo a esta concreta petición ha sido que no se ve conveniente, de momento, atender a esta solicitud, por estimar que no se dan las condiciones adecuadas en la diócesis de Málaga. Pero en ningún momento se ha prohibido ni denegado la celebración de la Santa Misa en la Diócesis de Málaga con el Misal del Beato Juan XXIII.

5. Para celebrar la Eucaristía con dicho Misal no es necesario pedir autorización alguna al Obispo, según dice claramente el Art. 5 §1 del “motu proprio”: “En las parroquias, donde haya un grupo estable de fieles adherentes a la precedente tradición litúrgica, el párroco acogerá de buen grado su petición de celebrar la Santa Misa según el rito del Misal Romano editado en 1962”. Son, pues, los propios párrocos quienes deben atender estas solicitudes de los fieles.

Málaga, 9 de julio de 2009
fonte:http://www.diocesismalaga.es/

Supplica al Santo Padre nell'anniversario del Motu Proprio











Beatissimo Padre,

nel secondo anniversario del motu proprio del 7 luglio 2007, col quale è stata restituita ai fedeli cattolici la possibilità di accedere al sacro tesoro liturgico tradizionale della Chiesa, ci rivolgiamo alla Santità Vostra, come fedeli che amano l’antica forma liturgica, con la confidenza e l’affetto dei figli, che al loro Padre nello spirito chiedono un pane, un pesce o un uovo, certi che non riceveranno una pietra, né un serpente né uno scorpione.

In primo luogo, la nostra lettera è per esprimerVi gratitudine ed ammirazione. Sia per le Vostre catechesi, che sapete rendere comprensibili benché dense di contenuto teologico, come facevano i Dottori della Chiesa tra i quali sarete un giorno annoverato; sia perché avete voluto ridonare pieno diritto di cittadinanza ad una forma liturgica che ha il respiro sacro dei secoli, anzi dei millenni; che ha santificato innumerevoli generazioni; e che ci consente ancor oggi di pregare più devotamente all’unisono coi padri dei padri, perfino nell’espressione letterale e nei gesti.

Siamo persuasi che tra le finalità del motu proprio Summorum pontificum non vi sia soltanto quella, encomiabile e quanto mai sacrosanta, di creare le condizioni per ritrovare la pace e la piena unità nella Chiesa; vi è altresì un atto di suprema giustizia per chi, come Vostra Santità scrisse nella Sua autobiografia, "rimas(e) sbigottito per il divieto del messale antico, dal momento che una cosa simile non si era mai verificata in tutta la storia della liturgia". Ma non c’è soltanto quest’ultimo aspetto, che concerne i più anziani di noi: il motu proprio ha reso anche noto a tantissimi cattolici, che perfino ne ignoravano l’esistenza perché perlopiù nati dopo le riforme, l’inestimabile valore di tanta ricchezza orante della liturgia, andata purtroppo perduta o nascosta negli ultimi decenni.
Siamo noi stessi testimoni dell’entusiasmo che si sta rapidamente diffondendo in tante persone, che mai prima d’ora avevano conosciuto la "forma straordinaria" del rito romano, o anche semplicemente il canto gregoriano o l’espressione latina delle preghiere: parliamo per l’esperienza del nostro gruppo, ma anche per le notizie che giungono al nostro sito internet: non solo i gruppi già costituiti da prima del motu proprio, ma anche e soprattutto tantissimi "neofiti", se così dir si può, cercano questo prezioso alimento spirituale che la Santità Vostra ci ha voluto riproporre con intuizione felicissima.

E quel che si legge spesso, ossia che l’antica Messa è fucina di vocazioni, noi lo sperimentiamo davvero e vogliamo testimoniarlo: al Cappellano di questo sito internet hanno scritto, in sei mesi dalla sua esistenza, cinque ragazzi (quasi uno al mese!) chiedendo informazioni per trovare un seminario o un ordine religioso ove la loro sensibilità tradizionale potesse sussistere e non essere osteggiata o mortificata; nelle Marche, la Messa in forma straordinaria che vi si celebra ha già dato, in appena un anno, due vocazioni alla Chiesa.

Infine, riteniamo di cogliere tra le finalità del motu proprio (forse perfino la più importante), il desiderio di diffondere nella Chiesa esempi dell’antica forma liturgica, in modo che rappresentino un paradigma e uno stimolo anche per la S. Messa in forma ordinaria. Di tutto cuore riteniamo che non debba e non possa esservi dissidio o contrapposizione tra i fautori delle due forme della S. Messa: la coesistenza di esse, la libera scelta dei fedeli, il mutuo arricchimento e la felice osmosi arriveranno, come frutti benedetti, a consentire di recuperare anche nella forma ordinaria un po’ di quella sacralità e sobrietà che non raramente s’è persa. Così come, per converso, salutiamo come un elemento positivo la possibilità, consentita facoltativamente dal motu proprio, di proclamare anche nell’antico rito le letture in lingua corrente. In questo modo il motu proprio è volto ad incidere, sia pure in modo indiretto, esemplificativo e senza alcun vincolo o costrizione, come è nello stile propositivo e non impositivo del Vostro Pontificato, sulla lex orandi dei fedeli che resteranno legati alla forma ordinaria e che sono la stragrande maggioranza.

Tuttavia, e qui è d’uopo passare a più dolenti note, non è ignoto alla Santità Vostra che l’applicazione concreta del motu proprio è da molte parti ostacolata. Non dai fedeli laici, i quali hanno ben compreso che il motu proprio apre una possibilità in più per chi la desidera, senza nulla togliere e nulla imporre. Ma il clero meno giovane, e specie l’episcopato, non è in maggioranza aperto a questo benefico progresso liturgico.

L’intento espresso nel motu proprio, ossia avere Messe in forma straordinaria in parrocchia, laddove vi sia un gruppo che lo richiede, ha trovato difficile applicazione. Eppure sembrerebbe così normale che nelle grosse parrocchie, ove la domenica si celebrano cinque Messe, ve ne fosse, come ve n’è una per i fanciulli, un’altra cantata, ecc., anche una in forma straordinaria. Invece, per ben che vada, come Vi hanno scritto i redattori del benemerito sito liturgico Maranathà, si riesce ad ottenere una cappella o un oratorio, possibilmente isolato, individuato dal Vescovo: con ciò applicandosi più il regime previgente dell’indulto, che la liberalizzazione del Summorum Pontificum.

Ma quella è ancora una situazione privilegiata: la maggior parte delle diocesi non ha nemmeno una Santa Messa in forma straordinaria. Eppure, le domande ci sono, eccome. Un recente sondaggio indipendente commissionato in Francia da Paix Liturgique, ha mostrato che il 34% di coloro che vanno a messa almeno una volta al mese sarebbe felice, potendolo, di partecipare al rito in forma straordinaria nella loro parrocchia. Siamo convinti che la situazione tra i fedeli in Italia (ove non vi sono state "guerre liturgiche" come in Francia) sia ancora più favorevole verso l’antico rito ed è statisticamente impossibile che in una diocesi anche piccola "non vi siano domande", visto che stiamo parlando di almeno un fedele su tre.

Al nostro sito arrivano molte informazioni allarmanti in proposito e quelle coonestate da fonti di stampa sono pubblicate a questo link (http://www.messainlatino.it/pag3_sito.htm). Per nostra esperienza diretta (e dolorosa) possiamo attestare e testimoniare che nella nostra diocesi di Ventimiglia-San Remo non vi sono attualmente Messe in forma straordinaria: in un primo tempo celebrata presso il convento dei Gesuiti in San Remo, il cui Superiore, intenzionato a celebrarla ogni domenica, aveva dovuto limitarne la frequenza a una mensile per le pressioni del vescovo, la Messa antica si è tenuta una volta sola con eccezionale affluenza di circa 500 persone. In esito a ciò il viceprovinciale della Compagnia di Gesù, che com’ebbe a dirci agiva su sollecitazione del nostro Vescovo, ha vietato che si continuasse la celebrazione della Messa. Il Superiore, che si era dimostrato disponibile con noi, è stato in conseguenza destituito dall'incarico di superiore e, dopo alcuni mesi, addirittura trasferito: e, ci è stato confermato, proprio per quel motivo. Dopo molte difficoltà la Messa era ripresa (sempre solo mensile) presso il Convento dei Cappuccini, grazie al Superiore del convento. Ma anche quest'ultimo, dopo pochi mesi, è stato dapprima sollevato dall'incarico di superiore e poco dopo trasferito altrove. Ancora: un parroco che (terzo tentativo!) volle accogliere il numeroso gruppo stabile sanremese, accettando di trasformare ogni domenica la Messa vespertina ordinaria in forma straordinaria (la Curia aveva infatti vietato la soluzione più semplice, ossia l'aggiunta di una Messa ulteriore), ha dovuto dapprima, per intervento della Curia, limitare la celebrazione in forma straordinaria ad una al mese, e dopo la prima (con chiesa piena!), essa fu soppressa. Ora, dopo le nostre insistenze, pare che il Vescovo abbia di sua iniziativa disposto per una Messa mensile in un santuario in collina...

Per non parlare di fatti anche più gravi: ossia l'emarginazione e lo stigma attribuito, in ambiente ecclesiale, a chi richieda l’applicazione del motu proprio.

Se raccontiamo questo, che può avere interesse circoscritto, è per il valore paradigmatico, esemplare, di quali difficoltà, per non dire angherie, siano riservate ai fedeli legati all’antico rito; abbiamo riferito qui solo quanto a nostra conoscenza diretta, ma il problema è in tutto il mondo (è di questi giorni la lettera del vescovo di Malaga che rigetta la richiesta di un gruppo di fedeli: http://unavocemalaga.creeblog.com/Primer-blog-b1/Denegada-la-Forma-Extraordinaria-de-la-Misa-en-Malaga-b1-p24.htm)

E’ per questo che Vi supplichiamo, Beatissimo Padre, di voler provvedere a tante difficoltà dei fedeli, disponendo affinché la Commissione Ecclesia Dei, la cui riforma appare prossima, possa intervenire risolutivamente in tali casi. Da questo dipende, concretamente, il futuro del motu proprio che con tanta lungimiranza avete saputo emanare; e per questo impetriamo il Vostro intervento, consci anche noi, come la Santità Vostra ebbe a scrivere, che "la crisi ecclesiale in cui oggi ci troviamo dipende in gran parte dal crollo della liturgia"

Nel confermare i sensi della nostra più alta stima e devozione, imploriamo dalla Santità Vostra l’apostolica benedizione su noi e su tutti i fedeli legati alla tradizione liturgica della S. Chiesa.
San Remo, 7 luglio 2009
Il gruppo stabile di fedeli
Diocesi Ventimiglia- San Remo
"Beato Tomaso Reggio
fonte:messainlatina.it

Il motu proprio Ecclesiae unitatem. Una prima analisi.


Il dato essenziale è questo: il nuovo motu proprio, lungi dal sottoporre i lefebvriani allo scrutinio e ai rigori del Sant’Uffizio, risponde precisamente alle loro richieste, ossia alla feuille de route che essi stessi hanno imposto: due condizioni preliminari (libertà per l’antica Messa e revoca delle scomuniche) – discussioni dottrinali sui punti controversi del Concilio – soluzione canonica che salvaguardi la loro autonomia dagli ordinari diocesani.

Ed è evidente a chiunque che l’oggetto di queste incipienti discussioni non può essere altro che quello che i progressisti definirebbero, con orrore, un "revisionismo del Concilio". Ossia, messa in discussione di quei dati (fallaci) che il totalitarismo dello spiritodelconcilio ha imposto in questi decenni: Concilio come superdogma, legittimazione di ogni audacia modernistica, ecumenismo sincretista, ecc. Il libro di mons. Gherardini è un chiaro indizio di quel che si vuole e che si chiede anche dall’interno della "Chiesa ufficiale": discutere e definire finalmente, senza preclusioni e con chiarezza, quale sia il valore cogente effettivo dei vari documenti conciliari, come vadano interpretati, ecc.

In un certo senso, la motivazione "ecumenica" dell’Unitas Ecclesiae (il titolo del motu proprio...) è un pretesto per poter affrontare il discorso, necessario agli occhi del Papa e di tutte le persone di buon senso, volto a rimettere il Vaticano II al suo posto: non più "IL" Concilio, specie di costituente fondativa di cui si strologa da 40 anni, ma "un" Concilio, uno tra tutti i 21 della storia ecclesiastica, e certamente non il più importante. Una messa a punto che sarebbe urgentissimo fare, anche qualora i lefebvriani non esistessero...

E l’inserzione dell’Ecclesia Dei nella Congregazione per la Dottrina della Fede non è soltanto una scelta logica quando si parla, appunto, di dottrina. Il nuovo motu proprio vuol far pensare sia solo quello il motivo, e per questo, crediamo, omette ogni accenno agli altri compiti dell’Ecclesia Dei (liturgici, disciplinari, di attuazione del motu proprio). Ma il vero motivo, è facile immaginare, è ben altro: l’ex Sant’Uffizio è l’unico dicastero romano formato integralmente da fedelissimi di Papa Ratzinger. Avendolo egli diretto per 25 anni, perfino gli uscieri e le segretarie sono stati da lui scelti e formati. Il che non accade affatto negli altri organismi di Curia, in cui il Papa può magari cambiare la testa, ma non le articolazioni inferiori che, come sempre, sono più importanti e strategiche dei dirigenti; specie quando si mettono di traverso. La Segreteria di Stato e la Congregazione per il Culto Divino ne offrono esempi significativi...

Quanto alla testa del S. Uffizio, e ora anche dell’Ecclesia Dei, ossia il card. Levada, si sostiene che il suo ruolo sia più nominale che altro, anche per problemi di salute e per l’età non lontana dalla pensione (73 anni). A parte questo egli, per quanto non sia di animo tradizionale, è prima di tutto un fedele del Papa, agli occhi del quale (e quindi anche ai nostri) questo è più che sufficiente.

E allora, per concludere, perché il documento ha tanti elementi che sembrano andare incontro ai progressisti antiratzingeriani? Nella domanda c’è già la risposta: appunto per tranquillizzare e calmare i fortissimi e spesso vocianti oppositori (quasi tutto l’episcopato mondiale, non dimentichiamolo). Così come Fellay è costretto ad alternare sapientemente le parole di pacatezza e ragionevolezza con gli slogan bellicosi rivolti agli elementi interni più refrattari al ritorno nella "Roma conciliare" (tra i quali l’altro vescovo Tissier de Mallerais), in modo analogo il Papa, certo con stile e sistemi ben differenti, deve tener conto dell’enorme opposizione interna. E deve fare proprio il motto che fu di Cartesio: festina lente!
fonte:messainlatino.it

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

El Padre Amorth coincide con el Padre Malachi Martin sobre la infiltración en la Iglesia: "Hay sectas satánicas en el Vaticano"



Lo afirmó (aunque no es la primera vez) el P. Gabriele Amorth, el exorcista de Roma y el más conocido que existe en el mundo, en un artículo basado en una entrevista hecha por Alexander Smoltczyk para el diario alemán Der Spiegel, Ene-08-2008 (*). Concretamente dice el P. Amorth: “En el Vaticano, hay sectas satánicas. No se ven. Pero están allí.”

También cuenta el P.Amorth: “Soy el único exorcista, siete días a la semana, desde la mañana hasta la tarde, incluyendo Navidad y Pascua. He tenido en 21 años, más de 70.000 exorcismos. Incluso cuando era más joven, manejaba un promedio de quince, diez y seis casos por día. Ahora, estoy un poco cansado ”. (Nota de CATOLICIDAD: Hay que considerar que a un mismo individuo se le practican bastantes exorcismos antes de ser liberado).

Delineando un poco su agenda de los próximos meses indica que “ya esta completamente llena”.

Agrega que en el pasado eran nueve exorcistas en Roma, pero ahora no hay ninguno activo, aunque asegura que no es porque ya no se necesite. Al contrario: “El diablo está en Fátima, actúa en Lourdes, en todas partes. Y ciertamente en el Vaticano, el centro de la Cristiandad”.

Al final recuerda que ninguno es inmune al diablo, y que incluso la Madre Teresa, en los últimos años de su vida, tuvo que ser exorcizada.

El P. Malachi Martin S.J. (qpd), experto vaticanista, denunció -como un hecho real- en su obra "Las llaves de esta Sangre" (y lo narró en su novela "Winswept house") que se realizó -durante el pontificado de Pablo VI- una ceremonia de entronización satánica en el Vaticano, en la capilla paulina, por cierto ahora recién reinagurada por S.S. Benedicto XVI, luego de su remodelación. Incluso, aseguró que a ello hizo alusión Pablo VI cuando denunció que "el humo de Satanás ha entrado por alguna fisura en el templo de Dios" (29-junio-1972). Esta entronización es confirmada, también, por un grupo de prelados del Vaticano que se autodenominan los Milenarios (entre ellos estaba Mons. Luigi Marinelli, que en paz descanse) y que escribieron la obra "Via col vento in Vaticano" (**), en donde también señalan que en el Vaticano hay eclesiásticos afiliados a la masonería.
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Esto nos recuerda la visión profética que plasmó S.S. León XIII en su exorcismo:
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"Pero he aquí que ese antiguo enemigo, este primer homicida ha levantado ferozmente la cabeza. Disfrazado como ángel de luz y seguido de toda la turba y seguido de espíritu malignos, recorre el mundo entero para apoderarse de él y desterrar el Nombre de Dios y de su Cristo, para hundir, matar y entregar a la perdición eterna a las almas destinadas a la eterna corona de gloria. Sobre hombres de espíritu perverso y de corazón corrupto, este dragón malvado derrama también, como un torrente de fango impuro el veneno de su malicia infernal, es decir el espíritu de mentira, de impiedad, de blasfemia y el soplo envenado de la impudicia, de los vicios y de todas las abominaciones. Enemigos llenos de astucia han colmado de oprobios y amarguras a la Iglesia, esposa del Cordero inmaculado, y sobre sus bienes más sagrados han puesto sus manos criminales. Aun en este lugar sagrado, donde fue establecida la Sede de Pedro y la cátedra de la Verdad que debe iluminar al mundo, han elevado el abominable trono de su impiedad con el designio inicuo de herir al Pastor y dispersar al rebaño".



El padre Gabriele Amorth es un respetado exorcista de Roma.

- PADRE AMORTH, POR FIN ESTÁ LISTA LA TRADUCCIÓN ITALIANA DEL NUEVO RITUAL PARA LOS EXORCISTAS.

PADRE AMORTH: Sí, está lista. El año pasado la CEI (Conferencia Episcopal Italiana) se negó a aprobarla porque había errores de traducción del latín al italiano. Y los exorcistas, que tenemos que utilizarla, aprovechamos para señalar, una vez más, que no estamos de acuerdo con muchos puntos del nuevo Ritual. El texto latino sigue siendo el mismo en esta traducción. Un Ritual tan esperado, al final, se ha transformado en una farsa. Un increíble obstáculo que podría impedirnos actuar contra el demonio.

- ES UNA ACUSACIÓN DURA. ¿A QUÉ SE REFIERE?

AMORTH: Le doy sólo dos ejemplos, ambos increíbles. En el punto 15 se habla de los maleficios y de cómo comportarse al enfrentarlos. El maleficio es un mal causado a una persona recurriendo al diablo. Se puede hacer de varias formas, como hechizos, maldiciones, mal de ojo, vudú, macumba. El Ritual romano antiguo explicaba cómo había que afrontar esto. El nuevo Ritual, en cambio, declara, categóricamente, que está totalmente prohibido hacer exorcismos en estos casos. Absurdo. Los maleficios son, por mucho, la causa más frecuente de posesiones y de males causados por el demonio, por lo menos el 90 por ciento de los casos.


Esto es como decirles a los exorcistas que dejen de llevar a cabo exorcismos. El punto 16 declara, solemnemente, que no se deben de hacer exorcismos si no se tiene la certeza de la presencia del diablo. Esto es una obra maestra de incompetencia: la certeza de que el diablo está presente en una persona, se tiene sólo haciendo el exorcismo. Más aún, los redactores del Ritual no se dieron cuenta de que, en ambos puntos, contradicen el Catecismo de la Iglesia Católica, que indica que hay que hacer exorcismos, tanto en el caso de posesiones diabólicas, como en los casos de males causados por el demonio. Y dice, además, que hay que hacerlo tanto, sobre las personas, como sobre las cosas. Y en las cosas nunca está presente el demonio, sólo su influencia. Las declaraciones contenidas en el nuevo Ritual son gravísimas y muy perjudiciales, fruto de la ignorancia e inexperiencia.


- ¿PERO NO LO HABÍAN PREPARADO EXPERTOS?

AMORTH: ¡En absoluto! En estos diez años, dos comisiones han trabajado en el Ritual: una compuesta por cardenales, que se ocupó de la Prenotanda, es decir, las disposiciones iniciales, y otra que se ocupó de las oraciones. Yo puedo afirmar, con certeza, que ninguno de los miembros de las dos comisiones ha hecho nunca un exorcismo, ni ha estado presente en exorcismos, ni tiene la menor idea de qué es un exorcismo. Este es el error, el pecado original, de este Ritual. Ninguno de los que colaboraron en él es un experto en exorcismos.

- ¿CÓMO ES POSIBLE?

AMORTH: No me lo pregunte a mí. Durante el Concilio Ecuménico Vaticano II, en todas las comisiones había un grupo de expertos que ayudaban a los obispos. Esta costumbre se ha mantenido después del Concilio, cada vez que se han modificado partes del Ritual. Pero no fue así en este caso. Y si había un tema en el que eran necesarios los expertos, era éste.


- ¿Y QUÉ ES LO QUE HA PASADO?

AMORTH: Pues que los exorcistas nunca fuimos consultados. Y, además, las comisiones han recibido con desdén las sugerencias que hemos dado. Todo este asunto es perverso. ¿Quiere que le cuente lo que pasó?

- POR SUPUESTO.

AMORTH: Como había pedido el Concilio Vaticano II, las diferentes partes del Ritual romano fueron, paulatinamente, revisadas y modificadas. Los exorcistas esperábamos que se tocara el título XII, es decir, el Ritual del Exorcismo. Pero, aparentemente, éste no se consideraba un tema relevante, dado que transcurrieron los años y no pasaba nada. Luego, de repente, el 4 de junio de 1990, se publicó el Ritual provisional, de prueba. Esto fue una verdadera sorpresa para nosotros, ya que no habíamos sido consultados antes. Y, sin embargo, habíamos preparado toda una serie de solicitudes, en vista de la revisión del Ritual. Entre otras cosas, pedíamos que las oraciones se modificaran, introduciendo invocaciones a la Virgen, las cuales no existían, y que se aumentaran el número de oraciones específicamente dirigidas al exorcismo en sí.


Pero no se dio la oportunidad de hacer ningún tipo de contribución. Sin embargo, no nos dimos por vencidos: después de todo, era por nosotros, que el texto se había redactado. Y ya que en la carta de presentación del entonces Prefecto de la Congregación para el Culto Divino, el Cardenal Eduardo Martínez Somalo, les pedía a las conferencias episcopales que le hicieran llegar, durante los dos años siguientes: "consejos y sugerencias de los sacerdotes que lo habrían de utilizar", nos pusimos a trabajar. Reuní a dieciocho exorcistas, elegidos de entre los más expertos del planeta. Examinamos, con gran atención, el texto. Lo utilizamos.


Inmediatamente, elogiamos la primera parte, en la que se resumían los fundamentos evangélicos del exorcismo. Esta parte es el aspecto bíblico-teológico del tema, sobre el que no era aparente, incompetencia alguna. Es una nueva sección, que no se encontraba en el Ritual de 1614, compuesto bajo el pontificado de Pablo V: además, en aquella época, no
era necesario recordar estos principios, ya que todo el mundo los conocía y aceptaba. Hoy, en cambio, es indispensable.

Pero cuando pasamos a examinar la parte práctica, que exige un conocimiento especifico del tema, advertimos la total inexperiencia de los redactores. Hicimos numerosas observaciones, artículo por artículo, y se las hicimos llegar a todas las partes interesadas: Congregación para el Culto Divino, Congregación para la Doctrina de la Fe, y las conferencias episcopales. Una copia fue entregada directamente al Papa.

- ¿CÓMO FUERON RECIBIDAS SUS OBSERVACIONES?

AMORTH: Muy mal, y no consiguieron nada. Nos habíamos inspirado en la constitución dogmática Lumen gentium, en la que la Iglesia es descrita como el "Pueblo de Dios". En el número 28, se habla de la colaboración de los sacerdotes con los obispos, y en el número 37, se dice, con claridad, incluso refiriéndose a los laicos, que "debido al conocimiento, competencia y preeminencia que poseen, tienen la facultad, más aún, a veces el deber, de exponer su opinión acerca de los asuntos concernientes al bien de la Iglesia". Esto es exactamente lo que hicimos. Pero fuimos demasiado ingenuos, al pensar que las disposiciones del Vaticano II habían llegado a las Congregaciones Romanas. En cambio, chocamos con un muro de rechazo y de escarnio. El Secretario de la Congregación para el Culto Divino presentó un informe, a la Comisión de Cardenales, en la que decía que aquellos que lo habían contactado, eran obispos, y no los sacerdotes y exorcistas.


Y respecto a nuestro humilde intento de ofrecer ayuda como expertos, añadía, textualmente: "También se debe de notar el hecho de que un grupo de exorcistas y demonólogos, los cuales, posteriormente, crearon una Asociación internacional, estaban orquestando una campaña contra el rito". Una acusación indecente: ¡nosotros nunca hemos orquestado una campaña! El Ritual iba dirigido a nosotros, y, sin embargo, las comisiones no habían convocado a ninguna persona competente. Por esto, era más que lógico que tratáramos de dar nuestra opinión.

- ENTONCES, ¿QUIERE ESO DECIR QUE EL NUEVO RITUAL ES INUTILIZABLE EN SU LUCHA CONTRA EL DEMONIO?

AMORTH: Sí. Querían darnos un arma sin filo. Se han eliminado las oraciones eficaces, oraciones que tenían doce siglos de existencia fueron substituidas por nuevas oraciones ineficaces. Pero, por suerte, en el último momento, nos dieron un salvavidas.

- ¿CUÁL?

AMORTH: El nuevo Prefecto de la Congregación para el Culto Divino, el Cardenal Jorge Medina, añadió una Notificación, al Ritual, en la que se especifica que los exorcistas no están obligados a usar este Ritual, y que, si así lo desean, pueden pedir la autorización de sus obispos, para seguir usando el antiguo Ritual. Los obispos, a su vea, deben pedir autorización a la Congregación, la cual, como escribe el Cardenal, "la concede gustosamente".


- ¿LA CONCEDE GUSTOSAMENTE?. ESA ES UNA CONCESIÓN MUY RARA.

AMORTH: ¿Quiere saber de donde proviene?. De un intento del Cardenal Joseph Ratzinger, Prefecto de la Congregación para la Doctrina de la Fe, y del propio Cardenal Medina, para introducir, en el Ritual, un artículo -entonces era el artículo 38- por el que se autorizaba a los exorcistas a usar el Ritual anterior. Indudablemente, era una maniobra extrema para defendernos de los grandes errores contenidos en el Ritual definitivo.
Pero el intento de los dos cardenales no tuvieron éxito. El Cardenal Medina, que había comprendido lo que estaba en riesgo, decidió darnos esta tabla de salvación, añadiendo una Notificación por separado.

- ¿CÓMO SON VISTOS USTEDES, LOS EXORCISTAS, DENTRO DE LA IGLESIA?

AMORTH: Somos muy mal tratados. Nuestros hermanos sacerdotes, a cargo de esta delicadísima tarea, son vistos como locos, como fanáticos. Por lo general, ni siquiera son tolerados por los mismos obispos que los nombraron.

- ¿CUÁL HA SIDO EL HECHO MÁS LLAMATIVO DE ESTA HOSTILIDAD?

AMORTH: Celebramos un convenio internacional de exorcistas, cerca de Roma, y pedimos que el Papa nos recibiera. Para no presionarlo, y evitar añadir otra audiencia a las muchas que ya tiene, simplemente, pedimos que se nos recibiera en audiencia pública, la del miércoles en la Plaza de San Pedro. Ni siquiera pedimos que nos nombrara en sus saludos personales. Hicimos la petición, en la manera en que lo ordenan los cánones, como recordará, perfectamente, Monseñor Paolo De Nicolo, de la Prefectura de la Casa Pontificia, quien recibió de buena gana nuestra petición. Sin embargo, el día antes de la audiencia, el propio Monseñor Nicolo nos dijo -con pena, esa es la verdad, por lo que estaba claro que la decisión no la había tomado él- que no asistiéramos a la audiencia, y que no habíamos sido admitidos. ¡Increíble: 150 exorcistas procedentes de los cinco continentes, sacerdotes nombrados por sus obispos de conformidad con las normas del derecho canónico, que exigen sacerdotes de oración, de ciencia y de buena reputación -es decir, de alguna forma, la flor y nata del clero, sacerdotes que piden participar en una audiencia pública del Papa y se les echa a patadas!. Monseñor Nicolo me dijo: "Le prometo que, inmediatamente, le enviaré una carta explicando la situación". Han pasado cinco años y, todavía, estoy esperando esa carta. Desde luego, no fue Juan Pablo II quien nos excluyó. Pero el hecho de que a 150 sacerdotes se les prohíba participar en una audiencia pública del Papa en la Plaza de San Pedro, explica la clase de obstáculos a los que se enfrentan los exorcistas, aún dentro de su propia Iglesia, y hasta que punto, son mal vistos por un gran número de autoridades eclesiásticas.


- USTED COMBATE, DIARIAMENTE, CON EL DEMONIO. ¿CUÁL ES EL MAYOR ÉXITO DE SATANÁS?

AMORTH: Que consigue hacer creer que no existe. Y casi lo ha conseguido. Incluso dentro de la Iglesia. Tenemos un clero y un episcopado que han dejado de creer en el demonio, en los exorcismos, en los males extraordinarios que puede causar el diablo, y ni siquiera en el poder, que nos ha dado Jesús, de expulsar a los demonios. Desde hace tres siglos, la Iglesia Latina -al contrario de la Ortodoxa y de varias denominaciones Protestantes- ha abandonado casi, completamente, el ministerio del exorcismo. Al no practicar los exorcismos, al no estudiarlos y no haberlos visto nunca, el clero ya no cree en ellos.
Pero, ni siquiera, cree en el diablo. Tenemos episcopados enteros que se muestran hostiles a los exorcismos. Hay países en los que no existe ni siquiera un solo exorcista, como Alemania, Suiza, España y Portugal. Una carencia aterradora.

- NO MENCIONÓ A FRANCIA. ¿ALLÍ LA SITUACIÓN ES DIFERENTE?

AMORTH: Hay un libro escrito por el más conocido exorcista francés, Isidoro Froc, titulado Los Exorcistas, quiénes son y qué hacen. Este libro, traducido, al italiano, a petición de la Conferencia Episcopal francesa. En ninguna parte del libro se dice que los exorcistas, en algunos casos, hacen exorcismos. El autor ha declarado, repetidamente,
a la televisión francesa que nunca ha hecho exorcismos y que nunca los hará. De un centenar de exorcistas franceses, sólo cinco creen en el demonio y hacen exorcismos. El resto mandan al psiquiatra a la gente que se dirige a ellos. Y los obispos son las primeras víctimas de esta situación de la Iglesia Católica, en la que la creencia en la existencia del demonio está en proceso de desaparecer.

Antes de que saliera este nuevo Ritual, el Episcopado alemán escribió una carta, al Cardenal Ratzinger, en la que afirmaba que no era necesario hacer un nuevo Ritual, porque los exorcismos ya no deben de ser practicados.


- ¿SON LOS OBISPOS QUIENES TIENEN QUE NOMBRAR A LOS EXORCISTAS?

AMORTH: Sí. Cuando un sacerdote es nombrado obispo, se encuentra con un artículo del Código de Derecho Canónico, que le autoriza, completamente, a nombrar exorcistas. Lo mínimo que se le puede pedir a un obispo es que haya asistido, por lo menos, a un exorcismo, dado que debe tomar una decisión tan importante. Por desgracia, esto no ocurre casi nunca. Pero si a un obispo recibe una petición seria de exorcismo -es decir, no hecha por alguien enajenado- y no actúa en consecuencia, comete pecado mortal. Será responsable de todos los terribles sufrimientos de esa persona, que a veces duran años o toda una vida, cuando podría haberlos evitado.

- ¿ESTÁ DICIENDO QUE LA MAYOR PARTE DE LOS OBISPOS DE LA IGLESIA CATÓLICA ESTÁN EN PECADO MORTAL?

AMORTH: Cuando era niño, mi viejo párroco me enseñaba que hay ocho sacramentos: el octavo es la ignorancia. El octavo sacramento salva a más gente que los otro siete juntos. Para cometer pecado mortal, debe haber una causa seria, pero también, es necesario el pleno conocimiento y el consentimiento deliberado. Esta omisión de ayuda por parte de muchos obispos es una causa seria. Pero estos obispos son ignorantes: no hay, pues, pleno conocimiento, ni consentimiento deliberado.

- ¿PERO SI UNO NO CREE EN LA EXISTENCIA DE SATANÁS, LA FE SIGUE
INTACTA, ES DECIR, SIGUE SIENDO FE CATÓLICA?

AMORTH: No. Le voy a contar una historia. Cuando conocí al Padre Pellegrino Ernetti, un célebre exorcista, que ejerció durante cuarenta años en Venecia, le dije: "Si pudiera hablar con el Papa, le diría que encuentro demasiados obispos que no creen en el demonio". La tarde siguiente, el Padre Ernetti vino a decirme que aquella mañana le había recibido Juan Pablo II. "Su Santidad", le había dicho, "hay, aquí en Roma, un exorcista, el Padre Amorth, que si pudiera hablar con usted le diría que encuentra demasiados obispos que no creen en el demonio". El Papa le respondió brevemente: "Aquel que no cree en el demonio, no cree en el Evangelio". Esta es la respuesta que dio él y que yo repito.


- EXPLÍQUEME, POR FAVOR. ¿ESTO SIGNIFICA QUE HAY MUCHOS OBISPOS Y SACERDOTES QUE YA NO SON CATÓLICOS?

AMORTH: Digamos que no creen en una verdad evangélica. Así que, probablemente, los acusaría de estar propagando una herejía. Pero seamos claros: alguien es formalmente hereje, si se le acusa de cometer un error, y persiste en él. Pero, debido a la situación que existe en la Iglesia, hoy en día, nadie, jamás, acusaría a ningún obispo de no creer en el diablo, ni en las posesiones demoníacas, ni de no nombrar exorcistas porque no cree en estas cosas. Podría mencionar un gran número de obispos y cardenales, que en cuanto fueron nombrados para una diócesis, lo primero que hicieron fue quitarles a todos los exorcistas la facultad de ejercer. O bien, obispos que afirman, abiertamente: "Yo no creo en eso. Son cosas del pasado". ¿Por qué pasa esto?. Porque, por desgracia, ha habido una perniciosa influencia de ciertos estudiosos de la Biblia, y podría darle los nombres de mucha gente muy conocida. Nosotros que, diariamente, estamos en contacto con el mundo del más allá, sabemos que esta influencia ha afectado muchas reformas litúrgicas.

- ¿POR EJEMPLO?

AMORTH: El Concilio Vaticano II habla pedido que se revisaran algunos textos. Esta orden fue desobedecida, ya que había un deseo de rehacerlos completamente, sin pensar que se podían empeorar las cosas, en vez de mejorarlas. Muchos ritos se han empeorado por esa manía de querer deshacerse de todo lo pasado, para rehacerlo de nuevo, como si la
Iglesia, hasta el día de hoy, lo único que hubiera hecho es engañarnos y mentirnos, y como si sólo hasta ahora, tuviera grandes genios, super teólogos, super estudiosos de la Biblia, super liturgos, que saben darle a la Iglesia lo que es bueno. Esto es una mentira: el último Concilio, simplemente, pidió que se revisaran los textos, no que se destruyeran.


El Ritual Exorcista, por ejemplo, debía de ser revisado, no escrito nuevamente. En él, había oraciones que se han usado durante doce siglos. Antes de eliminar oraciones tan antiguas, que han resultado muy eficaces, había que pensarlo con cuidado. ¡Pero no!. Todos los exorcistas hemos utilizado las oraciones del Ritual de prueba, y nos hemos dado cuenta de que son absolutamente ineficaces. Pero también el rito del bautismo de los niños ha sido arruinado. Fue renovado, de tal forma, que el exorcismo contra Satanás, ha sido casi eliminado. El bautismo siempre tuvo enorme importancia para la Iglesia, hasta el punto que se le llamaba exorcismo menor. Paulo VI protestó, públicamente, contra ese nuevo rito.

Encontramos esta misma degeneración del rito, en el nuevo bendicionario. He leído, minuciosamente, las 1200 páginas del mismo. ¡Pues bien, se han eliminado, sistemáticamente, todas y cada una de las referencias al hecho que el Señor nos protege contra Satanás, y que los ángeles nos protegen de los ataques del demonio. Todas las oraciones para la bendición de las casas y las escuelas han sido eliminadas. Todo debe ser bendecido y protegido, pero, hoy, ya no hay ninguna protección contra el demonio. Ya no existe ninguna defensa, ni oraciones contra él. El propio Jesús nos enseñó una oración de liberación en el Padre Nuestro: "Líbranos del Maligno. Líbranos de la persona de Satanás". Esta oración fue traducida mal, y hoy la gente ora, diciendo: "Líbranos del Mal". Se habla de un mal general, cuyo origen, en el fondo, no se conoce. Sin embargo, el mal contra el que nuestro Señor Jesucristo nos enseño a luchar, es una persona concreta: Satanás.


- DESDE SU POSICIÓN PRIVILEGIADA PARA OBSERVAR LAS COSAS: ¿TIENE LA IMPRESIÓN DE QUE EL SATANISMO SE ESTÁ DIFUNDIENDO?

AMORTH: Sí, enormemente. Cuando disminuye la fe, aumenta la superstición. En el lenguaje bíblico, puedo decir que la gente está abandonando a Dios, y entregándose al ocultismo. La terrible desaparición de la fe en toda la Europa Católica, hace que la gente se ponga en manos de hechiceros y adivinos, y así, las sectas satánicas prosperan. Se hace fuerte propaganda del culto al demonio, a las masas, mediante el rock satánico, y personajes como Marilyn Manson. Los niños también están siendo atacados: hay revistas e historietas que enseñan la hechicería y el satanismo.

Las sesiones de espiritismo, en las que se evocan a los muertos para conseguir respuestas, están muy difundidas. Ahora se enseña a efectuar sesiones de espiritismo a través de computadoras, teléfonos, televisores, y video grabadoras, pero sobre todo, con la escritura automática. Ya ni siquiera se necesita un medium: es un espiritismo que cada quien puede hacer por sí mismo. De acuerdo con las encuestas, el 37 por ciento de los estudiantes han hecho, por lo menos una vez, el juego de las letras y el vaso, una verdadera sesión de espiritismo. En una escuela a la que me invitaron a hablar, los chicos me dijeron que jugaban este juego durante la clase de religión, ante los ojos complacidos del maestro.


- ¿Y ESTO FUNCIONA?

AMORTH: No existe diferencia entre magia blanca y magia negra. Cuando la magia funciona, siempre es obra del demonio. Todas las formas de ocultismo, como esta huida hacia las religiones de Oriente, con sus sugestiones esotéricas, son puertas abiertas para el demonio. Y el diablo entra. Inmediatamente.

En el caso de la monja que fue asesinada, en Chiavenna, y el caso de Erika y Omar, los dos adolescentes de Novi Ligure, que mataron a la mamá y al hermano pequeño de Erika, no dudé, en afirmar, que la intervención diabólica formó parte de esto, porque esos chicos practicaban el satanismo. La policía descubrió, que en ambos casos, los chicos seguían a Satanás, y tenían libros satánicos.


- ¿QUÉ HACE EL DEMONIO PARA SEDUCIR AL HOMBRE?

AMORTH: Su estrategia es siempre la misma. Ya se lo he dicho, y él lo reconoce. Hace creer que el infierno no existe, que el pecado no existe, y que él es solamente una experiencia más que hay que vivir. Concupiscencia, éxito y poder, son las tres grandes pasiones en las que Satanás se fía.

- ¿CUÁNTOS CASOS DE POSESIÓN DEMONÍACA HA ENCONTRADO?

AMORTH: No más de cien. Ya dejé de contarlos.

- ¿CIEN? ES UN NÚMERO MUY ALTO. EN SU LIBRO, USTED DICE QUE LOS CASOS DE POSESIÓN SON RAROS.

AMORTH: Y lo son, realmente. Muchos exorcistas han encontrado sólo casos de males diabólicos. Pero yo heredé la "clientela" de un conocido exorcista, el Padre Cándido, y, por consiguiente, los casos que aún no había resuelto. Además, los otros exorcistas me mandan a mí los casos más resistentes.


- ¿CUÁL HA SIDO EL CASO MÁS DIFÍCIL QUE HA TENIDO QUE AFRONTAR?

AMORTH: Es el que estoy tratando ahora, desde hace dos años. Es la misma chica que fue bendecida -no fue un exorcismo verdadero- por el Papa, en octubre, en el Vaticano, y que tanto dio que hablar en los periódicos. Ella es golpeada las veinticuatro horas del día, y es víctima de tormentos inimaginables. Ni los médicos, ni los psiquiatras, consiguen entender lo qué pasa. Ella está completamente lúcida, y es muy inteligente. Es un caso realmente triste.

- ¿CÓMO ES QUE UNO SE CONVIERTE EN VÍCTIMA DEL DEMONIO?

AMORTH: Uno puede ser objeto de los ataques del demonio, en cuatro casos. Bien porque esto es una bendición para la persona (como en el caso de muchos santos), bien por la persistencia irreversible, en el pecado, bien por una maldición que alguien hace invocando el nombre del demonio, o bien, cuando uno se dedica a practicar el ocultismo.


- DURANTE EL EXORCISMO DE LOS POSEÍDOS, ¿QUÉ TIPO DE FENÓMENOS OCURREN?

AMORTH: Recuerdo un campesino analfabeto que, durante el exorcismo, me hablaba sólo en inglés, por lo que yo necesitaba un intérprete. Hay quien demuestra una fuerza sobrehumana, quien se eleva, totalmente, del suelo, siendo imposible, aún para varias personas, mantenerlo sentado en la silla. Pero hablamos de presencia demoníaca, sólo por el contexto en que se desarrollan estos fenómenos.

- ¿ALGUNA VEZ LO HA LASTIMADO EL DEMONIO?

AMORTH: Cuando el Cardenal Poletti me pidió que me dedicara al exorcismo, me encomendé a la Virgen: "Envuélveme en Tu Manto, y yo estaré seguro". El demonio me ha amenazado, muchas veces, pero nunca me ha hecho daño.

- ¿NUNCA SIENTE MIEDO DEL DEMONIO?

AMORTH: ¿Yo miedo de ese animal? Es él quien tiene que tener miedo de mí: yo actúo en nombre del Señor del mundo, mientras que él, es sólo el simio de Dios.

- PADRE AMORTH, EL SATANISMO SE DIFUNDE CADA VEZ MÁS. EN REALIDAD, EL NUEVO RITUAL HACE DIFÍCIL LA PRÁCTICA DE LOS EXORCISMOS. A LOS EXORCISTAS SE LES IMPIDE QUE PARTICIPEN EN UNA AUDIENCIA CON EL PAPA EN LA PLAZA DE SAN PEDRO. DÍGAME, SINCERAMENTE: ¿QUÉ ES LO QUE ESTÁ PASANDO?

AMORTH: El humo de Satanás ha entrado a todas partes. ¡A todas partes! Quizá fuimos excluidos de la audiencia del Papa, porque tenían miedo de que tantos exorcistas consiguieran expulsar a las legiones de demonios que se han instalado en el Vaticano.

- ESTÁ BROMEANDO, ¿VERDAD?

AMORTH: Le podrá parecer una broma, pero yo creo que es verdad. No tengo ninguna duda de que el demonio tienta, sobre todo, a las autoridades de la Iglesia, así como a cualquier otra autoridad, en la política y la industria.


- ¿ESTÁ DICIENDO, ENTONCES, QUE EN ÉSTA, COMO EN TODAS LAS GUERRAS, SATANÁS QUIERE CONQUISTAR LOS ALTOS MANDOS, PARA TOMAR PRISIONEROS A LOS GENERALES DEL ADVERSARIO?

AMORTH: Es una estrategia victoriosa. Siempre se intenta ponerla en práctica. Sobre todo cuando las defensas del adversario son débiles. Satanás también lo intenta. Pero, gracias al Cielo, es el Espíritu Santo Quien dirige a la Iglesia: "Las puertas del infierno no prevalecerán". A pesar de las defecciones, y a pesar de las traiciones, que no deben causar asombro. El primer traidor fue uno de los apóstoles más cercanos a Jesús: Judas Iscariote.

Pero, a pesar de esto, la Iglesia sigue su camino. El Espíritu Santo la mantiene, y por lo tanto, los ataques de Satanás sólo pueden ser parcialmente exitosos. Naturalmente, el demonio puede ganar batallas, incluso batallas importantes. Pero nunca ganará la guerra.
Fonte: CATOLICIDAD

CARTA MOTU PROPRIO “ECCLESIAE UNITATEM” DE BENTO XVI E COMUNICADO DO CARDEAL WILLIAM JOSEPH LEVADA



1. O encargo de custodiar a unidade da Igreja, com a solicitude de oferecer a todos os auxílios necessários para responder de modo oportuno a esta vocação e graça divina, diz respeito particularmente ao Sucessor do Apóstolo Pedro, o qual é o perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade tanto dos Bispos quanto dos fiéis. A prioridade suprema e fundamental da Igreja, em todos os tempos, de conduzir os homens ao encontro com Deus deve ser favorecida mediante o empenho de chegar ao testemunho comum de fé de todos os cristãos.

2. Na fidelidade a tal mandato, nos dias que seguiram o ato pelo qual o Arcebispo Marcel Lefebvre, em 30 de junho de 1988, conferiu ilicitamente a ordenação episcopal a quatro sacerdotes, o Papa João Paulo II, de venerada memória, instituiu, em 2 de julho de 1988, a Pontifícia Comissão Ecclesia Dei “com a função de colaborar com os Bispos, com os Dicastérios da Cúria Romana e com os ambientes interessados, no escopo de facilitar a plena comunhão eclesial dos sacerdotes, seminaristas, comunidades, ou religiosos e religiosas singularmente, até então ligados de várias maneiras à Fraternidade fundada por Mons. Lefebvre, que desejassem permanecer unidos ao Sucessor de Pedro na Igreja Católica, conservando as suas tradições espirituais e litúrgicas, à luz do Protocolo firmado no dia 5 de maio daquele ano pelo Cardeal Ratzinger e por Mons. Lefebvre”.

3. Nesta linha, aderindo fielmente ao mesmo dever de servir à comunhão universal da Igreja na sua manifestação também visível e fazendo todo o esforço a fim de que todos aqueles que têm verdadeiramente o desejo da unidade possam nela permanecer ou reencontrá-la, desejei ampliar e atualizar, com o Motu Proprio Summorum Pontificum, a indicação geral já contida no Motu Proprio Ecclesia Dei acerca da possibilidade de usar o Missale Romanum de 1962, por meio de normas mais precisas e detalhadas.

4. No mesmo espírito e com o mesmo empenho de favorecer a superação de toda fratura e divisão na Igreja e de curar uma ferida sentida de modo sempre mais doloroso no tecido eclesial, quis retirar a excomunhão dos quatro Bispos ordenados ilicitamente por Mons. Lefebvre. Com tal decisão, pretendi eliminar um impedimento que poderia prejudicar a abertura de uma porta para o diálogo e convidar assim os Bispos e a “Fraternidade São Pio X” a reencontrar o caminho da plena comunhão com a Igreja. Como expliquei na Carta aos Bispos católicos de 10 de maio passado, a remissão da excomunhão foi uma medida no âmbito da disciplina eclesiástica para libertar as pessoas do peso de consciência representado pela censura eclesial mais grave. Mas as questões doutrinais, obviamente, permanecem e, enquanto não forem esclarecidas, a Fraternidade não tem um estatuto canônico na Igreja e os seus ministros não podem exercer de modo legítimo qualquer ministério.

5. Exatamente porque os problemas que agora devem ser tratados com a Fraternidade são de natureza essencialmente doutrinal, decidi – passados vinte anos do Motu Proprio Ecclesia Dei, e conforme me havia reservado fazer – repensar a estrutura da Comissão Ecclesia Dei, unindo-a de modo estreito com a Congregação para a Doutrina da Fé.

6. A Pontifícia Comissão Ecclesia Dei terá, portanto, a seguinte configuração:

a) O Presidente da Comissão é o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

b) A Comissão tem uma própria tabela orgânica composta pelo Secretário e pelos Oficiais.

c) Será função do Presidente, coadjuvado pelo Secretário, submeter os principais casos e as questões de caráter doutrinal ao estudo e discernimento das instâncias ordinárias da Congregação para a Doutrina da Fé, bem como submeter os resultados às disposições superiores do Sumo Pontífice.

7. Com esta decisão quis, em particular, demonstrar paterna solicitude para com a “Fraternidade São Pio X” a fim de reencontrar a plena união com a Igreja. Dirijo a todos um premente convite a rezar incessantemente ao Senhor, pela intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria, “ut unum sint”

Dado em Roma, junto de São Pedro, em 2 de julho de 2009, quinto ano de Nosso Pontificado.

BENEDICTUS PP. XVI

Nomeações

O Santo Padre agradeceu ao Eminentíssimo Cardeal Darío Castrillón Hoyos, alcançado o termo de seu serviço como Presidente da Pontifícia Comissão “Ecclesia Dei”, e nomeou Presidente da mesma Comissão o Eminentíssimo Cardeal William Joseph Levada, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

O Papa nomeou Secretário da Pontifícia Comissão “Ecclesia Dei” o Revmo. Mons. Guido Pozzo, até o presente Secretário Adjunto da Comissão Teológica Internacional e Auxiliar da Congregação para a Doutrina da Fé.

Fonte: Santa Sé

Tradução: OBLATVS

COMUNICADO DO EMINENTÍSSIMO CARDEAL WILLIAM JOSEPH LEVADA POR OCASIÃO DA PUBLICAÇÃO DA CARTA MOTU PROPRIO “ECCLESIAE UNITATEM” DO SANTO PADRE BENTO XVI.

Cardeal Levada novo Presidente da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei

Conforme havia antecipado na Carta do Santo Padre aos Bispos da Igreja Católica acerca da remissão da excomunhão dos quatro bispos consagrados pelo Arcebispo Lefebvre (10 de março de 2009), vem publicado em data de hoje a Carta Motu proprioEcclesiae unitatem“, com a qual é repensada e atualizada a estrutura da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, instituída pelo Papa João Paulo II em 1988.

Com o Motu proprioEcclesiae unitatem” vem primeiramente explicado a razão principal de tal reestruturação. A remissão da excomunhão dos quatro bispos lefebvrianos foi um procedimento no âmbito da disciplina canônica para liberar as pessoas do peso da censura eclesiástica muito grave, embora nela se reconheça que as questões doutrinárias permanecem e até que sejam esclarecidas a “Fraternidade Sacerdotal S. Pio X” não pode gozar de um estatuto canônico na Igreja e seus ministros não exercitam de modo legítimo qualquer ministério na Igreja. Assim, uma vez que os problemas são essencialmente de natureza doutrinária, o Santo Padre decidiu repensar a estrutura da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, vinculando-a estreitamente à Congregação para a Doutrina da Fé.

A Pontifícia Comissão Ecclesia Dei mantém a configuração atual, com algumas alterações na sua estrutura, que nós resumimos aqui:

1) O Presidente da Comissão é o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

2) A Comissão, com um próprio quadro orgânico, é composta do Secretário e de Oficiais.

3) É dever do Cardeal Presidente, assistido pelo Secretário, relatar os principais casos e questões de caráter doutrinário ao exame e juízo da instância ordinária da Congregação para a Doutrina da Fé (Consulta e Membros da Sessão Ordinária / Plenária) e submeter os resultados às supremas disposições do Sumo Pontífice.

O Cardeal William Levada, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e agora nomeado Presidente da Comissão Ecclesia Dei, manifestou a sua gratidão ao Santo Padre pela confiança demonstrada com esta decisão, assegurando ao Santo Padre, em nome dos Oficiais da Congregação para a Doutrina da Fé, empenho no diálogo doutrinal com a Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

O Santo Padre, com carta autógrafa, agradeceu cordialmente o Cardeal Darío Castrillón Hoyos, até então Presidente, por sua grande dedicação ao trabalho da Comissão Ecclesia Dei. Igualmente, o Santo Padre, através do Cardeal Secretário de Estado, agradeceu Monsenhor Camille Perl por tantos anos de serviço para a mesma Comissão. A tais agradecimentos se unido também o Cardeal Levada, estendendo aos Membros e Peritos da Comissão, cujos trabalhos serão agora retomados pelos membros da Congregação para a Doutrina da Fé assim como por peritos escolhidos conforme a necessidade de estudar questões específicas.

Mons. Guido Pozzo, novo Secretário da Comissão Ecclesia Dei.

Mons. Guido Pozzo, novo Secretário da Comissão Ecclesia Dei.

Dando boas vindas à nomeação de Mons. Guido Pozzo como Secretário da Comissão, o Cardeal Levada ressaltou a preparação de Mons. Pozzo e o seu particular interesse pelas questões de competência da Comissão Ecclesia Dei. Até agora, Mons. Pozzo foi auxiliar de gabinete do Ofício Doutrinal da Congregação para a Doutrina da Fé e Secretário Adjunto da Comissão Teológica Internacional.

Com o Motu proprio hoje publicado, o Santo Padre quis mostrar solicitude particular e paterna para com a “Fraternidade São Pio X”, a fim de superar as dificuldades que ainda permanecem para a obtenção da plena comunhão com a Igreja.

fonte:frates in unum


Terça-feira, 7 de Julho de 2009

En el segundo aniversario de la publicación del motu proprio Summorum Pontificum


Fotos recentes de Don Manuel Folgar, Fundador da Fraternidade de Cristo Sacerdote e Maria Rainha, celebrando a Santa Missa Tridentina na Capela do Seminário dos Padres Marianos em Fátima































COMUNICADO


† Barcelona 7 de junio de 2009.


1. El motu proprio Summorum Pontificum fue publicado, juntamente con una Carta a los Obispos (explicativa de su decisión) por el papa Benedicto XVI hoy hace exactamente dos años, colmando las expectativas de los fieles que deseábamos que se acabara la injusta situación de proscripción de facto –que no de iure– del venerable usus antiquior del rito romano y, al mismo tiempo, se aclarara que los que permanecíamos adheridos a él no éramos católicos de segunda, aunque se nos hubiera hostigado a nivel oficial abierta o solapadamente. Todavía resuenan los ecos de los apelativos con que se nos apostrofaba: “nostálgicos”, “retrógrados”, “rebeldes”, “cismáticos” y un largo e injurioso etcétera. Gracias a Dios, el Santo Padre felizmente reinante puso las cosas claras: primero, el Misal Romano anterior a la reforma litúrgica postconciliar nunca fue abrogado y quedó en principio siempre permitido; segundo, nuestros deseos de conservar la forma clásica del rito romano (llamada “forma extraordinaria” por el Papa) son “justas aspiraciones” (expresión retomada del Siervo de Dios Juan Pablo II) que han de ser atendidas.

2. Son cada vez más las diócesis en las que se aplica sin mayores dificultades el motu proprio e, incluso, son cada vez más los obispos residenciales que participan activamente en ceremonias conforme a los libros litúrgicos de la forma extraordinaria o clásica del rito romano. Hay que hacer la salvedad, sin embargo, de que esto se da en proporción desigual en la Iglesia del ámbito latino, a saber: en mayor medida en los países del centro y norte de Europa, en los Estados Unidos y en Asia y Oceanía; en menor medida en los países mediterráneos y en Iberoamérica.

3. Por lo que a España respecta, hay que admitir que, de momento, el progreso en la aplicación de Summorum Pontificum es exiguo, lo cual es tanto más preocupante cuanto que se trata de un país con una fuerte tradición de adhesión a la Santa Sede. En líneas generales podemos decir:

a) Varios sacerdotes mayores han vuelto a celebrar la misa y administran sacramentos en la forma extraordinaria del rito romano, sumándose a los que antes de la publicación del motu proprio ya lo hacían por diferentes conceptos (indulto de San Pío V, indultos de Juan Pablo II). Se advierte, asimismo, un cierto interés en los sacerdotes más jóvenes (que no han vivido la controversia de la “misa tridentina”) por aprender la liturgia clásica. Su número podría ser mayor si no fuera por el hecho de en los seminarios no se enseña a los candidatos al sacerdocio su oficio de liturgos y, por lo tanto, no se fomenta un gran interés por la liturgia, que se deja muchas veces a la improvisación, como si fuera algo adjetivo.

b) Aparte del monasterio sui iuris del Oasis de Jesús Sacerdote y del Instituto de Cristo Rey (los dos únicos institutos con presencia en España aprobados por la Pontificia Comisión Ecclesia Dei y que tienen como propia la liturgia romana antigua) y la Fraternidad Sacerdotal de San Pío X, la única fundación que de momento observa regular y públicamente el rito romano extraordinario por propia decisión es la Fraternidad de Cristo Sacerdote y María Reina (Pontevedra). En la prelatura personal del Opus Dei de momento se han incrementado las celebraciones según la forma ordinaria del rito romano en latín.

c) En cuanto a los fieles, se han multiplicado las peticiones a la autoridad eclesiástica para la celebración pública y regular de la misa en rito romano extraordinario, pero no deja de ser significativo que las concesiones son todavía muy pocas y no en todos los puntos más importantes de la geografía española. En Madrid existe esa celebración únicamente vinculada al Instituto de Cristo Rey, no en virtud del motu proprio. En Barcelona, es un párroco el que libremente la ha establecido (aunque en horario incómodo), pero a una petición formal de un nutrido grupo de fieles en otra parroquia no se le ha dado curso en más de un año y medio. En Sevilla también hay una concesión. Valencia, Zaragoza y Bilbao simplemente no tienen dicha celebración. En Málaga se acaba de dar, además, el caso de negativa formal del Obispo a que ella se lleve a cabo.

4. Una cuestión que cada vez se plantea cada vez con mayor frecuencia y urgencia es la de las exequias y funerales en el rito romano tradicional, queridos por no pocos fieles, que muchas veces han de resignarse a saber que no se va a dar cumplimiento a su última voluntad porque no hay iglesias ni sacerdotes disponibles. En el mejor de los casos quedaría la posibilidad de oficiar en las capillas de los tanatorios, pero no parece sea ésta una solución práctica (por los elementos materiales de la liturgia que hay que trasladar cada vez y por otras razones). Además, lo suyo es que el difunto sea llevado a la iglesia (como se hacía normalmente antes de que los tanatorios se popularizasen) y de allí, premunido de las oraciones y sufragios de la comunidad visible, parta para el cementerio. Esta consideración pone de manifiesto la utilidad de contar con una parroquia personal para la forma extraordinaria del rito romano.

5. Existe un punto interesante en la Carta a los Obispos que acompaña el motu proprio Summorum Pontificum que se encuentra aún pendiente y sobre el que ha llamado oportunamente la atención el Presidente de la FIUV en sus coloquios en la Pontificia Comisión Ecclesia Dei: “las dos Formas del uso del Rito romano pueden enriquecerse mutuamente: en el Misal antiguo se podrán y deberán inserir nuevos santos y algunos de los nuevos prefacios. La Comisión Ecclesia Dei, en contacto con los diversos entes locales dedicados al usus antiquior, estudiará las posibilidades prácticas”.

Contrariamente al reproche que algunos adversarios de la forma extraordinaria del rito romano dirigen a sus sostenedores (a saber que quieren una liturgia fosilizada en 1962), éstos no pueden por menos de estar de acuerdo con lo que quiere el Papa y en este preciso punto es conveniente afirmar que una puesta al día homogénea del Misal Romano no sólo es saludable sino incluso necesaria: es, por lo demás, lo que han venido haciendo los Papas desde 1570, año de la primera edición típica de aquél. No sólo se han añadido nuevos prefacios (Corazón de Jesús, Cristo Rey) y misas propias de nuevos santos canonizados del calendario de la Iglesia universal, sino que el beato Juan XXIII enriqueció el propio ordinario de la misa añadiendo la mención del nombre de San José. A muchos les gustaría poder honrar mediante una misa propia a santos modernos importantes como san Maximiliano María Kolbe, san Pío de Pietrelcina, san Claudio de la Colombière, santa Teresa Benedicta de la Cruz Stein, san Josemaría Escrivá, santa Faustina Kowalska y santa Maravillas de Jesús, por poner unos cuantos ejemplos. Por otra parte, es cierto que nuevos prefacios ayudarían a realzar algunos misterios (la Eucaristía, la Inmaculada Concepción, la Asunción) y tiempos litúrgicos (Adviento, Septuagésima, post Pentecosten) y a ilustrar mejor ciertos aspectos de la temática litúrgica (Santos Patronos, Dedicación de Iglesias).

La insistencia en el mantenimiento del Misal Romano de 1962 como libro litúrgico básico de la forma extraordinaria de la Misa (que no excluye, pues, ulteriores desarrollos en el sentido de lo expresado por Benedicto XVI) está motivada por la necesidad de evitar que se introduzcan, bajo cualquier pretexto, las modificaciones de 1965 y 1967, simples pasos previos dados en vista de la reforma total de 1969-1970 y que sólo se justifican en la perspectiva del rito ordinario. En este sentido, es muy acertada la intención del Papa de que la posible puesta en práctica del principio de mutuo enriquecimiento de las dos formas de la liturgia romana, por lo que respecta a la extraordinaria, se haga en contacto con los propios interesados (“los diversos entes locales dedicados al usus antiquior”): sociedades e institutos que tienen como propia la liturgia clásica y entidades de laicos, entre las que UNA VOCE tiene un liderazgo indiscutible.

6. Desde la dación del motu proprio –y especialmente en este segundo año– se ha verificado la significativa aparición de nuevas asociaciones de UNA VOCE en España (agrupadas hoy en el capítulo UNA VOCE HISPÀNIA) y en todo el mundo, lo que demuestra la consistencia de esta organización de laicos con más de cuarenta años de experiencia en la reivindicación de la liturgia romana clásica en todas sus expresiones. El Presidente de la FOEDERATIO INTERNATIONALIS UNA VOCE (FIUV) presentó el año pasado a la Santa Sede un informe sobre la aplicación del motu proprio en todo el mundo en el primer año de su vigencia, con datos proporcionados por las respectivas asociaciones nacionales, buenas conocedoras de la situación a nivel local. Los miembros del consejo Ejecutivo de la FIUV han sido recibidos y escuchados en diferentes ocasiones en la Congregación para el Culto Divino y la Pontificia comisión Ecclesia Dei. Especiales y cordiales relaciones se han mantenido con el Eminentísimo Sr. Cardenal Darío Castrillón Hoyos y el Excmo. Sr. Arzobispo Albert Malcolm Ranjith Patabendige Don, siempre disponibles para UNA VOCE.

7. No podemos dejar de referirnos a un hecho importante cuyas derivaciones han determinado un cambio significativo de perspectiva de la cuestión del motu proprio Summorum Pontificum: el levantamiento de las excomuniones que desde 1988 pesaban sobre los obispos de la Fraternidad Sacerdotal de San Pío X, paso decisivo hacia una total y deseable reconciliación con Roma de esta obra fundada por el benemérito Monseñor Marcel Lefebvre. Declaraciones imprudentes (e inadmisibles en el contexto de las actuales relaciones de la Iglesia Católica con el mundo hebreo) del obispo Richard Williamson acerca del holocausto judío durante la Segunda Guerra Mundial provocaron una inaudita campaña de prensa contra el Santo Padre, presentado como favorecedor del negacionismo, y desviaron la atención de lo verdaderamente importante, que es la cuestión doctrinal subyacente a la actitud de la Fraternidad frente al Concilio Vaticano II y las reformas que de él salieron. A pesar de la inequívoca voluntad del obispo Bernard Fellay, actual superior general, y del R.P. Franz Schmidberger, su antecesor en el cargo, de llegar a un entendimiento, la por lo menos ambigua postura de los otros tres obispos no ayuda ciertamente a allanar el camino a Roma.

Benedicto XVI, en una hermosa carta dirigida a los Obispos el pasado 10 de marzo para explicarles las razones de haber procedido al levantamiento de las excomuniones, anunció que en el futuro la Pontificia comisión Ecclesia Dei quedará incorporada a la Congregación romana para la Doctrina de la Fe, con lo que “se aclara que los problemas que deben ser tratados ahora son de naturaleza esencialmente doctrinal, y se refieren sobre todo a la aceptación del Concilio Vaticano II y del magisterio postconciliar de los Papas”. De este importantísimo párrafo se deduce que el rito romano extraordinario ya no constituye un problema que deba depender de una pontificia comisión especial, sino que, como “rito legítimamente establecido” en la Iglesia (nunca abrogado y siempre en vigor), debe depender del dicasterio competente en materia litúrgico, es decir de la Congregación para el Culto Divino. Con ello se normalizará por completo su situación. Pero cabe preguntarse, ¿cómo se tramitarán en lo sucesivo los recursos a Roma por incumplimiento del motu proprio Ecclesia Dei no existiendo ya la Pontificia Comisión homónima como entidad autónoma, sino dependiente de la Congregación para la Doctrina de la Fe y con diferente competencia? Es algo, entre otras cosas, que deberá aclarar el anunciado nuevo motu proprio que regulará el futuro funcionamiento de aquélla. Esperemos que bajo la dirección del Eminentísimo cardenal Cañizares, la Congregación para el Culto Divino se muestre enérgica a la hora de garantizar la recta aplicación del motu proprio Summorum Pontificum, a fin de que la forma extraordinaria del rito romano no sea relegada como una liturgia de excepción o para grupos cerrados y minoritarios.

8. En todo este tiempo el Santo Padre ha continuado subrayando plásticamente la hermenéutica de la continuidad en las celebraciones litúrgicas pontificias, con el valioso concurso de su maestro de ceremonias monseñor Guido Marini. No se trata sólo de estética, sino de todo un concepto de liturgia: la orientación a Dios (teotropismo), el sentido de sacralidad y la idea de belleza como epifanía del Señor. Está dando una magnífica catequesis y un ejemplo de cómo la forma ordinaria del rito romano se enriquece gracias a la forma extraordinaria.

9. Para finalizar, no podemos por menos de recordar a la persona del Eminentísimo cardenal Darío Castrillón Hoyos, hasta el momento presidente de la Pontificia Comisión Ecclesia Dei, que, apenas cumplidos los 80 años de edad (y sujeto, por lo tanto al motu proprio Ingravescentem aetatem), dejará próximamente su cargo. Bajo su dirección la causa de la misa clásica avanzó considerablemente y ello no puede sino ser motivo de una inmensa gratitud, la que también es justo tributar a otro gran cardenal: Paul Augustin Mayer, uno de los antecesores del cardenal Castrillón, que hizo lo que pudo en tiempos más difíciles. Asimismo al Excelentísimo Arzobispo monseñor Ranjith, secretario que fue hasta hace poco de la Congregación para el Culto Divino, gran amigo de los sostenedores de la liturgia romana extraordinaria. Que Dios premie a estos dignísimos prelados e inspire a sus sucesores a continuar por el camino de la normalización de un rito que es riqueza para toda la Iglesia.


Rodolfo Vargas Rubio
Praeses
fonte:Roma aeterna

CARTA APOSTÓLICA DO PAPA BEATO JOÃO XXIII SOBRE O CULTO DO PRECIOSÍSSIMO SANGUE DE JESUS CRISTO



Aos veneráueis irmâos patriarcas, primazes, arcebispos, bispos

e outros ordinários do lugar em paz e comunhão com a Sé Apostólica.

Veneráveis Irmãos, saudação e Bênção Apostólica,

1. Desde os primeiros meses do nosso serviço pontifício aconteceu-nos muitas vezes - e não raro a palavra foi precursora ansiosa e inocente do nosso próprio sentir - convidar os fiéis, em matéria de devoção viva e cotidiana, a se volverem com ardente fervor para a expressão divina da misericórdia do Senhor sobre as almas individuais, sobre a sua Igreja santa e sobre o mundo inteiro, dos quais todos Jesus continua sendo o Redentor e o Salvador. Queremos dizer a devoção ao Preciosíssimo Sangue.

2. Esta devoção foi-nos instilada no próprio ambiente doméstico em que floresceu a nossa infância, e sempre recordamos com viva emoção a recitação das ladainhas do Preciosíssimo Sangue que os nossos velhos pais faziam no mês de julho.

3. Lembrados da salutar exortação do Apóstolo: "Estai atentos a vós mesmos e a todo o rebanho: nele o Espírito Santo vos constituiu guardiães, para apascentardes a Igreja de Deus, que ele adquiriu para si pelo sangue de seu próprio Filho" (At 20,28), cremos, ó Veneráveis Irmãos, que entre as solicitudes do nosso universal ministério pastoral, depois da vigilância sobre a sã doutrina deve ter um lugar privilegiado aquela que diz respeito ao reto desenvolvimento e ao incremento da piedade religiosa, nas manifestações do culto litúrgico e privado. Parece-nos, portanto, particularmente oportuno chamar a atenção dos nossos diletos filhos para o nexo indissolúvel que deve unir as duas devoções, já tão difundidas no seio do povo cristão, isto é, o ss. Nome de Jesus e o seu sacratíssimo Coração, aquela que pretende honrar o Sangue Preciosíssimo do Verbo encarnado, "derramado por muitos em remissão dos pecados" (cf. Mt 26,28).

4. Com efeito, se é de suma importância que entre o Credo católico e a ação litúrgica da Igreja reine uma salutar harmonia, visto que "a norma do acreditar define a norma de rezar",(1) e nunca sejam consentidas formas de culto que não brotem das fontes puríssimas da verdadeira fé, é justo, outrossim, que floresça harmonia semelhante entre as várias devoções, de modo que não haja contraste ou dissociação entre as que são consideradas como fundamentais e mais santificantes, e que, ao mesmo tempo, sobre as devoções pessoais e secundárias tenham o primado na estima e na prática aquelas que melhor realizam a economia da salvação universal operada pelo "único mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus homem, aquele que deu a si mesmo em resgate por todos" (1Tm 2,5-6). Movendo-se nesta atmosfera de reta fé e de sã piedade, os féis estão seguros de sentir com a Igreja, ou seja de viverem em comunhão de oração e de caridade com Jesus Cristo, fundador e sumo sacerdote dessa sublime religião que dele recebe, com o nome, toda a sua dignidade e valor.

5. Se agora detivermos um rápido olhar aos admiráveis progressos que a Igreja católica tem operado no campo da piedade litúrgica, em salutar consonância com o desenvolvimento da sua fé na penetração das verdades divinas, indubitavelmente será consolador verificarmos que nos séculos próximos a nós não faltaram, da parte desta Sé Apostólica, claros e repetidos atestados de consentimento e de incentivo para todas as três devoções supra mencionadas; devoções que foram praticadas desde a Idade Média por muitas almas piedosas, e depois foram difundidas em várias dioceses, ordens e congregações religiosas, mas que aguardavam da Cátedra de Pedro o cunho da ortodoxia e a aprovação para a Igreja universal.

6. Baste-nos recordar que os nossos predecessores desde o século XVI enriqueceram de favores espirituais a devoção ao ss. Nome de Jesus, da qual no século precedente se fizera apóstolo infatigável, na Itália, Ss Bernardino de Sena. Em honra desse ss. Nome foram, antes de tudo, aprovados o ofício e a missa, e em seguida as Ladainhas.(2) Nem foram menos insignes os privilégios concedidos pelos pontífices romanos ao culto para com o sacratíssimo Coração de Jesus, em cuja admirável propagação (3) tamanha parte tiveram as revelações feitas pelo Sagrado Coração a Santa Margarida Maria Alacocque. E tão alta e unânime tem sido a estima dos pontífices romanos a esta devoção, que eles se comprazeram em lhe ilustrar a natureza, defender a legitimidade, e inculcar a prática com muitos atos oficiais, aos quais puseram coroamento três importantes encíclicas sobre este assunto. (4)

7. Mas também a devocão ao Preciosíssimo Sangue de Jesus, da qual foi propagador admirável no século passado o sacerdote romano s. Gaspar del Bufalo, teve o merecido consentimento e o favor desta Sé Apostólica. Com efeito, importa recordar que, por ordem de Bento XIV, foram compostos a missa e o ofício em honra do Sangue adorável do divino Salvador; e que Pio IX, em cumprimento de um voto feito em Gaeta, quis que a festa litúrgica fosse estendida à Igreja universal. (5) Finalmente, foi Pio XI, de feliz memória, quem, em lembrança do 19° centenário da redenção, elevou a sobredita festa a rito duplo de primeira classe, a fim de que, pela acrescida solenidade litúrgica, mais intensa se tornasse a própria devoção, e mais copiosos se entornassem sobre os homens os frutos do Sangue redentor.

8. Seguindo, portanto, o exemplo dos nossos predecessores, com o fim de favorecer ulteriormente o culto para com o precioso Sangue do Cordeiro imaculado, Cristo Jesus, aprovamos-lhe as ladainhas, segundo a ordem compilada pela Sacra Congregação dos ritos,(6) incentivando outrossim a reza das mesmas em todo o mundo católico, quer em particular quer em público, com a concessão de indulgências especiais.(7) Possa este novo ato do cuidado por todas as Igrejas (cf.lCor 11,28), próprio do pontificado supremo, em tempo das mais graves e urgentes necessidades espirituais, acordar no ânimo dos crentes a convicção do valor perene, universal, sumamente prático das três louvadas devoções.

9. Por isto, ao aproximar-se a festa e o mês dedicados ao culto do Sangue de Cristo, preço do nosso resgate, penhor de salvação e de vida eterna, façam-na os fiéis objeto de meditações mais devotas e de comunhões sacramentais mais freqüentes. Iluminados pelos salutares ensinamentos que promanam dos Livros sagrados e da doutrina dos padres e doutores da Igreja, reflitam no valor superabundante, infinito desse Sangue verdadeiramente preciosíssimo, do qual uma só gota pode salvar o mundo todo de toda culpa", (8) como canta a Igreja com oAngélico Doutor, e como sabiamente confirmou o nosso predecessor Clemente VI. (9)

10. Porquanto, se infinito é o valor do Sangue do Homem-Deus, e se infinita foi a caridade que o impeliu a derramá-lo desde o oitavo dia do seu nascimento, e depois, com superabundância, na agonia do horto (cf. Lc 22,43), na flagelação e na coroação de espinhos, na subida ao Calvário e na crucifixão, e, enfim, da ampla ferida do seu lado, como símbolo desse mesmo Sangue divino que corre em todos os sacramentos da Igreja, não só é conveniente, mas é também sumamente justo que a ele sejam tributadas homenagens de adoração e de amorosa gratidão por parte de todos os que foram regenerados nas suas ondas salutares.

11. E ao culto de latria a ser prestado ao cálice do Sangue do Novo Testamento, sobretudo no momento da sua elevação no sacrifício da Missa, é sumamente conveniente e salutar que se siga a comunhão com esse mesmo Sangue, indissoluvelmente unido ao corpo do nosso Salvador no sacramento da eucaristia. Em união, então, com o sacerdote celebrante, poderão os fiéis com plena verdade repetir mentalmente as palavras que ele pronuncia no momento da comunhão; "Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor... O sangue de Cristo me guarde para a vida eterna. Amém". Desse modo os fiéis que dele se aproximarem dignamente receberão mais abundantes os frutos de redenção, de ressurreição e de vida eterna que o Sangue derramado por Cristo "por impulso do Espírito Santo" (Hb 9,14) mereceu para o mundo inteiro. E, nutridos do corpo e do sangue de Cristo, tornados participantes do seu poder divino, que fez surgir legiões de mártires, eles irão ao encontro das lutas cotidianas, dos sacrifícios, até mesmo do martírio, se preciso, em defesa da virtude e do reino de Deus, sentindo em si mesmos aquele ardor de caridade que fazia S. João Crisóstomo exclamar: "Saímos daquela mesa quais leões expirando chamas, tornados terríveis ao demônio, pensando em quem é o nosso Chefe e quanto amor teve por nós... Esse Sangue, se dignamente recebido, afasta os demônios, chama para junto de nós os anjos e o próprio Senhor dos anjos... Esse Sangue derramado purifica o mundo todo... Este é o preço do universo, com ele Cristo redime a Igreja... Tal pensamento deve refrear as nossas paixões. Até quando, com efeito, ficaremos apegados ao mundo presente?Até quando ficaremos inertes?Até quando descuraremos pensar na nossa salvação? Reflitamos sobre os bens que o Senhor se dignou de nos conceder, sejamos-lhe gratos por eles, glorifiquemo-lo não só com a fé, mas também com as obras".(10)

12. Oh! se os cristãos refletissem mais freqüentemente no paternal aviso do primeiro papa: "Portai-vos com temor durante o tempo do vosso exílio. Pois sabeis que não foi com coisas perecíveis, isto é, com prata ou ouro que fostes resgatados..., mas pelo sangue precioso de Cristo, como de um cordeiro sem defeito e sem mácula" (1Pd 1,1719); se eles dessem mais solícito ouvido à exortação do apóstolo das gentes: "Alguém pagou alto preço pelo vosso resgate; glorificai, portanto, a Deus em vosso corpo" (l Cor 6,20). Quanto mais dignos, mais edificantes seriam os seus costumes, quanto mais salutar para a humanidade inteira seria a presença, no mundo, da Igreja de Cristo! E, se todos os homens secundassem os convites da graça de Deus, que os quer todos salvos (cf. 1Tm 2,4), porque ele quis que todos fossem remidos pelo Sangue de seu Unigênito, e chama todos a serem membros de um só corpo místico, do qual Cristo é a Cabeça, então quanto mais fraternas se tornariam as relações entre os indivíduos, os povos, as nações, e quanto mais pacífica, quanto mais digna de Deus e da natureza humana, criada a imagem e semelhança do Altíssimo (cf. Gn 1,26), se tornaria a convivência social!

13. Era a contemplação desta sublime vocação que s. Paulo convidava os fiéis provenientes do povo eleito, tentados de pensar com saudade num passado que fora apenas uma pálida figura e o prelúdio da nova aliança: "Mas vós vos aproximastes do monte Sião e da cidade de Deus vivo, a Jerusalém celestial, e de milhões de anjos reunidos em festa, e da assembléia dos primogênitos cujos nomes estão inscritos nos céus, e de Deus o juiz de todos, e dos espíritos dos justos que chegaram à perfeição, e de Jesus, mediador de uma nova aliança, e do sangue da aspersão mais eloqüente que o de Abel" (Hb 12,22-24).

14. Plenamente confiamos, ó veneráveis irmãos, que estas nossas paternais exortações, pelo modo como julgardes mais oportuno tornadas por vós conhecidas ao clero e aos fiéis a vós confiados, serão de bom grado postas em prática, não só salutarmente, mas também com fervoroso zelo, em auspício das graças celestes e em penhor da nossa particular benevolência, com efusão de coração concedemos a bênção apostólica a cada um de vós e a todos os vossos rebanhos, e de modo particular aos que generosa e piedosamente responderem ao nosso convite.

Dado em Roma, junto a S. Pedro, no dia 30 de junho de 1960, vigília da Festa do Preciosíssimo Sangue de N. S. J. C., segundo ano do nosso Pontificado.

JOÃO PP. XXIII


Notas

1. Cf. Enc. Mediator Dei; AAS 39(1947), p. 54.

2. Cf. AAS,18 (1886), p. 509.

3. Cf. Of f : Festi SS. Cordis lesu, II Noct., lect. V

4. Carta Enc. Annum Sacrum. Acta Leonis XIII, 19(1899), pp. 71ss.; Carta Enc. Miserentissimus Redemptor, AAS, 20(1928), pp. 165ss.; Carta Enc. Haurietis aquas, AAS, 48(1956,), pp. 309ss..

5. Decr. Redempti sumos, de 10 deAgosto de 1849; cf. Arch. S.C. Rit., Decr. ann.1848-1849, fol. 209.

6. Cf. AAS, 52(1960), pp. 412-413.

7. Decr. S. Poen. Ap., de 3 de Março de 1960; cf. AAS, 52( 1960), pp. 420.

8. Hino Adoro te devote.

9. Bula Unigenitus Dei Filius, de 25 de janeiro de 1843; Denz. 550 [= DS 1025].

10. In loan., Homil. 46; PG 59, 260-261.

Scoprendo a Norcia il vero volto del Summorum Pontificum: la via benedettiana inizia dai benedettini.

Dopo averla pubblicata in lingua inglese, non potevamo trascurare la versione italiana di questa splendida intervista a Padre Cassiano Folsom, O.S.B., Priore della Comunità Monastica Maria Sedes Sapientiae che ha preso dimora presso il Monastero di San Benedetto a Norcia. Dalle parole di quest'uomo di Dio si capisce che non ci troviamo di fronte a qualcosa di comune e facilmente catalogabile. Nel secondo anniversario del Summorum Pontificum, sta per essere scritta una pagina fondamentale nella storia di questo cammino liturgico tra la via ordinaria e quella straordinaria, che per la maggior parte rimane ancora inesplorato. Sta per essere percorso, finalmente, il ponte che il Papa dell'ermeneutica "della riforma nella continuità", faticosamente, titanicamente potremmo dire, sta costruendo tra due sponde dell'unico fiume e dell'unica Chiesa. Ora, avrà anche questi nuovi operai a sostenerlo, e non per niente son figli del medesimo Padre Benedetto.







***

Questa decisione rispetta il ConcilioVaticano II?

Sarebbe opportuno leggere attentamente il documento del Concilio sulla Liturgia, acrosanctum Concilium. Nel SC 22 si afferma che: “Regolare la sacra liturgia compete unicamente all'autorità della Chiesa, la quale risiede nella Sede apostolica e, a norma del diritto, nel vescovo”. Papa Benedetto nel Motu Proprio Summorum Pontificum ribadisce semplicemente tale principio e legifera per l'uso dell'antico Rito, accanto al nuovo. Papa Benedetto XVI sottolinea inoltre che occorre interpretare i documenti del Concilio attraverso l'ermeneutica della continuità. Tale principio è espresso anche nel documento sulla liturgia in cui si afferma: “... occorre fare attenzione affinché le nuove forme scaturiscano organicamente, in qualche maniera, da quelle già esistenti” (SC 23). Ciò di cui stiamo realmente parlando qui è un legittimo pluralismo, sostenuto anche dal Concilio quando asserisce che: “La Chiesa, quando non è in questione la fede o il bene comune generale, non intende imporre, neppure nella liturgia, una rigida uniformità” (SC 37). Quindi la celebrazione della Messa in utroque usu rispetta totalmente il Concilio Vaticano II. Stiamo abbracciando entrambi gli usi e ci rivolgiamo agli altri gruppi in cerca di unità. Questo è un vero approccio conciliare.

Ma questo non significa "mettere indietro l'orologio"?

Al contrario, personalmente trovo che un monastero “utriusque usus” sia molto lungimirante, soprattutto in termini di autentico ecumenismo. Con questo voglio dire due cose. In primo luogo, l'ethos della forma Straordinaria è molto simile allo stile dei tanti riti orientali e, pertanto, la celebrazione dell'Eucaristia sia secondo il Novus Ordo che l'Ordo Antiquior ci permette di servire da ponte tra Oriente e Occidente. In secondo luogo, credo che nella Chiesa abbiamo bisogno di una buona dose di “ecumenismo interno”, in modo da essere in grado di dialogare con i cattolici legati alle antiche forme liturgiche, senza pregiudizi ideologici.

Come può, da liturgista, giustificare una tale decisione?

È proprio in veste di liturgista che ho avuto l'opportunità di studiare e sperimentare la ricca varietà di tradizioni liturgiche che esistono in seno alla Chiesa. Per i cattolici di Rito latino è “politicamente corretto” essere entusiasti del Rito bizantino. Quindi perché non dovrebbe essere “politicamente corretto” essere entusiasti anche della forma Straordinaria? La storia della liturgia, dimostra chiaramente una molteplicità di usi all'interno dello stesso Rito romano. Ed è grazie a molti anni di studio della liturgia che ho iniziato a vedere l'importanza di questa unità nella diversità. Esattamente, ho sostenuto questa mia convinzione alla presenza dell'allora Cardinale J. Ratzinger in una conferenza liturgica tenutasi a Fontgombault in Francia nel 1997. Come liturgista, vorrei anche dire che non esiste alcun rito perfetto, ci sono aspetti positivi e negativi in ogni tradizione liturgica. L'unica liturgia perfetta è soltanto la liturgia celeste. Inoltre, sia la forma Straordinaria che quella Ordinaria possono essere celebrate bene o celebrate male. Se dobbiamo confrontarle, dobbiamo mettere gli aspetti migliori di entrambe l'una di fianco all'altra.

Come possono influenzarsi a vicenda i due usi?

La forma Ordinaria sottolinea elementi quali la partecipazione dei fedeli, l'uso della lingua volgare, il continuo sviluppo della liturgia, con l'aggiunta di nuovi santi nel calendario e via dicendo: sono tutti aspetti molto importanti. Rischiando di semplificare al massimo, voglio dire che la forma Ordinaria pone l'accento sulla comprensione razionale, sull'esprimersi, per così dire, in prosa. La forma Straordinaria fornisce un ricco nutrimento anche per l'intelletto, ma si basa fortemente sulla gestualità, sul simbolismo, sull'intuizione, sul silenzio, sull'azione rituale senza parole, potremmo dire, parla in poesia. L'uomo conosce sia in modo razionale che in modo intuitivo. Ha bisogno sia di prosa che di poesia. Se nel corso del tempo i due usi, come due culture diverse, riescono a vivere pazientemente gli uni con gli altri, possono diventare amici.

Quali vantaggi pastorali deriveranno da questo nuovo apostolato?

Il monastero di San Benedetto a Norcia si trova in una posizione unica. La vita pastorale della città è servita molto bene da parte del clero diocesano. La Basilica, d'altro canto, non è una parrocchia, ma un santuario, la cui attenzione pastorale è incentrata sui pellegrini provenienti
da tutto il mondo. Siamo una comunità internazionale che serve un pubblico internazionale. I pellegrini vengono appositamente per assistere ad una liturgia benedettina, caratterizzata da quello che io definirei uno stile monastico o contemplativo. Questo è il nostro contributo speciale. La forma Straordinaria si presta molto bene a questo stile contemplativo, nonché mistico, che è il motivo per cui i giovani ne sono così attratti. Celebriamo la Santa Messa in forma Ordinaria nel medesimo stile, che rappresenta la ragione per cui le persone vengono qui da lontano e partecipano numerose alla nostra Messa domenicale.

Non sarebbe meglio essere come tutti gli altri?

Per usare un'espressione presa dal mondo del commercio, la crescita e lo sviluppo dipendono da un marchio distintivo “di nicchia”. Questo speciale apostolato di celebrare l'Eucaristia in utroque usu, rende il monastero di Norcia caratteristico, unico nel suo genere. Sono sicuro che contribuirà alla crescita della comunità, in un momento in cui i giovani non sono interessati a una vocazione che significhi vivere “come tutti gli altri”.
FONTE:RINASCIMENTO SACRO

Ladainha do Preciosíssimo Sangue


Senhor, tende piedade de nós.

Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Deus Pai dos céus, tende piedade de nós.
Deus Filho, redentor do mundo tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Sangue de Cristo, Sangue do Filho Unigênito do Eterno Pai, salvai-nos.
Sangue de Cristo, Sangue do Verbo de Deus encarnado, salvai-nos.
Sangue de Cristo, Sangue do Novo e Eterno Testamento, salvai-nos.
Sangue de Cristo, correndo pela terra na agonia, salvai-nos.
Sangue de Cristo, manando abundante na flagelação, salvai-nos.
Sangue de Cristo, gotejando na coroação de espinhos, salvai-nos.
Sangue de Cristo, derramado na cruz, salvai-nos.
Sangue de Cristo, preço da nossa salvação, salvai-nos.
Sangue de Cristo, sem o qual não pode haver redenção, salvai-nos.
Sangue de Cristo, que apagais a sede das almas e as purificais na Eucaristia, salvai-nos.
Sangue de Cristo, torrente de misericórdia, salvai-nos.
Sangue de Cristo, vencedor dos demônios, salvai-nos.
Sangue de Cristo, fortaleza dos mártires, salvai-nos.
Sangue de Cristo, virtude dos confessores, salvai-nos.
Sangue de Cristo, que suscitais almas virgens, salvai-nos.
Sangue de Cristo, força dos tentados, salvai-nos.
Sangue de Cristo, alívio dos que trabalham, salvai-nos.
Sangue de Cristo, consolação dos que choram, salvai-nos.
Sangue de Cristo, esperança dos penitentes, salvai-nos.
Sangue de Cristo, conforto dos moribundos, salvai-nos.
Sangue de Cristo, paz e doçura dos corações, salvai-nos.
Sangue de Cristo, penhor de eterna vida, salvai-nos.
Sangue de Cristo, que libertais as almas do Purgatório, salvai-nos.
Sangue de Cristo, digno de toda a honra e glória, salvai-nos.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós, Senhor.

V. Remistes-nos, Senhor com o Vosso Sangue.
R. E fizestes de nós um reino para o nosso Deus.

Oremos:
Todo-Poderoso e Eterno Deus, que constituístes o Vosso Unigênito Filho, Redentor do mundo, e quisestes ser aplacado com o seu Sangue, concedei-nos a graça de venerar o preço da nossa salvação e de encontrar, na virtude que Ele contém, defesa contra os males da vida presente, de tal modo que eternamente gozemos dos seus frutos no Céu. Pelo mesmo Cristo, Senhor nosso. Assim seja.

Oferecimento
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Sangue preciosíssimo de Jesus Cristo em desconto dos meus pecados, em sufrágio das santas almas do Purgatório e pelas necessidades da Santa Igreja e por todos os doentes.

Súplica a Nossa Senhora
Mãe Dolorosa, peço-vos pelo Vosso sofrimento na morte de Vosso Filho, que ofereçais ao Pai Eterno o precioso Sangue que jorrou das Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo Crucificado pelos pobre Sacerdotes transviados, que se tornaram infiéis a sua sublime vocação, para que quanto antes voltem junto ao Bom Pastor.

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

CARTA DO SANTO PADRE BENTO XVI AOS BISPOS QUE ACOMPANHA O "MOTU PROPRIO" SUMMORUM PONTIFICUM faz amanhã dois anos que foi publicada

Fotos recentes do Bispo Don Athanasius Schneider , autor do livro Dominus Est, em Ordenações Sacerdotais que realizou em Wigratzbad na Alemanha a 27 de Junho de 2009 para a Fraternidade Sacerdotal de S.Pedro






Amados Irmãos no Episcopado,

Com grande confiança e esperança, coloco nas vossas mãos de Pastores o texto duma nova Carta Apostólica «Motu Proprio data» sobre o uso da liturgia romana anterior à reforma realizada em 1970. O documento é fruto de longas reflexões, múltiplas consultas e de oração.

Notícias e juízos elaborados sem suficiente informação criaram não pouca confusão. Há reacções muito divergentes entre si que vão de uma entusiasta aceitação até uma férrea oposição a respeito de um projecto cujo conteúdo na realidade não era conhecido.

Contrapunham-se de forma mais directa a este documento dois temores, dos quais me quero ocupar um pouco mais detalhadamente nesta carta.

Em primeiro lugar, há o temor de que seja aqui afectada a autoridade do Concílio Vaticano II e que uma das suas decisões essenciais – a reforma litúrgica – seja posta em dúvida. Tal receio não tem fundamento. A este respeito, é preciso antes de mais afirmar que o Missal publicado por Paulo VI, e reeditado em duas sucessivas edições por João Paulo II, obviamente é e permanece a Forma normal – a Forma ordinária – da Liturgia Eucarística. A última versão do Missale Romanum, anterior ao Concílio, que foi publicada sob a autoridade do Papa João XXIII em 1962 e utilizada durante o Concílio, poderá, por sua vez, ser usada como Forma extraordinária da Celebração Litúrgica. Não é apropriado falar destas duas versões do Missal Romano como se fossem «dois ritos». Trata-se, antes, de um duplo uso do único e mesmo Rito.

Quanto ao uso do Missal de 1962, como Forma extraordinária da Liturgia da Missa, quero chamar a atenção para o facto de que este Missal nunca foi juridicamente ab-rogado e, consequentemente, em princípio sempre continuou permitido. Na altura da introdução do novo Missal, não pareceu necessário emanar normas próprias para um possível uso do Missal anterior. Supôs-se, provavelmente, que se trataria de poucos casos individuais que seriam resolvidos um a um na sua situação concreta. Bem depressa, porém, se constatou que não poucos continuavam fortemente ligados a este uso do Rito Romano que, desde a infância, se lhes tornara familiar. Isto aconteceu sobretudo em países onde o movimento litúrgico tinha dado a muitas pessoas uma formação litúrgica notável e uma profunda e íntima familiaridade com a Forma anterior da Celebração Litúrgica. Todos sabemos que, no movimento guiado pelo Arcebispo Lefebvre, a fidelidade ao Missal antigo apareceu como um sinal distintivo externo; mas as razões da divisão, que então nascia, encontravam-se a maior profundidade. Muitas pessoas, que aceitavam claramente o carácter vinculante do Concílio Vaticano II e que eram fiéis ao Papa e aos Bispos, desejavam contudo reaver também a forma, que lhes era cara, da sagrada Liturgia; isto sucedeu antes de mais porque, em muitos lugares, se celebrava não se atendo de maneira fiel às prescrições do novo Missal, antes consideravam-se como que autorizados ou até obrigados à criatividade, o que levou frequentemente a deformações da Liturgia no limite do suportável. Falo por experiência, porque também eu vivi aquele período com todas as suas expectativas e confusões. E vi como foram profundamente feridas, pelas deformações arbitrárias da Liturgia, pessoas que estavam totalmente radicadas na fé da Igreja.

Por isso, o Papa João Paulo II viu-se obrigado a estabelecer, através do Motu Proprio «Ecclesia Dei» de 2 de Julho de 1988, um quadro normativo para o uso do Missal de 1962, que no entanto não contém prescrições detalhadas, mas fazia apelo, de forma mais geral, à generosidade dos Bispos para com as «justas aspirações» dos fiéis que requeriam este uso do Rito Romano. Naquela altura, o Papa queria assim ajudar sobretudo a Fraternidade São Pio X a encontrar de novo a plena unidade com o Sucessor de Pedro, procurando curar uma ferida que se ia fazendo sentir sempre mais dolorosamente. Até agora, infelizmente, esta reconciliação não se conseguiu; todavia várias comunidades utilizaram com gratidão as possibilidades deste Motu Proprio. Continuava aberta, porém, a difícil questão do uso do Missal de 1962 fora destes grupos, para os quais faltavam precisas normas jurídicas, antes de mais porque, nestes casos, frequentemente os Bispos temiam que a autoridade do Concílio fosse posta em dúvida. Logo a seguir ao Concílio Vaticano II podia-se supor que o pedido do uso do Missal de 1962 se limitasse à geração mais idosa que tinha crescido com ele, mas entretanto vê-se claramente que também pessoas jovens descobrem esta forma litúrgica, sentem-se atraídas por ela e nela encontram uma forma, que lhes resulta particularmente apropriada, de encontro com o Mistério da Santíssima Eucaristia. Surgiu assim a necessidade duma regulamentação jurídica mais clara, que, no tempo do Motu Proprio de 1988, não era previsível; estas Normas pretendem também libertar os Bispos do dever de avaliar sempre de novo como hão-de responder às diversas situações.

Em segundo lugar, nas discussões à volta do esperado Motu Proprio, manifestou-se o temor de que uma possibilidade mais ampla do uso do Missal de 1962 levasse a desordens ou até a divisões nas comunidades paroquiais. Também este receio não me parece realmente fundado. O uso do Missal antigo pressupõe um certo grau de formação litúrgica e o conhecimento da língua latina; e quer uma quer outro não é muito frequente encontrá-los. Por estes pressupostos concretos, já se vê claramente que o novo Missal permanecerá, certamente, a Forma ordinária do Rito Romano, não só porque o diz a normativa jurídica, mas também por causa da situação real em que se encontram as comunidades de fiéis.

É verdade que não faltam exageros e algumas vezes aspectos sociais indevidamente vinculados com a atitude de fiéis ligados à antiga tradição litúrgica latina. A vossa caridade e prudência pastoral hão-de ser estímulo e guia para um aperfeiçoamento. Aliás, as duas Formas do uso do Rito Romano podem enriquecer-se mutuamente: no Missal antigo poderão e deverão ser inseridos novos santos e alguns dos novos prefácios. A Comissão «Ecclesia Dei», em contacto com os diversos entes devotados ao usus antiquior, estudará as possibilidades práticas de o fazer. E, na celebração da Missa segundo o Missal de Paulo VI, poder-se-á manifestar, de maneira mais intensa do que frequentemente tem acontecido até agora, aquela sacralidade que atrai muitos para o uso antigo. A garantia mais segura que há de o Missal de Paulo VI poder unir as comunidades paroquiais e ser amado por elas é celebrar com grande reverência em conformidade com as rubricas; isto torna visível a riqueza espiritual e a profundidade teológica deste Missal.

Cheguei assim à razão positiva que me motivou para actualizar através deste Motu Proprio o de 1988. Trata-se de chegar a uma reconciliação interna no seio da Igreja. Olhando para o passado, para as divisões que no decurso dos séculos dilaceraram o Corpo de Cristo, tem-se continuamente a impressão de que, em momentos críticos quando a divisão estava a nascer, não fora feito o suficiente por parte dos responsáveis da Igreja para manter ou reconquistar a reconciliação e a unidade; fica-se com a impressão de que as omissões na Igreja tenham a sua parte de culpa no facto de tais divisões se terem podido consolidar. Esta sensação do passado impõe-nos hoje uma obrigação: realizar todos os esforços para que todos aqueles que nutrem verdadeiramente o desejo da unidade tenham possibilidades de permanecer nesta unidade ou de encontrá-la de novo. Vem-me à mente uma frase da segunda carta aos Coríntios, quando Paulo escreve: «Falámo-vos com toda a liberdade, ó Coríntios. O nosso coração abriu-se plenamente. Há nele muito lugar para vós, enquanto no vosso não há lugar para nós (…): pagai-nos na mesma moeda, abri também vós largamente o vosso coração» (2 Cor 6, 11-13). É certo que Paulo fala noutro contexto, mas o seu convite pode e deve tocar-nos também a nós, precisamente neste tema. Abramos generosamente o nosso coração e deixemos entrar tudo aquilo a que a própria fé dá espaço.

Não existe qualquer contradição entre uma edição e outra do Missale Romanum. Na história da Liturgia, há crescimento e progresso, mas nenhuma ruptura. Aquilo que para as gerações anteriores era sagrado, permanece sagrado e grande também para nós, e não pode ser de improviso totalmente proibido ou mesmo prejudicial. Faz-nos bem a todos conservar as riquezas que foram crescendo na fé e na oração da Igreja, dando-lhes o justo lugar. Obviamente, para viver a plena comunhão, também os sacerdotes das Comunidades aderentes ao uso antigo não podem, em linha de princípio, excluir a celebração segundo os novos livros. De facto, não seria coerente com o reconhecimento do valor e da santidade do novo rito a exclusão total do mesmo.

Em conclusão, amados Irmãos, tenho a peito sublinhar que as novas normas não diminuem de modo algum a vossa autoridade e responsabilidade sobre a liturgia nem sobre a pastoral dos vossos fiéis. Com efeito, cada Bispo é o moderador da liturgia na própria diocese (cf. Sacrosanctum Concilium, n.º 22: «Sacræ Liturgiæ moderatio ab Ecclesiæ auctoritate unice pendet quæ quidem est apud Apostolicam Sedem et, ad normam iuris, apud Episcopum»).

Por conseguinte, nada se tira à autoridade do Bispo, cuja tarefa, em todo o caso, continuará a ser a de vigiar para que tudo se desenrole em paz e serenidade. Se por hipótese surgisse qualquer problema que o pároco não pudesse resolver, sempre poderia o Ordinário local intervir, mas em plena harmonia com quanto estabelecido pelas novas normas do Motu Proprio.

Além disso, convido-vos, amados Irmãos, a elaborar para a Santa Sé um relatório sobre as vossas experiências, três anos depois da entrada em vigor deste Motu Proprio. Se verdadeiramente tiverem surgido sérias dificuldades, poder-se-á procurar meios para lhes dar remédio.

Amados Irmãos, com ânimo grato e confiante, entrego ao vosso coração de Pastores estas páginas e as normas do Motu Proprio. Tenhamos sempre presente as palavras dirigidas pelo Apóstolo Paulo aos anciãos de Éfeso: «Tomai cuidado convosco e com todo o rebanho, do qual o Espírito Santo vos constituiu vigilantes para apascentardes a Igreja de Deus, que Ele adquiriu com o sangue do seu próprio Filho» (Act 20, 28).

Confio à poderosa intercessão de Maria, Mãe da Igreja, estas novas normas e de coração concedo a minha Bênção Apostólica a vós, amados Irmãos, aos párocos das vossas dioceses, e a todos os sacerdotes, vossos colaboradores, como também a todos os vossos fiéis.

Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 7 de Julho de 2007.

BENEDICTUS PP. XVI

© Copyright 2007 - Libreria Editrice Vaticana

Motu Proprio «Summorum Pontificum» de Bento XVI faz amanhã 2 anos que foi publicado

Fotos do Cardeal Franc Rodé em Ordenações Sacerdotais em Wigratzbad na Alemanha em 28 de Junho de 2008 para a Fraternidade Sacerdotal de S.Pedro

Motu Proprio «Summorum Pontificum» de Bento XVI

«Os sumos pontífices até nossos dias se preocuparam constantemente para que a Igreja de Cristo oferecesse à Divina Majestade um culto digno de “louvor e glória de Seu nome” e “do bem de toda sua Santa Igreja”.

«Desde tempo imemoriável, como também para o futuro, é necessário manter o princípio segundo o qual, “cada Igreja particular deve concordar com a Igreja universal, não só quanto à doutrina da fé e aos sinais sacramentais, mas também em respeito aos usos universalmente aceitos da ininterrupta tradição apostólica, que devem ser observados não só para evitar erros, mas também para transmitir a integridade da fé, para que a lei da oração da Igreja corresponda a sua lei de fé”.» (1)

«Entre os pontífices que tiveram essa preocupação ressalta o nome de São Gregório Magno, que fez todo o possível para que aos novos povos da Europa se transmitisse tanto a fé católica como os tesouros do culto e da cultura acumulados pelos romanos nos séculos precedentes. Ordenou que fosse definida e conservada a forma da sagrada Liturgia, relativa tanto ao Sacrifício da Missa como ao Ofício Divino, no modo em que se celebrava na Urbe. Promoveu com a máxima atenção a difusão dos monges e monjas que, agindo segundo a regra de São Bento, sempre junto ao anuncio do Evangelho exemplificaram com sua vida a saudável máxima da Regra: “Nada se antecipe à obra de Deus” (Cap. 43). Dessa forma a Sagrada Liturgia, celebrada segundo o uso romano, enriqueceu não somente a fé e a piedade, mas também a cultura de muitas populações. Consta efetivamente que a liturgia latina da Igreja em suas várias formas, em todos os séculos da era cristã, impulsionou na vida espiritual a numerosos santos e fortaleceu a tantos povos na virtude da religião e fecundou sua piedade”.»

«Muitos outros pontífices romanos, no transcurso dos séculos, mostraram particular solicitude para que a sagrada Liturgia manifestasse da forma mais eficaz esta tarefa: entre eles se destaca São Pio V, que sustentando por grande zelo pastoral, apos a exortação do Concílio de Trento, renovou todo o culto da Igreja, revisou a edição dos livros litúrgicos emendados e “renovados segundo a norma dos Padres” e os deu em uso a Igreja Latina».

«Entre os livros litúrgicos do Rito romano ressalta-se o Missa Romano, que se desenvolveu na cidade de Roma, e que, pouco a pouco, com o transcurso dos séculos, tomou formas que têm grande semelhança com as vigentes em tempos mais recentes».

«Foi este o objetivo que buscaram os Pontífices Romanos no curso dos seguintes séculos, assegurando a atualização ou definindo os ritos e livros litúrgicos, e depois, ao início deste século, empreendendo uma reforma geral» (2). Assim atuaram nossos predecessores Clemente VIII, Urbano VIII, São Pio X (3), Bento XV, Pio XII e o beato João XXIII.

«Em tempos recentes, o Concílio Vaticano II expressou o desejo de que a devida e respeitosa reverência em respeito ao culto divino, se renovasse de novo e se adaptasse às necessidades de nossa época. Movido por este desejo, nosso predecessor, o Sumo Pontífice Paulo VI, aprovou em 1970 para a Igreja latina os livros litúrgicos reformados, e em parte, renovados. Estes, traduzidos às diversas línguas do mundo, foram acolhidos de bom grado pelos bispos, sacerdotes e fiéis. João Paulo II revisou a terceira edição típica do Missal Romano. Assim os Pontífices Romanos agiram “para que esta espécie de edifício litúrgico (...) aparecesse novamente esplendoroso por dignidade e harmonia”.» (4)

«Em algumas regiões, contudo, não poucos fiéis aderiram e seguem aderindo com muito amor e afeto às anteriores formas litúrgicas, que haviam embebido tão profundamente sua cultura e seu espírito, que o Sumo Pontífice João Paulo II, movido pela preocupação pastoral em relação a estes fiéis, no ano de 1984, com o indulto especial “Quattuor abhinc annos”, emitido pela Congregação para o Culto Divino, concedeu a faculdade de usar o Missal Romano editado pelo beato João XXIII no ano de 1962; mais tarde, no ano de 1988, com a Carta Apostólica “Ecclesia Dei”, dada em forma de Motu proprio, João Paulo II exortou aos bispos a utilizar ampla e generosamente esta faculdade em favor de todos os fiéis que o solicitassem.»

«Depois da consideração por parte de nosso predecessor João Paulo II das insistentes petições destes fiéis, depois de haver escutado aos Padres Cardeais no consistório de 22 de março de 2006, apos haver refletido profundamente sobre cada um dos aspectos da questão, invocado ao Espírito Santo e contando com a ajuda de Deus, com as presentes Cartas Apostólicas estabelecemos o seguinte:

Art. 1 – O Missal Romano promulgado por Paulo VI é a expressão ordinária da “Lex orandi” (“Lei de oração”), da Igreja católica de rito latino. Contudo o Missal Romano promulgado por São Pio V e novamente pelo beato João XXIII deve ser considerado como expressão extraordinária da mesma “Lex orandi” e gozar do respeito devido por seu uso venerável e antigo. Estas duas expressões da “Lex orandi” da Igreja não levarão de forma alguma a uma divisão da “Lex credendi” (“Lei da fé”) da Igreja; são, de fato, dois usos do único rito romano.

Por isso é licito celebrar o Sacrifício da Missa segundo a edição típica do Missal Romano promulgado pelo beato João XXIII em 1962, que não foi ab-rogado nunca, como forma extraordinária da Liturgia da Igreja. As condições para o uso deste missal estabelecidas nos documentos anteriores “Quattuor abhinc annos” e “Ecclesia Dei”, serão substituídas como se estabelece a seguir:

Art. 2 – Nas Missas celebradas sem o povo, todo sacerdote católico de rito latino, tanto secular como religioso, pode utilizar seja o Missal Romano editado pelo beato Papa João XXIII em 1962, seja o Missal Romano promulgado pelo Papa Paulo VI em 1970, em qualquer dia, exceto o Tríduo Sacro. Para dita celebração seguindo um ou outro missal, o sacerdote não necessita nenhuma permissão, nem da Sé Apostólica nem do ordinário.

Art. 3 – As comunidades dos institutos de vida consagrada e das Sociedades de vida apostólica, de direito tanto pontifício como diocesano, que desejem celebrar a Santa Missa segundo a edição do Missal Romano promulgado em 1962 na celebração conventual ou “comunitária” em seus oratórios próprios, podem fazê-lo. Se uma só comunidade ou um inteiro Instituto ou Sociedade quer praticar ditas celebrações eventualmente, habitualmente ou permanentemente, a decisão compete aos Superiores maiores segundo as normas do direito e segundo as regras e os estatutos particulares.

Art. 4 – À celebração da Santa Missa, a qual se refere o artigo 2, também podem ser admitidos –observadas as normas de direito– os fiéis que o peçam voluntariamente.

Art. 5, § 1º – Nas paróquias, onde haja um grupo estável de fiéis aderentes à precedente tradição litúrgica, o pároco acolherá de bom grado seu pedido de celebrar a Santa Missa segundo o rito do Missal Romano editado em 1962. Deve procurar que o bem destes fiéis se harmonize com a atenção pastoral ordinária da paróquia, sob a direção do bispo como estabelece o cân. 392 evitando a discórdia e favorecendo a unidade de toda a Igreja.

§ 2º - A celebração segundo o Missal do beato João XXIII pode ocorrer em dia ferial; nos domingos e nas festividades pode haver também uma celebração desse tipo.

§ 3º - O pároco permita também aos fiéis e sacerdotes que o solicitem a celebração nesta forma extraordinária em circunstâncias particulares, como matrimônios, exéquias ou celebrações ocasionais, como por exemplo as peregrinações.

§ 4º - Os sacerdotes que utilizem o Missal do beato João XXIII devem ser idôneos e não ter nenhum impedimento jurídico.

§5º - Nas igrejas que não são paroquiais nem conventuais, é competência do Reitor conceder a licença mais acima citada.

Art. 6 – Nas missas celebradas com o povo segundo o Missal do Beato João XXIII, as leituras podem ser proclamadas também em língua vernácula, usando edições reconhecidas pela Sé Apostólica.

Art. 7 – Se um grupo de fiéis leigos, como os citados no art. 5, §1º, não tenha obtido satisfação a suas petições por parte do pároco, informe ao bispo diocesano. Convida-se vivamente ao bispo a satisfazer seu desejo. Se não pode prover a esta celebração, o assunto se remeta à Pontifícia Comissão “Ecclesia Dei”.

Art. 8 – O bispo, que deseja responder a estas petições dos fiéis leigos, mas que por diferentes causas não pode fazê-lo, pode indicar à Comissão “Ecclesia Dei” para que lhe aconselhe e lhe ajude.

Art. 9 § 1º - O pároco, após ter considerado tudo antecipadamente, pode conceder a licença para usar o ritual precedente na administração dos sacramentos do Batismo, do Matrimônio, da Penitência e da Unção dos Enfermos, se o requer o bem das almas.

§ 2º - Aos ordinários se concede a faculdade de celebrar o sacramento da Confirmação usando o precedente Pontifical Romano, sempre que o requeira o bem das almas.

§ 3º - Aos clérigos constituídos “in sacris” é licito usar o Breviário Romano promulgado pelo Beato João XXIII em 1962.

Art. 10 – O ordinário do lugar, se o considerar oportuno, pode erigir uma paróquia pessoal segundo a norma do cânon 518 para as celebrações com a forma antiga do rito romano, ou nomear um capelão, observadas as normas de direito.

Art. 11 – A Pontifícia Comissão “Ecclesia Dei”, erigida por João Paulo II em 1988, segue exercitando sua missão. Esta Comissão deve ter a forma, e cumprir as tarefas e as normas que o Romano Pontífice queira atribuir-lhe.

Art. 12 – A mesma Comissão, alem das faculdades das que já goza, exercitará a autoridade da Santa Sé vigiando sobre a observância e aplicação destas disposições.

Tudo quanto temos estabelecida com estas Cartas Apostólicas em forma de Motu Próprio, ordenamos que se considere “estabelecido e decretado” e que se observe desde 14 de setembro deste ano, festa da Exaltação da Santa Cruz, pese ao que possa haver em contrário.

Dado em Roma, em São Padre, em 7 de julho de 2007, terceiro ano de meu Pontificado.

NOTAS

(1) Ordenamento geral do Missal Romano 3ª ed. 2002 ,n. 937
(2) (2) JOÃO PAULO II, Lett. ap. Vicesimus quintus annus, 4 dezembro 1988, 3: AAS 81 (1989), 899
(3) (3) Ibid. JOÃO PAULO II, Lett. ap. Vicesimus quintus annus, 4 dezembro 1988, 3: AAS 81 (1989), 899
(4) (4) S. PIO X, Lett. ap. Motu propio data, Abhinc duos annos, 23 outubro 1913: AAS 5 (1913), 449-450; cfr JOÃO PAULO II lett. ap. Vicesimus quintus annus, n. 3: AAS 81 (1989), 899
(5) (5) Cfr IOANNES PAULUS II, Lett. ap. Motu proprio data Ecclesia Dei, 2 julho 1988, 6: AAS 80 (1988), 1498
fonte:Zenit

Foi o Beato João XXIII que reformou o Missal Romano em 1962 pelo qual hoje se celebra a Missa Tridentina















fonte:the sight 2,o

Santo Sacrificio vs. Cena conmemorativa






Una primera comparación entre el misal revisado por San Pío V y el de Pablo VI revela cierta semejanza.


Ahora bien, un análisis detallado de estos dos misales manifiesta que,


Los modernistas han modificado la estructura profunda de la liturgia
más allá de mantenerse las apariencias materiales del rito, se ha modificado la estructura profunda de la liturgia eucarística.

I-El Misal tradicional posee estructura sacrificial:
1- oblación, 2- inmolación, 3- consumación.
II- En cambio, el nuevo misal sigue la talmúdica estructura de la comida judía:
1- berakah o bendición, 2- acción de gracias conmemorativa, 3- fracción del pan y manducación.
a) Estructura del Misal tradicional: un sacrificio
Dato de fe: la Misa es un verdadero sacrificio en que se inmola de modo incruento Aquel que se ofreció de modo cruento en la Cruz.


A diferencia del misal de Pablo VI, con el Misal tradicional es IMPOSIBLE alterar el sentido del Verdadero sacrificio
Rito: explícitamente sacrificial, pues el fin del rito es poner en evidencia los principales aspectos y toda la riqueza de la acción sacrificial que realizan las palabras de la Consagración, y hacernos participar en él. Así, el rito litúrgico supone la irradiación de este único misterio.

Estructura esencialmente sacrificial:

1- oblación de la víctima (Ofertorio); 2- inmolación (doble Consagración) y 3- consumación (Comunión). Procedimiento pedagógico para que el hombre entienda que este desarrollo ritual es una simple irradiación del único Acto sacrificial: lo que aún no es más que pan y vino ya se considera como el Cuerpo y Sangre divinamente inmolados.

De ese modo, la misa aparece como una única acción sacrificial, contemplada por adelantado, ofrecida, llevada a cabo, adorada y ensalzada, y finalmente consumada en la unidad del Cuerpo Místico.

b) Estructura del nuevo Misal: un banquete conmemorativo
Según los promotores del nuevo misal, Cristo al instituir la Eucaristía asumió el aspecto memorial de la pascua judía sin conservar su carácter de inmolación.


Los modernistas no se hallan en comunión con la gente que está en el Cielo, en cuyas vidas profesaron repudio perenne hacia la concepción protestante del memorial o "cena del Señor"
Así los que definirán la estructura de la misa no serán los rituales de la misa de siempre con la que se santificaron todos los santos de la historia, sino los actos rituales propios de la comida judía:

1- Berakah o bendiciones de los alimentos (Presentación de los dones); 2- acción de gracias conmemorativa (Plegaria eucarística) y fracción del pan y manducación (Comunión).

Así, en lugar del Ofertorio, está la “presentación de los dones” tomada en parte, “palabra por palabra, a la bendición judía de la mesa”:

“Bendito seas, Señor Dios del universo, por éste pan, fruto de la tierra y del Trabajo del hombre, que recibimos de tu generosidad y ahora te presentamos, él será para nosotros pan de vida.”

Esas palabras, que son las de una acción de gracias, ordenadas enteramente al banquete pascual, han reemplazado a las del Misal tradicional:

“Recibe, Padre Santo, Dios todopoderoso y eterno, esta hostia inmaculada que yo, indigno siervo tuyo, te ofrezco a Ti, Dios mío, vivo y verdadero, por mis innumerables pecados, ofensas y negligencias; y por todos los circunstantes; y también por todos los fieles cristianos, vivos y difuntos; a fin de que a mí y a ellos aproveche para la salvación y vida eterna. Amén.”



En la misa modernista, desaparece el sentido de Misa como sacrificio y se respira el ambiente de un banquete
Desaparece entonces el clima sacrificial que caracteriza al Ofertorio romano.

Como vemos, este último precisa que el sacrificio se ofrece por nuestros pecados explícitamente.

El Canon, al convertirse en “Plegaria eucarística”, ha sido profundamente afectado, aunque la disposición exterior de los ritos parezca muy semejante. La Institutio Generalis de la nueva misa (nº 54) la presenta como “oración de acción de gracias y de santificación”, como en las comidas rituales judías.

La primera parte de la Plegaria eucarística es una gran narración de acción de gracias, con una dimensión más conmemorativa que sacrificial, considerando más un pasado que la realización presente de un efecto cualquiera (véase la Institutio Generalis de la nueva misa nº 55 d).


Durante la consagración, en la misa nueva hay solamente un banquete conmemorativo, aliñado con narraciones
Ese paso de la primacía sacrificial a la de banquete conmemorativo queda indicado sobre todo por:

1) A la forma misma del sacramento se introduce “Tomad y comed todos de él”; “Tomad y bebed todos de él”, recalcando el aspecto de banquete (por ello en el Misal tradicional están claramente separadas).

2) Después de la consagración de la hostia se añade “Entregado por vosotros”. En el Misal tradicional estaba reservada a la consagración del cáliz, lo que muestra que la doble consagración separada significa ostensiblemente la inmolación incruenta de Cristo.

3) Se introdujo en la forma sacramental “haced esto en memoria mía” (hasta el momento no formaba parte de ella), así el aspecto conmemorativo se convierte en el punto culminante de las nuevas palabras de la consagración.


Las palabras del Misal tradicional colocan en primer lugar la dimensión sacrificial y la Transubstanciación
Mientras que las palabras de la consagración del misal tradicional dejan aparecer en primer lugar la transubstanciación y dimensión sacrificial, y de modo secundario el aspecto conmemorativo, las del nuevo misal recalcan exclusivamente el aspecto de banquete y de conmemoración de la misa.

El nuevo misal, ¿qué sacrificio ofrece? Sólo en la medida en que, a través del memorial eucarístico que hace presente los actos del pasado de la Redención, la asamblea conmemora el sacrificio de Cristo, como un aspecto más y no de los más importantes.
En cambio, el misal tradicional ejecuta un sacrificio al que se llama eucarístico sólo en razón de uno de sus fines.

Por eso, el misal nuevo pretende realizar en primer lugar un memorial de acción de gracias, una de cuyas conmemoraciones es el sacrificio, pero no presentando a Dios Padre la eficacia de una muerte redentora, sino a Cristo victorioso que llega al término de sus misterios.


El nuevo misal sólo pretende efectuar un memorial de acción de gracias, al estilo de los banquetes judíos
.

Por ejemplo, el gesto de la fracción del pan se desarrollado ampliamente, porque, según el Catecismo editado por Juan Pablo II, “este rito, propio del banquete judío, fue utilizado por Jesús cuando bendecía y distribuía el pan como cabeza de familia” (CI 1329), como si la Santa Misa fuese un recuerdo de “banquetes judíos” de Cristo y sus discípulos. Todos sabemos bien lo mucho que le gustaban a Cristo las tradiciones humanas de los judíos y lo contentos que los judíos estaban con Cristo por el respeto a sus “tradiciones”.

Además, la comunión bajo las dos especies se requiere para la plenitud del significado de banquete de comunidad; en cambio, en la Misa tradicional la comunión es participación a la víctima, que es Cristo, cabeza del Cuerpo Místico que es la Iglesia y por ello el significado se realiza suficientemente al ingerir una sola especie.


los ritos de comunión del Novus Ordo Missae confirman esta primacía del banquete conmemorativo del nuevo misal
Obviamente, alguien que piensa que es necesario comulgar bajo las dos especies está negando tácitamente el dogma revelado por Dios de que en cada una de las dos especies, por separado, se halla Cristo íntegramente con su Cuerpo, sangre, Alma y Divinidad. También en la fórmula de distribución, en que ya no se dice “El Cuerpo de Nuestro Señor Jesucristo guarde tu alma para la vida eterna. Amén” se relativiza la santificación personal que representa la comunión, en favor del aspecto de banquete.

De ahí pues que debamos inferir dos cosas:

1) La clave que explica el misterio de la misa ya no es de la Cruz sino la Cena, que se ha convertido en el modelo ejemplar del rito, considerado como banquete memorial.

2) Este banquete conmemorativo es al mismo tiempo de la Pasión y de la Resurrección, como si fueran equivalentes y como si se renovase y actualizase realmente la Resurrección de Cristo en la Misa.

Conclusión
El cambio de lugar de la expresión Mysterium fidei (misterio de la fe) es característica de la divergencia de los dos misales. Se desplaza el centro de gravedad de la misa y manifiesta la diferencia fundamental: de ofrenda sacrificial de la Presencia Real Transubstanciada, se pasa al memorial de la Pascua de Cristo.


Naturalmente, en la Misa Tradicional, la expresión Mysterium Fidei se halla en el corazón del rito
Por ello, en la Misa Tradicional, la expresión Mysterium fidei se halla en el corazón de la consagración, indicando la presencia redentora de Cristo en estado de inmolación. Sin embargo, en la misa nueva, separan la expresión, que pronuncian los fieles después de la consagración como proclamación del conjunto de los misterios de Cristo, junto con una burlona y ambigua expresión pidiendo a Cristo que venga o anunciando su venida, como si Cristo no se hubiera personado ya de manera real en la consagración.

Esta entrada la hemos basado fundamentalmente en un capítulo del estudio “El Problema de la reforma litúrgica”, editado por la Hermandad San Pío X.

A Igreja medieval não inventou a perseguição aos hereges

São Domingos queima livro pestilenciais, Glória da Idade MédiaDesde os primórdios do Cristianismo houve, da parte de potentados temporais, a aplicação de medidas punitivas contra hereges.(1)

Isso porque, quer no Império Romano cristão do Ocidente, quer no Bizantino, e sobretudo nas nações cristãs que foram compondo a Cristandade Medieval, a Religião Católica, sua moral, suas leis e doutrinas respondiam em muito larga medida pela urbanização e sustentação da ordem civil.(2)

Isto não era novidade. Era um conceito comum em toda a Antiguidade. E nas civilizações pagãs, inclusive as menos decadentes punham em prática esse critério com largas doses de abuso e crueldade.

A heresia afigurava-se, pois, freqüentes vezes, como uma séria ameaça à ordem civil estabelecida. Tanto mais quanto quase todas as heresias, que assolaram a Igreja e a Cristandade naqueles séculos, revestiam-se de um caráter nitidamente anarquista e anti-social.(3)

Foi assim que a iniciativa da perseguição - com o fim de aplicação de penas temporais - aos hereges não partiu da Igreja, mas da sociedade civil.

Alguns dos últimos Imperadores romanos - antes da Idade Média, portanto - desterravam hereges, confiscavam-lhes os bens, mas, via de regra, só aplicavam a pena capital aos culpados de atos de violência contra os cristãos.(4)

A ameaça à ordem civil nas nações cristãs da Idade Média, representada pelas heresias, levou muitos monarcas a tomar a iniciativa de perseguir os hereges. Notadamente as heresias neomaniquéias que se desenvolveram no sul da França, nos séculos XII e XIII - os albigenses que assolaram progressivamente quase toda a Cristandade, puseram em contínuo sobressalto reis e imperadores.(5)

São Domingos preside auto-da-féVemos, pois, um Roberto o Piedoso, Rei da França, que, no século XI, solicita insistentemente ao Papa medidas punitivas contra os hereges. Temos ainda, no século XII, Henrique, Arcebispo de Reims e irmão do Rei da França, Luiz VII, que, por instâncias deste último, se apressa a perseguir os hereges cátaros. São os próprios hereges que apelam ao Papa e dão motivo a uma carta de Alexandre III ao Arcebispo de Reims, recomendando-lhe doçura e clemência para com aqueles.

Advogando, junto ao Papa, a causa da punição dos hereges pode ser citado o próprio Rei Luiz VII, encontrando ele, porém, resistências por parte de Alexandre III.(6)

Até mesmo monarcas temporariamente em oposição à Igreja - como Felipe Augusto, da França - ou francamente hostis e excomungados - como Henrique II, da Inglaterra, responsável pelo martírio de São Tomás Becket - se puseram a perseguir, julgar e punir hereges, com a finalidade de manter a ordem civil em seus respectivos Estados

Dentre os Imperadores alemães, o péssimo Frederico Barbarroxa - que alimentou motins, expulsou o Papa de Roma, zombou das excomunhões e suscitou antipapas - bem como seu neto, Frederico II de Hohenstaufen –– dificilmente igualável em ambição e maldade, ele mesmo excomungado –– foram dos mais aguerridos perseguidores dos hereges.(7) Foi mesmo este último que, no século XIII, decretou pela primeira vez a morte dos hereges na fogueira.(8)

Compreende-se, pois, perfeitamente, a quantos abusos o exercício desta indispensável tarefa –– qual seja, a preservação da ordem pública –– se prestava quando executada unicamente pelas autoridades civis.(9) Como poderiam estas últimas, sem a dignidade eclesiástica e os estudos necessários, emitir retamente juízos em matéria de fé e moral?

Em muitos casos, aqueles juízos ocultavam meras vinganças contra inimigos pessoais dos príncipes.

Foi justamente com o fim de coibir semelhantes abusos que a Santa Sé reivindicou para a Igreja a exclusividade do julgamento dos hereges. Nasceram assim os Tribunais da Inquisição.

Primeiramente, a Santa Sé recomendou aos bispos que, diretamente ou através de legados, se incumbissem de tal tarefa, colaborando desta forma com o poder temporal. Posteriormente a própria Santa Sé assumiu a direção geral da Inquisição, através de legados especiais, inquisidores, por ela nomeados, revestidos de poderes especiais e devendo atuar em íntima colaboração com os ordinários e com as autoridades temporais.

Sucessivos regulamentos foram sendo elaborados por bispos e inquisidores, tendo por objetivo estabelecer procedimentos afins com a justiça e a caridade.

Foi o Papa Gregório IX que, através de uma bula de 20 de abril de 1233, estabeleceu os últimos delineamentos da Inquisição Medieval, confiando-a preferencialmente à Ordem de São Domingos. Posteriormente também à de São Francisco.

Consciente de que sua missão primordial é a salvação das almas, a Igreja, na direção da Inquisição, buscava antes de tudo o arrependimento e a conversão dos hereges. Ou pelo a cessação de seu proselitismo subversivo, tendo em vista preservar os fiéis dos males da heresia. Nessas condições, nunca o réu era entregue ao poder civil - "braço secular", segundo a expressão corrente - para a execução da pena. A Igreja, maternalmente, os tomava sob sua proteção.

Apenas os hereges "contumazes" e nocivos à ordem pública eram entregues ao "braço secular". O Estado então executava a sentença, quase sempre de morte na fogueira.

Como se vê, a aplicação da pena capital aos hereges "contumazes" sempre esteve a cargo do poder civil, e disso nunca se ocupou a Igreja.

Histórica e cronologicamente distinta da Inquisição Medieval foi a chamada Inquisição espanhola. Nesta última, e já nos Tempos Modernos, Frei Tomás de Torquemada atuou como inquisidor para os reinos de Castela e Leão em fins do século XV, sendo nomeado para tal função em fevereiro de 14821.(10)

Ora, a historiografia costuma apresentar como principais marcos históricos, indicativos do fim da era medieval e início da época moderna, a. tomada de Constantinopla pelos turcos em 1453, ou a invenção da imprensa por Guttenberg em 1445

Um exemplo pouco conhecido: o Tribunal da Inquisição foi o único na História em que à virtude da Justiça veio aliar-se a da misericórdia.

NOTAS

1. Cfr. Jean Guiraud. Inquisition Médievale, Bernard Grasset, Paris. 1923, pp 70 e ss., William Thomas Walsh Personajes de la Inquisición, Espasa Calpe S/A, Madrid, 1948, p.50.
2. Cfr. Lea, A Hislory of lhe bU/uisilioll ill lhe Middle Ages. I. p. 106, aplld. W. T. Walsh, op. cit., p.54-55.
3. Cfr. jean Guiraud, 01'. cit, pr. 72 c S5. 4 crI'. W. T. Walsh. op. cit., p. 50.
5. Cfr. Pe. Rohrbacher. Histoire Universelle de l'Église Calholique. Gaume Frères, Libraries. Paris. 1844. tomo XI, pp. 413-114.
6. Cfr. Jean Guiraud. op. cit., pp. 74-76.
7. Cfr. W. T. Walsh. op. cit, pr. 62-65.
8. Cfr. Bernardino Loca S.J . Manual de Historia Eclesiástica. Editorial Labor, Barcelona, 1942, pp. 418-419; Emanuel Barbier, Histoire Populaire de l'Église. Pe. Lethielleux, Paris, 1922.2ª parte, tomo II,. p. 92.
9. Cfr.. Jean Guiraud. op. cit., pp. 76 e ss.
10. Cfr. W. T. Walsh, op. cit., p. 184.

Original publicado em CATOLICISMO.

Verdad Olvidada Ni la caridad ni el “martirio” pueden salvar a los no católicos



La herejía de la salvación universal nunca ha sido tan ampliamente y insistentemente predicada y creída como en los tiempos actuales. Por lo tanto, es oportuno recordar el texto de la Bula Cantate Domino del Papa Eugenio IV (del 4 de febrero de 1442), confirmada por el Concilio de Florencia. Claramente afirma que ni las obras de caridad ni siquiera el martirio de los no-católicos son útiles para su salvación. Si ellos no entran en la Iglesia Católica, van para el infierno.
Concilio de Florencia “La Santa Iglesia Romana, firmemente cree, confiesa y predica que nadie que no esté dentro de la Iglesia Católica, no sólo los paganos, sino también judíos o herejes y cismáticos, puede hacerse partícipe de la vida eterna, sino que irá al fuego eterno que está preparado para el diablo y sus ángeles [Mat. 25, 41], a no ser que antes de su muerte se uniere con ella; y que es de tanto precio la unidad en el cuerpo de la Iglesia, que sólo a quienes en él permanecen les aprovechan para su salvación los sacramentos y producen premios eternos los ayunos, limosnas y demás oficios de piedad y ejercicios de la milicia cristiana. Y que nadie, por más limosnas que hiciere, aun cuando derramare su sangre por el nombre de Cristo, puede salvarse, si no permaneciere en el seno y unidad de la Iglesia Católica.” (Papa Eugenio IV, Cantate Domino, Denz. n. 714)

fonte:la denuncia profetica

Domingo, 5 de Julho de 2009

Petición de doce fieles de Málaga de una Misa regular según la Forma Extraordinaria e respuesta del Obispo de Málaga







Málaga, a 19 de abril de 2009

Excelentísimo Señor Obispo:

Los abajo firmantes, fieles católicos de la diócesis de Málaga, nos dirigimos con todo respeto a V.E. con ob jeto de exponerle lo siguiente:
1º) Como sabe V.E., en fecha de 14 de septiembre de 2007 entró en vigor el motu proprio Summorum Pontificum, por el cual Su Santidad el Papa Benedicto XVI otorgó a los fieles que lo deseen, el derecho a asistir a la Santa Misa celebrada conforme a la edición típica de 1962 del Missale Romanum, promulgada por el Beato Juan XXIII y que constituye la llamada forma extraordinaria del rito romano.
2º) Desde esa fecha, dicha forma se ha extendido por todo el mundo, suscitando interés incluso en personas que, por su juventud, no la conocían con anterioridad. Este desarrollo ha sido pacífico y fructífero en numerosas diócesis, enriqueciendo su vida religiosa con los indudables tesoros (espirituales, culturales, históricos) que la Tradición litúrgica de la Iglesia ofrece. Como dice el Santo Padre: “Nos hace bien a todos conservar las riquezas que han crecido en la fe y en la oración de la Iglesia y darles el justo puesto” (cfr.: Carta a los Obispos que acompaña el motu proprio Summorum Pontificum).
3º) Como bien ha explicado, en diversas ocasiones, Su Eminencia el cardenal Darío Castrillón Hoyos, presidente de la Pontificia Comisión Ecclesia Dei, es deseo de Su Santidad que la forma extraordinaria del rito romano sea conocida por el mayor número posible de fieles, incluso en aquellos lugares en los que no haya demanda de la misma, para que puedan participar del inmenso tesoro que es la Milenaria Tradición Litúrgica de la Iglesia.
4º) Diferentes Obispos de todo el mundo han promovido distintas formas de aplicación del motu proprio Summorum Pontificum, a saber: creación de parroquias personales, celebración de pontificales y administración de sacramentos (confirmación y orden sagrado), nombramiento de sacerdotes delegados, designación de templos diocesanos para su celebración, invitación a establecerse a institutos ligados a los libros litúrgicos antiguos, etc.
5º) Por lo que respecta en particular a la diócesis que V.E. dignamente preside, en fecha de 6 de octubre de 2007, en la Parroquia de los Santos Mártires, tuvo lugar una celebración puntual de la Santa Misa conforme al mencionado motu proprio, que concentró un número muy elevado de fieles, de lo que se hizo eco la prensa del día siguiente (como puede constatarse consultando las hemerotecas). Este hecho demuestra la positiva receptividad de los fieles y la aceptación del rito, sin ninguna dificultad ni polémica.
6º) Que la cifra mínima para un grupo estable que está actualmente barajando la Pontificia Comisión Ecclesia Dei es de tres personas, igual a la necesaria para constituir una comunidad religiosa.
Es por todo lo anterior por lo que los infrascritos tenemos el honor de solicitar de V.E. la gracia de que se establezca una celebración regular con el Misal del Beato Juan XXIII en la diócesis y ciudad de Málaga, para lo cual rogamos se digne nombrar un sacerdote delegado que pueda encargarse de dicha celebración, sin perjuicio del derecho que asiste a cualquier otro presbítero de la diócesis a hacer uso del mismo misal a tenor de lo establecido en el motu proprio Summorum Pontificum.
Por la experiencia en otras diócesis españolas, rogamos con todo respeto a V.E. designar un sacerdote que sienta interés por el uso romano extraordinario, así como un templo adecuado, como podrían ser, por ejemplo: la iglesia parroquial de los Santos Mártires, la capilla del Santo Cristo de la Salud, alguna capilla de la Santa Iglesia Catedral, y otros por el estilo. Y podría comenzarse con una Misa mensual, con posibilidad de que pase a semanal una vez consolidada.
Nos permitimos indicar a V.E. que existe la posibilidad de que sacerdotes vinculados a institutos tradicionales, como el Instituto de Cristo Rey Sumo Sacerdote (con casa en Madrid), puedan impartir algún curso en la diócesis, para que los sacerdotes que lo deseen puedan conocer mejor esta forma litúrgica vigente. O incluso que este instituto pueda desarrollar un apostolado permanente en Málaga.
No queremos concluir sin dejar patente que somos fieles que participamos activamente de la vida religiosa de la diócesis, con total obediencia y afecto a Su Santidad el Papa y a V.E. –como el pastor de esta iglesia particular malacitana– y plena adhesión al Magisterio de Nuestra Santa Madre Iglesia, incluidos todos los concilios ecuménicos hasta la fecha celebrados.
Rogándole acoja benignamente ésta nuestra petición, aprovechamos la oportunidad para encomendarnos a su pastoral benevolencia y ratificarnos en los sentimientos de acatamiento y respeto a V.E. como sus leales hijos, Q.B.S.P.A.,
Denegada la Forma Extraordinaria de la Misa en Málaga
Carta del Excmo. Sr. Obispo de Málaga (España), de 17 de junio de 2009, denegando la petición de un grupo de fieles.
(Nota: esta web borrará todos los comentarios que no observen la consideración debida al Sr. Obispo de Málaga).

RESPOSTA DO BISPO À PETIÇÃO DOS FIÉIS:


Málaga, 17 de junio de 2009

He estudiado la solicitud del 19 de abril del presente, rubricada por once laicos y usted, en la que me pedíais el "establecimiento de una celebración regular con el Misal del Beato Juan XXIII en la diócesis y ciudad de Málaga", así como el nombramiento de "un sacerdote delegado que pueda encargarse de dicha celebración".
Reconozco, como no podía ser de otro modo, el tesoro inestimable que ha supuesto para la Iglesia y su Tradición Litúrgica, la celebración de la misa conforme a la Edición Típica de 1962. Igualmente estimo vuestro interés por este modo extraordinario del rito romano.
Sin embargo, desde mi conocimiento y asunción positiva de las disposiciones del Motu Proprio Summorum Pontificum y de la Carta que, adjunta a este documento, el Santo Padre nos envió a los Obispos; y queriendo, como Obispo diocesano, servir a las necesidades reales de la Diócesis, estimo que no se dan las condiciones adecuadas en la diócesis de Málaga para establecer una celebración regular de la Misa con el modo extraordinario del rito romano.
En primer lugar, el objetivo del documento citado es responder a la solicitud de los sumos pontífices que "hasta nuestros días se preocuparon constantemente porque la Iglesia de Cristo ofreciese a la Divina Majestad un culto digno de alabanza y gloria de Su nombre y del bien de toda su Santa Iglesia"(1). Por ello, "no hay ninguna contradicción entre una y otra edición del Missale Romanum. En la historia de la Liturgia hay crecimiento y progreso pero ninguna ruptura"(2). En este sentido, "el Misal Romano promulgado por Pablo VI es la expresión ordinaria de la Lex Orandi de la Iglesia católica de rito latino"(3). Esto es un principio fundamental que no debemos olvidar.
En segundo lugar, se nos pide a todos un esfuerzo en buscar el bien de los fieles, "evitando la discordia y favoreciendo la unidad de toda la Iglesia"(4).
Para ello, y respondiendo también al objetivo del documento, no hay razón para empezar a propagar en este momento la celebración de la misa según el Misal del Beato Juan XXIII, porque el modo ordinario según el Misal de Pablo VI tras la Reforma Litúrgica, promovida por el Concilio Vaticano II, se estableció en esta Diócesis y, actualmente, dicho modo ordinario aquí está consolidado, extendido y aceptado.
En tercer lugar, en la diócesis de Málaga, salvo contadas personas, provenientes de diversos ámbitos, que mantienen un aprecio legítimo y lícito por este uso litúrgico, sin embargo en las parroquias no hay ningún "grupo estable de fieles adheridos a la precedente tradición litúrgica"(5). Además, no hay parroquias, ni párrocos, que reclamen, o sientan como una necesidad, la celebración bajo el modo extraordinario, precisamente porque no tienen grupos estables que lo vinieran solicitando. Al respecto, la Nota Informativa sobre el Motu Proprio, que la Santa Sede emitía el mismo día que se promulgó dicho documento, decía en el apartado octavo "...siempre que haya un número bastante consistente de fieles que quieran seguir la liturgia anterior..." (6).
Deseo sinceramente que, desde el aprecio mutuo que nos une, entre otras cuestiones por la Tradición Litúrgica, busquéis en la hora presente el fomento de la unidad de la Iglesia en aquellas asociaciones, parroquias, grupos, etc... en los que habitualmente participáis de la vida de fe, como expresión y testimonio de vuestro compromiso bautismal. "La garantía más segura para que el Misal de Pablo VI pueda unir a las comunidades parroquiales y sea amado por ellas consiste en celebrar con gran reverencia de acuerdo con las prescripciones; esto hace visible la riqueza espiritual y la profundidad teológica de este Misal" (7). Por ello, también os invito a que, allí donde os encontréis, no dejéis de reclamar, con solicitud caritativa, que se atienda bien a la normativa litúrgica vigente, para que nuestras celebraciones brillen en todo su esplendor como máxima manifestación de la fe de la Iglesia.
Aprovecho para saludarles y bendecirles con todo afecto en el Señor.

Jesús Catalá
Obispo de Málaga

(1) Introducción del Motu Proprio Summorum Pontificum (7 julio 2007).
(2) Carta del Papa Benedicto XVI a los Obispos sobre Summorum Pontificum (7 julio 2007).
(3) Summorum... Art. 1.
(4) Summorum... Artículo 5. 1.
(5) Summorum... Artículo 5.1.
(6) Nota informativa de la Oficina de Prensa de la Santa Sede sobre el Motu Proprio Summorum Pontificum (7 julio 2007).
(7) Carta del Papa Benedicto XVI a los Obispos sobre Summorum Pontificum (7 julio 2007).

Fonte:una voce málaga

Monseñor Catalá va a ser mundialmente conocido.


Los obispos, salvo casos muy concretos, no suelen ser demasiado conocidos. Ni siquiera por los católicos de sus respectivas diócesis. No digamos ya fuera de ellas y menos todavía fuera de las fronteras nacionales. Si en España mucha gente identifica al momento nombres como Rouco y Cañizares, ya son menos las que sitúan a Amigo, Osoro o Uriarte y escasísimos los que saben responder acertadamente si les preguntan por Manuel Sánchez Monge, Julián López Martín o Vicente Juan. Y de muchos otros, unque respondan algunos a nombres tan recordables como Atilano o Ciriaco.

Don Jesús Catalá, obispo de Málaga, es de los obispos que más suenan entre los que suenan poco. Seguramente por ser o haber sido titular de dos diócesis con mucha población. Ayer Alcalá de Henares y hoy Málaga. Pues de la noche a la mañana se ha hecho bastante conocido. Por su negativa a que en su diócesis se pueda celebrar la misa según el modo extraordinario.

Una Voce Málaga recoge los ecos de su decisión en diversas páginas de internet y hasta el momento señala las siguientes:

Infocatólica
La cigüeña de la torre
Fides et ratio
Una Voce Córdoba (Argentina)
Benedicamus Domino
Roma Aeterna
Secretum meum mihi
Cor ad cor loquitur
Santa Bárbara de la Reina (Chile)
In diebus illis
Camineo.info

Y seguro que no son todas las que, en España o fuera de ella, se han hecho eco de la decisión episcopal. Estoy convencido de que la lista se va a incrementar.

Un obispo español del que se está hablando hoy en diversos lugares del mundo. Y no en todos bien.

Yo no me apunto a la desautorización de monseñor Catalá. Creo que adoptó una decisión equivocada pero estoy convencido también que tiene otras muchas virtudes episcopales que no desaparecen por su negativa a la misa tradicional.

Pero me cuesta trabajo entender como en días en los que se consiente todo, y entre ello muchas cosas que deberían ser inconsentibles, se adopta una militancia digna de mejor causa contra algo que el Papa quiere.

No soy ningún fanático de la misa tradicional como lo prueba que habitualmente no asisto a ella. Pero no entiendo la inquina episcopal contra la misma. Cabe que un obispo piense que aquellos fieles que la solicitan son un grupo pequeñísimo, de escasísima o nula representación diocesana. Puede incluso no simpatizar con esa llamémosla sensibilidad eclesial. Sin embargo, también es padre de esos y no debe dar piedras a los que le piden pan.

En su diócesis los domingos se celebrarán seguro más de mil misas. Ya resulta cicatero, por no emplear otro calificativo, negar una, sólo una, a quienes quieren acudir a una misa que el Papa quiere que se permita. Y que es tan santa como la otra.

¿Qué duda sobre la estabilidad del grupo solicitante? Pues sea generoso y no rácano. Permita que se celebre esa misa y si a los dos meses no acude nadie se morirá sola. No la mate usted. No sea el asesino de una misa. Que, además, tiene la seguridad de que va a celebrarse mucho más dignamente que muchas de las que se celebran en su diócesis. No digo que todas. Porque seguro que en Málaga hay misas según el novus ordo dignísimamente celebradas. Pero alguna habrá tipo Entrevías o que se aproximan a él. Sobre las que calla el obispo. Sólo es la tradicional la que le produce erisipela.

Pues ya ve la que ha armado. Y la que va a seguir. Porque a la gente le repatea mucho que le nieguen sus derechos. Y usted se ha convertido, no sé si con mucha advertencia o escasa, en un obispo repateador. No sólo ante los ojos de los malagueños sino ante los de todo el mundo.

En el ranking de los obispos más opuestos al Motu Proprio de Benedicto XVI usted ha conseguido, de la noche a la mañana, uno de los lugares más destacados. Estoy convencido de que no era esa su intención y de que se siente proximísimo al Santo Padre. Pero, pese a ello, ha metido la pata. En usted está el ver como la saca. Si quiere. Pero, si no quiere, no se queje de que se lo recuerden.

P. D.: A la lista reproducida hay que añadir, de momento:

Embajador en el infierno
Motu Proprio

fonte:la cigueña de la torre

Bento XVI: o Ano Sacerdotal é uma bela oportunidade para reencontrar o sentido da pastoral vocacional


(4/7/2009) O Ano Sacerdotal é “uma bela oportunidade para reencontrar o sentido profundo da pastoral vocacional” – considerou Bento XVI, recebendo neste sábado os participantes no Congresso Europeu dos responsáveis nacionais deste sector da “promoção, animação e discernimento das vocações”. A iniciativa, tendo como tema “O Evangelho da vocação para o jovem na cultura europeia”, deseja ser um momento de “reflexão, confronto e partilha entre as Igrejas na Europa”, para um novo impulso à pastoral das vocações no velho continente.

Comentando a parábola evangélica do semeador, o Papa fez notar a “abundância e gratuidade” com que o Senhor lança a semente da Palavra de Deus, apesar de saber que poderá não encontrar o terreno apropriado para germinar.

“E contudo o semeador não desanima porque sabe que uma parte da semente está destinada a encontra a terra boa, isto é, corações ardentes, capazes de acolher a Palavra com disponibilidade, para fazê-la amadurecer na perseverança, restituindo-lhe generosamente o fruto, em benefício de muitos”.

A pequena semente é um dom misterioso da Providência celeste, que desencadeia uma força extraordinária. É na verdade a Palavra de Deus, que por si mesma actua eficazmente o que diz e deseja. Na outra parábola do “grão de trigo que, se morre, dará muito fruto”, a insistência é na relação entre a morte da semente e o dar muito fruto…

“O grão de trigo é Ele, Jesus. O fruto é a vida em abundância, que Ele nos conquistou mediante a sua Cruz. É esta a lógica e a verdadeira fecundidade de toda a pastoral vocacional na Igreja: como Cristo, o padre e animador devem ser um grão de trigo, que renuncia a si mesmo, para fazer a vontade do Pai.”

À imagem de Jesus, os animadores da pastoral vocacional – sugeriu o Papa – hão-de viver longe do clamor e do rumor, renunciando à busca daquela visibilidade e grandeza de imagem que hoje muitas vezes se tornam critérios e até mesmo objectivos da vida.
Hão-de ser também “semeadores de confiança e de esperança”, perante “o sentido de confusão que muitas vezes vive a juventude de hoje”. É a Palavra de Deus que se pode tornar luz e força, nascente de esperança, apontando um caminho que passa através de Jesus, caminho e porta, através da sua Cruz, plenitude de amor”.

A concluir uma dupla referência ao Ano Paulino agora concluído e ao Ano Sacerdotal recentemente iniciado. Sobre São Paulo, Bento XVI fez notar que o Apóstolo dos Gentios suscitou e formou vocações, como se vê pelas saudações das Cartas, onde comparecem dezenas de nomes próprios, homens e mulheres que com ele colaboraram no serviço do Evangelho. Quanto ao Cura d’Ars, o Papa observou que, tendo dedicado a vida à “direcção espiritual das pessoas, com humildade e simplicidade”, ele se revelou “um autêntico mestre no ministério da consolação e do acompanhamento vocacional”.

“O Ano Sacerdotal oferece portanto uma bela oportunidade para reencontrar o sentido profundo da pastoral vocacional, como também as suas opções fundamentais de método: o testemunho, simples e credível; a comunhão, com itinerários concertados e partilhados na Igreja particular; a quotidianidade, que educa a seguir o Senhor na vida de todos os dias; a escuta, guiada pelo Espírito Santo, para orientar os jovens na busca de Deus e da verdadeira felicidade; e finalmente a verdade, sem a qual não se pode gerar liberdade interior”.

fonte:radio vaticana




Bento XVI:Contemplando as chagas do Crucificado, cada homem, pode dizer ‘Deus não me abandonou, ama-me,deu a sua vida por mim’ .




Em vésperas da Cimeira do G8 que reunirá nos próximos dias em Itália os líderes dos países mais industrializados, em vésperas da apresentação da sua Encíclica social, não foi directamente aos temas de justiça e de economia que Bento XVI dedicou a alocução dominical do Angelus,ao meio-dia,na Praça de São Pedro. Na realidade, o Papa lançou a todos o desafio de compreender de uma vez para sempre que somos todos irmãos. Isso porque – denunciou – “hoje como ontem, continua a correr o sangue humano, por causa da violência, da injustiça, do ódio”. E convidou a dirigir o olhar para as chagas de Cristo crucificado, cordeiro imolado, que respondeu ao mal com o bem. “O sangue de Cristo – sublinhou Bento XVI – é o penhor do amor fiel de Deus pela humanidade”.
Depois do Angelus, o Papa recordou as vítimas da tremenda explosão, há dias, na estação ferroviária de Viareggio, em Itália, assim como o atentado que teve lugar neste domingo de manhã, nas Filipinas, diante de uma catedral católica, durante a celebração da Missa. Mais uma vez condenado o recurso à violência, que nunca constitui uma via digna para a solução dos problemas.

O ponto de partida da reflexão papal foi a devoção ao Preciosíssimo Sangue de Cristo, que outrora se celebrava neste primeiro domingo de Julho. O tema do sangue, ligado ao do Cordeiro pascal, é de primeira importância na Sagrada Escritura – recordou o Papa. É às palavras de Moisés depois do sacrifício que sela a Aliança entre Deus e o povo “Este é o sangue da aliança que o Senhor concluiu convosco” que Jesus se refere expressamente quando, na Última Ceia, oferecendo aos discípulos o cálice diz: “Este é o meu sangue da aliança, derramado por muitos, para o perdão dos pecados”.

“A partir da flagelação, até ao lado trespassado depois da morte de cruz, Cristo derramou efectivamente todo o seu sangue, como verdadeiro Cordeiro imolado para a redenção universal. O valor salvífico do seu sangue é expressamente afirmado em muitas passagens do Novo Testamento”.

Evocando a conhecida passagem da Carta aos Hebreus, que exalta “a purificação, da nossa consciência, das obras da morte” graças ao sangue de Cristo (“que, movido pelo Espírito Santo, se ofereceu a si mesmo, sem mancha, a Deus”), Bento XVI recordou também o que está escrito no Livro do Génesis, sobre o sangue de Abel, “que grita a Deus, da terra”…

“Infelizmente, hoje como ontem, não cessa este grito, porque continua a escorrer sangue humano em razão da violência, da injustiça e do ódio. Quando é que os homens aprenderão que a vida é sagrada e que só a Deus pertence? Quando compreenderão que somos todos irmãos?”


“Ao grito pelo sangue derramado, que se eleva de tantas partes da terra, Deus responde com o sangue do seu Filho, que deu a vida por nós”.

“Cristo não respondeu ao mal com o mal, mas com o bem, com o seu amor infinito. O sangue de Cristo é o penhor do amor fiel de Deus pela humanidade. Contemplando as chagas do Crucificado, cada homem, mesmo em condições de extrema miséria moral, pode dizer ‘Deus não me abandonou, ama-me, deu a sua vida por mim’ e reencontrar assim a esperança”.

Foi depois da recitação do Angelus que Bento XVI evocou o desastre de Viareggio, exprimindo o seu pesar por todas as vítimas, pelos sofrimentos e mesmo pelas graves perdas materiais.

“Ao mesmo tempo que elevo a Deus a minha intensa oração por todas as pessoas envolvidas na tragédia, faço votos de que semelhantes acidentes não se voltem a repetir e se assegure a todos a segurança no trabalho e no decorrer da vida quotidiano”.


Finalmente, uma referência ao atentado que teve lugar neste domingo de manhã, na cidade de Cotabato, nas Filipinas, onde explodiu uma bomba diante da Catedral, durante a celebração da Missa, causando alguns mortes e numerosos feridos, entre os quais mulheres e crianças.

“Rezando a Deus pelas vítimas deste gesto ignóbil, elevo a minha voz para condenar uma vez mais o recurso à violência, que nunca constitui uma via digna para a solução dos problemas existentes”.