Don Divo Barsotti

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domingo, 31 de março de 2019

UMA NOVA ESPIRITUALIDADE ,P. JEREMIAS CARLOS VECHINA

Uma nova espiritualidade. Talvez alguns leitores ponham em causa o substantivo (espiritualidade) e ainda mais o adjectivo (nova)1 . Muitos autores não gostam desta palavra espiritualidade. É um termo pouco belo, controverso e impreciso. Colocam reticências a esta palavra porque ela aparece conotada com o pietismo de certas pessoas, a religiosidade de rezas incontroladas, a fuga egoísta do mundo e dos seus problemas para se refugiarem num ilhote onde são bafejadas pela brisa suave das manhãs tranquilas e os entardeceres serenos que as leva a sonhar com «desposórios» e «matrimónios» espirituais. Porque esta palavra vai unida a uma outra, santidade, leva em si certa carga negativa. Pensa-se nos gigantes de outrora, nos eremitas sepultados nas suas cavernas e nos estilistas instalados nas suas colunas, «iluminados» e «parecidos aos anjos». Como consequência esta palavra produz em muitos um certo bloqueio psicológico e acabam por romper com a espiritualidade. 
1. À procura de identidade ler...

Padre Jeremias Vechina, Santa Teresa do Menino Jesus e a Santíssima Virgem

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Santa Teresa do Menino Jesus e a Santíssima VirgemPDFVersão para impressãoEnviar por E-mail
Santa Teresa do Menino Jesus e a Santíssima Virgem
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Quem folheia os escritos de Santa Teresa do Menino Jesus facilmente percebe a grande devoção e amor que ela nutre por Nossa Senhora. Facilmente se constata como Teresa se sente protegida por Maria e como ela se sente filha da Virgem de um modo terno e profundo.
Antes de começar a escrever o Manuscrito A, no ano de 1895, Teresa diz: “Antes de pegar na pena, ajoelhei-me diante da imagem de Maria (aquela que me deu tantas provas das maternais preferências da Rainha do Céu para com a nossa família), supliquei-lhe que guie a minha mão a fim de eu não traçar uma única linha que não lhe agrade” (Ms A 2r).
Esta imagem a que se refere Teresa é muito significativa para ela. Trata-se da “Virgem do sorriso” que a curou de uma doença nervosa que teve lugar na sua infância e que ela conta no Ms A, 29v-31r. Esta mesma imagem acompanhou-a na sua agonia na enfermaria do convento de Lisieux. ler...

Pe. Jeremias Carlos Vechina, OCD

DESCIDA AO MAIS PROFUNDO CENTRO , P. JEREMIAS CARLOS VECHINA

DESCIDA AO MAIS PROFUNDO CENTRO P. JEREMIAS CARLOS VECHINA Que é o homem? Que é o homem? Quem sou eu? Qual o sentido da vida humana? De onde venho, para onde vou, o que faço na vida? Estas interrogações que têm inquietado os homens de todas as épocas apresentam-se, hoje, com mais acuidade a todos aqueles que queiram viver a sua existência dum modo verdadeiramente humano. 1 Nunca como hoje se desenvolveram tanto as ciências antropológicas: biologia, fisiologia, medicina, psicologia, sociologia, economia, política, etc., ciências que intentam esclarecer a complexidade da natureza humana. 1 T.H.Huxley escreve que esta é a interrogação de todas as interrogações para a humanidade, o problema que subjaz a todos os outros e que mais do que qualquer outro suscita o nosso interesse. O mesmo pensamento é manifestado pelo fenomenólogo Max Scheler: «Num certo sentido todos os problemas fundamentais da filosofia podem reconduzir-se à questão seguinte: que é o homem e que lugar e posição metafísica ele ocupa dentro da totalidade do ser, do mundo, de Deus».  ler... 

Fátima Mensagem de tragédia ou de esperança?

Fátima, primeira página

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Página inicial de “Fátima: Mensagem de tragédia ou de esperança?”
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Antonio Augusto Borelli Machado





Fátima

Mensagem de tragédia

ou de esperança?




Com a terceira parte do Segredo

Advertência. — A primeira versão deste trabalho foi publicada em Catolicismo, no 197, de maio de 1967, por ocasião do cinqüentenário das aparições, sob o título Simples relato do que se passou em Fátima, quando Nossa Senhora apareceu. Com base nos manuscritos da Irmã Lúcia, dados a lume em 1973, o trabalho foi inteiramente revisto e bastante ampliado. Foi assim estampado de novo emCatolicismo, no 295, de julho de 1975. Com a divulgação da terceira parte do Segredo, no ano 2000, e o falecimento da Irmã Lúcia em fevereiro de 2005, a historiografia de Fátima chegava ao seu ápice. Impunha-se uma nova atualização do livro, realizada em janeiro de 2007, do que resultou uma versão consideravelmente ampliada. Ademais, por insistentes sugestões de amigos, as principais notas de pé de página foram transferidas para o texto, para maior comodidade dos leitores.




Edições. — O presente trabalho teve 57 edições em português (47 no Brasil e 10 em Portugal), 23 em alemão (18 na Alemanha e cinco na Áustria), duas em bielo-russo (uma na Bielo-Rússia e uma na França), uma em checo (na Áustria), seis em croata (na Croácia), 47 em espanhol (oito na Argentina, duas na Bolívia, cinco no Chile, oito na Colômbia, três na Costa Rica, seis no Equador, quatro na Espanha, uma na França, uma no Paraguai, três no Peru, duas no Uruguai e quatro na Venezuela), uma em estoniano (na França), nove em francês (duas no Canadá e sete na França), uma em húngaro (na Áustria), dezessete em inglês (uma na África do Sul, duas na Austrália, duas no Canadá, quatro nos Estados Unidos, duas nas Filipinas, uma na Índia, três na Inglaterra e duas na Irlanda), 29 em italiano (na Itália), uma em japonês (no Japão), quatro em letão (na França), duas em lituano (na França), uma em malayalam (na Índia), 30 em polonês (três no Canadá, uma nos Estados Unidos, uma na Itália e 25 na Polônia), três em romeno (uma na Espanha e duas na Romênia), seis em russo (na França), uma em tagalo (nas Filipinas) e duas em ucraniano (na França). Foi outrossim publicado na íntegra em sete periódicos de cinco países (dez edições), totalizando desse modo 253 edições com a tiragem global de 4,868 milhões de exemplares.

Pe.CARMELO TERESIANO História e Espiritualidade da Ordem dos Carmelitas Descalços

História e Espiritualidade da Ordem dos Carmelitas Descalços Falar da Ordem dos Carmelitas Descalços é falar dos Carmelitas reformados por Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz, Ordem também conhecida por Carmelo Teresiano. Teresiano porque o Carisma vem de Santa Teresa a quem se juntou, pouco tempo depois, São João da Cruz. Mas é bom acentuar, à partida que caso único na Igreja, a Ordem é só uma. Está composta por Irmãos e Irmãs. Não devemos pensar que Santa Teresa só reformou as Irmãs e São João da Cruz, os Irmãos. Ambos os Santos são autores da reforma das Irmãs e dos Irmãos carmelitas. E, tratando-se duma Ordem reformada, não podemos prescindir das suas origens, uma vez que Santa Teresa quis voltar ao espírito dos santos Padres do Monte Carmelo. Origem da Ordem do Carmo Por norma as Ordens religiosas tomam o nome do lugar onde nasceram, ou da pessoa que esteve na sua origem. A Ordem do Carmo tomou o nome do lugar: o Monte Carmelo1 . As suas origens, pouco claras, encontravam-se disseminadas num verdadeiro labirinto histórico. Existiam muitas lendas piedosas e edificantes e uma série de documentos, mal interpretados no passado, que, nos últimos anos, mereceu a atenção de alguns estudiosos, descobrindo-se, então, toda a sua riqueza, que revela um rosto novo, historicamente verdadeiro, dos começos. A origem remonta ao tempo dos cruzados. Muitos, procedentes da Europa ocidental, dirigiram-se para a Terra de Jesus com o intuito de conquistar os lugares santos em poder dos muçulmanos. Estamos no século XII, por alturas da terceira cruzada, anos 1189-1192. Conseguido o seu objectivo, parte deles já não regressou, mas retirou-se para o recanto mais bonito e fértil da Palestina: a montanha do Carmelo. A estes cruzados vêm-se juntar os eremitas, um género de cristãos que se fixou nesta zona, e vive um eremitismo diferente. Enquanto o eremitismo corrente vivia em absoluta solidão, o que começa a aparecer introduz o elemento comunitário. Preside um mestre, reconhecido pela sua sabedoria e santidade, rodeado de discípulos. Não vivem isolados. Alguns deles acabarão por formar, depois, verdadeiras Congregações eremíticas ou novas Ordens que, progressivamente, se transformarão em Ordens mendicantes. ler...

MANUSCRITO DA TERCEIRA PARTE DO SEGREDO DE FÁTIMA FOI ESCRITO HÁ 70 ANOS


Documento original encontra-se em exposição no Santuário de Fátima
Faz hoje setenta anos que o manuscrito com a terceira parte do chamado Segredo de Fátima foi escrito pela Irmã Lúcia. Pertença do Arquivo Secreto da Congregação para a Doutrina da Fé, no Vaticano, o manuscrito encontra-se atualmente em Fátima, na exposição temporária “Segredo e Revelação”, mostra que pode ser visitada, diariamente, até final de outubro, entre as 9:00 e as 19:00, na zona da Reconciliação da Basílica da Santíssima Trindade, no Santuário de Fátima. Inaugurada a 30 de novembro de 2013, a exposição registou até ao dia de ontem, 2 de janeiro de 2014, 11 220 visitantes.
Entretanto, por iniciativa do Santuário de Fátima, decorre o estudo diplomático e paleográfico do documento, a cargo de Maria José Azevedo Santos, professora catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, especialista em Diplomática e Paleografia.
A história do documento
Em declarações divulgadas na manhã de hoje pela Postulação para a Causa da Causa de Beatificação da Serva de Deus Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado, é recordado o contexto do pedido à irmã Lúcia: “Nossa Senhora voltou a mostrar a Lúcia o cenário apocalíptico da terceira parte do Segredo, porém com alguma diferença, a vidente apenas foi autorizada por Nossa Senhora a escrever na carta aquilo que viu e não aquilo que lhe foi dado entender”.
Segundo os arquivos do Serviço de Estudos e Difusão (SESDI) do Santuário de Fátima, a 3 de janeiro de 1944, em Tui, Espanha, Lúcia redige o documento com o conteúdo relativo à terceira parte do Segredo, respeitante à revelação da Virgem Maria a 13 de julho de 1917. O documento é, posteriormente, enviado ao bispo de Leiria, D. José Alves Correia da Silva, num sobrescrito lacrado.
De entre os vários momentos por que passou o documento até aos dias de hoje, passíveis de serem conhecidos através da cronologia mostrada na exposição “Segredo e Revelação”, o SESDI sublinha a entrega do Manuscrito à Nunciatura Apostólica de Lisboa, por D. João Pereira Venâncio, bispo auxiliar de Leiria, a 1 de março de 1957. 
No mês seguinte, a 4 de abril, o manuscrito da terceira parte do Segredo de Fátima chega ao Vaticano, sendo guardado no Arquivo Secreto do Santo Ofício, atual Congregação para a Doutrina da Fé. 
Dois anos depois, a 17 de agosto, o Papa João XXIII solicita que o documento lhe seja levado, mas decide não revelar o seu teor.  
Ainda de acordo com a investigação do SESDI, a 27 de março de 1965, o Papa Paulo VI lê o documento, tomando dessa forma conhecimento da terceira parte do Segredo de Fátima; depois de o ler, decide que o mesmo não seja revelado. 
João Paulo II agiria primeiramente da mesma forma. Entre 18 de julho e 11 de agosto de 1981, uns meses após o atentado de que fora alvo em Roma (13.05.1981), o Papa lê o texto original do documento, assim como a tradução do mesmo em italiano, mas decide reenviá-lo para o Arquivo Secreto da Congregação para a Doutrina da Fé.
Só dezanove anos depois, ainda no pontificado de João Paulo II, a 13 de maio de 2000, o cardeal Angelo Sodano, no final da celebração da beatificação de Francisco e Jacinta Marto, que decorreu no Santuário de Fátima, revelaria o conteúdo da terceira parte do Segredo. 
Assim como a sua revelação, também a interpretação do conteúdo do manuscrito ficou ao cuidado da Igreja. A 26 de junho do ano 2000, a Congregação para a Doutrina da Fé apresenta publicamente a terceira parte do Segredo de Fátima, numa conferência de imprensa realizada no Vaticano, presidida pelo cardeal Joseph Ratzinger, autor do comentário teológico. 
LeopolDina Simões

Jeremias Carlos Vechina, OCD, Nossa Senhora está presente nos momentos mais decisivos da vida de Teresa.




FONTE

Teresa e Maria do Carmelo


ImageNossa Senhora está presente nos momentos mais decisivos da vida de Teresa. Já desde os primeiros balbuceios da sua infância é influenciada pela oração cadenciada do terço.
Com a idade de seis ou sete anos a mãe tinha o cuidado “em fazer-nos rezar e sermos devotos de Nossa Senhora e de alguns Santos”. Teresa continua a contar-nos que desde muito jovem “Procurava solidão para rezar as minhas devoções que eram muitas, em especial o Rosário, do qual a minha mãe era muito devota e assim nos fazia sê-lo”.

Quando Teresa perde sua mãe, que seria entre os treze e quatorze anos de idade, vai-se encomendar a Nossa Senhora. É ela a narrar: “Quando comecei a perceber o que tinha perdido, fui-me, aflita, a uma imagem de Nossa Senhora e supliquei-Lhe, com muitas lágrimas, que fosse minha Mãe. Embora o fizesse com simplicidade, parece-me que me tem valido; porque conhecidamente tenho encontrado esta Virgem soberana, sempre que me tenho encomendado a Ela, e, enfim, tornou-me a Si”.

Por amor e devoção a Nossa Senhora, Teresa entra no Carmelo da Encarnação de Ávila. Neste mosteiro, como em todos os outros, a presença de Maria é uma constante. A tomada de hábito marcou-a profundamente. Tomava o hábito de Nossa Senhora. Para ela, Nossa Senhora do Carmo é como a encarnação do estilo de vida e do espírito da Ordem. A partir da sua experiência mística a presença de Maria torna-se constante e integrante de muitas graças místicas.

São muitas as graças místicas que Teresa recebe ao longo da sua existência e que têm como objecto e conteúdo Nossa Senhora. Algumas são muito significativas para a sua vida e obra de fundadora. Recordo a que ela narra no 
Livro da Vida, capítulo 33. É uma espécie de vestidura que Maria faz a Teresa anunciando-lhe o facto de a partir deste momento ser mãe de uma nova família religiosa: o Novo Carmelo. Jesus une sua Mãe a este seu plano. Era no dia de Nossa Senhora da Assunção. Participava na Eucaristia na Capela do Santo Cristo do Convento de S. Domingos e veio-lhe um arroubamento tão grande que ficou fora de si. “Parecia-me, estando assim, que me via vestir uma roupa de muita brancura e claridade. A princípio não via quem ma vestia; depois vi a Nossa Senhora a meu lado direito e a meu Pai S. José à esquerda, que me vestiam aquela roupa. Deu-se-me a entender que já estava limpa de meus pecados. Acabada de vestir e eu com grandíssimo deleite e glória, logo me pareceu Nossa Senhora pegar-me nas mãos. Disse-me que Lhe dava muito gosto sendo devota do glorioso S. José; que tivesse por certo que, o que eu pretendia do mosteiro, se havia de fazer e nele se serviria muito o Senhor e a eles ambos; que não temesse que nisto houvesse jamais quebra, embora a obediência que dava não fosse a meu gosto, porque Eles nos guardariam e já Seu Filho nos tinha prometido andar connosco. Para sinal de que isto se cumpriria dava-me aquela jóia.

Pareceu-me então que me tinha deitado ao pescoço um colar de ouro muito formoso e preso a ele uma cruz de muito valor. Este ouro e pedras são tão diferentes das de cá, que não têm comparação”.

Santa Teresa teve outra graça mística mariana em que ela experimenta a glorificação de Nossa Senhora: “Em dia da Assunção da Rainha dos Anjos e Senhora nossa, quis o Senhor fazer-me esta mercê: num arroubamento representou-se-me a Sua subida ao Céu e a alegria e solenidade com que foi recebida e o lugar onde está. Dizer como foi isto, eu não saberia. Foi grandíssimo o deleite que o meu espírito teve de ver tanta glória. Causou isto em mim grandes efeitos e tirei de proveito ficar com mais e maiores desejos de passar grandes trabalhos e de servir a esta Senhora, pois tanto mereceu” (V 39, 26).

Noutra visão, Teresa compreendeu como o Senhor agracearia as suas irmãs de S. José de Ávila, ao colocá-las sob a protecção de Maria: “Estando todas no coro em oração depois de Completas, vi Nossa Senhora, com grandíssima glória, revestida dum manto branco e, debaixo dele, parecia amparar-nos a todas. Entendi quão alto grau de glória daria o Senhor às desta casa” (V 36, 24).

Apesar de serem muitas as graças místicas marianas experienciadas por Teresa de Jesus, há um parelelismo muito marcado entre a experiência que ela tem de Cristo e de Maria. Depois de tantos trabalhos e sofrimentos passados nas suas fundações Teresa alegra-se com as suas irmãs: “Nós alegramo-nos de podermos em algo servir a Nossa Mãe, Senhora e Padroeira” (F 29, 23). Jesus e Maria são duas criaturas sempre unidas na vida de Teresa e dos seus Carmelos: “Pouco a pouco se vão fazendo outras coisas para honra e glória desta gloriosa Virgem e de Seu Filho. Seja Ele para sempre louvado, ámen, ámen!” (F 29, 28).

P. Jeremias Carlos Vechina, OCD

sábado, 30 de março de 2019

“Nossa Senhora do Carmo é como a encarnação do estilo de vida e do espírito da Ordem. A partir da sua experiência mística a presença de Maria torna-se constante e integrante de muitas graças místicas.” – P. Jeremias Carlos Vechina, OCD

Pe. Jeremias Carlos Vechina (OCD-Portugal)’

 

Fonte: Ordem dos Carmelitas Descalços – Portugal

Teresa e Maria do Carmelo

Por P. Jeremias Carlos Vechina, OCD
Nossa Senhora está presente nos momentos mais decisivos da vida de Teresa. Já desde os primeiros balbuceios da sua infância é influenciada pela oração cadenciada do terço.
Com a idade de seis ou sete anos a mãe tinha o cuidado “em fazer-nos rezar e sermos devotos de Nossa Senhora e de alguns Santos”. Teresa continua a contar-nos que desde muito jovem: “Procurava solidão para rezar as minhas devoções que eram muitas, em especial o Rosário, do qual a minha mãe era muito devota e assim nos fazia sê-lo”.
Quando Teresa perde sua mãe, que seria entre os treze e quatorze anos de idade, vai-se encomendar a Nossa Senhora. É ela a narrar: “Quando comecei a perceber o que tinha perdido, fui-me, aflita, a uma imagem de Nossa Senhora e supliquei-Lhe, com muitas lágrimas, que fosse minha Mãe. Embora o fizesse com simplicidade, parece-me que me tem valido; porque conhecidamente tenho encontrado esta Virgem soberana, sempre que me tenho encomendado a Ela, e, enfim, tornou-me a Si”.
Por amor e devoção a Nossa Senhora, Teresa entra no Carmelo da Encarnação de Ávila. Neste mosteiro, como em todos os outros, a presença de Maria é uma constante. A tomada de hábito marcou-a profundamente. Tomava o hábito de Nossa Senhora. Para ela, Nossa Senhora do Carmo é como a encarnação do estilo de vida e do espírito da Ordem. A partir da sua experiência mística a presença de Maria torna-se constante e integrante de muitas graças místicas.
São muitas as graças místicas que Teresa recebe ao longo da sua existência e que têm como objecto e conteúdo Nossa Senhora. Algumas são muito significativas para a sua vida e obra de fundadora. Recordo a que ela narra no Livro da Vida, capítulo 33. É uma espécie de vestidura que Maria faz a Teresa anunciando-lhe o facto de a partir deste momento ser mãe de uma nova família religiosa: o Novo Carmelo. Jesus une sua Mãe a este seu plano. Era no dia de Nossa Senhora da Assunção. Participava na Eucaristia na Capela do Santo Cristo do Convento de S. Domingos e veio-lhe um arroubamento tão grande que ficou fora de si. “Parecia-me, estando assim, que me via vestir uma roupa de muita brancura e claridade. A princípio não via quem ma vestia; depois vi a Nossa Senhora a meu lado direito e a meu Pai S. José à esquerda, que me vestiam aquela roupa. Deu-se-me a entender que já estava limpa de meus pecados. Acabada de vestir e eu com grandíssimo deleite e glória, logo me pareceu Nossa Senhora pegar-me nas mãos. Disse-me que Lhe dava muito gosto sendo devota do glorioso S. José; que tivesse por certo que, o que eu pretendia do mosteiro, se havia de fazer e nele se serviria muito o Senhor e a eles ambos; que não temesse que nisto houvesse jamais quebra, embora a obediência que dava não fosse a meu gosto, porque Eles nos guardariam e já Seu Filho nos tinha prometido andar connosco. Para sinal de que isto se cumpriria dava-me aquela jóia.
Pareceu-me então que me tinha deitado ao pescoço um colar de ouro muito formoso e preso a ele uma cruz de muito valor. Este ouro e pedras são tão diferentes das de cá, que não têm comparação”.
Santa Teresa teve outra graça mística mariana em que ela experimenta a glorificação de Nossa Senhora: “Em dia da Assunção da Rainha dos Anjos e Senhora nossa, quis o Senhor fazer-me esta mercê: num arroubamento representou-se-me a Sua subida ao Céu e a alegria e solenidade com que foi recebida e o lugar onde está. Dizer como foi isto, eu não saberia. Foi grandíssimo o deleite que o meu espírito teve de ver tanta glória. Causou isto em mim grandes efeitos e tirei de proveito ficar com mais e maiores desejos de passar grandes trabalhos e de servir a esta Senhora, pois tanto mereceu” (V 39, 26).
Noutra visão, Teresa compreendeu como o Senhor agracearia as suas irmãs de S. José de Ávila, ao colocá-las sob a protecção de Maria: “Estando todas no coro em oração depois de Completas, vi Nossa Senhora, com grandíssima glória, revestida dum manto branco e, debaixo dele, parecia amparar-nos a todas. Entendi quão alto grau de glória daria o Senhor às desta casa” (V 36, 24).
Apesar de serem muitas as graças místicas marianas experienciadas por Teresa de Jesus, há um parelelismo muito marcado entre a experiência que ela tem de Cristo e de Maria. Depois de tantos trabalhos e sofrimentos passados nas suas fundações Teresa alegra-se com as suas irmãs: “Nós alegramo-nos de podermos em algo servir a Nossa Mãe, Senhora e Padroeira” (F 29, 23). Jesus e Maria são duas criaturas sempre unidas na vida de Teresa e dos seus Carmelos: “Pouco a pouco se vão fazendo outras coisas para honra e glória desta gloriosa Virgem e de Seu Filho. Seja Ele para sempre louvado, ámen, ámen!” (F 29, 28).
P. Jeremias Carlos Vechina, OCD

Eucaristia no Bussaco dos 50ª Anos de Sacerdócio do Pe Jeremias Vechina , Confessor da Irmã Lúcia

quarta-feira, 20 de março de 2019

Dom Divo Barsotti...Devemos deixar que Deus jogue, é isso que a vida de São José nos ensina

Feliz festa de São José, patrono da Igreja e dos Consagrados
Vamos dar a Deus
"Devemos deixar que Deus jogue, é isso que a vida de São José nos ensina: devemos deixar Deus jogar connosco,abando-nos de volta a Ele. Confiemos em Deus, deixemo-nos levar por Ele com simplicidade ,amor, com perfeito abandono, serenamente.
Nós não ficamos chateados com tudo o que acontece.
Penso na situação do mundo e da Igreja: quanto mais sérias são as situações em que nos encontramos, maior pode ser a ação divina, porque, certamente, nessas situações, a fé do homem que se abandona e espera é mais pura.
Por esta razão, devemos esperar.
É lamentável  aqueles que viveram em tempos de
paz, serenidade, quando tudo estava bem,  então eles poderiam ter menos fé do que nós.
Pense na nossa sorte!
Vivendo em tempos tão calamitosos, em tempos tão sombrios, em tempos tão sombrios, nada podemos senão fechar os olhos e nos lançar nas mãos de Deus.
Devemos confiar no Senhor, ter uma fé absoluta em Deus que nos conduz por um caminho de trevas, mas que flui para a luz de sua presença, para a manifestação de seu poder divino.
E é maravilhoso: às vezes, esse fluxo para a luz ocorre apenas no momento da morte, como certamente aconteceu com José, porque esse pobre homem viveu toda a sua vida nessa fé e não viu nada. Ele teve que crer ao máximo, e o Senhor nunca saiu do seu silêncio, mas ele viveu sua fé até ao último dia e só fechando os olhos para a luz do mundo, ele os abriu para a revelação daquele mistério que havia sido realizado. também através dele, porque,
por meio dele, o Cristo, o Filho de Deus, havia entrado no mundo.
Meus queridos irmãos, a grandeza de José!
Desta fé absoluta em um Deus que, sim, trabalhou através dele e realizou seu trabalho através dele, mas de uma maneira tão desconcertante para os homens, de uma forma que foi além de toda a previsão humana.
E, no entanto,José  permaneceu calmo, sereno, não se deixou perturbar. Ele continuou sua jornada trabalhando todos os dias sem ver nada. Talvez ele nem tenha visto o primeiro milagre de Jesus, talvez ele já estivesse morto
quando Jesus começou a vida pública.
Ele viveu sob o mesmo tecto que o Filho de Deus, sem jamais aparecer para ele nem mesmo um vislumbre, humanamente falando, daquele evento que, logo abaixo de seu tecto, foi realizado dia após dia.
Viva assim! Além disso, nós também vivemos assim, mais ou menos, porque também em nós o Senhor está presente, também através de nós o Senhor quer trabalhar. Fé, fé humilde em Deus, é o que a festa de hoje nos diz. "


Don Divo Barsotti

terça-feira, 19 de março de 2019

Dom Divo Barsotti, sentir uma presença divina que realmente enche todas as coisas , é neste caminho através de todas as coisas que a alma pode viver uma contemplação de Deus.

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Aqui, o Cântico de São Sérgio chama-nos a alcançar,  a ver,  a sentir uma presença divina que realmente enche todas as coisas , é neste caminho através de todas as coisas que a alma pode viver uma contemplação de Deus.

Esta é nossa vocação. Você vê, hoje o Senhor não faz contemplativos   nos mosteiros! Sim, alguns contemplativos também surgen de trapistas e carmelitas, mas por engano. Os verdadeiros contemplativos nascem no mundo de hoje. Eles saem para o mundo como cogumelos. Pense: um banqueiro e deputado como Jérome Jaeger, uma dona de casa, um servo, como Gemma Galgani, Elizabeth de Leseur [Elizabeth (Elisabeth) Arrighi, francês (1866-1914), casada com Félix Leseur; mulher forte e espiritual, após a morte  dela ,através de seus escritos  o marido ateu converteu-se e tornou-se um Dominicano com o nome de Frei Maria   Alberto e depois sacerdote], que  devia educar seus jovens irmãos dela, Lúcia Mangano [Ursulinas, 1896- 1946; declarada Venerável em 1994], a Piccaretta de Bari ...

Os Contemplativos hoje estão no mundo, e com razão, porque se os contemplativos estão vivendo em contacto com o mundo,  aqueles que vivem no mundo vai aperceber-se disso, enquanto o mundo não  vai notar a presença dos contemplativos, se estes  estão, no Carmelo! O mundo diz: "Deixe-os  lá estar  , eles escolheram ir para lá e nós fazemos a nossa vida". E esta vida dos homens tão cansados, tão   subjugados pelo fervor das obras,  ficaria totalmente ausente de Deus.

Esta parece-me ser a nossa função, chamar os homens de volta a esta presença, porque esta presença de Deus verdadeiramente preenche todas as coisas. Não  é apenas no Carmelo   que é possível esta vida de comunhão com Deus; a vida em família, a vida em casa, a vida dos professores, nossa vida comum, simples e quotidiana, devem ser uma vida divina, porque nada nos afasta de Deus, excepto a nossa  falta de fé,  o nosso pequeno amor. Ah, se, como todas as coisas, eu sou um sacramento da graça para a sua alma, então você se tornou um sacramento da graça para toda  a alma que vem até você!

Você vê, os homens precisam entrar na igreja para se aproximar de Deus, para adorar o Santíssimo Sacramento; mas se você for esses contemplativos, se viver esta vida de união com Deus, você levará o Senhor para uma caminhada. Já que os homens não entram mais na igreja, você os obriga a entrar em comunhão com Deus pelo simples fato de você ir ao mercado. Nas escolas, nas ruas, nas férias, onde quer que você vá, existe o Senhor. Você o encontra de todos os lados, mas os outros também são obrigados a encontrar-se com Ele, se você, vivendo nesta comunhão, for transformado em um sacramento divino.

Don Divo Barsotti, de uma meditação sobre o Cântico di São Sérgio

Gregorian Chant Abbey of Clervaux

don Divo Barsotti "Ascolta o figlio" , La ricchezza del prologo della Regola di San Benedetto

Tratto dal libro di don Divo Barsotti "Ascolta o figlio" - Ed. Fondazione Divo Barsotti

La ricchezza del prologo della Regola di San Benedetto

«Ascolta, o figlio, i precetti del Maestro e inchina l’orecchio del tuo cuore e accogli volentieri gli ammonimenti del tuo padre amoroso e con ogni potere li adempi; affinché tu ritorni per fatica di obbedienza a Colui dal quale ti eri allontanato per l’accidia della disobbedienza».
Le espressioni nel Prologo della Regola che vogliono definire la vita spirituale sono diverse, ma tutte hanno questo in comune: il senso di un rapporto. La vita spirituale è una scuola, e il rapporto è fra il discepolo e il maestro; è una famiglia, e il rapporto è del figlio col padre; è un combattimento, e il rapporto è del soldato che obbedisce al suo generale; è un lavoro, e allora il rapporto è dell’operaio con l’imprenditore, col suo padrone. Sempre comunque la vita spirituale è un rapporto. La vita spirituale è dunque essenzialmente un rapporto. Se ti chiudi in te stesso e rifiuti l’amore, non vale la virtù, la grandezza della virtù misura, anzi, il grado stesso della tua perversione, dice la tua lontananza da Dio.
Ecco perché San Benedetto prima di tutto insiste su questo insegnamento. Vivere vuol dire precisamente stabilire un rapporto con Dio, e approfondirlo ogni giorno, ogni giorno farlo più intimo e vivo.
Il rapporto dell’anima col Signore si farà più intimo attraverso il progresso della preghiera e l’esercizio dell’obbedienza. Ogni rapporto con le cose, con gli uomini che determina il nostro vivere umano, deve sfociare in un rapporto con Dio in tal modo che ogni nostro atto sia atto di obbedienza alla volontà paterna. Così mangiando o bevendo (come dice S. Paolo) l’uomo non deve sottrarsi al suo rapporto col Padre, ma deve vivere nell’umile obbedienza il suo rapporto con lui e far di tutta la vita l’adempimento di una sua volontà. leggere...

Giuseppe Dossetti e Divo Barsotti. Un rapporto durato quarant’anni

 
Nel corso di una settimana di esercizi spirituali, il 24 ottobre del 1952, quando ha già lasciato il suo impegno politico e ha rimesso il suo mandato parlamentare, Giuseppe Dossetti annota: “Proposito fondamentale: fare di tutto per accelerare da Dio la grazia di un direttore spirituale saggio e santo, adeguato ai bisogni dell’anima mia. (…) Gli parlerò delle mie ansietà ricorrenti e mi assoggetterò alle sue decisioni in spirito di mortificazione del mio orgoglio”. Perché è questo per Dossetti “il punto nodale” da affrontare: la lotta al suo orgoglio. “Cercare le umiliazioni – scrive – per conquistare pian piano l’umiltà e attraverso essa avere ogni altra grazia: la povertà, l’ubbidienza, la castità, l’unione intima con l’Istituto, con tutti i fratelli entro e fuori il Corpo visibile della Chiesa, l’amore vero verso tutti, la carità e l’abbandono totale a Dio”. leggere...

don Divo Barsotti, Dobbiamo lasciar giocare Dio, ecco quello che c'insegna la vita di san Giuseppe



Buona festa di San Giuseppe patrono della Chiesa e dei Consacrati
LASCIAR FARE A DIO
“Dobbiamo lasciar giocare Dio, ecco quello che c'insegna la vita di san Giuseppe: dobbiamo lasciare che Dio giochi con noi, rimettendoci a Lui. Fidiamoci di Dio, lasciamoci portare da Lui con semplicità ed
amore, con abbandono perfetto, serenamente
.
Non ci turbiamo per tutto quello che avviene.
Penso alla situazione del mondo e della Chiesa: più gravi sono le situazioni nelle quali ci troviamo, più grande può essere l'azione divina perché, certo, in queste situazioni, più pura è la fede dell'uomo che si abbandona e spera.
Proprio per questo dobbiamo sperare.
Son proprio sfortunati quelli che sono vissuti in tempi di
pace, di serenità, quando tutto andava bene ma allora potevano avere meno fede di noi.
Pensate la nostra fortuna!
Vivendo in tempi così calamitosi, in tempi così bui, in tempi così tenebrosi, non possiamo fare altro che chiudere gli occhi e gettarci nelle mani di Dio.
Bisogna fidarci del Signore, avere una fede assoluta in Dio il quale ci porta attraverso una via di oscurità, ma che sfocia nella luce di una sua presenza, nella manifestazione di una sua divina potenza.
Ed è questo meraviglioso: che alcune volte questo sfociare nella luce avviene soltanto nel momento della morte, come certamente è avvenuto per Giuseppe perché questo pover’uomo è vissuto tutta la vita in questa fede e non ha visto nulla. Ha dovuto credere fino in fondo, e mai il Signore è uscito dal suo silenzio, ma gli ha chiesto la fede fino all'ultimo giorno e solo chiudendo gli occhi alla luce di quaggiù egli li ha aperti alla rivelazione di quel mistero che si era compiuto anche attraverso di lui, perché,
attraverso di lui il Cristo, il Figlio di Dio, era entrato nel mondo.
Miei cari fratelli, la grandezza di Giuseppe!
Di questa fede assoluta in un Dio che, sì, operava attraverso di lui e ha compiuto attraverso di lui l'opera sua ma in un modo così sconcertante per gli uomini, in un modo che andava al di là di ogni previsione umana.
E tuttavia Giuseppe rimaneva tranquillo, sereno, non si lasciava turbare. Proseguiva il suo cammino lavorando ogni giorno senza veder nulla. Forse non ha visto nemmeno il primo miracolo di Gesù, forse era già morto
quando Gesù iniziava la vita pubblica.
È vissuto sotto il medesimo tetto con il Figlio di Dio senza che gli apparisse mai nemmeno uno spiraglio, umanamente parlando, di quell'avvenimento che proprio sotto il suo tetto giorno per giorno si realizzava.
Vivere così! Del resto anche noi viviamo così, più o meno, perché anche in noi il Signore è presente, anche attraverso di noi il Signore vuole operare. Fede, fede umile in Dio, ecco che cosa ci dice la festa di oggi.”


Don Divo Barsotti

source

Don Divo Barsotti, da una Meditazione sul Cantico di San Sergio

 «TUTTA L'IMMENSITÀ, L'UNITÀ CHE TUTTO TRASCENDE, LO SPIRITO SANTO È: IL DONO CHE DALL'ABISSO SI EFFONDE E PENETRA TUTTO E DI SÉ, INDIVISIBILE E UNO, TUTTE LE COSE RIEMPIE E TUTTO IN UNA LUCE TRASFORMA».
Qui il Cantico di San Sergio ci chiama a realizzare, a vedere, a sperimentare una presenza divina che riempie veramente tutte quante le cose in tal modo che attraverso a tutte le cose l'anima possa vivere una sua contemplazione di Dio.
È questa la nostra vocazione. Vedete, oggi il Signore non fa mica sorgere dei contemplativi nei monasteri! Sì, qualche contemplativo viene fuori anche dai Trappisti e dalle Carmelitane, ma per sbaglio. I veri contemplativi oggi nascono nel mondo. Vengono fuori nel mondo come funghi. Pensate: un banchiere e deputato come Gerolamo Jaeger, una donna di casa, una serva, come Gemma Galgani, Elisabetta di Leseur [Elisabetta (Elisabeth) Arrighi, francese (1866-1914), sposata con Felix Leseur; donna di forte spiritualità, dopo la morte attraverso i suoi scritti convertì il marito ateo, che si fece domenicano col nome di fra Maria Alberto e poi sacerdote], che doveva educare i suoi fratelli più piccini di lei, Lucia Mangano [orsolina, 1896-1946; dichiarata Venerabile nel 1994], la Piccaretta di Bari...
I contemplativi oggi sono nel mondo, ed è giusto che sia così, perché se i contemplativi non vivono in contatto col mondo, con coloro che vivono nel mondo, il mondo non si accorge più della presenza dei contemplativi, se questi stanno al Carmelo! Dice il mondo: «Stiano pure là, loro hanno scelto là e noi facciamo la nostra vita». E questa vita degli uomini così affaticati, così presa, travolta, dal fervore delle opere, sarebbe totalmente assenza da Dio.
Proprio questa mi sembra che sia la nostra funzione, di richiamare gli uomini a questa presenza, perché questa presenza di Dio veramente riempie tutte quante le cose. Non vi è Carmelo che solo ci renda possibile questa vita di comunione con Dio; la vita di famiglia, di casa, di insegnanti, la nostra vita comune, semplice, di tutti i giorni, deve essere una vita divina, perché nulla ci sottrae a Dio tranne la nostra poca fede, il nostro poco amore. Oh se, come tutte le cose sono un sacramento di grazia per l'anima vostra, così voi diveniste un sacramento di grazia per ogni anima che a voi si avvicina!
Vedete, gli uomini hanno bisogno di entrare in chiesa per accostarsi a Dio, per adorare il Santissimo Sacramento; ma se voi sarete questi contemplativi, se voi vivrete questa vita di unione con Dio, voi porterete a spasso Nostro Signore. Siccome gli uomini non entrano più in chiesa, voi li obbligate a entrare in comunione con Dio per il fatto stesso che andate al mercato. Nelle scuole, per la strada, in villeggiatura, ovunque andiate, ivi è il Signore. Voi lo trovate da ogni parte, ma anche gli altri sono obbligati a incontrarsi con Lui se voi, vivendo in questa comunione, sarete trasformati in un sacramento divino.
Don Divo Barsotti, da una Meditazione sul Cantico di San Sergio

Don Divo Barsotti. La conversione, condizione necessaria di vita cristiana


Il Signore ci ha detto stamane una grande parola: "convertitevi, perché il Regno dei Cieli è vicino". Noi dobbiamo cercare di comprendere queste parole del Signore perché sono parole di esortazione, sono parole che implicano da parte del Signore anche una volontà che s'impone al nostro spirito, e noi dobbiamo obbedire. Sono le prime parole che Gesù rivolge iniziando la sua missione pubblica di Salvatore del mondo: sono dunque anche le parole più importanti, le più decisive, le parole senza le quali tutto l'insegnamento di Gesù sarebbe come campato in aria

http://vangelodelgiorno.blogspot.it/2013/01/don-divo-barsotti-la-conversione.html

DIVO BARSOTTI. L’ULTIMO MISTICO DEL ‘900


Buongiorno a tutti. Diamo inizio a questo incontro di presentazione che prende spunto dalla mostra
titolata: “Divo Barsotti: un mistico del ‘900”, curata dalla Comunità dei Figli di Dio che è stata fondata da don Divo, come molti di voi sanno. E’ una mostra molto interessante, rivolta alla presentazione e alla diffusione della conoscenza di don Divo Barsotti, una personalità molto sfaccettata che io stesso ho sempre sentito nominare da don Giussani, ma che conosco in fondo da tempo breve, perché mi sono messo con un certo impegno e anche con una certa sistematicità, purtroppo interrotta da mille faccende, a leggere i testi di Barsotti dal maggio del 2006, quando a Bologna Sua Eminenza l’Arcivescovo Cardinale Caparra, insieme ad altri - Padre Serafino Tonietti, che è priore della comunità - fecero un primo ricordo pubblico di don Divo, scomparso poco meno di un anno avanti. Da allora mi sono messo un po’ a leggere testi di una produzione enorme: ho letto che sono 150 le pubblicazioni di un certo corpo, più, credo, una miriade di interventi sporadici che invito a conoscere quanto più è possibile, perché è veramente un mistico del ‘900, con tutta la concretezza, la consistenza, la forza anche terrena dei mistici.

19 de Março: Solenidade Litúrgica de São Jose, Esposo da Bem-Aventurada Virgem Maria e Padroeiro da Igreja Universal.

FONTE
“Casto e Amante Coração de São José, custódio dos Sagrados Corações Unidos de Jesus e de Maria e protetor da Igreja, rogai por nós que nos refugiamos em Vós.”
Em homenagem e em honra, da Solenidade que a Igreja Católica Apostólica Romana tributa ao Patriarca São José, no dia de hoje, 19 de março, colecionamos algumas perícopes dos ensinamentos que o próprio São José nos vem dando neste Apostolado. Em cada título contém o link para poder ler integralmente o Chamado de Amor de São José.
“Enviei a Mulher Vestida de Sol, para que dê ao mundo os Últimos Chamado de Amor.
O Coração Doloroso e Imaculado da Virgem Maria é a advocação do Apocalipse.
É o Grande Sinal.
É Minha Profeta dos Últimos Tempos.
Escutem os Chamado de Amor e de Conversão que Eu, vosso Pai, estou lhes entregando, através dos Sagrados Corações de Jesus, Maria e José: As Duas Lâmpadas e a Oliveira de Meu Santuário. (#)”
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“Permitam ao Pai surpreendê-los também. Que suas almas sejam seduzidas pelo Espirito Santo!O Espirito Santo dar-lhes-á força e perseverança para viver fielmente estes Últimos Chamados para o mundo inteiro.Não permitam que o inimigo mau os confunda!Há muitas vozes nesta geração, e a maioria dessas vozes são do maligno, que quer afastar, por todo meio, as almas de Deus. Dentro dessas vozes, também há falsos profetas.
Escutem com o coração Nossos Chamados de Amor e de Conversão e vivam-nos.”
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“Com Meu Casto e Amante Coração,
  • venho, como modelo,
  • para que os homens, imitando-Me,
  • também sejam Apóstolos dos Sagrados Corações de Jesus e da Mãe do Céu.
Para o Apostolado, Meu Casto e Amante Coração é uma escola de amor, onde à luz do Evangelho, e com estes Chamados de Amor, são guiados por um caminho de santidade, de reparação e de conversão.”
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4 – Chamado de Amor e de Conversão do Casto e Amante Coração de São José – de 13.09.2018
“Meu Casto e Amante Coração, em obediência à Santíssima Trindade, veio manifestar-se nestes tempos, que são tempos de prova e tribulação, mas onde a Graça e a Misericórdia de Deus tem se derramado de maneira abundante.
Filhinhos meus:
  • com minhas Sete Dores e Gozos,
  • mostrei-lhes o Caminho de vosso Pai e Protetor São José,
  • e com Meus Chamados de Amor e de Conversão,
  • quero conduzi-los como um Pai Carinhoso, neste Caminho,
  • para que aprendam das virtudes, do Evangelho, e para que cresçam na Vida do Espirito e da Graça.
Filhos meus:
  • Eu fui o primeiro em percorrer este Caminho,
  • conduzido pela mãe e o Filho, e com a Assistência do Espirito de Deus,
  • e agora, desde este Aposento dos Sagrados Corações,
  • venho conduzir a todos meus filhos por esse mesmo Caminho de Consagração aos Sagrados Corações.
Filhos, escutem-me com todo o coração!
Eu vosso Pai São José, sou o Mestre de todos os Apóstolos dos Sagrados Corações nestes Últimos Tempos!”
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“Queridos filhos: a Devoção que a Santíssima Trindade quer que se estabeleça no mundo, é a de Meu Casto e Amante Coração, porque nesta Devoção Josefina, estão reunidas todas as Graças que, por Misericórdia, o Pai Me concedeu.
E estas mesmas Graças,
  • através de Meu Casto e Amante Coração,
  • as desejo revelar e compartilhar com meus filhos:
  • os apóstolos da Sagrada Família. 
Queridos filhos:
  • devem compreender e meditar
  • nos Chamados de Amor e de Conversão de Meu Casto Coração,
  • porque através dos Chamados de Amor
  • revelei a todos Meus apóstolos Minhas Dores e Gozos.
Em Minhas Dores e Gozos está minha vida, Minha Missão, Minhas Alegria e Minha Dor.
Nestas Dores e Gozos, Jesus permitiu que Eu lhes entregue Minha Vida inteira para vocês, e também, meditando as Dores e Gozos, revelados nos Chamados de Amor, podem ver a Vida de Jesus e da Rainha Celestial.
Através de Meu Coração, podem meditar na Vida Interior de Seus Sagrados Corações, por meio de Meu Coração Paternal.”
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“Amados filhinhos de Meu Castíssimo Coração: Nossos Corações Unidos vieram para formar, educar e guiar a todos os apóstolos de Jesus Cristo.
Filhos meus: Nossos Corações Unidos formaram este Apostolado para reunir todo o Resto Fiel. 
Nossos Chamados de Amor e de Conversão desejam conduzir todas as almas ao conhecimento de Deus.
Filhos meus: ao meditar nas Dores e Gozos, estão percorrendo espiritualmente o Caminho de vosso Pai São José. E Eu, vosso Pai e Protetor, quero ensinar-lhes neste Caminho, o Amor a Deus e ao próximo, a importância do serviço da misericórdia e da oração.”
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“Jesus e Nossa Senhora confiaram ao Meu Casto e Amante Coração, o cuidado da Igreja Universal; a proteção das famílias, e também me enviaram para guiar aos apóstolos dos Últimos Tempos.
Filhos Meus! Recordem o que sucedeu em Belém.
  • Os que reconheceram o Sinal,
  • eram uns pobres homens,
  • que dedicavam sua vida inteira para cuidar rebanhos.
  • Não eram pessoas doutas, poderosas e ricas.
  • Eram homens pobres.
  • Eram homens simples. Eram homens de trabalho.
Filhos Meus!
  • Para reconhecer o Sinal,
  • que já não é uma estrela,
  • senão os Sagrados Corações de Jesus e de Maria,
  • também tem-se que ter um coração pequeno;
  • um coração simples e um coração confiante.
Porque, somente os pequenos de coração, poderão ver e entender os sinais que Deus envia.
Somente os pequenos, estão dispostos a aceitar os Chamados do Senhor.
Mesmo assim, vocês, apóstolos dos Sagrados Corações,
  • observem com o coração, o Sinal que o Pai lhes está mostrando:
  • os Últimos Chamados de Amor e de Conversão,
  • de Nossos Sagrados Corações Unidos,
  • que preparam a terra para um Glorioso Reino dos Três Corações.
Peçam ao Divino Espirito, o Dom da pequenez de coração e pobreza de espirito, para que com seus corações, vazios de todo o mundano, se encham de todo o Celestial.”