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sábado, 13 de outubro de 2012

13 de outubro de 1917: sexta e última aparição em Fátima. O milagre do sol

13 de outubro de 1917: sexta e última aparição em Fátima. O milagre do sol

Como das outras aparições, os videntes notaram o reflexo de uma luz e, em seguida, Nossa Senhora sobre a carrasqueira:

Lúcia: “Que é que Vossemecê me quer?”

Nossa Senhora: “Quero dizer-te que façam aqui uma capela em minha honra, que sou a Senhora do Rosário, que continuem sempre a rezar o terço todos os dias. A guerra vai acabar e os militares voltarão em breve para suas casas”.

Lúcia: “Eu tinha muitas coisas para Lhe pedir. Se curava uns doentes e se convertia uns pecadores...”

Nossa Senhora: “Uns sim, outros não (14). É preciso que se emendem, que peçam perdão dos seus pecados”. E tomando um aspecto triste: “Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor que já está muito ofendido” (15).

14. Em carta de 18 de maio de 1941 ao Pe. José Bernardo Gonçalves SJ, a Irmã Lúcia esclarece que, neste ponto, Nossa Senhora disse que concederia algumas dessas graças dentro de um ano, e outras não (cfr. Memórias e Cartas da Irmã Lúcia, p. 442).

15. De Marchi conclui esta aparição da seguinte maneira:

Lúcia: “Não quer mais nada de mim”.

Nossa Senhora: “Não quero mais nada”.

Lúcia: “E eu também não quero mais nada”.

Esse pitoresco colóquio não aparece nas Memórias da Irmã Lúcia. Entretanto, o Pároco de Fátima, em seu interrogatório à vidente logo no dia 16 de outubro, anotou as duas primeiras frases deste diálogo, com pequenas variantes (cfr. Documentação Crítica de Fátima, vol. I, p. 24).

Em seguida, abrindo as mãos, Nossa Senhora fê-las refletir no sol, e enquanto Se elevava, continuava o reflexo da sua própria luz a projetar-se no sol.

Lúcia, nesse momento, exclamou: “Olhem para o sol!”

Três quadros simbólicos dos mistérios do Rosário

Desaparecida Nossa Senhora na imensa distância do firmamento, desenrolaram-se aos olhos dos videntes três quadros, sucessivamente, simbolizando primeiro os mistérios gozosos do Rosário, depois os dolorosos e por fim os gloriosos (apenas Lúcia viu os três quadros; Francisco e Jacinta viram apenas o primeiro):

Apareceram, ao lado do sol, São José com o Menino Jesus, e Nossa Senhora do Rosário. Era a Sagrada Família.

A Virgem estava vestida de branco, com um manto azul. São José também se vestia de branco e o Menino Jesus de vermelho claro.

São José abençoou a multidão, traçando três vezes o sinal da Cruz. O Menino Jesus fez o mesmo.

Seguiu-se a visão de Nossa Senhora das Dores e de Nosso Senhor acabrunhado de dor no caminho do Calvário.

Nosso Senhor traçou um sinal da Cruz para abençoar o povo. Nossa Senhora não tinha a espada no peito. Lúcia via apenas a parte superior do Corpo de Nosso Senhor.

Finalmente apareceu, numa visão gloriosa, Nossa Senhora do Carmo, coroada Rainha do Céu e da Terra, com o Menino Jesus ao colo.

O milagre do sol

Enquanto estas cenas se desenrolavam aos olhos dos videntes, a grande multidão de 50 a 70 mil espectadores assistia ao milagre do sol.

Chovera durante toda a aparição.

O milagre do sol relatado pela imprensa da época
O milagre do sol relatado pela imprensa da época
Ao encerrar-se o colóquio de Lúcia com Nossa Senhora, no momento em que a Santíssima Virgem Se elevava e que Lúcia gritava “Olhem para o sol!”, as nuvens se entreabriram, deixando ver o sol como um imenso disco de prata.

Brilhava com intensidade jamais vista, mas não cegava. Isto durou apenas um instante.

A imensa bola começou a “bailar”. Qual gigantesca roda de fogo, o sol girava rapidamente.

Parou por certo tempo, para recomeçar, em seguida, a girar sobre si mesmo, vertiginosamente.

Depois seus bordos tornaram-se escarlates e deslizou no céu, como um redemoinho, espargindo chamas vermelhas de fogo.

Essa luz refletia-se no solo, nas árvores, nos arbustos, nas próprias faces das pessoas e nas roupas, tomando tonalidades brilhantes e diferentes cores.

Animado três vezes de um movimento louco, o globo de fogo pareceu tremer, sacudir-se e precipitar-se em ziguezague sobre a multidão aterrorizada.

O milagre do sol noticiado pela imprensa da época
O milagre do sol noticiado pela imprensa da época
Durou tudo uns dez minutos. Finalmente o sol voltou em ziguezague para o ponto de onde se tinha precipitado, ficando novamente tranqüilo e brilhante, com o mesmo fulgor de todos os dias.

O ciclo das aparições havia terminado.

Muitas pessoas notaram que suas roupas, ensopadas pela chuva, tinham secado subitamente.

O milagre do sol foi observado também por numerosas testemunhas situadas fora do local das aparições, até a 40 quilômetros de distância.
http://aparicaodelasalette.blogspot.pt/2012/10/13-de-outubro-de-1917-sexta-e-ultima.html

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Aspettando il trionfo del Suo Cuore Immacolato...


Aspettando il trionfo del Suo Cuore Immacolato...

Chiesa cattolica: Fatima 95 anni dopo

di Roberto de Mattei



Il 95esimo anniversario delle Apparizioni di Fatima, avvenute da maggio ad ottobre del 1917, è passato inosservato, se non fosse per un convegno organizzato a Roma da padre Nicholas Gruner e per la pubblicazione, da Sugarco, del bel libro di Cristina Siccardi, Fatima e la Passione della Chiesa, su cui avremo modo di ritornare.
Limitiamoci qui a ricordare che il Messaggio della Madonna ai tre pastorelli Lucia, Giacinta e Francesco, consta di tre parti diverse, ma logicamente concatenate tra di loro. La prima parte si riferisce alla salvezza delle anime ed è caratterizzata dalla terrificante visione dell’inferno, che è il destino che attende le anime dei peccatori impenitenti. La seconda parte del Messaggio estende il castigo alle nazioni infedeli alla legge divina. La terza parte, divulgata dalla Santa Sede nel giugno 2000, dilata la tragedia alla vita della Chiesa, offrendo la visione di un Papa e di vescovi, religiosi, religiose e laici colpiti a morte dai persecutori, Le discussioni che si sono aperte negli ultimi anni su questo “Terzo Segreto” rischiano di offuscare la forza profetica della parte centrale del Messaggio, riassunto da due frasi decisive: «la Russia diffonderà nel mondo i suoi errori» e «Infine, il mio Cuore Immacolato trionferà».
Il 13 luglio del 1917, quando la Madonna rivolge ai fanciulli di Fatima queste parole, la minoranza bolscevica non ha ancora conquistato il potere in Russia. Ciò avverrà qualche mese dopo con la “Rivoluzione di Ottobre”, che non è un avvenimento puramente storico, ma un complesso di gravi errori ideologici. Ciò che caratterizza il pensiero classico e poi quello cristiano che lo perfeziona è il primato della contemplazione sull’azione.
Nella seconda tesi su Feuerbach, Karl Marx afferma invece che l’uomo deve trovare la verità del suo pensiero nella prassi e nell’undicesima tesi sostiene che il compito dei filosofi non è quello di interpretare il mondo, ma di trasformarlo. Il filosofo è sostituito dal rivoluzionario e il rivoluzionario deve dimostrare nell’azione, la potenza e l’efficacia del suo pensiero. Sotto questo aspetto Lenin fu il rivoluzionario-filosofo che nel 1917 attuò nella prassi la teoria comunista.
La Russia è stato il principale veicolo della diffusione di questi errori, che non hanno la loro causa nella nazione russa, ma nel furore ideologico dei marx-leninisti, portatori di un’azione sul mondo tesa alla dissoluzione di ogni principio e di ogni verità. «Per la prima volta nella storia – affermò Pio XI nella sua enciclica Divini Redemptoris del 19 marzo 1937– stiamo assistendo ad una lotta freddamente voluta e accuratamente preparata dall’uomo contro tutto ciò che è divino (2 Tess. 1, 4)».
Non c’è stato nel Novecento crimine analogo al comunismo, per lo spazio temporale in cui si è disteso, per i territori che ha abbracciato, per la qualità dell’odio che ha saputo secernere. Tutti i crimini e le sventure del XX secolo, compreso il nazionalsocialismo, secolo, sono frutti, diretti o indiretti dell’ideologia marx-leninista. Da Stalin a Kruscev da Breznev a Gorbaciov l’errore comunista si è diffuso nel mondo, come un magma incandescente.
Il crollo dell’Unione Sovietica non ha visto la fine, ma semmai l’espansione di questi errori. L’evoluzionismo, il pragmatismo e l’edonismo, intrinseci alla dottrina comunista, pervadono l’Occidente e alla “dittatura del proletariato” si va sostituendo una “dittatura del relativismo” che scaturisce dalla stessa fonte avvelenata del materialismo dialettico. Inoltre la ex-nomenklatura comunista controlla ancora larga parte del potere in Russia e in alcuni Paesi dell’Est europeo, mentre intere nazioni, dalla Cina a Cuba, gemono ancora sotto l’oppressione rossa. L’anticomunismo da parte sua si è dissolto, perché, come già ammoniva Pio XI nella Divini Redemptoris: «assai pochi hanno potuto penetrare la vera natura del comunismo».
La diffusione degli errori del comunismo è descritta dalla Madonna come una punizione dovuta ai peccati degli uomini. Per evitare questo castigo, la Vergine Maria ha espresso due precise richieste: la consacrazione della Russia al Cuore Immacolato e la comunione riparatrice nei primi sabati. Giovanni Paolo II attribuì alla Madonna di Fatima una miracolosa protezione nell’attentato del 1981 e fece due consacrazioni del mondo al Cuore Immacolato di Maria, il 13 maggio 1982 e il 25 marzo 1984, ma senza menzionare specificatamente la Russia.
E’ indubbio che, come conseguenza di questi atti, qualcosa di importante sia accaduto pochi anni dopo, con la caduta del Muro di Berlino e lo sgretolamento dell’Unione Sovietica. Ma è altrettanto certo che il comunismo è ancora in piedi e la conversione dell’umanità in generale e della Russia in particolare sembra ancora lontana. Chi potrebbe affermare che la profezia di Fatima sia compiuta e che i gravi avvenimenti preannunciati dalla Madonna nel 1917 siano tutti alle nostre spalle?
La profezia di Fatima potrà dirsi avverata solo quando l’umanità volterà le spalle agli idoli del nostro tempo per abbracciare pienamente i principi dell’ordine naturale e cristiano negati dal relativismo socialista e comunista. Ciò dovrà infallibilmente avvenire perché la stessa Vergine Maria lo ha promesso con parole cariche di dolce speranza : «Infine il mio cuore Immacolato trionferà». (Roberto de Mattei)

Fonte: http://www.corrispondenzaromana.it/chiesa-cattolica-fatima-95-anni-dopo/

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

12 y 13 de Octubre de 2011: Arzobispo de Moscú preside la peregrinación aniversaria.

Mgr Paolo Pezzi : Photo CNS /Yuri Mashkov, ITAR-TASS
 «La devoción a Nuestra Señora de Fátima está viva en el interior de la comunidad católica», se refiere el Arzobispo de Moscú.
2011-09-23


En breves declaraciones a la Sala de Prensa del Santuario de Fátima desde Moscú, D. Paolo Pezzi habla de este su viaje a Fátima como un descubrimiento.
“La invitación para participar en la peregrinación anual de octubre al Santuario de Fátima me dejó agradecido, porque percibí en esta invitación una posibilidad de descubrir por mi mismo y por nuestra iglesia en Rusia la invitación a la conversión para el bien del mundo”, afirmó.
D. Paolo Pezzi destaca aún la pertinencia del mensaje de Fátima, como una propuesta accesible para el mundo.
“El mensaje es interesante en la medida en que hay alguien que lo vive, que lo encarna en su vida. Por eso se vuelve tan actual, porque no es un mensaje ideológico que tal vez se contraponga a otro mensaje ideológico, si no una propuesta interesante, accesible al otro a través de mi experiencia”, considera.
El Arzobispo de Moscú revela que hablará a los peregrinos de su experiencia personal sobre “la necesidad de conversión y la gratitud por la Iglesia, el Templo del encuentro de Dios con el hombre que se vuelve deseable a la conversión”.
Hasta el inicio de la mañana del día 22 de hoy (23 de septiembre), 90 grupos de peregrinos, de 21 países, anunciaron, en la Servicio de Peregrinos (SEPE) del Santuario, la intención de participar en la peregrinación. Italia y Alemania son los países más representados, con 26 y 9 grupos inscritos, respectivamente.

El Arzobispo de Moscú vendrá a Fátima acompañado de un grupo de 40 peregrinos procedentes de Moscú y de San Petesburgo.
“La devoción a Nuestra Señora de Fátima  está viva en el interior de la comunidad católica. Para los rusos es mas familiar la devoción a Nuestra Señora a través de los iconos que caracterizaron la historia de nuestro país y que muestran la proximidad de Nuestra Señora a la vida del pueblo, a las dificultades que se viven”, destaca D. Paolo Pezzi.
 

http://www.santuario-fatima.pt/portal/index.php?id=45800

2011.10.13 Homilia de D. Paolo Pezzi, arcebispo de Moscovo na Peregrinação ao Santuário de Fátima a13 de Outubro 2011

 http://www.tracce.it/img/news/21604.jpg
 http://www.cctommasoreggio.org/wp-content/uploads/image/mons_pezzi.jpg

Excelência reverendíssima Dom António [Augusto dos Santos] Marto, bispo de Leiria-Fatima!
Excelências reverendíssimas!
Caros irmãos no sacerdócio!
Caros irmãos e irmãs!
Na primeira leitura de hoje, ouvimos novamente a narração da vocação de Samuel, o grande vidente de Israel, chamado por Deus para vigiar sobre a delicada passagem do povo de Deus a um novo período da sua história: a época dos grandes Reis. O trecho que ouvimos inicia com uma nota de tristeza, de profunda saudade: “O Senhor, naquele tempo – escreve o autor sagrado – falava raras vezes”. Isto significa, na linguagem bíblica, que havia falta de profetas, porque a profecia era a maneira habitual com que Deus continuava a falar ao seu povo: pela voz dos profetas, o Senhor permanecia uma Presença Viva, capaz de intervir e dialogar  com o seu povo sobre os acontecimentos presentes, concretos, da vida do povo. Graças aos profetas a Aliança com Deus não se reduzia à observância da Lei  que Deus tinha entregue a Moisés no Sinai.  Não, Deus não se tinha afastado de Israel, deixando-o a cumprir uma série de preceitos: Ele permanecia presente, continuava a interessar-se pelo seu povo, e precisamente através da voz dos profetas, através das imagens e dos tons das suas palavras, Deus fazia sentir a Israel quanto era real e sério o seu interesse pelo povo da Aliança.
Eis a razão pela qual a ausência  dos profetas era para Israel um sinal de extravio. Será que Deus se esqueceu de nós? Há de facto momentos na história nos quais se pode ter a impressão que Deus se esqueceu do homem. Momentos em que Deus “fica em silêncio”, e a sua voz parece ausente ou abafada por outras. Devemos constatar que é verdade: há momentos na história nos quais o Senhor, por assim dizer, fica em silêncio. Mas isto não significa que se esqueça do homem! Na realidade, também o silêncio de Deus é uma palavra. Melhor – come dizia Inácio de Antioquia  - mesmo os mistérios mais “retumbantes” Deus pronunciou-os no silêncio: a Conceição Virginal, a Incarnação, a Ressurreição … as palavras mais sonoras pronunciou-as no silêncio. E assim, do mesmo modo, também na nossa vida, também na nossa história o silêncio de Deus é sempre carregado de Logos, de palavra, isto é, de significado.
Mas qual? Antes de mais, já o entrevimos meditando sobre a tristeza que transparece das palavras do autor sagrado. Por que se cala Iavé? Porque não foi Ele mas sim o seu povo que esqueceu-se dele. E assim,  precisamente afastando-se, Iavé educa Israel a perceber quanto precisa do Senhor, quanto o povo se vai abaixo se com o coração se afasta dele. Eis então que com o seu silêncio o Senhor nos fala, antes de mais, porque nos faz tomar consciência da necessidade que temos dele. A tristeza, o vazio que toma posse do coração de quem está longe de ti, ó Senhor, é precisamente a primeira palavra com a qual Tu nos chamas, como escreveu de maneira insuperável Agostinho: Fizestes-nos para Ti, ó Deus, e o nosso coração está inquieto enquanto não encontra em Ti a verdadeira paz”.
Mas aquela expressão  - “O Senhor, naquele tempo, falava raras vezes” – além de nos falar da inapagável saudade de Deus que habita no coração do homem, sugere-nos também quanto é importante na nossa vida, mesmo nos momentos em que Deus parece ficar em silêncio, a recordação, a memória das palavras que Deus já nos disse. E deste modo, precisamente no silencio descobrimos antes de mais o valor daquela palavra que nunca falha,  aquela palavra silenciosa que Ele nos dirige em cada instante, com o próprio facto de nos criar a partir do nada, com o próprio facto de nos renovar  no nosso ser em cada instante. Sim, é paradoxalmente no silêncio, quando Deus nos deixa sem outras palavras, que podemos ouvir esta palavra que Ele sussurra nas raízes mais profundas do nosso ser, mas que geralmente não ouvimos, distraídos por causa de muitas outras palavras que parecem mais autênticas e importantes.
E em seguida, depois deste acto de memória, que podemos chamar primordial, existe a memória de todas as outras palavras que Deus nos disse, a memória de toda a história, cheia de acontecimentos, pessoas, rostos, através dos quais o Senhor falou à nossa vida.
A lembrança de Deus! Se nós não cultivamos a recordação de Deus, a memória das palavras que Deus nos disse e continua a dizer no concreto da nossa vida quotidiana, o nosso ser, sem nos apercebermos,  enfraquece, atrofia-se, perde o próprio rosto: porque toda a força  e a certeza do homem está na memória da Aliança com o Deus fiel.
O trecho da Carta de Tiago que ouvimos leva-nos a dar mais um passo: se a escuta da palavra, o dar em nós o espaço para a escuta é a primeira e fundamental tarefa, é necessário também que a palavra de Deus, uma vez ouvida, seja praticada. Na realidade entre escutar e  praticar, entre fé e obras, não há nenhuma oposição nas palavras de São Tiago. Antes, existe uma continuidade: a memória de Cristo – porque Cristo é a Palavra “resumida”, a Palavra em que todas as palavras de Deus se resumem – a memória de Cristo, vivida com fidelidade, torna-se de facto irresistivelmente fermento de mudança da nossa personalidade, impulso para uma nova vida. Um impulso tão irresistível que – como nota São Tiago – só um voluntário e deliberado esquecimento, só a recusa da própria lembrança nos faz parar no processo de mudança. Como um homem que depois de se olhar ao espelho e de ter visto quem é, e de imediato se esquece inexplicavelmente do próprio rosto, assim nos acontece a nós. A razão pela qual a nossa vida parece não se transformar é mesmo esta: a estranha falta de memória, o esquecimento do nosso verdadeiro rosto, que descobrimos só quando olhamos aquele espelho verdadeiro que é o rosto do Senhor,  e nos vemos reflectidos no seu olhar, que nos revela a nós mesmos. Quanto mais eu vivo a memória, a recordação de quem sou aos olhos do Senhor, tanto mais a minha vida se transforma, ao passo que o esquecimento deixa cair a força de lutar, de construir, e leva, enfim, a perder o gosto de viver.
De facto, não é por acaso que todo o poder totalitário – e a nossa história recente o demonstra tragicamente -  teve como fim principal precisamente este: o de remover no povo a memória, a recordação viva da própria história, e especialmente quanto desta história está ligada à dimensão religiosa. Pois é na memória da ligação ao Absoluto, ao Mistério de Deus, que reside  ultimamente a raiz da liberdade dos homens em relação a qualquer poder mundano, e por isso mesmo é esta ligação que o poder deste mundo tem interesse em cortar arrancando-o das consciências. O que o poder deste mundo odeia é mesmo a religiosidade, ou seja, a vida vivida como relação com o Mistério de Deus, como resposta ao Mistério de Deus, Senhor da história.
Para voltarmos  ao acontecimento  de Samuel, que ouvimos na primeira leitura, poderíamos dizer: é a vida vivida como religiosidade que é vocação, isto é, resposta a Deus que chama.
Deus chama-nos: chama-nos à existência dando-nos a vida, e depois chama-nos a servi-lo para colaborar na realização do seu desígno sobre a História. Esta é a verdadeira essência da vida: responder a Deus que nos chama: “Falai, Senhor, que o vosso servo escuta”; “Eis-me aqui, sou a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a vossa palavra” (cfr. Lc 1,38), dirá Maria ao Anjo; e nestas palavras está contido tudo aquilo que é essencial para tornar uma vida realizada, cheia de graça, bem-aventurada: “Salve, ó cheia de graça”, diz de facto o Anjo a Maria. E Ela mesma, na visita a Isabel dirá: “… chamar-me-ão bem-aventurada todas as gerações…” (cfr. Lc 1,28.48).
E nós, hoje, vindo aqui em peregrinação estamos a confirmar uma vez mais que a profecia de Maria é verdadeira. Nós hoje damos o nosso contributo para testemunhar que aquela profecia continua a ser verdadeira: chamar-te-ão bem aventurada.
Nós te agradecemos, ó Virgem, porque voltando para Ti os nossos olhos, nós hoje contemplamos uma vez mais, com admiração e encanto, o essencial para que também a nossa vida se realize: não recusar ao Senhor que chama, o nosso fiat, o nosso sim total.
A este coração do mistério de Maria nos apelam as palavras de Jesus que ouvimos no Evangelho: quem cumpre a vontade de Deus, quem “acolhe e guarda no seu coração” (cfr. Lc 2,19.51) a Palavra de Deus, esse torna-se íntimo do Senhor. Fazendo nossa, acolhendo a vontade de Deus, entramos na intimidade da relação com Deus ou, como diz Tiago, encontramos a felicidade, a realização da nossa vida em caminho.
De  Nossa Senhora nós aprendemos isto. Aprendemos a viver a vida como pertença a Deus, ao Mistério Vivo de Deus.
Perguntemo-nos agora: como é que Maria viveu esta pertença a Deus? Os Evangelhos não nos contam os detalhes. Mas alguma coisa podemos dizer com certeza: Nossa Senhora viveu a própria pertença a Deus no concreto das tarefas quotidianas que tinha para fazer. Nas pequenas ou menos pequenas decisões que tinha para tomar: isto era, para Nossa Senhora, pertencer  a Deus de modo concreto. E isto para nós significa: o pertencer da nossa vida a Deus tem que se desenvolver  nas circunstâncias quotidianas: no trabalho, no estudo, em tudo o que fazemos, quer o que queremos, quer o que temos para fazer, na fatiga e na alegria.
Se, seguindo Maria, vivermos a memória vigilante, activa, do facto de  a nossa vida ser chamada por Deus e que em cada coisa que nos é dado viver estamos a responder a Deus: quando formamos uma família, quando vamos para o trabalho, quando enfrentamos alguma coisa no nosso dia, quando respondemos ao apelo à virgindade, quando entramos no seminário, no mosteiro…, então apercebemo-nos  que é mesmo respondendo ao chamamento que Deus nos faz que cumprimos o nosso desejo de vida, bem além das nossas previsões, percebemos que nos tornamos fecundos, que estamos também nós entre aqueles que edificam o povo de Deus, que somos também nós mães, irmãs e irmãos de Jesus. E que nobreza e gosto de vida sentiremos na nossa existência!
“Os cristãos – disse o Papa Bento XVI na homilia da última Missa Crismal - deveriam tornar visível ao mundo o Deus vivo, testemunhá-Lo e levar até Ele. Somos nós verdadeiramente o santuário de Deus no mundo e para o mundo? Abrimos aos homens o acesso a Deus ou, pelo contrário, escondemo-lo? Porventura nós, povo de Deus, não nos tornamos em grande parte um povo marcado pela incredulidade e pelo afastamento de Deus? Porventura não é verdade que o Ocidente, os países centrais do cristianismo se mostram cansados da sua fé e, enfastiados da sua própria história e cultura, já não querem conhecer a fé em Jesus Cristo? Neste momento, temos motivos para bradar a Deus: «Não permitais que nos tornemos um “não povo”! Fazei que Vos reconheçamos de novo! Fazei que a força do vosso Espírito se torne novamente eficaz em nós, para darmos com alegria testemunho da vossa mensagem!».
Mas, apesar de toda a vergonha pelos nossos erros, não devemos esquecer que existem hoje também exemplos luminosos de fé; pessoas que, pela sua fé e o seu amor, dão esperança ao mundo”.
E o Papa recordou então o Beato João Paulo II, o “grande testemunha de Deus e de Jesus Cristo no nosso tempo, como homem cheio do Espírito Santo” (cfr Bento XVI, Homilia na Missa Crismal 22-04-2011). Em João Paulo II, tão ligado a Nossa Senhora, - Totus Tuus – tivemos um testemunho vivo de um “sim” total e livre à vontade de Deus. O “sim” de João Paulo II é no mundo contemporâneo o eco do “sim” de Nossa Senhora.
Antes de concluirmos, voltemos por um instante àquele momento, ao mistério daquele momento no qual Maria pronunciou o seu “sim”, o seu fiat. O que aconteceu naqueles poucos instantes? No mistério daquele momento, Nossa Senhora teve que intuir que se tratava de um verdadeiro anúncio de Deus. Que através do Anjo era verdadeiramente Deus a falar-lhe. A perturbação de que Lucas nos fala diz-nos que, de certo, nem tudo devia ser claro para Maria. Mas esta intuição foi clara. Assim acontece também em nós. De facto, nenhum de nós é cristão, senão porque de algum modo, por graça, intuiu que Cristo é verdadeiro, a Igreja é verdadeira, o mistério cristão é verdadeiro. Todos tivemos esta intuição.
Então, onde está a grandeza de Nossa Senhora? Na sua simplicidade: Ela disse: “Sim”, e basta. Nós, ao contrário, precisamos sempre de algo diferente. Somos mais complicados. Como se diante da evidência, do poder dos sinais que Deus nos dá para nos ajudar a pronunciar o nosso “sim”, nós encontrássemos sempre razões para sermos cépticos. Maria também podia encontrar razões para ser céptica. Pensemo-la por um instante, permaneceu sozinha em casa, depois  de o Anjo se retirar de junto dela: sozinha diante daquela promessa inaudita que tinha há pouco recebido. Poderia ter dito: “Talvez seja uma ilusão!
E se fosse uma ilusão?” Quantas vezes, diante de umas primeiras dificuldades, dizemos: “não foi verdade, foi uma ilusão!”. Maria está sozinha, também ela tem as suas dificuldades, mas é decidida e fiel. A sua é uma simplicidade cheia de muita força porque permanece fiel, porque se apoia na fidelidade de Deus. Deus é fiel. Até Abraão vacilou, Moisés  tremeu. Maria ao contrario é firme, mesmo na solidão. Maria é uma fortaleza, grande e simples.
Também Bernadette em Lourdes, Lúcia e os Pastorihttp://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1968402998113362056nhos aqui em Fátima experimentaram a mesma solidão, mas foram sustentados pela mesma certeza, foram fiéis. 
Peçamos a Nossa Senhora que nos sustente como os sustentou a eles.
Peçamos-lhe que nos ajude na peregrinação, na nossa decisão de caminhar atrás de seu Filho. Peçamos-lhe que nos faça permanecer na lembrança de seu Filho, aquela memória que nela foi dimensão de cada respiro, alma de cada instante. 
Ámen.
D. Paolo Pezzi, arcebispo de Moscovo

http://www.santuario-fatima.pt/portal/index.php?id=45809

D. Paolo Pezzi, arcebispo de Moscovo, Federação Russa em Fátima : Peçamos a Nossa Senhora a graça da conversão ao Seu Filho, peçamos-lhe que converta o nosso olhar a Cristo, que nos atraia uma vez mais para Ele, verdadeira Beleza; peçamos-lhe que nos aproxime sempre mais dele para habitarmos constantemente nele, verdadeiro templo, lugar de toda a paz, conforto, criatividade para a nossa vida e para homens nossos irmãos.

Presidente: D. Paolo Pezzi, arcebispo de Moscovo, Federação Russa
Peregrinação Internacional de Outubro


 2011.10.12 homilia – Peregrinação ao Santuário de Fátima

(1Rs 8,22-23.27-30; Eb 10,5-7; Jo 2,13-22)

Excelência reverendíssima Dom António [Augusto dos Santos] Marto,
bispo de Leiria-Fatima!
[Excelências reverendíssimas!]
Caros irmãos no sacerdócio!
Caros irmãos e irmãs!
A primeira leitura da liturgia de hoje, festa da Dedicação da Basílica do Santuário de Fátima põe em evidência o encanto repleto de gratidão de Salomão. Ele está encantado e grato  porque Deus veio habitar no meio do Seu povo, porque está presente e age na vida do rei Salomão e do seu povo. Deus cumpriu a promessa que tinha feito a David, seu pai: a promessa de construir um templo, um lugar que seja sinal permanente da presença constante de Deus connosco. O Salmo 132 exprime o mesmo encanto, acrescentando um pormenor comovente: “o Senhor edificou uma morada e nesta morada encontra repouso”. Sim, apenas quando o Senhor encontra finalmente um lugar onde habitar no meio de nós, só então encontra repouso! Pois desde sempre Ele deseja habitar connosco!
Ao mesmo tempo, o templo de Salomão não é o lugar do definitivo repouso de Deus. É mais uma etapa. O Senhor não encontra o seu verdadeiro, definitivo repouso em templos de pedra. O templo de Salomão, de facto, seria destruído e depois reedificado por duas vezes, quase a dizer a inexorável, triste fragilidade de tudo aquilo que o homem constrói com a arte das próprias mãos, mesmo quando a sua finalidade é a glória de Deus. O poder deste mundo, de facto, odeia tudo aquilo que dá glória a Deus, que chama novamente os homens à sua presença. E odeia, por isso, sempre a beleza do templo, que desta Presença é o sinal visível.
Sim, caros amigos, não precisamos de voltar a Nabucodonosor para ter esta confirmação amarga. Também a nossa história recente é marcada pela dolorosa destruição dos templos de pedra, das igrejas. Quantas igrejas foram destruídas na Rússia no século passado, tornando invisível a humanidade nova que nasce da fé, com o único objectivo  de eliminar aquela beleza que com a sua presença atrai os homens para Deus! E quantas devem ser ainda reconstruídas!
De certa forma, a própria história de Israel, tão marcada  pela oscilação entre destruições e reconstruções, é uma história que continua na história do Israel de Deus até ao fim dos tempos.
Ao mesmo tempo, porém, aconteceu algo de novo. Deus encontrou finalmente o repouso, pois construiu-se um templo que não pode ser destruído, um templo «não construído por mãos humanas», um templo que não é de pedra. E este templo indestrutível em que Deus habita é o corpo de Cristo Ressuscitado: Ele mesmo, morto e Ressuscitado, é o templo definitivo, destruído e reedificado para sempre, e deste templo, pela graça, como pedras vivas, tomamos parte também nós. A nossa comunhão em Cristo é então o verdadeiro lugar no qual Deus repousa.  
É o que Jesus sugere no diálogo com a mulher Samaritana. «‘Os nossos pais adoraram a Deus neste monte’, disse a Samaritana a Jesus , ‘vós dizeis que o lugar onde se deve adorar está em Jerusalém’. Jesus declarou-lhe: ‘Mulher, acredita em mim: chegou a hora em que, nem neste monte, nem em Jerusalém, haveis de adorar o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. Mas chega a hora - e é já - em que os verdadeiros adoradores hão-de adorar o Pai em espírito e verdade, pois são assim os adoradores que o Pai pretende. Deus é espírito; por isso, os que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade’»  (cfr. Jo 4,20-24).
Em espírito e verdade. Mas o que significa “adorar em verdade”? O mesmo Jesus responde no capítulo 14 do mesmo evangelho: “Eu sou a verdade!”, “Eu sou a morada do Espírito!”. Adorar a Deus na verdade significa adorar a Deus permanecendo em Cristo, o homem novo, o Adão celeste, Aquele que em tudo cumpre a vontade do Pai. Cristo é o Templo da definitiva presença de Deus entre os homens.
Mas então todo o nosso ser deve transformar-se num movimento, cheio de gratidão e encanto, para com ele, para com o Senhor Jesus. A alegria de Salomão ao contemplar a beleza do templo torna-se agora em nós a alegria e a admiração com a beleza de Cristo. O desejo do Salmista de subir ao templo para aí contemplar o rosto de Deus alcança em nós uma desconcertante  concretização: torna-se procura de um rosto humano, torna-se saudade de um Rosto humano no qual se vê o Pai: Jesus.
Já não é o templo de pedra mas a presença do Senhor Jesus que é a fonte da nossa gratidão e do nosso encanto. A intimidade com Ele é o caminho para o Pai, a fonte onde bebemos do Espírito no qual conhecemos, adoramos e oramos ao Pai: “Escuta a súplica do teu servo e do teu povo, Israel, quando aqui rezarem. Ouve-os do alto da tua morada, no céu; ouve-os e perdoa!”  (cfr. 1 Re 8,30).
Sim, o próprio Cristo é o lugar donde se eleva a nossa oração: permanecendo nele, no seu Corpo Vivo, abrimo-nos à verdadeira adoração de Deus Trindade, como canta Santa Catarina: “Ó abismo, ó Trindade eterna, ó Divindade, ó mar profundo! Que mais poderias dar-me do que a ti mesmo? Tu és de novo o fogo que faz desaparecer toda a frieza e iluminas as mentes com a tua luz, com aquela luz com que me fizeste conhecer a verdade” (cfr. S. Catarina da Sena, Diálogo sobre a Divina Providência, 167).
Sim, caros irmãos e irmãs! Quando na nossa vida quotidiana se elimina a adoração, permeada de gratidão e encanto, à Santíssima Trindade, então logo enfraquecem o sentido e o gosto da vida. 
Temos por isso sempre a necessidade de ouvir novamente a viva voz de Cristo para sermos renovados.
Diz Dionísio, o Areopagita: “Quem nos poderá falar do amor ao homem próprio de Cristo, transbordante de paz?”  Quem poderá dar alegria e força aos nossos dias, quem poderá dar conforto na dor que acompanha inevitavelmente a vida? Pois a vida, como diz um grande poeta, em partes iguais de alegrias e sofrimentos é feita. A Voz que faz ressoar o Verbo sempre de novo e em modo novo, a Luz que nos mostra Cristo Vivo e Presente agora, é o próprio Espírito Santo, que é Deus. O Espírito pelo qual o Pai ressuscitou Jesus Cristo dos mortos é o mesmo Espírito que nos faz reconhecer Cristo presente e vivo na fé.
Assim como o Corpo de Cristo é o templo que não pode ser destruído, o dom do Espírito não pode ser detido. Não existe força deste mundo que possa limitar o poder do Espírito. Por isso toda a nossa tarefa, a nossa maior responsabilidade, é a de identificar cada vez mais o nosso respiro com o grito: “Vem, Senhor”, “Vem, Santo Espírito”, como diz a oração do peregrino russo. Assim poderemos chegar a repetir, timidamente mas com sinceridade como nossas, as palavras de São Paulo: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim. E a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (cfr. Gl. 2,20).
Sem o dom do Espírito, o homem nada pode fazer, tudo se esvazia, tudo se torna mentira, tudo se torna triste. Por meio do Espírito, pelo contrário, nós entramos sempre mais no íntimo do coração de Cristo, e assim acolhemos em nós a mesma Comunhão trinitária, conforme a promessa de Jesus aos discípulos: “Se alguém me tem amor, há-de guardar a minha palavra; e o meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos morada” (cfr Jo 14,23).
Caros irmãos e irmãs! O homem de hoje espera, talvez inconscientemente, a experiência do encontro com pessoas para as quais Cristo é uma realidade tão presente que mudou a vida deles.
Peçamos a Nossa Senhora a graça da conversão ao Seu Filho, peçamos-lhe que converta o nosso olhar a Cristo, que nos atraia uma vez mais para Ele, verdadeira Beleza; peçamos-lhe que nos aproxime sempre mais dele para habitarmos constantemente nele, verdadeiro templo, lugar de toda a paz, conforto, criatividade para a nossa vida e para homens nossos irmãos.
Obra prima da Santíssima Trindade, entre todas as criaturas, é a Virgem Maria: no seu coração humilde e cheio de fé, Deus preparou para si uma digna morada para realizar o mistério da salvação. O Amor divino encontrou nela adesão perfeita e no seu seio o Filho de Deus fez-se homem. Com confiança filial dirijamo-nos a Maria, para que, com a sua ajuda, possamos progredir no amor e fazer da nossa vida um canto de louvor ao Pai por meio do Filho no Espírito Santo.
Fazemo-lo com uma antiga fórmula de oração da tradição da Igreja, que bem exprime o nosso desejo de sermos uma só realidade com seu Filho: Veni Sancte Spiritus, Veni per Mariam.
D. Paolo Pezzi, arcebispo de Moscovo

http://www.santuario-fatima.pt/portal/index.php?id=45806

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Nossa Senhora apareceu às crianças, em Fátima por seis meses consecutivos, no ano de 1917 - entre maio e outubro. Transcrevemos aqui o relato da Irmã Lúcia sobre a ùltima Aparição. Ocorrida no dia 13 de outubro.


Sexta Aparição - 13 de outubro de 1917 - O Milagre do Sol


"Treze de Otubro
Dia 13 de Outubro de 1917 – Saímos de casa bastante cedo, contando com as demoras do caminho. O povo era em massa. A chuva, torrencial. Minha mãe, temendo que fosse aquele o último dia da minha vida, com o coração retalhado pela incerteza do que iria acontecer, quis acompanhar-me. Pelo caminho, as cenas do mês passado, mais numerosas e comovedoras. Nem a lamaceira dos caminhos impedia essa gente de se ajoelhar na atitude mais humilde e suplicante.
Chegados à Cova de Iria, junto da carrasqueira, levada por um movimento interior, pedi ao povo que fechasse os guarda-chuvas para rezarmos o terço. Pouco depois, vimos o reflexo da luz e, em seguida, Nossa Senhora sobre a carrasqueira13 de outubro 02
– Que é que Vossemecê me quer?
– Quero dizer-te que façam aqui uma capela em Minha honra, que sou a Senhora do Rosário, que continuem sempre a rezar o terço todos os dias. A guerra vai acabar e os militares voltarão em breve para suas casas
Foto do momento do milagre do sol
– Eu tinha muitas coisas para Lhe pedir: se curava uns doentes e se convertia uns pecadores, etc.– Uns, sim; outros, não. É preciso que se emendem, que peçam perdão dos seus pecados.E tomando um aspecto mais triste: – Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor que já está muito ofendido.E abrindo as mãos, fê-las reflectir no sol. E enquanto que se elevava, continuava o reflexo da Sua própria luz a projectar (-se) no sol.Eis, Ex.mo e Rev.mo Senhor Bispo, o motivo pelo qual exclamei que olhassem para o sol. O meu fim não era chamar para aí a atenção do povo, pois que nem sequer me dava conta da sua presença.Fi-lo apenas levada por um movimento interior que a isso me impeliu.
Desaparecida Nossa Senhora, na imensa distância do firmamento, vimos, ao lado do sol,  José com o Menino e Nossa Senhora vestida de branco, com um manto azul. S. José com  o Menino pareciam abençoar o Mundo com uns gestos que faziam com a mão em forma de cruz.
 13 de 0utubro
A Jacinta sendo carregada por um policial, após aparição
 Pouco depois, desvanecida esta aparição, vi Nosso Senhor e Nossa Senhora que me dava a idéia de ser Nossa Senhora das Dores. Nosso Senhor parecia abençoar o Mundo da mesma forma que S. José. Desvaneceu-se esta aparição e pareceu-me ver ainda Nossa Senhora em forma semelhante a Nossa Senhora do Carmo.
 

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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Hoje é a Solenidade do Imaculado Coração de Maria

Doce Coração de Maria, sede a minha salvação!
Viva o Imaculado Coração de Maria!
Coração Imaculado e Doloroso de Maria, tende piedade de nós!
Ó Coração de Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, inflamai-nos com aquele feliz fogo em que o vosso arde continuamente.
Imaculado Coração amabilíssimo, objecto das complacências da adorável Trindade, guardai no vosso Coração a todos nós e à santa Igreja.
Coração Imaculado de Maria, tão cheio de bondade e tão compassivo, sede o nosso caminho para Jesus.
Doce Coração de Maria, infundi-nos o amor das vossas virtudes.
Maria, nossa Mãe, fazei que sintamos a ternura do vosso maternal Coração
Coração Imaculado de Maria, ensinai-nos a Vossa caridade!
Doce Coração de Maria, ensinai-nos a Vossa humildade!
Concedei-me, Mãe, a graça que do Vosso Coração Imaculado e cheio de ternura, espero com toda a confiança.
Ó Coração Imaculado de Maria, compadecei-vos de nós!
Concedei-me, Imaculado Coração amabilíssimo de Maria, que viva e cresça incessantemente no vosso santo amor.
Coração Imaculado de Maria, rogai por nós que recorremos a Vós.
Coração santíssimo de Maria, rogai por nós, agora e na hora da nossa morte.
Coração Imaculado de Maria, sede a nossa força e alegria.
Coração adorável de Maria, sois o nosso amor.

ACOLHE-NOS, OH MÃE, NO VOSSO IMACULADO CORAÇÃO!
http://servimariae.blogspot.com/2011/07/memoria-do-imaculado-coracao-de-maria.html

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA


Maria, aquela que soube guardar no coração as palavras do Senhor.
Maria,morada do Espírito Santo,
Maria, sede de sabedoria,
Maria, modelo da igreja,
Maria, discípula fiel,
Maria, porta do céu,
Maria,rainha dos anjos,
Maria, advogada nossa.
Que no dia de hoje possamos honrar vosso imaculado coração e que por vossa intercessão possamos nos tornar semelhantes ao vosso filho Jesus Cristo.
Mãe querida, queremos perseverar na oração contigo e ao vosso lado buscar a salvação. Que a nossa fé converta-se em amor, para que nosso amor ilumine a nossa fé.
Quando você quiser algo de Deus, procure falar antes com Maria, porque ela é a medianeira que nos levará até Cristo.
Quando Cristo nasceu em Belém, teve Maria ao seu lado, porque Deus quis descansar em braços humildes. Quando Cristo viveu em Nazaré , teve Maria ao seu lado, porque Deus quis educá-lo em família pobre. Quando Cristo morreu na cruz..quem estava ao seu lado?..Maria. E foi a partir desse instante que recebemos do próprio Cristo nossa doce mãe Maria.
Neste dia de devoção ao vosso Imaculado coração,te rendemos graças, louvores e depositamos em vossas mãos maternais nossa vida, nossos problemas..tudo que somos e tudo o que temos.
Imaculado Coração de Maria, rogai por nós! 
http://taborfortaleza.blogspot.com/2010/06/imaculado-coracao-de-maria.html
 

Il Cuore Immacolato di Maria e la Chiesa di don Alfredo Morselli

http://senhorbomjesus.net/site/wp-content/uploads/2010/09/ImaculadoCoracaoMaria.jpg
Questa santa Madre degna di venerazione, la Chiesa, è uguale a Maria: essa partorisce ed è vergine, da lei siete nati essa genera Cristo, perché voi siete le membra di Cristo.
S.Agostino[1]
La maternità spirituale di Maria SS. costituisce «una consolantissima verità, che pr libero beneplacito del sapientissimo Iddio fa parte integrante del mistero dell’umana salvezza; essa, perciò dev’essere ritenuta per fede da tutti i cristiani”; Paolo VI, Esortazione Apostolica Signum magnum del 13-5-1967). Paolo VI, nel discorso conclusivo della terza sessione del Concilio Vaticano II, il 21 novembre 1964, dichiarava solennemente: «A gloria dunque della Vergine e a nostro conforto, noi proclamiamo Maria Santissima Madre della Chiesa, cioè di tutto il popolo di Dio, tanto dei fedeli come dei pastori, che la chiamano Madre amorosissima; e vogliamo che con tale titolo soavissimo d’ora innanzi la Vergine venga ancor più onorata e rispettata». A partire da questa proclamazione, la funzione materna di Maria nei confronti della Chiesa è stata sempre più oggetto dell’insegnamento del magistero [2]; anche Giovaani Paolo II, nell’enciclica Redemptoris Mater ha diffusamente sviluppato questo tema [3].
Il fondamento della maternità spirituale della Vergine nei confronti della Chiesa cosiste del fatto che Gesù, il Figlio di Maria, è il “Capo del Corpo che è la Chiesa”[4]: Gesù è un unica persona, “uno” con tutti i battezzati,[5] ed è, in potenza, capo di tutti gli uomini[6], i quali sono chiamati a far parte della Chiesa.
L’unità di Gesù con i battezzati è tale per cui è impossibile che Maria possa essere soltanto madre del Capo della Chiesa senza essere madre di tutto il corpo dell Chiesa stessa.
S. Pio X ha magnificamente spiegato questi concetti:
"Nello stesso seno dunque della castissima Madre, Cristo prese la carne e insieme si unì un corpo Spirituale, formato da coloro “che avrebbero creduto in Lui”. In tal modo si può dire che Maria, portando nel suo seno il Salvatore, abbia portato anche coloro la cui vita era contenuta in quella del Salvatore. Tutti noi, dunque, che siamo uniti a Cristo, e, a dir dell’Apostolo, “membra del corpo di Lui, della sua carne e delle sue ossa” (Eph 5,30), siamo usciti dal seno di Maria, e a somiglianza di un corpo unito al suo capo. Quindi per una ragione tutta spirituale e mistica, noi siamo chiamati figli di Maria, ed ella è Madre di noi tutti. “Madre, a dir vero, spirituale ma senza dubbio Madre delle membra di Cristo che siamo noi” (S.Aug., De sancta Virginitate, c. 6)" [7].
* * *
Appare chiaro, a questo punto, che Maria ha cominciato ad essere Madre della Chiesa quando ha cominciato ad essere Madre di Gesù, cioè quando ha formulato il suo assenso di fede e di obbedienza all’angelo.
In questo senso si esprime Pio XII:
“Quando la piccola fanciulla di Nazaret pronunciò il suo “Fiat” in seguito al messaggio dell’Angelo ed il Verbo si fece carne nel suo seno, Ella divenne non solo la madre di Dio nell’ordine fisico della natura, ma anche nell’ordine soprannaturale della grazia; Ella diventò anche la madre di tutti coloro che per mezzo dello Spirito Santo sarebbero diventati una cosa sola, sotto la guida del suo divin Figlio. La madre del capo sarebbe diventata la madre delle membra. La madre della vite sarebbe stata la madre dei tralci”[8]
* * *
Questa indicazione del magistero è in armonia perfetta con la S.Scrittura, in particolare con alcune pericopi del Vangelo di S.Luca[9]
L’Angelo si rivolge a Maria con parole che fanno intendere, fin da subito, che l’Incarnazione non sarebbe stato soltanto un fatto riguardante Gesù e la Vergine; certamente Ella ha preso coscienza gradualmente, nel corso della sua vita, di tutto ciò che il suo ruolo nella storia della salvezza avrebbe implicato, ma fin da subito, ha in qualche modo compreso che sarebbe divenuta la Madre di un nuovo popolo.
Il primo elemento che ci orienta in questa direzione è costituito dal fatto che l’Angelo saluta Maria con la parola chiare = gioisci; questa espressione è tradotta dalla Bibbia della CEI con “Ti saluto”, e dalla Vulgata con “Ave”; pur non potendo definire erronee queste versioni, tuttavia esse, a prima vista, non permettono di osservare gli importanti significati che questo saluto comporta.
Il saluto “gioisci, piena di grazia, il Signore è con te”, costituisce una locuzione ricca di riferimenti a diversi passi dell’Antico Testamento —Maria, ben conscia di questo, si chiede infatti “che senso avesse tale saluto”— In particolare l’espressione “gioisci” ricordava ad ogni ebreo che conosceva le Scritture, e quindi anche alla Vergine, alcuni importanti oracoli profetici:
Gioisci, figlia di Sion,esulta, Israele,e rallegrati con tutto il cuore, figlia di Gerusalemme!”[10]
Gioisci, esulta, figlia di Sion, perché, ecco, io vengo ad abitare in mezzo a te oracolo del Signore -.”[11]
Esulta grandemente figlia di Sion, giubila, figlia di Gerusalemme!”[12]
Questo sigifica che il messaggero celeste stava annunciando a Maria che in lei si sarebbero compiute le profezie in cui il popolo di Giuda e di Israele venivano salutati con medesima espressione “gioisci”. A Maria fin da subito, tramite questa stessa espressione, viene rivelato che nella sua persona era virtualmente presente tutto il nuovo Israele. Più tardi Maria comprenderà appieno che il nuovo Israele è la Chiesa, ma già fin d’ora è invitata ad accettare di assumere in sè la personalità corporativa del popolo della nuova alleanza.
Di questo popolo Marià è chiamata anche ad esserne Madre:
S. Luca descrive le parole dell’angelo:
[36]Vedi: anche Elisabetta, tua parente, nella sua vecchiaia, ha concepito un figlio e questo è il sesto mese per lei, che tutti dicevano sterile:
Questo fatto non serve soltanto come motivo di credibilità per la vergine stessa; un evento miracoloso senz’altro era opportuno per confermare nella fede la Madonna; tuttavia l’angelo, esponendo questo prodigio con un discorso ricchissimo di riferimenti all’Antico Testamento, invita Maria ad interpretare il fatto alla luce della Scrittura.
Il prodigio della concezione verginale di Gesù, relazionato dall’angelo con la concezione miracolosa da parte di Elisabetta, è relazionato implicitamente —a causa del contesto— con tutte le donne sterili dell’Antico Testamento, che cocepiscono per intevento di Dio.
Tutte le donne sterili miracolate da Dio nell’antico testamento (Sara, sposa di Abramo, Anna, madre di Samuele, etc.) fino ad Elisabetta —tutte sterili a cui Dio toglie la maledizione della sterilità— erano tutte prefigurazioni di Maria; in Lei, attraverso un prodigio particolarmente straordinario —non più una sterile, ma una vergine concepisce e partorisce— viene ad essere significata la fine definitiva della maledizione, indicata dalla sterilità stessa.
Il Vangelo ci mostra come Maria comprenda in questo senso le parole dell’angelo: un’indizio importante è costituito dalle parole del Magnificat “ha guardato l’umiltà della sua serva”: la parola greca che solitamente viene tradotta con umiltà (=tapeinosis), senza perdere questa indicazione, indica soprattutto umiliazione, precisamente l’umiliazione della donna sterile, considerata, secondo l’antica mentalità ebraica, portatrice di maledizione. Maria riprende quasi alla lettera le parole di Anna, la madre sterile di Samuele, che aveva fatto a Dio questo voto:
"Signore degli eserciti, se guarderai l’umiliazione (=tapeinosis) della tua serva e ti ricorderai di me, se non dimenticherai la tua schiava e darai alla tua schiava un figlio maschio, io lo offrirò al Signore per tutti i giorni della sua vita…". (Sam 1,11)
S. Luca usa ancora un termine molto simile a tapeinosis per indicare l’umilazione di Elisabetta, derivante dalla sua sterilità:
"Dopo quei giorni Elisabetta, sua moglie, concepì e si tenne nascosta per cinque mesi e diceva: [25] “Ecco che cosa ha fatto per me il Signore, nei giorni in cui si è degnato di togliere la mia vergogna (=umilazione) tra gli uomini” [13].
La frase del Magnificat “ha guardato l’umiltà della sua serva” vuol dire soprattutto che Dio aveva guardato la situazione di sterilità dell’antico Israele, ormai giunto, come tale, ad una crisi senza via di sbocco; l’antico Israele era come una donna sterile, “maledetta”; in Maria, Figlia di Sion, questa condizione è mutata; la sterile maledetta è ora la Vergine benedetta tra le donne, Vergine eppure ricca di figli, Maria, Chiesa e Madre della Chiesa.
Maria può interpretare come riferiti a lei alcuni oracoli pronunciati, in un primo senso letterale, nei confronti di Gerusalemme
"Tu penserai: “Chi mi ha generato costoro? Io ero priva di figli e sterile; questi chi li ha allevati? Ecco, ero rimasta sola e costoro dove erano?”".[14]
Esulta, o sterile che non hai partorito, prorompi in grida di giubilo e di gioia, tu che non hai provato i dolori, perché più numerosi sono i figli dell'abbandonata che i figli della maritata, dice il Signore. Allarga lo spazio della tua tenda, stendi i teli della tua dimora senza risparmio, allunga le cordicelle, rinforza i tuoi paletti, poiché ti allargherai a destra e a sinistra e la tua discendenza entrerà in possesso delle nazioni, popolerà le città un tempo deserte.Non temere, perché non dovrai più arrossire; non vergognarti, perché non sarai più disonorata; anzi, dimenticherai la vergogna della tua giovinezza e non ricorderai più il disonore della tua vedovanza. Poiché tuo sposo è il tuo creatore, Signore degli eserciti è il suo nome; tuo redentore è il Santo di Israele, è chiamato Dio di tutta la terra". [15]
* * *
Quando Maria ha risposto all”angelo “Ecco la serva del Signore”, —riconoscendo e accettando la funzione assegnatale da Dio—, e “Si faccia di me secondo la tua parola” —prestando l’ossequio della fede al mistero che le si rivelava —, ha accettato di concepire anche la Chiesa; come afferma S.Agostino, “il suo amore ha collaborato affinché nella Chiesa vengano generati credenti che sono le membra di quel capo di cui essa è diventata fisicamente la madre”[16]. Nel fiat il primo atto di questo amore.
Molto bene Hugo Rahner afferma: “Tutta la storia della Chiesa è lo sviluppo del mistero che si compie nel cuore di Maria”[17].

[1]Sermo 25, 8, Morin, p. 163, cit. in H.Rahner, S.J., Maria e la Chiesa. Indicazioni per contemplare il mistero di Maria nella Chiesa e il mistero della Chiesa in Maria. (Già e non ancora 17), Milano: Jaca Book, 1977/2, p. 53.
[2]Particolarmente meritevole di nota queste affermazioni di Paolo VI: “Noi crediamo che la Madre Santissima di Dio, nuova Eva, Madre della Chiesa, continua in Cielo il suo ufficio materno rguardo alle membra di Cristo, cooperando alla nascita e allo svilupo della vita divina nelle anime dei credenti”; cf. Solenne professione di fede (30 giugno 1968), 15: AAS 60, (1968) 438 s.
[3]Cf. in particolare i §§ 42-47
[4]Col 1,18
[5]Gal 3, 27-28: “[27]poiché quanti siete stati battezzati in Cristo, vi siete rivestiti di Cristo. [28]Non c'è più giudeo né greco; non c'è più schiavo né libero; non c'è più uomo né donna, poiché tutti voi siete uno in Cristo Gesù”.
[6]Cf. S.Tommaso d’Aquino, S.Th., III, 8, 1.
[7]S.Pio X, Enciclica Ad Diem illum; cf. A.Tondini, Le Encicliche mariane, Roma, 19542, p. 311.
[8]Radiomessaggio C’est avec une douce, 19 giugno 1947.
[9]Cf. 1, 26-38 . 39-56.
[10]Sof 3,14
[11]Zac 2,14
[12]Zac 9,9
[13]lc 1, 24-25
[14]Is 49,21
[15]Is, 54, 1-5.
[16]De sancta Virginitate 6, PL 40, 399, cit. in H.Rahner, S.J., Maria e la Chiesa, p. 55.

terça-feira, 12 de julho de 2011

3.ª Aparição de Nossa Senhora de Fátima * 1.º Segredo - versus 2.º e 3.º Segredos





NOSSA SENHORA DE FÁTIMA E AS ALMAS DO PURGATÓRIO... + Ó meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno; levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem! + Ó meu Jesus, é por Vosso Amor, pela conversão dos pecadores e em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria! + Nossa Senhora do Rosário de Fátima, salvai-nos, salvai Portugal e dai a paz ao Mundo!


* * * * * * *



Terceira Aparição
de Nossa Senhora de Fátima




É a Vidente Irmã Lúcia quem narra o que sucedeu na Cova da Iria, a 13 de Julho de 1917:
Vimos o reflexo da costumada luz e, em seguida, vimos Nossa Senhora sobre a azinheira...
Vossemecê o que nos quer? – perguntei.
Quero que venhais aqui no dia 13 do próximo mês; que continueis a rezar o Terço todos os dias, em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da guerra, porque só Ela vos poderá valer.
Queria pedir-Lhe para nos dizer quem é; e para fazer um milagre com que todos acreditem que Vossemecê nos aparece.
Continuai a vir aqui todos os meses.
Em Outubro, direi quem sou e o que quero; e, então, farei um milagre, que todos hão-de ver para acreditar...


Aqui, fiz alguns pedidos [da parte de diversas pessoas]...
Nossa Senhora disse que era preciso que elas rezassem o Terço, a fim de alcançarem tais graças durante o ano.


E a Senhora continuou, dizendo:

« Sacrificai-vos pelos pecadores, e dizei muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício:
"Ó meu Jesus, é por Vosso Amor, pela conversão dos pecadores, e em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria" »...



* * * * * * *
Pintura do Inferno, segundo os Sete Pecados Mortais... + Ó meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno; levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem!


A Visão do Inferno


(Primeira parte do Segredo de Fátima)


Continua a narrar a Irmã Lúcia:
Ao dizer essas palavras (da jaculatória acima), Nossa Senhora abriu de novo as mãos, como nos dois meses anteriores...
O reflexo
[dos raios de luz que espargiam das Suas mãos] pareceu penetrar a terra, e vimos então:

Um mar de fogo... e mergulhados nesse fogo [estavam] os demónios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras, ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam nesse incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam, juntamente com nuvens de fumo caindo para todos os lados, semelhantes ao cair das fagulhas nos grandes incêndios, sem peso nem equilíbrio... entre gritos e gemidos de dor e desespero, que horrorizaram e faziam estremecer de pavor!...

(Deve ter sido, ao deparar com esta terrível cena, que eu soltei um "ai!", que algumas pessoas dizem ter ouvido)...
Os demónios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas incandescentes como negros carvões em brasa!...



* * * * * * *


Anúncio do Castigoe Meios para o Evitar
(Segunda parte do Segredo de Fátima)



Clique nesta bela Imagem, ou mais abaixo na imagem do Papa com a Irmã Lúcia, a fim de ver e ler o texto da 'Devoção Reparadora e Salvadora dos Cinco Primeiros Sábados'... + Nossa Senhora do Rosário de Fátima, rogai por nós!Assustados e como que a pedir socorro, levantámos a vista para Nossa Senhora, que nos disse com bondade e tristeza:
« Vistes o Inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores!Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a Devoção ao Meu Imaculado Coração.
« Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão a paz.
A guerra vai acabar; mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI
começará outra [ainda] pior.
« Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal, que Deus vos dá, de que vai punir o mundo dos seus crimes, por meio da guerra, da fome e da perseguição à Igreja e ao Santo Padre.
« Para impedir tal castigo, virei pedir a Consagração da Rússia ao Meu Imaculado Coração e a...
Comunhão Reparadora dos Cinco Primeiros Sábados.
« Se atenderem aos meus pedidos, a Rússia converter-se-á e terão paz.
Se não atenderem, a Rússia espalhará os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja:
Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, e várias nações serão aniquiladas.

« Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará!
« O Santo Padre consagrar-Me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz.

« Em Portugal, conservar-se-á sempre o Dogma da Fé... »






* * * * * * *



Terceira Parte


do Segredo de Fátima




* Anjo da Penitência, do Terceiro Segredo de Fátima. * Clique na 'hiperligação' do texto abaixo, para ler o Terceiro Segredo, tal como foi revelado pela Irmã Lúcia e pelo Papa João Paulo II...  + Anjo da Penitência, rogai por nós!Depois das duas primeira partes, que já expus, vimos, ao lado esquerdo de Nossa Senhora e um pouco mais acima, um Anjo, com uma espada de fogo na mão esquerda, a qual, ao cintilar, projectava chamas que pareciam ir incendiar o Mundo, mas logo apagavam-se com o contacto do brilho que, da mão direita, Nossa Senhora expedia ao seu encontro...

O Anjo, apontando com a mão direita para a Terra, com voz forte, disse:

« Penitência! Penitência! Penitência! »...

Segue, aqui, a terceira parte propriamente dita do Segredo de Fátima, revelada, finalmente, pelo Papa João Paulo II, no ano 2000...

Nossa Senhora pediu expressamente aos Pastorinhos para não revelarem a ninguém esta última parte do Segredo, assim como, inicialmente, a primeira e a segunda parte (supramencionadas)...


E finalmente -- "a Senhora mais brilhante que o Sol" -- concluiu, dizendo:
« Quando rezardes o Terço, dizei, depois de cada Mistério:"Ó meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno; levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem" »...

E, como de costume - diz a Irmã Lúcia -, a Virgem Maria começou a elevar-se em direcção ao Nascente, até desaparecer na imensa distância do firmamento...



SANTUÁRIO DE FÁTIMA
-
Reportagem da época sobre as Aparições de Nossa Senhora - Jornal "O Século", Lisboa (Edição da manhã), de 15 Outubro de 1917, p. 1, col. 6-7; p. 2, col. 1.
- Homilia do Santo Padre João Paulo II
- em 13/05/2000, sobre a Beatificação de Francisco e Jacinta.

-
Revelação do Terceiro Segredo de Fátima - em 13/05/2000, e a sua interpretação teológica firmada pelo Vaticano.
- Congregação para a Doutrina da Fé - A Mensagem de Fátima (3.ª Parte do Segredo)
- Comunhão Reparadora dos Cinco Primeiros Sábados



# Aparições e Mensagens anteriores:
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1.ª Aparição de Nossa Senhora de Fátima
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2.ª Aparição de Nossa Senhora de Fátima
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3.ª Aparição de Nossa Senhora de Fátima
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4.ª Aparição de Nossa Senhora de Fátima
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5.ª Aparição de Nossa Senhora de Fátima