http://4.bp.blogspot.com/_14vrv7ni7HM/TLYyK0PS85I/AAAAAAAABU8/h4xBT0R8kQU/s1600/20101013225550_D0064009.jpg

Mostrando postagens com marcador card. Castrillón. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador card. Castrillón. Mostrar todas as postagens

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Le cardinal Castrillon Hoyos à Saint-François de Paule

 

Le cardinal Castrillon Hoyos est venu célébrer la messe à la paroisse personnelle Saint-François de Paule. Sous un beau soleil, le cardinal a ainsi pu découvrir la vie de notre paroisse. Retour sur cette journée en photos.

Le sens de cette visite

A l’invitation de Mgr Dominique Rey, le cardinal Dario Castrillon Hoyos, président de la commission Ecclesia Dei en charge des questions sur la forme extraordinaire du rit romain, et ancien préfet de la congrégation pour le clergé est venu visiter la paroisse personnelle Saint-François de Paule.
Il voulait, par cette visite, se rendre compte de la vie d’une paroisse attachée à la forme extraordinaire du rite et l’encourager dans sa participation à la vie du diocèse. Bien que souffrant quelques jours auparavant, il a tenu à faire ce voyage. Qu’il en soit chaleureusement remercié.
Au cours du sermon qu’il a prononcé (voir plus bas), il s’est réjoui de la vitalité de la paroisse et l’a encouragée à poursuivre son activité missionnaire. Il a aussi insisté sur la nécessité de vivre dans l’unité et la communion avec l’ensemble du diocèse, tant par la concélébration des prêtres autour de l’évêque pour les grandes célébrations diocésaines que par l’implication des fidèles dans les différents services de l’Eglise.

Les moments forts de cette visite

Arrivé seul le samedi 6 décembre à l’aéroport de Nice, le cardinal a été accueilli par l’abbé Jean-Raphaël Dubrule, avant de se rendre directement dans une propriété prêtée par des amis de Mgr Dominique Rey au Cap Brun.
C’est là que toute la Société des Missionnaires de la Miséricorde Divine l’a accueilli et a pris le diner avec lui, en présence de Mgr Rey. Le cardinal a ainsi pu faire connaissance avec la jeune communauté, fondée par l’abbé Fabrice Loiseau en 2005, et qui compte pour l’instant douze membres.
Le dimanche 7 décembre, le cardinal a célébré la messe pontificale, entouré de prêtres de différentes communautés : l’abbé Fabrice Loiseau et l’abbé Jean-Raphaël Dubrule, curé et vicaire de la paroisse Saint-François de Paule, l’abbé François Cadiet, de la Fraternité Sacerdotale Saint-Pierre, l’abbé François Clément, du diocèse de Lausanne en Suisse et le père Puybaraud, de la Fraternité Saint-Vincent Ferrier. Mgr Rey était évidemment aussi présent, ainsi que le R.P. Louis-Marie, père abbé de l’abbaye Sainte-Madeleine du Barroux et l’abbé Jean-Pierre Gac, modérateur de la Fraternité Saint-Thomas Beckett.
Après l’homélie du cardinal, quatre membres de la Société des Missionnaires de la Miséricorde Divine ont prononcé devant Mgr Rey, leur ordinaire, un engagement d’un an, puis chacun des membres a renouvelé sa consécration à Jésus Miséricordieux.
A l’issue de la messe, le cardinal a cédé sa place à Mgr Rey pour présider la procession. Anticipant d’un jour la fête de l’Immaculée Conception, toute la paroisse a renouvelé sa consécration au Coeur Immaculé de Marie. Lors de la procession sur le port et dans les rues de Toulon, ce sont les Pénitents Noirs (de la Miséricorde) qui ont porté la statue de la Vierge.
A l’issue de la procession, Mgr Rey a solennellement accueilli les Europascouts dans son diocèse de Fréjus-Toulon, premier pas vers une reconnaissance canonique de ce mouvement scout. Le cardinal, lui-même ancien scout comme il l’a confié aux fidèles réunis, a prononcé un mot d’encouragement à l’issue de cette cérémonie d’accueil.
La journée s’est finie par un repas paroissial sur le port, au cours duquel différents représentants de la paroisse ont témoigné de leurs activités : préparation au sacrement de mariage, porte-à-porte, confrérie des Pénitents Noirs en lien avec la paroisse de la cathédrale, groupes Domus Christiani pour les familles, cours pour étudiants. Le cardinal a apprécié en disant qu’il a découvert davantage que ce qu’il espérait, et a été marqué par la jeunesse de la communauté chrétienne qu’il a rencontrée.
Toute la paroisse est consciente de la grande grâce que représente cette visite. Grâce au soutien de chaque membre de la communauté paroissiale, cette journée a été une réussite, dont les fruits se feront sûrement sentir pendant longtemps.
Merci à Mathilde Henry qui a la pris la grande majorité de ces photos.

Homélie du cardinal Castrillon Hoyos à Saint-François-de-Paule

 




fonte:http://www.diocese-frejus-toulon.com/
fonte:http://www.diocese-frejus-toulon.com/

fonte:http://www.diocese-frejus-toulon.com/

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Cardenal Darío Castrillón Hoyos, señaló que “ha llegado el tiempo de facilitar” el acceso a la liturgia Gregoriana

El cardenal Darío Castrillón, presidente de la comisión Ecclesia  Dei
Ampliar

El Presidente Emerito de la Comisión Ecclesia Dei, Cardenal Darío Castrillón Hoyos, señaló que “ha llegado el tiempo de facilitar” el acceso a la liturgia “según los libros litúrgicos promulgados por el Beato Juan XXIII en 1962”.
“El Santo Padre tiene la intención de extender a toda la Iglesia latina la posibilidad de celebrar la Santa Misa y los Sacramentos según los libros litúrgicos promulgados por el Beato Juan XXIII en 1962”, dijo el Purpurado colombiano en su intervención ante la asamblea de obispos reunidos en la V Conferencia General del Episcopado Latinoamericano y el Caribe.
“Por esta liturgia, que nunca fue abolida, y que, como hemos dicho, es considerada un tesoro, existe hoy un nuevo y renovado interés y, también por esta razón el Santo Padre piensa que ha llegado el tiempo de facilitar, como lo había querido la primera Comisión Cardenalicia en 1986, el acceso a esta liturgia haciendo de ella una forma extraordinaria del único rito Romano”, prosiguió.
Seguidamente, el Cardenal Castrillón precisó que de esta manera, “el Santo Padre quiere conservar los inmensos tesoros espirituales, culturales y estéticos ligados a la liturgia antigua. La recuperación de esta riqueza se une a la no menos preciosa de la liturgia actual de la Iglesia”.
Asimismo dijo que esta “oferta generosa del Vicario de Cristo” quiere poner “a disposición de la Iglesia todos los tesoros de la liturgia latina que durante siglos ha nutrido la vida espiritual de tantas generaciones de fieles católicos”.

fonte:http://www.redescristianas.net/

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Card . Castrillón:os sacerdotes podem decidir, sem permissão nem por parte da Santa Sé nem por parte do bispo, se celebrar a Missa no rito antigo.


Instrução sobre Summorum Pontificum no início janeiro 2009

Instrução sobre o Motu Próprio Pronto. Comissão Ecclesia Dei reforçada.

Este título foi postada no blog italiano "Pontifex" site de Bruno Volpe .
Enquanto o que diz sobre a Instrução que foi apresentada pela Ecclesia Dei ao Santo Padre concorda com as declarações públicas dos dirigentes da PCED, o resto ainda deve ser considerado como um rumor, ainda não confirmado por nenhum dos prestigiados vaticanistas.

A instrução sobre o Motu Próprio Summorum Pontificum, de 7 de Julho de 2007 que liberalizou a Santa Missa segundo o antigo rito romano, foi preparada já há algum tempo e agora está sendo examinada pelo Papa Bento XVI XVI. O texto, assinado pelo Cardeal Dario Castrillón Hoyos, Presidente da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, será assinado pelo Papa, em finais de Dezembro e publicado nos primeiros dias de janeiro de 2009.

Nas suas partes mais importantes o documento, que se tinha tornado indispensável após os muitos problemas na aplicação do Motu Próprio e formas de pura teimosia por parte de não poucos bispos (aliás devidamente denunciados em setembro pelo Vice Presidente da Comissão Ecclesia Dei, monsenhor Camille Perl), aborda dois temas cruciais: a interpretação do termo "grupo estável de fiéis" dentro de uma freguesia ordinária e o problema das Paróquias pessoais.

Foi ainda considerado numerar e indicar um número mínimo de fiéis, mas esta solução foi descartada. Segundo o documento, os fiéis tradicionalistas presentes em uma paróquia terão a plena protecção do direito para pedir a velha Missa, o bispo e se o bispo recusar (é aqui a notícia), dizendo que não há sacerdotes capazes de celebrar, de acordo com o antigo rito, naquele lugar, a Comissão Ecclesia Dei vai autoritariamente ( "di Imperio") enviar um sacerdote capaz de o fazer para aquela diocese.

Em suma, os bispos não serão mais capazes de recusar a priori para que o antigo Missa seja celebrada, pois em tais casos, a Comissão Ecclesia Dei irá enviar da sua parte um padre delegado.

O documento analisa, em seguida, o caso das paróquias pessoais, em que os tradicionalistas desejam celebrar a Missa de Natal ou o Tríduo da Páscoa segundo o antigo rito, também no caso de falta de sacerdotes, ou uma proibição pelo bispo.
A possibilidade de uma escassez de sacerdotes poderia ser prevista, e também neste caso, a Ecclesia Dei toma conta do caso.

A Santa Sé, portanto, pretende estabelecer definitivamente clareza quanto à aplicação do Motu Próprio, e por esta razão também as competências e as prerrogativas da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei vão ser melhor definidas e reforçadas. Novamente, isto deve ser tomado pelo que é, um boato, e considerado com a devida cautela.
Cardeal Dario Castrillón Hoyos concedeu uma entrevista ao L'Osservatore Romano( II Parte)

OR: Então o problema não existe?

C: É, antes, uma disputa que surgiu a partir duma falta de conhecimento. Alguns pedem permissão por exemplo, como se fosse uma concessão ou um caso excepcional, mas não há necessidade: o Papa foi claro. É um erro de algumas pessoas e alguns jornalistas acreditar que o uso da língua latina pertence apenas ao antigo rito, que, ao contrário, está também previsto no missal de Paulo VI.

Através do Motu proprio "Summorum Pontificum", o Papa oferece a todos os sacerdotes a possibilidade de celebrar missa na forma tradicional, e aos fiéis de exercer o direito de ter este rito quando as condições especificadas no Motu proprio estão preenchidas.


OR: Como é que grupos como a Fraternidade de São Pio X reagiram, a qual se recusa a celebrar o Novus ordo da Missa estabelecido após o Concílio Vaticano II?

C: Os Lefebvrianos, à partida, mantiveram que a velha forma que nunca tinha sido abolida. É claro que nunca tenha sido revogada, embora antes do Motu proprio, muitos já considera proibido.

Mas agora, ela pode ser oferecida a todos os fiéis que a desejam que, dependendo das possibilidades. Mas também é evidente que se não houver um padre adequadamente preparado, não pode ser oferecido porque não é só sobre a língua latina, mas também de conhecer o antigo uso como tal.

Temos de compreender algumas diferenças: o maior lugar para o silêncio para os fiéis, que incentiva a contemplação do mistério e oração pessoal.
Encontrando novamente espaços de silêncio hoje é para a nossa cultura não só uma necessidade religiosa.

Lembro-me de ter participado como um bispo em um encontro de alto nível de gestão empresarial , em que se falou da necessidade de o gerente ter disponível uma sala meio escura, onde se senta para pensar antes de decidir.
Silêncio e contemplação são atitudes necessárias, também hoje, sobretudo no que respeita ao mistério de Deus.

OR: Oito meses se passaram desde a promulgação do documento É verdade que ele tem atraído um grande número de adeptos também em outras realidades eclesiais?

C: O papa oferece à Igreja um tesouro que é espiritual, cultural, religioso e católico. Temos recebido cartas de aprovação de prelados também das igrejas ortodoxas, anglicanos e protestantes . Finalmente, existem alguns padres da Fraternidade de São Pio X, que, isoladamente, estão a tentar regularizar sua situação. Alguns deles já assinou a fórmula de aderência. Nós somos informados que existem fieis tradicionalistas , apegados à Fraternidade, que tenham começado a frequentar as missas no rito mais velhos oferecidos nas igrejas das dioceses ".
Entrevista Cardeal Darío

OR: Como é um regresso à "plena comunhão" possível para pessoas que estão excomungadas?

C: A excomunhão diz respeito apenas a quatro Bispos, porque foram ordenados sem o mandato do Papa e contra a sua vontade, enquanto os sacerdotes estão apenas suspensos.A Missa que ele celebram é sem sombra de dúvida válida, mas não lícita e, por conseguinte, a participação não é recomendada, a não ser em um domingo que não haja outras possibilidades.

Certamente nem os padres, nem os fiéis estão excomungados. Permitam-me reiterar, neste aspecto, a importância de uma compreensão clara das coisas para poder julgar correctamente.

OR: Não teme que a tentativa de trazer de volta dentro da Igreja homens e mulheres que não reconhecem o Concílio Vaticano II podia provocar uma alienação naqueles fiéis que vêem no Vaticano II, uma bússola para navegar a barca de Pedro, especialmente nestes tempos de constantes mudanças?

C: Em primeiro lugar, o problema quanto ao Concílio não é, na minha opinião, tão grave como poderia parecer.

De facto, os bispos da Fraternidade de São Pio X, liderados por Monsenhor Bernard Fellay, reconheceram expressamente o Vaticano II como um Concílio Ecuménico e monsenhor Fellay reafirmou isso em uma reunião com o Papa João Paulo II, e de forma mais explícita na audiência de 29 de agosto de 2005 com Bento XVI.

Também não se pode esquecer que Monsenhor Marcel Lefebvre assinou todos os documentos do Concílio.
Acho que suas críticas sobre o Concílio diz respeito à clareza de certos textos, na ausência da qual o caminho está aberto para interpretações que não estão em conformidade com a doutrina tradicional.

As maiores dificuldades são de natureza interpretativa ou têm a ver com alguns gestos no campo ecuménico, mas não com o ensinamento do Concílio Vaticano II. Trata-se de discussões teológicas, que podem ter lugar dentro da Igreja, onde, de facto, há diversas discussões sobre a interpretação dos textos do Concílio, discussões que podem continuar também com os grupos que regressam à plena comunhão.
Entrevista Cardeal Dario

OR: Então, a Igreja estende as mãos para eles, também através deste novo Motu proprio sobre a antiga liturgia?

C: Sim, sem dúvida, porque é justamente na liturgia que todo o sentido da catolicidade é expresso e ela [a liturgia] é uma fonte de unidade. Eu realmente gosto do Novus Ordo que eu celebro diariamente. Eu não tinha mais celebrado de acordo com o missal de 1962, após a reforma litúrgica pós-conciliar.

Hoje ao resumir, por vezes, o rito extraordinário, eu próprio tenho redescoberto a riqueza da velha liturgia que o Papa quer manter viva, preservando o antiga forma de tradição Romana. Nunca devemos esquecer que o último ponto de referência na liturgia, como na vida, é sempre Cristo. Temos, portanto, sem medo, também no rito litúrgico, voltar-nos para Ele, em direcção ao crucifixo, juntamente com os fiéis, para celebrar o santo sacrifício, de um modo incruento, como o Concílio de Trento, definiu a Missa.
Cardeal Dario Castrillón Hoyos concedeu uma entrevista ao L'Osservatore Romano. (I PARTE)

Na Liturgia da catolicidade e Sentido de Unidade

"Carta apostólica do Papa Bento XVI Summorum Pontificum sobre o uso da liturgia romana anterior à reforma realizada em 1970 está a fazer regressar à plena comunhão com Roma também alguns não-católicos. Os pedidos nesse sentido estão chegando depois de o papa ter renovado a possibilidade de celebram acordo com o antigo rito."

Isto diz o cardeal Darío Castrillón Hoyos, presidente da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, que nesta entrevista ao nosso jornal, após a publicação do documento papal na Acta Apostolicae Sedis, esclarece o seu conteúdo e destaca a sua importância como meio para conservar o tesouro da liturgia que remonta a São Gregório Magno e o estabelecimento de um diálogo com aqueles que, por causa da reforma litúrgica, se distanciaram da Igreja de Roma. A publicação na Acta precedida por alguns dias da nomeação por Bento XVI de Monsenhor Camille Perl, o secretário anterior, como Vice Presidente da Ecclesia Dei, e do Monsenhor Mario Marini, o antigo secretário adjunto, como secretário.

"A carta, sob a forma de Motu proprio, não se refere à actual Forma normal - a Forma ordinária - da Liturgia Eucarística, que é Missal Romano publicado por Paulo VI e, em seguida, reeditado por duas vezes pelo Papa João Paulo II, mas refere-se ao uso da forma extraordinária, que é a do Missale Romanum prévia ao Concílio, publicada em 1962 com a autoridade do Papa João XXIII. Este não é um caso de dois ritos diferentes, mas de um duplo uso único rito Romano. É a forma de celebração - explica o cardeal colombiano - "que foi usada por mais de 1400 anos. Este rito, o que poderíamos chamar gregoriano, tem inspirado as missas de Palestrina, Mozart, Bach e Beethoven, grandes catedrais e maravilhosas obras de pintura e escultura. "
Cardeal Darío"Graças ao Motu proprio não poucos têm solicitado o retorno à plena comunhão e alguns já retornaram - o presidente da Ecclesia Dei acrescenta -. Na Espanha, o" Oásis de Jesus Sacerdote ", um inteiro mosteiro enclausurado com trinta irmãs guiadas por seu fundador, já foi reconhecido e regularizado pela Comissão Pontifícia; então há casos de grupos americanos, da Alemanha e de França que estão no caminho da regularização. Finalmente, há sacerdotes em particular e leigos que nos contactam, escrevem para nós e nos pedem uma reconciliação e, por outro lado, existem outros tantos fiéis que expressam a sua gratidão para com o papa e sua alegria pelo Motu proprio ".
Osservatore Romano: Alguns têm acusado o Papa de querer impor um modelo litúrgico em que a linguagem e gestos do rito aparecem como o monopólio exclusivo do sacerdote, enquanto os fiéis seriam alheios e, portanto, excluídos de uma relação directa com Deus.

Cardeal Castrillón: Por ocasião do Baptismo do Senhor, por exemplo, Bento XVI celebrou na Capela Sistina com o rosto para o crucifixo. O Santo Padre celebra em italiano, de acordo com a forma ordinária, o que não exclui, contudo, a possibilidade de celebrar voltado para o altar e não versus populum, e que também prevê a celebração em latim.
Lembremo-nos que a forma ordinária é a Missa que normalmente todos os padres dizem, de acordo com a reforma pós-conciliar, enquanto que a forma extraordinária é a missa anterior à reforma litúrgica, que, de acordo com o Motu proprio hoje toda a gente pode comemorar, e que nunca foi proibida.
OR: Mas algumas críticas parecem ter chegado mesmo de bispos?

C: Um ou dois têm dificuldades, mas essas são apenas algumas excepções, porque a maioria concorda com o Papa. Em vez disso, encontramos algumas dificuldades práticas . É preciso que fique claro: isto não é um regresso ao passado, mas um passo em frente, porque dessa maneira você tem dois tesouros, e não apenas um.

Este tesouro, portanto, está sendo oferecido, respeitando os direitos daqueles que são sobretudo aqueles ligados à liturgia antiga. Aí então pode seguir alguns problemas a serem resolvidos com o senso comum. Por exemplo, pode acontecer que um sacerdote não tem a preparação adequada e sensibilidade cultural. Pensam só nos sacerdotes que vêm de áreas onde a língua é muito diferente do latim. Mas isso ainda não significa uma rejeição: é a apresentação de uma dificuldade real, que está a ser superada.
A nossa própria Pontifícia Comissão está pensando em organizar uma forma de ajuda aos seminários, às dioceses e às conferências episcopais.
Outra possibilidade a ser estudada é o de promover a vinda de recursos multimédia para conhecer e aprender a forma extraordinária com toda a riqueza teológica. Espiritual, e artística ligada à antiga liturgia. Além disso, parece importante também para envolver grupos de sacerdotes que já utilizam a forma extraordinária, que se ofereçam eles mesmos para celebrar e para demonstrar e ensinar a celebração de acordo com o missal de 1962.
Recentes palavras do Cardeal Castrillón Hoyos, Presidente Emérito da Pontifícia Comissão "Ecclesia Dei".

"os fiéis que desejam celebrar segundo o rito antigo não devem ser considerados como de segunda classe, mas uma parte do povo de Deus ao qual se reconheceu o direito de assistir à Missa que nutriu durante séculos o Povo cristão, e a sensibilidade de muitos santos, como São Felipe Neri, São João Bosco, Santa Teresa de Lisieux, Beato João XXIII, e São Pio de Pietralcina; e é possível assinalar que o antigo rito exprime melhor o sentido do sacrifício Cristo, que se renova em cada santa Missa. Bento XVI tem deu realização a um dos objectivos do Concílio Vaticano II, que " obedecendo fielmente à tradição, declara que a Santa Mãe Igreja considera iguais em direito e em dignidade todos os ritos legitimamente reconhecido" (Sacrosantum Concilium). Acrescenta que "o mesmo Pontífice quis que os futuros sacerdotes, já desde o tempo do seminário, sejam preparados para compreender e celebrar a Missa em latim, assim como para utilizar textos latinos, e siguir o Canto gregoriano" (Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis) .
PAPA BENTO XVI
Catedral de Notre-Dame, Paris
12 de Setembro de 2008

A sua Palavra, o Verbo, que desde sempre esteve junto d’Ele (cf. Jo 1, 1), nasceu de uma Mulher, nasceu sob a Lei, «para resgatar aqueles que estavam submetidos à Lei, a fim de que fôssemos adoptados como filhos» (Gl 4, 4-5). O Filho de Deus encarnou no seio de uma Mulher, de uma Virgem.

A vossa catedral é um vivo hino de pedra e de luz em louvor deste acto único da história da humanidade: a Palavra eterna de Deus que entra na história dos homens na plenitude dos tempos, para os resgatar mediante a oferta de Si mesmo no sacrifício da Cruz.

As nossas liturgias da terra, inteiramente dedicadas a celebrar este acto único da história, não conseguirão nunca expressar totalmente a sua densidade infinita. Sem dúvida, a beleza dos ritos nunca será bastante procurada, nem suficientemente cuidada nem assaz elaborada, porque nada é demasiado belo para Deus, que é a Beleza infinita.

As nossas liturgias terrestres não poderão ser senão um pálido reflexo da liturgia que se celebra na Jerusalém do céu, ponto de chegada da nossa peregrinação na terra. Possam, porém, as nossas celebrações aproximar-se o mais possível dela, permitindo-nos antegozá-la!
Mons. Camille Perl: os bispos têm colocado entraves na aplicação do Motu Proprio

A missa em latim vem, de fato, sendo dificultada pelos bispos. Assim denunciou em uma conferência na Cidade do Vaticano o Vice-Presidente da Comissão Ecclesia Dei, Monsenhor Camille Perl: “Na Itália a maioria dos bispos, com poucas excepções admiráveis, têm colocado entraves na aplicação do Motu Próprio sobre a missa em latim. O mesmo é preciso dizer de muitos dos Superiores Gerais proibindo os seus padres de celebrarem a missa segundo o rito antigo.”

Mons. Camille Perl
Organiza o encontro “Motu Próprio Summorum Pontificum de Sua Santidade Bento XVI - Uma riqueza espiritual para toda Igreja, um ano depois” a Associação “Giovani e tradizione”, com o patrocínio da Comissão “Ecclesia Dei .
As requisições por parte dos fiéis vêm de um núcleo de países: França, Grã-Bretanha, Canadá, Estados Unidos, da Austrália.
Na França alguns jovens sacerdotes tomaram a iniciativa, explicou Monsenhor Perl, de celebrar a missa segundo o rito de São Pio V, revista por João XXIII, sem pedir permissão para os bispos. “Além disso – disse o Secretário da Ecclesia Dei – o Papa tinha posto em suas mãos o antigo missal. Alguns bispos têm apoiado essas iniciativas, outros não”.
Mas o problema na França, como na Alemanha, é, mais geralmente, a escassez de sacerdotes: “Se acumulam na minha mesa cartas de fiéis de várias partes do mundo que reclamam a aplicação do motu proprio. Mas temos de ter em conta o facto de que o número de sacerdotes é pouco em todos os lugares. Assim, um sacerdote que já deva celebrar três ou quatro missas em um dia é incapaz de adicionar uma outra. Este é um problema especialmente nas dioceses rurais na França e na Alemanha, onde um único sacerdote tem um grande território para cobrir.”
Além disso, afirmou Monsenhor Perl, “temos de ter em conta que o rito reformado por Paulo VI está em vigor há 40 anos e há muitos padres que não sabem como a celebrar missa com o velho rito, sem contar que foram doutrinados de acordo com uma visão precisa: a saber, que a velha liturgia está superada“. “Mas também há jovens sacerdotes que querem celebrar a missa em latim, e penso que o Papa tenha feito o Motu Próprio pensando neles“.
Mesmo nos Estados Unidos, há fiéis que devem fazer grandes viagens para chegar à igreja onde se celebra a missa em latim, porque nem todos os sacerdotes querem celebrar.
Assim, disse Perl, “é preciso lembrar que um ano é pouco na vida da Igreja, e é normal que muitos fiéis estejam desapontados porque pensavam numa aplicação imediata e generalizada em todo lugar.”
No entanto, a um ano de distância o clima está mudando favoravelmente.
“Não temos nenhuma intenção de fazer o processo à nova liturgia”, mas a liturgia pós-conciliar “é uma mistura de antigo e novo que, muitas vezes, produz uma falta de harmonia e de confusão“, concluiu Monsenhor Perl.
Declarações do Cardeal Stickler
prefeito emérito dos Arquivos do Vaticano
sobre a Missa de S. Pio V
no Congresso de Christi Fideles, Nova York, maio de 1995
"A Missa nova deveria chamar-se "missa da comissão litúrgica pós-conciliar":
"Pela constituição do Vaticano II sobre a liturgia é evidente que a vontade do Concílio e a vontade da comissão litúrgica muitas vezes não coincidem, e até se opõem de maneira clara.
A missa de Paulo VI ... põe antes em evidência o aspecto geral da missa, a saber a Comunhão; o que resulta em transformar o Sacrifício naquilo que é permitido chamar um banquete.
O lugar importante dado às leituras e à pregação na nova missa, a possibilidade mesma deixada ao padre de acrescentar explicações e palavras pessoais é uma reflexão a mais sobre o que é legítimo chamar de uma adaptação à ideia protestante de culto..."
"A recente mudança na localização do altar, bem como a posição do padre de frente para a assembleia - proibidas antigamente - tornam-se hoje o sinal de uma missa concebida como reunião da comunidade."
"Santo Tomás de Aquino consagra todo um artigo para justificar o "mysterium fidei". E o Concílio de Florença confirma explicitamente o "Mysterium fidei" na fórmula da Consagração. Em nossos dias, o "mysterium fidei" foi eliminado das palavras da Consagração na nova liturgia. Por que então?
Foi concedida igualmente a licença de dizer outros cânones. O Segundo Cânon - que não menciona o carácter sacrificial da missa - tem, não há dúvida, o mérito de ser o mais curto, mas, de fato, suplantou por toda a parte o Cânon romano.
Foi assim que nós perdemos o profundo sentido teológico dado pelo Concílio de Trento."
"Por essas mesmas razões, o cânon 9 do Concílio (de Trento) estabelece a excomunhão para aqueles que afirmam que o rito da Igreja Romana no qual parte do Cânon e as palavras da Consagração são pronunciadas em voz baixa, deve ser condenado."
"O emprego do vernáculo acarretou sérias incompreensões e erros doutrinais, ele produziu a "desunião": Esta Babel de cultos públicos tem por resultado a perda da unidade externa no seio da Igreja Católica (...). Devemos admitir que, em poucos decénios, depois da reforma da língua litúrgica, nós perdemos esta oportunidade de rezar e de cantar juntos".
"Em terceiro lugar, a reforma que se seguiu ao Vaticano II destruiu ou transformou a riqueza de numerosos símbolos litúrgicos".
Alguns extractos de uma entrevista feita ao Cardeal Darío Castrillón pela Radio Vaticana

Cardeal Darío Castrillón Hoyos:- "Já João Paulo II queria dar aos fiéis que amavam o antigo rito a oportunidade de celebrar o rito que mais atendia à sensibilidade deles. O Santo Padre Bento XVI tem um amor especial pela Liturgia. Um amor que se traduz também em capacidade de estudo, de aprofundamento da própria Liturgia. Por esse motivo, Bento XVI considera a liturgia anterior à Reforma do Concílio um tesouro inestimável. O papa não quer voltar atrás. É importante saber e ressaltar que o Concílio não proibiu a liturgia de São Pio V e, ademais, é preciso dizer que os Padres do Concílio celebraram a Missa de São Pio V. Não é um voltar atrás, como alguns defendem _ porque não conhecem a realidade. Pelo contrário: o Concílio quis ser amplo nas liberdades boas dos fiéis. Uma dessas liberdades é justamente a de tomar esse tesouro, como diz o papa _ que é a Liturgia _ para mantê-lo vivo."

-Cardeal Hoyos, o que muda, na realidade, com esse Motu Proprio?

-Cardeal Darío Castrillón Hoyos:-"Com esse Motu Proprio, na realidade, a mudança não é tão grande. A coisa principal é que neste momento os sacerdotes podem decidir, sem permissão nem por parte da Santa Sé nem por parte do bispo, se celebrar a Missa no rito antigo. E isso vale para todos os sacerdotes. Os párocos são eles mesmos que na paróquia devem abrir a porta àqueles sacerdotes que, tendo a faculdade, vão celebrá-la. Portanto, não é necessário pedir nenhuma outra permissão." .

-Cardeal Hoyos, este documento esteve acompanhado de polêmicas e temores: mas o que não é verdade daquilo que foi dito ou lido?

-Cardeal Darío Castrillón Hoyos:- "Por exemplo, não é verdade que tenha sido tirado dos bispos o poder sobre a Liturgia, porque já o Código diz quem deve dar a permissão para celebrar a missa e não é o bispo: o bispo dá o celebrat _ a potestade de poder celebrar _ mas quando um sacerdote tem essa potestade, são o pároco e o capelão que devem oferecer o altar para celebrar. Se alguém o impede, cabe à Pontifícia Comissão Ecclesia Dei tomar medidas, em nome do Santo Padre, a fim de que esse direito _ que é um direito claro dos fiéis _ seja respeitado."

-Cardeal Castrillón Hoyos, na vigília da entrada em vigor do Motu Proprio, quais são seus votos?

-Cardeal Darío Castrillón Hoyos:- "A Eucaristia é a maior coisa que nós temos, é a maior manifestação do amor, do amor redentor de Deus que nos quer acompanhar com essa presença eucarística. Isso jamais deve ser um motivo de discórdia: ali deve existir somente o amor. Faço votos de que isso possa ser um motivo de alegria para todos aqueles que amam a tradição, um motivo de alegria para todas aquelas paróquias que não terão mais divisões, mas terão _ pelo contrário _ uma multiplicidade de santidade com um rito que foi certamente o fator e o instrumento de santificação por mais de mil anos. Portanto, agradecemos o Santo Padre que recuperou para a Igreja esse tesouro. Nada é imposto aos outros. O papa não impõe a obrigação; o papa impõe, porém, que se ofereça essa possibilidade onde os fiéis quiserem. No caso de um conflito, porque humanamente dois grupos podem entrar em contraste, a autoridade do bispo _ como diz o Motu Proprio _ deve intervir para evitá-lo, mas sem anular o direito que o papa deu a toda a Igreja."

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Cardinal Dario Castrillon Hoyos: «Con il Motu proprio il Papa ha voluto donare a tutti una rinnovata opportunità di usufruire dell’enorme ricchezza spirituale, religiosa e culturale presente nella liturgia del rito gregoriano. Il Motu proprio nasce come tesoro offerto a tutti, non in primo luogo per venire incontro a lamentale e richieste di qualcuno. Non pochi di quelli che prima non erano coinvolti in questa forma straordinaria del rito romano ora ne manifestano una grande stima.»



 
 
 « Però, poiché l’intenzione, la mens, del Papa è concedere questo tesoro per il bene della Chiesa, laddove non ci sono sacerdoti la cosa migliore sarebbe offrire una celebrazione secondo il rito straordinario in una delle Messe domenicali parrocchiali. Sarebbe una Messa per tutti, e tutti, anche le giovani generazioni, usufruirebbero della ricchezza del rito straordinario, per esempio di quei momenti di contemplazione che nel novus ordo sono spariti».
"Ecclesia Dei" è attenta all’applicazione del Motu proprio in fraterna armonia, comprensione e collaborazione con i vescovi. Sono da evitare attitudini di contrasto con i pastori da parte di persone, gruppi o istituzioni a motivo del Motu proprio. Certamente i pastori, in obbedienza al Papa, avranno comprensione per quei fedeli che hanno un amore speciale per la tradizione liturgica. Con i vescovi che si sono messi in contatto con noi ho trovato sempre comprensione».
«Quanto all’Ordine sacro nella forma antica c’erano la tonsura, gli ordini minori e il suddiaconato. Questa forma è ancora in uso e continuerà a esserlo negli Istituti vincolati stabilmente al rito antico, come la Fraternità San Pietro, la Fraternità San Pio X e altri Istituti. Sulla Cresima, prima ancora del Motu proprio, la Congregazione per la dottrina della fede aveva già chiarito che non c’è un conflitto tra le due formule, dato che anche la formula nuova come l’antica godono di validità e lo stesso si dica per gli altri sacramenti dove la formula è diversa.»


Il cardinale emerito della Pontificia commissione "Ecclesia Dei" spiega perché il Motu proprio di Benedetto XVI è una grande ricchezza spirituale per tutta la Chiesa. E il modo in cui i problemi, che sono emersi fino a oggi, verranno risolti.
Sua Eminenza è soddisfatto. Il telefono dell’ufficio a piano terra, nel palazzo dell’ex sant’Uffizio, vive una nuova vita. E sulle scrivanie si accumula corrispondenza da tutto il mondo. Dopo la promulgazione del Motu proprio, la Pontificia commissione "Ecclesia Dei" è infatti diventata un anello importante nell’organigramma vaticano. «Adesso ho il doppio del lavoro che avevo alla Congregazione del clero», confida il cardinale Dario Castrillon Hoyos, colombiano, 79 anni, sostenitore caloroso del ritorno a casa dei lefebvriani e dal 2000 presidente della Commissione. Nata per gestire i rapporti con la Fraternità San Pio X e i gruppi che gravitano nella galassia tradizionalista, oggi "Ecclesia Dei" è diventata un interlocutore inevitabile di diocesi e parrocchie per le controversie relative all’applicazione del rito straordinario.
Il cardinale Dario Castrillon Hoyos.
Il cardinale Dario Castrillon Hoyos
(foto M. Aceto/Grazia Neri).

  • Eminenza, a pochi mesi dalla promulgazione del Motu proprio, quale bilancio trae?
«Con il Motu proprio il Papa ha voluto donare a tutti una rinnovata opportunità di usufruire dell’enorme ricchezza spirituale, religiosa e culturale presente nella liturgia del rito gregoriano. Il Motu proprio nasce come tesoro offerto a tutti, non in primo luogo per venire incontro a lamentale e richieste di qualcuno. Non pochi di quelli che prima non erano coinvolti in questa forma straordinaria del rito romano ora ne manifestano una grande stima. Tra i fedeli distinguerei tre gruppi: coloro che sono vincolati in forma quasi organica con la Fraternità San Pio X; quelli della Fraternità San Pietro e, infine, il gruppo più importante e numeroso, formato da persone affezionate alla cultura religiosa di tutti i tempi, che oggi scoprono l’intensità spirituale del rito antico e, tra questi, numerosi giovani. In questi mesi sono nate nuove associazioni di persone appartenenti a quest’ultimo gruppo».

  • A proposito della ricchezza, alcuni liturgisti sottolineano il fatto che il rito straordinario non offre la ricchezza biblica introdotta dal novus ordo...
«Costoro non hanno letto il Motu proprio, perché il Papa afferma che le due forme si devono arricchire mutuamente. Ed è evidente che tale ricchezza liturgica non va sprecata. Nel novus ordo con gli anni si legge praticamente tutta la Bibbia, e questa è una ricchezza che non si oppone, ma va integrata nel rito straordinario».

  • Un’altra obiezione è sul pericolo che celebrazioni separate e diverse possano creare comunità separate...
«È una molteplicità che arricchisce, è una più ampia libertà culturale che il Papa introduce in una forma audace. Del resto nelle parrocchie ci sono molte differenze nelle celebrazioni, e non voglio parlare degli abusi, perché non sono gli abusi la ragione principale del Motu proprio».


 
Il suo segretario, monsignor Camille Perl, ha annunciato che a breve ci sarà un documento di chiarimento sul Motu proprio. Quando uscirà?

«È stato il cardinale Bertone ad annunciarlo, e ha il diritto a farlo. Ma io, che sono un servitore del Papa, lo annuncerò solo quando lo dirà il Papa. La nostra Commissione ha riferito al Pontefice che da ogni parte del mondo arrivano tante domande, moltissime giustificate, altre dovute a mancanza di conoscenza. Il Santo Padre, e solo lui, dirà se conviene fare un tale documento e quando».

  • Quali sono le domande che vi sono arrivate e che meriterebbero una risposta?
«La prima riguarda il latino, perché – dicono – celebrare in una lingua che non si conosce non è conveniente. Purtroppo i seminaristi, ma anche alcuni sacerdoti, non lo hanno studiato e quindi per loro è difficile celebrare nella forma straordinaria. Per farlo dovrebbero almeno conoscere il canone della Messa, la parte della consacrazione. Noi in "Ecclesia Dei" ci stiamo attrezzando e stiamo preparando incontri, corsi e comunicazione informatica per una profonda conoscenza della liturgia anteriore. Alcuni corsi già sono attivi in Francia, Germania, in Brasile, in America centrale e negli Stati Uniti. A Toledo, in Spagna, per esempio, si sta valutando se conviene fare un seminario extra per la preparazione al rito straordinario o dare corsi speciali nel seminario della diocesi. In generale si nota un interesse di ritorno per il latino nel mondo accademico. È stato triste in questi anni constatare l’abbandono non solo della lingua, ma anche di certi contenuti teologici collegati alla precisione semantica della lingua latina».

L'elevazione nel rito preconciliare.
L’elevazione nel rito preconciliare
(foto D. Giagnori/Eidon).

  • Altro problema è la carenza di preti...
«Se in una diocesi mancano sacerdoti e solo tre o quattro fedeli chiedono il rito straordinario, è una cosa di buon senso pensare che sia difficile soddisfare questa domanda. Però, poiché l’intenzione, la mens, del Papa è concedere questo tesoro per il bene della Chiesa, laddove non ci sono sacerdoti la cosa migliore sarebbe offrire una celebrazione secondo il rito straordinario in una delle Messe domenicali parrocchiali. Sarebbe una Messa per tutti, e tutti, anche le giovani generazioni, usufruirebbero della ricchezza del rito straordinario, per esempio di quei momenti di contemplazione che nel novus ordo sono spariti».

  • Quindi lei sostiene che, se pure non c’è un gruppo consistente e stabile, in futuro si pensa di offrire una delle Messe domenicali nel rito straordinario?
«Riterrei di sì. D’altra parte questa possibilità era già stata approvata all’unanimità nel 1986 da una commissione cardinalizia nella quale era presente anche il cardinale Ratzinger, ma allora non era diventata operativa. Adesso sarei sicuro che potrebbe realizzarsi».

  • Un altro punto da chiarire è la definizione di "gruppo stabile e consistente". Cosa si intende esattamente?
«È una questione di buon senso: perché fare un problema se le persone che chiedono il rito vengono da parrocchie diverse? Se si riuniscono e insieme chiedono una Messa, diventano gruppo stabile, anche se prima non si conoscevano. Anche il numero è una questione di buona volontà. In alcune parrocchie, specialmente di campagna, nei giorni feriali le persone che partecipano alla Messa ordinaria sono tre o quattro e lo stesso avviene in non poche case religiose. Perché se quelle stesse tre persone chiedono la Messa antica sarebbe pastoralmente necessario rifiutarla?».

Fedeli in preghiera durante una Messa in latino nella chiesa della Santa Trinità, a Boston.
Fedeli in preghiera durante una Messa in latino nella chiesa
della Santa Trinità, a Boston
(foto M. Dwyer/AP/La Presse).

  • Quindi il futuro documento dovrebbe essere più accogliente delle richieste dei pochi?
«Sì, ma bisogna intenderlo non come qualcosa che va a scapito degli altri, della maggioranza, ma per il loro arricchimento e sempre evitando ogni pur minima forma di contrapposizione».

  • C’è poi il problema dei sacramenti: penso al rito dell’Ordinazione o a quello della Cresima, che fa riferimento a un codice di diritto canonico diverso e usa formule diverse...
«Certamente a prima vista ci sono alcuni problemi con riguardo all’Ordine sacro, alla Cresima e anche concernenti alla diversità di calendario. Quanto all’Ordine sacro nella forma antica c’erano la tonsura, gli ordini minori e il suddiaconato. Questa forma è ancora in uso e continuerà a esserlo negli Istituti vincolati stabilmente al rito antico, come la Fraternità San Pietro, la Fraternità San Pio X e altri Istituti. Sulla Cresima, prima ancora del Motu proprio, la Congregazione per la dottrina della fede aveva già chiarito che non c’è un conflitto tra le due formule, dato che anche la formula nuova come l’antica godono di validità e lo stesso si dica per gli altri sacramenti dove la formula è diversa. Con riguardo ai calendari che non sempre coincidono, si presentano effettivamente dei problemi come nel caso delle feste dei patroni di una parrocchia, dei santuari, di congregazioni e istituti religiosi, ecc. Con prudenza e buon senso si faranno gli accomodamenti necessari e anche di questo si occupa la Pontificia commissione "Ecclesia Dei"».

  • Che tempi prevede per la riconciliazione con la Fraternità San Pio X?
«Ci sono segnali positivi, c’è un dialogo non interrotto. Ancora qualche giorno fa ho scritto una nuova lettera a monsignor Fellay, superiore della Fraternità, come risposta a una sua precedente. Oltre agli incontri e alla corrispondenza, ci sentiamo anche al telefono. Ritengo viabile la riconciliazione con la Fraternità San Pio X perché, come spesso abbiamo detto a "Ecclesia Dei", non si tratta di un vero scisma ma di una situazione anomala nata dopo l’"azione scismatica" di monsignor Lefebvre nel conferire l’episcopato senza mandato pontificio, anzi contro la volontà espressa del Papa. Nel mio cuore ho la grande fiducia che il Santo Padre riuscirà a ricucire il tessuto della Chiesa con l’arrivo di questi fratelli alla piena comunione. Rimarranno sempre alcune differenze, come sempre abbiamo avuto nella storia della Chiesa».

Vescovi e cardinali durante una Messa in San Pietro, a Roma.
Vescovi e cardinali durante una Messa in San Pietro, a Roma
(foto D. Giagnori/Eidon).

  • Ma con i lefevbriani c’è anche un problema di accettazione del dialogo ecumenico...
«Sì, in effetti ci sono difficoltà con l’interpretazione di testi del Concilio al riguardo e con alcune concrete prassi ecumeniche, ma nessun vescovo della Fraternità di San Pio X dirà che non bisogna cercare l’unità dei cristiani».

  • Dopo il Motu proprio qualcuno della Fraternità San Pio X è tornato in comunione con la Chiesa di Roma?
«Sì, e altri hanno volontà di farlo. Ma io ho la speranza che venga l’intero gruppo, non vorrei che si dividessero. Se però arriva il singolo e dice che vuole fare subito l’unità con il Papa, lo si deve accettare. Il Motu proprio ha fatto avvicinare anche altre persone. Per esempio, il 28 marzo scorso, ho ricevuto la lettera di un vescovo non cattolico, che ha deciso di entrare nella Chiesa cattolica con altri vescovi e preti che celebrano la Messa tridentina».

  • I nuovi poteri di "Ecclesia Dei" non entrano in conflitto con il ministero dei vescovi?
«Il Papa, che ha l’autorità su tutta la Chiesa, su ognuno dei fedeli e dei vescovi, ha stabilito le nuove norme nel Motu proprio, e la Pontificia commissione è solo uno strumento al servizio del Vicario di Cristo perché venga realizzata la sua decisione. "Ecclesia Dei" è attenta all’applicazione del Motu proprio in fraterna armonia, comprensione e collaborazione con i vescovi. Sono da evitare attitudini di contrasto con i pastori da parte di persone, gruppi o istituzioni a motivo del Motu proprio. Certamente i pastori, in obbedienza al Papa, avranno comprensione per quei fedeli che hanno un amore speciale per la tradizione liturgica. Con i vescovi che si sono messi in contatto con noi ho trovato sempre comprensione».

Membri della Fraternità San Pietro durante una celebrazione nel loro quartier generale di Wigratzbad (Germania).
Membri della Fraternità San Pietro durante una celebrazione
nel loro quartier generale di Wigratzbad (Germania).

  • Nell’introduzione alla ristampa del Compendio di Liturgia pratica di Trimeloni, lei scrive che il Papa si avvale della Pontificia commissione "Ecclesia Dei" perché nella diversità delle forme cultuali possa risplendere la ricchezza dei tesori di fede e spiritualità della Sposa di Cristo. In cosa consiste la differenza tra la liturgia di Giovanni XXIII e quella riformata da Paolo VI?
«Papa Giovanni ha incorporato anche la liturgia nel suo desiderio di dialogo della Chiesa con la cultura contemporanea. Paolo VI ha dato organicità alle riforme nate da questo desiderio. Lo Spirito Santo, che sempre accompagna la Chiesa, ispira i cambiamenti necessari in ogni momento della storia, senza rottura violenta del processo di perfezionamento che Egli stesso ha ispirato nel decorso storico. Benedetto XVI, con questo Motu proprio, accomuna le ricchezze dei due momenti del processo, sanando anche, così, il disagio di quanti hanno creduto che nel campo liturgico c’era stata una rottura inaccettabile».

  • Dopo la riformulazione della preghiera del Venerdì Santo si è detto che si tornava indietro di 40 anni nel dialogo ebraico-cristiano. Si aspettava queste critiche?
«Non è cosa buona pregare per i nostri fratelli figli di Abramo? Abramo è padre della fede, ma in una catena salvifica nella quale si aspetta il Messia. E il Messia è arrivato. Negli Atti degli apostoli leggiamo che, in un giorno, si sono convertiti 5 mila ebrei. Non contesto la preghiera del novus ordo, ma considero perfetta quella attuale del rito straordinario. E prego volentieri per la conversione dei miei tanti amici ebrei, perché credo veramente che Gesù è figlio di Dio e il Salvatore di tutti».

Vittoria Prisciandar
fonte:http://www.sanpaolo.org/jesus/

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Some Words on the Motu Propio and the Tridentine (Gregorian) Mass By Cardinal Hoyos, President Emeritus of the Ecclesia Dei Commission


mass1web


Cardinal Hoyos, Ecclesia  Dei
Cardinal Castrillón Hoyos is the president of the Vatican's Ecclesia Dei Commission, a commission originally started by Pope John Paul II to administer and manage the use of the Tridentine Mass. Pope Benedict XVI has kept Cardinal Hoyos in this position. On June 14, 2008, Cardinal Hoyos granted an interview to the press in London. Some highlights of his comments are presented here.
Reuters: In some parts of the world there is resistance by local bishops to allowing the faithful the freedom to celebrate the Extraordinary Form. What do you recommend that the faithful do?
Cardinal Hoyos: Be informed! Bishops and faithful do not understand the meaning of the Motu Proprio. Many of the difficulties come because they don’t know the reality of the Gregorian Rite - this is the just name for the Extraordinary Form, because this Mass was never prevented, never. Today for many bishops it is difficult because they don’t have priests who know Latin. Many seminaries give very few hours to Latin - not enough to give the necessary preparation to celebrate the Extraordinary Form well.

Others think that the Holy Father is going against the Second Vatican Council. That is absolute ignorance. The Fathers of the Council never celebrated a Mass other than the Gregorian one. It [the Novus Ordo] came after the Council... The Holy Father, who is a theologian and who was in the preparation for the Council, is acting exactly in the way of the Council, offering with freedom the different kinds of celebration. This celebration, the Gregorian one, was the celebration of the Church during more than a thousand years. Most of our saints grew out of this rite.

Others say one cannot celebrate with the back to the people. This is ridiculous. The Eucharist is offered to the Father. The Son of God has sacrificed Himself to the Father, with His face to the Father. It is not against the people. It is for the people. To face east is not lack of courtesy to the people.
Daily Telegraph: So would the Pope like to see many ordinary parishes making provision for the Gregorian Rite?
Cardinal Hoyos: All the parishes. Not many - all the parishes, because this is a gift of God. He offers these riches, and it is very important for new generations to know the past of the Church. This kind of worship is so noble, so beautiful - the deepest theologians’ way to express our faith. The worship, the music, the architecture, the painting, makes a whole that is a treasure. The Holy Father offers to all the people this possibility, not only the groups who demand it, but so that everybody knows this way of celebrating the Eucharist in the Catholic Church.
Daily Telegraph: What would be the practical steps for ordinary parishes [to prepare for the Gregorian Rite]?
Cardinal Hoyos: The parish priest should select an hour on Sundays to celebrate the Mass, and prepare the community with catechesis to understand it, to appreciate the power of the silence, the power of the sacred way in front of God, the deep theology, to discover how and why the priest represents the person of Christ and to pray with the priest.
The Tablet: Your Eminence, I think many Catholics are rather confused by this new emphasis on the Tridentine Rite, mainly because we were taught that the new Rite represented real progress, and many of us who have grown up with it see it as real progress, that there are Eucharistic ministers, women on the sanctuary, that we are all priests, prophets and kings. This new emphasis to many of us seems to deny that.
Cardinal Hoyos: What is progress? ‘Progredire’ means [offering] the best to God... I am surprised, because many young people are enthusiastic about the celebration of the Gregorian Rite.
The Tablet: Should it therefore supersede the new Rite? Should we go back?
Cardinal Hoyos: It is not going back: it is taking a treasure which is present, but was not provided.
Daily Telegraph: There is great enthusiasm among younger Catholics for the Extraordinary Form and they are deeply grateful to the Holy Father.
Cardinal Hoyos: Progress is important but what is it? Progress is discovering contemplation. Silence is needed. A person who has no time for silence is a poor person. The Holy Mass is sacrifice - Golgotha, Calvary, the Cross of Christ - contemplate this. This is freedom, redemption. This Victim will be our Judge. Sacrifice first, the meal afterwards.
The Tablet: Can this not be expressed in the new rite?
Cardinal Hoyos: Yes, but the forty years experience has not always been good. Many abandoned the sense of adoration. We are brothers but not saved as brothers. The sacrifice saves us. The mystery saves us. We sing because we are brothers. We sing because we are celebrating, but we keep silent because we are in front of the mystery. The new rite can express this, but so many abuses led to people and children abandoning the Mass and the Church. The Extraordinary Form is a Mass of signs, of the presence of God, of progress!
Daily Telegraph: Have we gone beyond the “stable group”?
Cardinal Hoyos: It’s a matter of common sense. In every bishop’s household there is a chapel and there are maybe three or four persons. This is a stable group... It is not possible to give two persons a Mass, but two here, two there, two elsewhere - they can have it. They are a stable group.
The Tablet: You mentioned abuses in the new rite post-Vatican II. What are they?
Cardinal Hoyos: So many. Priests celebrating in clown’s clothing with a wig and painted lips - a travesty. A priest celebrating Sunday Mass wearing a mini skirt. Another priest who invited a Protestant minister to celebrate the Eucharist. And another who introduced his wife and sons before celebrating Mass. There is an atmosphere which makes for abuses and that must be changed. In my poor opinion the new presence of the Gregorian Rite will help us to take seriously the identity of our Faith, respecting all the other ways of thinking but keeping strongly our identity with Christ, with Christ in Calvary, with Christ in Golgotha, with Christ offering His blood for our salvation.
The entire interview can be read here.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Card. Darío Castrillón:Con el motu proprio Summorum Pontificum quedó permitida, o más que permitida ofrecida, a todos los sacerdotes del mundo la misa



*Declaraciones de Su Eminencia Reverendísima a RCN Radio de Colombia:

“ Con el motu proprio Summorum Pontificum quedó permitida, o más que permitida ofrecida, a todos los sacerdotes del mundo la misa del rito anterior. Todo sacerdote tiene derecho; el obispo no puede impedir que los sacerdotes celebren en el rito antiguo, y en las casas religiosas no se puede impedir. Y a petición de un grupo de fieles se debe ofrecer la misa.”
Publicado por Fraternidad de Cristo Sacerdote y Santa María Reina