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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O Calvário e a Missa - Arcebispo Fulton J.Sheen




IN NOMINE PATRIS, ET FILII,
ET SPIRITUS SANCTI



Introibo ad altare Dei



Iudica me, Deus

Confiteor Deo Omnipotenti

Oramus te, Domine, per merita
sanctorum tuorum


Introitus

Gloria in excelsis Deo!


Dominus vobiscum


Oremus (Collecta)


Lectio Epistolae


Munda cor meum ac labia mea


Sequentia Sancti Evangelii

Credo


Oblatio hostiae

...da nobis per huius aquae et vini mysterium...


Lavabo inter innocentes manus meas

Suscipe, Sancta Trinitas, hanc immaculatam hostiam


Orate fratres


Praefatio


Sanctus, Sanctus, Sanctus

Incipit Canon


Memoria sanctorum et memento vivorum


Salve, salutaris victima, pro me et humano
generis in patibulo Crucis oblata
!


Sacrificium verum et propitiatorius


Salve, nobilis et pretiose sanguis de vulneribus
crucifixi Domini mei Iesu Christi profluens!


Hostiam puram, Hostiam sanctam, Hostiam immaculatam


Memoria martyrum et memento vivorum

Per Ipsum, et cum Ipso et in Ipso


Pater noster


Fractio panis


Agnus Dei, qui tollis peccata mundi


Sanguis Domini nostri Iesu Christi custodiat
animam meam in vitam aeternam. Amen.

Corpus Domini nostri Iesu Christi custodiat
animam tuam in vitam aeternam. Amen.


Benedicat vos Omnipotens Deus


In principio erat Verbum

Fonte:miscellanea catholica

O púlpito, onde as palavras de Jesus são repetidas, não nos une a Ele; o coro, no qual os suaves sentimentos são cantados, não nos aproxima tanto da Sua Cruz. Um templo sem altar de sacrifício não existiu entre os próprios povos primitivos, e nada significa entre os cristãos. Na Igreja Católica é, pois, o altar, e não o púlpito, ou o coro, ou o órgão, que representa o centro de amizade, pois é ali que se renova a memória da Paixão.
... A Missa é o maior acontecimento da história da humanidade: o único Ato sagrado que afasta a ira de Deus de um mundo pecador, porque eleva a Cruz entre a terra e o Céu, renovando assim aquele decisivo momento em que a nossa triste e trágica humanidade viu desenrolar-se na sua frente o caminho para a plenitude da vida sobrenatural.

... Não é possível fugirmos à cruz, a não ser que façamos o que fizeram os Fariseus ou vendendo Cristo, como o fez Judas, ou crucificando-O, tal como fizeram os seus carrascos. Todos nós vemos a Cruz, quer para abraçá-la, para nos salvarmos, quer fugindo dela, para nos perdermos.

Como é, porém, que a cruz se torne visível?
Como se perpetuou e renovou o cenário do Calvário?

No Santo Sacrifício da Missa, porque, quer no Calvário, quer durante o Santo Sacrifício, o Sacerdote e a Vítima são os mesmos. As sete palavras derradeiras são idênticas às sete partes da Missa. Assim como as sete notas musicais comportam uma infinita variedade de harmonias e combinações, também na Cruz há sete notas divinas que o Cristo moribundo fez soar através dos séculos e que, no seu conjunto, constituem a sublime melodia da Redenção do mundo.

Cada palavra é uma parte da Missa.

A primeira, "Perdoai-lhes", representa o Confiteor; a segunda, "Hoje estarás comigo no paraíso", é o Ofertório; a terceira, "Mulher, eis aqui o teu filho", é o Sanctus; a quarta, "Por que me abandonaste?", é a Consagração; a quinta. "Tenho Sede", é a Santa Comunhão; a sexta, "Tudo está consumado", é o "Ite missa est"; a sétima, "Pai, nas Vossas mãos entrego o Meu espírito", é o Último Evangelho.

Representai, pois, na vossa idéia, o Sumo Sacerdote, Cristo, saindo da sacristia do Céu para o altar do Calvário. Ele já se revestiu da nossa natureza humana, colocou no braço o manípulo do nosso sofrimento, a estola do sacerdote, a casula da Cruz. O Calvário é a Sua Catedral; a rocha do Calvário é a pedra do altar; o rubor do sol poente a lâmpada do Santuário; Maria e João são as imagens vivas dos altares laterais; a Hóstia é o Corpo de Jesus; o vinho o Seu sangue. Ele está de pé, como sacerdote, e prostrado, como vítima.


Confissão (1ª Parte)

“Pai, perdoai-lhes, porque eles não sabem o que fazem”. (Lc 23,34)

A Missa principia com a confissão. A confissão é uma prece na qual confessamos os nossos pecados e pedimos à Nossa Mãe Santíssima e aos Santos para que intercedam junto de Deus pelo nosso perdão, pois apenas os limpos de coração poderão ver a Deus. Nosso Senhor inicia também a Sua Missa com a Confissão, embora ela seja diferente da nossa neste ponto: Ele é Deus e, portanto, sem pecado. “Qual de vós me arguirá de pecado?” A sua Confissão não pode, portanto, ser uma prece pelo perdão dos Seus pecados, mas sim uma oração pelo perdão dos nossos pecados.

Outros teriam gritado, amaldiçoado, ter-se-iam contorcido, quando os cravos atravessaram os Seus pés e as Suas mãos. Nem a revolta nem a vingança encontram, porém, lugar no peito do Salvador; os Seus lábios não proferem uma única exclamação de represália contra os Seus algozes, nem sequer murmuram uma prece para obter mais forças que Lhe ajudem a suportar as Suas dores.

O Amor Incarnado esquece a angústia e, naquele momento da agonia concentrada, revela algo na altura, da profundidade e inspiração do maravilhoso amor de Deus, quando Jesus pronuncia a sua Confissão: “Pai, perdoai-lhes, porque eles não sabem o que fazem”.

Ele não disse “Perdoa-Me”, mas sim “perdoai-lhes”. O momento da morte era, certamente, o mais adequado para provocar a confissão do pecado, porquanto a consciência, na solenidade das últimas horas, afirma a sua autoridade. Nem sequer esboço de contrição se escapou dos Seus lábios. Jesus associou-Se aos pecadores, mas nunca Se associou ao pecado. Tanto na morte como na vida, Ele nunca teve a consciência de ter descurado um único dever para com Seu Pai Celestial. E porque? Porque um homem imaculado, absolutamente isento de culpa, é algo mais que um homem – é Deus. E é nisso que reside a diferença.

Nós vamos buscar as nossas orações às profundidades da nossa consciência do pecado: a própria palavra “perdoa”, prova que Ele é o Filho de Deus. Repare-se nos termos em que Jesus pediu a Seu Pai que nos perdoasse - “Pai, perdoai-lhes, porque eles não sabem o que fazem”.

Quando alguém nos ofende ou censura sem razão, nós comentamos amargamente a falta de conhecimento de quem assim procede. Quando, porém, nós pecamos contra Deus, Ele encontra uma desculpa para perdoar – a nossa ignorância.

Não há redenção para os anjos caídos. As gotas de sangue que caem da Cruz, na Missa de Sexta-Feira Santa de Cristo, não tombam sobre as suas cabeças. E porque? Porque eles sabiam o que faziam. Eles previam as conseqüências dos seus atos, tão claramente como nós vemos que dois mais dois são quatro, e que uma coisa não pode existir e deixar de existir, ao mesmo tempo. Verdades desta natureza, uma vez compreendidas, não podem ser refutadas, pois são irrevogáveis e eternas.

Foi essa razão pela qual, quando os anjos decidiram revoltar-se contra o Altíssimo, não puderam voltar atrás com a sua decisão. Eles sabiam o que estavam a fazer!

Conosco, no entanto, é diferente. Nós não vemos as conseqüências dos nossos atos com a mesma clareza, porque somos mais ignorantes que os anjos. Se, contudo, soubéssemos que cada pecado de orgulho tece uma coroa de espinhos para a fronte de Jesus; se soubéssemos que cada transgressão dos Seus Divinos Mandamentos é a negação da própria Cruz; se soubéssemos que os atos da avareza e soberba correspondem aos cravos que trespassam as mãos e pés de Jesus; se, conhecendo a bondade de Deus, continuássemos a pecar, nunca teríamos sido salvos.

É apenas a nossa ignorância do infinito amor do Sagrado Coração que nos abrange na prece da Sua Confissão, pronunciada do alto da Cruz: “Pai, perdoai-lhes porque eles não sabem o que fazem.”

Estas palavras devem ser gravadas no íntimo das nossas almas, e não constituírem desculpa para a nossa reincidência no pecado, mas serem, antes, um motivo de contrição e penitência. O perdão não é uma negação do pecado. Nosso Senhor não nega o horrível fato do pecado, e é precisamente neste ponto que o mundo erra, pois considera-o como que um retrocesso ao processo evolucionário, uma sobrevivência de influências do passado e identifica-o com a verbosidade psicológica. Numa palavra, o mundo moderno nega o pecado.

Nosso Senhor lembra-nos que ele é a mais terrível de todas as realidades. Sendo assim, porque, é, porém, que Ele deu uma cruz àqueles que não pecam? Porque é que deixou derramar sangue inocente? Porque é que estão ligados ao pecado, sentimentos horríveis, como a cegueira moral, a covardia, o ódio e a crueldade? Porque é que Ele saiu do reino do imaterial, revestiu a forma material, e permitiu que a Inocência fosse crucificada num madeiro?

Jesus, que amou os homens até a ponto de morrer por eles, permitiu que o pecado exercesse a sua vingança sobre Ele, para mostrar todo o horror representado pela crucifixão de Aquele que mais amava. Aqui, não há, portanto, negação do pecado; a despeito de toda a monstruosidade que ele representa, a Vítima perdoa. A morte de Jesus revela a suprema depravação do pecado, mas tem também a marca de perdão divino. Sendo assim, não há homem que, olhando para um crucifixo, possa afirmar que o pecado não uma coisa grave, nem também possa asseverar que ele não tem perdão.

Pela maneira como sofreu, Jesus revelou a realidade do pecado. Pela maneira como suportou os seus tormentos, Ele revela a Sua compaixão pelo pecador. Ele é a Vítima que sofreu e perdoa. Assim na Vítima, tão humanamente bela, tão divinamente adorável, qualquer de nós pode recordar um Grande Crime e um Grande Perdão. Sob o escudo, que é o sangue de Cristo, podem abrigar-se os maiores pecadores, pois esse sangue tem o poder de sustar as marés da vingança que ameaçam submergir o mundo.

O mundo pode explicar o pecado à sua maneira e desculpá-lo; só, no Calvário, podemos encontrar o perfeito conhecimento da divina contradição do pecado perdoado. A renúncia voluntária e o divino amor transformam o pecado na ação mais nobre e na mais suave e piedosa súplica que o mundo jamais viu e ouviu – a Confissão de Cristo: "Pai, perdoai-lhes, porque eles não sabem o que fazem”.

Aquela palavra “perdoai”, que soou do alto da Cruz naquele dia em que o pecado se ergueu a toda a altura e com toda a sua força, para ser vencido pelo Amor, produziu um eco que ainda não se extinguiu.

Pouco antes da Sua Morte, o Divino Salvador instituía os meios para prolongar o perdão, através do espaço e do tempo, até ao fim do mundo. Reunindo à Sua volta os membros da Sua Igreja, Ele disse aos Seus Apóstolos: “Aquele a quem perdoardes os pecados serão perdoados”. Em qualquer ponto do mundo dos nossos dias, desde então, os sucessores dos Apóstolos têm o poder de perdoar. Não nos cabe perguntar:

Mas, como pode um homem absolver os pecados, se, realmente, um homem não tem esse poder? É Deus quem perdoa, por intermédio do homem. Pois não foi essa a maneira como Ele perdoou àqueles que o pregaram na Cruz, visto que estava revestido da natureza humana? Não será, pois, razoável esperar que Ele nos perdoe os pecados por intermédio de outras naturezas humanas, às quais Ele conferiu esse poder?

E onde encontraremos essas naturezas humanas? Lembro, a propósito, a história daquela caixa, cujo conteúdo fora durante muito tempo ignorado e até ridicularizado pela sua provável insignificância, até ao dia em que foi aberta e se descobriu que encerrava o coração de um gigante. Esse caixa existe em todas as igrejas católicas, e damos-lhe o nome de confessionário. Alguns ignoram-na, ou escarnecem-na; mas a verdade é que nela se contém o Sagrado Coração de Jesus que perdoa aos pecadores, por meio da mão do sacerdote que se ergue, tal como Ele perdoou, quando as Suas mãos se ergueram e foram pregadas nos braços da Cruz.

Na realidade, existe apenas o perdão de Deus. A exclamação “Perdoai-lhes”, foi proferida uma vez – num ato divino e eterno, com o qual a humanidade entrou em contacto através dos tempos. Assim como não podemos ouvir as melodias e palavras que pairam no ar, a não ser que liguemos os rádio-receptores, também as nossas almas só podem sentir a alegria eterna da divina exclamação “Perdoai-lhes”, acorrendo ao confessionário, onde nos será dado ouvir a divina palavra soltada do alto da Cruz.

Deus deseja que, em vez de negar a culpa, o espírito dos nossos dias a admita, olhe para a Cruz, em busca do perdão; Deus quer que as consciências desassossegadas, que não podem encarar a luz e receiam as trevas, procurem alívio, não no domínio da medicina, mas sim na Divina Justiça.

Aqueles cujos espíritos estão imersos nas sombras, devem recorrer à confissão, único meio de expurgar as suas culpas. Em vez de enxugar as suas lágrimas em silêncio, os pobres mortais devem procurar a mão que lhes enxugue o pranto e os absolva. A maior tragédia da vida humana não é, precisamente, aquilo que às almas acontece, mas sim aquilo que lhes falta.

E haverá maior tragédia do que a falta de paz, provocada pelo estado de pecado, cuja absolvição se não procura?

A confissão, proferida aos pés do altar, é uma declaração da nossa ausência de merecimento: o “Confiteor” da Cruz é a nossa esperança de perdão e absolvição. As feridas do Salvador foram terríveis; a pior de todas, porém, será aquela que for infligida pelas nossas culpas.

O “Confiteor” pode salvar-nos, pois, quando o pronunciamos, admitimos que carecemos de perdão, e muito mais do que podemos supor.

Conta-se que certa religiosa, estando um dia a limpar do pó uma pequena imagem do Salvador, a deixou cair. Apanhou-a, intacta, beijou-a e colocou-a no seu lugar, dizendo: “Se não tivésseis caído, não teríeis recebido este ósculo”. Penso, a propósito, se Deus Nosso Senhor seria para nós o que é, se jamais tivéssemos pecado, pois, se assim fosse, não poderíamos chamar-Lhe “Salvador”.

(O Calvário e a Missa- Bispo Fulton J.Sheen – 1ª Parte)

O Calvário e a Missa - 2ª Parte : O Ofertório


O Ofertório
"Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso". (Lc. 23,43)

Chegamos agora ao Ofertório da Missa, pois Nosso Senhor oferece-Se ao Seu Pai Celestial. Para nos lembrar, porém, que não Se oferece sozinho, mas sim em união conosco, Ele junta à Sua oferta a alma do ladrão crucificado à Sua direita. Para que a Sua ignomínia fosse mais completa, num golpe de maldade suprema, crucificaram-nO entre dois ladrões.

Durante a Sua vida, Jesus andara entre os pecadores; foi, pois, entre eles que Lhe ergueram a Sua cruz. O Salvador modificou o quadro, e fez dos dois ladrões dois símbolos - a ovelha e o bode - representando assim aqueles que estarão à Sua direita e à Sua esquerda, quando Ele descer, por entre as nuvens do Céu, com a Sua Cruz triunfante, a julgar os vivos e os mortos.
Ambos os ladrões, a princípio, revoltaram-se e blasfemaram; mas um deles, aquele a quem a tradição chamou Dimas, voltou a sua cabeça para ler na face do Salvador crucificado a resignação e a dignidade.

Tal como um pedaço de carvão arremessado ao fogo se transforma numa brasa resplandecente, luminosa, também a alma escura daquele ladrão, arremessada às chamas da crucificação, se abrasou no amor do Coração Divino. Enquanto o ladrão da esquerda dizia: "Se és o Cristo, salva-Te e salva-nos", o ladrão arrependido censurava-o; "Não temes a Deus, visto que sofreste a mesma condenação. Nós padecemos justamente, ao passo que este homem nenhum mal praticou". Este mesmo ladrão proferiu então uma prece, não para solicitar um lugar nos céus, mas sim e apenas para não ser esquecido. "Lembra-Te de mim, quando estiveres no Teu reino".

Tal tristeza e fé não podiam ficar sem recompensa. Naquela ocasião, em que o poderio de Roma não consegiu que Jesus falasse, quando os Seus amigos julgavam que tudo estava perdido, e em que os Seus inimigos se julgavam vencedores, o Salvador quebrou o silêncio. Ele, o Crucificado, transformou-Se em Juiz; Ele, o Crucificado, transformou-Se no Divino Protetor de almas: "Eu te digo, hoje estarás comigo no Paraíso".

Por meio dessas palavras, Nosso Senhor, que estava a oferecer-Se a Seu Pai, como grande holocausto, juntava à Sua oferta, na patena da Cruz, a primeira hóstia humilde, jamais oferecida na Missa - a hóstia do ladrão arrependido; uma brasa tirada da fogueira; um feixe desprezado, esquecido pelos ceifeiros da terra; o grão moído da crucificação e transformado em pão pela Eucaristia.

O Salvador não sofre sozinho na Cruz, pois sofre conosco. E foi essa a razão pela qual Ele uniu o sacrifício do ladrão ao Seu próprio sacrifício. É o que significam as palavras de São Paulo quando diz que devemos sofrer aquelas penas que são necessárias aos sofrimentos de Cristo. Isto não significa que Nosso Senhor não sofresse na Cruz tudo quanto pode sofrer, mas sim que o físico, o Cristo histórico padeceu tanto quanto cabia na Sua natureza humana, nem que o Cristo Místico, que é o Cristo e nós, não tenha sofrido pela nossa plenitude.

Nem todos os ladrões que existem na história do mundo reconheceram as suas culpas, nem tampouco pediram para ser lembrados. Nosso Senhor está agora no Céu e já não pode, portanto, sofrer na Sua natureza humana, mas pode padecer ainda mais nas nossas naturezas humanas e pede-nos que, à semelhança do bom ladrão, nos unamos a Ele na Cruz, para que, participando da Sua Crucificação, possamos participar da Sua Ressurreição e da Sua glória celestial.




Assim como, naquele dia, Deus Nosso Senhor escolheu o ladrão para representar a pequena hóstia do sacrifício, escolhe-nos hoje a nós que, assim, representamos outras tantas pequenas hóstias, unidas a Ele, na patena do Altar.

Recordemos a Missa, tal como era celebrada nos primeiros séculos da Igreja, antes que as civilizações tivessem modificado o mundo, sob os pontos de vista econômico e financeiro. Nesses tempos remotos cada qual levava para o Santo Sacrifício, em cada manhã, algum pão ázimo e algum vinho, dos quais o sacerdote tomava uma pequena parte. O restante era posto de lado, abençoado e distruído aos pobres. Nos nossos tempos não trazemos o pão nem vinho, mas trazemos o equivalente, isto é, com que os comprar- as moedas coletadas entre os fiéis durante o ofertório.

Qual a razão desta oferta?

É que o pão e o vinho são, entre as coisas de natureza, aquelas que melhor simbolizam a substância da vida. O trigo é a própria medula, a essência da terra, e o vinho das cepas é o seu próprio sangue. Ambos eles sustentam o nosso corpo e o nosso sangue.

A oferta destas duas substâncias que alimentam a nossa vida, simbolizam a oferta de nós mesmos no Sacrifício da Missa. A nossa presença está, sob as aparências de pão e de vinho - os símbolos do nosso corpo e do nosso sangue. Nós não somos apenas simples espectadores passivos, assistindo a um espetáculo teatral, pois também fazemos a nossa oferta, em união com Cristo.

Poder-se-ia representar o nosso papel neste drama, por meio da seguinte imagem: Uma grande cruz, na qual Jesus está pregado e, em torno do Calvário, uma multidão de pequenas cruzes, outras tantas hóstias, por meio das quais nos oferecemos em união com Ele, numa pura oblação ao Pai Celestial. Naquele momento cumprimos literalmente a ordem do Salvador: "Tomai a tua cruz diariamente e segue-Me".

Ao pronunciar estas palavras, Ele não nos pedia algo que Ele próprio já não tivesse feito. Não há, portanto, desculpa para dizer-mos: "Eu sou uma hóstia, um holocausto pobre, insignificante", pois também o ladrão o era. Repare-se que houve duas atitudes na alma daquele ladrão, e que ambas foram aceitas por Nosso Senhor. A primeira foi o reconhecimento do fato de que ele mereceu o que estava sofrendo, e que Jesus, que não tinha pecados, não merecera a Sua Cruz. A segunda foi a n'Aquele que os homens rejeitaram e que o ladrão reconheceu como sendo o Rei dos reis.

Quais as condições que nos transformam em pequeno holocausto no Sacrifício da Missa?
Como pode o nosso sacrifício unir-se ao de Cristo e ser aceito, como sucedeu com o ladrão?

Apenas reproduzindo nas nossas almas as duas atitudes que a alma do bom ladrão manifestou; penitência e fé. Antes de mais, façamos penitência, dizendo: "Eu mereço castigo pelos meus pecados. Preciso de fazer penitência". Quantos ignoram até que ponto têm sido cruéis e ingratos para com Deus! E, se assim é, não deveríamos queixar-nos das mágoas e reveses da vida. Nestas circunstâncias, as nossas consciências assemelham-se a quartos escuros, de onde a luz foi há muito tempo expulsa. Se corrermos as cortinas, verificaremos que tudo quanto julgávamos limpo está coberto de pó.

Algumas consciências estão de tal maneira integradas no hábito da desculpa, que dizem, orando, como o Fariseu: "Agradeço-Te, ó Deus, não ser como resto dos homens". Outros, blasfemam contra Deus e contra o Céu, à conta dos seus sofrimentos e pecados, mas não se arrependem.

A Guerra Mundial, por exemplo, representou uma expiação do mal e serviu para nos ensinar que não podemos viver no afastamento de Deus; mas o mundo não aprendeu a lição. Tal como o ladrão da esquerda, recusa-se à penitência, nega-se a ver qualquer relação de justiça entre o pecado e o sacrifício, entre a rebelião e a Cruz.

Quantos mais contritos formos, tanto menos esforços faremos para fugir à nossa cruz. Quanto mais reconhecermos o que somos, mais convictos diremos, como o bom ladrão: "Eu mereci esta cruz"
Ele não pediu para ser desculpado, nem para lhe serem atenuadas as culpas, nem tampouco para ser libertado ou despregado do madeiro de suplício. Ele pediu apenas para ser perdoado. Ele fez penitência porque aceitou o seu holocausto, a sua cruz. Nós não temos também coutra maneira de nos transformarmos em pequenas hóstias, senão unindo-nos a Cristo na Santa Missa.

Se os nossos corações não estiverem despedaçados pela tristeza, se não reconhecermos que estamos realmente feridos, como poderemos sentir necessidade de ser consolados e curados? Se não tomarmos a nossa parte de dor na Crucificação, como poderemos pedir que os nosso pecados nos sejam perdoados?


A segunda condição que nos permite ser uma hóstia no ofertório da Missa, é a . O ladrão, olhando por sobre a cabeça de Jesus, leu a palavra rei. Estranho Rei aquele, que estava coroado de espinhos, e cuja púrpura real era o próprio sangue, tinha por trono uma cruz, por cortesãos os seus carrascos, e fora coroado na crucificação! A despeito de todos aqueles horrores, o ladrão viu o "ouro" e ergueu a sua voz, a sua prece, acima de todas as blasfêmias.

A sua fé era tão forte que ele aceitava, contente, a sua cruz. O ladrão crucificado à esquerda pedia para ser despregado; mas não o da direita, porque ele sabia que há males maiores do que a crucificação, e outra vida para além da cruz. Ele tinha fé no Homem da Cruz central, pois sabia que ele poderia, se quisesse, transformar os espinhos em grinaldas e os pregos em flores. Ele acreditava no Reino que fica para além da Cruz, e sabia que os sofrimentos deste mundo são insignificantes, comparados com as alegrias futuras.

Ele disse como o salmista: "Embora eu siga por entre as sombras da morte, não receio o mal, porque o Senhor está comigo". Tal fé assemelhava-se à dos três jovens na fornalha ardente, à qual o rei Nabucodonosor os condenara, por se terem recusado a adorar a estátua de ouro. A resposta dos mancebos foi esta: "Deves saber, ó rei, que o Deus a quem adoramos pode tirar-nos da fornalha de fogo ardente e livrar-nos das tuas mãos. E, se Ele o não fizer, fica tu sabendo, ó rei, que nós não honramos os teus deuses, nem adoramos a estátua de ouro que erigiste".

E, depois de dizerem isto, eles entregaram-se nas mãos de Deus e confiaram n'Ele como Jó. Também o bom ladrão sabia que Nosso Senhor podia libertá-lo, mas não Lhe pediu que o retirasse da cruz, pois também Jesus não Se retirava a Si próprio, embora os Seus carrascos escarninhos O desafiassem a isso.

Isto não queria dizer que o bom ladrão não amasse a vida, porque ele amava-a como todos nós a amamos. Ele desejava a vida, mais a vida eterna que, finalmente, obteve. Também é dado a cada um de nós descobrir essa Vida, mas só entraremos nela por meio da penitência e da fé que nos une à Grande Hóstia - ao Sacerdote e Vítima que é Cristo. Desta maneira nos transformaremos em ladrões espirituais, para, mais uma vez, nos apoderarmos do Céu.



O Calvário e a Missa - 3ª Parte : Sanctus


Sanctus
Mulher, eis aqui o teu filho...Eis aqui a tua mãe.
(João 19,26-27)

Cinco dias antes, Jesus fizera a Sua entrada triunfal em Jerusalém. Aos Seus ouvidos soavam gritos de triunfo; o chão que os Seus pés pisaram foi juncado de folhas de palmeira, e nos ares ecoaram aclamações ao filho de David, e louvores ao Sagrado Filho de Israel. Àqueles que se mantiveram silenciosos durante as demonstrações feitas em Sua honra, Nosso Senhor lembrou que se as suas vozes não se faziam ouvir, as próprias pedras falariam por eles. Esse foi o dia de nascimento das catedrais góticas.

Eles não conheciam a verdadeira razão pela qual Lhe chamavam Sagrado, nem tampouco compreendiam o motivo que levava Jesus a aceitar o tributo dos seus louvores. Eles pensavam que aclamavam uma espécie de rei da terra. Jesus aceitou essas demonstrações porque ia ser o Rei de um império espiritual. Ele aceitou os seus tributos, as suas aclamações e exclamações de louvor porque caminhava, como uma vítima, ao encontro da Sua Cruz.

Toda a vítima deve ser sagrada – Sanctus, Sanctus, Sanctus.

Cinco dias depois, verificou-se o “Sanctus” da Missa do Calvário; mas naquele “Sanctus” da Sua Missa, Jesus dirigiu-Se àqueles que já eram santos – a Sua querida Mãe e ao Seu bem-amado discípulo João.
Palavras tocantes foram essas: “Mulher eis aqui o teu filho... Eis aqui a tua Mãe!”.

Falando agora aqueles que já eram santos, Jesus não carecia da divina intercessão, pois Ele era o Filho de Deus. Nós, todavia, precisamos de santidade, pois cada vítima da Missa deve ser santificada, impoluta.

Como podemos, porém, ser os santos participantes do Sacrifício da Missa?

Segundo a própria resposta de Jesus, consegui-lo-emos colocando-nos sob a proteção da Sua Mãe Santíssima. Ele dirige-Se à Igreja e a todos os seus membros, representados na pessoa de João, e diz a cada um de nós: “Eis a tua mãe”.

Por que foi, porém, que Jesus se dirigiu a Maria, chamando-lhe Mulher, em vez de Mãe? É que ela era agora a Mãe de todos os cristãos, e a Sua missão era universal – Mãe do Corpo Místico da Igreja, Mãe de todos nós.

Há um tremendo mistério oculto naquela palavra “Mulher”. Essa foi, realmente, a última lição de renúncia que Jesus deu a Maria, e a primeira lição de um novo laço. Nosso Senhor alienara gradualmente a Sua afeição por Sua Mãe, não porque a amasse menos, mas sim e apenas porque ela tinha agora mais a quem amar.

Maria desprendia-se da maternidade da carne, para se prender mais à grande maternidade do espírito. Daí, o emprego da palavra "Mulher". Ela havia de fazer de nós outros tantos Cristos, porque fora ela quem criara o Filho de Deus. Só Maria podia transformar-nos em criaturas santificadas, dignas de pronunciar o Sanctus, Sanctus, Sanctus da Missa do Calvário.

...Maria teve o seu primogênito em Belém. Note-se que São Lucas chama a Nosso Senhor primogênito, não porque Maria tivesse outros filhos, segundo a carne, pois a sua segunda maternidade seria de caráter espiritual. No momento em que Nosso Senhor lhe disse "Mulher", Ela tornou-se, de certa maneira, esposa de Cristo e concebeu em dor o seu primeiro filho espiritual, cujo nome foi João.

...A nossa vantagem foi, porém, maior, pois, ao passo que Maria não adquiria mais do que filhos insubmissos e tantas vezes rebeldes, nós obtínhamos a mais adorável das mães que existem no mundo - A Mãe de Jesus.

Nós somos filhos de Maria. - literalmente, filhos. Ela é nossa mãe, não por título de ficção, nem de cortesia; ela é nossa mãe porque sofreu naquele momento memorável, e por todos nós, as dores da maternidade. E porque é que Deus quis que ela fosse nossa mãe? Porque Ele sabia que, sem a sua proteção e auxílio, jamais seríamos santificados. Jesus veio até nós por intermédio da pureza de Maria, e só através da pureza de Maria conseguiremos chegar até junto d'Ele.

...Note-se que quando tal palavra foi dirigida a Maria, estava prostrada junto à Cruz, uma outra mulher. Já repararam que, praticamente, todas as imagens tradicionais da Crucifixão representam sempre Madalena ajoelhada aos pés da Cruz?

Nunca vimos, no entanto, uma imagem de Maria prostrada. João estava presente e refere no seu Evangelho que ela estava de pé. E porque? Porque era a posição que lhe competia no papel que ali desempenhava, em relação a nós. Maria, a nossa Mãe.

Se Maria estivesse prostrada por terra, naquela hora, tal como Madalena, se ela tivesse sequer chorado, a sua mágoa teria tido um lenitivo. As dores que não desafam, esmagam o coração. Essa dor foi parte do nosso preço de compra, pago pela nossa co-Redentora, Maria, a Mãe de Deus!

Nosso Senhor deixou-a ficar sobre a terra quando Ele subiu aos céus, para que ela fosse a mãe da Igreja, a nossa mãe. A Igreja, infante ainda, carecia do amparo materno, tal como Jesus quando era menino. E foi assim que Maria permaneceu sobre a terra, até que os seus filhos, a sua família se criassem e desenvolvessem. E foi essa a razão porque a encontramos orando com os Apóstolos, enquanto aguardavam a vinda do Espírito Santo.

Mais tarde, foi para o céu, coroada de Rainha dos Anjos e dos Santos, para assistir a outra boda de Caná e interceder por nós, junto ao Salvador, pois nós éramos seus filhos, irmãos de Cristo, e filhos do Pai Celestial.

...A nenhum outro santo podemos falar como uma criancinha fala a sua mãe, pois nenhuma outra virgem, ou mãe, ou mártir, ou confessor jamais sofreu tanto por nós como ela sofreu. Ninguém jamais firmou tão solidamente os nossos direitos à proteção e ao amor.

Maria é a medianeira de todas as graças que Jesus pode dispensar-nos, pois foi por intermédio de Maria que Jesus veio até nós. Desejamos ser santificados, mas sabemos que tal só é possível por meio de Maria, pois ela foi a dádiva que Jesus nos ofereceu no Sanctus da Sua Cruz.

Não há mulher que possa esquecer o filho das suas entranhas. Maria não pode, pois, certamente, esquecer-nos. É precisamente isso que nós sentimos no íntimo dos nossos corações. Em todas as circunstâncias da nossa vida, nossa Mãe Santíssima vela por nós, pos ela vê em cada um dos seus filhos a criança inocente da Primeira Comunhão, o pecador penitente, encaminhando-se para a Cruz, o coração despedaçado, suplicando que a água da vida dissipada se transforme no vinho do amor de Deus.

Em todas essas circunstâncias ressoam aos ouvidos de Maria as palavras pronunciadas do alto da Cruz, sobre o Calvário:

"Mulher , eis o teu filho!"

(Excertos de O Calvário e a Missa - Arcebispo Fulton J.Sheen)
PS: Grifos meus

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

La Eucaristía es sacramento porque Cristo se nos da como alimento para el alma, y es sacrificio porque se ofrece a Dios en oblación.

 

La Eucaristía como sacrificio
A pesar de que el sacramento y el sacrificio se llevan a cabo en la misma consagración, hay que distinguirlos. La Eucaristía es sacramento porque Cristo se nos da como alimento para el alma, y es sacrificio porque se ofrece a Dios en oblación.
En el sacramento la santificación del hombre es el fin, pues se le da como alimento y en el sacrificio el fin es darle gloria a Dios, es a Él a quien va dirigido. Así mismo, la Eucaristía es sacrificio de la Iglesia – Cuerpo Místico de Cristo – que se une a Él y se ofrece a Dios.
Desde el principio de la creación, el sacrificio es el principal acto de culto de las diferentes religiones, siempre se le han rendido a Dios homenajes. El sacrificio es un ofrecimiento a Dios, donde existe una cosa sensible que se inmola o se destruye (víctima), llevándolo a cabo un ministro legítimo, en reconocimiento del poder de Dios sobre todo lo creado.
El sacrificio de la Misa – La Misa es el mismo sacrificio de la cruz, con todo su valor infinito. En él se cumplen todas las características del sacrificio, el sacerdote, y la víctima son el mismo Cristo, quien se inmola con el fin de darle gloria de Dios. No es una representación, sino una renovación, del sacrificio de la cruz. En cada una se repite el sacrificio de la cruz, la única diferencia es que se realiza de forma incruenta, sin derramamiento de sangre. La Misa es el perfecto sacrificio porque la víctima es perfecta. leer...

Insuffisance des sacrifices de l’ancien testament, et dignité de celui du nouveau


Insuffisance des sacrifices de l’ancien testament, et dignité de celui du nouveau



Mais comme tous ces sacrifices de l’ancienne loi n’étaient point capables d’honorer Dieu dignement, ni de mériter les grâces du salut, ni d’expier les péchés, ils ont été abolis tous ; et Jésus-Christ leur a substitué le sacrifice de son Corps et de son Sang, qu’il a offert uns fois sur la Croix pour la gloire de son Père et pour le salut des hommes, et qu’il renouvelle chaque jour sur nos Autels. Ainsi dans la loi nouvelle il n’y a proprement qu’un seul sacrifice, qui est celui de la Croix, renouvelé et continué par celui de la Messe, parce qu’il n’y a que ce seul sacrifice qui soit absolument digne de Dieu, qui lui soit uniquement agréable, et qui puisse mériter les grâces du salut et expier les péchés des hommes.

1° Ce sacrifice est digne de Dieu et il lui procure la gloire et l’honneur qu’il mérite, puisqu’on lui offre une victime d’un prix infini, c’est-à-dire Jésus-Christ qui est Dieu lui-même, égal à son Père.

2° Il lui est uniquement agréable, puisque c’est son Fils bien-aimé.

3° C’est la source de toutes les grâces du salut, car toutes les grâces qui ont été données aux hommes, même avant l’Incarnation, viennent des mérites infinis de Jésus-Christ. Il nous les a mérités en mourant sur la Croix, et il nous les applique en s’immolant sur nos Autels. Ainsi le sacrifice de la Croix a amassé le trésor des grâces, et celui de la Messe les distribue à chacun selon ses dispositions.

4° Le sacrifice de la Croix et de la Messe est plus que suffisant pour réparer l’outrage infini que les péchés ont fait à Dieu, et pour les expier, puisqu’une seule goutte du Sang de Jésus-Christ, étant d’un prix infini, eût suffi pour effacer les péchés du monde entier. De tout cela il s’ensuit aisément que la Messe est tout ce qu’il y a de plus grand, de plus saint dans la religion. Rien n’est plus glorieux à Dieu ni plus avantageux pour l’homme.



Les trois parties les plus essentielles de la Messe sont,

1° la consécration, puisque c’est dans ce moment que Jésus-Christ descend du ciel sur l’autel, et que le pain et le vin sont changés en son Corps et en son Sang ;

2° l’offrande du sacrifice, non seulement celle du pain et du vin, qui se fait à l’offertoire, mais surtout celle de Jésus-Christ même, qui se fait immédiatement après la consécration, lorsque le Prêtre levant la sainte Hostie et le Calice vers le Ciel présente au Père éternel son Fils bien-aimé, et lorsque ensuite, faisant le signe de la Croix sur l’hostie et sur le calice, il prononce ces paroles : " Nous vous offrons une hostie sainte, une hostie pure, une hostie sans tache, et le calice du salut éternel "
[Prière, Unde et memores... après la consécration dans la messe tridentine]. C’est donc surtout dans ces deux moments qu’on doit offrir à Dieu, avec le Prêtre, Jésus-Christ en sacrifice à son Père ;

3° la communion, qui est la participation et la consommation du sacrifice ; car de même que dans l’ancienne loi le Prêtre, après avoir offert une victime, y participait lui-même et en faisait part à celui qui l’avait donnée et pour qui elle avait été offerte, de même dans la nouvelle le Prêtre, après avoir offert le saint sacrifice de la Messe, doit nécessairement y participer ; et l’Église souhaiterait que les fidèles pour qui il est offert vécussent assez saintement pour être en état d’y participer aussi par la communion sacramentelle. Ils doivent du moins y participer par la communion spirituelle, qui se fait en s’unissant à Jésus-Christ en esprit par désir et par amour.lire...

sábado, 3 de novembro de 2012

Il sacrificio della messa

I
l sacrificio della messa
di don Claudio Crescimanno
Dopo le stupende parole dell'enciclica “Ecclesia de Eucharistia”,Giovanni Paolo II ci ha fatto un nuovo dono: l'Anno dell'Eucaristia. Quasi espansione nel tempo e nell'esperienza delle densissime pagine di quel documento, quest'anno deve costituire per la comunità cristiana la riscoperta e la valorizzazione della Eucaristia, nella quale «è racchiuso tutto il bene spirituale della Chiesa» (Presbyterorum Ordinis, 5).
In realtà, la Presenza per eccellenza del nostro Salvatore in mezzo ai suoi discepoli, pellegrini sulla terra, è di per sé, costitutivamente, il centro e il cuore della vita della Chiesa e di ogni suo membro, ma il magistero del Pontefice, in continuità con quello dei suoi predecessori, non ha cessato di ribadirlo: «Da quando ho iniziato il mio ministero di successore di Pietro, ho sempre riservato al Giovedì Santo, giorno dell'Eucaristia e del Sacerdozio, un segno di particolare attenzione... Quest'anno desidero coinvolgere più pienamente l'intera Chiesa..: additando con nuova forza alla Chiesa la centralità dell'Eucaristia. Di essa la Chiesa vive. Di questo Pane vivo si nutre. Come non sentire il bisogno di esortare tutti a farne sempre rinnovata esperienza?» (Ecclesia de Eucharistia, 7).
Dunque non è superfluo ribadire ciò che parrebbe scontato: l'Eucaristia non è mai pienamente compresa, mai adeguatamente celebrata, mai sufficientemente accolta, poiché tutto il nostro studio, la nostra devozione, il nostro impegno, non possono colmare l'abisso che separa la creatura dal suo Signore, il finito dall'infinito. Gesù Cristo è l'irruzione del soprannaturale nel mondo; l'Eucaristia è il perpetuarsi di questa irruzione e il suo espandersi nello spazio e nel tempo: è la realtà per noi contemporaneamente più necessaria e più irraggiungibile.
Ripartiamo da qui, poiché «dando all'Eucaristia tutto il rilievo che essa merita... ci dimostriamo veramente consapevoli della grandezza di questo dono. Ci invita a questo una tradizione ininterrotta, che fin dai primi secoli ha visto la comunità cristiana vigile nella custodia di questo tesoro. Sospinta dall'amore, la Chiesa si preoccupa di trasmettere alle successive generazioni cristiane, senza perderne alcun frammento, la fede e la dottrina sul Mistero eucaristico» (Ecclesia de Eucharistia, 61).
La nozione di sacrificio
Fin dai primordi della storia, nel cuore di ogni uomo sorge naturale il sentimento religioso: egli si riconosce creatura e sente che tutto ciò che è, e tutto ciò che ha, non viene da lui, ma lo ha ricevuto in dono dal suo Creatore. Questo senso della propria piccolezza, il desiderio di esprimere a Dio la propria gratitudine e la necessità di ottenerne ancora i favori, vengono espressi mediante l'atto supremo della religione: il sacrificio.
Il sacrificio è l'offerta che si fa a Dio solo, per mezzo dell'apposito ministro, di una cosa sensibile, distruggendola o trasformandola, per riconoscere e testimoniare la suprema signoria di Dio su tutte le cose, ed esprimere così la nostra sottomissione a lui.
Proviamo ora a comprendere dettagliatamente questa definizione:
  • si offre a Dio una cosa sensibile (che può essere animata o inanimata), perché il sacrificio appartiene al culto esterno, pubblico, di Dio, e quindi richiede una realizzazione visibile;
  • può essere offerta solo a Dio, perché il sacrificio è propriamente atto di “latrìa” (adorazione), che può essere rivolto solo al Creatore;
  • viene offerta da un ministro apposito, perché occorre che Dio stesso lo abbia appositamente a ciò deputato, quale mediatore tra Dio e gli uomini, in quanto partecipe del sacerdozio di Cristo, unico mediatore;
  • la si offre distruggendola o trasformandola, perché sia sottratta alla sua natura e funzione terrena, e donata a Dio, quale espressione ed in sostituzione della vita stessa dell'offerente;
  • con questa offerta si riconosce e si testimonia la suprema signoria di Dio, perché questo è il fine del sacrificio: manifestare che tutto ciò che siamo e tutto ciò che abbiamo viene da Dio, e che a lui tutto è dovuto.
Il sacrificio del Calvario
Il sacrificio, in una qualche sua forma, è stato praticato da sempre presso tutti i popoli, come atto supremo della religione. Dio stesso comandò al popolo d'Israele di offrire sacrifici in suo onore.
Ma i sacrifici del tempio d'Israele erano un'immagine e una prefigurazione: Gesù Cristo, Figlio di Dio divenuto uomo, con la sua vita, ma soprattutto con la sua passione e morte, porta a compimento e supera infinitamente il naturale istinto religioso dell'uomo, abolisce il valore di tutti i sacrifici antichi e ne istituisce uno nuovo e perfetto nella sua stessa Persona, in quanto egli è:
  • il vero sacerdote sommo ed universale: infatti è Dio e uomo, quindi perfetto mediatore tra Dio e l'umanità;
  • la vera vittima sacrificale: infatti non offre a Dio un bene sensibile qualunque, ma offre se stesso, immolandosi al Padre, consumato nel fuoco dello Spirito, a beneficio nostro.
In questo modo si realizza un sacrificio di valore infinito, poiché infinita è la Persona del Verbo che si immola; e la sua oblazione costituisce la suprema, unica e definitiva azione di culto per mezzo della quale Cristo, in quanto capo e rappresentante di tutta l'umanità, compie un atto perfetto:
  • di adorazione e di lode alla divina Maestà;
  • di ringraziamento per tutti i doni divini elargiti all'uomo nell'opera della creazione e della redenzione;
  • di espiazione e di perdono per tutti i peccati commessi da tutti gli uomini in ogni tempo;
  • di intercessione per ottenere da Dio tutti i benefici materiali e spirituali necessari all'umanità.
L'intero mistero di Cristo, che si racchiude e si compendia nell'immolazione del Calvario, è dunque il centro e il cuore di tutta la storia umana e dell'intero universo creato. In questa immolazione si manifestano la grandezza e la misericordia di Dio, l'uomo è riconciliato con il suo Creatore, è reso partecipe della vita stessa della Trinità, e diviene coerede della gloria del Cielo.
La messa è il memoriale del sacrificio
Affinché la potenza e l'efficacia del sacrificio della Croce si estendesse a tutti i tempi e luoghi, e potesse raggiungere tutti gli uomini che lo accolgono, il nostro Salvatore, la vigilia della sua passione, ha anticipato nell'ultima Cena, nei segni del pane e del vino, ciò che l'indomani avrebbe vissuto nella sua carne e ha consegnato ai suoi discepoli il rito della nuova Alleanza: il pane e il vino sono invisibilmente, ma sostanzialmente convertiti nel suo Corpo e nel suo Sangue, e così egli è reso presente quale vittima immolata per la gloria di Dio e per la nostra salvezza. Questa conversione sostanziale del pane e del vino nel Corpo e Sangue del Verbo incarnato si chiama “transustanziazione”.
Quest'unico sacrificio, anticipato nel Cenacolo e realizzato cruentemente sul Calvario, viene misticamente ripresentato sull'altare nella messa, quando, al culmine della celebrazione, mediante il ministero del sacerdote, Cristo crocifisso e risorto, vivente glorioso in Cielo, si rende presente nelle apparenze del pane e del vino. Perciò ogni messa è il medesimo sacrificio della Croce, non moltiplicato, ma attualizzato, cioè reso presente con la sua potenza latreutica e salvifica in un determinato tempo e luogo: l'infinito amore di Gesù Cristo per il Padre, manifestato sul Calvario, e i meriti della sua passione, grazie ai quali noi siamo redenti, sono racchiusi in questo sacramento, e perciò da esso si irradia sull'intera umanità la potenza redentrice di Dio.
La nostra partecipazione al sacrificio
Il Sacrificio dell'Eucaristia è azione di Cristo sacerdote e pontefice, ma in essa il Salvatore si degna di associare a sé la sua Sposa immacolata, la Chiesa, così che questa oblazione divenga l'offerta dell'intero Corpo mistico, di Cristo Capo e di noi sue membra, per mezzo dell'apposito ministro: il Signore condivide con noi e mette nelle nostre mani l'immenso tesoro dei suoi meriti. Per questo nella celebrazione della messa anche noi, insieme al nostro Redentore:
  • eleviamo alla santissima Trinità un atto di adorazione e di lode infinito, immensamente più di quanto si innalzi a lui dall'intera creazione e da tutti gli Angeli e Santi del Cielo;
  • offriamo a Dio la passione di Cristo come se l'avessimo sofferta noi, il suo sangue come se l'avessimo versato noi, i suoi meriti come se fossero nostri;
  • offriamo a Dio la nostra vita, con le sue gioie e le sue sofferenze, e la vita di tutto il creato, in unione alla vita santa di Cristo, affinché la nostra sia conformata alla sua e divenga, in unione alla sua, un'offerta vivente a Dio gradita;
  • immergiamo noi stessi e l'intera creazione nel lavacro del Sangue di Cristo per ottenere il perdono di ogni colpa e l'effusione di ogni benedizione, per i vivi e per i defunti;
  • ci congiungiamo con un vincolo soprannaturale e strettissimo a tutti i fratelli che vivono in Cristo: alla Vergine Maria, agli Angeli e Santi del Cielo, alle anime che si purificano nel Purgatorio, ai fedeli pellegrini sulla terra, vicini e lontani, conosciuti e sconosciuti; in certo modo ci uniamo anche a tutti gli uomini di questo mondo, poiché per essi Cristo è morto, ed Egli li chiama a sé perché si lascino amare e salvare da lui, purificandosi nel suo Sangue;
  • invochiamo, pregustiamo e prepariamo il ritorno glorioso di Cristo, giudice e signore dell'universo, e l'instaurazione del suo regno di santità, nei cieli nuovi e nella terra nuova.
Il sacrificio diviene mensa
Nell'ultima Cena con i suoi discepoli, Gesù Cristo ha istituito questo sacramento in forma di cibo e di bevanda, cosi che il sacrificio fosse insieme anche un banchetto: il Signore immolato sull'altare nei segni del Pane e del Vino si offre come nutrimento spirituale per i suoi discepoli che degnamente lo ricevono, affinché essi siano trasformati in lui, e così si edifichi la Chiesa nell'unità e nell'amore.
Il nostro Salvatore non poteva farci un dono più grande di questo: infatti con la santa Comunione:
  • ci uniamo intimamente a Cristo, e si approfondisce e si rafforza sempre più la nostra amicizia con lui;
  • egli ci rende sempre più conformi a lui, affinché i suoi pensieri e i suoi desideri divengano anche i nostri;
  • si accrescono i vincoli del Corpo mistico, poiché unendoci a Cristo, che è il Capo, siamo sempre più uniti anche a tutta la compagine delle sue membra;
  • siamo purificati dalle scorie dei peccati della vita passata e fortificati contro le tentazioni future;
  • riceviamo il pegno e la garanzia della gloria del Cielo.
La partecipazione all'Eucaristica è il momento supremo della vita spirituale e richiede la più fervorosa preparazione. Per accostarsi degnamente e fruttuosamente a questa sacra mensa è necessario:
  • essere in stato di grazia: chi è consapevole di aver commesso colpa grave, deve premettere la confessione sacramentale; - prepararsi ad accogliere il Signore con l'attenzione e la devozione richieste da un così sublime Sacramento;
  • essere digiuni da almeno un'ora.
Se si ha compreso la grandezza e la bellezza del Sacrificio eucaristico, si comprende anche che la partecipazione ad esso è ben più che la semplice soddisfazione di un obbligo, il quale pure conserva tutto il suo valore; in realtà, è soprattutto la realizzazione di un'esigenza del nostro essere creature e figli di Dio, aspiranti all'unione con lui e bisognosi di salvezza.
Nella celebrazione della messa si compie la parola di Gesù: quando sarò innalzato sulla croce attirerò tutti a me.
http://fraternitadm.altervista.org/sacrificio-della-messa.html

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Si la santa misa es verdadero sacrificio


Rogamos al lector tenga presente, como introducción a este importante asunto, lo que dijimos en el primer volumen de esta obra acerca del sacrificio en general (cf. n.353-55).
Antes de exponer la doctrina católica sobre el sacrificio de la misa, vamos a dar unas nociones sobre su nombre, definición y errores en torno a ella.
95. 1. El nombre. El sacrificio eucarístico ha recibido diversos nombres en el transcurso de los siglos. Y así
a) EN LA SAGRADA ESCRITURA se la designa con los nombres de «fracción del pan» (Act. 2,42; 1 Cor. 10, 16) y «cena del Señor» (I Cor. 11,20)
b) ENTRE LOS GRIEGOS se emplearon las expresiones “celebración del misterio”; “culto latréutico”; “operación de lo sagrado”; “colecta o reunión”, etc. El nombre más frecuente y común después del siglo IV es el de “liturgia”, “sacro ministerio”, derivado de “ministrar”.
c) ENTRE LOS LATINOS recibió los nombres de «colecta» o «congrega­ción» del pueblo; «acción», por antonomasia; «sacrificio», «oblación», etc. Pero a partir del siglo IV el nombre más frecuente y común es el de misa.
La palabra misa proviene del verbo latino mittere, que significa enviar. Es una forma derivada y vulgar de la palabra misión, del mismo modo que las expresiones, corrientes en la Edad Media, de «colecta, confesa, accesa se toman por «colección, confesión, accesión».
La expresión misa la derivan algunos de las preces dirigidas o enviadas a Dios (a precibus missis); otros, de la dimisión o despedida de los catecúmenos, que no podían asistir a la celebración del misterio eucarístico, sino sólo a la introducción preparatoria (hasta el credo). Según parece, al principio designaba únicamente la ceremonia de despedir a los catecúmenos; después significó las ceremonias e instrucciones que la precedían (misa de catecúmenos); más tarde, la celebración del misterio eucarístico (misa de los fieles), que venía a continuación de la de los catecúmenos; finalmente se designó con la palabra misa toda la celebración del sacrificio eucarístico, desde el principio hasta el fin. Este es el sentido que tiene en la actualidad.
96. 2. La realidad. Puede darse una triple definición de la misa: metafísica, física y descriptiva. La primera sé limita a señalar el género y la diferencia específica; la segunda expresa, además, la materia y la forma del sacrificio del altar; la tercera describe con detalle el santo sacrificio.
a) Definición metafísica: es el sacrificio que renueva el mismo de la cruz en su ser objetivo.
En esta definición, la palabra sacrificio expresa el género; y el resto de la fórmula, la diferencia específica.
b) Definición física: es el sacrificio inmolativo del cuerpo de Cristo realizado en la cruz y renovado en su ser objetivo bajo las especies sacramentales de pan y vino.
En esta definición, la materia es el cuerpo de Cristo presente bajo las especies sacramentales; la forma es el sacrificio inmolativo realizado en la cruz en cuanto renovado en su ser objetivo. En esta misma forma puede distinguirse la razón genérica (sacrificio) y la razón específica (inmolado en la cruz y renovado en el altar).
c) Definición descriptiva: es el sacrificio incruento de la Nueva Ley que conmemora y renueva el del Calvario, en el cual se ofrece a Dios, en mística inmolación, el cuerpo y la sangre de Cristo bajo las especies sacramentales de pan _y vino, realizado por el mismo Cristo, a través de su legítimo ministro, para reconocer el supremo dominio de Dios y aplicarnos los méritos del sacri­ficio de la cruz.
En sus lugares correspondientes iremos examinando cada uno de los elementos de esta definición
97. 3. Errores. En torno al sacrificio de la misa se han re­gistrado en el transcurso de los siglos muchos errores y herejías. He aquí los principales a) Los petrobrusianos, valdenses, cátaros y albigenses (siglos XII y XIII) negaron por diversos motivos que en la santa misa se ofrezca a Dios un verdadero y propio sacrificio.
b) Los falsos reformadores (Wicleff, Lutero, Calvino, Melanchton, etcétera) niegan también el carácter sacrificial de la santa misa.
c) Muchos racionalistas modernos y la mayor parte de las sectas pro­testantes hacen eco a estos viejos errores y herejías.
98. 4. Doctrina católica. Vamos a precisarla en dos con­clusiones
Conclusión I.ª En la santa misa se ofrece a Dios un verdadero y propio sacrificio. (De fe divina, expresamente definida.)
He aquí las pruebas:
1º. LA SAGRADA ESCRITURA. El sacrificio del altar fue anunciado o prefigurado en el Antiguo Testamento y tuvo su realización en el Nuevo. Recogemos algunos textos
a) El sacrificio de Melquisedec: «Y Melquisedec, rey de Salem, sacando pan y vino, como era sacerdote del Dios Altísimo, bendijo a Abrahán, di­ciendo…» (Gen. I4, I8-19).
Ahora bien: según se nos dice en la misma Escritura, Cristo es sacer­dote eterno según el orden de Melquisedec (Ps. 109,4; Hebr. 5,5 – 9). Luego debe ofrecer un sacrificio eterno a base de pan y vino, como el del antiguo profeta. He ahí la santa misa, prefigurada en el sacrificio de Melquisedec.
b) El vaticinio de Malaquías: «No tengo en vosotros complacencia al­guna, dice Yavé Sebaot; no me son gratas las ofrendas de vuestras manos. Porque desde el orto del sol hasta el ocaso es grande mi nombre entre las gentes y en todo lugar se ofrece a mi nombre un sacrificio humeante y una oblación pura, pues grande es mi nombre entre las gentes, dice Yavé Se­baot» (Mal. I, 10-11).
Estas palabras, según la interpretación de los Santos Padres y de la mo­derna exégesis bíblica, se refieren al tiempo mesiánico, anuncian el verda­dero sacrificio postmesiánico y responden de lleno y en absoluto al santo sacrificio de la misa.
c) La institución de la eucaristía. Cristo alude claramente al carácter sacrificial de la eucaristía cuando dice
«Esto es mi cuerpo, que será entregado por vosotros. Haced esto en me­moria mía… Este cáliz es la nueva alianza en mi sangre, que es derramada por vosotros» (Lc. 22,19-20).
2º. Los SANTOS PADRES. La tradición cristiana interpretó siempre en este sentido los datos de la Escritura que acabamos de citar. Son innume­rables los testimonios.
3º. EL MAGISTERIO DE LA IGLESIA. Lo enseñó repetidamente en todas las épocas de la historia y lo definió expresamente en el concilio de Trento contra los errores protestantes. He aquí el texto de la definición dogmática:
«Si alguno dijere que en la misa no se ofrece a Dios un verdadero y propio sacrificio o que el ofrecerlo no es otra cosa que dársenos a comer Cristo, sea anatema» (D 948).
4º. LA RAZÓN TEOLÓGICA ofrece varios argumentos de conveniencia. He aquí algunos.
a) No hay religión alguna sin sacrificio, que es de derecho natural (1)
Ahora bien: la religión más perfecta del mundo como única revelada por Dios-es la cristiana. Luego tiene que tener su sacrificio verdadero y propio, que no es otro que la santa misa.
b) La santa misa reúne en grado eminente todas las condiciones que requiere el sacrificio. Luego lo es. Más adelante veremos cómo se cumplen, efectivamente, en la santa misa todas las condiciones del sacrificio.
c) El Nuevo Testamento es mucho más perfecto que el Antiguo. Ahora bien: en la Antigua Ley se ofrecían a Dios verdaderos sacrificios -entre los que destaca el del cordero pascual, figura emocionante de la inmolación de Cristo (cf I Cor. 5,7)-; luego la Nueva Ley ha de tener también su sacrificio propio, que no puede ser otro qué la renovación del sacrificio del Calvario, o sea, la santa misa.
Conclusión 2.ª El sacrificio de la cruz y el sacrificio del altar son uno solo e idéntico sacrificio, sin más diferencia que el modo de ofrecerse: cruento en la cruz e incruento en el altar. (Doctrina católica.)
Consta por los siguientes lugares teológicos:
1º. EL MAGISTERIO DE LA IGLESIA. Lo enseña expresamente -aunque sin definirlo de una manera directa- el concilio de Trento con las siguientes palabras
«Una y la misma es la víctima, uno mismo el que ahora se ofrece por ministerio de los sacerdotes y el que se ofreció entonces en la cruz; sólo es distinto el modo de ofrecerse» (D 940).
Esto mismo ha repetido y explicado en nuestros días S. S. Pío XII en su admirable encíclica Mediator Dei:
«Idéntico, pues, es el sacerdote, Jesucristo, cuya sagrada persona está representada por su ministro…
Igualmente idéntica es la víctima; es decir, el mismo divino Redentor, según su humana naturaleza y en la realidad de su cuerpo y de su sangre. Es diferente, sin embargo, el modo como Cristo es ofrecido. Pues en la cruz se ofreció a sí mismo y sus dolores a Dios, y la inmolación de la víctima fue llevada a cabo por medio de su muerte cruenta, sufrida volun­tariamente. Sobre el altar, en cambio, a causa del estado glorioso de su hu­mana naturaleza, la muerte no tiene ya dominio sobre El (Rom. 6,9) y, por tanto, no es posible la efusión de sangre. Mas la divina sabiduría ha encontrado un medio admirable de hacer patente con signos exteriores, que son símbolos de muerte, el sacrificio de nuestro Redentor» (2).
2º. Los SANTOS PADRES. Lo repiten unánimemente. Por vía de ejemplo, he aquí un texto muy expresivo de San Juan Crisóstomo:
« ¿Acaso no ofrecemos todos los días?… Ofrecemos siempre el mismo (sacrificio); no ahora una oveja y mañana otra, sino siempre la misma. Por esta razón es uno el sacrificio; ¿acaso por el hecho de ofrecerse en muchos lugares son muchos Cristos? De ninguna manera, sino un solo Cristo en todas partes; aquí íntegro y allí también, un solo cuerpo. Luego así como ofrecido en muchos lugares es un solo cuerpo y no muchos cuerpos, así también es un solo sacrificio» (3).
3º. LA RAZÓN TEOLÓGICA. He aquí cómo se expresa Santo Tomás: «Este sacramento se llama sacrificio por representar la pasión de Cristo, y hostia en cuanto que contiene al mismo Cristo, que es «hostia de suavidad», en frase del Apóstol» (III, 73, 4 ad 3).
«Como la celebración de este sacramento es imagen representativa de la pasión de Cristo, el altar es representación de la cruz, en la que Cristo se inmoló en propia figura» (83,2 ad 2).
«No ofrecemos nosotros otra oblación distinta de la que Cristo ofrecié por nosotros, es a saber, su sangre preciosa. Por lo que no es otra oblación, sino conmemoración de aquella hostia que Cristo ofreció» (In ep. ad Hebr. 10, I).
Recogiendo todos estos elementos, escribe con acierto un teólogo contemporáneo
«Este sacrificio eucarístico es idéntico el de la cruz, no solamente porque es idéntico el principal oferente, Cristo, y la hostia ofrecida, Cristo paciente, sino, además, porque es una misma la oblación u ofrecimiento de Cristo en la cruz, sacramentalmente renovada en el altar. Esta oblación constituye el ele­mento formal de todo sacrificio. Sin esta unidad de oblación no se da ver­dadera unidad e identidad del sacrificio de la cruz y del altar» (4).
No hay, pues-como quieren algunos teólogos-, diferencia específica entre el sacrificio de la cruz y el del altar, sino sólo diferencia numérica; a no ser que la diferencia específica se coloque únicamente en el modo de ofrecerlo, porque es evidente que el modo cruento y el incruento son espe­cíficamente distintos entre sí. Pero esta diferencia puramente modal no esta­blece diferenciación alguna en el sacrificio en sí mismo, que es específicamente idéntico en el Calvario y en el altar.
Corolarios. 1º. El sacrificio de la cena fue también en sí mismo verdadero y propio sacrificio, aunque por orden al sacrificio de la cruz que había de realizarse al día siguiente. La razón es porque hubo en él todos los elementos esenciales del sacrificio: sacerdote oferente, víctima e inmola­ción mística o sacramental, significada por la separación de las dos especies.
2°. Luego el sacrificio de la cena, el de la cruz y el del altar son específicamente idénticos, aunque haya entre ellos un conjunto de diferencias accidentales, que en nada comprometen aquella identidad específica esen­cial. El de la cena anunció el de la cruz, cuyos méritos nos aplica el del altar.
3°. El sacrificio del altar recoge, elevándolas al infinito, las tres formas de sacrificio que se ofrecían a Dios en el Antiguo Testamento: a) el holocausto, porque la mística oblación de la Víctima divina significa el recono­cimiento de nuestra servidumbre ante Dios mucho más perfectamente que la total combustión del animal que inmolaban los sacerdotes de la Antigua Ley; b) la hostia pacífica, porque el sacrificio eucarístico es incruento y carece, por lo mismo, del horror de la sangre; y c) del sacrificio por el pecado, porque representa la muerte expiatoria de Cristo y nos la aplica a nosotros. Un tesoro, en fin, de valor rigurosamente infinito.
R.P. Antonio Royo Marín O.P. Teología Moral para seglares . Tomo II. Los Sacramentos