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domingo, 8 de janeiro de 2012

Un lapsus théologique grave de Mgr Ocáriz Réfutation de l'article du Vicaire général de l'Opus Dei dans l'Osservatore Romano

 http://www.opusdei.es/image/denfer23.jpg
L'assentiment intérieur selon Mgr Ocáriz

2. – L'illustre prélat y affirme : "Le Concile Vatican II n’a défini aucun dogme, au sens où il n’a proposé aucune doctrine au moyen d’un acte définitif. Toutefois, le fait qu’un acte du Magistère de l’Église ne soit pas garanti par le charisme de l’infaillibilité ne signifie pas qu’il puisse être considéré comme « faillible », au sens où il transmettrait une « doctrine provisoire » ou encore des « opinions autorisées ». Toute expression du Magistère authentique doit être accueillie pour ce qu’elle est véritablement : un enseignement donné par des pasteurs qui, dans la succession apostolique, parlent avec un « charisme de vérité » (…), « pourvus de l’autorité du Christ » (…), « sous la lumière du Saint-Esprit ». Ce charisme, cette autorité et cette lumière furent certainement présents au Concile Vatican II. Refuser cela à l’ensemble de l’épiscopat réuni cum Petro et sub Petro pour apporter un enseignement à l’Église universelle, ce serait nier une partie de l’essence même de l’Église (…)".

Incensate, incensate, qualcosa resterà! È arrivato il 2012 e, con esso, il cinquantesimo anniversario dell’apertura del Concilio Vaticano II (11 ottobre 1962).


Come nota mons. Gherardini, il Concilio Vaticano II viene celebrato ed «incensato» ad ogni piè sospinto e, ovviamente, il cinquantesimo anniversario di questo evento si presenta un’occasione ghiotta per l’M.P.C.: il Ministero per la Propaganda Conciliare.
Ovviamente, il Ministero per la Propaganda Conciliare (M.P.C.) si è già mobilitato per incensare l’evento che, a suo dire, rappresenta la nascita di una nuova Chiesa, naturalmente più bella rispetto a quella precedente. L’organo radiofonico dell’M.P.C. – Radio Vaticana – ha deliziato i suoi ascoltatori con una chiacchierata tra Fabio Colagrande e Marco Vergottini, di professione teologo. Un teologo di quelli giusti, che – sulle pagine di Avvenire – si è spinto a difendere certi colloqui notturni di un cardinale che sarebbe meglio dormisse un po’ di più la notte.
Il Ministero per la Propaganda Concilare (M.P.C.) – per bocca di Marco Vergottini – ci spiega come il Concilio abbia rappresentato un momento magnifico della storia ecclesiastica perché ha saputo dare una ventata di ottimismo ad una Chiesa grigia e arroccata su posizione antiquate. Si sa: «l’ottimismo è il profumo della vita». L’M.P.C., apprendiamo dall’intervista, è anche dotato di un sito – www.vivailconcilio.it – che ci siamo sforzati di consultare a lungo, trovando una sola nota cattolica, che riproponiamo: «il cardinal Ottaviani prega durante il Concilio con rinnovato fervore. Durante le congregazioni generali è possibile vederlo prosternato ai piedi del Santissimo per lunghe ore. I suoi collaboratori cominciano ad inquietarsi. Finalmente uno di loro decide e gli chiede se c'è qualcosa che non vada. ‒ Ahimé, risponde, sto supplicando il cielo di chiamarmi  a sé e soprattutto di non attendere, per farlo, che il Concilio finisca...
‒ Perché diamine una tal fretta?
‒ Perché ci tengo a morire cattolico...»
Sito che vai, Melloni che trovi. In un articolo intitolato «Non mi riConcilio», il pezzo da novanta della scuola di Bologna così descrive le caratteristiche del tradizionalismo: «lo sprezzo per l’ascolto dell’altro, l’antagonismo verso il dialogo, il rifiuto della mediazione a favore di un’identità proclamata con la rozzezza di chi non ha un baricentro, il martellare l’elogio di sé, l’evocazione di disegni oscuri contro privilegi e arroganze, e alla fine la pretesa che tutto, perfino la violenza, si compia in nome di Dio». Non male per persone che si ritengono concilianti con tutti – soprattutto con i fratelli lontani – ma che sputano veleno addosso a chi si ostina a difendere la Tradizione che, per inciso, è un aspetto fondamentale del Cattolicesimo, tanto che il Concilio Niceno II (787) così afferma: «se qualcuno respinge la Tradizione ecclesiastica scritta o non scritta, sia scomunicato».
Ai paladini del Concilio sono rimasti solo il livore e la disperazione tipici di chi cerca di salvare un’ideologia – in questo caso quella conciliare – che sta barcollando. Si celebra un’ideologia morente al grido di «incensate, incensate, qualcosa resterà!».
Matteo Carnieletto
 

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Desmitificando o Concílio: enfrentar a realidade para acordar a Bela Adormecida. Franciscanos da Imaculada promovem livro sobre Vaticano II.

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Na Idade da confusão [1], um livro que esclarece

Por Cristina Siccardi – Approfondimenti di “Fides Catholica”
Tradução: Giulia D’Amore, a quem agradecemos a gentileza.
A primeira apresentação do livro de Gnocchi-Palmaro [2], A Bela Adormecida. Porque depois do Vaticano II a Igreja entrou em crise. Porque despertará (Ed. Vallecchi), despertou um vivíssimo interesse entre as pessoas reunidas sábado, 15 de outubro, na maravilhosa e antiga Igreja de Todos os Santos dos Franciscanos da Imaculada, de Florença, onde foi celebrada, antes da conferência, a Santa Missa no rito tridentino oficiada pelo Pe. Serafino Lanzetta [Franciscano da Imaculada].
Estavam presentes, à mesa dos palestrantes, o próprio Pe. Lanzetta, o Prof. Pucci Cipriani, o Prof. Mario Palmaro e o Dr. Paolo Deotto, diretor de Riscossa Cristiana [3]. Este encontro foi melhor resposta para o artigo que Alberto Melloni [4] havia escrito no ‘Corriere fiorentino’ [5] um dia antes; jornal que dedicou, no dia da reunião, uma página inteira ao evento. O expoente da Escola de Bologna [6], que fez do Concílio Vaticano II um mito intocável, usou em seu artigo tons insolentes e rudes contra quem sustenta que a Igreja sofreu um trauma com seu XXI Concílio. A medicina nos ensina que dos traumas se consegue muitas vezes sarar somente descobrindo as causas que os geraram… Tampar o sol com a peneira [7] ou repetir enfurecidamente que o Concílio não é o problema, mas que, quando muito, os problemas surgiram porque as diretrizes conciliares não foram executadas suficientemente (os progressistas) ou porque houve más interpretações deles (os neoconservadores) não é certamente um bom serviço à Igreja.
Melloni considera os católicos que amam toda a Igreja, portanto sua Tradição, como nostálgicos que ‘comovem’. Tem dó deles e deles se compadece como se se tratasse de frustrados que esperam uma revanche: “esperam uma desforra ao invés de compreender a sua posição por aquilo que é: um movimento que chama tradição e hábitos de sua própria juventude”; e, no entanto, a Igreja de Todos os Santos estava cheia de jovens e de estudantes, assim como esses mesmos jovens se interessam pela Tradição da Igreja através das ideias que livremente circulam na Internet. Não se trata absolutamente de nostálgicos. As estatísticas, por outro lado, falam por si. Melloni não sabe que nestas reuniões e nas missas tridentinas os mais velhos são sempre o percentual menor. Na realidade, todos estes católicos querem entender o que realmente aconteceu naquele Concílio Vaticano II que tantos problemas tem criado.
Ninguém, desprovido de má-fé, pode afirmar que a Igreja tenha se beneficiado das decisões pastorais do Concílio Vaticano II. Ninguém pode dizer que tenham aumentado as vocações, que tenha aumentado o zelo, que tenham se ampliado a Fé, a Esperança e a Caridade, que haja uma boa preparação catequética nas crianças e adolescentes, que a prática religiosa tenha aumentado, que as famílias tenham sido beneficiadas, que as leis dos Países ocidentais sejam respeitosas em relação à vida humana desde a sua concepção, que a evangelização, ordenada por Jesus Cristo aos seus Apóstolos, tenha assimilado linfa nova e vital… Nada disso. Então, realmente, como disse Ralph McInerny [8], no Vaticano II algo deu errado, mas não deu errado porque, como argumentou o estudioso americano, os documentos não foram acolhidos corretamente e sua interpretação foi falsificada, mas porque o Concílio, seguindo a cultura da época, quis se desfazer, disse o padre Serafino Lanzetta, do princípio da Cruz e do sacrifício, sustentando uma tese heterodoxa “em nome da pastoralidade. Isso originou a ambiguidade, e, portanto, o Concílio se submeteu, por sua própria natureza, a múltiplas interpretações. Muitos, como resulta da análise de Melloni, pensaram que a doutrina deva adaptar-se aos tempos e não vice-versa. Hans Küng [9] sustenta, em seu livro ‘Salvemos a Igreja’, que a Igreja está em crise não for falta de Fé e de correta pregação, mas deriva de um problema de caráter político dentro da Cúria romana, portanto da teologia romana, da teologia metafísica. Küng, como Alberigo e Melloni, argumenta que o Vaticano II queria recuperar a Igreja do primeiro milênio, considerando-o um período ideal porque a Igreja era unida e compacta: Ocidente e Oriente juntos, sem cismas, sem Protestantismo. Mas como é possível, na Igreja, não considerar o segundo milênio? Benvinda seja, então, a análise divulgadora de Gnocchi e Palmaro, que esclarece muitos pontos, gerando, no entanto, em alguns, turbamento, irritação, nervosismo”, e, sem argumentações sérias, procuram desacreditar com irreverência aqueles que consideram ‘inimigos’.
Pe. Lanzetta, que aprecia neste livro o agradabilíssimo italiano, lembrou, como bem enfatizaram Gnocchi e Palmaro em seu livro, a formidável incidência da mídia sobre o mito do Vaticano II, e isto deriva de uma filosofia de matriz kantiana: a coisa existe se aparece. O ‘Avvenire d’Italia’ [10], no período do Concílio, registrava a crônica das assembleias conciliares: as realidades sagradas eram colocadas em praça pública, em uma espécie de mentalidade ‘democrática’ que satisfazia as necessidades liberais da cultura da época. E tais crônicas relatavam tudo o que parecia ‘novo’ e ‘revolucionário’, e não a essência da Fé. Emblemático resulta o fato de que o arcebispo brasileiro Helder Pessoa Câmara [11] (conhecido como Dom Helder, 1909-1999) preferisse realizar coletivas de imprensa a falar no Concílio, pois o reputava, justamente, mais eficaz, uma vez que os Padres Conciliares se deixavam influenciar por tudo que aparecia nos meios de comunicação de massa, mais do que por aquilo que haviam ouvido nas Sessões.
O livro de Gnocchi e Palmaro”, afirmou Pe. Lanzetta, “não é uma inquisição, um processo a Galileu [12], mas simplesmente uma análise dos fatos; é tomar consciência de um problema real. Ocorre tomar consciência de que o Concílio não é o todo, não é o divisor de águas. A Fé católica não se origina em um Concílio”. A Fé não depende da adesão ao Concílio Vaticano II, porque este não é um dogma de Fé. A Bela Adormecida ajuda a perceber um problema que não pode mais ser negligenciado.
Paolo Deotto, então, declarou que ficou satisfeito de ler o livro de Gnocchi-Palmaro, porque há muito tempo recebe, em um ritmo insistente, correspondência dos leitores de Riscossa Cristiana, na qual se percebe o desejo de compreender as questões controversas do Concílio e “o desejo de ter uma Igreja próxima e respeitada”, que não se confunde com as outras realidades terrenas de consistência líquida ou gasosa. O fiel da primeira hora conciliar restava assombrado diante dos novos eventos eclesiásticos: padres trabalhadores, padres sindicalistas, padres sociólogos, padres politiqueiros, padres guerrilheiros… quando pelo contrário, ontem como hoje, precisamos de sacerdotes que sejam sacerdotes, “necessitamos deles”, afirmou Deotto, “como do ar que respiramos”.
A comunicação da época se apropriou da temática religiosa: o Concílio Vaticano II era uma grande novidade, e jornais e TV colocaram sob os holofotes uma Igreja que, através de alguns teólogos e alguns pastores, queria emancipar-se e estar nos salões [13] da sociedade. “A Igreja queria manter-se atualizada com os tempos”; sem antagonizar ninguém, quis agradar a todos para ser amiga de todos, não olhando mais para erros e heresias, mas apenas para as coisas que unem e não dividem, “bem distante de um santo Atanásio que permaneceu firme na Fé Católica e no Deus encarnado com todas as consequências que este Credo comporta”.
A intervenção do Prof. Palmaro foi, então, cheia de significado. Ele lembrou, antes de tudo, de ter nascido em 1968, e daqueles anos lembra, em particular, uma palavra que era sempre pronunciada e praticada: ‘debate’, continuamente invocado e reclamado. Desde então, se fazem debates sobre tudo e todos. “Todavia, hoje, há quem não queira mais os debates, embora os tenha apoiado muito. Daqui nasce a intolerância, a qual esconde uma grande fraqueza: não enfrentar a realidade. Eis, então, a idade do paradoxo: onde eu e Gnocchi pudemos expressar o nosso pensamento católico? Em jornais seculares e, em particular, no ‘Il Foglio’ [14], de Giuliano Ferrara. Aqui pudemos dar espaço a uma hermenêutica de fatos católicos. Estamos dentro do que, muito provavelmente, os historiadores do futuro definirão a ‘Idade da confusão’.
Nos acusam de fazer recair todas as culpas sobre o Vaticano II, e que procuramos todas as causas dos males neste particular Concílio. Não é verdade, porque dizemos que muitos problemas doutrinais precederam o Vaticano II, como bem destaca o Prof. Roberto de Mattei [15]. De fato, aos meus alunos faço ler a encíclica de São Pio X, a Pascendi Dominici Gregis [16], onde são evidenciados e condenados os erros dos modernistas. Esta tem um caráter de definição e jurídico, e há nela uma metafísica sólida, onde a teologia é acompanhada por um pragmatismo são, que não deixa espaço à imaginação ou às fantasias utópicas.
O católico é chamado a reagir: não pode salvaguardar o que a Igreja sempre renegou. No entanto, Melloni e alguns conservadores não querem que se fale. A acusação deles é forte, usam as armas da excomunhão, ou nos consideram pobres marinheiros que discutem em uma taberna. Outro paradoxo: não podemos mais dizer a alguém que é um herético, mas, contra os católicos que instauram um ‘debate’ sério, então se diz que eles são heréticos…”. Estamos diante do paradoxo de Epiménides [17], que afirmou: ‘Todos os cretenses são mentirosos’. Mas os cretenses eram muitos, supondo que todos fossem mentirosos: como Epiménides era um cretense, então Epiménides era um mentiroso. Sua afirmação era então verdadeira, mas isto é impossível porque um mentiroso não diz a verdade. Portanto, Epiménides é um mentiroso, e sua afirmação não é verdadeira. Negar uma asserção universal como ‘Todos os cretenses são mentirosos’ equivale a dizer que há pelo menos um cretense que diz a verdade. Da mesma forma, esses escritores e estudiosos católico têm que viver, portanto, o paradoxo de Epiménides.
Palmaro ressaltou, em fim, a importância da mudança da linguagem ocorrida durante o Concílio, e os documentos da Sessão estão embebidos de novas caracterizações linguísticas. Três foram as colunas da comunicação católica:
1. A língua latina. Esta deu uniformidade à linguagem e ao sentido das palavras. Tudo era definido em latim para evitar ambiguidades de expressão, oferecendo uma solidez sã ao longo do tempo.
2. A linguagem apologética. O latim não era compreendido por todos, por isso devia haver a transferência da comunicação por um clero preparado ao povo dos fiéis: narravam-se as vidas dos santos com os livros e com as homilias, defendiam-se as razões da Igreja, e nos sermões não se usavam as citações de um Rahner [18], mas de São Jerônimo, de São Francisco… Em suma, alimentava-se a Fé.
3. A linguagem jurídica. Os conceitos eram expressos em modo de definição.
Tais cânones, no Concílio Vaticano II não os encontramos mais. De fato, explicou Palmaro, os esquemas conciliares preparados pela Cúria de Roma que contemplavam ainda estas três colunas foram descartados.
Muitos aspectos, então, presentes nos documentos conciliares são a esta altura antiquados e ultrapassados; por exemplo, a relação entre o homem e o ambiente ou o homem e a técnica, ambos caracterizados pelo irracional otimismo dos anos Sessenta. Portanto, estamos diante de outro paradoxo: há muito mais novidade em levantar tais questões do que em quem, pelo contrário, está ancorado ao ‘moderno’ de então. Portanto, enfrentar essas temáticas resulta um drama psicológico para aquela geração que cresceu no mito do Concílio. Estamos diante de um novo Muro de Berlim que cairá, inexoravelmente, como acontece com as ideologias. A Igreja não nasceu de novo com uma fictícia e almejada pentecostes, porque a Igreja teve e tem uma única Pentecostes, não decidida pelos homens. Então, devemos nos armar de santa paciência. Os tempos da Igreja são longos: levou quase 50 anos para levantar questões como as de hoje, e o encantamento da Bela Adormecida será quebrado também graças a obras como a de Gnocchi e Palmaro, que, como muitos outros católicos que amam a Igreja, se colocam interrogações lícitas para as quais desejam ter respostas não vagas, ambíguas, ou fugazes, mas resolutivas, e operam com o espírito de quem não quer servir-se da Igreja, mas deseja servi-la.
Cristina Siccardi

[1] NdTª.: No original: Evo confusionale.
[2] NdTª.: Alessandro Gnocchi e Mario Palmaro.
[3] NdTª.: Riscossa Cristiana (Revanche Cristã): site católico de atualidades e cultura.
[4] NdTª.: Alberto Melloni é um histórico italiano, dedicando-se à História da Igreja, em particular ao Concilio Vaticano II.
[5] NdTª.: Corriere Fiorentino (Correio de Florença): jornal italiano online de crônica local, da cidade de Florença. Pertence ao célebre Corriere della Sera (Correio da Tarde), fundado em 1876.
[6] NdTª.: A chamada Escola de Bologna ‘congrega’ os defensores da Hermenêutica da Ruptura: Giuseppe Alberigo, Giuseppe Ruggieri, Maria Teresa Fattori, Alberto Melloni, David Berger, John O’Malley, Gilles Routhier e Cristoph Theobald, entre os principais expoentes.
[7] NdTª.: Foderarsi gli occhi: expressão que – originada da frase: ‘É inutile foderarsi gli occhi con la pancetta’, ou seja: ‘é inútil forrar os olhos com o bacon’ – quer dizer: fazer de conta que não é verdade. O nosso ‘tampar o sol com a peneira’.
[8] NdTª.: Ralph M. McInerny. What Went Wrong with Vatican II?: The Catholic Crisis Explained (Vaticano II. O que deu errado?: A Crise Católica Explicada).
[9] NdTª.: Hans Küng. é um teólogo suíço, filósofo, professor de teologia, escritor e sacerdote católico romano. No final da década de 1960, Küng iniciou uma reflexão rejeitando o dogma da Infalibilidade Papal, publicada no livro ‘Infallible? An Inquiry’ (‘Infalibilidade? Um inquérito’), em 18 de janeiro de 1970. Em consequência disso, em 18 de dezembro de 1979, foi revogada a sua licença pela Igreja Católica Apostólica Romana de oficialmente ensinar teologia em nome dela, mas permaneceu como sacerdote e professor em Tübingen até a sua aposentadoria em 1996. Küng defende o fim da obrigatoriedade do celibato clerical, maior participação laica e feminina na Igreja Católica, retorno da teologia baseada na mensagem da Bíblia.
[10] NdTª.: Avvenire d’Italia (Porvir da Itália): foi o primeiro jornal diário nacional de inspiração católica que apareceu no Reino da Itália. Foi publicado de 1896 a 1968. Em 1961, o novo diretor, Raniero La Valle, lhe deu uma direção progressista, contra a Igreja Tradicional. No plano internacional, tornou-se um jornal pacifista e antiamericano. La Valle era ligado ao card. Giacomo Lercaro, de Bologna. O jornal pertencia à Santa Sé, à Democrazia Cristiana (partido italiano de centro) e a algumas dioceses da Toscana e de Emília-Romanha. Foi fechado por questões econômicas, não doutrinárias.
[11] NdTª.: Helder Pessoa Câmara, OFS. Foi um bispo católico, arcebispo emérito de Olinda e Recife. Foi um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e defensor dos direitos humanos durante o regime militar brasileiro. A Permanência faz uma boa e substancial biografia de dom Helder.
[12] NdTª.: Sic. Esta colocação é estranha, tendo em vista que a ‘perseguição a Galileu’ é um mito.
[13] NdTª.: no original ‘salotti buoni’. Ou seja os salões da burguesia. Que todos, afinal, querem frequentar. Até os comunistas.
[14] NdTª.: Il Foglio Quotidiano (conhecido como Il Foglio) é um jornal diário italiano de difusão nacional fundando em 1996 por Giuliano Ferrara. Este, em 2007, fez uma campanha por uma moratória contra o aborto, porque “Os mais de um bilhão de abortos praticados desde que as leis permitem a famosa interrupção voluntária da gravidez diz respeito a pessoas legalmente inocentes, criadas e destruídas pelo mero poder do desejo, desejo de não tê-los e de odiar-se até o ponto de amputar-se do amor. É o escândalo supremo do nosso tempo, é uma ferida catastrófica que lacera em profundidade as fibras e o possível encanto da sociedade moderna. É, além de tudo, em muitas partes do mundo onde o aborto é seletivo por sexo, e torna-se seletivo por perfil genético, uma obra de arte ideológica de racismo em marcha com a força da eugenética. Alegremo-nos, portanto, para o alto os corações, e depois de termos promovido a Pequena Moratória, promovamos a Grande Moratória do massacre dos inocentes. Aceitam-se zombarias, porque as boas consciências sabem usar a arma do sarcasmo melhor que as más, mas também a adesão a um apelo que fala por si, iluministicamente, com a evidência absoluta e verídica dos fatos de experiência e de razão”. (Giuliano Ferrara, Il Foglio, 19 dezembro de 2007).
[15] NdTª.: Roberto de Mattei. autor e historiados católico italiano, escreveu o ‘Il Concilio Vaticano II. Una storia mai scritta’ (‘Concílio Vaticano II. Uma história nunca escrita’), que ganhou a indicação a dois prêmios: ‘Pen Club Italiano’ e ‘XLIV Premio Acqui Storia’, sendo que ganhou este último.
[16] NdTª.: Pascendi Dominici Gregis. É uma encíclica papal promulgada pelo Papa Pio X em setembro de 1907. Seu subtítulo diz: Carta Encíclica do Papa Pio X sobre os erros do modernismo. O documento, assim, condena o modernismo católico, considerado uma “síntese de todas as heresias”, com sua junção de evolucionismo, relativismo, cripto-marxismo, cientificismo e psicologismo. Como consequência da Encíclica, o papa formulou o ‘juramento antimodernista’, obrigatório para todos os padres, bispos e catequistas e que foi abolido em 1967, pelo Papa Paulo VI. Este fato levou os católicos tradicionalistas a acusarem que o outrora combatido modernismo tornou-se na doutrina subjacente da ‘nova Igreja’. Um dos mais influentes filósofos modernistas foi Teilhard de Chardin, que pretendia reunir catolicismo com darwinismo e marxismo. Os católicos tradicionais veem este documento como evidência de que a Igreja Católica e os papas anteriores ao Concílio Vaticano II já estavam atentos para a infiltração de inimigos da Tradição no seio da instituição. Muitos tradicionalistas consideram o Papa Paulo VI um modernista, como o norte-americano Rama Coomaraswamy, em ‘Ensaios sobre a Destruição da Tradição Cristã’ (São Paulo, 1990).
[17] NdTª.: Trata-se do ‘Paradoxo do Mentiroso’.
[18] NdTª.: Karl Rahner foi um sacerdote católico jesuíta de origem germânica e um dos mais influentes teólogos do século XX. Participou – a pedido de Papa João XXIII – como teólogo consultor do Concílio Vaticano II. Entrou na Comissão teológica e se tornou um personagem chave do Concílio, promovendo a “nova visão de uma ‘Igreja de todo o mundo’, não mais ‘fechada em trincheira’, mas ativa e positivamente aberta ao diálogo com as outras confissões cristãs e com as grandes religiões do mundo; Rahner contribuiu a transportar a teologia católica para o fim da neoescolástica, com a valorização do laicato na Igreja e com a concessão, aos bispos de todo o mundo, de uma maior liberdade de iniciativa dentro da própria Igreja”. [La fatica di credere (A fadiga de crer). 1986.] Criou a revista Concilium

http://fratresinunum.com/2011/10/20/desmitificando-o-concilio-enfrentar-a-realidade-para-acordar-a-bela-adormecida-franciscanos-da-imaculada-promovem-lancamento-de-livro-sobre-vaticano-ii/

terça-feira, 12 de julho de 2011

Concilio Vaticano II dietro front? "Nulla possiamo contro la Verità" (Parte 4)


Pontifex.RomaCapitolo II - QUALIFICA TEOLOGICA DEL VATICANO II - Abbiamo già detto che il Vaticano II, nei suoi “Decreti”, non fu coperto dal carisma dell’infallibilità, perché non volle l’uso effettivo delle definizioni dogmatiche, usando le forme definitorie, munendole, poi, della sanzione degli anatemi contro chi fosse contrario alle dottrine definite. Quindi, nessuna delle dottrine, Decreti, entrambi del Vaticano II, sono coperti dal carisma dell’infallibilità, perché il Vaticano II si è limitato ad esporre la Dottrina cattolica in “forma pastorale”. Lo si seppe da quello che dissero Papa Giovanni XXIII e Papa Paolo VI, nei due Discorsi di apertura del Vaticano II (11 ottobre 1962, per Papa Giovanni e 29 settembre 1963, per Paolo VI). L’orientamento di tutto il Vaticano Il, infatti, fu tutta una linea di “pastoralità”, sconosciuta del tutto dal Magistero di 20 secoli di Tradizione, proprio perché la retta ragione ci dice che “Dio è sempre Dio”, e “l’uomo è sempre uomo”, sempre ...
... identico nella sua natura di creatura ragionevole, sempre bisognoso dei bisogni fondamentali, sia di ordine naturale che di ordine spirituale.
Lo stesso Paolo VI, nella su enciclica “Misterium Fidei” del 3 settembre 1965, tre mesi prima della fine del Concilio, fece propria, letteralmente, la Dottrina del “giuramento anti-modernista”, imposto da San Pio X a tutto il clero Paolo VI così si espresse:
«Chi mai potrebbe tollerare che le formule dogmatiche dei Concilii ecumenici, per i misteri della SS. Trinità e della Incarnazione... siano giudicate non più adatte agli uomini del nostro tempo, ed altre siano ad esse temerariamente surrogate?».
È evidente, perciò che queste parole di Paolo VI accusino direttamente proprio l’indirizzo balordo indicato da Papa Giovanni XXIII come “scopo principale” del Vaticano Il, con le parole:
«… è necessario che questa dottrina… sia approfondita (transeat!) e presentata in modo che risponda alle esigenze del nostro tempo».
Sono espressioni, queste, che sottintendono che anche le formule dogmatiche non sono più adatte agli uomini del nostro tempo!
Ma, allora, perché Paolo VI, nel suo discorso di riapertura del Concilio (29 settembre 1963), ha fatto proprie quelle istanze e direttive che Papa Giovanni XXIII aveva impresse nel Vaticano II, portandolo, poi, verso la catastrofe che ancora oggi subiamo?
Il Vaticano II, quindi, non fu un Concilio dogmatico, per cui è inspiegabile come mai a quattro altre Costituzioni fu dato il titolo di dogmatiche, dato che né ad esse né agli altri documenti del Concilio furono definiti dei nuovi dogmi, come non furono condannati degli errori.
Perciò è necessario conoscere la qualifica teologica che ebbe il Vaticano II.
Come tutti gli altri Concilii eumenici che lo hanno preceduto, non vi è dubbio che il Vaticano II è ecumenico, perché:
a) è stato legittimamente convocato, presieduto e firmato (nei suoi documenti e decreti) da due Pontefici;
b) perché l’Assemblea dei Padri era formata dall’Episcopato mondiale.
Ciononostante, il Vaticano II (nei suoi Decreti)… non è coperto dal carisma della infallibilità, per il motivo che esso non volle, e, di fatto, non ha posto in essere le condizioni tassative, necessarie per la infallibilità, e cioè:
a) l’intenzione di definire come verità di fede, quelle da esso stesso insegnate, come dottrina propria (rispetto a quelle già definite da altri Concilii Ecumenici o da Pontefici);
b) l’uso effettivo delle definizioni dogmatiche che siano formalmente e manifestamente tali davanti a tutta la Chiesa dei fedeli. Infatti, come insegna il Concilio Vaticano I (v. Denzinger, 3011), e come ricorda espressamente, con la medesima formula, anche il Can. 1323, par. 1° del Diritto Canonico:
«Fide divina et catholica ea omnia credenda sunt, quae verbo Dei scripto vel tradito continentur, et ab Ecclesia, sive sollemni judicio, sive ordinario et universali magisterio, tamquam divinitus revelata, credenda propunutur».
Il “giudizio solenne” su una dottrina, attinente la fede, può essere esercitato dai Concilii ecumenici, o anche dai sommi Pontefici da soli. Il paragrafo 3°, però, del medesimo Canone 1323, ci avverte che:
«Declarata, seu definita dogmatice … res nulla intelligitur ... nisi id manifeste constiterit …».
Deve essere chiaro a tutti, dunque, che il Concilio vuole definire dogmaticamente e che “di fatto” nei suoi Decreti, Dichiarazioni, Costituzioni, ha usato le formule definitorie, munendole della sanzione degli anatèmi, contro coloro che insegnassero dottrine contrarie a quelle definite.
Queste condizioni furono attuate da tutti i precedenti Concilii ecumenici.
Queste condizioni sono, invece, del tutto assenti, nel Vaticano II!
Quindi, nessuna delle Dottrine e Decreti, che siano proprie esclusivamente del Vaticano II, è coperta dal carisma dell’infallibilità.
Di “suo”, in altre parole, il Vaticano II non ha nulla che sia stato proposto con Magistero infallibile, attraverso Definizioni dogmatiche, che non si trovano in via assoluta in nessuno dei suoi Decreti.
Il Vaticano II si è limitato ad esporre la Dottrina Cattolica, in forma semplicemente pastorale, e nei due Discorsi di apertura (11 Ott. 1962 - Papa Giovanni XXIII; 29 settembre 1963 – Paolo VI) rispettivamente ai numeri 55+, e 57+ e 152+ della Edizione Dehoniana dei Documenti conciliari, fece intendere che alle definizioni dogmatiche esso rinunciava, come è chiaro nella proposizione di Paolo VI, al n. 152+:
«Nobis prorsus videtur, advenisse nunc tempus, quo, circa Ecclesiam Christi, Veritas magis, magisque “explorari”, “dìgeri”, “éxprimi” debeat - (N.B. addirittura “debeat”: incredibile!) – fortasse non illis enuntiationibus, quas “definitiones dogmaticas” vocant,.. sed “potius” – (di preferenza!) - “declarationibus” adhibitis, quibus Ecclesia… clariore et graviore Magisterio, sibi declarat quid de seipsa sentiat…».
In questa dichiarazione papale, rivolta alla Assemblea conciliare, è assolutamente chiaro che, per Paolo VI, le definizioni dogmatiche la perdono in “chiarezza” e in “autonomia” di Magistero sulle semplici Dichiarazioni pastorali.
L’incredibile battuta, spiega tante cose che turbano la Chiesa, nei Testi conciliari, propriamente detti, del Vaticano II:
1) Spiega l’assenza completa di “definizioni dogmatiche”, in tutte le varie Costituzioni, Dichiarazioni, Decreti, del Vaticano II…
2) Spiega certe funeste “illusioni”, “equivoci”, “temerarietà” di “giudizi”, di “previsioni presuntuose”, di indirizzi pieni di rischio fatale e dal suono manifesto di moneta falsa, tutta propria della complessa istanza ereticale modernista, che infestano il discorso di apertura di Papa Giovanni, il giorno 11 ottobre 1962, come le seguenti:
a) (N. 37+) «Illuminata dalla luce di questo Concilio, la Chiesa… si ingrandirà di spirituali ricchezze con opportuni “aggiornamenti”…».
b) (N. 40+ e 41+)… «Ci feriscono, talora, l’orecchio, suggestioni di persone, pur ardenti di zelo … ma non fornite di “senso sovrabbondante di discrezione e misura”. Nei tempi moderni, esse non vedono che prevaricazione e rovina: vanno dicendo che la nostra età, in confronto con quelle passate, è andata peggiorando …»
c) (N. 41+) «A Noi sembra di dover dissentire da codesti “Profeti di sventura”, che annunziano eventi sempre infausti …».
Queste, anzitutto, le “illusioni” funeste! La spaventosa realtà del disastro, in cui la Chiesa si trova oggi precipitata “di fatto” (nonostante quelle illusioni) e che tutti piangono: la esplicita e amarissima constatazione e confessione, fattane da Paolo VI, nei discorsi del 7 dicembre 1968 (al Seminario Lombardo) e il 15 luglio 1970, ai fedeli, nella consueta udienza generale, ci lasciano sbigottiti, per la manifesta “faciloneria” con cui fu “disprezzato” il senso di discrezione e di misura, che la Chiesa ebbe sempre presente, nella sua Tradizione migliore, nella esperienza delle persone, animate da zelo e da ben chiara consapevolezza dei mali, che, in ogni tempo, la affliggono e che costringono, perciò, a tenere ben aperti gli occhi, più che a chiuderli con male inteso ottimismo.
Quelle “illusioni” funeste di Papa Giovanni, però, furono precedute da altre, non meno funeste “stranezze” di linguaggio e da “espressioni”, passate poi come altrettante “parole d’ordine”, di effetto demagogico, astutamente sfruttate e strumentalizzate in senso nettamente modernista, dai novatori in agguato, come la «necessità di saper distinguere i “segni dei tempi”» (della “Costituzione apostolica” di indicazione del Concilio ecumenico (al n. 4+) che poi troverà puntualmente la sua massima applicazione nel discorso di apertura (11 ottobre 1962) nella espressione paradossale (al n. 55+), di sapore troppo scopertamente modernista, in sé stessa:
«È necessario, che questa dottrina … certa e immutabile … sia approfondita (prevestigetur) … e presentata (exponatur) in modo che risponda … alle esigenze … del nostro tempo …»
Come dire, dunque, “è necessario che questa dottrina immutabile ‘muti’” (?) seguendo l’indicazione del “segno dei tempi”! Manifesto bisticcio di termini e interna contraddizione di intenti; infatti la espressione “in modo che risponda alle esigenze dei tempi”… (“esigenze”, che, a farlo apposta, Papa Giovanni non ci ha detto in che cosa consistano, concretamente), sposta (non senza scandalo, capovolgendo manifestamente la gerarchia dei valori) tutto il punto di gravitazione, del messaggio rivelato, il quale non può essere affatto le “esigenze” dell’uomo, bensì solamente le esigenze di Dio rivelante, il quale sapeva certamente parlare in modo da essere inteso dagli uomini di tutti i tempi!
L’orientamento di tutto il Vaticano II nella direzione indicata da quelle parole di Papa Giovanni, non solamente è del tutto sconosciuto dal Magistero in venti secoli di Tradizione (presentare la dottrina, secondo le esigenze del nostro tempo), ma è anche intrinsecamente assurdo, e inconcepibile dalla retta ragione, in quanto “Dio è sempre Dio”, e “l’uomo è sempre l’uomo”, sempre identico nella sua natura di creatura ragionevole, destinataria del messaggio rivelato e i bisogni fondamentali dell’uomo, tanto di ordine naturale che di ordine spirituale, sono sempre identici.
Il problema di presentare la dottrina, in modo che risponda alle esigenze di un certo tempo, di un certo periodo storico, di un certo grado e qualità di cultura, non esiste e non può esistere per la Chiesa Cattolica, se è vero che lo stesso Paolo VI, nella sua Enciclica “Mysterium fidei” del 3 settembre 1965, tre mesi prima della fine del Concilio (7 dicembre 1965), facendo propria letteralmente la Dottrina del giuramento anti-modernista, imposto da S. Pio X a tutto il clero, secondo la quale:
«… omnia et singula, quae ab inerrante Magisterio, definita, adserta, et declarata sunt.. (sunt etiam)… intelligentiae aetatum omnium, atque hominum etiam huius temporis, maxime accomodata» (Denz. 3539);
L’espressione: “presentata in modo che risponda alle esigenze del nostro tempo” non avrebbe senso alcuno se Papa Giovanni non fosse stato convinto (appunto come nella fattispecie presa in considerazione e condannata da Paolo VI nelle su citate parole della “Mysterium fidei”) che le formule dogmatiche dei Concili Ecumenici ecc.. “non sono più adatte agli uomini del nostro tempo …”.
Che Papa Giovanni avesse appunto questa convinzione, dannata da Paolo VI, lo si evince inoppugnabilmente anche dalla incredibile insistenza a ribadire quel chiodo fisso (“presentare la dottrina, in modo che risponda alle esigenze del nostro tempo”), che si legge fra le righe di quel medesimo numero 55+ (citiamo):
«Bisognerà (?) attribuire molta importanza a questa forma (cioè alla forma nuova di presentare la dottrina) e, se sarà necessario, bisognerà insistere con pazienza nella sua elaborazione e si dovrà ricorrere ad un modo di presentare le cose, che più corrisponda al Magistero … il cui carattere è preminentemente pastorale …».
Come la mettiamo? Paolo VI, nella “Mysterium fidei”, condanna nettamente come temeraria anche la semplice idea di surrogare altre formule, a quelle dogmatiche dei Concili, ed anche il pretesto (inconsistente, dunque), che quelle formule “siano giudicate non più adatte agli uomini del nostro tempo …”.
Eppure, se non andiamo errati, nel suo discorso di riapertura del Concilio, in data 29 settembre 1963, Paolo VI, nella parte dedicata allo Ossequio alla Memoria di Papa Giovanni, facendo espresso riferimento al di Lui discorso di apertura del Concilio, il giorno 11 ottobre 1962, ed elogiando incondizionatamente tutto il tenore e gli scopi che Papa Giovanni indicava in quel discorso, proseguiva aggravando tutti i colossali paradossi che si leggono in esso medesimo, al già citato N. 55+ della Dehoniana e che Paolo VI condannò nella “Mysterium” come abbiamo testé riferito!!!
Paolo VI, ripetiamo, aggravandole, ha fatto proprie tutte quelle istanze direttive che Papa Giovanni impresse al Vaticano II, orientandolo verso la catastrofe che oggi abbiamo sotto i nostri occhi ancora increduli.
La meditata, lenta, attenta lettura (ad occhi ben aperti, per lo sgomento che essa suscita immediatamente) si ferma, con infinito stupore, sul contenuto veramente inaudito per i bisticci di parole e manifesta confusione contraddittoria, fra i termini che non sono sicuramente opposti tra loro, ma sono invece “unum, idemque”, nel loro significato dottrinale e nel loro identico oggetto di insegnamento (ossia di Magistero, appunto della Chiesa) che altro non è, e non potrebbe essere, che la Verità rivelata), “confusione”, dico, e invano ostentata “contrapposizione” fra i termini “insegnamento dogmatico” e “insegnamento pastorale”, quasi ché si potesse fare una pastorale di favole, anziché di Dogmi della Rivelazione! Si ferma sul contenuto di varie espressioni che si leggono nel corso di tutto il n. 139+ della Dehoniana, come le seguenti:
«… (Tu, Papa Giovanni) hai chiamato i fratelli, successori degli Apostoli … a sentirsi uniti col Papa … affinché il sacro deposito della dottrina cristiana sia custodito e insegnato in forma più efficace» (più efficace di “quando” e di “come”? manca una risposta!).
«… Ma tu, indicando così il più alto scopo del Concilio (cioè: custodire il deposito della dottrina cristiana e insegnarlo in forma più efficace!) gli hai anteposto un altro scopo più “urgente”(?) e ora più “salutare” (?)… lo scopo pastorale (?)».
Che cosa può significare questo bisticcio di parole fra “scopo principale” del Concilio e “scopo Pastorale”? Fra scopo “il più alto” (come si legge nella citata espressione) e scopo “più urgente” e ora “più salutare” che va anteposto a quello “scopo più alto”, chiamando “pastorale” quest’ultimo?
Che cosa è questo mettere in concorrenza, di tempo e di urgenza, due aspetti di un medesimo problema, insegnamento del dogma in maniera pastorale che la Chiesa non solo in venti secoli ha considerato inseparabili fra loro, ma in pratica ha risolto, nella maniera più precisa, attraverso le definizioni dogmatiche e insegnato sempre nella maniera più adatta al diverso grado di intendere dei fedeli (secondo la loro cultura e secondo la loro età) con l’insegnamento catechistico e con la sacra predicazione, che ha fatto i Santi in gran numero, anche tra i fanciulli, mentre è ben certo che il Vaticano II, con le sue idee confuse, con le sue ambiguità, con gli errori che ci scapparono dentro le sue stesse righe e con la babele immensa dei documenti di esecuzione, con le frodi a catena da essi consumate (ossia col trionfo della menzogna usata come mezzo per imporre l’obbedienza, con la mancanza alla parola data, continua, insistente, contumace, che ad altro non serve che a compromettere irrimediabilmente, non solo il prestigio dell’autorità della Chiesa, ma anche la fiducia che il Vaticano II invano ha diritto di reclamare, nel contesto di tutti i paradossi, in cui si è cacciato, in maniera così stupefacente e sconcertante)… non potrà più riuscire, né a fare i Santi da altare e nemmeno a convertire i fratelli separati, fino a tanto che i missionari, i Pastori d’anime, non torneranno puramente e semplicemente alla dottrina e ai metodi di insegnamento del tempo preconciliare?
Il tenore del discorso 29 settembre 1963, con l’aria di voler dire cose inedite, nuove, originali, mai pensate, per lo innanzi, dalla Chiesa, urgenti, preminenti, rispetto a tutta la tradizione, non ha fatto, in realtà, che sfondare porte aperte! Perché la Chiesa non aveva certo aspettato il Vaticano II per fare molto bene il suo “mestiere” - passi la parola profana! - di Maestra del dogma, con la pastorale pratica, avente per oggetto la enunciazione, con definizioni ben precise, del dogma medesimo e la sua “spiegazione” col mezzo della semplicità più grande possibile, a fanciulli e ad adulti.
Ha sfondato porte aperte, ripetiamo, e nello stesso tempo, con la confusione di concetti, ingenerata da quelle espressioni, ha reso torbido e nebbioso ciò che, nel pre-concilio rifulgeva da secoli, nella chiarezza cristallina delle mirabili definizioni dogmatiche di Papi (si pensi, come esempio classico ed insigne, a quelle di S. Leone Magno) e Concili ecumenici (come quelli di Trento e il Vaticano I, più di un secolo fa: 1870!). Non meno chiara, nelle minute analisi, fino alle più piccole sfumature, e nelle confutazioni, con la relativa condanna della multiforme e complessa eresia modernista, che si trova nella enciclica immortale di S. Pio X, la “Pascendi” (che, non senza un motivo manifesto di interessata premeditazione, per l’imbarazzo insormontabile che quel baluardo colossale della Fede cattolica rappresentava e rappresenta alle occulte intenzioni di generale sovvertimento, che poi fu consumato dal Vaticano II) fu del tutto ignorata e non è mai citata in alcun testo dogmatico, in alcun decreto, in alcuna Dichiarazione, dei sedici documenti ufficiali di questo Concilio.
Questa assenza totale di ogni riferimento alla “Pascendi” (ne siamo ben certi e inoppugnabilmente convinti!) basta da sola non solamente a proiettare fitte ombre ed a rendere “Suspectum de haeresi” tutto il Vaticano II (a motivo di una omissione così inverosimile di consultare, di tener presenti proprio i dati, il solenne giudizio di condanna, pronunciata su di essi, relativi ai problemi e agli errori dei tempi moderni, messi a nudo e smascherati fin nelle pieghe più riposte, dal gigantesco Documento del Magistero infallibile di un Papa, che è la “Pascendi”), ma anche a formulare nella maniera più facile e chiara, il primo, il più grande capo di accusa contro il medesimo Vaticano II, in un regolare processo canonico, che presto o tardi, i fedeli stessi della Chiesa Cattolica promuoveranno, con appello ad summum Pontificem pro tempore invitato per l’occasione ad impegnare, nel giudizio, il carisma della infallibilità, che non fu impegnato in nessuna fase e Documento del Vaticano II (che, pertanto, “infallibile non ne è uscito” ma “accusato”, invece, “de haeresi”, per suprema sventura della Chiesa, dopo venti secoli di Concili Ecumenici infallibili!).

«Oportet oboedire Deo
magis quam hominibus».

(“Atti”, 5, 29)

***

«La più grande carità
è quella di far conoscere
e amare la verità».

(Card. Charles Journet)

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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Il “golpe” che ha cambiato il volto della Chiesa Cattolica mediante il concilio Vaticano II...

Il “golpe” che ha cambiato il volto della Chiesa Cattolica mediante il concilio Vaticano II...

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Tradizione della Chiesa e Vaticano II : 1. La Tradizione della Chiesa 2. Il dato della Tradizione in Dei Verbum 3. Il dato della Tradizione in Trento e nel Vaticano I 4. Una “nuovo” concetto di Tradizione o una scelta pastorale del Vaticano II? La Tradizione vita e giovinezza della Chiesa


Riportiamo di seguito l'intervento di p. Serafino M. Lanzetta, FI al convegno organizzato a Firenze il 20 maggio 2011 sulla Tradizione della Chiesa, dal titolo: Quaecumque dixero vobis. La Tradizione vita e giovinezza della Chiesa.
Nell'occasione sono stati presentati due recenti volumi di Mons. Gherardini sulla Tradizione.



1. La Tradizione della Chiesa
Uno dei tabù post-moderni più insidiosi, dal quale fino a qualche anno fa bisognava necessariamente emanciparsi nella Chiesa, è stato il lemma “Tradizione”. Il rischio, sempre ricorrente, è quello di emanciparsi però non solo da uno slogan, da una parola, per coniarne una nuova, ma dalla Chiesa stessa, che dalla Tradizione è strutturata e della Tradizione vive. Infatti, in diversi livelli ecclesiali, il processo del rinnovamento conciliare, doveva passare necessariamente per un ammodernato concetto di Traditio, che non ripetesse semplicemente quello che era stato già detto nei secoli precedenti, ma che desse alla stessa Chiesa un vigore nuovo e potesse essere inteso come dinamicità intrinseca, come vivezza del mistero, come progressività in una conoscenza biblica sempre più matura e intelligente, fino a scartare come non cattolico, quanto nella Bibbia non risultasse letteralmente scritto. Tradizione doveva passare attraverso il filtro delle Scritture, viste in qualche modo in opposizione ad essa e come suo metro di valutazione teologica. Il problema è che, in realtà, si trattava di un falso problema. Non c’era un’opposizione irriducibile tra Scrittura e Tradizione, per il semplice fatto che gli agiografi avevano scritto quanto il Signore aveva detto e quanto gli Apostoli avevano insegnato nella loro predicazione. La regola della fede sono le Scritture canoniche in quanto consegnate alla Chiesa, ispirate da Dio in ragione del fatto che, quei fedeli agiografi, avevano ricevuto dalla Chiesa per mano degli Apostoli quelle Parole, trasmesse con l’assistenza dello Spirito Santo. La Tradizione andava a costituire le Scritture e le Sacre Scritture diventavano il canone fisso di un dogma maturato in una compagine viva, nella Chiesa del Dio vivo, che così, con la sua stessa vita, diventava metro ultimo e prossimo della cattolicità. Perciò, la Bibbia non escludeva la Tradizione, né lo potrebbe. Facendo leva sulla scarsa distinzione dogmatica tra Scrittura e Tradizione di Dei Verbum – Tradizione è solo la predicazione apostolica e solo la trasmissione della Parola di Dio? (cf. Dei Verbum 9), oppure l’intera comprensione e trasmissione della fede, principiante dalla predicazione ed estesa a tutta la Chiesa, in ragione del Magistero ecclesiastico? –, e sul fatto che la classica distinzione delle due fonti della divina Rivelazione fu accantonata per chiari motivi pastorali ed ecumenici del Vaticano II, la divina Tradizione si è facilmente smarrita ed offuscata, per fare spazio solo alla Bibbia, che facilmente però scade nel libero esame, in una fede adogmatica, che oggi si direbbe “fai da te”. Si è smarrito il criterio dell’essere cristiani. La forma del cattolicesimo. Non basta la Bibbia, è necessaria anche la Chiesa. Quel «non crederei al Vangelo se non mi ci inducesse l’autorità della Chiesa», rivolto da S. Agostino ai donatisti, oggi è di un’attualità imprescindibile e potrebbe essere riformulato anche così: non avrei il Vangelo, né lo capirei, se non mi venisse dato e spiegato dalla Chiesa. La Scrittura come regola di se stessa, del suo esserci, di barthiana memoria, non regge. C’è prima la Chiesa e poi la stesura del Vangelo, prima la trasmissione di quanto il Signore aveva detto e fatto e poi la sua elaborazione scritta. Questo “prima” è da intendersi in senso cronologico, che distingue in modo ontologico l’alterità tra Tradizione e Scrittura e ne determina la loro impossibile riduzione ad unum. Nella “Tradizione apostolica”, poi, che riceve e trasmette la Parola del Signore, si innesta e si salda nell’unicità dello stesso tradere la “Tradizione ecclesiastica”, quale fedele deposito e accresciuta comprensione nel tempo della Chiesa di quelle verità di fede, che sempre identiche, crescono con colui che le medita, lasciando alla Chiesa il compito di scrutarle, di interpretarle rettamente e di insegnarle senza possibilità di errore. Anche quando le Parole del Signore furono messe per iscritto, la Tradizione (orale) non perse la sua efficacia, non solo al fine di interpretare rettamente le divine Scritture, ma per approfondire la stessa fede. Così, con quella divina suggestio dello Spirito Santo (cf. Gv 14,26), si arrivò alla comprensione e alla definizione di verità, quali la Verginità perpetua di Maria, l’Immacolata Concezione, il numero settenario dei Sacramenti, ecc.: non altre verità, ma quelle che il Signore aveva insegnato e che la Tradizione aveva ininterrottamente consegnato, attraverso le Scritture e attraverso la Trasmissione orale dell’unico insegnamento del Signore Gesù. Unico è il deposito della fede, identico e immutabile, due però le vie per riceverlo e ritrasmetterlo accresciuto fino a quando il Signore verrà: quella scritta e quella orale.
Come si vede, Tradizione non è un elemento opzionale, facilmente superabile tacendone la sua essenza o riducendolo al mero momento dell’interpretazione scritturistica. Non è neanche un discrimen politico, come purtroppo da diversi anni a questa parte viene inteso. Sì, forse è stata questa la ragione del suo progressivo accantonamento: una Chiesa (politicamente) più aperta al domani, al progresso, al mondo, all’evoluzione (-ismo), avrebbe dovuto rinunciare al dato antico, al suo passato, al suo ieri. L’ieri era immagine di una Chiesa fissista. L’oggi quello di una Chiesa capace d’avanguardie. Emanciparsi dalla Tradizione (dal mistero in definitiva) era l’urgenza dei tempi nuovi. Anche qui però si era impostato il problema in modo surrettizio: la Tradizione non era identità di un partito conservatore della Chiesa, era ed è la sua vita, la sua possibilità di essere, ieri come oggi. Se si rinuncia alla Tradizione, dimenticando quello che la Chiesa era, si smarrisce il vero fine di quello che la Chiesa dovrà essere. Un ritorno alla genuina e cattolica identità della Chiesa, è indispensabile per superare le divisioni nell’unico Corpo di Cristo e per dare speranza al futuro come presenza dell’unico ed indiviso Cristo nel mondo, per mezzo della Chiesa.
2. Il dato della Tradizione in Dei Verbum:
I numeri della Costituzione sulla Divina Rivelazione riguardanti la Tradizione orale che maggiormente ci interessano sono il n. 9 e 10, i quali recitano rispettivamente:
«La sacra Tradizione dunque e la sacra Scrittura sono strettamente congiunte e comunicanti tra loro. Poiché ambedue scaturiscono dalla stessa divina sorgente, esse formano in certo qual modo un tutto e tendono allo stesso fine. Infatti la sacra Scrittura è la parola di Dio in quanto consegnata per iscritto per ispirazione dello Spirito divino; quanto alla sacra Tradizione, essa trasmette integralmente la parola di Dio - affidata da Cristo Signore e dallo Spirito Santo agli apostoli - ai loro successori, affinché, illuminati dallo Spirito di verità, con la loro predicazione fedelmente la conservino, la espongano e la diffondano; ne risulta così che la Chiesa attinge la certezza su tutte le cose rivelate non dalla sola Scrittura e che di conseguenza l'una e l'altra devono essere accettate e venerate con pari sentimento di pietà e riverenza» (n. 9).
«È chiaro dunque che la sacra Tradizione, la sacra Scrittura e il magistero della Chiesa, per sapientissima disposizione di Dio, sono tra loro talmente connessi e congiunti che nessuna di queste realtà sussiste senza le altre, e tutte insieme, ciascuna a modo proprio, sotto l'azione di un solo Spirito Santo, contribuiscono efficacemente alla salvezza delle anime» (n. 10).
3. Il dato della Tradizione in Trento e nel Vaticano I
Questo insegnamento è contenuto nel decreto Sacrosancta del Concilio di Trento, promulgato nella IV sessione dell’8 aprile 1546, che dice:
«[…] il sinodo sa che questa verità e disciplina è contenuta nei libri scritti e nelle tradizioni non scritte, che raccolte dagli apostoli dalla bocca dello stesso Cristo e dagli stessi apostoli, sotto l’ispirazione dello Spirito santo, tramandate quasi di mano in mano, sono giunte fino a noi, seguendo l’esempio dei padri della vera fede, con eguale pietà e venerazione accoglie e venera tutti i libri, sia dell’antico che del nuovo Testamento, essendo Dio autore di entrambi, e così pure le tradizioni stesse, inerenti alla fede e ai costumi, poiché le ritiene dettate dalla bocca dello stesso Cristo o dallo Spirito Santo, e conservate nella chiesa cattolica in forza di una successione mai interrotta»[1].
Secondo alcuni critici, tra i quali J.R. Geiselmann, Y. Congar, P. de Vooght, scomparsa nel testo tridentino definitivo la particella partim e sostituita con la congiunzione et alquanto innocua, da sola sarebbe stata incapace di definire la Tradizione come canale della Rivelazione, distinto e indipendente dalla Scrittura. Per questi, il Concilio avrebbe assunto una posizione agnostica, limitandosi ad affermare che accanto alla Scrittura ci sono anche tradizioni apostoliche non scritte. Pertanto concludevano che:
a) la Scrittura contiene tutta la rivelazione («principio, questo, comune sia ai cattolici che ai protestanti, della sufficienza materiale della “Scriptura sola”»);
b) la Scrittura per essere rettamente capita necessita della Tradizione (principio dell’insufficienza formale delle Scritture, non in comune con i protestanti);
c) di conseguenza la Tradizione ha solo una funzione interpretativa e dichiarativa della Scrittura.
In realtà, come ripeterà il Vaticano I, la Chiesa attinge e dalla Scrittura e dalle tradizioni non scritte la sua fede. Pertanto, c’è anche una Tradizione costitutiva della fede.
Il testo principale del Vaticano I, che tratta della Tradizione, è la Costituzione Dei Filius, promulgata nella III sessione del 24 aprile 1870 che, mentre riproduce quasi letteralmente il decreto Sacrosancta del Tridentino, si intrattiene più diffusamente sulla Scrittura, per rispondere ai problemi e alla necessità di quel tempo. I Padri del Vaticano I chiedono fondamentalmente due cose al primigenio testo della Commissione dottrinale: riprodurre fedelmente il testo del Tridentino, e togliere quelle piccole aggiunte che erano state apportate. Così recita il testo definitivo:
«Questa rivelazione soprannaturale, secondo la fede della chiesa universale, proclamata dal santo concilio di Trento, è contenuta “nei libri scritti e nella tradizione non scritta, che, ricevuta dagli apostoli dalla bocca dello stesso Cristo o trasmessa quasi di mano in mano dagli stessi apostoli, per ispirazione dello Spirito Santo, è giunta fino a noi”»[2].
Il p. Umberto Betti, acuto conoscitore del Vaticano I, membro della Commissione dottrinale del Vaticano II e relatore sul cap. II della Dei Verbum, commentando questo testo della Dei Filius, riconosce che anche nelle precedenti formulazioni del testo, «mai è affiorato qualche dubbio sull’uguale importanza della parola di Dio scritta e non scritta». Pertanto «non è arbitrario pensare che se i Padri conciliari ne avessero avuto l’occasione avrebbero dato anche sulla Tradizione un insegnamento ufficiale conforme alla convinzione comune che ne avevano. Ed essa era appunto che la Tradizione è fonte di rivelazione nello stesso modo che lo è la Scrittura»[3].
4. Una “nuovo” concetto di Tradizione o una scelta pastorale del Vaticano II?
Perché però il Vaticano II preferisce non ritornare sulla dottrina delle due fonti della Rivelazione e spiegare la Tradizione come trasmissione della Parola di Dio e dell’insegnamento degli Apostoli, tralasciando la definizione ormai matura e opportuna della insufficienza materiale delle Scritture? Chiaramente, qui si enuclea il fine del Concilio che è pastorale e una delle sue principali preoccupazioni: l’ecumenismo nel dialogo con gli esponenti della Riforma. Il fine del Concilio permea anche un documento così importante quale la Costituzione sulla Divina Rivelazione. La non-infallibilità (generale o generica) dei documenti del Vaticano II, che non significa affatto fallibilità ma unicamente non-definitività, perciò suscettibilità di verifica e di miglioramento, in vista di un eventuale pronunciamento ex cathedra, in questo caso, mentre spiega la ragione di una scelta e di una riduzione così importanti, diventa sprone per un’analisi attenta, in ragione soprattutto degli effetti deleteri di un’ermeneutica della discontinuità applicata alla Costituzione sulla Divina Rivelazione.
Perciò non si può prescindere dalla scelta pastorale del Concilio, quale vero metro di confronto dottrinale.
Questa scelta pastorale di dire la dottrina della Tradizione, attraversa l’intero Concilio e limita allo stesso tempo anche l’insegnamento propriamente dogmatico al tempo che si voleva incontrare, nulla vietando che il Magistero si possa nuovamente pronunciare su questo tema in modo definitivo, chiarendo l’in sé della Tradizione della Chiesa, riprendendo così quanto era già unanime.
Dalla Dei Verbum in poi c’è stata comunque una vera svolta. La Tradizione normalmente è presentata come sola trasmissione della Scrittura. È un caso il possente biblicismo impostosi a scapito della Parola di Dio letta con la fede della Chiesa?
Si è verificata una vera inversione che puntualmente viene così sintetizzata da Gherardini:
«…la disgregazione dell’identità cattolica, dovuta ad un’insostenibile reinterpretazione delle fonti cristiane, con conseguente alterazione dei dati storici, relativizzazione della parola di Dio orale e scritta e una rilettura della Tradizione apostolica sullo sfondo dello storicismo hegeliano e del relativismo dottrinale[4].
È prevalso poi l’attributo “vivente” applicato alla Tradizione, inteso come progresso in sé, mutazione evolutiva, non nell’alveo dell’eodem sensu eademquae sententia, ma del nuovo voluto per se stesso e spesso in contraddizione con l’antico. Facendo ingresso la categoria “storia” nell’impianto della fede, la fede stessa, libera da un canone quale regola fidei proxima et norma normans fidei, ovvero la Tradizione, è stata soggetta ad ogni divenire. Anche al divenire della fede. Quell’adattamento al mondo era possibile perché la fede poteva diventare anche un’altra cosa, poteva assumere anche un’altra forma da quella cattolica.
La Tradizione della Chiesa, invece, è un baluardo di difesa, un vero progresso, è il criterio della verità, la sua misura, perché radicata nella verità di Cristo. Di quell’unica verità è annunziatrice, di quella Verità che ininterrottamente ci raggiunge oggi, ed è la sola che può assicurare alla fede la sua consistenza e durata, ieri come oggi e nel futuro.
Grazie a Mons. Gherardini per la sua intrepida lotta volta a difendere il genuino senso della Traditio, come ricevuta dalla Chiesa nella sua forma originaria e perciò sempre valida.
Non si tratta di fare un processo al Vaticano II, ma di vedere con realismo i punti di svolta rispetto alla dottrina definita sulla Tradizione (orale). Questo non per affossare il Concilio, ma per capirlo correttamente e collocarlo nella sua giusta dimensione: non un tutto, ma uno sforzo di dialogo pastorale.
p. Serafino M. Lanzetta,FI


[1] DH 1501.
[2] DH 3006.
[3] U. Betti, La Tradizione è una fonte di rivelazione?, in «Antonianum» 38 (1963) 41.
[4] B. Gherardini, Quod et tradidi vobis. La Tradizione vita e giovinezza della Chiesa, Frigento 2010, p. 230.

La Tradizione vita e giovinezza della Chiesa

Il 20 maggio scorso presso la Chiesa di Ognissanti in Firenze, sono stati presentati due recenti libri di Mons. Brunero Gherardini: Quaecumque dixero vobis. Parola di Dio e Tradizione a confronto con la storia e la teologia, Lindau 2011 e Quod et tradidi vobis. La Tradizione vita e giovinezza della Chiesa, Casa Mariana Editrice 2010.
All'incontro sono intervenuti oltre all'Autore, il prof. Don Renzo Lavatori, il prof. p. Serafino M. Lanzetta e la Dr.ssa Cristina Siccardi.


Da sinistra: Mons. B. Gheradini, C. Siccardi, P. S. M. Lanzetta e Don R. Lavatori





Di seguito riportiamo l'intervento audio conclusivo di Mons. Brunero Gherardini

 
 
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