http://4.bp.blogspot.com/_14vrv7ni7HM/TLYyK0PS85I/AAAAAAAABU8/h4xBT0R8kQU/s1600/20101013225550_D0064009.jpg

terça-feira, 2 de junho de 2009

Cardeal Cipriani: relativismo penetra dentro e fora da Igreja






Entrevista com o arcebispo de Lima

Por Carmen Elena Villa

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 1 de junho de 2009 (ZENIT.org).- Com grande preocupação, o cardeal Juan Luis Cipriani, arcebispo de Lima, expressou suas opiniões sobre o relativismo moral que se vive na América Latina e que atinge a Igreja tanto dentro como fora.

No diálogo com Zenit, ao concluir a visita ad limina apostolorum, que os bispos peruanos realizaram à cidade de Roma, o purpurado se referiu a temas como a verdadeira vocação do sacerdote e a identidade dos institutos católicos.

Também compartilhou como foram estes dez anos de serviço episcopal na arquidiocese de Lima.


– Compartilhe conosco a experiência do encontro que os bispos do Peru tiveram com o Papa Bento XVI no dia 18 de maio.

– Cardeal Juan Cipriani: No Papa encontramos, como sempre, uma grande alegria, uma paz muito grande. Para mim, uma das coisas mais impressionantes é como ele nos confirma na beleza da mensagem de Cristo. Ser claros ao anunciar Cristo tem uma beleza e um entusiasmo que o Papa, nessa juventude de seu espírito, transmitiu-nos. É um pai com um espírito e um entusiasmo muito fresco, apesar de que acabava de voltar da Terra Santa.

– Está por concluir o ano paulino e os bispos do Peru tiveram a oportunidade de celebrar uma Eucaristia na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma. Que ensinamentos o Apóstolo dos Povos pode dar ao mundo de hoje?

– Cardeal Juan Luis Cipriani: São Paulo é um homem cuja credibilidade está em função de seu martírio. Ele cresce entre os gentios e é uma das colunas da Igreja.

Creio que o que hoje está faltando na Igreja é o martírio da fé, esse ter a audácia e a coragem de viver uma fé que nos leva a morrer aos caprichos pessoais, à soberba pessoal, à sensualidade. Deve nos levar a morrer a esse complexo do relativismo que quer que todas as posições sejam iguais e é preciso vencê-lo. Leva-nos a ter a audácia de propor Cristo vivo e, portanto, viver esse respeito e reverência ao Corpo de Cristo na Eucaristia, recebendo-o de maneira respeitosa, e deixar de lado posições um pouco tíbias e temerosas, que estão fazendo em grandes grupos da Igreja um enorme problema de tibieza, ou seja, a religião como um menu segundo o gosto do consumidor ou como uma ONG preocupada de melhorar o ambiente.

Falta-nos o sabor que imprime uma Teresa de Calcutá, um Josemaría Escrivá ou, é claro, um São Paulo. É o caminho do martírio, o caminho da contemplação. Se deixamos de lado a contemplação, essa experiência de encontro com Cristo à qual Bento XVI nos convida em sua primeira encíclica, para realmente ver com os olhos de Cristo, falar com suas palavras, sofrer com seu sofrimento, se deixamos de lado o martírio e a contemplação, ficamos sem ressurreição, então a alegria desta fé passa a ser o peso das contradições, o caminho da negociação. Finalmente, a mensagem cristã se dissolve em um simples convite à boa vontade de alguns.


Creio que o Papa Bento XVI, como João Paulo II, ambos de diferentes modos, estão convidando todos – cardeais, bispos, sacerdotes, religiosos e, é claro, leigos – a não terem medo a lançar-nos a esse martírio da cruz: a cruz do que não tem medo de afirmar a verdade no trabalho, na política, na economia; o martírio que supõe que o sacerdote celebre a missa respeitando as normas do magistério, que os religiosos, cheios de entusiasmo, leiam uma e mil vezes a vida de seus santos fundadores e não tenham temor dessa entrega sem limites: “Não sou eu quem vivo, é Cristo que vive em mim”. (Gál 2, 20).

Por isso, São Paulo nos leva a uma proposta de conversão que para mim é um convite que tomara que tenhamos a coragem de assumir, porque já estamos bastante satisfeitos de palavras bonitas: precisamos de santos, que caminhando pelas ruas e dirigindo suas famílias, trabalhando nos ofícios mais humildes ou sendo grandes economistas ou políticos, irradiem uma luz tão forte, seu sal seja de tal sabor, que voltemos a ver essa primavera da qual nos falava João Paulo II, de lares, de escolas. Não é uma utopia, é uma possibilidade ao alcance da santidade. Se não tomarmos a decisão de ser santos, não entenderemos a mensagem de São Paulo.


– Sobre esse relativismo, essa tibieza da qual nos fala: como o senhor vê isso concretamente na América Latina?

– Cardeal Juan Luis Cipriani: Fala-se tanto dos direitos humanos, mas logo depois encontramos aquelas crianças mal nutridas, mal acolhidas por seus pais, que não têm o lar que devem ter, aquela escola que não dá o calor, o respeito e o testemunho dos professores. Isso está limitando enormemente os direitos humanos desses jovens e dessas crianças. A legislação deveria respeitar estas crianças, apoiando as famílias numerosas, dando possibilidades de acesso às mães de família quando têm mais filhos, e dessa maneira encontraríamos menos essa enorme quantidade de filhos naturais.

Outra maneira bem concreta são os seminários. Nos seminários penso que se estão dando passos interessantes, mas é preciso continuar tendo a coragem de que estes jovens, que estão se preparando para ser outros Cristos, possam ter o sabor do que é um bom momento de oração diante do Santíssimo, do que são horas de estudo bem programadas, do que é essa autodisciplina para saber distinguir o que é a pornografia na televisão, na Internet, no sistema de mensagens, e assim poder ser pessoas maduras, que saem a serviço dos demais, tendo tido essa liberdade e essa experiência de contemplação e dessas horas de estudo com seriedade. Deve-se promover neles personalidades humanas maduras, que não estejam escondidas, mas que amadureceram para dar-se aos demais e deste modo não sairão às ruas com essa superficialidade na qual falta maturidade de seus afetos, que depois lhes gerará problemas.

Em qualquer ambiente que toquemos, poderíamos falar da política. A política deve ser mais coerente com a verdade. Esta crise financeira internacional, como vimos, deve-se principalmente a uma desconfiança por falta de ética e de moral, por abuso. É necessário respeito pelas normas jurídicas, políticas, não abusar da posição que se tem. Evidentemente, todas estas estruturas que tentam unir-nos mais seriam úteis, mas o que fazemos com algumas Nações Unidas de pura estrutura econômica vazias de conteúdo ético e moral? E com todas essas organizações internacionais que, buscando unicamente negociações puramente externas, não pretendem criar um clima de uma maior formação moral, espiritual, ética? A tibieza invadiu o sistema mundial e essa tibieza gera espíritos indecisos. Deste modo, os negociadores da armadilha e da mentira, os poderosos da corrupção, têm êxito. É forte o que digo, mas não creio que o espaço onde estamos tenha um remédio fácil. Creio que temos de aplicar-lhe um remédio mais forte.


– Os problemas que o senhor menciona, como acha que tocam a realidade eclesial na América Latina?

– Cardeal Juan Luis Cipriani: Eu penso que há algo que está muito dentro do ser humano: o afã de ostentação, a vaidade. Quando o responsável, seja ele sacerdote ou bispo, ao invés de ser um servidor, um tapete para que seus irmãos pisem, o último dos servidores..., pensa que o cargo que possui lhe permite alguns benefícios, algumas comodidades; então, lamentavelmente, essa escola de vaidade, de superficialidade, converte-se em um caminho que não funciona. Muitas vezes se vê que quem está à frente de uma instituição ou responsabilidade, mais do que servir os demais, serve-se deles. Penso que muitas vezes estas ações têm uma etiqueta de ajuda ao próximo, mas por trás têm um conteúdo ideológico-político, como qualquer outra alternativa de outro grupo.

Nós, sacerdotes, não podemos servir-nos da Igreja para fazer um teatro e depois deixar a Igreja muito mal, com uma hipocrisia e um cinismo que realmente vai sendo cada dia mais pavoroso. Isso se conserta com um pouquinho mais de autoridade e de respeito às normas estabelecidas.

Sei que algum grupo poderia dizer: “isso parece um autoritarismo medieval”. Não, deve-se perder o medo dessas críticas ladinas. Todo ser humano requer apoio e orientação de alguém, tem necessidade de exemplo e liderança. Em toda instituição há algumas normas e quem não as cumpre vai embora da instituição. Eu creio que está faltando em muitos níveis da Igreja uma maior autoridade e uma maior obediência. E creio que isso não é nem medieval, nem moderno, nem pós-moderno. Assim foi desde Adão e Eva e assim será até o final dos séculos.


– A América Latina viveu nos últimos meses os escândalos do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, que reconheceu a paternidade quando ainda era bispo, e do Pe. Alberto Cutié. Ambos deram muito o que falar sobre o celibato sacerdotal. Por que os sacerdotes vivem este conselho evangélico?

– Cardeal Juan Luis Cipriani: A encíclica Deus Caritas Est diz tudo. Eu creio que não devemos falar só destes dois casos, do celibato, mas do amor humano em geral. O Papa nos explica com muito detalhe como esse amor, que inicia nesse movimento do eros, converte-se em um ágape. Já não é o impulso do sexo que está posto por Deus na natureza humana, mas esse impulso se purifica e se converte em entrega ao outro, no ágape.

O amor já não é somente o impulso de um, mas a entrega e o encontro de dois, que faz que sejam uma nova criatura, que é o amor. O Santo Padre nos diz que, no Novo Testamento, quase sempre se utiliza a palavra ágape. O Papa começa a explicar-nos o que é o amor dizendo-nos: “o amor nasce na cruz”, porque “tanto amou Deus o mundo, que nos enviou a seu filho unigênito para que, morrendo na cruz, nos redimisse”. É Deus quem o define, de uma maneira muito clara, não só com palavras, mas com o envio de seu filho. Portanto, no mundo de hoje, ao não querer aceitar a dor, o sacrifício que leva à vida, mata-se o amor, e o que resta? Fica a possessão sexual. Amputou-se por temor, por covardia, por tibieza, a capacidade de sofrimento, porque só se busca o êxito e o prazer. Matamos a planta que surge da dor, que é o amor e, portanto, em muitas relações humanas, familiares, dá-se uma relação totalmente material, na qual praticamente a integridade da pessoa não está comprometida. Quando esse materialismo se apropria das relações humanas, então o homem e a mulher se convertem em objetos de uma experiência sexual mais ou menos ilustrada e, portanto, essa experiência perde sua estabilidade, vai e vem, não produz essa alegria da entrega, porque não sai da dor nem do sacrifício e, quando se apresenta uma enfermidade ou um problema econômico, uma discussão..., rompe-se os matrimônios do mesmo modo que ocorre com estes casos, como Lugo ou o Pe. Cutié, que no momento de sentir um sacrifício superior às suas forças, rompem a palavra dada.

Aos sacerdotes se pede essa castidade que se pede também ao matrimônio. Há uma castidade conjugal e há uma castidade no celibato. Quem sabe amar e quem tem a experiência de um amor matrimonial saudável e estável sabe de que estou falando. É o mesmo que a Igreja oferece a quem entrega tudo por amor a Deus. Não é menor nem é mais difícil, mas o produto desse amor hoje está escasso e, portanto, em um mundo materialista e um pouco hedonista, é difícil explicar o celibato, que é um tesouro da Igreja. Por este motivo, se quer converter esse tesouro em barro, porque quem tem os olhos sujos, não distingue nem a verdade, nem o amor, nem a beleza.


– Continuando com os temas de atualidade, vemos como, em 17 de maio passado, a Universidade de Notre Dame nos Estados Unidos condecorou o presidente Barack Obama, apesar de suas políticas contrárias à vida humana. As universidades católicas estão renegando sua fé?

– Cardeal Juan Luis Cipriani: Eu creio que é necessário voltar às fontes. A identidade católica não é propriedade de uma universidade, nem do reitor, nem do ministro de educação. A identidade católica está acreditada pela Igreja Católica. O que não se pode e não se faz em nenhuma instituição é dizer “este é um carro Toyota”, se a fábrica Toyota não lhe põe a marca.

Creio eu que é necessário um pouco de clareza e de autoridade. De clareza por parte dos que são responsáveis para poder dizer: “se você não quer, deixe de ser católico”. Mas o que não podemos é vender um produto desgastado. Pensar que os pais e os filhos vão a uma universidade que tem o letreiro de “católica” e que depois ensina o contrário à fé é uma confusão e um abuso. Creio que a Igreja tem o dever de chamar as coisas pelo nome.

O que não me parece bem é que haja um presidente dos Estados Unidos, com todo o respeito que merece o Senhor Obama, que vá a uma universidade católica para explicar aos católicos o que é ser católico e, em seu discurso, faça toda uma aula de teologia vazia, cheia de relativismo, muito perigosa, convocando os dissidentes da Igreja Católica. É uma vergonha.

Penso que os bispos norte-americanos reagiram com bastante honradez, ainda que nem todos. Eu não sou partidário da polêmica e da confrontação. Mas parece uma provocação prestar uma homenagem católica a um presidente que nos primeiros cem dias impulsionou o aborto, os casamentos gays, as pesquisas com células-tronco embrionárias e toda uma agenda antivida. Não me parece que seja a pessoa mais adequada para receber um reconhecimento da universidade de Notre Dame, que, aliás, há muitos anos está nesta grande confusão.

Em todos os tempos a tivemos, não pensemos que a Igreja começa conosco. Isto é muito antigo. Mas, qual é a diferença? Que antes, quem dissentia, ia embora da Igreja; hoje fica dentro e isto me parece que requer de nós, por amor à Igreja, um pouco mais de firmeza. Olhemos algumas destas situações diante de Jesus, na Eucaristia e na cruz, e digamos: “Senhor, isto é como em teus tempos, nem mais nem menos. Mas como respondiam teus discípulos? Primeiro com temor, logo com dor e depois com martírio. Pois se estes são os tempos; aqui estamos, Senhor, para que, por amor a ti e à Igreja, ao teu corpo místico, tenhamos a coragem de defendê-la até o final”.

Por exemplo, vemos com que clareza e amor à verdade o Papa Bento XVI voltou da Terra Santa. Com que alegria, com que clareza abordou todos os temas que pareciam difíceis, do ponto de vista político, mas ele os tratou do ponto de vista do que quer um peregrino da paz, um Vigário de Cristo. Cada vez o amam mais, cada vez é um líder que ilumina mais este mundo que está na escuridão.


– Como o senhor acha que este problema atinge as universidades católicas na América Latina?

– Cardeal Juan Luis Cipriani: As universidades e as escolas e até os times de futebol refletem o que ocorre na sociedade. Pode haver uma universidade que tenha uma proposta luterana, marxista ou pagã, mas deixemos que haja também uma universidade com a proposta católica. Esta está muito bem definida por João Paulo II em muitos de seus escritos e o condensou na constituição apostólica Ex code ecclesiae. Portanto, não é de nenhuma maneira uma limitação à autonomia universitária, não confundamos a autonomia que tantas vezes foi a resposta ao controle estatal.

Mas toda ciência tem a limitação de seu próprio método científico e, portanto, com os métodos da filosofia eu não posso fazer bioquímica. Com os métodos da teologia eu não posso fazer física. A proposta católica, que é uma contribuição à sociedade e ao progresso, simplesmente pede nesse espaço que se lhe permita em sua integridade ser oferecida a todos os alunos. Nessa integridade católica, logicamente, creio eu que não é nenhum problema nem a liberdade de cátedra, nem a autonomia. Não vai ser um projeto confessional, no sentido de fechado, porque então a universidade fracassaria e as universidades católicas não fracassaram. Foram pioneiras em muitas partes do mundo.

Compreendo que a situação reflete este relativismo de pensamento e que muita gente, em nome da tolerância, é muito intolerante. Exigem tolerância, como ordinário do lugar, e contudo não toleram a proposta católica que a Igreja propõe. Então, temos de ser um pouco mais sinceros. A verdade é algo que é doloroso, a verdade cansa, constrói, enche de esperança, de fé e de alegria e creio que devemos redescobri-la.

Estamos em um mundo no qual as comunicações trazem a possibilidade da transparência. Pois que essa transparência permita que se veja a verdade.

Creio eu que são momentos em que se deve ter uma enorme proximidade com o Senhor, deve-se ter paixão pelo tempo que nos coube viver, e não temor; deve-se buscar no fundo do coração das pessoas essa semente de bondade que todos temos, mas não fazê-lo pela via de uma negociação política ou de um intercâmbio de poderes, como um intercâmbio de equilíbrios ou como uma complicação ideológica. É muito mais sério. Levemos mais a sério a pessoa humana, a família, Deus criador, Deus feito homem, nossa mãe Santa Maria, no que representa para a maternidade de uma mulher.

Cardeal D. Eugenio de Araújo Sales:Espiritualidade: A missa dominical



O cumprimento do dever de participar da Missa cada domingo e nos dias santos de guarda é um dos sinais de uma vida religiosa autêntica. Diz o "Catecismo da Igreja Católica" (nº 2.181): "Aqueles que deliberadamente faltam a esta obrigação, cometem pecado grave". A fidelidade às orientações e exigências da Igreja são fundamentais para ser membro vivo da obra de Cristo. A participação semanal ao Santo Sacrifício é importante fator, que nos alimenta em nossa fraqueza com a fortaleza que nasce da Eucaristia.


Esse amparo espiritual faz-se mais significativo em nossos dias, pois uma mentalidade errônea sobre a liberdade favorece a escolha de elementos eclesiais a critério dos indivíduos e não segundo o ensino de Cristo. E, assim, organizam uma religião que é católica apenas de nome. Torna-se mais grave quando o cristianismo é manipulado por opções ideológicas. Um referencial é a palavra do Papa João Paulo II, em sua primeira visita ao Brasil. A homilia em Aparecida, em 5 de julho de 1980, nos ajuda a discernir o verdadeiro do falso nessa matéria: "Qual é a missão da Igreja, se não a de fazer nascer o Cristo no coração dos fiéis? (...) E este anúncio de Cristo Redentor, de sua mensagem de salvação, não pode ser reduzido a um mero projeto humano de bem-estar e felicidade temporal. Tem, certamente, incidências na história humana, coletiva e individual, mas é fundamentalmente anúncio da libertação do pecado".


Prejudicando seriamente o plano de Deus, há os que reduzem a Igreja à tentativa da construção de uma sociedade sem injustiças e outros que se limitam a uma espiritualidade sem um profundo vínculo com a superação dos males, inclusive sociais frutos do pecado. A orientação correta é a que decorre dos ensinamentos de Jesus autenticamente transmitidos pela Hierarquia.

A valorização da assistência à Missa, dentro de um contexto comunitário e especialmente em dias de preceito, sofre com essas tendências. Tal é a importância do assunto que o Papa foi levado a publicar precioso documento, a Carta Apostólica "Dies Domini", com data de 31 de maio de 1998, dirigida ao Episcopado, ao Clero e aos fiéis sobre a santificação do domingo.


Os primeiros cristãos necessitavam de boa dose de heroísmo para viver a sua fé, em virtude do ritmo dos dias do calendário. O grego e o romano não propiciavam aos fiéis o tempo livre do domingo e, em conseqüência, estes celebravam os Ofícios divinos na madrugada. Os costumes evoluíram à luz do cristianismo nascente. No século III, um autor escreveu o que já então se constatava em toda a região: a santificação do domingo já era observada. No entanto, ainda no século IV, um grupo de cristãos foi levado a um tribunal pelo delito de participar de reuniões ilícitas - no caso, a Celebração Eucarística. A resposta foi clara e peremptória: "Temos celebrado a assembléia dominical por que não nos é permitido omiti-la". E morreram mártires de sua Fé.


O costume, (mais tarde, preceito) da assistência à Missa aos domingos e dias santificados vem, pois, das origens do cristianismo. Hoje, essa presença que caracteriza o católico deve ser objeto de um exame de consciência.

No decorrer desses dois milênios persistiu o preceito do primeiro dia da semana, em modalidades variadas. Constitui parte integrante da própria existência do fiel. Há causas que o escusam. Entre elas, a ausência do Ministro ordenado. Nesses casos, o fiel é exortado vivamente – portanto, conselho e não estrito dever - a participar da Liturgia da Palavra. O Código de Direito Canônico (can 1.248) recomenda, de modo claro, a dedicação de um tempo a atos piedosos que santifiquem o Dia do Senhor. No entanto, a assistência à Missa, mesmo fora da paróquia, é obrigatória, desde que não haja grave incômodo para dela não participar.


A obrigação perdura. O Código do Direito Canônico também afirma: "É grave encargo a assistência à Missa aos domingos e festas de preceito. Somente uma causa suficiente a dispensa e, mesmo assim, recomenda-se substituí-la por práticas religiosas”.
Trata-se de "recomendação" (cânones 1.247 e 1.248).
Infelizmente, no período pós-conciliar surgiu a falsa informação de ter sido abolido o dever de assistência à Missa aos domingos e dias santos, como também a abstenção dos trabalhos servis no Dia do Senhor.


O "Catecismo da Igreja Católica" (nº 2.181) usa como exemplos dos motivos sérios, relevantes, que dispensem da obrigatoriedade da observância do Dia do Senhor, inclusive da Santa Missa: "Doença, cuidado com bebês", a que se poderiam acrescentar outros assemelhados, como "distância do local da Santa Missa" que, acarretasse incômodo de vulto a quem a percorresse. E, como se trata de uma participação comunitária, não cumpre esse dever quem assiste a transmissão pela televisão ou rádio, mesmo que seja de grande proveito espiritual. De modo particular, beneficiam-se os enfermos e encarcerados, impedidos de chegar a uma igreja. O mesmo se diga dos que residem distantes dos templos.


A importância da fidelidade ao preceito grave da assistência à Santa Missa se origina do valor infinito do Santo Sacrifício, explicitado pelas palavras do Santo Padre em "Dies Domini".
Santificar o Dia do Senhor – assistência à Missa dominical e repouso semanal – favorecendo inclusive a vida familiar – é contribuir para a paz e a convivência pacífica na comunidade. Aproxima-nos do Senhor e abre novas perspectivas a uma autêntica vida cristã.

Cardeal D. Eugenio de Araújo SalesArcebispo Emérito da Arquidiocese do Rio de Janeiro

QUADRÚPLICE FIM DO SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA



1) A Santa Missa é um sacrifício latrêutico

No Antigo Testamento procuravam os homens honrar a Deus por toda a espécie de sacrifícios; no Novo Testamento, porém, presta-se maior a honra a Deus com um só sacrifício da Missa do que com todos os sacrifícios do Antigo Testamento, que eram só figuras e sombras da sagrada Eucaristia. Pela Santa Missa se presta a Deus a honra que lhe é devida, porque, por meio dela, recebe ele a mesma honra infinita que Jesus Cristo lhe prestara sacrificando-se na cruz. Uma só Missa presta a Deus maior honra que todas as orações e penitências dos santos, todos os trabalhos dos apóstolos, todos os sofrimentos dos mártires, todo o amor dos serafins e mesmo da Mãe de Deus, porque todas as honras dos homens são de natureza finita, enquanto a honra que Deus recebe pelo santo sacrifício da Missa é infinita, visto que lhe é prestada por uma pessoa divina.


Devemos por isso reconhecer, com o santo Concílio de Trento, que a Santa Missa é a mais santa e divina de todas as obras (Sess. 22). Nosso Senhor morreu especialmente para esse fim, para poder criar sacerdotes do Novo Testamento. Não era necessário que o Salvador morresse para remir o mundo; uma só gota de seu sangue, uma lágrima, uma só oração teria bastado para operar a salvação de todos, porque, sendo essa oração de valor infinito, seria suficiente para remir não só o mundo, mas também mil mundos. Para criar, porém, um sacerdote, devia Jesus Cristo morrer, pois, do contrário, donde se tiraria esse sacrifício que agora oferecem a Deus os sacerdotes do Novo Testamento, esse santo e imaculado sacrifício que, por si só, basta para dar a Deus a honra que lhe é devida? Ainda que se sacrificasse a vida de todos os anjos e santos, mesmo assim esse sacrifício não prestaria a Deus essa honra infinita que lhe dá uma única Santa Missa.


2) A Santa Missa é um sacrifício propiciatório

Que a Santa Missa é verdadeiramente um sacrifício propiciatório, que inclina Deus a nos perdoar não só a pena mas também a culpa dos pecados, pode-se deduzir já da instituição da sagrada Eucaristia, que foi feita especialmente para a remissão dos pecados: “Este é o meu sangue, que será derramado por muitos, para a remissão dos pecados”, disse Jesus Cristo (Mt 26, 28). A Santa Missa perdoa até os maiores pecados, não imediatamente, mas só mediatamente, como afirmam os teólogos, isto é, Deus, em consideração ao sacrifício do altar, concede a graça que leva o homem a detestar seus pecados e a purificar-se deles no sacramento da penitência. Quanto às penas temporais, que devem ser expiadas depois da destruição da culpa, são elas perdoadas por virtude da Santa Missa, ao menos parcialmente, quando não de todo. Numa palavra, a Santa Missa abre os tesouros da divina misericórdia em favor dos pecadores.


Desgraçados de nós se não houvesse esse grande sacrifício, que impede à justiça divina que nos envie os castigos que merecemos por nossos pecados: é certo que todos os sacrifícios do Antigo Testamento não podiam aplacar a ira de Deus contra os pecadores. Se se sacrificasse a vida de todos os homens e anjos, a justiça divina não seria satisfeita devidamente nem sequer por uma única falta que a criatura tivesse cometido contra seu Criador. Só Jesus Cristo podia satisfazer por nossos pecados: “Ele é a propiciação pelos nossos pecados” (1 Jo 2, 2). Por isso o Padre Eterno enviou seu Filho ao mundo, para que se fizesse homem mortal e, pelo sacrifício de sua vida, O reconciliasse com os pecadores. Esse sacrifício é renovado em cada Missa. Não ha dúvida: o sangue inocente do Redentor clama muito mais fortemente por misericórdia em nosso favor que o sangue de Abel por vingança contra Caim.


Mas também pelos defuntos pode ser oferecido este sacrifício. Por isso o sacerdote, na Santa Missa, pede ao Senhor que se recorde de seus servos que partiram para a outra vida e dormem o sono da paz, e que lhes conceda, pelos merecimentos de Jesus Cristo, o lugar de repouso, da luz e da paz. Se o amor de Deus que possuem as almas ao sair desta vida não basta para purificá-las, essa falta fica reparada pelo fogo do purgatório; muito melhor, porém, a repara o amor de Jesus Cristo por meio do sacrifício eucarístico, que traz às almas grande alívio e, muitas vezes, até a libertação completa de seus sofrimentos. O Concílio de Trento declara que as almas que sofrem no purgatório, pela intercessão dos fiéis, mas em especial pelo santo sacrifício da Missa, podem ser muito auxiliadas. E acrescenta (Sess. 22, c. 2) que isso é uma tradição apostólica. Santo Agostinho exorta-nos a oferecer o sacrifício da Santa Missa por todos os defuntos, para o caso de que não possa aproveitar às almas por que pedimos.


3) A Santa Missa é um sacrifício eucarístico

É justo e razoável que agradeçamos a Deus os benefícios que nos fez em sua infinita bondade. Mas que digno agradecimento podemos dar-lhe nós, miseráveis? Se Deus nos tivesse dado uma única vez um sinal de sua afeição, estaríamos obrigados a um agradecimento infinito, porque esse sinal de amor seria o favor e dom de um Deus infinito. Mas eis que o Senhor nos deu esse meio de cumprir com nossa obrigação e de agradecer-lhe na Santa Missa a Jesus Cristo. Dessa maneira dá-se a Deus o mais perfeito agradecimento e satisfação; pois, quando o sacerdote celebra a Santa Missa, dá-lhe um digno agradecimento por todas as graças, mesmo por aquelas que foram concedidas aos santos no céu; tal ação de graças, porém, não podem prestar a Deus todos os santos juntos, de maneira que também nesse respeito a dignidade sacerdotal sobrepuja todas as dignidades, não excetuadas as do céu.


A vítima que é oferecida ao Eterno Pai na Santa Missa é seu próprio Filho, em quem pôs toda a sua complacência. Por isso dirigia Davi suas vistas a este sacrifício, quando excogitava um meio de agradecer a Nosso Senhor pelas graças recebidas: “Que darei ao Senhor por tudo o que ele me tem feito?” pergunta ele, e responde: “Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor” (Sl 115, 12). O próprio Jesus Cristo agradeceu a seu Pai celeste todos os benefícios que tinha feito aos homens, por meio deste sacrifício: “E, tomando o cálice, deu graças e disse: Tomai-o e distribuí-o entre vós” (Lc 22, 17).


4) A Santa Missa é um sacrifício impetratório

Se já temos a segura promessa de alcançar tudo que pedimos a Deus em nome de Jesus Cristo (Jo 16, 23), muito maior deve ser a nossa confiança se oferecemos a Deus seu próprio Filho. Este nosso amante Salvador roga por nós sem cessar lá no céu (Rom 8, 34), mas, de modo todo especial, durante a Santa Missa, em que se sacrifica a seu Eterno Pai, pelas mãos do sacerdote, para nos alcançar suas graças. Se soubéssemos que todos os santos e a Santíssima Virgem estão rezando por nós, com que confiança não esperaríamos de Deus os maiores favores e graças. Está, porém, fora de dúvida que um só rogo de Jesus Cristo pode infinitamente mais que todas as súplicas dos santos.

No Antigo Testamento era permitido unicamente ao sumo sacerdote, e isso uma só vez no ano, entrar no santo dos santos; hoje, porém, todos os sacerdotes podem sacrificar todos os dias ao Eterno Pai o cordeiro divino, para alcançar de Deus graças para si e para todo o povo.

O sacerdote sobe ao altar para ser o intercessor de todos os pecadores. “Ele exerce o oficio de um medianeiro”, diz S. Lourenço Justiniano (Sermo de Euchar.), “e por isso deve ser um intercessor para todos os que pecam”. “Dessa maneira”, diz S. Crisóstomo, “está o Padre no altar, no meio, entre Deus e o homem; oferece a Deus as súplicas dos homens e alcança-lhes as graças de que precisam” (Hom. 5 in Jo). Deus distribui a todo o tempo, sempre que é rogado em nome de Jesus Cristo, suas graças, mas ele as distribui com mais largueza durante a Santa Missa, atendendo às súplicas do sacerdote, diz S. Crisóstomo; pois essas súplicas são então acompanhadas e secundadas pela oração de Jesus Cristo, que é o sacerdote principal, visto que é ele mesmo que se oferece neste sacrifício para nos alcançar graças de seu. Eterno Pai.

Segundo o Concílio de Trento (Sess. 22, c.2), é especialmente durante a Santa Missa que o Senhor “está sentado naquele trono de graças”, ao qual devemos nos chegar, diz o Apóstolo, “para alcançar misericórdia e encontrar graças no momento oportuno” (Heb 4, 16). Até os anjos esperam o tempo da Santa Missa, diz S. Crisóstomo (Hom. 13. De incomp. Dei nat.), para pedir com mais resultado por nós, e ele acrescenta que dificilmente se alcançará aquilo que não se consegue durante a Santa Missa.

A Santíssima Virgem, depondo uma vez o Menino Jesus nos braços de S. Francisca Farnese, disse-lhe: Eis aqui o meu Filho; aprende a torná-lo favorável a ti, oferecendo-o muitas vezes a Deus. Dize, por isso, a Deus, quando vires presente no altar o divino Cordeiro: Ó Pai Eterno, ofereço-vos hoje todas as virtudes, todos os atos e todos os afetos de vosso mui amado Filho. Recebei-os por mim, e por seus merecimentos, que Ele nos deu e, por isso, são meus, dai-me as graças que Jesus Cristo pedir por mim. Ofereço-vos esses merecimentos para vos agradecer por todas as misericórdias que tendes usado comigo e para satisfazer por meus pecados. Pelos merecimentos de Jesus Cristo espero alcançar de vós todas as graças, o perdão, a perseverança, o céu, mas especialmente o mais precioso de todos os dons, o vosso puro e santo amor.

A agenda de Bento XVI nos próximos 4 meses


(2/6/2009) Bento XVI prepara - se para viver uma apertada agenda nos próximos meses, da qual fazem parte viagens, as férias no norte da Itália, a publicação de uma encíclica e possivelmente a visita do presidente dos Estados Unidos Barack Obama.
Alguns destes acontecimentos já são oficiais e foram anunciados pela Santa Sé nesta segunda-feira; outros estão ainda em fase de preparação, pelo que não podem ser considerados como seguros.
Segundo revela o calendário dos actos e viagens do Santo Padre para os próximos 4 meses, publicado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, no próximo dia 11, solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, o Papa presidirá a missa às 19h00 na basílica de São João de Latrão. A seguir, participará na procissão até a basílica de Santa Maria a Maior, que culminará com a bênção eucarística.
A 19 de Junho, solenidade do Sagrado Coração de Jesus, às 18h00, na basílica de São Pedro, no Vaticano, o Papa presidirá as vésperas por ocasião do início do Ano Sacerdotal, nos 150 anos da morte de São João Batista Vianney, o Santo Cura de Ars.
A 21 de Junho, o Papa visitará São Giovanni Rotondo (Itália) para percorrer os lugares nos quais viveu o Padre Pio de Pietrelcina.
No domingo, 28 de Junho, às 18h00, na basílica de São Paulo Fora dos Muros, durante as primeiras vésperas da solenidade dos Santos Pedro e Paulo, Bento XVI encerrará o Ano Paulino.
A 29 de Junho, nessa solenidade dos apóstolos padroeiros da diocese de Roma, na basílica de São Pedro, às 9h30, o Papa presidirá a Santa Missa e imporá o sagrado pálio aos novos arcebispos metropolitanos do mundo.
Segundo anunciou nas semanas passadas o cardeal Renato Martino, presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz, nesse dia poderia ser apresentada a encíclica de Bento XVI dedicada à justiça social, após as duas precedentes sobre o amor e a esperança.

O calendário de celebrações do Papa para o mês de Julho não prevê nenhum encontro especial. Nesse mês, o Papa passará um breve período de férias no Vale de Aosta, em particular, na localidade de Les Combes, no povoado de Introd.
Segundo confirmaram fontes diplomáticas da Santa Sé e Estados Unidos, no mês de Julho, por ocasião da visita que realizará à Itália para participar na reunião dos países mais industrializados (Áquila, de 8 a 10 desse mês)o presidente Barack Obama poderá efectuar a sua primeira visita ao Papa. Por enquanto não houve confirmação oficial.
Ao voltar do Vale de Aosta, o Papa passará o resto do verão na residência pontifícia de Castel Gandolfo, onde realizará suas actividades quotidianas e terá os seus encontros normais com os peregrinos.
No sábado, 15 de Agosto, solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria, presidirá a missa às 8h00, na igreja paroquial de São Tomás de Villanova, de Castel Gandolfo.
No domingo, 6 de Setembro, o pontífice realizará a sua visita pastoral a Viterbo-Bagnoregio, que se encontra perto de Roma.
De 26 a 28 de Setembro, empreenderá uma viagem apostólica à República Checa.

LA DEVOCIÓN AL SAGRADO CORAZÓN DE JESÚS IMPORTANCIA CONSAGRACIÓN PERSONAL



Por Florentino Alcañiz, S. J.
Doctor y Maestro Agregado a la Facultad de Filosofía de la Universidad Gregoriana

5ª EDICIÓN AUMENTADA

Misioneras Hijas del Corazón de Jesús
Calle Arabial, n.º 59. 18004 Granada.

INTRODUCCIÓN

SUMARIO. - Objeto de esta devoción. - Nuestro intento. - Fuentes. - Una observación.

Objeto de esta devoción

Señalar el objeto de este culto es lo mismo que declarar lo que entendemos con el nombre de Corazón de Jesús. Esta cuestión ya ha sido desarrollada amplia y repetidamente por excelentes autores, y así tan sólo haremos aquí un brevísimo resumen, tomado del P. I. V. Bainvel, a quien puede consultar quien deseare ideas más amplificadas.

Cuando decimos Corazón de Jesús significamos por de pronto el corazón material y verdadero de Cristo, pero considerado como símbolo de su amor; significamos además este mismo amor del Hijo de Dios simbolizado en su Corazón divino; significamos todo lo íntimo de Jesús: sus sentimientos, sus afectos, sus virtudes, etc., «en cuanto tienen en el corazón viviente un centro de resonancia, un símbolo, o un signo de referencia», a lo cual llaman el objeto por extensión; significamos, en fin, la Persona amabilísima de Cristo Nuestro Señor.


«Margarita María, escribe el P. Bainvel, dice este Sagrado Corazón como diría Jesús. En ambos casos mira directamente a la Persona. Y este uso ha venido a ser corriente, designando a Jesús por el nombre de El Sagrado Corazón. No es que los dos vocablos sean sinónimos (adviértase bien). No se puede decir indiferentemente Jesús o el Sagrado Corazón; no se designa siempre la persona por su corazón. Para hacerlo es menester que se atienda a la vida afectiva y moral de la persona, a su intimidad, a su carácter y a sus principios de conducta... Esta consideración de la persona en su corazón da a la devoción un aire más libre y un alcance más amplio, Por ella el Sagrado Corazón me representa a Jesús en toda su vida afectiva y moral; lo interior de Jesús, a Jesús todo amante y todo amable...

Todo Jesús se resume y se representa en el Sagrado Corazón atrayendo bajo este símbolo expresivo nuestras miradas y nuestros corazones hacia su amor y sus amabilidades, Jesús ¿no es, acaso, en todo y por todo, todo amable y todo amante? Todo El, ¿no es corazón?... El corazón no desaparece en esta nueva acepción.

Pero la Persona misma de Jesús es quien nos lo abre, diciéndonos como a Santa Margarita María: «He aquí este Corazón». Y nosotros, mirando al Corazón que se nos muestra así aprendemos a conocer la Persona en su fondo. Por esta manera todo Jesús se recapitula en su Corazón, como todo lo demás se recapitula en Jesús»[1]


De este modo hermoso e íntegro consideramos nosotros al Corazón de Jesús en nuestro libro; modo como suele entenderlo de ordinario el pueblo fiel, y modo como parece desea que le consideremos la Iglesia, cuando excluye del culto público (no del privado) al Corazón separado de lo restante de Cristo.


Nuestro intento

Estudiando la historia de la devoción al Corazón de Jesús, se ve el proceso de evolución o desarrollo que ha ido siguiendo desde los primeros tiempos de la Iglesia. En esto imita al astro del día: primero es un alborear tenue; luego una luz sonrosada que matiza con sus colores las crestas de algunas altas montañas; y en fin un acrecentamiento paulatino de claridad y calor, hasta llegar al cenit desde donde el astro rey envía cascadas de luz y torrentes de fuego sobre el planeta.

No creemos que la devoción al Corazón de Jesús haya tocado todavía su cenit. Su conocimiento y su práctica no han adquirido aún en muchos fieles aquel grado de perfección que Nuestro Señor desea y que un día han de tener, y aun sospechamos que a las gentes venideras reserva el Divino Corazón nuevas sorpresas, que descubran más y más los tesoros que en su devoción se encierran, y den a conocer métodos más rápidos, sencillos y eficaces de explotarlos.

Respecto de nuestros tiempos, véase lo que el mismo Señor decía no ha muchos años a una de sus grandes almas:


«Una vez, hablando de este mismo asunto de las comuniones, dijo Él que su deseo había sido establecer el culto de su Divino Corazón, y que ahora que este culto exterior estaba introducido por sus apariciones a la bienaventurada Margarita María y extendido por todas partes, El quería también que el culto interno se estableciese más y más; es decir, que las almas se habituasen a unirse cada vez más con Él interiormente y a ofrecerle sus corazones como morada»[2].

Con esto tiene el lector indicado el fin que hemos tenido al escribir este libro: aportar nuestro granito de arena a la obra de la generalización entre los fieles cristianos
de un conocimiento más profundo y una práctica más llena de la devoción al Corazón de Jesús. Pero, como éste es un campo vastísimo, nos hemos ceñido únicamente a estos dos puntos: importancia de la devoción al Divino Corazón, y práctica fundamental individual completa. No tenemos pretensiones de descubrir el Dorado, sino de dar a conocer un poco mejor lo que ya está descubierto.


Fuentes

Varios caminos pueden seguirse para llegar al término que nos propusimos; nosotros hemos tomado el siguiente, porque creíamos que en conjunto era el más acomodado al fin absolutamente práctico que ante los ojos llevamos.

Como la devoción al Corazón de Jesús no es cosa inventada por los hombres, sino revelada al mundo por Cristo Nuestro Señor. sirviéndose para ello de personas destinadas expresamente a esa misión particular en la tierra, es evidente, que si alguien en el mundo ha podido conocer a fondo, en su teoría y en su práctica, la devoción del Sagrado Corazón, han sido estas almas escogidas, y, si ellas no han llegado a comprenderla, ya podemos los demás renunciar a tal intento. Ahora bien: si en cada ramo solemos acudir para ilustrarnos a los peritos en él, y de ahí el vulgar proverbio: «peritis in arte sua credendum est», no se ve por qué no habremos de hacer lo mismo cuando se trata de la devoción al Corazón de Jesús.

Claro está que también echamos mano, y con bastante frecuencia, de otros documentos eclesiásticos, como el lector irá viendo en el decurso del libro.

En el cielo de la devoción al Corazón de Jesús hay estrellas de luz propia, y hay planetas y satélites que la reciben de otros. De ordinario hemos procurado circunscribirnos a aquéllas, y aun entre ésas solamente a las de más importancia por razón de sus escritos acerca de los puntos de vista escogidos por nosotros; tales son: Santa Gertrudis, muerta hacia el 1303, y que contribuyó a una cierta difusión de la devoción al Corazón de Jesús en los siglos XIV y XV; San Juan Eudes, a quien San Pío X en el Breve de Beatificación le llama doctor de los Sagrados Corazones de Jesús y de María; Santa Margarita Mª. de Alacoque, que sin duda ocupa el primer lugar; el P. Bernardo de Hoyos, primer apóstol del Corazón Divino en España, y favorecido con muchas comunicaciones del cielo sobre el asunto; el P. Agustín de Cardaveraz, compañero del anterior y muy semejante a él tanto en sus comunicaciones con el Corazón de Jesús, como en todo lo demás; la M. María del Divino Corazón, Condesa Droste zu Vichering, que fue el instrumento con que el Corazón Sagrado, mediante diversas apariciones, movió al Papa León XIII a que le hiciese la consagración del mundo, y de quien se sirvió también para comunicarnos algunas ideas magníficas sobre el porvenir de su reino; y por último, en nuestros días, un alma privilegiada, cuyo proceso de beatificación está incoado y que puede ejercer bastante influjo con sus hermosos escritos: Sor Benigna Consolata Ferrero, muerta en Italia el 1916. Esto decíamos en la primera edición. En la segunda, antes del misterioso pasaje de la Herida
del Costado hemos añadido algunas páginas sobre el autor que nos transmitió datos tan interesantes de tan hondos misterios, el Discípulo amado del Señor, San Juan Evangelista.

La verdadera emergencia es la fe



Vaticano - Las Palabras de la Doctrina
por don Nicola Bux y don Salvatore Vitiello

Ciudad del Vaticano (Agencia Fides)- De tanto en tanto, con cadencia “extrañamente” regular, son puestos en imprenta libros más o menos “contra corriente” y/o “escandalosos”. Los primeros, pensados, escritos, publicados y divulgados mayormente al interior de la Iglesia, los segundos, atentamente programados, incluso en los tiempos de las editoriales, por una dirección de poderes externos.

Los últimos, al no conseguir, y no pudiendo conseguir, desenraizar el sentido religioso humano, el cual, es cimentado, es un dato antropológico universal, intenta insinuar, sin mucho preámbulo, actitudes de desconfianza y sospecha con el explícito fin de deslegitimar la Institución a la cual, tal sentido religioso se refiere preponderantemente.

Es una operación fuertemente ideológica, porque tiene como fin el debilitamiento de la institución, incluso económicamente, para debilitar la fuerza de su presencia en el mundo. En el fondo es “el viejo juego napoleónico”, actualizado a las modernas leyes democráticas y a los contemporáneos medios de comunicación y de persuasión no oculta.

Los primeros, al contrario, libros “contra corriente” ab intra, al interno de la Iglesia, proponen con obstinada repetición, cual mantra y como si una afirmación falsa, por ser constantemente repetida, se convirtiese en auténtica, como remedio y panacea de todo mal, una ulterior secularización de la Iglesia, una “adecuación” al mundo, entendido optimísticamente, que, francamente, no se comprende que posible raíz escriturística, teológica e histórica pueda tener.

La alternativa entre iglesia y mundo es radical y constitutiva del nuevo Pueblo de Dios, de aquella etnia “sui generis” de la que hablaba Pablo VI, que nunca se puede reducir al mundo y que cuando es reducida o se auto reduce pierde todo y se vuelve muda, incapaz de anunciar la alternativa del Evangelio.

La verdadera “diferencia cristiana” que amamos llamar “diferencia católica” evidenciando así el valor ecuménico y universal, consiste exactamente en aquel estar “en el mundo sin ser del mundo” de evangélica memoria, manteniendo firme la vigilancia, cándida, como palomas, la consciencia y prudente, como serpientes, la acción.

Ambos intentos editoriales, si bien con medios diferentes, parecieran alimentar aquella secular “normalización” del fenómeno cristiano que el poder, desde los tiempos del Imperio Romano, ha buscado continuamente, sin nunca poder obtenerla. Ambos intentos editoriales reducen, como anhelo los primeros y como acusación los segundos, el cristianismo a un éxito moral o moralístico, quitando, o haciendo quitar, la mirada de la “salvación teocéntrica” que Cristo ha traído al mundo, ganándola para los hombres por el precio de su propia sangres. Salvación que, cuando encuentra la libre adhesión del hombre pecador, genera una creatura nueva, irreducible a cuanto, hasta aquel momento, ha conocido o experimentado.

Teológicamente los primeros e históricamente y socialmente los segundos, ignoran que la verdadera emergencia de nuestro tiempo es la pérdida de la fe. En la Iglesia la pérdida progresiva de la certeza que Jesús de Nazaret, Señor y Cristo, es el único Salvador Universal de la historia (cf. Declaración de la Congregación para la doctrina de la fe “Dominus Iesus”, del 6 de agosto 2000), y en el mundo la progresiva y voluntaria exclusión del valor público de la fe, cual factor unificador y estabilizador de la sociedad y garantía de aquella plataforma de valores compartidos que es la única capaz de asegurar la permanencia de una realidad auténticamente democrática.

Es entonces necesario “resistir” a todos los intentos editoriales con la firme convicción que el verdadero problema, la verdadera emergencia, eclesial y social, es recuperar la fe. Aquella fe simple y firme, nunca intelectualizada, típica del hombre de la calle, que goza de toda nuestra estima, y que no excluye el obrar sobrenatural de Dios en el mundo. Aquella fe que, no obstante todo, tiene siempre la certeza de que el Señor es el Dios de la historia, Este, cuando quiere, “destruye los cedros del Líbano”. (Agencia Fides 28/5/2009; líneas 49, palabras 645)

La Religión Masónica





"El Misterio de la Masonería"
José María Cardenal Caro
Arzobispo de Santiago
Primado de Chile
(1866- 1958)
La masonería tiene su propia religión

He dicho antes que la Masonería tiene las características de un culto religioso. Hablando de la Masonería Americana de Estados Unidos, Preuss resume las pruebas con estas palabras: ‘Es evidentemente una religión distinta la que tiene sus altares distintos y propios; sus templos distintos y propios; su sacerdocio distinto y propio; y aún su Pontificado supremo propio; sus distintas y propias consagraciones y unciones; su ritual distinto y propio; su culto distinto y propio; su moral distinta y propia; su propia y distinta teoría acerca de la naturaleza del alma humana y de sus relaciones con la Deidad; su Dios propio, distinto y peculiar.


‘Pues bien, todas estas cosas se encuentran en la Masonería. Es, por tanto, la Masonería, una religión distinta.’


El autor prueba cosa por cosa con las mayores autoridades de la Masonería, las de Pike y de Mackey, y termina: ‘Nuestra enumeración no ha agotado los rasgos religiosos de la Masonería. Podíamos haber tratado de sus invocaciones, de sus bendiciones, de su bautismo, de la comunión de los hermanos, de sus himnos, de sus purificaciones, de los báculos usados en los altos grados, &c.; pero no queremos dedicar más tiempo a la prueba de un hecho tan evidente. Llámese todo, si se quiere, un disfraz religioso; redúzcase todo a una mofa santa, no nos importa la sinceridad o falta de sinceridad de sus protestas.’ La Masonería, hemos visto, es una misma institución en todas partes, y basta leer los ritos de las iniciaciones, para comprender que lo que Preuss dice de la Masonería de Estados Unidos, se encuentra en todas partes. ¡Y sin embargo, la Masonería dice que no se ocupa de religión! ¡Siempre la sinceridad acostumbrada!


El culto masónico


No es fácil decir en pocas palabras lo que se sabe acerca del culto masónico en las logias. La Masonería va introduciendo poco a poco a sus adeptos en el santuario de sus misterios, adaptando a su disposición y preparación la medida en que se la descorriendo el velo. El culto se practica en distintas fases o períodos: Primera fase: aquélla en que se adora al Gran Arquitecto del Universo, que, como he dicho, ha sido ya renegado por el Gran Oriente de Francia. El adepto se imagina que se trata de Dios, de aquel Ser Supremo que tal vez aprendió a amar y adorar en el regazo de su madre, en la iglesia o en una escuela bien dirigida. El pobrete no se imagina que sólo se trata de un nombre simbólico, con que se encubre la verdadera divinidad. Cuándo y dónde el símbolo no fue ya necesario, se dejó a un lado. Es de advertir que los masones evitan nombrar a Dios, en sus actos oficiales al menos, para no nombrar una falsa divinidad.


El Gran Arquitecto


Segunda fase: aquélla en que se adora a la Naturaleza, o sea, cuando la idea del Gran Arquitecto se traduce en la del Dios-Naturaleza, causa universal de las cosas, tal cual la concibe el materialista, el panteísta o el teósofo, que sólo discuerdan en el nombre y no en la idea que se forman de la primera causa de las cosas. Los doctores masones americanos, tras largas disquisiciones o rodeos, vienen a decir que la divinidad es el principio activo y pasivo, o masculino y femenino, de las cosas.


El sol y la vida


Naturalmente, cuando se habla de la vida, de la fecundidad, &c., luego se presenta el sol, como el agente más activo y más grandioso de la fecundidad y de la producción de los seres, especialmente de los dotados de vida, que ocupan el grado más alto de la universalidad de las cosas. Es muy lógico que al rendir culto a la naturaleza, se tome al sol como su representante y símbolo más caracterizado del Dios-Naturaleza, que adoran los masones, a la par de los salvajes.


El culto de la carne


De ahí el culto de la carne, no hay más que un paso: el sol no es más que un símbolo. Hay algo que se acerca más aún a la manifestación más sublime del dios-naturaleza, de la fuente de la vida y de la inmortalidad: son los principios por los cuales se difunde la vida y se evita que desaparezca, mediante la propagación. El culto de la carne se presenta entonces como el homenaje más natural de los adoradores de la naturaleza en su manifestación más sublime, y con ese culto se llega hasta los cultos paganos, más degradantes y corruptores.


Satanás y la Masonería


Para quitar todo temor, para trastornar todas las ideas que se han adquirido en el contacto con una sociedad cristiana, y borrar aún las resistencias que una rectitud natural podría oponer, en ciertas logias al menos, se rinde culto a Lucifer o Satanás. Según las leyendas masónicas en conformidad con las cuales expuso aquí en Iquique la Belén de Sárraga el pecado de nuestros primeros padres, Satanás es el dios bueno o el ángel de luz, que vino a enseñar a Eva el secreto que había de hacer que el hombre fuera como Dios, seduciéndola carnalmente, conocimiento que ella participó a Adán, después.

¡Cómo entonces los adoradores de la naturaleza no han de manifestar a Satanás su gratitud, por los beneficios que hizo al hombre? Ellos, los albañiles, constructores del gran templo de la naturaleza, después de arreglar a su sabor la narración bíblica, no pueden menos de sentirse llenos de veneración, de amor y agradecimiento hacia el ángel que enseñó al hombre a tener la libertad masónica, despreciando a Dios, y con razón miran a Satanás como a su padre y fundador.

He ahí una breve síntesis del culto de la Masonería. He dicho y repito que muchos masones y aún en muchos grados, no sospechan el sentido oculto de los símbolos que usa, ni lo que se enseña y practica en grados más altos.

En la orgía anticatólica en que viven los masones dirigentes o ilustrados, hablan de la diosa-razón, del sios-pueblo, del dios-hombre, o sea, el mismo hombre, &c. Todo viene a ser dios, para ellos, menos el verdadero Dios.

Los que todavía no han renegado del Gran Arquitecto del Universo, como los ingleses y muchos americanos, abren sus sesiones, juran, &c., en su nombre, rindiéndole culto.


La idea de Dios en la Masonería.


En cuanto al culto de la naturaleza, dice Pike: ‘Hay un Ateísmo meramente formal, que es la negación de Dios en los términos, pero no en la realidad. Un hombre dice: No hay Dios; esto es, no hay Dios que se origine a sí mismo o que nunca fue originado, sino que siempre fue y ha sido, que es la causa de la existencia, que es la Mente y la providencia del Universo; y por tanto, el orden, la belleza y la armonía del mundo de la materia y de la mente no indica ningún plazo o propósito de Divinidad. Pero él dice, la Naturaleza (significando con esta palabra la suma total de la existencia) eso es poderoso, sabio, activo y bueno; la Naturaleza se originó a sí misma, o sea, siempre fue y ha sido, la causa de su propia existencia, la mente del Universo y la Providencia de sí misma. Claramente hay un plan y propósito donde se producen el orden, la belleza y la armonía. Pero esto es el plan y propósito de la Naturaleza.’En tales casos, continúa, la negación absoluta de Dios, s sólo formal y no real. Se admiten las cualidades de Dios y se afirma que existen y es un mero cambio de nombre el llamar al posesor de estas cualidades Naturaleza y no Dios. (Preuss, A. F., 157-8.)


Que no sea cuestión de nombre solamente, lo prueba la explicación que el mismo Pike, continúa dando, en la que reduce la trinidad divina del alma, al pensamiento del alma, y a la palabra con que se expresa ese pensamiento.

Nada agregaré a lo dicho sobre el culto de la carne, el culto que la Masonería ha heredado de los antiguos paganos. Preuss y Bénoit traen largas informaciones sobre él en sus obras tantas veces citadas. En Bénoit se verá que hasta en la ceremonia de la sepultación masónica, entra ese culto pagano, velado, naturalmente, con el símbolo. Lo que acerca de esto he sabido por testigos presenciales, me ha horrorizado.

El culto del sol y ceremonias masónicas.


culto del solse refieren muchos símbolos o ceremonias que se acostumbran en las logias. Según Mackey, la circumambulación o procesión que se hace alrededor del altar en las logias, en la cual se comienza por el oriente, se encamina hacia el sur y se vuelve por el oeste, es una imitación del curso del sol, y una prueba manifiesta de que los ritos paganos de los adoradores del sol vienen de la fuente común a la cual la Masonería es deudora de su existencia. ‘Sólo la Masonería, dice, ha conservado la primitiva significación, que era una alusión simbólica al sol como fuente de la luz física y la más maravillosa obra del Gran Arquitecto del Universo.’El culto del sol, dice en otra parte, fue introducido en los misterios, no como una idolatría material, sino como un medio de expresar una restauración de la muerte a la vida, tomado de la reaparición en el este del orbe solar, después de su nocturna desaparición por el oeste. Al sol también, como regenerador y vivificador de toda cosa, hay que atribuir el culto fálico que formaba una parte principal de los misterios.’ Los tres principios oficiales de la logia representan, según el mismo autor, al sol en sus principales posiciones, la salida, el mediodía y la puesta (Preuss, A. F., páginas 120 y siguientes.)

El culto del sol, dice Renán, alto dignatario de la Masonería francesa, era el solo culto razonable y científico; el sol es el dios particular de nuestro planeta.’El Titán o el sol es, según una profesión de fe de los Jueces Filósofos desconocidos, el solo dios, autor del bien y del mal. El Juez Desconocido (el Juez Supremo) es el sol que debe gobernarlo todo, que debe regir el mundo y hacer la felicidad del género humano’ (Bénoit, F. M., I, 228.)


El Culto de Lucifer en la Masonería


El culto de Lucifer no es tan misterioso que no haya llegado a oídos de los que se han preocupado de la Masonería. ‘En la iniciación del grado de Caballero de la Serpiente de Bronce, se adora a la Serpiente infernal, enemiga de Adonaí, amiga de los hombres, que con su triunfo hará volver a los hombres al Edén. En el 20° grado, el Presidente dice al que se inicia: ‘En el nombre sagrado de Lucifer, desarraigad el oscurantismo.’ Ya sabemos qué significa esa palabra en el lenguaje masónico. ‘Fue Juan Ziska, quien con Juan Huss, dice una hoja masónica, ha echado en Bohemia las bases de la Masonería. Representaba a Satanás como la víctima inocente de un poder despótico; hacía de él un compañero de cadena de todos los oprimidos. Fue más lejos aún: puso a Satán sobre el Dios de la Biblia. Al antiguo saludo ‘Dios sea con vosotros’, sustituyó éste: ‘Que aquél a quien se hace injusticia os guarde.’ Por eso Proudhom lo invocaba diciéndole: ‘Ven, Satanás, el proscrito de los sacerdotes, el bendecido de mi corazón’ (Bénoit, F. M. I, 460-462.)

‘El Rito Paládico Reformado tiene por práctica fundamental y por fin, la adoración de Lucifer, dice Dom Bénoit, y está lleno de todas las impiedades y de todas las infamias de la magia. Establecido primero en Estados Unidos, ha hecho invasión en Europa y hace cada año progresos espantosos.’ Todo su ceremonial está lleno, como es de suponer, las blasfemias contra Dios y contra Nuestro Señor Jesucristo (F. M., I, Páginas 449 y siguientes.)

Adriano Lemmi, el supremo jefe de la Masonería italiana, ni disimulaba su culto a Satanás. ‘En Italia, dice Margiotta, todos saben que Ariano Lemmi es satanista.

‘En nombre de Satanás envía sus circulares, aunque acomodándose a vecs a la opinión de los imperfectos iniciados; pero basta hojear la colección de su diario reservado a los francmasones para conocer sus sentimientos de ocultismo y de renegado entregado al diablo.

‘Sí, como satanista organizó el movimiento anticlerical y se gloriaba de ello en 1883, haciendo insertar en su órgano oficial, la Rivista della Massonería italiana, (Vol del año 1884, página 306,) esta cínica declaración:

‘Vexilla regis prodeunt inferni, ha dicho el Papa. Pues bien, ¡sí! ¡sí! Los estandartes del Rey de los infiernos avanzan y si no hay un hombre que tenga conciencia de su ser, que tenga amor a la libertad, no hay uno que no venga a alistarse bajo esos estandartes, bajo esas banderas de la Francmasonería, que simbolizan las fuerzas vivas de la humanidad, la inteligencia en oposición con las fuerzas inertes de la humanidad embrutecida por la superstición.‘¡


Vexilla regis prodeunt inferni!… ¡Sí! ¡Sí! Los estandartes del Rey de los Infiernos avanzan, porque la Francmasonería, que por principio, por institución, por instinto, ha combatido siempre y combatirá siempre sin tregua y sin cuartel todo lo que pueda impedir el desarrollo de la libertad, de la paz y de la felicidad de la humanidad, tiene el deber de combatir hoy más enérgicamente y más abiertamente que nunca todos los ardides de la reacción clerical’ (Margiotta, A. L., 168-169.)


Palabras interesantes.


Terminaré lo del culto de Satanás con una cita que me parece oportuna: ‘Hace algunos años, dice Copin-Albancelli, una circunstancia me permitió tocar con el dedo la prueba de que hay ciertas sociedades masónicas, que son satánicas, no en sentido de que el diablo venga a presidir las reuniones, como lo pretendía ese mixtificador de Leo Taxil, sino en el de que los iniciados profesan el culto de Lucifer. Adoran a éste como si fuera el verdadero Dios y están animados de un odio implacable contra el Dios de los cristianos, que declaran ser un impostor. Tienen una fórmula que resume el estado de ánimo; ya no es ‘A la Gloria del Gran Arquitecto del universo’, como en las dos masonerías inferiores; es: G.·. E.·. A.·. A.·. L.·. H.·. H.·. H.·. A.·. D.·. M.·. M.·. M.·.; lo que quiere decir (traducido: ¡Gloria y Amor a Lucifer! ¡Odio! ¡odio! ¡odio! Al Dios maldito! ¡maldito! ¡maldito! ¡maldito!


‘Se confiesa en esas sociedades que todo lo que el Dios cristiano ordena de desagradable a Lucifer; que, al contrario, todo lo que prohíbe, es agradable a Lucifer; que, en consecuencia, es menester hacer todo lo que el Dios cristiano prohíbe y que es preciso guardarse como del fuego que todo lo ordena. Repito que de todo esto he tenido la prueba en mis manos. He leído y estudiado cientos de documentos relativos a una de estas sociedades, documentos que no me es permitido publicar y que emanan de miembros, hombres y mujeres, del grupo en cuestión. He podido comprobar que esta asociación es una verdadera escuela de lujuria que sobrepasa todo lo que se pueda imaginar (parece que eso agrada a Lucifer) que también se practica allí el asesinato, siempre porque es desagradable al Dios cristiano y agradable a Lucifer…’ (Copin, P. O., 291-292.)

Después de leer todo esto, recuerde el lector que la Masonería sostiene en sus estatutos y por boca de los que le hacen propaganda, que no se ocupa de religión y que respeta la fe religiosa de sus miembros, y vea si encuentra palabra con que calificar ese engaño, cuyas primeras víctimas son siempre sus propios adeptos.
fonte:devoción catolica

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Bento XVI: O Espírito Santo é o fogo que Jesus veio trazer à terra


Ontem, domingo de Pentecostes, Bento XVI presidiu, de manhã, na basílica de São Pedro, a uma Missa em que, para além do coro da Capela Sistina, actuou também o Coro da catedral de Colónia e a orquestra de câmara desta cidade alemã, que – com quatro solistas, por ocasião do bicentenário da morte de Joseph Haydn – executaram a última das Missas compostas por este músico alemão.

Comentando, na homilia, o texto dos Actos dos Apóstolos que apresenta a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos sob forma de línguas de fogo, Bento XVI recordou que tal correspondia ao que Jesus tinha anunciado antes, ao dizer “Vim lançar fogo sobre a terra, e quanto desejaria que estivesse já aceso”. Ora – observou o Papa – “o verdadeiro fogo, o Espírito Santo, foi Cristo que o trouxe à terra. Ele não o roubou aos deuses, como fez Prometeu, segundo o mito grego, mas fez-se mediador do dom de Deus obtendo-o para nós com o maior acto de amor da história: a sua morte na cruz”.


“Se queremos que o Pentecostes não se reduza a um simples rito ou a uma comemoração, por muito sugestiva que seja, mas seja isso sim um evento actual de salvação, temos que nos predispor, em religiosa expectativa do dom de Deus, mediante a escuta humilde e silenciosa da Sua Palavra. Para que o Pentecostes se renove no nosso tempo, será porventura necessário (sem nada tirar à liberdade de Deus!) que a Igreja esteja menos ofegante com as actividades, e mais dedicada à oração”.


“Isto mesmo no-lo ensina a Mãe da Igreja, Maria Santíssima, Esposa do Espírito Santo” – sublinhou o Papa. A própria Visitação à sua prima Isabel (que a Igreja recorda neste último dia de Maio) foi também uma espécie de pequeno Pentecostes, que suscitou a alegria e o louvor dos corações de Isabel e de Maria, uma estéril e a outra virgem, ambas mães por intercessão divina. Ocasião para Bento XVI evocar a elevada expressão musical desta Missa.

“A música e o canto que acompanham esta nossa liturgia, ajudam-nos, também eles, a sermos concordes na oração. Exprimo pois vivo reconhecimento ao coro da Catedral e à orquestra de câmara de Colónia. Para esta liturgia, no bicentenário da morte de Joseph Haydn, escolheu-se de fato, muito oportunamente, a sua Harmoniemesse, a última das “Messe” compostas pelo grande músico, uma sublime sinfonia para a glória de Deus”.

Voltando ao texto dos Actos dos Apóstolos, o Papa fez notar que ali se utilizam duas grandes imagens: para além do fogo, a tempestade, vista no mundo antigo como sinal da potência divina. Aqui faz pensar no ar, que distingue o nosso planeta dos outros astros e nos permite viver.

“O que é o ar para a vida biológica, é-o o Espírito Santo para a vida espiritual; e como existe a poluição atmosférica, que envenena o ambiente e os seus seres vivos, assim também existe uma poluição do coração e do espírito, que mortifica e envenena a existência espiritual. Assim como não nos podemos habituar aos venenos do ar – e é por isso que o empenho ecológico representa hoje uma prioridade – o mesmo se deveria fazer no que diz respeito ao espírito”.

Bento XVI referiu “tantos produtos que poluem a mente e o coração… - por exemplo imagens que oferecem em espectáculo o prazer, a violência e o desprezo pelo homem” – e a que as pessoas se habituam facilmente… E contudo “intoxica o espírito, sobretudo das novas gerações, acabando por condicionar a sua liberdade”.


“A metáfora do vento impetuoso de Pentecostes faz pensar como é precioso respirar ar puro, tanto com os pulmões – o ar físico, como com o coração – o ar espiritual, o ar saudável do espírito que é o amor!”.

Voltando à imagem do fogo, o Papa citou de novo “a figura mitológica de Prometeu, que – observou – evoca um aspecto característico do homem moderno”, que tende a afirmar-se a si mesmo como deus e a querer transformar o mundo excluindo-O. As potencialidades colocadas nas mãos do homem de hoje contêm enormes riscos, como o mostra a energia atómica, usada para fins bélicos…

“Nas mãos de um homem assim, o fogo e as suas enormes potencialidades tornam-se perigosos: podem voltar-se contra a vida e contra a própria humanidade, como infelizmente demonstra a história. Permanecem como perene advertência as tragédias de Hiroshima e Nagasaki, onde a energia atómica, usada para fins bélicas, acabou por semear morte em proporções inauditas”.

A verdadeira energia que dinamiza o mundo – sublinhou o Papa – é “o fogo” que Jesus trouxe à terra – o seu Espírito Santo:

“A Sagrada Escritura revela-nos que a energia capaz de mover o mundo não é uma força anónima e cega, mas sim a acção do espírito de Deus que planeava sobre as águas no início da criação. E Jesus Cristo trouxe à terra não a força vital, que já aí habitava, mas o Espírito Santo, isto é o amor de Deus renova a face da terra, purificando-a do mal e libertando-a do domínio da morte. Este fogo – puro, essencial, pessoal, o fogo do amor – desceu sobre os Apóstolos reunidos em oração com Maria no Cenáculo, para fazer da Igreja o prolongamento da obra renovadora de Cristo”.

A concluir, uma última anotação sobre o efeito do Espírito Santo nos discípulos de Jesus: “O Espírito de Deus, onde entra, expulsa o medo; faz-nos conhecer e sentir que estamos nas mãos de uma Omnipotência de amor: aconteça o que acontecer, o seu amor infinito não nos abandona. Demonstram-no o testemunho dos mártires, a coragem dos confessores da fé, o intrépido impulso dos missionários, a franqueza dos pregadores, o exemplo de todos os santos, alguns mesmo adolescentes e crianças. Demonstra-o a própria existência da Igreja que, apesar dos limites e das culpas dos homens, continua a atravessar o oceano da história, impulsionada pelo sopro de Deus e animada pelo seu fogo purificador”.

Vésperas Solenes do Espírito Santo e Tomada de Hábito segundo o rito Tridentino













Ontem , Solenidade do Espírito Santo, a Fraternidade de Cristo Sacerdote e Maria Rainha celebrou pelas 18,30h as Vésperas cantadas que contaram com a presença de 10 sacerdotes ,foram presididas pelo Fundador da Comunidade Reverendo don António Folgar , assistido por dois Diáconos permanentes além de vários acólitos .

Com a Igreja completamente cheia de fiéis , seguiu-se a Adoração ao Santíssimo Sacramento , seguida de Benção .

Um terceiro momento foi a tomada de Hábito de uma das Postulantes das Missinárias da Fraternidade, feita segundo o uso Tridentino:foi momentos de muita emoção para todos os que tiveram a dita de estar presentes, viam-se lágrimas em muitos dos presentes , devido a toda a beleza e simbolismo da celebração nomeadamente a dupla prostração por terra da candidata, depois a entrega de todos os elementos do hábito que eram acompanhados de respectiva oração, até ao corte do cabelo e imposição do véu e também a colocação de uma coroa de flores sobre a cabeça da Irmã.For muito interessante a homilia de don Manuel acerca do significado da vocação religiosa e como é um dom maravilhoso que Deus concede aos que chama ao seu serviço.

No final ouvia-se várias pessoas dizer que nunca tinham visto nada que as tivesse assim comovido tanto. Seguiu-se um convívio no Jardim das Irmãs onde todos foram convidados a tomar parte e que esteve muito animado.

CALENDARIO LITÚRGICO DEL USO EXTRAORDINARIO JUNIO



LUNES 1. Lunes de Pentecostés (I clase, rojo) Se dice Gloria, Secuencia, Prefacio de Pentecostés, Comunicantes y Hanc igitur propios.
MARTES 2. Martes de Pentecostés (I clase, rojo) Se dice Gloria, Secuencia, Prefacio de Pentecostés, Comunicantes y Hanc igitur propios.
MIÉRCOLES 3. Miércoles de Témporas de Pentecostés (I clase, rojo) Se dice Gloria, Secuencia, Prefacio de Pentecostés, Comunicantes y Hanc igitur propios.
JUEVES 4. Jueves de Pentecostés. (I clase, rojo) Se dice Gloria, Secuencia, Prefacio de Pentecostés, Comunicantes y Hanc igitur propios.
En España y otros lugares, FIESTA DE JESUCRISTO, SUMO Y ETERNO SACERDOTE. La misa se encuentra entre las misas votivas. Gloria, (Credo, si es de I clase) y prefacio de la Santa Cruz. Se conmemora la Octava de Pentecostés.
VIERNES 5. Viernes de Témporas de Pentecostés. (I clase, rojo) Se dice Gloria, Secuencia, Prefacio de Pentecostés, Comunicantes y Hanc igitur propios.
SÁBADO 6. Sábado de Pentecostés (I clase, rojo) Se dice Gloria, Secuencia, Prefacio de Pentecostés, Comunicantes y Hanc igitur propios. Si no hay ordenaciones sacerdotales, se puede utilizar el formulario breve de la Misa. Con el rezo de Nona se termina el ciclo pascual.

NORMAS GENERALES PARA EL TIEMPO DESPUES DE PENTECOSTÉS
- El Prefacio: los domingos se dice el prefacio de la Santísima Trinidad, durante la semana se dice el prefacio común en todas aquellas Misas que carecen de propio.
- Cuando en los días de feria se celebra la misa del domingo se omite el Gloria y el Credo.
-En la aspersión de la misa dominical se canta el Asperges me.
-En las ferias se permite cualquier misa votiva, así como la de difuntos.

DOMINGO 7. Fiesta de la Santísima Trinidad (I clase, blanco) Gloria, credo y prefacio de la Trinidad. En la misa mayor se canta el “Asperges”. DIA PRO ORATIBUS.

LUNES 8. Feria (IV clase, verde) Misa del domingo I después de Pentecostés –no de la Fiesta de la Trinidad-, sin gloria ni credo.
MARTES 9. Feria. (IV clase, verde) Conmemoración de santo Primo y Feliciano, mártires. Misa del domingo-como ayer-, sin gloria ni credo, con la 2ª oración de San Primo y Feliciano.
MIÉRCOLES 10. Santa Margarita, Reina de Escocia y viuda (III clase, blanco) Gloria y prefacio común. I vísperas del Corpus. No se conmemora el oficio de Santa Margarita.
JUEVES 11. CORPUS CHRISTI. (I clase, blanco) Gloria, Secuencia, Credo y Prefacio común. Procesión.
VIERNES 12. San Juan de Sahagún, confesor. (III clase, blanco) Conmemoración de San Basílides y sus compañeros, mártires. Gloria y prefacio común. 2ª oración de San Basílides y compañeros.
SÁBADO 13. San Antonio de Padua, confesor y doctor. (III clase, blanco) Gloria y prefacio común.
HOY COMIENZA EL AÑO DE ORACIÓN POR LA SANTIFICACIÓN DE LOS SACERDOTES.

DOMINGO 14. II domingo de Pentecostés. (II clase, verde) Gloria, Credo y prefacio de la Santísima Trinidad. Hoy se puede celebrar también la Fiesta del Corpus. Se permiten dos misas votivas de II clase. DÍA DE CARITAS (colecta)

LUNES 15. Feria. (IV clase, verde) Conmemoración de San Vito, Modesto y Crescencia, mártires. Misa del domingo, sin gloria ni credo. 2ª oración de San Vito y compañeros.
MARTES 16. Feria (IV clase, verde) Misa del domingo, sin gloria ni credo.
MIÉRCOLES 17. San Gregorio Barbarigo, obispo y confesor. (III clase, blanco) Gloria y prefacio común.
JUEVES 18. San Efrén, diácono y doctor. (III clase, blanco) Conmemoración de san Marco y Marcelino, mártires. Gloria y prefacio común. 2ª Oración de san Marco y Marcelino.
I visperas del Sagrado Corazón. No se conmemora el oficio presente.
VIERNES 19. Fiesta del Sagrado Corazón de Jesús. (I clase, blanco) Gloria, Credo y prefacio del Sagrado Corazón. Delante del Santísimo Sacramento expuesto se han de rezar las letanías del Sagrado Corazón y el acto de reparación, prescritas por Pío XI en 1928. JORNADA DE ORACIÓN POR LA SANTIFICACIÖN DE LOS SACERDOTES.
SÁBADO 20. Santa María en Sábado. (IV clase, blanco) Conmemoración de San Silverio, papa y mártir. Gloria y prefacio de la Santísima Virgen “In veneratione”. 2ª Oración de San Silverio. En algunos lugares Santa Florentina, mártir.

DOMINGO 21. III domingo de Pentecostés (II clase, verde) Gloria, Credo y prefacio de la Santísima Trinidad.

LUNES 22. San Paulino de la Nola, obispo y confesor. (III clase, blanco) Gloria y prefacio común.
MARTES 23. Vigilia de San Juan Bautista (II clase, morado) Sin Gloria. Prefacio común.
MIÉRCOLES 24. Natividad de San Juan Bautista, precursor de Nuestro Señor (I clase, blanco) Gloria, Credo y prefacio común.
JUEVES 25. San Guillermo, abad (III clase, blanco) Gloria y prefacio común.
VIERNES 26. San Juan y San Pablo, mártires (III clase, blanco) Gloria y prefacio común. En algunos lugares San Pelayo, mártir.
SÁBADO 27. Santa María en sábado. (IV clase, blanco) Gloria y prefacio de la Santísima Virgen “In veneratione”. En algunos lugares, Nuestra Señora del Perpetuo Socorro.

DOMINGO 28. IV domingo de Pentecostés (II clase, verde) Gloria, Credo y prefacio de la Santísima Trinidad. Mañana es la fiesta de San Pedro y San Pablo, se puede aprovechar la ocasión de ser domingo para realizar la colecta del óbolo de San Pedro.

LUNES 29. San Pedro y San Pablo, apóstoles (I clase, rojo) Gloria, Credo y prefacio de los apóstoles. Las 2 oraciones se hacen bajo una misma conclusión. DÍA DEL PAPA. Colecta del óbolo de san Pedro.
MARTES 30. Conmemoración de San Pablo, apóstol. (III clase, blanco) Gloria y prefacio de los apóstoles. Las 2 oraciones se hacen bajo una misma conclusión.
Publicado por Fraternidad de Cristo Sacerdote y Santa María Reina