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domingo, 1 de agosto de 2010

S.Pio X: E os modernistas de fato não negam, ao contrário, concedem, uns confusa e outros manifestamente, que todas as religiões são verdadeiras.O viver para os modernistas é prova de verdade; e a razão disto é que verdade e vida para eles são uma e a mesma coisa. E daqui, mais uma vez, se infere que todas as religiões existentes são verdadeiras, do contrário já não existiriam.

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CARTA ENCÍCLICA
DO SUMO PONTÍFICE
PIO X
PASCENDI DOMINICI GREGIS
SOBRE
AS DOUTRINAS MODERNISTAS

O modernista crente
Agora, passando a considerá-lo como crente, se quisermos conhecer de que modo, no modernismo, o crente difere do filósofo, convém observar que, embora o filósofo reconheça por objecto da fé a realidade divina, contudo esta realidade não se acha noutra parte senão na alma do crente, como objecto de sentimento e afirmação; porém, se ela em si mesma existe ou não fora daquele sentimento e daquela afirmação, isto não importa ao filósofo. Se, porém, procurarmos saber que fundamento tem esta asserção do crente, respondem os modernistas: é a experiência individual. Com esta afirmação, enquanto na verdade discordam dos racionalistas, caem na opinião dos protestantes e dos pseudo-místicos.
Eis como eles o declaram: no sentimento religioso deve reconhecer-se uma espécie de intuição do coração, que pôs o homem em contacto imediato com a própria realidade de Deus e lhe infunde tal persuasão da existência dele e da sua acção, tanto dentro como fora do homem, que excede a força de qualquer persuasão, que a ciência possa adquirir. Afirmam, portanto, uma verdadeira experiência, capaz de vencer qualquer experiência racional; e se esta for negada por alguém, como pelos racionalistas, dizem que isto sucede porque estes não querem pôr-se nas condições morais que são necessárias para consegui-la. Ora, tal experiência é a que faz própria e verdadeiramente crente a todo aquele que a conseguir. Quanto vai dessa à doutrina católica! Já vimos essas idéias condenadas pelo Concílio Vaticano I. Veremos ainda como, com semelhantes teorias, unidos a outros erros já mencionados, se abre caminho para o ateísmo. Cumpre, entretanto, desde já, notar que, posta esta doutrina da experiência unida à outra do simbolismo, toda religião, não executada sequer a dos idólatras, deve ser tida por verdadeira. E na verdade, porque não fora possível o se acharem tais experiências em qualquer religião? E não poucos presumem que de fato já se as tenha encontrado. Com que direito, pois, os modernistas negarão a verdade a uma experiência afirmada, por exemplo, por um maometano? Com que direito reivindicarão experiências verdadeiras só para os católicos? E os modernistas de fato não negam, ao contrário, concedem, uns confusa e outros manifestamente, que todas as religiões são verdadeiras. É claro, porém, que eles não poderiam pensar de outro modo.
Em verdade, postos os seus princípios, em que se poderiam porventura fundar para atribuir falsidade a  uma religião qualquer? Sem dúvida seria por algum destes dois princípios: ou por falsidade do sentimento religioso, ou por falsidade da fórmula proferida pela inteligência. Ora, o sentimento religioso, ainda que às vezes menos perfeito, é sempre o mesmo; e a fórmula intelectual para ser verdadeira basta que corresponda ao sentimento religioso e ao crente, seja qual for a força do engenho deste. Quando muito, no conflito entre as diversas religiões, os modernistas poderão sustentar que a católica tem mais verdade, porque é mais viva, e merece mais o título de cristã, porque mais completamente corresponde às origens do cristianismo. A ninguém pode parecer absurdo que estas consequências todas dimanem daquelas premissas. Absurdíssimo é, porém, que católicos e sacerdotes que, como preferimos crer, têm horror a tão monstruosas afirmações, se ponham quase em condição de admiti-las. Pois, tais são os louvores que tributam aos mestres desses erros, tais as homenagens que publicamente lhes prestam, que facilmente dão a entender que as suas honras não atingem as pessoas, que talvez de todo não desmereçam, antes, porém, aos erros, que elas professam às claras, e entre o povo procuram com todos os esforços propagar.
Há ainda outra face, além da que já vimos, nesta doutrina da experiência, de todo contrária à verdade católica. Pois, ela se estende e se aplica à tradição que a Igreja tem sustentado até hoje, e a destrói. E com efeito, os modernistas concebem a tradição como uma comunicação da experiência original, feita a outrem pela pregação, mediante a fórmula intelectual.
Por isto a esta fórmula, além do valor representativo, atribuem certa eficácia de sugestão, tanto naquele que crê, para despertar o sentimento religioso quiçá entorpecido, e restaurar a experiência de há muito adquirida, como naqueles que ainda não crêem, para despertar neles, pela primeira vez, o sentimento religioso e produzir a experiência. Por esta maneira a experiência religiosa abundantemente se propaga entre os povos: não só entre os existentes, pela pregação, mas também entre os vindouros, quer pelo livro, quer pela transmissão oral de uns a outros. Esta comunicação da experiência às vezes lança raízes e vinga; outras vezes se esteriliza logo e morre. O viver para os modernistas é prova de verdade; e a razão disto é que verdade e vida para eles são uma e a mesma coisa. E daqui, mais uma vez, se infere que todas as religiões existentes são verdadeiras, do contrário já não existiriam.
Levadas as coisas até este ponto, Veneráveis Irmãos, já temos muito para bem conhecermos a ordem que os modernistas estabelecem entre a fé e a ciência; notando-se que neste nome de ciência incluem também a história. Antes de tudo se deve ter por certo que o objecto de uma é de todo estranho e separado do objecto de outra. Porquanto a fé unicamente se ocupa de uma coisa, que a ciência declara ser para si incognoscível. Segue-se, pois, que é diversa a tarefa de cada uma; a ciência acha-se toda na realidade dos fenómenos, onde a fé por maneira alguma penetra; a fé, pelo contrário, ocupa-se da realidade divina, que de todo é desconhecido à ciência. Conclui-se, portanto, que nunca poderá haver conflito entre a fé e a ciência; porque, se cada uma se restringir a seu campo, nunca poderão encontrar-se, nem portanto contradizer-se. Se, entretanto, alguém objectar que no mundo visível há coisas que também pertencem à fé, como a vida humana de Cristo, responderão os modernistas negando.  E a razão é que, conquanto tais coisas estejam no número dos fenómenos, todavia, enquanto viveram pela fé e, no modo já indicado, foram pela mesma transfiguradas e desfiguradas, foram subtraídas ao mundo sensível e passaram a ser matéria do divino. Por este motivo, se ainda se quisesse saber se Cristo fez verdadeiros milagres e profecias, se verdadeiramente ressuscitou e subiu ao céu, a ciência agnóstica o negará e a fé o afirmará; e nem assim haverá luta entre as duas. Nega-o o filósofo como filósofo, falando a filósofos e considerando Cristo na sua realidade histórica; afirma-o o crente, como crente, falando a crentes e considerando a vida de Cristo a reviver pela fé e na fé.
De muito se enganaria quem, postas estas teorias, se julgasse autorizado a crer que a ciência e a fé são independentes uma da outra. Por parte da ciência, essa independência está fora de dúvida; mas, já não é assim por parte da fé, que não por um só, mas por três motivos, se deve submeter à ciência. Efectivamente é de notar, em primeiro lugar, que em todo  fato religioso, tirada a realidade divina e a experiência que o crente tem da mesma, tudo o mais, e principalmente as fórmulas religiosas, não sai do campo dos fenômenos; cai portanto sob o domínio da ciência. Afaste-se embora do mundo o crente, se lhe aprouver; mas, enquanto se achar no mundo, nunca poderá se furtar, queira-o ou não, às leis, às vistas, ao juízo da ciência e da história. Ainda mais, embora se tenha dito que Deus só é objeto da fé, isto entretanto não se deve entender senão da realidade divina e não da idéia de Deus.
Esta é dependente da ciência; a qual, enquanto se deleita na ordem lógica, também se eleva até o absoluto e o ideal. É, pois, direito da filosofia ou da ciência indagar da idéia de Deus, dirigi-la na sua evolução, corrigi-la quando se lhe misturar qualquer elemento estranho. Fundados nisto é que os modernistas sustentam que a evolução religiosa deve ser coordenada com a evolução moral e intelectual; isto é, como ensina um dos seus mestres, deve ser-lhes subordinada. Deve-se enfim observar que o homem, em si, não suporta um dualismo, por conseguinte o crente experimenta em si mesmo uma íntima necessidade de harmonizar de tal sorte a fé com a ciência, que aquela não se oponha à idéia geral que a ciência forma do universo. Conclui-se, pois, que a ciência é de todo independente da fé; esta, ao contrário, embora se declame que é estranha à ciência, deve-lhe submissão. Todas estas coisas, Veneráveis Irmãos, são diametralmente contrárias ao que o Nosso antecessor Pio IX ensinava, dizendo (Brev. ad Ep. Wratislaw. 15 jun. 1857): Em matéria de religião, é dever da filosofia não dominar, mas servir, não prescrever o que se deve crer, mas aceitá-lo com razoável respeito, não perscrutar os profundos dos mistérios de Deus, mas piedosa e humildemente venerá-los. Os modernistas entendem isto às avessas: há, pois, sobeja razão de aplicar-se-lhes o que outro nosso predecessor, Gregório IX, escrevia de alguns teólogos do seu tempo: Alguns dentre vós, excessivamente cheios de espírito de vaidade, com profanas novidades se esforçam por transpor os limites traçados pelos Santos Padres, curvando à doutrina filosófica dos racionalistas a interpretação das páginas celestes, não proveito dos ouvintes, mas para dar mostras do saber...E estes, arrastados por doutrinas diversas, transformam em cauda a cabeça e obrigam a rainha a servir à escrava (Ep. ad  Magistros theol., Paris, julho de 1223).
Estas coisas tornar-se-ão ainda mais claras, tendo-se em vista o procedimento dos modernistas, de todo conforme com o que ensinam. Nos seus escritos e discursos parecem, não raro, sustentar ora uma ora outra doutrina, de modo a facilmente parecerem vagos e incertos. Fazem-no, porém, de caso pensado; isto é, baseados na opinião que sustentam, da mútua separação entre a fé e a ciência. É por isto que nos seus livros muitas coisas se encontram das aceitas pelo católicos; mas, ao virar a página, outras se vêem que pareceriam ditadas por um racionalista. Escrevendo, pois, história, nenhuma menção fazem da divindade de Cristo; ao passo que, pregando nas igrejas, com firmeza a professam. Da mesma sorte, na história não fazem o menor caso dos Padres nem dos Concílios; nas instruções catequéticas, porém, citam-nos com respeito. Distinguem, portanto, outrossim a exegese teológica e pastoral da exegese científica histórica. Mais ainda: fundados no princípio que a ciência em nada depende da fé, quando tratam de filosofia, de história, de crítica, não sentindo horror de pisar nas pegadas de Lutero (cf. Prop. 29 conden. por Leão X, Bulla "Exurge Domine" de 16 de maio de 1520): Temos aberta a estrada para enfrentar a autoridade dos Concílios e para contradizer à vontade as suas deliberações, e julgar os seus decretos e manifestar às claras tudo o que nos parece verdade, seja embora aprovado ou condenado por qualquer Concílio), ostentam certo desprezo das doutrinas católicas, dos Santos Padres, dos concílios ecumênicos, dos magistérios eclesiásticos; e se forem por isto repreendidos, queixam-se de que se lhes tolhe a liberdade. Finalmente, professando que a fé há de sujeitar-se à ciência, continuamente e às claras criticam a Igreja, porque irredutivelmente se recusa a acomodar os seus dogmas às opiniões da filosofia, e eles, por sua vez, posta de parte a velha teologia, empenham-se por divulgar uma nova, toda amoldada aos desvarios dos filósofos. 

A Igreja não pode abandonar as Cruzadas sem se trair ‒ Apologia da Cruzada III

continuação do post anterior

Por que a Igreja não pode abandonar o espírito de Cruzada? Simplesmente porque não pode negar sua história e sua doutrina.

A história das Cruzadas não é um apêndice insignificante na história da Igreja.

Pelo contrário, está intimamente unida à história do Papado.

As Cruzadas não estão ligadas a um único Papa, mas a uma sucessão ininterrupta de pontífices, muitos deles santos, principalmente o Beato Urbano II que promulgou a Primeira Cruzada, São Pio V e o Beato Inocêncio XI, que promoveram “Santas Alianças” contra os turcos em Lepanto, Budapeste e Viena nos séculos XVI e XVII.


Não é desconhecido dos historiadores que, mesmo no século XX, Pio XII estudou a possibilidade de lançar uma “Cruzada” depois da revolta anti-comunista na Hungria em 1956.

Ao testemunho dos Papas, acrescenta-se o testemunho dos santos, começando com Luís IX, o Rei Cruzado por excelência, com Joana D'Arc, também a sua maneira “cruzada” e padroeira da França, “filha primogênita da Igreja”.

Opor a estas figuras o nosso São Francisco mostra, senão mala fé, pelo menos um notável desconhecimento da história.

A fonte mais confiável da viagem de Francisco é o testemunho de seu companheiro, o irmão Iluminado, que nos diz que o santo defendeu o trabalho dos cruzados e propôs a conversão ao Sultão.

E quem pode esquecer as legiões de franciscanos que se uniram ao longo dos séculos aos cruzados, liderados por São João de Capistrano (1386-1456), pregador da grande Cruzada do século XV que culminou com a libertação de Belgrado?

Ao lado do nome de São Francisco devemos colocar o de Santa Catarina de Siena, padroeira da Itália e Doutor da Igreja.

Um recente ensaio de Massimo Viglione mostrou que seu espírito era profundamente “cruzado” (“L'idea di crociata in Santa Caterina da Siena” ‒ “A idéia de Cruzada em Santa Catarina Siena”).

A ela poderíamos acrescentar outro Doutor da Igreja de sexo feminino, desta vez uma contemporânea: Santa Teresinha de Lisieux que numa página tocante em que se volta para Jesus, diz querer “percorrer a terra, pregar o teu nome, e cravar em solo infiel Tua gloriosa Cruz”, reunindo numa única vocação as de apóstolo, cruzado e mártir.

“Sinto em mim ‒ escreve ‒ a vocação de guerreiro, de sacerdote, de apóstolo, de Doutor, de mártir, em suma, eu sinto a necessidade, o desejo de realizar por Vós, Jesus, todas as obras as mais heróicas.

“Eu sinto em minha alma a coragem de um cruzado, de um zuavo pontifício: eu quereria morrer num campo de batalha para defender a Igreja ....”

Em 4 de agosto de 1897, no leito de morte, voltando-se para a Superiora, ela murmurou:

“Oh, não, eu não teria medo de ir à guerra.

“Por exemplo, na época das Cruzadas, com quanta alegria eu teria partido para combater os hereges” (“História de uma Alma”, em “Obras Completas”).

continua no próximo post

(Fonte: Prof. Roberto de Mattei, “Il Foglio”, 08/06/2010, apud Corrispondenza Romana, 08/06/ 2010).
visto em:http://gloriadaidademedia.blogspot.com/

libro de Madre Teresa es un libro muy importante. Una recopilación dinámica de un sinfín de textos de la beata Teresa de Calcutay ordenada como si ella misma escribiera su biografía.


libro de Madre Teresa es un libro muy importante. Una recopilación dinámica de un sinfín de textos de la beata Teresa de Calcutay ordenada como si ella misma escribiera su biografía. En la banda azul -se puede quitar- que trae el libro para su comercialización y venta en librerías pone: «Autobiografía» de Teresa de Calcuta en el centenario de su nacimiento. Las comillas nos indican que es un recurso de marketing y que no es una biografía escrita o dictada por Madre Teresa, pero yo lo he considerado tan adecuado que, como puede observarse, también, he puesto la misma palabra «Autobiografía», con comillas, como subtítulo de la presente reseña y lo he hecho porque valoro la labor de sus autores en construir un libro biográfico a partir de esa recopilación de la palabras de la Beata. Y tal trabajo se ha realizado para disponer de obra de gran importancia con motivo del centenario del la Madre Teresa de Calcuta que tiene lugar el 26 de agosto de 2010.
Para leer el artículo completo, pinche aquí

fonte:http://www.periodistadigital.com/religion/libros/2010/08/01/autobiografia-madre-teresa-iglesia-religion-calcuta-santa.shtml

La página de la Fraternidad Sacerdotal de San Pedro ha colgado ya las fotografías correspondientes a las ordenaciones diaconales de miembros de la Fraternidad, que tuvieron lugar en su seminario de Wigratzbad (Alemania), el pasado día 15 de mayo, actuando como ordenante Su Eminencia el cardenal Darío Castrillón Hoyos, Presidente Emérito de la Pontificia Comisión “Ecclesia Dei”.

Wigratzbad, 15 V 2010
Dario Cardinal Castrillon-Hoyos

Ordinations diaconales par S Em le Cardinal Dario Castrillon-Hoyos,
 15 V 2010 Ordinations diaconales par S Em le Cardinal Dario Castrillon-Hoyos,
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 15 V 2010 Ordinations diaconales par S Em le Cardinal Dario Castrillon-Hoyos,
 15 V 2010
fonte:http://www.fssp.org/album/O20100515/index.htm

La página de la Fraternidad Sacerdotal de San Pedro ha colgado ya las  fotografías correspondientes a las ordenaciones diaconales de miembros de la Fraternidad, que tuvieron lugar en su seminario de Wigratzbad (Alemania), el pasado día 15 de mayo, actuando como ordenante Su Eminencia el cardenal Darío Castrillón Hoyos, Presidente Emérito de la Pontificia Comisión “Ecclesia Dei”.
Esta página ha colgado ya también fotografías de las ordenaciones sacerdotales, conferidas en el mismo seminario por el cardenal Cañizares, Prefecto de la Congregación para el Culto y la Disciplina de los Sacramentos, el pasado día 3 de julio, y de las que ya dimos cuenta en su momento.

fonte:Hoc signo

San Ignacio de Loyola - 31 de Julio. San Alfonso María Ligorio - 1 de agosto


San Alfonso María Ligorio - 1 de agosto

Para conocer su hagiografía clickear sobre la imagen.

San Ignacio de Loyola - 31 de Julio


Para conocer su hagiografía clickear sobre la imagen.
 
fonte:http://congregacionobispoaloishudal.blogspot.com/
 

LE PAROLE DEL PAPA ALLA RECITA DELL'ANGELUS - 1 agosto 2010


BENEDETTO XVI
ANGELUS

Palazzo Apostolico di Castel Gandolfo
Domenica, 1° agosto 2010

[Francese, Inglese, Italiano, Portoghese, Spagnolo, Tedesco]

Cari fratelli e sorelle,

in questi giorni ricorre la memoria liturgica di alcuni Santi. Ieri abbiamo ricordato sant’Ignazio di Loyola, fondatore della Compagnia di Gesù. Vissuto nel XVI secolo, si convertì leggendo la vita di Gesù e di Santi durante una lunga degenza causata da una ferita subita in battaglia. Rimase talmente impressionato da quelle pagine, che decise di seguire il Signore. Oggi ricordiamo sant’Alfonso Maria de’ Liguori, fondatore dei Redentoristi, vissuto nel XVIII secolo e proclamato patrono dei confessori dal Venerabile Pio XII. Ebbe la consapevolezza che Dio vuole tutti santi, ciascuno secondo il proprio stato naturalmente. In questa settimana la liturgia ci propone, poi, sant’Eusebio, primo Vescovo del Piemonte, strenuo difensore della divinità di Cristo, e, infine, la figura di san Giovanni Maria Vianney, il Curato d’Ars, che ha guidato con il suo esempio l’Anno Sacerdotale appena concluso, e alla cui intercessione nuovamente affido tutti i Pastori della Chiesa. Impegno comune di questi Santi è stato quello di salvare le anime e di servire la Chiesa con i rispettivi carismi, contribuendo a rinnovarla e ad arricchirla. Questi uomini hanno acquistato "un cuore saggio" (Sal 89,12), accumulando ciò che non si corrompe e scartando quanto è irrimediabilmente mutevole nel tempo: il potere, la ricchezza e gli effimeri piaceri. Scegliendo Dio hanno posseduto ogni cosa necessaria, pregustando fin dalla vita terrena l’eternità (cfr Qo, 1-5).

Nel Vangelo dell’odierna domenica, l’insegnamento di Gesù riguarda proprio la vera saggezza ed è introdotto dalla domanda di uno della folla: «Maestro, di’ a mio fratello che divida con me l’eredità» (Lc 12,13). Gesù, rispondendo, mette in guardia gli ascoltatori dalla brama dei beni terreni con la parabola del ricco stolto, il quale, avendo accumulato per sé un abbondante raccolto, smette di lavorare, consuma i suoi beni divertendosi e s’illude persino di poter allontanare la morte. «Ma Dio gli disse: "Stolto, questa notte stessa ti sarà richiesta la tua vita. E quello che hai preparato, di chi sarà?"» (Lc 13,20). L’uomo stolto nella Bibbia è colui che non vuole rendersi conto, dall’esperienza delle cose visibili, che nulla dura per sempre, ma tutto passa: la giovinezza come la forza fisica, le comodità come i ruoli di potere. Far dipendere la propria vita da realtà così passeggere è, dunque, stoltezza. L’uomo che confida nel Signore, invece, non teme le avversità della vita, neppure la realtà ineludibile della morte: è l’uomo che ha acquistato "un cuore saggio", come i Santi.

Nel rivolgere la nostra preghiera a Maria Santissima, desidero ricordare altre ricorrenze significative: domani si potrà lucrare l’indulgenza detta della Porziuncola o "il Perdono di Assisi", che san Francesco ottenne, nel 1216, dal Papa Onorio III; giovedì 5 agosto, commemorando la Dedicazione della Basilica di S. Maria Maggiore, onoreremo la Madre di Dio acclamata con questo titolo nel concilio di Efeso del 431, e venerdì prossimo, anniversario della morte di Papa Paolo VI, celebreremo la festa della Trasfigurazione del Signore. La data del 6 agosto, considerata il culmine della luce estiva, fu scelta per significare che lo splendore del Volto di Cristo illumina il mondo intero.

Angelus Domini …


Dopo l'Angelus

Desidero esprimere vivo compiacimento per l’entrata in vigore, proprio oggi, della Convenzione sul bando delle munizioni a grappolo che provocano danni inaccettabili ai civili. Il mio primo pensiero va alle numerose vittime che hanno sofferto e continuano a soffrire gravi danni fisici e morali, fino alla perdita della vita, a causa di questi insidiosi ordigni, la cui presenza sul terreno spesso ostacola a lungo la ripresa delle attività quotidiane di intere comunità. Con l’entrata in vigore della nuova Convenzione, alla cui adesione esorto tutti gli Stati, la Comunità internazionale ha dimostrato saggezza, lungimiranza e capacità nel perseguire un risultato significativo nel campo del disarmo e del diritto umanitario internazionale. Il mio auspicio e incoraggiamento è che si continui con sempre maggior vigore su questa strada, per la difesa della dignità e della vita umana, per la promozione dello sviluppo umano integrale, per lo stabilimento di un ordine internazionale pacifico e per la realizzazione del bene comune di tutte le persone e di tutti i popoli.

J’accueille avec joie les pèlerins francophones ! La liturgie de ce jour nous questionne sur le sens profond de notre quête d’avoir, de pouvoir et de savoir. Prise et comprise comme une fin en soi, la richesse cesse d’être le moyen nécessaire pour une existence juste et digne. Par l’intercession de la Vierge Marie et de Saint Alphonse-Marie de Liguori, puissions-nous utiliser nos biens en participant positivement à l’œuvre de la création divine et en étant pleinement solidaires avec tout être humain, surtout celui qui est dans le besoin. Bon dimanche à tous !

I am very pleased to greet all the English-speaking pilgrims present, especially those of you who have come from Canada and Australia. In the Gospel of today’s Mass, our Lord teaches us to store up treasure for ourselves, not on earth, but in heaven. By God’s grace, then, let us seek to grow in faith and good works. In this sense, I willingly invoke upon all of you God’s abundant blessings!

Einen herzlichen Gruß richte ich an alle Gäste deutscher Sprache, heute besonders an die Pilger aus Eschweiler bei Aachen. Die Urlaubszeit gibt uns Gelegenheit, die gewohnten Bahnen zu verlassen und an einem schönen Platz Ruhe und Erholung zu finden. Abstand nehmen wollen wir auch innerlich von unseren schlechten Gewohnheiten, von Zorn und Bosheit, von übler Nachrede, vom „alten Menschen mit seinen Taten", wie wir heute in der Lesung aus dem Kolosserbrief gehört haben. Nehmen wir den Urlaub zum Anlaß, persönlich wieder zum Frieden zu kommen und dem Bild des Schöpfers in uns besser zu entsprechen. Gottes Geist geleite euch auf allen Wegen!

Saludo cordialmente a los peregrinos de lengua española que han participado en el rezo del Ángelus. La liturgia de hoy nos invita a moderar nuestro afán por los bienes materiales, que no son todo en la vida, sabiendo administrarlos bien y compartirlos, de manera que produzcan bienes más altos y duraderos. Pidamos a María que nos enseñe a seguir con gozo a Jesús con un corazón sencillo. Feliz domingo.

Queridos peregrinos de língua portuguesa: saúdo cordialmente a todos vós, de modo especial aos brasileiros de Piraquara. Que Deus manifeste sobre todos vós a Sua inesgotável bondade para que sejais renovados nos vossos bons propósitos de vida cristã. Que Deus vos abençoe!

Witam serdecznie Polaków. Życie uczy nas, że wszystko na tym świecie przemija. Przypomina o tym Liturgia Słowa dzisiejszej Mszy świętej. Wskazuje, że życie człowieka nie jest zależne od jego mienia, że dobra doczesne nie są celem, lecz środkiem w drodze do wieczności. Otwórzmy więc serca na potrzeby braci, bądźmy bogaci przed Bogiem. Z serca wam błogosławię.

[Do il mio cordiale benvenuto a tutti i Polacchi. La vita quotidiana ci insegna che tutto passa in questo mondo. Ce lo ricorda la Liturgia della parola della Messa odierna. Ci mostra che la vita dell’uomo non dipende dai suoi averi e che i beni terreni non sono lo scopo, ma un mezzo nella via verso l’eternità. Apriamo allora i nostri cuori alle necessità dei fratelli, diventando ricchi davanti Dio. Vi benedico di cuore.]

Un cordiale saluto rivolgo, infine, ai pellegrini italiani, in particolare alle Suore dell’Immacolata, che stanno celebrando in questi giorni il loro Capitolo Generale, ai fedeli di Moncalieri e di San Nicandro Garganico. Grazie per la vostra presenza. A tutti buona domenica!

© Copyright 2010 - Libreria Editrice Vaticana

Santa Maria degli Angeli alla Porziuncola e il "Perdono d'Assisi" - 2 Agosto

 


2 AGOSTO
SANTA MARIA DEGLI ANGELI
ALLA PORZIUNCOLA
Solennità per i Francescani 


Questo luogo è veramente santo e abitato da Dio

Dagli scritti di Fra Tommaso da Celano
(Le due Vite, Ed. A. Signorelli, Roma 1954, L. Macali o.f.m. conv., pp. 207-208; 137)

Il servo di Dio Francesco, di statura piccola, di mente umile, di professione minore, nel tempo che visse quaggiù, per sé e per la sua fraternità scelse una particella di mondo, per il solo fatto che non gli fu assolutamente possibile servire Cristo altrimenti, che avendo qualche cosa dal mondo.

E non senza una rivelazione e predisposizione divina, già in antico, fu chiamato Porziuncola quel luogo che doveva toccare in sorte a coloro che desideravano di non avere nulla di proprio in questo mondo.

Vi sorgeva una chiesetta dedicata alla Vergine Madre, la quale per la sua singolare umiltà meritò di essere elevata, dopo il Figlio, alla dignità di capo di tutti gli eletti.

In essa ebbe inizio l’Ordine dei Minori, e come sopra un saldo fondamento, crebbe e si moltiplicò il loro nobile edificio. Il Santo amava questo luogo più di ogni altro, comandò ai frati di venerarlo con rispetto speciale e volle che lo custodissero sempre come specchio di vita religiosa, in umiltà e altissima povertà, riservandone però la proprietà agli altri, e ritenendone per sé e per i suoi soltanto l’uso.

Vi si osservava una rigidissima disciplina in tutto, nel silenzio e ne lavoro e in tutte le altre prescrizioni della regola. Senza tregua, giorno e notte, la fraternità dei Minori di quel luogo era occupata nel lodare Dio e, tutti soffusi di una mirabile fragranza, vi conducevano una vita veramente angelica.

Frate Francesco infatti, pur sapendo che il regno del cielo si può raggiungere ovunque e che la grazia divina non trova difficoltà a scendere sugli eletti ovunque si trovino, tuttavia si era accorto per propria esperienza che il luogo della chiesa di S. Maria della Porziuncola godeva di una maggiore abbondanza di grazia, ed era frequentemente visitato da spiriti celesti.

Spesso quindi diceva ai frati: «Guardatevi, figli, dall’abbandonare mai questo luogo. Se ve ne cacciassero fuori da una parte, rientratevi dall’altra. Questo luogo infatti è veramente santo e abitato da Dio. Qui il Signore moltiplicò il nostro piccolo numero; qui illuminò i cuori dei suoi poveri con la luce della sua divina sapienza; qui accese le nostre volontà con il fuoco del suo amore; qui, chi avrà pregato con devozione, otterrà quello che chiederà, e chi mancherà sarà punito più gravemente. Perciò, figli, ritenete degno di ogni onore il luogo della dimora di Dio, e con tutto il trasporto del vostro cuore rendete in esso lode al Signore».

PERDONO D'ASSISI

fonte:maranatha.it

Une conférence de Mgr POZZO, le 2 juillet 2010 : On peut la résumer comme suit: Il faut interpréter le Concile comme étant une oeuvre « de réforme » de l’Eglise, réforme certes, mais dans la » continuité » du Magistère et nullement en « rupture » avec le Magistère. Il y aurait, de cette oeuvre conciliaire deux interprétations possibles, « deux herméneutiques », posssibles qui, du reste, ont vues le jour: « celle de la rupture, et celle de la réforme dans la continuité ». Dans la fidélité au Pape Benoît XVI, il faut clairement choisir cette dernière. Il le dit clairement dans sa conclusion. « Il faut utiliser cette dernière direction pour affronter les questions controversées, en libérant, pour ainsi dire, le Concile du para-concile qui s’est mélangé avec lui, et en conservant le principe de l’intégrité de la doctrine catholique et de la pleine fidélité au dépôt de la foi transmis par la Tradition et interprété par le Magistère de l’Église ».

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publié dans regards sur le monde le 24 juillet 2010


Sur le site de la « Fraternité sacerdotale saint Pierre », on lit cette importante conférence que Mgr Guido Pozzo a donné à Wigratzbad, le 2 juillet 2010.
Il faut absolument lire ce texte.
Conférence de Mgr Guido Pozzo à Wigratzbad, 2 juillet 2010
Conférence de Mgr Guido Pozzo, Secrétaire de la Commission Pontificale Ecclesia Dei, donnée aux prêtres européens de la Fraternité Saint-Pierre le vendredi 2 juillet 2010 à Wigratzbad. Ce même jour, Mgr Pozzo a célébré une messe solennelle à l’église de Maria Thann en présence de plus d’une centaine de prêtres et séminaristes de la Fraternité (photos de cette journée). Le lendemain eurent lieu les ordinations sacerdotales conférées par la Cardinal Cañizares à cinq diacres (photos des ordinations).
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Je finis la lecture de la conférence de Mgr Pozzo.
On peut la résumer comme suit:  Il faut interpréter le Concile comme étant  une oeuvre « de réforme » de l’Eglise, réforme certes,  mais dans la  » continuité » du Magistère et nullement en « rupture » avec le Magistère.  Il y aurait, de cette oeuvre conciliaire deux interprétations possibles, « deux herméneutiques », posssibles qui, du reste,  ont vues le jour: « celle de la rupture, et celle de la réforme dans la continuité ».
Dans la fidélité au Pape Benoît XVI, il faut clairement choisir cette dernière. Il le dit clairement dans sa conclusion. « Il faut utiliser cette dernière direction pour affronter les questions controversées, en libérant, pour ainsi dire, le Concile du para-concile qui s’est mélangé avec lui, et en conservant le principe de l’intégrité de la doctrine catholique et de la pleine fidélité au dépôt de la foi transmis par la Tradition et interprété par le Magistère de l’Église ».

Une conférence de Mgr POZZO, le 2 juillet 2010

Prmière  considération:
Pour Mgr Pozzo, autre le Concile et ses textes,  fidèles à la Tradition et au Magistère de toujours. Autre l’interprétation du Concile.
Autre le Concile. Autre le « para concile ».
C »est  la thèse qu’on n’ a cessé de présenter à Mgr Lefebvre et qu’il refusa toujours d’accepter. Non Non, disait-il : « l’origine du mal, c’est le Concile et « toutes les réformes issues du Concile ». Et c’est pourquoi, par exemple,  il avait l’audace de dire « être dans l’impossibilité de former des jeunes  au sacerdoce avec la nouvelle messe ». Mais qui peut, de la hiérachie actuelle, comprendre cela? Il n’y aura une augmentation du nombre de prêtres que le jour où l’on abandonnera la « nouvelle messe ». Elle n’est pas la messe « ordinaire » du rite romain, elle est la « messe de Luther », ou si vous préférez,   » une messe bâtarde », une « messe empoisonnée ». Les comunautés « Ecclesia Dei », de cette vérité, en font la preuve, année après année…Et la hiérarchie s’enrage et ne voit toujours  rien. Il viendra un jour où Rome sera obligée de prendre des évêques en leur sein et de les nommer à la tête de diocèse. Ce sera peut-être au début de petits diocèses où il ne reste plus que quelques pêtres. Ces prêtres pourront s’opposer à cette nomination d’évêque. Avec un peu de fermeté, le nouvel évêque  pourra faire appel à ces nouveaux prêtres, sans aller les chercher en Afrique. Et d’un coup, la messe traditionnelle reviendra…Le peuple en sera étonné…Mais s’y fera bien vite…Je rêve! Pas tant que cela.
Autre le Concile. Autre le « para concile », nous dit Mgr Pozzo
On en revient toujours là. C’est la bouée de sauvetage des « conciliaristes ». Il faut coûte que coûte sauver le Concile.
 Je le veux bien …
Mais alors que faites-vous des déclarations du Cardinal Congar, disant que le Concile fut «  une vraie révolution dans l’Eglise » ou du cardinal Suenens disant que le Concile est  » 1789 dans l’Eglise ». Or ces deux personnalités furent, elles aussi , parmi les « chevilles ouvrières » du Concile Vatican II.
Que faites-vous de la déclaration du 21 novembre 1974 de Mgr Lefebvre disant que le Concile a subi une réelle influence du modernisme et du libéralisme; que faites-vous  de son livre »J’accuse le Concile? » Et Mgr Lefebvre était parmi les personnalités de qualité du Concile. Il était à l’époque parmi les « supérieurs généraux des grandes congrégations de l’Eglise » et qui, plus est,  archevêque et président du « Coetus internationalis Patrum », représentant quelques 250 pères concillaires.
Que faites-vous alors des critiques du cardinal Ottaviani critiquant très sévèrement la réforme liturgique de Mgr Bunigni, réforme liturgique réalisée, nous dit-on, en application de Sacro sanctum Concilium .
Etc Etc…
Une autre considération:
Dans les paroles de Mgr Pozzo, il y a une nouveauté. Il parle de « questions controversées » du Concile . Enfin…C’est une nouveauté. Ces « controverses » doivent faire l’objet des entretiens avec la FSSPX.
Prenons brièvement le sujet de l’oecuménisme.
Lorsq’il résume la doctrine conciliaire sur l’oecuménisme, c’est la deuxième partie de sa conférence, vous ne le verrez jamais utiliser le mot « retour » à l’Eglise catholique des différentes confessions. Ce mot est bani de sa pensée.  Mais c’est ce que l’on entend toujours sur ce sujet : il faut éviter toute expression faisant allusion au retour des frères séparés.Voilà l’axiome doctrinal et la directive pratique du mouvement oecuménique.  Comme le dit Romario  Amerio, dans son « Iota Unum » à la page 457 « on abandonne le principe du retour des frères séparés au profit de celui de la conversion de tous les chrétiens au Christ total, immanent à toutes les confessions. Comme le professe ouvertement la patriarche Athénagoras, « il n’est pas question dans ce mouvement d’union de marche d’une  Eglise vers l’autre, mais de marche de toutes les églises vers le Christ commun » (ICI, n° 311, p. 18,1er mai 1968).
Mais si vous faites remarquer que ce n’est pas l’enseignement que nous donne Pie XI dans son encyclique « Mortalium animos », – là, en effet,  le pape affirme que la vraie union des Eglises ne peut se faire que par le retour (per reditum) des frères séparés à la vraie Eglise de Dieu -,   Mgr Pozzo vous répond: Non! Non ! « le Concile reste (bien) sur le terrain de la tradition en ce qui concerne la doctrine de l’Eglise. (Mais) cela n’exclue pas toutefois que le Concile ait produit de nouvelles directives et explicité certains aspects spécifiques. La nouveauté par rapport aux déclarations antérieures au Concile consiste déjà dans le fait que les relations de l’Eglise catholique avec les Églises orthodoxes et les communautés évangéliques nées de la Réforme luthérienne sont traitées comme une question distincte et dans un mode formellement positif, tandis que dans l’encyclique Mortalium animos de Pie XI (1928), par exemple, l’objectif était de délimiter et de distinguer clairement l’Eglise catholique des confessions chrétiennes non-catholiques ».
Si c’est ainsi que Mgr Pozzo pense règler  le problème de la continuité de la pensée du Conciliaire  sur l’oecuménisme avec la Tradition, je pense que les conversations doctrinales avec la FSSPX risquent   de  ne pas aboutir…  C’est toujours ce que j’ai pensé. Ce n’est pas par des « conversations doctrinales » qu’on mettra fin à la crise de l’Eglise. Quand Mgr Lefebvre, après l’échec des conversations « pratiques  » avec le cardinal Ratzinger en 1988, disait « la prochaine fois, c’est moi qui mettrais mes conditions; « Etes-vous d’accord avec le Syllabus »?; « Estes-vous d’accord avec le serment antimodernus?; « Etes-vous d’accord avec l’encyclique « Libertas »? …etc, il voulait simplement dire qu’il fallait d’abord faire une protestation de foi  avant de s’asseoir de nouveau à la table des conversations et que cette protestation de foi devait être partagée par tous les intervenants…. 
  »Messieurs préparez-vous pour une combat de longue durée », nous disait Mgr Lefebvre. Il est doctrinale, certes. Mais on ne discute pas avec le modernisme. On le combat  concrétement par une doctrine intègre et un apostolat énergique et vaillant.


Aspects de l’ecclésiologie catholique dans la réception de Vatican II
Introduction
Si l’on considère la Constitution dogmatique sur l’Église de Vatican II, on se rend compte immédiatement de l’importance et de l’ampleur de l’approfondissement du mystère de l’Eglise, et de son renouvellement intérieur par les Pères du Concile.
Mais si vous lisez ou entendez une grande partie de ce qui a été dit par certains théologiens, certains célèbres, d’autres qui ne sont que des amateurs en théologie, dans une large production littéraire catholique post-conciliaire, on ne peut pas ne pas être saisi par une tristesse profonde et éviter d’être sérieusement préoccupé. C’est vraiment difficile d’imaginer un plus grand contraste existant d’une part entre les documents officiels de Vatican II, le Magistère postérieur des Papes, les interventions de la Congrégation pour la Doctrine de la Foi, et d’autre part, tant d’idées ou de déclarations ambiguës, douteuses et souvent contraires à la saine doctrine catholique, qui se sont multipliées dans des milieux catholiques et en général dans l’opinion publique.
Quand nous parlons du Concile Vatican II et de sa réception, le point essentiel de référence devrait maintenant être un seul, celui que le Magistère papal a exprimé très clairement et sans ambiguïté. Lors de son Discours à la Curie Romaine du 22 Décembre, le pape Benoît XVI a déclaré:  » La question suivante apparaît: pourquoi l’accueil du Concile, dans de grandes parties de l’Eglise, s’est-il jusqu’à présent déroulé de manière aussi difficile? Eh bien, tout dépend de la juste interprétation du Concile ou – comme nous le dirions aujourd’hui – de sa juste herméneutique, de la juste clef de lecture et d’application. Les problèmes de la réception sont nés du fait que deux herméneutiques contraires se sont trouvées confrontées et sont entrées en conflit. L’une a causé de la confusion, l’autre, silencieusement mais de manière toujours plus visible, a porté et porte des fruits. D’un côté, il existe une interprétation que je voudrais appeler « herméneutique de la discontinuité et de la rupture »; celle-ci a souvent pu compter sur la sympathie des mass media, et également d’une partie de la théologie moderne. D’autre part, il y a l’ »herméneutique de la réforme », du renouveau dans la continuité de l’unique sujet-Eglise, que le Seigneur nous a donné; c’est un sujet qui grandit dans le temps et qui se développe, restant cependant toujours le même, l’unique sujet du Peuple de Dieu en marche » (cf. Benedetto XVI, Insegnamenti, vol. I, 2005, Ed. Vaticana, Città del Vaticano 2006, pp. 1023 sg.).
Évidemment, si le Saint-Père parle de deux interprétations ou clés de lecture divergentes, l’une de la discontinuité ou rupture avec la tradition catholique, et l’autre du renouvellement dans la continuité, cela signifie que la question cruciale de la source, ou le point vraiment déterminant du travail de désorientation et de confusion qui a caractérisé et caractérise encore notre époque ne provient pas du Concile Vatican II en tant que tel, et qu’il n’est pas l’enseignement objectif contenu dans ses documents, mais c’est l’interprétation de cet enseignement.
Dans cet exposé je me propose de développer brièvement deux aspects particuliers, afin de mettre en évidence les points clés pour une interprétation correcte de la doctrine conciliaire, en confrontation aux déviations et équivoques causées par l’herméneutique de la discontinuité:
I. L’unité et l’unicité de l’Église catholique.
II. L’Eglise catholique et les religions en rapport avec le salut.
Dans ma conclusion, je voudrais faire enfin quelques considérations sur les causes de l’herméneutique de la discontinuité avec la Tradition, en particulier en soulignant la forma mentis qui la sous-tend.
I. L’unité et l’unicité de l’Église catholique.
1. Contre l’opinion, partagée par de nombreux théologiens, que Vatican II a introduit des changements radicaux dans notre compréhension de l’Église, il convient de noter tout d’abord que le Concile reste sur le terrain de la tradition en ce qui concerne la doctrine de l’Eglise. Cela n’exclue pas toutefois que le Concile ait produit de nouvelles directives et explicité certains aspects spécifiques. La nouveauté par rapport aux déclarations antérieures au Concile consiste déjà dans le fait que les relations de l’Eglise catholique avec les Églises orthodoxes et les communautés évangéliques nées de la Réforme luthérienne sont traitées comme une question distincte et dans un mode formellement positif, tandis que dans l’encyclique Mortalium animos de Pie XI (1928), par exemple, l’objectif était de délimiter et de distinguer clairement l’Eglise catholique des confessions chrétiennes non-catholiques.
2. Pourtant, en premier lieu, Vatican II insiste sur la position d’unité et d’unicité de la véritable Église, en référence à l’Eglise catholique existante: elle «est» cette seule Eglise du Christ, celle qu’on professe dans le symbole comme une, sainte, catholique et apostolique » ( LG 8). Deuxièmement, le Concile répond à la question de savoir où l’on peut trouver la véritable Église: «Cette Église, constituée et organisée en ce monde comme une société, subsiste dans l’Église catholique» (LG 8). Et pour éviter toute ambiguïté quant à l’identification de la véritable Eglise du Christ avec l’Eglise catholique, on ajoute que c’est l’Eglise «gouvernée par le Successeur de Pierre et les Évêques en communion avec lui » (LG 8). L’unique Eglise du Christ a donc dans l’Église catholique sa réalisation, son existence, sa stabilité. Il n’y a pas d’autre Église du Christ à côté de l’Eglise catholique. Avec cela on dit – au moins implicitement – que l’Eglise de Jésus-Christ n’est pas divisée en elle-même, ni même dans sa substance, et que son unité indivisible n’est pas annulée par les nombreuses divisions entre les chrétiens.
Cette doctrine de l’indivisibilité de l’Eglise du Christ, de son identification substantielle avec l’Eglise catholique, est réitérée dans les documents de la Congrégation pour la Doctrine de la Foi, Mysterium Ecclesiae (1973), Dominus Iesus, 16 et 17 (2000) et dans les Réponses aux dubia sur certaines questions ecclésiologiques (2007).
L’expression Subsistit dans Lumen Gentium 8 signifie que l’Eglise du Christ ne s’est pas perdue dans les vicissitudes de l’histoire, mais continue d’exister comme un sujet unique et indivisible par l’Église catholique. L’Église du Christ subsiste, se retrouve et se reconnaît dans l’Eglise catholique. En ce sens, il y a une continuité parfaite avec la doctrine enseignée par le Magistère précédemment (Léon XIII, Pie XI et Pie XII).
3. Avec l’expression « subsistit in », la doctrine du Concile- conformément à la tradition catholique – entendait exactement exclure toute forme de relativisme ecclésiologique. Dans le même temps le remplacement par le «subsistit in » de l’expression «est» utilisée par l’Encyclique Mystici Corporis de Pie XII, entendait affronter le problème œcuménique en mode plus direct et explicite que ce qui s’était fait dans le passé. Bien que l’Eglise soit une et se trouve en un seul sujet, il existe en dehors de ce sujet, des éléments ecclésiaux vrais et réels, qui, toutefois, étant propres à l’Eglise catholique, poussent vers l’unité catholique.
Le mérite du Concile est d’une part d’avoir exprimé l’unité, l’indivisibilité et la non multiplicité de l’Eglise catholique, et d’autre part d’avoir reconnu que, même chez les confessions chrétiennes non-catholiques existent des dons et des éléments qui ont le caractère ecclésial, et qui justifient et poussent à travailler pour le rétablissement de l’unité de tous les disciples du Christ. L’affirmation d’être l’unique Eglise du Christ ne saurait être interprétée en effet au point de ne pas reconnaître la différence essentielle entre les fidèles du Christ baptisés non-catholiques, et les non-baptisés. On ne peut en effet mettre sur le même plan quant à la question de l’appartenance à l’Église, les chrétiens non-catholiques, et ceux qui n’ont pas reçu le baptême. L’Église catholique et les églises et communautés ecclésiales non catholiques ne sont pas dans un rapport de rien à tout, mais de communion partielle et pleine communion.
4. Le paradoxe, pour ainsi dire, de la différence entre l’unicité de l’Eglise catholique, et l’existence d’éléments véritablement ecclésiaux en dehors de cet unique sujet, reflète le caractère contradictoire de la division et du péché. Mais cette division est quelque chose de totalement différent de la vision relativiste qui considère la division entre les chrétiens, non pas comme une rupture douloureuse, mais comme la manifestation de nombreuses variantes doctrinales du même thème, vision dans laquelle toutes les variations ou divergences seraient en quelque sorte justifiées et devrait être reconnues et acceptées comme des différences ou des divergences. L’idée qui en dérive, c’est que l’œcuménisme devrait consister en la reconnaissance réciproque et respectueuse de la diversité, et le christianisme serait à la fin l’ensemble des fragments de la réalité chrétienne. Cette interprétation de la pensée conciliaire est une expression de la discontinuité ou rupture avec la tradition catholique, et représente une falsification profonde du Concile.
5. Pour retrouver une interprétation authentique du Concile dans la ligne d’une évolution dans la continuité substantielle avec la doctrine traditionnelle de l’Église, il convient de noter que les éléments de «sanctification et de vérité» que les autres Eglises et communautés chrétiennes ont en commun avec l’Église catholique, forment la base de la communion ecclésiale mutuelle, et le fondement qui caractérise cette communion de façon vraie, authentique et réelle. Mais il serait nécessaire d’ajouter, pour être complet, que, en ce qu’elles ont de vrai, ces communautés ne se séparent pas de l’Église catholique mais en ce qui sépare ces communautés, cela les connote comme non-Eglise. Par conséquent, ces communautés sont un instrument du salut »(UR 3) pour la part qu’elles ont en commun avec l’Église catholique, et leurs fidèles en raison de cette partie commune peuvent obtenir le salut ; mais pour la partie qui est étrangère ou opposée à l’Église catholique, elles ne sont pas des instruments de salut (étant sauf ce qui relève de la conscience erronée invinciblement ; dans ce cas, l’erreur n’est pas imputable, même si elle est toujours classée comme conscience erronée) [cf. par exemple. le fait d'ordination de femmes à la prêtrise et l'épiscopat, ou l’ordination de personnes homosexuelles dans certaines communautés anglicanes ou vieille-catholiques] .
6. Vatican II enseigne que tous les baptisés en tant que tels sont incorporés au Christ (UR 3), mais en même temps, déclare qu’on ne peut parler que d’une « aliqua communio etsi non perfecta » entre les croyants dans le Christ et les baptisés non-catholiques d’une part, et l’Église catholique d’autre part (UR 3).
Le baptême constitue le lien sacramentel de l’unité des croyants dans le Christ. Toutefois, ce qui est affirmé n’est que le début et le commencement, pour ainsi dire, parce que le baptême tend intrinsèquement à l’acquisition de toute la vie dans le Christ. Par conséquent le baptême est ordonné la profession intègre de foi, à la pleine communion dans l’institution de salut voulue par le Christ, qui est l’Église, et enfin à la pleine insertion dans la communion eucharistique (UR 22). C’est tellement évident que l’appartenance à l’Eglise ne peut pas se maintenir pleinement, si la vie baptismale a ensuite un cours sacramentel et doctrinal objectivement défectueux et altéré. Une Église est pleinement identifiable seulement là où se trouvent réunis les éléments « sacrés » nécessaires et inaliénables qui la constituent comme Église: la succession apostolique (qui implique la communion avec le Successeur de Pierre), les sacrements, la Sainte Écriture. Quand l’un de ces éléments manque ou est défectueusement présent, la réalité ecclésiale est altérée en proportion de l’absence constatée. En particulier, le terme «Eglise» peut légitimement être attribué aux Églises orientales séparées, et ne peut l’être pour les Communautés nées de la Réforme, parce que ces dernières n’ont pas la succession apostolique, et la perte de la plupart des sacrements, et spécialement de l’Eucharistie, blesse et affaiblit une partie substantielle de leur ecclésialité (cf. Dominus Iesus, 16 et 17).
7. L’Eglise catholique a en elle toute la vérité, parce qu’elle est le corps et l’épouse du Christ. Toutefois, elle ne la comprend pas pleinement. C’est pourquoi Elle doit être guidée par l’Esprit « dans la vérité toute entière  » (Jn 16:13). Une chose est l’être, autre chose la connaissance plénière de l’être. Ainsi, la recherche et la connaissance progressent et se développent. De même, les membres de l’Eglise catholique ne vivent pas toujours à la hauteur de sa vérité et de sa dignité. Ainsi, l’Eglise catholique peut se développer dans sa compréhension de la vérité, dans le sens de s’approprier en connaissance de cause et par la réflexion ce qu’elle est déjà ontologiquement et existentiellement. Dans ce contexte, nous comprenons l’utilité et la nécessité du dialogue œcuménique, pour récupérer ce qui peut avoir été marginalisé ou obscurci dans certaines périodes historiques, et pour reprendre dans la synthèse de l’existence chrétienne des notions en partie oubliées. Le dialogue avec les non-catholiques n’est jamais stérile ou formel, en présupposant cependant que l’Église a conscience d’avoir en son Seigneur la plénitude de la vérité et des moyens de salut.
Ces précisions doctrinales aident à développer une théologie en pleine continuité avec la tradition et en même temps en lien avec l’orientation et l’approfondissement voulu par le Concile Vatican II et le Magistère successif jusqu’à ce jour.
II. L’Eglise catholique et les religions dans le rapport au salut.
Il est normal que dans un monde qui se développe de plus en plus comme un ensemble jusqu’à constituer un village planétaire, même les religions se rencontrent. Donc, aujourd’hui, la coexistence de religions différentes caractérise de plus en plus la vie quotidienne des hommes. Cela conduit non seulement à un rapprochement extérieur d’adeptes de religions différentes, mais contribue à un développement des d’intérêt pour les systèmes des religions jusque-là inconnues. En Occident prévaut toujours plus dans la conscience collective la tendance de l’homme moderne à cultiver la tolérance et la liberté, abandonnant de plus en plus la prétention du christianisme à être la «vraie» religion. La revendication de que l’on appelle l’absolutisme du christianisme, traduit dans la formule traditionnelle de l’Eglise en laquelle se trouve seul le salut, rencontre aujourd’hui chez les catholiques et les chrétiens évangéliques, incompréhension et rejet. La formule classique «Extra Ecclesiam nulla salus», désormais est souvent remplacé par les mots « Extra Ecclesiam multa salus. »
Les conséquences de ce relativisme religieux sont non seulement d’ordre théorique, mais ont des effets dévastateurs de nature pastorale. Il se diffuse de plus en plus l’idée que la mission chrétienne ne devrait plus poursuivre l’objectif de convertir les gens au christianisme, mais la mission se limite à être soit un pur témoin de sa propre foi, soit un engagement à la solidarité et à l’amour fraternel pour la réalisation de la paix entre les peuples et de la justice sociale.
Dans un tel contexte, on peut observer une carence fondamentale, à savoir la perte de la question de la vérité. S’il vient à manquer la demande de la vérité, c’est-à-dire sur la vraie religion, l’essence de la religion ne se différencie plus de sa mystification, à savoir la foi ne réussit plus à se distinguer de la superstition, l’expérience authentique religieuse ne se distingue plus de l’illusion, la mystique ne se distingue plus du faux mysticisme. Finalement, sans la revendication de la vérité, même l’appréciation de ce qui est juste et bon dans les différentes religions devient contradictoire, puisqu’il manque le critère de la vérité pour constater ce qui est bon et vrai dans ces religions.
Il est donc urgent de rappeler aujourd’hui les points essentiels de la doctrine catholique sur la relation entre l’Eglise et les religions, en ordre à la question de la vérité et du salut, sauvegardant l’identité profonde de la mission chrétienne de l’évangélisation. Nous présentons un résumé ordonné de l’enseignement du Magistère qui met en lumière que même sur cet aspect existe une continuité substantielle de la pensée catholique, aussi dans la richesse des accents et des perspectives nouvelles émergées dans le Concile Vatican II et dans le plus récent Magistère pontifical.
1. Le mandat missionnaire. Le Christ a envoyé ses apôtres pour qu’ «en son nom » « soit prêché à toutes les nations le repentir et le pardon des péchés »(Lc 24, 47). «Enseignez toutes les nations, les baptisant au nom du Père, du Fils et du Saint-Esprit» (Matthieu 28:19). La mission de baptiser, donc la mission sacramentelle, est impliquée dans la mission d’évangélisation, parce que le sacrement est préparé par la Parole de Dieu et la foi, laquelle est un consentement à cette Parole (cf. Catéchisme de l’Église catholique, 1122).
2. Origine et but de la mission chrétienne. Le mandat missionnaire du Seigneur a son origine ultime dans l’amour éternel de la Sainte Trinité, et le but ultime de la mission n’est autre que de rendre les hommes participants à la communion qui existe entre le Père, le Fils et l’Esprit Saint (cf. Catéchisme l’Église catholique, 850).
3. Salut et Vérité. « Dieu veut que tous les hommes soient sauvés et parviennent à la connaissance de la vérité» (1 Tim 2:4). Cela signifie que «Dieu veut le salut de tous par la connaissance de la vérité. Le salut se trouve dans la vérité » (Déclaration Dominus Iesus, 22). «La certitude de la volonté salvifique universelle de Dieu ne diminue pas, mais augmente le devoir et l’urgence de l’annonce du salut et la conversion au Seigneur Jésus-Christ » (ibid.).
4. La vraie religion. Le Concile Vatican II « professe que le même Dieu a fait connaître au genre humain la voie par laquelle les hommes, en le servant, peuvent dans le Christ trouver le salut et devenir bienheureux. Cette unique et vraie religion, nous croyons qu’elle subsiste dans ‘Eglise catholique et apostolique, à laquelle le Seigneur a confié la mission de la communiquer à tous les hommes « (Déclar. Dignitatis Humanae, 1).
5. La mission ad gentes et le dialogue interreligieux. Le dialogue interreligieux fait partie de la mission évangélisatrice de l’Eglise. « Entendu comme méthode et comme un moyen de connaissance et d’enrichissement mutuel, non seulement il ne s’oppose pas à la missio ad gentes, mais en fait, il a un lien spécifique avec lui et en est une expression » (Lettre encyclique. Redemptoris Missio, 55). « Le dialogue ne dispense pas de l’évangélisation » (ibid.) et ne peut pas la remplacer, mais il accompagne la missio ad gentes (cf.Congregatio pro Doctrina Fidei, Déclaration Dominus Iesus, 2 et la note sur l’évangélisation). « Les croyants peuvent tirer profit pour eux-mêmes de ce dialogue, apprenant à connaître mieux « tout ce qui se trouvait de vérité et de grâce, par une présence cachée de Dieu, parmi les païens» (Ad Gentes 9). Si en effet on annonce la Bonne Nouvelle à ceux qui l’ignorent, c’est pour consolider, compléter et élever la vérité et le bien que Dieu a diffusés parmi les hommes et les peuples, et pour les purifier de l’erreur et du mal « pour la gloire de Dieu, La confusion du démon et le bonheur de l’homme »(Ibid.)» (Catéchisme de l’Église catholique, 856).
6. Quant aux rapports entre le christianisme, le judaïsme et l’islam, le Concile n’affirme pas la théorie, qui s’est répandue malheureusement dans la conscience des fidèles, selon laquelle les trois religions monothéistes (judaïsme, islam et christianisme) sont comme les trois branches d’une unique révélation divine. L’estime pour les religions monothéistes ne diminue et ne limite en aucune façon la tâche missionnaire de l’Eglise, « l’Eglise proclame et doit toujours proclamer sans cesse que le Christ est la Voie, la Vérité et la Vie (Jn 14,6), dans laquelle les hommes doivent trouver la plénitude de la vie religieuse » (Nostra Aetate, 2).
7. Le lien entre l’Eglise et les autres religions non-chrétiennes.
«L’Église reconnaît dans les autres religions la recherche, mais« dans l’ombre et les images » (Constitution dogmatique. Lumen gentium, n. 16) d’un « Dieu inconnu », mais proche, parce que c’est lui qui donne à tous la vie et le souffle à toute chose.  » C’est pourquoi l’Eglise considère tout ce qui peut être trouvé « de bon et de vrai» dans les religions comme une préparation à l’Évangile et comme un don de Celui qui illumine tous les hommes afin qu’à la fin ils aient la vie « (Ibid.)» (Catéchisme de l’Église catholique, 843).
« Mais dans leur comportement religieux, les hommes présentent également des limites et des erreurs qui défigurent l’image de Dieu » (Catéchisme de l’Église catholique, 844): «Très souvent, les hommes, trompés par le diable, se sont égarés dans leurs raisonnements et ont échangé la vérité divine avec le mensonge, servant la créature plutôt que le Créateur, ou vivant et mourant sans Dieu dans ce monde, et sont exposés à la désespérance finale » (Constitution dogmatique. Lumen gentium, n. 16).
8. L’Eglise sacrement universel du salut. Le Salut vient du Christ par le moyen de l’Église qui est son Corps (cf. Catéchisme de l’Église catholique, 846). « Il doit être fermement professé que « l’Eglise en pèlerinage est nécessaire au salut. Le seul Christ est le médiateur et la voie du salut: il se rend présent pour nous dans son Corps, qui est l’Eglise » (Constitution dogmatique. Lumen gentium, n. 14) (Dominus Iesus, 20). «L’Église est «le sacrement universel du Salut » (Constitution dogmatique. Lumen gentium, 48) parce que, toujours unie d’une manière mystérieuse et subordonnée à Jésus-Christ Sauveur, son Chef, elle a dans le dessein de Dieu une relation irremplaçable avec le salut de chaque homme ».
9. Valeur et fonction de la religion dans l’ordre du Salut. «Selon la doctrine catholique on doit retenir que « lorsque l’Esprit travaille dans le cœur des hommes et l’histoire des peuples, dans les cultures et les religions, il assume un rôle de préparation évangélique (Lettre encyclique. Redemptoris Missio, 29). Il est donc légitime d’affirmer que le Saint-Esprit opère le salut chez les non-chrétiens aussi par le moyen des éléments de vérité et de bonté présents dans les différentes religions, mais il est totalement faux et contraire à la doctrine catholique de « tenir ces religions, considérées en tant que telles, comme voie de salut, parce qu’elles contiennent des lacunes, des insuffisances et des erreurs qui regardent la vérité fondamentale sur Dieu, l’homme et le monde « (Congrégation pour la Doctrine de la Foi, notification à propos du livre de J. Dupuis,« Vers une La théologie chrétienne du pluralisme religieux », 8).
En résumé, il est clair que l’annonce authentique de l’Eglise en ce qui concerne sa revendication d’absolu, n’est pas modifiée substantiellement depuis l’enseignement de Vatican II. Certains motifs ont été explicités qui complètent cet enseignement, en évitant un contexte polémique et belliqueux, et remettant en équilibre les éléments doctrinaux, considérés dans leur intégralité et totalité.
Conclusion
Quelle est l’origine de l’interprétation de la discontinuité, ou de la rupture avec la tradition?
C’est ce que nous pouvons appeler l’idéologie conciliaire, ou plus exactement para-conciliaire, qui s’est emparée du Concile depuis le début, en se superposant à lui. Avec cette expression, on n’entend pas quelque chose qui regarde les textes du Concile, ni l’intention des acteurs, mais le cadre général d’interprétation dans lequel le Conseil a été placé et qui agit comme une sorte de conditionnement intérieur de la lecture successive des faits et des documents. Le Concile n’est pas l’idéologie para-conciliaire, mais dans l’histoire de l’événement ecclésial et des moyens de communication de masse, on a largement opéré la mystification du Concile, ce qui est précisément l’idéologie para-conciliaire. Pour que toutes les conséquences de l’idéologie para-conciliaire soient manifestées comme un événement historique, il fallait y vérifier la révolution de 68, qui prend comme principe la rupture avec le passé et le changement radical de l’histoire. Dans l’idéologie para-conciliaire le mouvement 68 signifie une nouvelle figure de l’Eglise en rupture avec le passé.
Un tel cadre d’interprétation générale, se superposant extrinsèquement au Concile, peut se caractériser essentiellement par trois facteurs:
1) Le premier facteur est le renoncement à l’anathème, à savoir la nette contraposition entre l’orthodoxie et l’hérésie.
Au nom de la soi-disant «pastoralité» du Concile, on a fait passer l’idée que l’Eglise renonce à la condamnation de l’erreur, à la définition de l’orthodoxie contre l’hérésie. On oppose la condamnation contre les erreurs et l’anathème prononcée par l’Eglise dans le passé sur ce qui est incompatible avec la vérité chrétienne, au caractère pastoral de l’enseignement du Concile, qui maintenant n’entendrait plus condamner ou censurer, mais seulement exhorter, expliquer ou témoigner.
En réalité, il n’y a aucune contradiction entre la ferme condamnation et la réfutation des erreurs en matière de doctrine et morale, et l’attitude d’amour et de respect envers ceux qui tombent dans l’erreur, et leur dignité personnelle. En effet, précisément parce que le chrétien a un grand respect pour la personne humaine, il s’engage au-delà de toutes limites, pour la libérer des erreurs et des fausses interprétations de la réalité religieuse et morale.
L’adhésion à la personne de Jésus le Fils de Dieu, à sa Parole et son mystère de salut, exige une réponse de foi simple et claire, comme celle que l’on trouve dans les symboles de la foi et dans la regula fidei. La proclamation de la vérité de la foi implique toujours aussi la réfutation de l’erreur et la censure des positions ambiguës et périlleuses qui propagent l’incertitude et la confusion parmi les fidèles.
Il serait donc erroné, et sans fondement de soutenir que depuis le concile Vatican II, les déclarations dogmatiques et le jugement du Magistère devraient être abandonnés ou exclus, comme il serait tout aussi erroné de penser que l’exposition et la nature pastorale des documents de Vatican II n’implique pas une doctrine qui exige également le niveau de l’assentiment de la part des fidèles, selon les différents degrés d’autorité de la doctrine exposée.
2) Le deuxième facteur est la traduction de la pensée catholique dans les catégories de la modernité. L’ouverture de l’Eglise aux besoins et aux exigences de la modernité (voir Gaudium et Spes) est interprétée par l’idéologie para-conciliaire comme la nécessité d’une conciliation entre le christianisme et pensée philosophique et l’idéologie culturelle moderne. Il s’agit d’une opération théologique et intellectuelle qui reprend en substance l’idée du modernisme, condamné au début du XXe siècle par saint Pie X.
La théologie néo-moderniste et séculière a essayé de rencontrer le monde moderne juste à la veille de la dissolution du «moderne». Avec l’effondrement en 1989 du socialisme réel, se sont effondrés les mythes de la modernité et de l’irréversibilité de l’émancipation de l’histoire qui représentent les postulats du sociologisme et du sécularisme. Au paradigme de la modernité succède aujourd’hui celui post-moderne du « chaos » ou de « la complexité pluraliste», dont le fondement est le relativisme radical. Dans l’homélie du cardinal Joseph Ratzinger, avant d’être élu pape, au cours de la célébration liturgique « Pro eligendo pontifice » (19/04/2005) on trouve le point central de la question:
« Combien de vents de doctrines avons-nous connu au cours de ces dernières décennies, combien de courants idéologiques, de modes de pensée… La petite barque de la pensée de nombreux chrétiens, bien souvent, a été agitée par ces vagues, jetée d’un extrême à l’autre : du marxisme au libéralisme, jusqu’au libertinisme ; du collectivisme à l’individualisme radical ; de l’athéisme à un vague mysticisme religieux ; de l’agnosticisme au syncrétisme et ainsi de suite. Chaque jour, naissent de nouvelles sectes, réalisant ce que disait saint Paul sur l’imposture des hommes, sur l’astuce qui entraîne dans l’erreur (cf Ep 4, 14). Avoir une foi claire, selon le Credo de l’Eglise, est souvent étiqueté comme fondamentalisme. Tandis que le relativisme, c’est-à-dire se laisser porter « à tout vent de la doctrine », apparaît comme l’unique attitude digne de notre époque. Une dictature du relativisme est en train de se constituer qui ne reconnaît rien comme définitif et qui ne retient comme ultime critère que son propre ego et ses désirs ».
Face à ce processus, il faut d’abord récupérer le sens métaphysique de la réalité (cf. Encyclique Fides et ratio du pape Jean-Paul II) et une vision de l’homme et de la société fondée sur des valeurs absolues, métahistoriques et permanentes. Cette vision métaphysique ne peut être dissociée d’une réflexion sur le rôle et l’histoire de la grâce, c’est-à-dire du surnaturel, dont l’Église, Corps mystique du Christ, est le dépositaire. La reconquête du sens métaphysique avec la lumen rationis doit être parallèle à celle du surnaturel avec la lumen fidei.
Au contraire, l’idéologie para-Conciliaire estime que le message chrétien doit être sécularisé et réinterprété en fonction des catégories de la culture moderne extra et anti ecclésiale en compromettant son intégrité, peut-être sous le prétexte d’un « ajustement approprié» au temps. Le résultat fut de séculariser la religion et de mondaniser la foi.
Un des instruments pour mondaniser la religion consiste à prétendre la moderniser en l’adaptant à l’esprit moderne. Cette prétention a conduit le monde catholique à s’engager dans un « aggiornamento », qui était en fait une progressive, et parfois sans le savoir, homologation de la mentalité de l’Eglise avec le subjectivisme et le relativisme prévalant. Cet affaissement a entraîné une désorientation des fidèles, en les privant de la certitude de la foi et de l’espérance en la vie éternelle comme fin prioritaire de l’existence humaine.
3) Le troisième facteur est l’interprétation de l’ « aggiornamento » du Concile Vatican II.
Par le terme «aggiornamento », le Pape Jean XXIII a voulu indiquer la tâche prioritaire du Concile Vatican II. Ce terme dans la pensée du pape et du concile n’exprime pas ce qui a été mis sous son nom dans la réception idéologique du post-concile. « Aggiornamento » dans le sens du pape et du concile voulait exprimer l’intention pastorale de l’Eglise de trouver les moyens les plus adéquats et opportuns pour conduire la conscience civile du monde d’aujourd’hui à reconnaître la vérité éternelle du message salvifique du Christ et la doctrine de l’Eglise. L’amour de la vérité et le zèle missionnaire pour le salut des hommes sont à la base des principes de l’action « d’aggiornamento » voulue et pensée par le Concile Vatican II et le magistère pontifical successif.
Au contraire, pour l’idéologie para-conciliaire, largement encouragée par des groupes catholiques intellectuels néo-modernistes et les centres de mass-médias des pouvoirs temporels séculiers, le terme «aggiornamento » a été conçu et proposé comme le changement radical de l’Eglise envers le monde moderne: de l’antagonisme à la réceptivité.
La modernité idéologique- qui ne doit certainement pas être confondue avec la légitime et positive autonomie de la science, de la politique, des arts, du progrès technique s’est fixée comme principe le rejet du Dieu de la révélation chrétienne et de la Grâce. Il n’est donc pas neutre en regard de la foi. Donc celui qui pense à un rapprochement de l’Eglise avec le monde moderne, paradoxalement, est conduit à oublier que l’esprit antichrétien du monde continue d’opérer dans l’histoire et la culture. La situation après le Concile était déjà bien décrite par Paul VI en 1972:
« Par quelque fissure la fumée de Satan est entrée dans le peuple de Dieu. Nous voyons le doute, l’incertitude, la problématique, l’inquiétude, l’insatisfaction, l’affrontement. Le doute est entré dans nos consciences, et il est entré par des fenêtres qui devraient êtres ouvertes à la lumière. Dans l’Église également règne cet état d’incertitude. On croyait qu’après le Concile le soleil aurait brillé sur l’histoire de l’Église. Mais au lieu de soleil, nous avons eu les nuages, la tempête, les ténèbres, la recherche, l’incertitude. Comment cela a-t-il pu se produire ? Une puissance adverse est intervenue dont le nom est le diable, cet être mystérieux auquel Saint Pierre fait allusion dans sa lettre. (Paul VI, de l’éducation, Ed Vatican vol. X, 1972, p. 707).
Malheureusement, les effets définis par Paul VI n’ont pas disparu. Une pensée étrangère est entrée dans le monde catholique, jetant la confusion, séduisant beaucoup d’esprits et désorientant les fidèles. Il ya un «esprit de démolition» imprégné de modernisme qui s’est emparé, entre autres, d’une grande partie du journalisme catholique. Cette pensée étrangère à la doctrine catholique peut être constatée par exemple sous deux aspects.
Un premier aspect est la vision sociologique de la foi, c’est-à-dire une interprétation qui prend la vie sociale comme une clé d’évaluation de la religion, et qui comporte une falsification de la notion de l’Église selon un modèle démocratique. Si vous regardez les débats actuels sur le droit canon, sur la façon de célébrer la liturgie, on ne peut éviter d’enregistrer que cette fausse compréhension de l’Église s’est répandue parmi les laïcs et les théologiens, sous le slogan: Nous sommes le peuple, nous sommes l’Église. Le Concile en réalité n’offre aucun fondement à cette interprétation, puisque l’image du peuple de Dieu référée à l’Eglise est toujours liée à la notion de l’Église comme mystère, comme communauté sacramentelle du corps du Christ, composé d’un peuple qui a une tête, et d’un organisme sacramentel composé de membres hiérarchiquement ordonnés. L’Eglise ne peut pas devenir une démocratie, où le pouvoir et la souveraineté dérivent du peuple, parce que l’Eglise est une réalité qui vient de Dieu et qu’elle est fondée par Jésus-Christ. Elle est un intermédiaire dans la vie divine, le salut et la vérité, et dépend de la souveraineté de Dieu, qui est une souveraineté de grâce et d’amour. L’Église est à la fois don de la grâce et structure institutionnelle, comme l’a voulu son fondateur, en appelant les apôtres, « Jésus en institua douze » (Marc 3:13).
Un deuxième aspect sur lequel je voudrais attirer votre attention, c’est l’idéologie du dialogue. Selon le Concile et la lettre encyclique de Paul VI Ecclesiam suam, le dialogue est un moyen important et indispensable pour le dialogue entre l’Eglise et les hommes de son temps. Mais l’idéologie para-conciliaire transforme le dialogue comme instrument pour en faire l’objet et le but principal de l’action pastorale de l’Eglise, en vidant toujours plus le sens et en assombrissant l’urgence et l’appel à la conversion au Christ et l’appartenance à son Eglise.
Contre de telles déviations il faut trouver et récupérer les fondements spirituels et culturels de la civilisation chrétienne, c’est-à-dire, la foi en Dieu, transcendant et créateur, Providence et juge, dont le Fils unique s’est incarné, est mort et ressuscité pour racheter le monde et a effusé la grâce de l’ Esprit-Saint pour la rémission des péchés et nous rendre participants de la nature divine. L’Eglise, Corps du Christ, institution divine et humaine, est le sacrement universel de salut et de l’unité de l’humanité, dont elle est signe et instrument, et dans le sens d’unir les hommes au Christ dans son Corps, qui est l’Eglise.
L’unité de tout le genre humain, dont parle Lumen Gentium, ne devrait pas donc être comprise dans le sens de l’harmonie, ou du regroupement des différentes religions ou des idées ou des valeurs dans un «règne commun ou convergent », mais d’obtenir le retour de tous à l’unique Vérité, dont l’Eglise catholique est la dépositaire, confiée par Dieu lui-même. Non pas une harmonisation des doctrines « variées et changeantes », mais l’annonce intègre du patrimoine de la vérité chrétienne, tout en respectant la liberté de conscience, et en valorisant les rayons de vérité répandus dans l’univers des traditions culturelles et les religions du monde, et en s’opposant dans le même temps aux visions qui ne coïncident pas et qui ne sont pas compatibles avec la Vérité, qui est Dieu révélé dans le Christ.
Je conclus en revenant sur les catégories d’interprétation suggérées par le pape Benoît dans son discours à la Curie romaine, cité ci-dessus. Elles ne font pas référence au schéma habituel et obsolète ternaire: conservateurs, progressistes, modérés, mais elles reposent sur un schéma binaire excellemment théologique : deux herméneutiques, celle de la rupture, et celle de la réforme dans la continuité. Il faut utiliser cette dernière direction pour affronter les questions controversées, en libérant, pour ainsi dire, le Concile du para-concile qui s’est mélangé avec lui, et en conservant le principe de l’intégrité de la doctrine catholique et de la pleine fidélité au dépôt de la foi transmis par la Tradition et interprété par le Magistère de l’Église.

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