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quarta-feira, 14 de julho de 2010

SAN ANTONIO DE PADUA, LA PELÍCULA



San Antonio de Padua es uno de los más populares santos del cristianismo, venerado en todos los confines de la tierra. Su santuario en Padua es el segundo más visitado, después de Lurdes, pero su vida aventurera nunca fue narrada. Nacido en una familia noble portuguesa, Antonio desafió a su padre y se negó a participar en la guerra contra los musulmanes. San Antonio se convirtió al catolicismo en 1220, y abandonó su vida privilegiada, para convertirse en un monje humilde, un seguidor de San Francisco de Asís y un sirviente de la Iglesia, difundiendo la palabra de Dios en vez de tomar la espada. La historia cuenta sus años de predicación y los milagros que siguieron, describiendo su misión en Marruecos, su vida en Italia y su encuentro con San Francisco de Asís. Desgastado por una larga enfermedad, San Antonio decidió retirarse cerca de la ciudad de Padua, donde hizo su último gran milagro. Tenía tan solo 36 años cuando murió, y casi inmediatamente fue declarado Santo por el Papa Gregorio IV.

Título Original: Sant'Antonio di Padova
Duración: 100 min.
Filmada en: Color
Subtitulada: Subtitulada al español
Género: Biográfica
Idioma: Italiano
Dirección: Umberto Marino
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Dietrich von Hildebrand :Se alguém se recusasse a ir à missa porque a igreja é feia e a música medíocre, seria culpado de esteticismo, pois estaria substituindo o ponto de vista estético ao ponto de vista religioso. Antítese do esteticismo é apreciar a elevada função da beleza na religião, é compreender o legítimo papel que lhe cabe desempenhar no culto e o desejo das pessoas religiosas em revestir de grande beleza tudo o que se refere ao culto divino. Esta apreciação justa da beleza é até um crescimento orgânico da reverência, do amor a Cristo, do ato mesmo de adoração. Infelizmente alguns católicos dizem, hoje, que o desejo de dotar de beleza o culto se opõe à pobreza evangélica. É um erro grave ...

 

A função da beleza na religião



A recentes discussões em nosso blog sobre a suposta superficialidade dos adornos e demais sinais de decoro nos locais sagrados e nas celebrações litúrgicas me recordou uma reflexão sobre o escritor católico alemão Dietrich von Hildebrand (1889-1977) acerca da função da beleza no culto religioso. O texto abaixo é um trecho do livro "Cavalo de Tróia na Cidade de Deus", de autoria do próprio Dietrich von Hildebrand, e encontra-se disponível também neste link: http://philocalia.com.br/pastoralis/?p=634





"A beleza desempenha importante papel no culto religioso. O ato mesmo de adoração à divindade encerra o desejo de envolver o culto com a beleza. Estigmatizar a preocupação com o belo no culto religioso como “esteticismo” — como fizeram recentemente, com crescente acrimônia, alguns católicos — é revelar uma concepção deformada do culto religioso e da natureza do belo.

É o que se vê claramente quando se considera a natureza do “esteticismo”, em vez de se usar o termo apenas com slogan destruidor.

O esteticismo é uma perversão na maneira de considerar a beleza. O esteta saboreia coisas belas como quem saboreia vinho. Não as trata com o respeito e a compreensão do valor intrínseco que requer uma resposta adequada, mas como fontes de satisfação meramente subjetiva. Mesmo dotado de refinado bom gosto, mesmo que seja um notável connaisseur, o tratamento do esteta não pode fazer de maneira alguma justiça à natureza do belo. Acima de tudo, é indiferente a todos os demais valores inerentes ao objeto. Qualquer que seja o tema de uma situação, vê-o somente do seu ponto de vista da satisfação e do prazer estético. Não consiste sua falha em superestimar o valor da beleza, mas em ignorar os outros valores fundamentais, sobretudo os morais.

Tratar uma situação de um ponto de vista que não corresponde ao seu tema objetivo é sempre uma grande perversão. Por exemplo, é perverso que um homem trate de um drama humano que exige compaixão, simpatia e ajuda, como se fosse mero objeto de estudo psicológico. Fazer da análise científica o único ponto de vista em qualquer assunto é radicalmente antiobjetivo e até mesmo repulsivo; é desrespeitar e anular o tema objetivo. Além de ignorar qualquer ponto de vista que não seja o “estético” e qualquer outro tema que não seja o da beleza, o esteta também deforma a natureza real da beleza em sua profundidade e grandeza. Como já mostramos em outros livros, toda idolatria de um bem necessariamente exclui a compreensão de seu verdadeiro valor. A maior e mais autêntica apreciação de um bem somente é possível se o vemos em seu lugar objetivo na hierarquia dos seres, disposta por Deus.

Se alguém se recusasse a ir à missa porque a igreja é feia e a música medíocre, seria culpado de esteticismo, pois estaria substituindo o ponto de vista estético ao ponto de vista religioso. Antítese do esteticismo é apreciar a elevada função da beleza na religião, é compreender o legítimo papel que lhe cabe desempenhar no culto e o desejo das pessoas religiosas em revestir de grande beleza tudo o que se refere ao culto divino. Esta apreciação justa da beleza é até um crescimento orgânico da reverência, do amor a Cristo, do ato mesmo de adoração.
Infelizmente alguns católicos dizem, hoje, que o desejo de dotar de beleza o culto se opõe à pobreza evangélica. É um erro grave e que parece freqüentemente inspirado em sentimento de culpa por terem eles sido indiferentes às injustiças sociais e negligenciado os legítimos reclamos da pobreza. É então em nome da pobreza evangélica que nos dizem que as igrejas devem ser graves, simples, despojadas de todos os adornos necessários.

Os católicos que fazem essa sugestão confundem a pobreza evangélica com o caráter prosaico e monótono do mundo moderno. Deixaram de ver que a substituição da beleza pelo conforto, e do luxo que muitas vezes o acompanha, é muito mais antitético à pobreza evangélica do que a beleza — mesmo esta em sua forma mais exuberante. A noção funcionalista do que é supérfluo é muito ambígua, simples seqüela do utilitarismo. Contradiz as palavras do Senhor: Nem só de pão vive o homem. No livro Nova Torre de Babel, procuramos mostrar que a cultura é um bem superabundante, algo que necessariamente parece supérfluo à mentalidade utilitarista. Graças a Deus, esta não foi a atitude da Igreja e dos fiéis através dos séculos. São Francisco, que em sua própria vida praticou a pobreza evangélica ao extremo, jamais afirmou que as igrejas devessem ser vazias, despojadas, sem beleza. Pelo contrário, igreja e altar nunca seriam suficientemente belos para ele. Diga-se o mesmo de Cura d’Ars, São João Batista Vianney.

Acontece um ridículo paradoxo quando, em nome da pobreza evangélica, são demolidas e substituídas as igrejas mais preciosas artisticamente — e a que custo! — por igrejas prosaicas e monótonas. Não é a beleza e o esplendor da igreja, a casa de Deus, que são incompatíveis com o espírito de pobreza evangélica e que escandalizam o pobre; são muito mais o luxo e o conforto desnecessários, hoje tão em voga. Se o clero deseja retornar à pobreza evangélica, deve reconhecer que em regiões como nos Estados Unidos e na Alemanha o clero possui os carros mais elegantes, as melhores máquinas fotográficas, os aparelhos mais modernos de TV. Beber e fumar muito é, certamente, oposto à pobreza evangélica; mas não, decerto, a beleza e o esplendor das igrejas.

De um lado, afirmar-se que as igrejas deveriam ser despojadas, porém, ao mesmo tempo, paróquias e campus de escolas católicas estão levantando feios edifícios para assuntos sociais, dotados de todo tipo de luxo desnecessário. Isto é feito em nome de problemas sociais e do espírito de comunidade. Até mesmo nos conventos verifica-se desenvolvimento análogo. Essas novas estruturas não são apenas opostas à pobreza evangélica; criam, também, uma atmosfera tipicamente mundana. Cadeiras reclináveis e tapetes espessos com maciez não muito saudável. Esses edifícios reúnem, artificialmente, três propriedades negativas: dispendiosos (o que diretamente se opõe à pobreza evangélica), feios e convidativos a concessões pessoais, típicas da degeneração que, hoje, ameaça os homens.

Por vezes os argumentos iconoclastas tomam outra feição. Ouve-se, ocasionalmente, algum vigário dizer que a missa é algo abstrato e que as igrejas, especialmente o altar, deveriam ser despojados. Na verdade, a Santa Missa é um mistério surpreendente e que transcende a toda compreensão pela só razão, mas não é, absolutamente, abstrato.

Abstrato é algo especificamente racional; opõe-se a real, concreto, individual. O mundo do sobrenatural, a realidade revelada, transcende o mundo da razão, mas não implica nenhuma oposição ao real e ao concreto. É, pelo contrário, realidade definitiva e absoluta, se bem que invisível. A Missa é, assim, um epítome da realidade concreta, do nunc (agora), pois o próprio Cristo se faz verdadeiramente presente.

A força e o impacto existencial da Sagrada Liturgia têm suas raízes exatamente no fato de não ser abstrato e dirigir-se não só à nossa inteligência ou simplesmente à fé, mas, sobretudo, de falar, de inúmeras maneiras, à totalidade da pessoa humana. Imerge o fiel na sagrada atmosfera do Cristo, pela beleza e esplendor sagrado das igrejas, pelo colorido e beleza das vestimentas, pelo estilo de linguagem e sublimidade musical do Cantochão.

Católicos progressistas dizem, às vezes, que aqueles que combatem a iconoclastia, se ocupam do “inessencial”.

De fato, não é essencial que seja bonita a igreja, onde se celebra a Santa Missa e distribui a Comunhão aos fiéis. São essenciais apenas as palavras que perfazem a transubstanciação. Sendo este o sentido da frase, nada objetaremos. Se o termo “inessencial” significar “sem significação”, então se está querendo dizer que coisas como a beleza das igrejas, a Liturgia e a música são “triviais” e a acusação é completamente errada, porque existe uma relação profunda entre a essência de alguma coisa e sua expressão adequada. A respeito da Santa Missa esta observação é particularmente verdadeira.

O modo como é apresentado esse mistério, sua visível manifestação, desempenha papel definido e não pode ser considerado sujeito a mudanças arbitrárias, apesar de ser incomparavelmente mais importante aquilo que se expressa do que sua expressão. Se bem que o tema efetivo da Missa seja tornar presente o mistério do Sacrifício de Cristo na Cruz e o Mistério da Eucaristia, deve-se dar grande peso à atmosfera sagrada criada pelas palavras, ações, acompanhamento musical e igreja onde se celebra. nada disso pode ser considerado de interesse meramente estético.

Contrapõe-se a todo esse menosprezo gnóstico do conteúdo e da forma externa o princípio especificamente cristão de que as atitudes espirituais devem encontrar também expressão adequada na conduta do corpo, nos seus movimentos e no estilo de
nossas palavras. A Liturgia inteira está penetrada desse princípio.
Analogamente, o salão e o edifício onde se desenrolam cerimônias sagradas devem irradiar uma atmosfera que lhe corresponda. É certo que a realidade dos mistérios nada sofre se a sua expressão for inadequada. Há, contudo, um valor específico em dar-lhe expressão adequada.

Como se erra, portanto, ao considerar a beleza das igrejas e da Liturgia como coisas que nos podem distrair e afastar do tema real dos mistérios litúrgicos para algo superficial! Quem diz que igreja não é museu e que o homem realmente piedoso é indiferente a essas coisas acidentais, apenas revela sua cegueira à magnífica função desempenhada pela expressão adequada (e bela). Em última análise, trata-se de uma cegueira à própria natureza humana. Mesmo que essas pessoas se proclamem “existencialistas”, continuam muito abstratas. Esquecem que a beleza autêntica encerra mensagem específica de Deus, que nos eleva as almas. Como dizia Platão: “À vista da beleza, crescem asas às nossas almas”. Mais ainda: da beleza sagrada relacionada à Liturgia nunca se afirma que seja temática, como nas obras de arte; pelo contrário, como expressão, têm a função de servir. Longe de obnubilar ou de se substituir ao tema religioso da Liturgia, ajuda a torná-lo fulgurante.

Valor não é sinônimo de “ser indispensável”. O princípio básico da superabundância em toda a criação e em todas as culturas manifesta-se, exatamente, nos valores não indispensáveis a certa finalidade ou tema. A beleza da natureza não é indispensável à economia da natureza. Nem a beleza da arquitetura é indispensável para nossas vidas. Mas, o valor da beleza, na natureza e na arquitetura não é diminuído pelo fato de ser um dom, que de muito transcende a mera utilidade. Desse modo, a beleza é importante não só quando é ela mesma o tema (caso da obra de arte), mas também quando a serviço de outro tema. Destacar que a Liturgia deve ser bela não é colorir religião com tratamento estético. A aspiração pela beleza, na Liturgia, nasce do sentido do valor específico que se apóia na adequação da expressão.

A beleza e a sagrada atmosfera da Liturgia são algo não só precioso e valioso por si mesmo (na qualidade de expressões adequadas dos atos religiosos de adoração), mas são, também, de grande importância para o desenvolvimento espiritual das almas e dos
fiéis. Repetimos: aqueles que, no movimento litúrgico, têm insistido na afirmação de que orações e hinos cansativos denominam o ethos religioso dos fiéis, apelando para o que no interior humano está longe do que é religioso, lançam-no em uma atmosfera que obscurece e embaça o semblante de Cristo. É de enorme importância a beleza sagrada para a formação do verdadeiro ethos do fiel.
No livro Liturgia e Personalidade, falamos em detalhe da função profunda da Liturgia em nossa santificação, sem sacrifício de ser o culto de Deus seu tema central. Na Liturgia louvamos e agradecemos a Deus, associamo-nos ao sacrifício e à prece do Cristo. Convidando-nos a orar a Deus com o Cristo, a Liturgia exerce papel fundamental em nossa transformação em Cristo. Esse papel não se restringe ao aspecto sobrenatural da Liturgia. Integra, também, sua forma, a sagrada beleza que toma corpo nas palavras e na música da Santa Missa ou do Ofício Divino. Desprezar esse fato é sinal de grande primitivismo, mediocridade e falta de realismo.

Um dos maiores objetivos do movimento litúrgico tem sido o de substituir orações e hinos inadequados por textos sagrados das preces litúrgicas oficiais e pelo Canto Gregoriano. Assistimos, hoje, a uma deformação do movimento litúrgico quando muitos tentam substituir os sublimes textos latinos da Liturgia por traduções nativas, com gírias. Chegam mesmo a mudar, arbitrariamente, a Liturgia no intuito de “adaptá-la aos nossos tempos”. O Canto Gregoriano vai dando lugar, na melhor hipótese, à música medíocre, quando não ao jazz ou ao rock and roll. Essas grotescas substituições empanam o espírito de Cristo incomparavelmente mais do que o fizeram certos tipos antigos e sentimentais de devoção. Esses eram inadequados. Aqueles, além de inadequados, são antitéticos à sagrada atmosfera da Liturgia. É mais do que uma deformação; isso lança o homem em uma atmosfera tipicamente mundana. Apela no homem para algo que o torna surdo à mensagem de Cristo.

Mesmo quando se substitui a beleza sagrada, já não pela vulgaridade profana, mas por abstração neutra, incorre-se em sérias conseqüências para as vidas dos fiéis, pois, como
indicamos, a Liturgia católica se dirige à personalidade total do fiel. O fiel não é atraído ao mundo de Cristo apenas por sua crença ou por símbolos estritos. São levados a um mundo mais alto pela beleza do altar, pelo ritmo dos textos litúrgicos, pela sublimidade do Canto Gregoriano ou por músicas verdadeiramente sacras, tais como a Missa de Mozart ou de Bach. Até mesmo o perfume do incenso tem função significativa, nesse sentido. O emprego de todos os canais capazes de introduzir-nos no Santuário é profundamente realista e profundamente católico. É autenticamente existencial e realiza função notável em ajudar-nos a elevar nossos corações.

Se é verdade que considerações de cunho pastoral poderão recomendar como desejável o uso do vernáculo, o Latim da Missa — na missa silenciosa, dialogada e, especialmente, cantada com o Gregoriano — jamais deveria ser abandonado. Não se trata de guardar o latim de Missa por certo tempo até que os fiéis se habituem à missa em vernáculo. Como a Constituição da Sagrada Liturgia claramente determina, é permitido o uso do vernáculo, mas a Missa em Latim e o Canto Gregoriano conservam toda sua importância. Foi essa a intenção do motu proprio de São Pio X, que afirmou ser o Latim da missa, como o Canto Gregoriano, responsável também pela formação da piedade dos fiéis, através da atmosfera sagrada e única gerada por sua dicção. Assim, os anseios de muitos católicos e do movimento Una Voce não se dirigem contra o uso do vernáculo, mas contra a eliminação da Missa em Latim e do Canto Gregoriano. Eles apenas estão pedindo que se cumpra, realmente, a Constituição da Sagrada Litugia.

Contudo, certos católicos de hoje manifestam o desejo de mudar a forma exterior da Liturgia, adaptando-a ao estilo de vida de nossa época dessacralizada. Esse desejo denota cegueira com relação à natureza da Liturgia, bem como ausência de respeito reverencial e gratidão pelos dons sublimes de dois mil anos de vida cristã. Acreditar que as formas tradicionais podem ceder o lugar a algo melhor é dar provas de uma ridícula auto-suficiência. E esse conceito é particularmente incongruente nos que acusam a Igreja de “triunfalismo”. De um lado, eles consideram falta de humildade a Igreja proclamar que Ela só é detentora da plena revelação divina (em vez de perceber que essa proclamação se fundamenta da natureza da Igreja e decorre de sua missão divina). De outro lado, demonstram ridículo orgulho quando simplesmente assumem que nossa época moderna é superior às anteriores.

Podem-se ouvir, hoje, razões de protesto declarando, por exemplo, que o texto do Glória e de outras partes da Missa estão repleto de expressões cansativas de louvor e glorificação a Deus, quando deveriam fazer mais referências a nossas vidas. É um contra-senso que revela como tinha razão Lichtemberg ao dizer que, se fosse dado a um macaco ler as epístolas de São Paulo, ele veria sua própria imagem refletida nelas.
Admiram-se os nossos “teólogos” modernos não apresentarem, dentro em breve, uma nova versão do “Pai Nosso”, como o fez Hitler. O “Pai Nosso” claramente enfatiza o primado absoluto de Deus, tão distante da mentalidade típica moderna. Um único pedido diz respeito ao bem-estar terrestre: “o pão nosso de cada dia”… O restante diz respeito ao próprio Deus, a seu Reino, a nosso bem-estar eterno."

fonte:salvem a liturgia

Relações Roma-Ecône. Visita do Superior Geral da FSSPX à Bahia.

Por Bruno Luís Santana
Dom Bernard Fellay e fiéis do mosteiro Nossa Senhora da Fé - 
Candeias, Bahia.
Dom Bernard Fellay e fiéis do mosteiro Nossa Senhora da Fé - Candeias, Bahia.
D. Bernard Fellay, Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, visitou a Bahia entre os dias 08 e 09 de Julho de 2010, para conferir o Sacramento da Confirmação aos fiéis católicos frequentadores do Mosteiro Nossa Senhora da Fé (Candeias-BA).
Todos os bispos da Fraternidade, em ocasiões diversas, visitaram a comunidade, exceto D. Fellay, que veio à Bahia pela primeira vez.
Após a cerimônia, o senhor Bispo retornou à Sacristia e cingiu-se com os paramentos, rezando missa simples e posando para as fotos com os fiéis ao final.
Em seguida, iniciou-se uma conferência (em espanhol) com duração de duas horas, em que D. Fellay tratou de temas como as relações da FSSPX com Roma, sob o pontificado atual.
“O Papa é um homem que tem a cabeça progressista, mas é de coração católico, amante da Tradição”, ressaltou.
Citou também a situação desesperadora do clero europeu que entra em extinção de forma acelerada: “Há determinadas dioceses na França, onde um pároco chega a ficar à frente de mais de 60 paróquias. É estarrecedor”, disse.
Quanto aos entraves na Santa Sé, dão-se pela resistência do próprio Santo Padre em tirar as conclusões finais dos resultados do concílio. A tentativa de salvá-lo a todo custo se explica quando o mesmo de alguma maneira relativiza documentos como o Syllabus, que seria magistério, só que circunscrito ao seu período – o século XIX.
Contudo, todos os passos que o Santo Padre dá na direção da Fé Imutável, da Tradição e da Missa Tradicional são feitos num ambiente de extrema pressão, a começar por setores vaticanos como a Secretaria de Estado.
“Os trapistas de Mariawald, embora autorizados pelo Santo Padre a retornar à disciplina tradicional e ao rito de São Pio V, não obtiveram resposta, pois a Secretaria de Estado arquivou a autorização papal, sendo necessário que um novo pedido fosse feito e entregue em mãos ao Santo Padre por um prelado de confiança, que ouviu o Santo Padre dizer que já havia dado a autorização”.
A pressão também é forte nos episcopados mundiais, embora existam alguns bispos e sacerdotes honestos. A Cúria Romana também está mais habitada por prelados idôneos, e se rezam mais ou menos 20 missas tradicionais por dia na Basílica de São Pedro, em geral em momentos discretos, por secretários e outros clérigos próximos ao Santo Padre.
“Mas o motivo de Bento XVI rezar missa tridentina de forma privada em algumas circunstâncias, e o fato não ser tornado público, faz sentido quando me recordo que, numa conferência dada na Itália para 28 sacerdotes diocesanos, um deles me disse que ouviu de seu bispo que bastaria o Papa rezar a Missa Tradicional em público e o mesmo fecharia a Catedral, interditaria a diocese e romperia com a Santa Sé”, disse.
Espera-se também um aumento das perseguições a todo e qualquer movimento restaurador nos próximos anos, pois coincidirá com a saída dos últimos bispos outrora co-participantes do concílio Vaticano II, “e que tudo farão para bloquear ao máximo a onda de restauração que tem cada vez mais invadido a Igreja”.
Finalmente, diante do cenário dramático, fica-se com a Esperança Sobrenatural e a certeza de que, através da Santíssima Virgem, Deus reconduzirá todas as coisas aos seus lugares.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Os defensores da tradição reivindicam a Igreja infalível.

Suplicam ao Papa que condene “ex cathedra” os erros do Concílio Vaticano II. Um novo livro de Romano Amerio voltará a dar força a seu pedido. Mas Bento XVI não está de acordo.
por Sandro Magister


ROMA, 12 de julho de 2010 – Há alguns dias está nas livrarias italianas um novo volume de Romano Amerio, o terceiro da “opera omnia” deste autor, publicado pelas Edições Lindau.
Amerio, falecido em 1997 em Lugano (Suíça) aos 92 anos de idade, foi um dos maiores intelectuais cristãos do século XX.
Filólogo e filósofo de primeiro nível, Amerio tornou-se conhecido no mundo por conta de seu ensaio, publicado pela primeira vez em 1985 e traduzido para muitos idiomas, intitulado: “Iota unum. Estudo das variações da Igreja Católica no século XX”.
Mas esse mesmo ensaio, justamente pela tese que contém, fez Amerio ganhar o ostracismo da quase totalidade do mundo católico. Um ostracismo que apenas perdeu vigor há pouco tempo, também graças à reedição de “Iota unum”.
Amerio dedicou meio século à redação de “Iota unum”. E também esse terceiro volume da “opera omnia” foi escrito em um espaço de tempo muito amplo, de 1935 a 1996. Tem por título “Zibaldone” e — como a obra homônima do poeta Giacomo Leopardi — recolhe pensamentos breves, aforismos, narrações, citações de autoires clássicos, diálogos morais e comentários sobre fatos cotidianos.
Com seus mais de setecentos pensamentos, “Zibaldone” forma uma espécie de autobiografia intelectual do autor. Nela estão naturalmente presentes as questões apresentadas em “Iota unum”.
Como, por exemplo, nesta pequena página datada de 2 de maio de 1995:
“A autodemolição da Igreja, deplorada por Paulo VI no famoso discurso pronunciado em 11 de setembro de 1974 no seminário Lombardo, torna-se cada dia mais evidente. Já no Concílio, o Cardeal Heenan (primaz da Inglaterra) lamentou que os bispos tenham deixado de exercer o ofício do Magistério, mas se consolava ao ver que tal ofício havia sido conservado integralmente no Pontificado Romano. A observação era e é falsa. Hoje, o Magistério Episcopal cessou e o Papal também. Hoje, o Magistério é exercido pelos teólogos que agora marcam a todas as opiniões do povo cristão e desqualificaram o dogma da fé. Tive uma demonstração impressionante disso ao escutar ontem o teólogo da Rádio Maria. Ele negou impávido e muito tranquilamente artigos de fé. Ensinou [...] que os pagãos, a quem não é anunciado o Evangelho, se seguem os ditames da justiça natural e se decidem buscar a Deus com sinceridade, alcançam a visão beatífica. Esta doutrina dos modernos é antiguissima na Igreja, mas sempre foi condenada como um erro. Mas os teólogos antigos, enquanto sustentavam com firma o dogma da fé, experimentavam ao mesmo tempo toda a dificuldade que encontra o dogma e buscavam a forma de vencê-la com razões profundas. Pelo contrário, os teólogos modernos não advertem as dificuldades intrínsecas do dogma, mas correm diretamente à ‘lectio facilior’, jogando no sótão todos os decretos doutrinais do Magistério. E não se dão contam que negam assim o valor do batismo e toda a ordem sobrenatural, isto é, toda nossa religião. Também em outros pontos está difundida a rejeição do Magistério. O inferno, a imortalidade da alma, a ressurreição dos corpos, a imutabilidade de Deus, a historicidade de Cristo, a malignidade da sodomia, o caráter sacrado e indissolúvel do matrimônio, a lei natural e a primazia do divindo são outros tantos argumentos que o magistério dos teólogos eliminou do Magistério da Igreja. Essa arrogância dos teólogos é o fenômeno mais manifesto da autodemolição”.
* * *
Dessa sua análise fortemente crítica, que ele aplicava também ao Concílio Vaticano II, Amerio extraiu o que Enrico Maria Radaelli, seu fiel discípulo e editor da publicação das obras do mestre, chama de “grande dilema subjacente ao fundo do cristianismo atual”.
O dilema é se há continuidade ou ruptura entre o Magistério da Igreja antes e depois do Vaticano II.
No caso de uma ruptura, se esta fosse tal como para “perder a verdade”, então também a Igreja estaria perdida.
Amerio não chegou jamais a sustentar essa postura extrema. Sempre foi um filho obediente da Igreja. Não só isso. Sabia pela fé que, não obstante tudo isso, a Igreja jamais pode perder a verdade e, consequentemente, jamais pode perder-se a si mesma, pois está assistida indefectivelmente “pelas grandes promessas de Nosso Senhor: ‘As portas do inferno não prevalecerão contra ela’ (Mt 16, 18) e ‘estarei convosco todos os dias até o fim dos séculos’ (Mt 28, 20)”.
Mas Amerio estava convencido — e Radaelli explica bem em seu extenso epílogo a “Zibaldone” — que esse amparo assegurado por Cristo a sua Igreja vale somente para as definições dogmáticas “ex cathedra” do Magistério, não para os ensinamentos incertos, ambíguos, opináveis e “pastorais” do Concílio Vaticano II e das décadas posteriores.
Com efeito, a juízo de Amerio e Radaelli, esta é justamente a causa da crise da Igreja conciliar e pós-conciliar, uma crise que levou o mais próximo da perdição, “impossível mas também quase alcançada”, como é o ter desejado renunciar a um magistério imperativo, com definições dogmáticas “inequívocas na linguagem, certas no conteúdo, vinculantes na forma, como se espera ser ao menos os ensinamentos de um Concílio”.
A consequência, segundo Amerio e Radaelli, é que o Concílio Vaticano II está cheio de asserções vagas, interpretáveis de modos diferentes, das quais algumas estão também em aberto contraste com o magistério anterior da Igreja.
Essa linguagem pastoral ambígua é o que havia aberto o caminho a uma Igreja hoje “percorrida por milhares de doutrinas e centenas de milhares de costumes nefastos”, inclusive na arte, música e liturgia.
O que fazer para remediar essa calamidade? A proposta que faz Radaelli vai mais além daquela feita recentemente — a partir de juízos críticos tão duros quanto — por outro estimado apaixonado pela tradição católica, o teólogo tomista Brunero Gherardini, de 85 anos de idade, cônego da basílica de São Pedro, professor emérito da Pontifícia Universidade Lateranense e diretor da revista “Divinitas”.
* * *
Monsenhor Gherardini antecipou sua proposta num livro publicado em Roma, no ano passado, com o título: “Concilio Ecumenico Vaticano II. Um discorso da fare”.
O livro conclue com uma “Súplica ao Santo Padre”, a quem se pede que submeta a um novo exame os documentos do Concílio, para esclarecer, de uma vez por todas, “se, em que sentido e até que ponto” o Vaticano II está ou não em continuidade com o magistério anterior da Igreja.
O livro de Gherardini tem no início dois prefácios: um, de Albert Malcolm Ranjith, arcebispo de Colombo e ex-secretário da Congregação vaticana para o Culto Divino, e outro, de Mario Oliveri, bispo de Savona. Este último afirma que se une “toto corde” à súplica ao Santo Padre.
Pois bem, em seu epílogo a “Zibaldone” de Romano Amerio, o professor Radaelli recolhe a proposta de Monsenhor Gherardini, mas “apenas como uma primeira instância para purificar o ambiente de muitos, muitos mal entendidos”.
Com efeito, segundo Radaelli, não é suficiente esclarecer o sentido dos documentos conciliares, se tal esclarecimento é oferecido depois à Igreja com o mesmo estilo ineficaz de ensinamento “pastoral” que se tornou costume com o Concílio, propositivo mais que impositivo.
Se o abandono do princípio de autoridade e o “discussionismo” são a enfermidade da Igreja conciliar e pós-conciliar, para sair dela — afirma Radaelli — é necessário trabalhar de forma contrária. A máxima hierarquia da Igreja deve fechar a discussão com um pronunciamento dogmático “ex cathedra”, infalível e vinculante. Deve atingir com o anátema os que não obedeçam e deve bendizer os que obedecem.
O que Radaelli espera que a cátedra suprema da Igreja decrete? Assim como Amerio, ele está convencido de que ao menos em três casos se deu “uma ruptura abismal da continuidade” entre o Vaticano II e o magistério anterior: onde a Concílio afirma que a Igreja de Cristo “subsite na” Igreja Católica, em vez de dizer que “é” a Igreja Católica; onde assevera que “os cristãos adoram o mesmo Deus adorado pelos judeus e muçulmanos”; e na Declaração “Dignitatis Humanae” sobre a liberdade religiosa.
* * *
Tanto Gherardini como Amerio-Radaelli reconhecem em Bento XVI um Papa amigo. Mas há que se descartar que ele assinta a seus pedidos.
Mais ainda, tanto no conjunto como em alguns pontos controversos, o Papa Joseph Ratzinger já fez saber que não compartilha em absoluto de suas posições.
Por exemplo, a respeito da continuidade de significado entre as fórmulas “é” e “subsiste em” já se expressou a Congregação para a Doutrina da Fé, no verão de 2007, ao afirmar que “o Concílio Ecumênico Vaticano II não quis mudar, nem de fato o fez, a doutrina anterior sobre a Igreja, mas que apenas quis desenvolvê-la, aprofundá-la e expô-la mais amplamente”.
Quanto à Declaração “Dignitatis humanae” sobre a liberdade religiosa, Bento XVI explicou pessoalmente que, se ela está separada das indicações anteriores “contingentes” do Magistério, fê-lo precisamente para “retomar novamente o patrimônio mais profundo da Igreja”.
O discurso em que Bento XVI defendeu a ortodoxia da “Dignitatis humanae” é o que dirigiu à cúria vaticana na vigília do primeiro Natal de seu pontificado, em 22 de dezembro de 2005, precisamente para sustentar que entre o Concílio Vaticano II e o magistério anterior da Igreja não há ruptura, mas “reforma na continuidade”.
O Papa Ratzinger não conveceu até agora aos lefebvristas, que se mantêm em estado de cisma justamente neste ponto crucial.
Mas não convenceu — de acordo com o que escrevem Radaelli e Gherardini — nem sequer a alguns de seus filhos “obedientíssimos em Cristo”.
Visto em: Fratres in Unum

Zibaldone: Lo Nuevo de Romano Amerio



por Sandro Magister


ROMA, 12 de julio de 2010 – Desde hace algunos días está en las librerías italianas un nuevo volumen de Romano Amerio, el tercero de la “opera omnia” de este autor, que está publicando Ediciones Lindau.

Amerio, fallecido en 1997 en Lugano (Suiza) a la edad de 92 años, ha sido uno de los más grandes intelectuales cristianos del siglo XX.

Filólogo y filósofo de primer nivel, Amerio se ha vuelto conocido en todo el mundo a causa de su ensayo publicado por primera vez en 1985 y traducido a muchos idiomas, titulado: “Iota unum. Studio delle variazioni della Chiesa cattolica nel secolo XX”.

Pero este mismo ensayo, justamente por las tesis que contiene, le hizo ganar a Amerio el ostracismo de la cuasi totalidad del mundo católico. Un ostracismo que sólo ha perdido vigencia desde hace poco tiempo, también gracias a la reedición de “Iota unum”.

Amerio dedicó medio siglo a la redacción de “Iota unum”. Y también este tercer volumen de la “opera omnia” ha sido escrito en un lapso muy amplio, desde 1935 hasta 1996. Tiene por título “Zibaldone” y – como la obra homónima del poeta Giacomo Leopardi – recoge pensamientos breves, aforismos, narraciones, citas de autores clásicos, diálogos morales y comentarios sobre hechos cotidianos.

Con sus más de setecientos pensamientos, “Zibaldone” forma una especie de autobiografía intelectual del autor. En ella están naturalmente presentes las cuestiones planteadas en “Iota unum”.

Como ser, por ejemplo, en esta pequeña página fechada el 2 de mayo de 1995:

“La autodemolición de la Iglesia, deplorada por Pablo VI en el famoso discurso pronunciado el 11 de setiembre de 1974 en el Seminario Lombardo, se vuelve cada día más evidente. Ya en el Concilio el cardenal Heenan (Primado de Inglaterra) lamentó que los obispos hubiesen dejado de ejercer el oficio del Magisterio, pero se consolaba al observar que tal oficio se había conservado íntegramente en el Pontificado Romano. La observación era y es falsa. Hoy, el Magisterio episcopal ha cesado y también el papal.

Hoy, el Magisterio es ejercido por los teólogos que ahora han dado la impronta a todas las opiniones del pueblo cristiano y han descalificado el dogma de la fe. He tenido una demostración impresionante de esto al escuchar ayer al teólogo de Radio María. Él negó impávida y muy tranquilamente artículos de fe. Enseñó [...] que los paganos, a quienes no les es anunciado el Evangelio, si siguen el dictamen de la justicia natural y si se deciden buscar a Dios con sinceridad, alcanzan la visión beatífica.

Esta doctrina de los modernos es antiquísima en la Iglesia, pero siempre fue condenada como un error. Pero los teólogos antiguos, mientras sostenían con firmeza el dogma de la fe, experimentaban al mismo tiempo toda la dificultad que encuentra el dogma y buscaban la forma de vencerla con razonamientos profundos. Por el contrario, los teólogos modernos no advierten las dificultades intrínsecas del dogma, sino que corren directamente a la ‘lectio facilior’, guardando en el desván los decretos doctrinales del Magisterio.

Y no se dan cuenta que niegan así el valor del Bautismo y de todo el orden sobrenatural, es decir, toda nuestra religión. También en otros puntos está difundido el rechazo del Magisterio. El infierno, la inmortalidad del alma, la resurrección de los cuerpos, la inmutabilidad de Dios, la historicidad de Cristo, la malignidad de la sodomía, el carácter sagrado e indisoluble del matrimonio, la ley natural y la primacía de lo divino son otros tantos argumentos en los que el magisterio de los teólogos ha eliminado al Magisterio de la Iglesia. Esta arrogancia de los teólogos es el fenómeno más manifiesto de la autodemolición”.

*

De este análisis suyo fuertemente crítico, que él aplicaba también al Concilio Vaticano II, Amerio extrajo lo que Enrico Maria Radaelli, su fiel discípulo y editor de la publicación de las obras del maestro, llama el “gran dilema subyacente en el fondo del cristianismo actual”.

El dilema es si hay continuidad o ruptura entre el Magisterio de la Iglesia previo y posterior al Vaticano II.

En el caso de una ruptura, si ésta fuese tal como para “perder la verdad”, entonces también la Iglesia estaría perdida.

Amerio no llegó jamás a sostener esta postura extrema. Siempre fue un hijo obediente de la Iglesia. No sólo eso. Sabía por la fe que, no obstante todo esto, la Iglesia jamás puede perder la verdad y, en consecuencia, jamás puede perderse a sí misma, porque está asistida indefectiblemente “por las dos grandes promesas de Nuestro Señor: ‘Las puertas del infierno no prevalecerán contra ella’ (Mt 16, 18) y ‘estaré con ustedes todos los días hasta el fin de los siglos’ (Mt 28, 20)”.

Pero Amerio estaba convencido – y Radaelli lo explica bien en su amplio epílogo a “Zibaldone” – que ese amparo asegurado por Cristo a su Iglesia vale solamente para las definiciones dogmáticas “ex cathedra” del Magisterio, no para las enseñanzas inciertas, huidizas, opinables y “pastorales” del Concilio Vaticano II y de las décadas posteriores.

En efecto, a juicio de Amerio y Radaelli, justamente ésta es la causa de la crisis de la Iglesia conciliar y postconciliar, una crisis que la ha llevado a la más que próxima perdición, “imposible pero también casi alcanzada”, como es el haber querido renunciar a un magisterio imperativo, con definiciones dogmáticas “inequívocas en el lenguaje, ciertas en el contenido, obligantes en la forma, como se espera sean al menos las enseñanzas de un Concilio”.

La consecuencia, según Amerio y Radaelli, es que el Concilio Vaticano II está lleno de aserciones vagas, interpretables en modos deformes, algunas de las cuales están también en abierto contraste con el anterior magisterio de la Iglesia.

Este ambiguo lenguaje pastoral es el que habría abierto el camino a una Iglesia hoy “recorrida por miles de doctrinas y cientos de miles de nefastas costumbres”, inclusive en el arte, en la música y en la liturgia.

¿Qué hacer para poner remedio a esta calamidad? La propuesta que hace Radaelli va más allá de la hecha recientemente – a partir de juicios críticos por demás duros – por otro estimado cultor de la tradición católica, el teólogo tomista Brunero Gherardini, de 85 años de edad, canónico de la basílica de San Pedro, profesor emérito de la Pontificia Universidad Lateranense y director de la revista “Divinitas”.

*

Monseñor Gherardini ha anticipado su propuesta en un libro publicado en Roma el año pasado, con el título: “Concilio Ecumenico Vaticano II. Un discorso da fare”.

El libro concluye con una “Súplica al Santo Padre”, a quien se le pide que someta a un nuevo examen los documentos del Concilio, para aclarar una vez por todas “si, en qué sentido y hasta que punto” el Vaticano II está o no en continuidad con el anterior magisterio de la Iglesia.

El libro de Gherardini tiene al comienzo dos prefacios: uno de Albert Malcolm Ranjith, arzobispo de Colombo y ex secretario de la Congregación vaticana para el Culto Divino, y el otro de Mario Olivieri, obispo de Savona. Éste último afirma que se une “toto corde” a la súplica al Santo Padre.

Ahora bien, en su epílogo a “Zibaldone” de Romano Amerio, el profesor Radaelli recoge la propuesta de monseñor Gherardini, pero “sólo como una primera instancia para limpiar el corral de muchos, de demasiados malentendidos”.

En efecto, a juicio de Radaelli no es suficiente aclarar el sentido de los documentos conciliares, si tal clarificación es luego ofrecida también a la Iglesia con el mismísmo estilo ineficaz de enseñanza “pastoral” que se ha hecho costumbre con el Concilio, propositivo más que impositivo.

Si el abandono del principio de autoridad y el “discusionismo” son la enfermedad de la Iglesia conciliar y postconciliar, para salir de allí – afirma Radaelli – es necesario obrar en forma contraria. La máxima jerarquía de la Iglesia debe cerrar la discusión con un pronunciamiento dogmático “ex cathedra”, infalible y obligante. Debe golpear con el anatema a quienes no obedezcan y debe bendecir a los que obedecen.

¿Qué es lo que Radaelli espera que decrete la cátedra suprema de la Iglesia? Al igual que Amerio, él está convencido que en al menos tres casos se ha dado “una ruptura abismal de la continuidad” entre el Vaticano II y el magisterio anterior: allí donde el Concilio afirma que la Iglesia de Cristo “subsiste en la” Iglesia Católica, en vez de decir que “es” la Iglesia Católica; allí donde asevera que “los cristianos adoran al mismo Dios adorado por los judíos y los islámicos”; y en la Declaración “Dignitatis humanæ” sobre la libertad religiosa.

*

Tanto Gherardini como Amerio-Radaelli reconocen en Benedicto XVI a un Papa amigo. Pero hay que descartar que él acceda a sus ruegos.

Más aún, tanto en el conjunto como en algunos puntos controvertidos el papa Joseph Ratzinger ya ha hecho saber que no comparte en absoluto sus posiciones.

Por ejemplo, respecto a la continuidad de significado entre las fórmulas “es” y “subsiste en la” ya se ha expresado la Congregación para la Doctrina de la Fe en el verano del año 2007, al afirmar que “el Concilio Ecuménico Vaticano II no ha querido cambiar ni de hecho ha cambiado la anterior doctrina sobre la Iglesia, sino que sólo ha querido desarrollarla, profundizarla y exponerla más ampliamente”.

En cuanto a la Declaración “Dignitatis humanæ” sobre la libertad religiosa, Benedicto XVI ha explicado personalmente que si ella está separada de anteriores indicaciones “contingentes” del Magisterio, lo ha hecho precisamente para “retomar nuevamente el patrimonio más profundo de la Iglesia”.

El discurso en el que Benedicto XVI ha defendido la ortodoxia de la “Dignitatis humanæ” es el que dirigió a la curia vaticana en la vigilia de la primera Navidad de su pontificado, el 22 de diciembre de 2005, precisamente para sostener que entre el Concilio Vaticano II y el anterior magisterio de la Iglesia no hay ruptura sino “reforma en la continuidad”.

El papa Ratzinger no ha convencido hasta ahora a los lefebvristas, que se mantienen en estado de cisma justamente en este punto crucial.

Pero no ha convencido – acorde a lo que escriben Radaelli y Gherardini – ni siquiera a algunos de sus hijos “obedientísimos en Cristo”.

Fuente: Radio Cristiandad

 visto em: http://devocioncatolica.blogspot.com/#ixzz399m5jtLt

Suplican al Papa que condene "ex cathedra" los errores del Concilio Vaticano II.

 
Después de todo aun nos queda la Esperanza.

Artículo de Sandro Magister, Jul-12-2010, para Chiesa On Line.
Los defensores de la Tradición reclaman la Iglesia infalible
Suplican al Papa que condene "ex cathedra" los errores del Concilio Vaticano II. Un nuevo libro de Romano Amerio volverá a dar fuerza a su pedido. Pero Benedicto XVI no está de acuerdo
por Sandro Magister
ROMA, 12 de julio de 2010 – Desde hace algunos días está en las librerías italianas un nuevo volumen de Romano Amerio, el tercero de la "opera omnia" de este autor, que está publicando Ediciones Lindau.
Amerio, fallecido en 1997 en Lugano (Suiza) a la edad de 92 años, ha sido uno de los más grandes intelectuales cristianos del siglo XX.
Amerio v2 Filólogo y filósofo de primer nivel, Amerio se ha vuelto conocido en todo el mundo a causa de su ensayo publicado por primera vez en 1985 y traducido a muchos idiomas, titulado: "Iota unum. Studio delle variazioni della Chiesa cattolica nel secolo XX".
Pero este mismo ensayo, justamente por las tesis que contiene, le hizo ganar a Amerio el ostracismo de la cuasi totalidad del mundo católico. Un ostracismo que sólo ha perdido vigencia desde hace poco tiempo, también gracias a la reedición de "Iota unum".
Amerio dedicó medio siglo a la redacción de "Iota unum". Y también este tercer volumen de la "opera omnia" ha sido escrito en un lapso muy amplio, desde 1935 hasta 1996. Tiene por título "Zibaldone" y – como la obra homónima del poeta Giacomo Leopardi – recoge pensamientos breves, aforismos, narraciones, citas de autores clásicos, diálogos morales y comentarios sobre hechos cotidianos.
Con sus más de setecientos pensamientos, "Zibaldone" forma una especie de autobiografía intelectual del autor. En ella están naturalmente presentes las cuestiones planteadas en "Iota unum".
Como ser, por ejemplo, en esta pequeña página fechada el 2 de mayo de 1995:
NG02 "La autodemolición de la Iglesia, deplorada por Pablo VI en el famoso discurso pronunciado el 11 de setiembre de 1974 en el Seminario Lombardo, se vuelve cada día más evidente. Ya en el Concilio el cardenal Heenan (Primado de Inglaterra) lamentó que los obispos hubiesen dejado de ejercer el oficio del Magisterio, pero se consolaba al observar que tal oficio se había conservado íntegramente en el Pontificado Romano. La observación era y es falsa. Hoy, el Magisterio episcopal ha cesado y también el papal. Hoy, el Magisterio es ejercido por los teólogos que ahora han dado la impronta a todas las opiniones del pueblo cristiano y han descalificado el dogma de la fe. He tenido una demostración impresionante de esto al escuchar ayer al teólogo de Radio María. Él negó impávida y muy tranquilamente artículos de fe. Enseñó [...] que los paganos, a quienes no les es anunciado el Evangelio, si siguen el dictamen de la justicia natural y si se deciden buscar a Dios con sinceridad, alcanzan la visión beatífica. Esta doctrina de los modernos es antiquísima en la Iglesia, pero siempre fue condenada como un error. Pero los teólogos antiguos, mientras sostenían con firmeza el dogma de la fe, experimentaban al mismo tiempo toda la dificultad que encuentra el dogma y buscaban la forma de vencerla con razonamientos profundos. Por el contrario, los teólogos modernos no advierten las dificultades intrínsecas del dogma, sino que corren directamente a la 'lectio facilior', guardando en el desván los decretos doctrinales del Magisterio. Y no se dan cuenta que niegan así el valor del Bautismo y de todo el orden sobrenatural, es decir, toda nuestra religión. También en otros puntos está difundido el rechazo del Magisterio. El infierno, la inmortalidad del alma, la resurrección de los cuerpos, la inmutabilidad de Dios, la historicidad de Cristo, la malignidad de la sodomía, el carácter sagrado e indisoluble del matrimonio, la ley natural y la primacía de lo divino son otros tantos argumentos en los que el magisterio de los teólogos ha eliminado al Magisterio de la Iglesia. Esta arrogancia de los teólogos es el fenómeno más manifiesto de la autodemolición".

autodemolicon de la iglesia De este análisis suyo fuertemente crítico, que él aplicaba también al Concilio Vaticano II, Amerio extrajo lo que Enrico Maria Radaelli, su fiel discípulo y editor de la publicación de las obras del maestro, llama el "gran dilema subyacente en el fondo del cristianismo actual".
El dilema es si hay continuidad o ruptura entre el Magisterio de la Iglesia previo y posterior al Vaticano II.
En el caso de una ruptura, si ésta fuese tal como para "perder la verdad", entonces también la Iglesia estaría perdida.
Amerio no llegó jamás a sostener esta postura extrema. Siempre fue un hijo obediente de la Iglesia. No sólo eso. Sabía por la fe que, no obstante todo esto, la Iglesia jamás puede perder la verdad y, en consecuencia, jamás puede perderse a sí misma, porque está asistida indefectiblemente "por las dos grandes promesas de Nuestro Señor: 'Las puertas del infierno no prevalecerán contra ella' (Mt 16, 18) y 'estaré con ustedes todos los días hasta el fin de los siglos' (Mt 28, 20)".
Pero Amerio estaba convencido – y Radaelli lo explica bien en su amplio epílogo a "Zibaldone" – que ese amparo asegurado por Cristo a su Iglesia vale solamente para las definiciones dogmáticas "ex cathedra" del Magisterio, no para las enseñanzas inciertas, huidizas, opinables y "pastorales" del Concilio Vaticano II y de las décadas posteriores.
En efecto, a juicio de Amerio y Radaelli, justamente ésta es la causa de la crisis de la Iglesia conciliar y postconciliar, una crisis que la ha llevado a la más que próxima perdición, "imposible pero también casi alcanzada", como es el haber querido renunciar a un magisterio imperativo, con definiciones dogmáticas "inequívocas en el lenguaje, ciertas en el contenido, obligantes en la forma, como se espera sean al menos las enseñanzas de un Concilio".
La consecuencia, según Amerio y Radaelli, es que el Concilio Vaticano II está lleno de aserciones vagas, interpretables en modos deformes, algunas de las cuales están también en abierto contraste con el anterior magisterio de la Iglesia.
Este ambiguo lenguaje pastoral es el que habría abierto el camino a una Iglesia hoy "recorrida por miles de doctrinas y cientos de miles de nefastas costumbres", inclusive en el arte, en la música y en la liturgia.
¿Qué hacer para poner remedio a esta calamidad? La propuesta que hace Radaelli va más allá de la hecha recientemente – a partir de juicios críticos por demás duros – por otro estimado cultor de la tradición católica, el teólogo tomista Brunero Gherardini, de 85 años de edad, canónico de la basílica de San Pedro, profesor emérito de la Pontificia Universidad Lateranense y director de la revista "Divinitas".
*
Brunero 
Gherardini Monseñor Gherardini ha anticipado su propuesta en un libro publicado en Roma el año pasado, con el título: "Concilio Ecumenico Vaticano II. Un discorso da fare".
El libro concluye con una "Súplica al Santo Padre", a quien se le pide que someta a un nuevo examen los documentos del Concilio, para aclarar una vez por todas "si, en qué sentido y hasta que punto" el Vaticano II está o no en continuidad con el anterior magisterio de la Iglesia.
El libro de Gherardini tiene al comienzo dos prefacios: uno de Albert Malcolm Ranjith, arzobispo de Colombo y ex secretario de la Congregación vaticana para el Culto Divino, y el otro de Mario Olivieri, obispo de Savona. Éste último afirma que se une "toto corde" a la súplica al Santo Padre.
Ahora bien, en su epílogo a "Zibaldone" de Romano Amerio, el profesor Radaelli recoge la propuesta de monseñor Gherardini, pero "sólo como una primera instancia para limpiar el corral de muchos, de demasiados malentendidos".
En efecto, a juicio de Radaelli no es suficiente aclarar el sentido de los documentos conciliares, si tal clarificación es luego ofrecida también a la Iglesia con el mismísmo estilo ineficaz de enseñanza "pastoral" que se ha hecho costumbre con el Concilio, propositivo más que impositivo.
Si el abandono del principio de autoridad y el "discusionismo" son la enfermedad de la Iglesia conciliar y postconciliar, para salir de allí – afirma Radaelli – es necesario obrar en forma contraria. La máxima jerarquía de la Iglesia debe cerrar la discusión con un pronunciamiento dogmático "ex cathedra", infalible y obligante. Debe golpear con el anatema a quienes no obedezcan y debe bendecir a los que obedecen.
¿Qué es lo que Radaelli espera que decrete la cátedra suprema de la Iglesia? Al igual que Amerio, él está convencido que en al menos tres casos se ha dado "una ruptura abismal de la continuidad" entre el Vaticano II y el magisterio anterior: allí donde el Concilio afirma que la Iglesia de Cristo "subsiste en la" Iglesia Católica, en vez de decir que "es" la Iglesia Católica; allí donde asevera que "los cristianos adoran al mismo Dios adorado por los judíos y los islámicos"; y en la Declaración "Dignitatis humanæ" sobre la libertad religiosa.
*
Tanto Gherardini como Amerio-Radaelli reconocen en Benedicto XVI a un Papa amigo. Pero hay que descartar que él acceda a sus ruegos.
Más aún, tanto en el conjunto como en algunos puntos controvertidos el papa Joseph Ratzinger ya ha hecho saber que no comparte en absoluto sus posiciones.
Por ejemplo, respecto a la continuidad de significado entre las fórmulas "es" y "subsiste en la" ya se ha expresado la Congregación para la Doctrina de la Fe en el verano del año 2007, al afirmar que "el Concilio Ecuménico Vaticano II no ha querido cambiar ni de hecho ha cambiado la anterior doctrina sobre la Iglesia, sino que sólo ha querido desarrollarla, profundizarla y exponerla más ampliamente".
En cuanto a la Declaración "Dignitatis humanæ" sobre la libertad religiosa, Benedicto XVI ha explicado personalmente que si ella está separada de anteriores indicaciones "contingentes" del Magisterio, lo ha hecho precisamente para "retomar nuevamente el patrimonio más profundo de la Iglesia".
El discurso en el que Benedicto XVI ha defendido la ortodoxia de la "Dignitatis humanæ" es el que dirigió a la curia vaticana en la vigilia de la primera Navidad de su pontificado, el 22 de diciembre de 2005, precisamente para sostener que entre el Concilio Vaticano II y el anterior magisterio de la Iglesia no hay ruptura sino "reforma en la continuidad".
El papa Ratzinger no ha convencido hasta ahora a los lefebvristas, que se mantienen en estado de cisma justamente en este punto crucial.
Pero no ha convencido – acorde a lo que escriben Radaelli y Gherardini – ni siquiera a algunos de sus hijos "obedientísimos en Cristo".
fonte:

¿HACIA UNA DEFINICIÓN INFALIBLE POR PARTE DE S.S. BENEDICTO XVI?


Se ha dicho que las reuniones para el diálogo convocado por S.S. Benedicto XVI, entre la FSSPX y Roma, constituyen la más alta tribuna en la que han sido escuchadas las denuncias doctrinales que se han realizado referentes a la actual crisis de la Iglesia. Las cuales, por el hecho mismo de ser analizadas ahí y prolongarse en el tiempo, adquieren una legitimidad que difícilmente pudieran tener a los ojos de muchos católicos de otra manera. De ahí que Roma haya solicitado que los teólogos de la FSSPX preparasen sus exposiciones con la mayor precisión teológica.

Estos encuentros se han realizado con mucha prudencia y discreción de ambas partes; por lo mismo ha habido poca información al respecto, de ahí que resultan interesantes los conceptos que manifestó el obispo Richard Williamson, quien recientemente estuvo junto con los otros tres obispos de la FSSPX (Bernard Fellay, Bernard Tissier de Mallerais y Alfonso de Galarreta) durante las ordenaciones sacerdotales que se realizan anualmente en Econe, desmintiendo con ello una supuesta división entre ellos.

Ahí y con anterioridad se ha tratado el asunto del diálogo con Roma que encabeza Mons. Alfonso de Galarreta, quien informó a Mons. Williamson cómo se han desarrollado esas discusiones.

Mons Williamson comentó, con base en lo anterior, que muchos de los que "se encuentran preocupados por las discusiones que hoy en día acontecen entre Roma y la Fraternidad de San Pío X podrían sentirse algo tranquilizadas si pudieran escuchar, como lo hice yo hace dos meses, a Monseñor de Galarreta exponiendo las razones por las cuales estas discusiones deben de continuar hacia su fin designado...Éstas presentan poco peligro y varias ventajas".

Agregó que "después de la reunión introductoria en octubre del año pasado, se han llevado a cabo discusiones en enero, marzo y mayo de este año. Cada encuentro tiene un antes, un durante y un después. Antes de la reunión, el equipo de cuatro representantes de la FSSPX somete a los cuatro teólogos Romanos una declaración de doctrina Católica sobre el asunto en cuestión", asimismo señalan los problemas suscitados por la doctrina impugnada.

El obispo precisó que "durante la reunión misma, los Romanos dan sus respuestas, y la discusión oral subsiguiente es grabada. Después la FSSPX realiza por escrito un resumen de la discusión grabada". Hasta el momento únicamente la liturgia y la libertad religiosa han sido discutidas, pero el Obispo prevé que todas las demás discusiones consideradas necesarias lleguen a su fin para la primavera del año próximo.

A continuación se refiere a que Mons. de Galarreta, "al evaluar estas discusiones, él distingue entre el simple hecho de que se estén llevando a cabo y su contenido. Por lo que respecta a su contenido, dice que el equipo de la FSSPX está desilusionado con las discusiones orales porque, de acuerdo a lo que me comentó otro miembro del equipo, "Ellas carecen de precisión teológica. Dos líneas de pensamiento que no pueden encontrarse producen no un diálogo sino dos monólogos. Sin embargo, los Romanos son amables con nosotros, y así es que las reuniones se parecen menos al vinagre que a la mayonesa. Decimos lo que pensamos. No nos estamos dejando guiar por ilusiones". Pero el Obispo sí comenta que el producto escrito de las discusiones del antes y del después de las reuniones constituirá un expediente valioso para la demarcación de la Verdad Católica".

Refiriéndose a lo informado por el obispo Alfonso de Galarreta, agregó: "Por lo que respecta al simple hecho de las discusiones, el Obispo ve varias ventajas adicionales. En primer lugar, es bueno para los Romanos el que conozcan a los representantes de la FSSPX, y viceversa... En segundo lugar el simple hecho de que Roma en su nivel más alto está seriamente discutiendo la doctrina que expone la FSSPX otorga a la FSSPX crédito a los ojos de muchos sacerdotes de buena fe que forman parte de de la corriente dominante, y que de otra manera estarían inaccesibles a la Tradición. Y en tercer lugar, algunos de los mejores cerebros de Roma son ocasionalmente parados en seco por los argumentos católicos antiguos refrescados por la FSSPX".

El obispo finalizó haciendo un llamado a tener confianza sin límites en la Providencia de Dios que dirige su Iglesia y a rezar a la Madre de Dios "para que mantenga en cada uno de nosotros el amor de esa Verdad que solo puede salvar nuestras almas, y sin la cual no se puede restaurar la Autoridad Católica".

Estas declaraciones que revelan los detalles poco conocidos y los entretelones de esas discusiones teológicas se dan en un contexto interesante: Señala el vaticanista Sandro Magister que existen diversas voces que solicitan al Sumo Pontífice un documento donde se pronuncie de una manera definitiva sobre aquellas doctrinas que han causado severas discusiones sobre si conservan o no su continuidad con la Tradición y la fe de la Iglesia. Así, por ejemplo, se encuentra el libro "Concilio Ecumenico Vaticano II. Un discorso da fare" del teólogo tomista Brunero Gherardini, de 85 años de edad, canónico de la basílica de San Pedro, profesor emérito de la Pontificia Universidad Lateranense y director de la revista "Divinitas". El libro de Gherardini tiene al comienzo dos prefacios: uno de Albert Malcolm Ranjith, arzobispo de Colombo y ex secretario de la Congregación vaticana para el Culto Divino, y el otro de Mario Olivieri, obispo de Savona. Éste último afirma que se une "toto corde" a la súplica al Santo Padre.

Por su parte, en su reciente epílogo a "Zibaldone" de Romano Amerio (+), el profesor Enrico María Radaelli -discípulo de Armerio- recoge la propuesta de monseñor Gherardini. La obra de Amerio, filólogo y filósofo de primer nivel, se ha vuelto conocida en todo el mundo a causa de su ensayo publicado por primera vez en 1985 y traducido a muchos idiomas, titulado: "Iota unum. Studio delle variazioni della Chiesa cattolica nel secolo XX". Este autor dedicó medio siglo a la redacción de "Iota unum". Y también el tercer volumen -que tiene por título "Zibaldone"- de la "opera omnia", ha sido escrito en un lapso muy amplio, desde 1935 hasta 1996.

De ahí que no sería difícil que diversos grupos y personalidades católicas se sumaran a la petición de que el Papa definiese -de manera infalible- la doctrina tradicional católica en aquellos temas que fuese necesario, pues un documento de menor rango no terminaría con las disputas y posturas que favorecen el error modernista.
fonte:catolicidad

Entrevista al fundador de Gratis Date P. Iraburu: «Si los laicos dieran más la cara, quizás el mundo vería la Iglesia de otro modo»

 
El padre José María Iraburu, sacerdote, teólogo y escritor, reparte su tiempo entre Hispanoamérica y España, donde, en 1988, creó la Fundación Gratis Date, con la que evangeliza mediante la edición de libros de contenido religioso y moral con una presentación sobria a miles de fieles a un precio extraño hoy en día: gratis total. Análisis Digital publica hoy esta entrevista sobre la labor de la Fundación y sobre cómo evangelizar .

(Paloma Fernández/Análisis Digital) Don José María Iraburu ha hablado con Análisis Digital sobre la enorme labor que realiza esta Fundación y sobre cómo evangelizar en estos tiempos en los que la sociedad pone muchos obstáculos y se muestra cerrada a Cristo .
–¿Cómo surgió la idea de fundar Gratis Date? ¿A quién pretende ayudar esta iniciativa?
Recién ordenado estuve en Chile cinco años, y después, siendo profesor en Burgos, en la Facultad de Teología, casi todos los veranos he viajado a Chile, México, Argentina, etc. para dar ejercicios espirituales y cursillos, y sigo relacionándome con personas y grupos de allí. La Providencia quiso que una mitad de mi vida sacerdotal estuviera orientada a Hispanoamérica.
Siempre vi que allí los libros católicos son escasos y muy caros. Al menos tratándose de libros de importancia, la mayoría se editan en España, y con los portes y el cambio de moneda salen allí excesivamente caros. Con Don José Rivera (+1991), un santo sacerdote diocesano de Toledo, cuya causa de beatificación va adelante, y un grupo de laicos, pensamos en hacer una especie de Editorial que publicara pocos títulos, muy elegidos y en tiradas muy amplias, que siempre se repiten cuando la obra se agota. Así nació la Fundación GRATIS DATE en 1988, que desde entonces ha publicado unos 70 títulos, escritos por 26 autores.
–¿Cómo funciona la labor evangelizadora de Gratis Date? ¿Distribuyen obras en todo el mundo?
En la Fundación, viendo que la mediación de distribuidora y librería aumenta el precio del libro un 70 %, decidimos distribuir nuestras obras de modo directo. Nuestros libros se venden en España (un 15 %) y son enviados gratuitamente a Hispanoamérica (85 %). Recibimos los pedidos por correo, Apartado 2154 - 31080 Pamplona, o con mucha mayor frecuencia por e-mail a fundacion@gratisdate.org. De todos modos, nuestras publicaciones están íntegramente puestas al alcance de cualquiera en www.gratisdate.org
Los pedidos, efectivamente, nos llegan de todo el mundo. Han venido de Usuhaia, la más austral ciudad de Hispanoamérica, de San Petersburgo, de Madrid, de donde sea. Actualmente el mayor número de pedidos procede de Argentina.
Evidentemente nos mantenemos sobre todo gracias a los donativos, parte de ellos son fijos, periódicos, parte llegan en forma esporádica. De este modo se ha ido formando una parroquia virtual con muchos, asiduos y muy queridos feligreses de la Fundación.
El Santo Padre en la catequesis con motivo de la celebración del día de San Pedro y San Pablo habló de san José Cafasso en el 150 aniversario de su fallecimiento y le puso como ejemplo de vocación sacerdotal. Como teólogo, ¿cree que en la sociedad actual se ponen trabas a la misión apostólica de los sacerdotes? ¿Como les animaría en estos tiempos a cumplir su labor evangelizadora?
Que la sociedad actual está muy cerrada al Evangelio y le pone muchos obstáculos parece un dato cierto. Pero yo más veo el problema en la escasez y en la debilidad de la predicación del Evangelio. No es tanto que haya poca luz porque son muy amplias las tinieblas. Es al revés. Las tinieblas del mundo han cubierto grandes zonas de la vida humana, religión, cultura, arte, política, filosofía, educación, criterios morales, porque la luz del Evangelio se irradia sobre la sociedad presente de modo muy escaso y débil., porque hay pocos sacerdotes, pocos apóstoles laicos y religiosos y hay un predominio de un Evangelio naturalista, falsificado, al gusto del mundo.
¿Remedios? Los de siempre. Vida de oración: “comunicar a otros lo contemplado”. Sin oración falta luz y fuerza para evangelizar. Amor a la cruz: sin “parresía", sin perder la propia vida, sin superar el miedo a la persecución, no hay modo de evangelizar al mundo, y más bien el evangelizador se mundaniza. Fidelidad a Biblia, Tradición y Magisterio apostólico: es Cristo quien por la Iglesia “envía”, da la misión (la fuerza espiritual) para evangelizar.
¿Medios? Los de siempre. Homilías, catequesis, misiones populares, conversaciones personales, publicaciones, encuentros, jornadas, ejercicios espirituales, apostolado del libro, páginas en internet... Todo vale para que el Evangelio sea transmitido a los hombres. Pero hace falta que haya hombres configurados plenamente al Evangelio, es decir, a Cristo, para que puedan hablar de la abundancia del corazón.
–¿Cree que la Iglesia está perseguida en España? ¿Cómo podría preservarse la unidad de la Iglesia que muchos intentan quebrantar?
Que la Iglesia está en España perseguida por los actuales poderes políticos y mediáticos –leyes, promoción de criterios y costumbres perversos, televisión, cine, prensa, editoriales, Educación para la Ciudadanía, etc.– me parece obvio.
También me parecen obvias las claves para promover la unidad interna de la Iglesia. Son las claves de los santos. Fidelidad al Magisterio apostólico, que nos asegura en la verdad bíblica y tradicional católica (la verdad es única, une; los errores son múltiples, dividen). Y la caridad fraterna entre los cristianos: es el amor la fuerza unitiva por excelencia. Pero no cualquier amor, sino el amor de Dios, que ha sido difundido en nuestros corazones por el Espíritu Santo que nos ha sido dado (Rm 5,5).
–Muchos medios de comunicación distorsionan a la Iglesia católica reduciéndola únicamente a su jerarquía cuando la Iglesia es el pueblo de Dios y la jerarquía es sólo una parte de ella, ¿a qué cree que se puede deber?
Si esos medios “distorsionan” la verdad de la Iglesia, la culpa principal será de ellos. La información religiosa suele ser de una pésima calidad en dichos medios. Tienen personas especializadas en política nacional o internacional, sucesos, fútbol, música, modas, cocina, etc., pero normalmente los que tratan de temas religiosos no tienen ni idea de lo que tratan, a no ser que sean sacerdotes o religiosos secularizados, y entonces la cosa se pone peor. Como si me ponen a mí a hacer la crónica de un desfile de modelos. La mala información que dan sobre la Iglesia suele proceder unas veces de ignorancia y otras de mala voluntad, y en ocasiones de las dos.
En cuanto a la Iglesia misma, lleva ya mucho tiempo propugnando la participación de los laicos en el apostolado y la liturgia, en la cultura y la política, en los medios de comunicación social, en todo. Pero esa participación no es tan numerosa y tan potente y atrevida como sería de desear y de esperar. Entonces el mundo tiende a ver la Iglesia más como Papa-obispos-sacerdotes que como pueblo cristiano seglar. Si los laicos dieran más la cara, e hicieran suyos plenamente los combates del Reino de Dios en este mundo, quizá el mundo veríaa la Iglesia de otro modo, más conforme a su Verdad.
fonte:infocatólica

the First Mass pictures of Rev. John Dumas who was ordained the day before Pentecost at Blessed Sacrament Cathedral by Archbishop Allen H. Vigneron. Fr. Dumas was the celebrant for a Solemn High Mass in the extraordinary form at Assumption Grotto, his home parish.

 


First Mass Pictures of Rev. John Dumas


Finally, I was able to get to the First Mass pictures of Rev. John Dumas who was ordained the day before Pentecost at Blessed Sacrament Cathedral by Archbishop Allen H. Vigneron.  Fr. Dumas was the celebrant for a Solemn High Mass in the extraordinary form at Assumption Grotto, his home parish.  On July 1, 2010 he becomes associate pastor at St. Isidore Parish in Macomb.

I did not get to photograph the entire Mass because I sing in the choir.  This was an orchestra Mass - Haydn's Paukenmesse - and it was conducted by Grotto's pastor, Rev. Eduard Perrone.

Below is a slideshow of the photos.  I suggest setting the speed to fast.  Below the slideshow is a direct link to the gallery at my Smugmug account.



  fonte:Te Deum Laudamus

Missa Gregoriana cantada em Chicago ,U:S:A:,na Igreja de S.João de Câncio

 
 
 


 

Le Concile Vatican II à nouveau en débat avec un nouveau livre de Romano Amerio

   
Sandro Magister signale la sortie du troisième volume des œuvres de Romano Amerio, auteur fameux de Iota Unum, que le vaticaniste n’hésite pas à qualifier de « l’un des plus grands intellectuels chrétiens du XXe siècle. » Intitulé Zibaldone, ce livre réunit  « de brèves pensées, des aphorismes, des récits, des citations d’auteurs classiques, des dialogues moraux, des commentaires d’évènements quotidiens. »
Sandro Magister en cite une à titre d’exemple :
« L’autodestruction de l’Église déplorée par Paul VI dans son célèbre discours prononcé au Séminaire Lombard le 11 septembre 1974 devient de jour en jour plus évidente. Déjà, pendant le concile, le cardinal Heenan (primat d’Angleterre) regrettait que les évêques eussent cessé d’exercer l’office du magistère, mais il se consolait en remarquant que cet office était pleinement conservé dans le Pontificat Romain. Cette remarque était fausse, elle l’est encore. Aujourd’hui le magistère des évêques a cessé et celui du pape aussi. Aujourd’hui, le magistère est exercé par des théologiens qui ont désormais marqué toutes les opinions du peuple chrétien et disqualifié le dogme de la foi. J’en ai eu une démonstration impressionnante en écoutant hier soir le théologien de Radio Maria. Il niait, sans crainte et tout à fait tranquillement, des articles de foi. Il enseignait [...] que les païens, à qui l’Évangile n’est pas annoncé, parviennent à la vision béatifique s’ils suivent les lois de la justice naturelle et s’ils s’appliquent à chercher Dieu avec sincérité. Cette doctrine des modernes est très ancienne dans l’Église mais elle a toujours été condamnée comme étant une erreur. Mais les théologiens de jadis, tout en maintenant le dogme de foi, sentaient toutes les difficultés que rencontre le dogme et ils s’efforçaient de les vaincre grâce à des réflexions profondes. Les théologiens modernes, au contraire, ne perçoivent pas les difficultés intrinsèques du dogme, mais ils courent tout droit à la 'lectio facilior' et mettent au grenier tous les décrets doctrinaux du magistère. Et ils ne se rendent pas compte que, ce faisant, ils nient la valeur du baptême et tout l’ordre surnaturel, c’est-à-dire toute notre religion. Le refus du magistère est également répandu dans d’autres domaines. L’enfer, l’immortalité de l’âme, la résurrection de la chair, l’immutabilité de Dieu, l’historicité du Christ, le fait que la sodomie soit une faute, le caractère sacré et indissoluble du mariage, la loi naturelle, la primauté du divin, sont autant de sujets dans lesquels le magistère des théologiens a éliminé celui de l’Église. Cette arrogance des théologiens est le phénomène le plus manifeste de l’autodestruction ».
 
Plus largement, toute la question est de savoir si il y a eu rupture ou non au Concile Vatican II avec l'enseignement antérieur. L’éditeur du livre de Romano Amerio , Enrico Maria Radaelli, à partir de travaux d'Amerio et aussi de ceux de Mgr Gherardini, estime que l’on ne peut pas se contenter d’expliciter le sens des documents conciliaires. Sandro Magister note à ce sujet :
« En effet, selon Radaelli, clarifier le sens des documents conciliaires ne suffit pas, si cette clarification est ensuite offerte à l’Église avec le même style inefficace d'enseignement "pastoral" qui est entré en usage avec le concile, style qui propose au lieu d’imposer. Si l'abandon du principe d’autorité et le "discussionisme" sont la maladie de l’Église conciliaire et postconciliaire, il est nécessaire d’agir en sens inverse pour en sortir, écrit Radaelli. La plus haute hiérarchie de l’Église doit clore la discussion par une déclaration dogmatique "ex cathedra", infaillible et contraignante. Elle doit frapper d’anathème ceux qui n’obéissent pas et bénir ceux qui obéissent. »
Sortir de l'enseignement « pastoral » pour revenir à un véritable enseignement catholique et aux définitions ex cathedra, est certainement la voie douloureuse, mais nécessaire, pour l'Église. Il faut que celle-ci retrouve le sens de son autorité.
On lira donc avec un grand intérêt cet article de Sandro Magister, en notant que si à Rome et en Italie le débat sur Vatican II est ouvert, c'est encore loin, très loin d'être le cas en France…
fonte:http://www.summorum-pontificum.fr/