http://4.bp.blogspot.com/_14vrv7ni7HM/TLYyK0PS85I/AAAAAAAABU8/h4xBT0R8kQU/s1600/20101013225550_D0064009.jpg

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Il modernismo invece è una vera e propria religione a sé stante, con i propri dogmi e la propria teologia morale.

Maledetta eresia modernista!

La discesa dei modernisti
Nella Chiesa Cattolica è legittimo avere delle sensibilità diverse, purché non siano in contrasto con la Dottrina di sempre. Pensiamo ad esempio ai riti liturgici delle Chiese orientali, i quali sono perfettamente legittimi e ortodossi, anche se molto diversi dai riti latini.

Il modernismo invece è una vera e propria religione a sé stante, con i propri dogmi e la propria teologia morale. Chi non è d'accordo con questa mia affermazione significa che ritiene legittimo che all'interno della Chiesa ci possa essere qualcuno che sostenga anche una sola eresia. Del resto, anche il Codice di Diritto Canonico commina la pena della scomunica “automatica” (nel gergo canonico si dice “latae sentenziae”) a quei cattolici che abbracciano in maniera pervicace una dottrina eterodossa.

Ecco una serie di dottrine eretiche professate dai modernisti:

- i dogmi possono cambiare in base alle mutate condizioni culturali

- tutte le religioni sono uguali

- Gesù non è l'unico Salvatore del mondo

- Gesù non è risorto corporalmente, ma solo spiritualmente

- Gesù è presente solo simbolicamente nel Santissimo Sacramento

- Gesù non sapeva di essere Dio

- Gesù non sapeva che sarebbe morto in croce

- la Messa non è la rinnovazione incruenta del Santo Sacrificio di Cristo

- il Papa non è mai infallibile

- la Madonna non fu sempre vergine, ma ebbe altri figli

- Adamo ed Eva non furono i soli “primi” esseri umani

- i testi originali della Sacra Scrittura possono contenere delle bugie

- l'inferno non è eterno

- il diavolo non esiste

- il purgatorio è un'invenzione medievale

- le donne possono ricevere validamente l'ordine sacro

- nessuno può dannarsi, perché Dio è infinitamente misericordioso

- coloro che hanno l'opzione preferenziale per il bene, non peccano mai mortalmente

- i divorziati che si risposano con un altro coniuge non commettono adulterio

- le convivenze prematrimoniali hanno un valore presacramentale

- gli anticoncezionali sono moralmente leciti

- anche le coppie omosessuali sono bene accette da Dio

- è inutile confessare i peccati al sacerdote, poiché tanto Dio li conosce già

Questi sono solo alcuni dei gravi errori riguardanti la fede e la morale che dilagano tra i fedeli. Viene voglia di piangere se si pensa al grave danno spirituale che subiscono le anime. Maledetta eresia modernista! Aveva ragione San Pio X a definirla “la sintesi di tutte le eresie”. Non dobbiamo arrenderci, poiché Gesù ha promesso che le porte dell'inferno non prevarranno sulla Chiesa. Non ci rimane che pregare e rifugiarci sotto il presidio della Beata Vergine Maria, nostra Sovrana e Condottiera di tutte le vittorie. La Regina dell'Universo ci ha promesso che alla fine il suo Cuore Immacolato trionferà!

tratto da http://cordialiter.blogspot.com/2010/09/colei-che-sconfiggera-i-dogmi.html
 
visto em:una Fides

Msgr. Fernando Arêas Rifan, Ordinary of the Personal Apostolic Administration of Saint John Mary Vianney, celebrated Pontifical Mass in the Extraordinary Form on Sunday 19 September in the Old Cathedral of Rio de Janeiro.

 Msgr. Rifan's Pontifical Mass in Rio de Janeiro

 Here are some pictures:






(Source.)

Msgr. Rifan, incidentally, was received this monday in private audience by the Holy Father, in the context of the ad limina visits of the Brazilian bishops.




(Source.)

(H/t for both to Subsídios litúrgicos.) 

visto em :new liturgical movement

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Hoje é a Festa de São Miguel Arcanjo e consagramos o nosso Blog "Missa Tridentina em Portugal" ao glorioso Princípe das Milícias celestes para que nos proteja e defenda de todos os inimigos a nós e a todos os amigos que nos visitam.

Bento XVI : Queridos amigos, a oração pessoal e litúrgica, especialmente a Liturgia das Horas e a Santa Missa, são a raiz da experiência espiritual de Santa Matilde de Hackeborn. Deixando-se guiar pela Sagrada Escritura e nutrir pelo Pão Eucarístico, ela percorreu um caminho de íntima união com o Senhor, sempre na plena fidelidade à Igreja. Isso é também para nós um forte convite a intensificar nossa amizade com o Senhor, sobretudo através da oração cotidiana e da participação atenta, fiel e ativa da Santa Missa. A Liturgia é uma grande escola de espiritualidade.

http://de.academic.ru/pictures/dewiki/66/BentoXVI-30-10052007.jpg
Intervenção na audiência geral de hoje

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 29 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - Apresentamos, a seguir, a catequese dirigida pelo Papa aos grupos de peregrinos do mundo inteiro, reunidos na Praça de São Pedro para a audiência geral.
***
Queridos irmãos e irmãs:
Hoje, eu gostaria de falar-vos sobre Santa Matilde de Hackeborn, uma das grandes figuras do mosteiro de Helfta, que viveu no século XIII. Sua irmã religiosa, Santa Gertrudes a Grande, no IV livro da obra Liber specialis gratiae (O livro da graça especial), no qual se narram as graças especiais que Deus outorgou a Santa Matilde, afirma: "O que escrevemos é bem pouco em comparação com o que omitimos. Unicamente para a glória de Deus e utilidade do próximo publicamos estas coisas, porque nos pareceria injusto manter o silêncio sobre tantas graças que Matilde recebeu de Deus, não tanto para ela mesma, segundo nosso parecer, mas para nós e para os que virão depois de nós" (Mechthild von Hackeborn, Liber specialis gratiae, VI, 1).
Esta obra foi redigida por Santa Gertrudes e por outra irmã de Helfta e tem uma história singular. Matilde, aos 50 anos, atravessava uma grave crise espiritual, unida a sofrimentos físicos. Nestas condições, confiou a duas irmãs amigas as graças singulares com as quais Deus a havia guiado desde a infância, mas não sabia que elas anotavam tudo. Quando soube disso, sentiu-se profundamente angustiada e turbada. Mas o Senhor a consolou, fazendo-lhe compreender que o que se havia escrito era para a glória de Deus e para o bem do próximo (cf. ibid., II,25; V,20). Assim, esta obra é a principal fonte para obter informações sobre a vida e a espiritualidade da nossa santa.
Com ela, nós nos introduzimos na família do Barão de Hackeborn, uma das mais nobres, ricas e poderosas da Turíngia, emparentada com o imperador Frederico II, e entramos no mosteiro de Helfta no período mais glorioso da sua história. O Barão já havia dado uma filha ao mosteiro, Gertrudes de Hackeborn (1231/1232 - 1291/1292), dotada de uma destacada personalidade. Abadessa durante 40 anos, foi capaz de deixar uma marca peculiar na espiritualidade do mosteiro, levando-o a um florescimento extraordinário como centro de mística e de cultura, escola de formação científica e teológica. Gertrudes ofereceu às monjas uma elevada instrução intelectual, que lhes permitia cultivar uma espiritualidade fundada na Sagrada Escritura, na Liturgia, na tradição patrística, na Regra e espiritualidade cistercienses, com particular predileção por São Bernardo de Claraval e Guilherme de Saint-Thierry. Foi uma verdadeira mestra, exemplar em tudo, na radicalidade evangélica e no zelo apostólico. Matilde, desde a sua juventude, acolheu e vivenciou o clima espiritual e cultural criado pela sua irmã, oferecendo depois sua marca pessoal.
Matilde nasceu em 1241 ou 1242, no castelo de Helfta; é a terceira filha do Barão. Aos 7 anos, junto à sua mãe, visitou sua irmã Gertrudes no mosteiro de Rodersdorf. Ficou tão fascinada por esse ambiente, que desejou ardentemente fazer parte dele. Entrou como educanda e, em 1258, converteu-se em monja do convento, que, no entanto, havia se transferido a Helfta, na propriedade dos Hackeborn. Distinguiu-se pela humildade, fervor, amabilidade, limpeza e inocência de vida, familiaridade e intensidade na relação com Deus, com Nossa Senhora e com os santos. Estava dotada de elevadas qualidades naturais e espirituais, como "a ciência, a inteligência, o conhecimento das letras humanas, a voz de uma suavidade maravilhosa: tudo a tornava adequada para ser um verdadeiro tesouro para o mosteiro, sob todos os aspectos" (Ibid., Proemio). Assim, o "rouxinol de Deus" - como era chamada -, ainda muito jovem, converteu-se em diretora da escola do mosteiro, diretora do coro e mestra de noviças, serviço que levou a cabo com talento e infatigável zelo, não somente em benefício das monjas, mas de todo aquele que desejasse acudir à sua sabedoria e bondade.
Iluminada pelo dom divino da contemplação mística, Matilde compôs numerosas orações. É mestra de fiel doutrina e de grande humildade, conselheira, consoladora, guia no discernimento: "Ela - lê-se - distribuía a doutrina com uma abundância que nunca tinha sido vista no mosteiro, e temos - oh! - grande temor de que nunca se volte a ver algo semelhante. As monjas se reuniam ao seu redor para escutar a palavra de Deus, como a um pregador. Era o refúgio e a consoladora de todos e tinha, como dom singular de Deus, a graça de revelar livremente os segredos do coração de cada um. Muitas pessoas, não só no mosteiro, mas também estranhos, religiosos e leigos, vindos de longe, testemunhavam que esta santa virgem lhes havia libertado de suas penas e que nunca haviam provado tanto consolo como ao seu lado. Além disso, ela compôs e ensinou tantas orações que, se fossem reunidas, superariam o volume de um saltério" (Ibid., VI,1).
Em 1261, chegou ao convento uma menina de 5 anos, de nome Gertrudes: foi confiada aos cuidados de Matilde, com apenas 20 anos, que a educou e guiou na vida espiritual até fazer dela não somente sua discípula excelente, mas sua confidente. Em 1271 ou 1272, entrou no mosteiro também Matilde de Magdeburgo. O lugar acolheu, assim, 4 grandes mulheres - duas Gertrudes e duas Matildes -, glória do monaquismo germânico. Em sua longa vida transcorrida no mosteiro, Matilde passou por contínuos e intensos sofrimentos, aos quais acrescentou as duríssimas penitências escolhidas para a conversão dos pecadores. Dessa forma, participou da paixão do Senhor até o final da sua vida (cf. ibid., VI, 2). A oração e a contemplação foram o adubo vital da sua existência: as revelações, seus ensinamentos, seu serviço ao próximo, seu caminho na fé e no amor têm aqui sua raiz e seu contexto. No primeiro livro da obra Liber specialis gratiae, as redatoras recolhem as confidências de Matilde indicadas nas festas do Senhor, dos santos e, de modo especial, de Nossa Senhora. É impressionante a capacidade que esta santa tinha de viver a Liturgia em seus vários componentes, inclusive os mais simples, levando-a à vida monástica cotidiana. Algumas imagens, expressões, aplicações talvez estejam longe da nossa sensibilidade, mas, se considerarmos a vida monástica e sua tarefa de mestra e diretora de coro, perceberemos sua singular capacidade de educadora e formadora, que ajuda suas irmãs a viverem intensamente, partindo da Liturgia, cada momento da vida monástica.
Na oração litúrgica, Matilde deu particular importância às h oras canônicas, à celebração da santa Missa, sobretudo à santa Comunhão. Nesse momento, ela frequentemente se elevava em êxtase, em uma intimidade profunda com o Senhor em seu coração ardentíssimo e dulcíssimo, em um diálogo estupendo, no qual pedia iluminação interior, enquanto intercedia de modo especial por sua comunidade e pelas suas irmãs. No centro, estão os mistérios de Cristo, aos quais Nossa Senhora remete constantemente, para caminhar pela senda da santidade: "De desejas a verdadeira santidade, fica perto do meu Filho; Ele é a própria santidade que santifica tudo" (Ibid., I,40). Nesta sua intimidade com Deus está presente o mundo inteiro, a Igreja, os benfeitores, os pecadores. Para ela, céu e terra se unem.
Suas visões, seus ensinamentos, as circunstâncias da sua existência são descritas com expressões que evocam a linguagem litúrgica e bíblica. Capta-se, assim, seu profundo conhecimento da Sagrada Escritura, seja tomando símbolos, termos, paisagens, imagens ou personagens. Sua predileção era pelo Evangelho: "As palavras do Evangelho eram para ela um alimento maravilhoso e suscitavam em seu coração sentimentos de tal doçura, que frequentemente, pelo entusiasmo, não conseguia terminar sua leitura... A forma como lia estas palavras era tão fervente, que suscitava a devoção em todos. Assim também, quando cantava no coro, estava toda absorta em Deus, transportada por tal ardor, que às vezes manifestava seus sentimentos com os gestos... Outras vezes, elevada em êxtase, não ouvia quem a chamava ou a movia e com dificuldade recuperava o sentido das coisas exteriores" (Ibid., VI, 1). Em uma das suas visões, o próprio Jesus lhe recomenda o Evangelho; abrindo-lhe a ferida do seu dulcíssimo Coração, disse-lhe: "Considera quão imenso é meu amor; se queres conhecê-lo bem, em nenhum lugar o encontrarás expresso mais claramente que no Evangelho. Ninguém jamais sentiu a expressão de sentimentos mais fortes e mais ternos que estes: como meu Pai me amou, assim eu vos amei (Jo 15, 9)" (Ibid., I,22).
Queridos amigos, a oração pessoal e litúrgica, especialmente a Liturgia das Horas e a Santa Missa, são a raiz da experiência espiritual de Santa Matilde de Hackeborn. Deixando-se guiar pela Sagrada Escritura e nutrir pelo Pão Eucarístico, ela percorreu um caminho de íntima união com o Senhor, sempre na plena fidelidade à Igreja. Isso é também para nós um forte convite a intensificar nossa amizade com o Senhor, sobretudo através da oração cotidiana e da participação atenta, fiel e ativa da Santa Missa. A Liturgia é uma grande escola de espiritualidade.
A discípula Gertrudes descreve com expressões intensas os últimos momentos da vida de Santa Matilde de Hackeborn, duríssimos, mas iluminados pela presença da Beatíssima Trindade, do Senhor, de Nossa Senhora, de todos os santos, e também de sua irmã de sangue, Gertrudes. Quando chegou a hora em que o Senhor quis levá-la com Ele, ela lhe pediu para poder viver mais um pouco no sofrimento pela salvação das almas, e Jesus se comprazeu por este último sinal de amor.
Matilde tinha 58 anos. Percorreu o último trecho do caminho caracterizado por 8 anos de graves doenças. Sua obra e sua fama de santidade se difundiram amplamente. Chegada a sua hora, "o Deus de Majestade (...), única suavidade da alma que o ama (...), cantou-lhe: Venite vos, benedicti Patris mei... (Vinde, benditos do meu Pai, vinde receber o Reino) e a associou à sua glória" (Ibid., VI,8).
Santa Matilde de Hackeborn nos confia ao Sagrado Coração de Jesus e a Nossa Senhora. Convida a louvar o Filho com o Coração da Mãe e venerar Maria com o Coração do Filho: "Eu vos saúdo, ó Virgem veneradíssima, neste dulcíssimo orvalho, que do Coração da Santíssima Trindade se difundiu em vós; eu vos saúdo na glória e no gozo com que agora vos alegrais eternamente, Vós que, com preferência a todas as criaturas da terra e do céu, fostes escolhida antes ainda da criação do mundo! Amém" (Ibid., I, 45).
[No final da audiência, o Papa cumprimentou os peregrinos em vários idiomas. Em português, disse:]
Queridos irmãos e irmãs:Santa Matilde de Hackeborn foi uma das grandes figuras do monaquismo alemão no século XIII. Desde criança sentiu-se chamada à vida religiosa, vindo a fazer parte da comunidade do mosteiro de Helfa, no período mais glorioso da sua história, onde se oferecia uma sólida formação intelectual e espiritual fundada na Sagrada Escritura, na Liturgia, na Tradição Patrística e na regra cisterciense. As elevadas qualidades naturais e espirituais de que era dotada, associadas ao dom divino da contemplação mística, faziam que muitas pessoas, às vezes vindas de longe, a procurassem para encontrar o consolo dos seus sábios conselhos. De fato, ao deixar-se guiar pela Sagrada Escritura e nutrindo-se pelo Pão eucarístico, Matilde percorreu um caminho de íntima união com o Senhor, entrando em diálogo com o seu dulcíssimo e ardente Coração, fonte de luzes interiores e ocasião de intercessão pelas suas irmãs. Pouco após a sua morte, a sua obra e a sua fama de santidade já tinham se difundido grandemente.
Saúdo, com fraterna amizade, os peregrinos vindos de Portugal e dos demais países de língua portuguesa, cuja romagem se detém hoje junto do túmulo de São Pedro e nesta audiência com o seu Sucessor: obrigado pela vossa presença e oração! Peço a Cristo Senhor que guarde no seu Coração Sagrado as vossas famílias e comunidades cristãs, abençoando a todos com a sua paz e o seu amor.
[Tradução: Aline Banchieri.
©Libreria Editrice Vaticana]

Benedicto XVI : Queridos amigos, la oración personal y litúrgica, especialmente la Liturgia de las Horas y la Santa Misa son la raíz de la experiencia espiritual de santa Matilde de Hackeborn. Dejándose guiar por la Sagrada Escritura y nutrir por el Pan eucarístico, Ella recorrió un camino de íntima unión con el Señor, siempre en la plena fidelidad a la Iglesia. Esto es también para nosotros una fuerte invitación a intensificar nuestra amistad con el Señor, sobre todo a través de la oración cotidiana y la participación atenta, fiel y activa en la Santa Misa.



Hoy en la Audiencia General

CIUDAD DEL VATICANO, miércoles 2 de septiembre de 2010 (ZENIT.org).- Ofrecemos a continuación la catequesis que el Papa Benedicto XVI dirigió hoy a los miles de peregrinos reunidos en la Plaza de San Pedro para la audiencia general.
* * * * *
Queridos hermanos y hermanas,
hoy quisiera hablaros de santa Matilde de Hackeborn, una de las grandes figuras del monasterio de Helfta, que vivió en el siglo XIII. Su hermana religiosa santa Gertrudis la Grande, en el VI libro de la obra Liber specialis gratiae (El libro de la gracia especial), en el que se narran las gracias especiales que Dios otorgó a santa Matilde, afirma así: “Lo que hemos escrito es bien poco en comparación con lo que hemos omitido. Únicamente para gloria de Dios y utilidad del prójimo publicamos estas cosas, porque nos parecería injusto mantener el silencio sobre tantas gracias que Matilde recibió de Dios no tanto para ella misma, en nuestro parecer, sino para nosotros y para los que vendrán después de nosotros” (Mechthild von Hackeborn, Liber specialis gratiae, VI, 1).
Esta obra fue redactada por santa Gertrudis y por otra hermana de Helfta y tiene una historia singular. Matilde, a la edad de cincuenta años, atravesaba una grave crisis espiritual, unida a sufrimientos físicos. En estas condiciones confió a dos hermanas amigas las gracias singulares con las que Dios la había guiado desde la infancia, pero no sabía que éstas lo anotaban todo. Cuando lo supo, se sintió profundamente angustiada y turbada. Pero el Señor la consoló, haciéndole comprender que cuanto se había escrito era para gloria de Dios y para bien del prójimo (cfr ibid., II,25; V,20). Así, esta obra es la fuente principal de la que obtener informaciones sobre la vida y la espiritualidad de nuestra Santa.
Con ella nos introducimos en la familia del Barón de Hackeborn, una de las más nobles, ricas y poderosas de Turingia, emparentada con el emperador Federico II, y entramos en el monasterio de Helfta en el periodo más glorioso de su historia. El Barón había ya dado al monasterio una hija, Gertrudis de Hackeborn (1231/1232 - 1291/1292), dotada de una destacada personalidad. Abadesa durante cuarenta años, capaz de dar una impronta peculiar a la espiritualidad del monasterio, llevándolo a un florecimiento extraordinario como centro de mística y de cultura, escuela de formación científica y teológica. Gertrudis ofreció a las monjas una elevada instrucción intelectual, que les permitía cultivar una espiritualidad fundada en la Sagrada Escritura, en la Liturgia, en la tradición Patrística, en la Regla y espiritualidad cisterciense, con particular predilección por san Bernardo de Claraval y Guillermo de St-Thierry. Fue una verdadera maestra, ejemplar en todo, en la radicalidad evangélica y en el celo apostólico. Matilde, desde su juventud, acogió y gustó el clima espiritual y cultural creado por su hermana, ofreciendo después su impronta personal.
Matilde nació en 1241 o 1242 en el castillo de Helfta; es la tercera hija del Barón. A los siete años con su madre, visitó a su hermana Gertrudis en el monasterio de Rodersdorf. Quedó tan fascinada por ese ambiente que deseaba ardientemente formar parte de él. Entró como educanda y en 1258 se convirtió en monja del convento, que entre tanto se había transferido a Helfta, en la propiedad de los Hackeborn. Se distinguió por la humildad, fervor, amabilidad, limpieza e inocencia de vida, familiaridad e intensidad con que vivió su relación con Dios, la Virgen y los Santos. Estaba dotada de elevadas cualidades naturales y espirituales, como “la ciencia, la inteligencia, el conocimiento de las letras humanas, la voz de una suavidad maravillosa: todo la hacía adecuada para ser un verdadero tesoro para el monasterio bajo todos los aspectos” (Ibid., Proemio). Así, “el ruiseñor de Dios” – como se la llamaba – aún muy joven, se convirtió en directora de la escuela del monasterio, directora del coro, y maestra de novicias, servicios que llevó a cabo con talento e infatigable celo, no sólo en beneficio de las monjas, sino de todo el que deseara acudir a su sabiduría y bondad.
Iluminada por el don divino de la contemplación mística, Matilde compuso numerosas oraciones, Es maestra de fiel doctrina y de gran humildad, consejera, consoladora, guía en el discernimiento: “Ella – se lee – distribuía la doctrina con tanta abundancia que nunca se había visto en el monasterio, y tenemos, ¡ay! gran temor de que nunca vuelva a verse algo semejante. Las monjas se reunían a su alrededor para escuchar la palabra de Dios, como a un predicador. Era el refugio y la consoladora de todos, y tenía, como don singular de Dios, la gracia de revelar libremente los secretos del corazón de cada uno. Muchas personas, no sólo en el monasterio, sino también extraños, religiosos y seglares, llegados de lejos, atestiguaban que esta santa virgen les había liberado de sus penas y que nunca habían probado tanto consuelo como a su lado. Compuso además y enseñó tantas oraciones que si se reuniesen, superarían el volumen de un salterio” (Ibid., VI,1).

En 1261 llegó al convento una niña de cinco años de nombre Gertrudis: fue confiada a los cuidados de Matilde, con apenas veinte años, que la educa y la guía en la vida espiritual hasta hacer de ella no sólo su discípula excelente, sino su confidente. En 1271 o 1272 entra en el monasterio también Matilde de Magdeburgo. El lugar acogió así a cuatro grandes mujeres – dos Gertrudis y dos Matildes –, gloria del monaquismo germánico. En su larga vida transcurrida en el monasterio, Matilde sufrió continuos e intensos sufrimientos, a los que añadió las durísimas penitencias elegidas para la conversión de los pecadores. De este modo participó en la pasión del Señor hasta el final de su vida (cfr ibid., VI, 2). La oración y la contemplación fueron el humus vital de su existencia: las revelaciones, sus enseñanzas, su servicio al prójimo, su camino en la fe y en el amor tienen aquí su raíz y su contexto. En el primer libro de la obra Liber specialis gratiae, las redactoras recogen las confidencias de Matilde señaladas en las fiestas del Señor, de los santos y, de modo especial, de la Beata Virgen. Es impresionante la capacidad que esta santa tenía de vivir la Liturgia en sus varios componentes, incluso los más sencillos, llevándola a la vida monástica cotidiana. Algunas imágenes, expresiones, aplicaciones quizás están alejadas de nuestra sensibilidad, pero, si se considera la vida monástica y su tarea de maestra y directora de coro, se nota su singular capacidad de educadora y formadora, que ayuda a sus hermanas a vivir intensamente, partiendo de la Liturgia, cada momento de la vida monástica.
En la plegaria litúrgica Matilde dio particularmente relieve a las horas canónicas, a la celebración de la santa Misa, sobre todo a la santa Comunión. En ese momento a menudo se elevaba en éxtasis en una intimidad profunda con el Señor en su Corazón ardentísimo y dulcísimo, en un diálogo estupendo, en el que pedía iluminación interior, mientras intercedía de modo especial por su comunidad y por sus hermanas. En el centro están los misterios de Cristo hacia los cuales la Virgen María remite constantemente para caminar por el camino de la santidad: “Si deseas la verdadera santidad, estate cerca de mi Hijo; él es la santidad misma que lo santifica todo” (Ibid., I,40). En esta intimidad suya con Dios está presente el mundo entero, la Iglesia, los benefactores, los pecadores. Para ella Cielo y tierra se unen.
Sus visiones, sus enseñanzas, las circunstancias de su existencia se describen con expresiones que evocan el lenguaje litúrgico y bíblico. Se capta así su profundo conocimiento de la Sagrada Escritura, su pan cotidiano. Recurre continuamente a ella, sea valorando los textos bíblicos leídos en la liturgia, sea tomando símbolos, términos, paisajes, imágenes, personajes. Su predilección era por el Evangelio: “Las palabras del Evangelio eran para ella un alimento maravilloso y suscitaban en su corazón sentimientos de tal dulzura que a menudo por el entusiasmo no podía terminar su lectura… El modo como leía esas palabras era tan ferviente que suscitaba la devoción en todos. Así también, cuando cantaba en el coro, estaba toda absorta en Dios, transportada por tal ardor que a veces manifestaba sus sentimientos con los gestos... Otras veces, elevada en éxtasis, no oía a las que la llamaban o la movían y a duras penas recuperaba el sentido de las cosas exteriores” (Ibid., VI, 1). En una de sus visiones, Jesús mismo le recomienda el Evangelio; abriéndole la herida de su dulcísimo Corazón, le dijo: “Considera cuán inmenso es mi amor: si quieres conocerlo bien, en ningún lugar lo encontrarás expresado más claramente que en el Evangelio. Nadie ha sentido nunca expresar sentimientos más fuertes y más tiernos que estos: Como mi Padre me ha amado, así os he amado yo (Jn. 15, 9)” (Ibid., I,22).
Queridos amigos, la oración personal y litúrgica, especialmente la Liturgia de las Horas y la Santa Misa son la raíz de la experiencia espiritual de santa Matilde de Hackeborn. Dejándose guiar por la Sagrada Escritura y nutrir por el Pan eucarístico, Ella recorrió un camino de íntima unión con el Señor, siempre en la plena fidelidad a la Iglesia. Esto es también para nosotros una fuerte invitación a intensificar nuestra amistad con el Señor, sobre todo a través de la oración cotidiana y la participación atenta, fiel y activa en la Santa Misa. La Liturgia es una gran escuela de espiritualidad.
La discípula Gertrudis describe con expresiones intensas los últimos momentos de la vida de santa Matilde de Hackeborn, durísimos, pero iluminados por la presencia de la Beatísima Trinidad, del Señor, de la Virgen, de todos los Santos, y también de su hermana de sangre Gertrudis. Cuando llegó la hora en que el Señor quiso llevarla con Él, ella le pidió poder vivir un poco más en el sufrimiento por la salvación de las almas, y Jesús se complació por este ulterior signo de amor.
Matilde tenía 58 años. Recorrió el último trecho del camino caracterizado por ocho años de graves enfermedades. Su obra y su fama de santidad se difundieron ampliamente. Llegada su hora, “el Dios de Majestad ... única suavidad del alma que le ama ... le cantó: Venite vos, benedicti Patris mei ... Venid, vosotros benditos de mi Padre, venid a recibir el reino ... y la asoció a su gloria” (Ibid., VI,8).
Santa Matilde de Hackeborn nos confía al Sagrado Corazón de Jesús y a la Virgen María. Invita a alabar al Hijo con el Corazón de la Madre y a alabar a María con el Corazón del Hijo: “¡Os saludo, oh Virgen veneradísima, en ese dulcísimo rocío, que del Corazón de la santísima Trinidad se difundió en vos; os saludo en la gloria y en el gozo con que ahora os alegráis eternamente, vos que con preferencia a todas las criaturas de la tierra y del cielo, fuisteis elegida antes aún de la creación del mundo! Amén” (Ibid., I, 45).
[Traducción del original italiano por Inma Álvarez
©Libreria Editrice Vaticana]

A TESE DE MONSENHOR GHERARDINI recomenda que se retome a posição da minoria conciliar durante o Vaticano II.

A pastoralidade e a infalibilidade do Concílio Vaticano II : Monsenhor Brunero, teólogo de renome e muito respeitado por Bento XVI, tratou largamente desse problema em seu livro, acima citado. Quem introduziu o termo pastoral no Vaticano II foi o Papa João XXIII que, em seu discurso de abertura, estabeleceu os limites da autoridade do Concílio que convocara, dizendo: “VI - 4. A finalidade principal deste Concílio não é, portanto, a discussão de um ou outro tema da doutrina fundamental da Igreja, repetindo e proclamando o ensino dos Padres e dos Teólogos antigos e modernos, que se supõe sempre bem presente e familiar ao nosso espírito. “5. Para isto, não havia necessidade de um Concílio. Mas da renovada, serena e tranqüila adesão a todo o ensino da Igreja, na sua integridade e exatidão, como ainda brilha nas Atas Conciliares desde Trento até ao Vaticano I, o espírito cristão, católico e apostólico do mundo inteiro espera um progresso na penetração doutrinal e na formação das consciências; é necessário que esta doutrina certa e imutável, que deve ser fielmente respeitada, seja aprofundada e exposta de forma a responder às exigências do nosso tempo. Uma coisa é a substância do «depositum fidei», isto é, as verdades contidas na nossa doutrina, e outra é a formulação com que são enunciadas, conservando-lhes, contudo, o mesmo sentido e o mesmo alcance. Será preciso atribuir muita importância a esta forma e, se necessário, insistir com paciência, na sua elaboração; e dever-se-á usar a maneira de apresentar as coisas que mais corresponda ao magistério, cujo caráter é prevalentemente pastoral” (João XXIII, Discurso de Abertura do Vaticano II, VI- 4 e 5. Os destaques são nossos).

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Muito se tem discutido, especialmente no Brasil, e apaixonadamente, sobre o Vaticano II. Alguns afirmaram, sem qualquer base na sã doutrina e na realidade, que o Vaticano II foi infalível. A Montfort sempre defendeu a tese de que o Vaticano II, tendo sido convocado com fins pastorais por João XXIII, caráter confirmado por Paulo VI em sua reconvocação do Concílio, assim como em seu discurso de encerramento, não foi, nem poderia ser infalível.
Por isso, várias pessoas, muito precipitada e arbitrariamente, apodaram-nos de hereges.
E, para elas, não têm adiantado nem mesmo as contínuas afirmações do Cardeal Ratzinger e, agora, de Bento XVI, que atestam com muita clareza e com autoridade que o Vaicano II não foi infalível.
Agora, a publicação da obra de Monsenhor Brunero Gherardini - Vaticano II, un Discorso da Fare — veio colocar esse problema nos eixos.
Monsenhor Brunero, teólogo de renome e muito respeitado por Bento XVI, tratou largamente desse problema em seu livro, acima citado.
Quem introduziu o termo pastoral no Vaticano II foi o Papa João XXIII que, em seu discurso de abertura, estabeleceu os limites da autoridade do Concílio que convocara, dizendo:


     “VI - 4. A finalidade principal deste Concílio não é, portanto, a discussão de um ou outro tema da doutrina fundamental da Igreja, repetindo e proclamando o ensino dos Padres e dos      Teólogos antigos e modernos, que se supõe sempre bem presente e familiar ao nosso espírito.
     “5. Para isto, não havia necessidade de um Concílio. Mas da renovada, serena e tranqüila adesão a todo o ensino da Igreja, na sua integridade e exatidão, como ainda brilha nas Atas      Conciliares desde Trento até ao Vaticano I, o espírito cristão, católico e apostólico do mundo inteiro espera um progresso na penetração doutrinal e na formação das consciências; é      necessário que esta doutrina certa e imutável, que deve ser fielmente respeitada, seja aprofundada e exposta de forma a responder às exigências do nosso tempo. Uma coisa é a      substância do «depositum fidei», isto é, as verdades contidas na nossa doutrina, e outra é a formulação com que são enunciadas, conservando-lhes, contudo, o mesmo sentido e o      mesmo alcance. Será preciso atribuir muita importância a esta forma e, se necessário, insistir com paciência, na sua elaboração; e dever-se-á usar a maneira de apresentar as coisas      que mais corresponda ao magistério, cujo caráter é prevalentemente pastoral” (João XXIII, Discurso de Abertura do Vaticano II, VI- 4 e 5. Os destaques são nossos).


O Papa quis, então, que o Vaticano II fosse “prevalentemente pastoral”. De certo modo, ele colocou o caráter pastoral em linha diferente da doutrinária, que sempre foi a usada nos XX Concílios anteriores. O que fez do Vaticano II um Concílio sui generis, diferente de todos os demais.
Também Paulo VI, num discurso feito em janeiro de 1966, perguntou qual era a autoridade do Vaticano II, que grau de autoridade ele utilizara, e, respondendo a essa questão, disse:
     “Há quem se pergunte que autoridade, que qualificação teológica o Concílio quis atribuir aos seus ensinamentos, pois bem, sabe-se que ele evitou dar solenes definições dogmáticas      envolventes da infalibilidade do Magistério Eclesiástico. A resposta é conhecida, se nos lembrarmos da Declaração Conciliar de 6 de Março de 1964, confirmada a 16 de Novembro      dese mesmo ano: dado o caráter pastoral do Concílio, evitou este proclamar em forma extraordinária dogmas dotados  da nota de infalibilidade. Todavia conferiu a seus      ensinamentos a autoridade do Supremo Magistério ordinário” (Paulo VI, Discurso na audiência de 12 de Janeiro de 1966. Os destaques sáo nossos).
Nada mais claro: o Vaticano II não proclamou dogmas infalíveis.
E Paulo VI deixa entrever que fazia oposição entre os qualificativos pastoral e dogmático: sendo pastoral, o Vaticano II não seria dogmático. Essa oposição posta pelo próprio Paulo VI não pode ser esquecida.
Entretanto, no pós Concílio essa explicação foi cuidadosamente “esquecida” e se passou a afirmar, sem qualquer base, que o Vaticano II foi infalível e que quem não o aceitasse estava em heresia ou cisma. E a Montfort foi, por isso, taxada de herética e de cismática por inimigos... e até por amigos.
Para transformar o Concílio Vaticano II, patentemente falível, em Concílio infalível, se usou do caráter indefinido e vago do termo pastoral, assim como se abusou da ignorância religiosa dos fiéis, para enganá-los. A propaganda orquestrada e maciça fez o resto.
Dissemos que o indefinido termo “pastoral” é vago, que ele não é claro. Nesse termo cabe tudo. Menos o dogma.
É o que confirma, agora, corajosamente Mons. Brunero Gherardini:
     “Pastoral é assim um adjetivo ao qual se pode fazer dizer um pouco de tudo, e mesmo o seu contrário” (Mons. Brunero Gherardini, Vaticano II, un Discorso da Fare, Casa Mariana      Editrice Frigento, 2009, p. 51. O destaque é do original).
Pastoral se tornou uma palavra chave, uma espécie de “Abre-te sésamo” que serve para abrir qualquer porta, e para justificar tudo.
     “Mas de que realmente se trata? Seria belo se fosse possível dizer. Mas nem mesmo os Padres conciliares saberiam dizê-lo” (Mons. Brunero Gherardini, Vaticano II, un Discorso da      Fare, Casa Mariana Editrice Frigento, 2009, p. 63).
Durante o Concílio, os progressistas afirmavam que o termo pastoral pretendia dizer que se deveria exprimir a doutrina em termos operativos (Cfr. Mons Brunero Gherardini , op. cit. p.64).
Desse modo, o caráter pastoral do Concílio fazia passar o Magistério do campo doutrinário para o operativo, para o prático, opondo-se pastoral ao doutrinário, pastoral ao especulativo.
Curioso é que, depois do Concílio, se passou a defender que o pastoral deveria ser aceito como dogma a ponto de se pretender que o Vaticano II valesse mais do que todos os demais Concílios juntos!
Por isso, o Cardeal Joseph Ratzinger, hoje o Papa Bento XVI, gloriosamente reinante, afirmou clarissimamente que o Vaticano II não foi infalível, e que muitos - erradamente - o têm como super dogma:  
     “A verdade é que o próprio Concílio não definiu nenhum dogma e conscientemente quis expressar-se em um nível muito mais modesto, meramente como Concílio pastoral; entretanto,      muitos o interpretam como se ele fosse o super dogma que tira a importância de todos os demais Concílios.” (Cardeal Joseph Ratzinger, Alocução aos Bispos do Chile, em 13 de Julho      de 1988, in Comunhão e Libertação, Cl, año IV, Nº 24, 1988, p. 56).
No Vaticano II, a maior importância é dada sempre “à pastoral, a ponto que o Vaticano II emerge da história dos Concílios Ecumênicos não por sua incidência doutrinária - e muito menos dogmática –, mas pela novidade de atitude, de valorização, de movimento e de ação, introduzidos nos gânglios vitais da Igreja sem um evidente nexo com as suas verdades” (Mons. Brunero Gherardini, op.cit. p.65).
Para muitos dos progressistas entusiasmados pelo Vaticano II, “pastoral“ significou a superação da imponente estacada jurídico-dogmática dentro da qual, como num castelo forte, a Igreja tinha até então protegido as suas certezas e tornada operativa a sua tradição evangelizadora” (Mons. Brunero Gherardini, op.cit. p.58).
A pastoralidade permitiu fazer da Igreja de sempre - Igreja de verdades estáticas e imutáveis- uma nova Igreja operativa, agindo sempre de modos novos, uma igreja-movimento. Uma Igreja sem barreiras, e sem muralhas. Pronta para ser invadida.
Com o Vaticano II, a  Igreja tornou-se evolutiva e dialogante...
A pastoralidade de uma igreja prática e não prevalentemente doutrinária fez nascer aquilo que os modernistas chamaram de Nova Igreja do Vaticano II.
Uma coisa é certa, diz Monsenhor Brunero: “Há uma só conclusão na qual não se erra: desejou-se um Concílio  pastoral. E somente pastoral” (Mons. Brunero Gherardini, op.cit. p.65. Os destaques são do autor).
Monsenhor Brunero Gherardini ensina, no livro que estamos focalizando, que o Vaticano II só diz infalivelmente o que repete do que foi infalivelmente ensinado dogmaticamente por outros Concílios, mas no que ele diz de próprio nunca o diz de modo infalível:
     “É portanto lícito reconhecer ao Vaticano II uma índole dogmática somente lá onde ele torna a propor como verdade de Fé dogmas definidos nos precedentes Concílios. Em vez disso,      as doutrinas que são próprias do Concílio [Vaticano II] não poderão ser consideradas absolutamente como dogmáticas, em razão de que estão privadas da  ineludível formalidade      definitória, e pois, da relativa “voluntas definiendi” (Mons. Brunero Gherardini, Vaticano II, un Discorso da Fare, Casa Mariana Editrice Frigento, 2009, p. 51. O destaque é do original).
 E o que se deve entender pelo termo definitório?
Todo Concílio infalível deve definir claramente aquilo que ensina de modo infalível: i) afirmativamente, propondo cânones nos quais se deve crer com fé divina e católica; e ii) negativamente, exprimindo anatematismos contra os que negam a verdade ensinada positivamente. Ora, no Vaticano II, não existem nem cânones nos quais se é obrigado a crer, nem anatematismos, condenando teses erradas. Logo, como reconheceu Paulo VI, o Vaticano II nada definiu e, por isso mesmo, não foi infalível.
Por isso, escreveu Monsenhor Brunero Gherardini:
     “Depois, quando um Concílio apresenta a si mesmo, o conteúdo e a razão de seus documentos sob a categoria da pastoralidade auto qualificando-se como pastoral, desse modo, ele      exclui toda intenção definitória. Ele, por isso mesmo, não pode pretender a qualificação de dogmático, nem outros podem lha dar, conceder-lhe tal qualificação. Nem mesmo se em seu      interior ecoe algum apelo a dogmas proclamados no passado, e mesmo que desenvolva um discurso teológico. Teológico não é sinônimo de dogmático”.
     “Esta é a “ratio” que guiou, desde o início ao fim, o Vaticano II. Quem, citando esse Concílio, o equipara ao Concílio de Trento e ao próprio Vaticano I, creditando-lhe uma força normativa      e vinculante, que, de per si, ele não possui, comete um ilícito e, em última análise, não respeita o Concílio” (Mons. Brunero Gherardini, Concilio Vaticano II: Un Discorso da Fare, Prólogo,      Casa Mariana Editrice, Frigento, 2009, p. 23. Os destaques são do autor).
Monsenhor Gherardini vai além, pois diz:
     “Se, depois disso, a exaltação tem por objeto uma reinterpretação redutiva de verdade pertencente ao patrimônio dogmático católico, e se elas passam no crivo das extrínsecas      exigências à “analogia da Fé”  (Rom. XII, 6), despojadas de seu estridente contraste com ela [com a fé], aguadas segundo expectativas e simpatias estranhas a ela — como por exemplo      a do “diálogo”  – então, a própria categoria da pastoralidade é adulterada e a definição de “dogmático” se torna um absurdo” (Mons. Brunero Gherardini, Concilio Vaticano II: Un Discorso      da Fare, Prólogo, Casa Mariana Editrice, Frigento, 2009, pp. 23-24. Os destaques são do autor).
Para Mons. Brunero chamar o Vaticano II de dogmático é um absurdo.
Tese que a Montfort sempre defendeu.
Mais ainda, acrescenta Monsenhor Brunero:
     “Isso confirma que o Vaticano II não pode definir-se como “dogmático” em sentido estricto e que as suas doutrinas, não reconduzíveis às precedentes definições, não são infalíveis e nem      irreformáveis, e portanto elas não são nem mesmo vinculantes: quem as negasse nem por isso seria formalmente herege. Quem, depois, as quisesse impor como infalíveis e      irreformáveis caminharia contra o próprio Concílio” (Mons. Brunero Gherardini, Concilio Vaticano II: Un Discorso da Fare, Prólogo, Casa Mariana Editrice, Frigento, 2009, p. 51).
Como estas palavras dão razão ao que a Montfort tem dito em todos estes anos!
E como elas condenam os que se arvoraram em condenadores da Montfort!
Por fim, com relação à pastoralidade do Vaticano II, é preciso dizer que Monsenhor Brunero termina seu livro com uma súplica em carta aberta ao Papa Bento XVI, na qual, entre outras coisas, pede que o Papa defina os seguintes pontos:
“1) Qual é a natureza do Vaticano II?
2) A sua pastoralidade – da qual dever-se-á precisar a noção com autoridade – em que relação está com o seu eventual caráter dogmático? Concilia-se com ele? Pressupõe esse caráter? O contradiz? Ignora-o?
“3) É realmente possível definir como dogmático o Vaticano II?  E, portanto, é possível referrir-se a ele como dogmático? É possível basear nele novas assertivas teológicas? Em que sentido? Em que limites?
“4) Ele foi um “evento” no sentido que lhe dão os professores bolonheses, isto é, que rompe as ligações com o passado e instaura novas sob todos os aspectos? Ou então todo o passado revive nele ”eadem sensu eademque sententia”? (Mons. Brunero Gherardini, Concilio Vaticano II: Un Discorso da Fare, Prólogo, Casa Mariana Editrice, Frigento, 2009, p. 256).
Para quem leu o livro Vaticano II, um Discorso da fare, essa súplica deixa claro que Monsenhor Brunero pede ao Papa que condene solenemente as teses que fazem do Vaticano II um Concílio dogmático que fundou uma nova Igreja, como pretende a escola de Bolonha (Prof. Alberigo).
A Montfort adere “toto corde” a essa súplica.
Para pôr fim, definitivamente, às ambiguidades, abusos e mesmo erros que dele nasceram.
Domine, ut inimicos Sanctae  Ecclesiae humiliari digneris, te rogamus , audi nos.
São Paulo, 4 de outubro de 2009, 
Festa de São Francisco de Assis.
  
         Orlando Fedeli


    Para citar este texto: Orlando Fedeli - "A pastoralidade e a infalibilidade do Concílio Vaticano II"
MONTFORT Associação Cultural

Bookmark and Share Solemn Mass in the Usus Antiquior at Notre Dame Seminary, New Orleans : It is reported that this was the seminary’s third usus antiquior Mass since the motu proprio was issued in 2007, but the first Solemn High Mass in 45 years in the seminary chapel.

  
A seminarian from the archdiocese of New Orleans sends in some photographs of a Solemn Mass in the usus antiquior offered in the beautiful chapel of Notre Dame Seminary on the feast of the Exaltation of the Cross this past September 14th.

Our seminarian reports that the Mass was celebrated by Fr. Stanley Klores, pastor of St. Patrick’s parish and an adjunct professor at the seminary. His Excellency, Alfred Hughes, Archbishop Emeritus of New Orleans (who is in residence at the seminary) attended in choro.

It is reported that this was the seminary’s third usus antiquior Mass since the motu proprio was issued in 2007, but the first Solemn High Mass in 45 years in the seminary chapel.

Prayers at the Foot of the Altar




Gloria


Gospel


Canon Missae


The Consecration



Photographs taken by Doug Vu

fonte:new liturgical movement

Filme sobre Santa Faustina , a Apóstola da Divina Misericórdia


Cine: Faustyna




Título original: Faustyna

Año: 1994

Duración: 73 minutos

Compañía: MT Art Prod., Telewizja Polska (TVP)

País: Polonia

Género: Biografía, Drama

Director: Jerzy Lukaszewicz

Guión: Faustyna Kowalska (diario) - Maria Nowakowska-Majcher


Sinopsis: Película que muestra la historia de Santa Faustina, basándose en los escritos espirituales de sus revistas y diarios íntimos.





  fonte: http://devocioncatolica.blogspot.com/#ixzz31wt8iNan

L'avenir de la FSSPX : ni compromis, ni "statu quo" confortable. Nous proposons ici un texte que Mgr B. Gherardini nous a demandé de traduire en français et de publier, à propos de l’avenir de la Fraternité saint Pie X. Sa perspective réaliste, fondée sur des circonstances historiques qu’il connaît bien pour plusieurs motifs, donne lieu à une synthèse théologique qui recentre sur la notion de "Tradition" la vexata quaestio.

Il invite à œuvrer lucidement dans la clarté théologique, sans crainte d’entamer un travail de longue haleine, ouvert à de larges collaborations et à des recherches approfondies sur les documents conciliaires controversés, comme il y appelait déjà dans son ouvrage désormais célèbre, Vatican II, un débat à ouvrir. Dans cette perspective, l’accord canonique souhaité ne serait pas l’aboutissement d’une rapide confrontation point par point sur Vatican II, mais au contraire le point de départ d’un vaste programme d’analyses et d’études qui engagerait « la collaboration des spécialistes les plus prestigieux, les plus sûrs et les plus reconnus dans chacun des secteurs sur lesquels s’articulent Vatican II [et qui donnerait lieu à] une série de congrès ou une série de publications sur chacun des différents documents conciliaires » (B. Gherardini, « Supplique au Saint-Père », Ibid., éd. fr., p. 262).
Nous nous inscrivons nous aussi dans cette optique, en particulier en ce qui concerne un sérieux renouveau du débat théologique, qui doit comporter des deux côtés la révision de « lieux communs » non-dogmatiques, dans l’intérêt suprême de l’Eglise universelle, et non dans la recherche d’un statu quo qui ne viserait qu’à cultiver les intérêts particuliers.


http://fratresinunum.files.wordpress.com/2009/06/gherardinibrunero.jpg?w=269&h=192

A propos de l'avenir proche de la Fraternité saint Pie X

par Mgr Brunero Gherardini
(traduction Abbé Matthieu Raffray)
 
A l’occasion d’une rencontre amicale, quelques amis m’ont demandé quel pourrait être l’avenir proche de la Fraternité saint Pie X, à l’issue des discussions en cours entre ladite fraternité et le Saint-Siège. Nous en avons longuement discuté et les avis étaient partagés. C’est pour cela que je tiens à exprimer le mien par écrit, dans l’espoir – sans aucune prétention, Dieu m’en garde – qu’il puisse profiter non seulement à mes amis, mais aussi à ceux qui participent à ce dialogue.
Je tiens à dire avant tout que personne n’est prophète, ni fils de prophète. Le futur est entre les mains de Dieu. Parfois il est possible de l’aménager à l’avance, au moins en partie ; dans d’autres cas, il nous échappe totalement. Il faut en outre reconnaître aux deux parties, qui sont enfin à l’œuvre pour trouver une solution au problème des « lefebvristes » qui a désormais trop duré, qu’elles ont réussi jusqu’ici à maintenir admirablement et exemplairement le silence qu’elles avaient promis sur leurs colloques. Un tel silence, cependant, n’aide pas à en prévoir les issues possibles.
Des « rumeurs », par contre, se font entendre ; et pas peu. Savoir quel est leur fondement est une énigme. J’examinerai donc quelques-unes des opinions exprimées à l’occasion de la discussion mentionnée, pour ensuite donner clairement la mienne.
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiyUfmkzNVOfWZxGesekDG632f09MKCf0EbQwNk9_BXBeGYRG4GWE9ddsUHmsmUp4bjSF_6FMUgHnudfaPp_wGXRCuErDxyeoZRJgGNeKH837aqtvPbpftNlRj9A8B5f6Da50FLhiw_r7k/s400/Gherardini.jpg1 – Au cours de la discussion, certains jugèrent positive la récente invitation faite à la Fraternité de « sortir du bunker dans laquelle elle s’était barricadée durant l’après-concile pour défendre la Foi contre les attaques du néomodernisme ». Il était clair que donner un avis à ce sujet n’était pas chose facile. Que la Fraternité ait été, durant quelques décennies, enfermée dans un bunker, cela est évident ; et malheureusement, cela dure encore. Ce qui est moins évident, c’est de savoir si elle y est entrée toute seule, si on l’y a fait entrer, ou si ce sont les évènements qui l’y ont poussée. Il me semble, si l’on veut vraiment parler de bunker, que c’est Mgr. Lefebvre lui-même qui a emprisonné sa Fraternité, ce 30 juin 1988, lorsque – après deux avertissements de Jean-Paul II et une monition formelle pour qu’il renonce à l’acte « schismatique » qu’il projetait d’accomplir – il a ordonné évêque quatre de ses prêtres. Le bunker, ce fut cela : non pas celui d’un schisme formel, puisque s’agissant seulement d’un « refus de la soumission au Souverain Pontife » (CIC 751, §2), il n’y avait ni dol, ni intention de créer une anti-église ; au contraire, cet acte fut même déterminé par l’amour de l’Eglise et par une sorte de « nécessité » pressante pour assurer la continuité de la véritable Tradition catholique, sérieusement compromise par le néomodernisme postconciliaire. Mais ce fut bel et bien un bunker : celui d’une désobéissance aux limites du défi, une voie sans issue et sans la perspective d’aucun débouché possible. Et non pas un bunker pour avoir voulu sauvegarder des valeurs compromises.
 Il est difficile de comprendre en quel sens, « pour défendre la Foi contre les attaques du néomodernisme », il pouvait être à proprement parler nécessaire de « se barricader dans un bunker ». Cela voulait-il dire : laisser le champ libre à l’irruption de l’hérésie moderniste ? Non, puisque de fait, le passage de l’hérésie fut sans cesse mis en difficulté. Car bien que dans une situation de condamnation canonique, et donc en-dehors des rangs officiels, mais avec la conscience certaine de travailler pour le Christ et pour son Eglise, une, sainte, catholique, apostolique et romaine, la Fraternité s’est attachée par-dessus tout à la formation des prêtres, puisque c’est là son but spécifique ; elle a fondé et dirigé des séminaires ; elle a promu et soutenu des débats théologiques parfois de haut niveau ; elle a publié des livres d’une valeur ecclésiologique remarquable ; elle a rendu compte d’elle-même en publiant des feuilles d’information internes et externes ; et tout cela à couvert, démontrant ainsi de quelle force – malheureusement laissée pour compte – l’Eglise pourrait se prévaloir pour réaliser son œuvre d’évangélisation universelle. Le fait que les effets de la présence lefebvriste active puissent paraître modestes, ou que de fait ils ne soient pas très apparents, peut dépendre de deux motifs : d’une part de la condition canonique anormale dans laquelle elle évolue ; d’autre part de ses dimensions : on sait que « la mosca tira il calcio che può » (« la mouche tire le coup de pied qu’elle peut »).
Mais je suis profondément convaincu que c’est justement pour cela qu’il faudrait remercier la Fraternité : pour avoir maintenu, et pour maintenir encore bien haut le flambeau de la Foi et de la Tradition, dans un contexte de sécularisation désormais parvenue au seuil d’une ère post-chrétienne, et ce, malgré une antipathie non-dissimulée envers elle.


 
2 – A l’occasion du débat dont il était question au début, quelqu’un a fait référence à une conférence durant laquelle la Fraternité fut invitée à avoir une plus grande confiance dans le monde ecclésial contemporain, en recourant si nécessaire à certains compromis, puisque le « salus animarum » exige – c’est un lefebvriste qui l’aurait dit – que l’on courre même ce risque-là. Oui, mais certainement pas le risque de « compromettre » son salut éternel, ni celui d’autrui.
Il est probable que les paroles aient trahi les intentions. Ou que l’on n’ait pas pris garde à la valeur des mots. Car s’il y a bien une chose, en matière de Foi, qu’il est un devoir d’éviter, c’est bien le compromis. Et le fait que la Fraternité en appelle – comme tout authentique fidèle du Christ – au « Si si, no no » de Mt. 537 (Jac. 512) est l’unique réponse valable à la perspective d’un compromis. Le texte cité continue en affirmant que « tout le reste vient du malin » : donc aussi, et même précisément, le compromis. Au moins lorsqu’on entend par là renoncer à ses propres principes moraux et à ses propres raisons d’être.
A vrai dire, dès que les discussions entre le Saint-Siège et la Fraternité ont commencé, m’est parvenue, à moi aussi, la rumeur de la possibilité d’un compromis. C'est-à-dire d’un comportement indigne, auquel le Saint-Siège se refuse, j’imagine, le premier. Un compromis sur tout ce qui n’implique pas la confession de la Foi authentique est possible et même plausible ; mais il ne l’est jamais aux dépens de valeurs non-négociables. Ce serait là, avant tout, une contradiction dans les termes, puisque le compromis lui-même est l’objet d’un « negotium » – et une négociation à risque : le risque du naufrage de la Foi. L’idée même que le Saint-Siège puisse proposer et accepter un compromis me répugne : ce serait obtenir beaucoup moins qu’un plat de lentilles, et il endosserait alors la responsabilité d’un délit gravissime. Me répugne tout autant l’idée que la Fraternité, après avoir fait de la Foi sans compromis la bannière de son existence propre, puisse glisser sur la peau de banane de la renonciation à sa raison d’être.
J’ajoute que, à en juger sur quelques indices qui ne sont peut-être pas totalement infondés, la méthodologie mise en acte bilatéralement ne semble pas ouvrir de grandes perspectives. C’est la méthodologie du point contre point : Vatican II « oui », Vatican II « non », ou à la rigueur « oui, si… ». La condition d’une telle méthode est que d’un côté ou de l’autre, ou bien des deux, l’on baisse la garde. Une capitulation sans condition ? Pour la Fraternité, se remettre entre les mains de l’Eglise serait l’unique comportement vraiment chrétien, si n’existait pas la raison pour laquelle elle est née et qui l’a conduite à se retirer sur l’Aventin. A savoir ce Concile Vatican II qui, en particulier dans certains de ses documents, est littéralement à l’opposé de ce en quoi elle croit et de ce pour quoi elle agit. Avec une telle méthodologie, aucune voie moyenne ne peut donc être entrevue : soit la capitulation, soit le compromis.
Une telle issue pourrait être évitée si l’on suivait une autre méthodologie. Le « punctum dolens » de tout le contentieux s’appelle la Tradition. L’une et l’autre partie ne cessent d’y faire appel, bien qu’elles en aient une notion nettement distincte. En 1988, le pape Jean-Paul II déclara officiellement que la notion de Tradition défendue par la Fraternité était « incomplète et contradictoire ». Il resterait à démontrer la raison d’une telle incomplétude et d’une telle contradiction, mais ce qui est le plus urgent est la nécessité de parvenir, pour les deux parties, à un concept commun, c’est-à-dire bilatéralement partagé. Un tel concept deviendrait alors l’instrument permettant de démêler l’écheveau des problèmes. Il n’y a pas de question théologique ou de problème ecclésial qui ne trouve dans un tel concept sa solution. Si, donc, on continue à dialoguer en maintenant, d’un côté comme de l’autre, son point de départ, ou bien cela donnera lieu à un dialogue de sourds, ou bien, pour essayer de prouver que l’on a pas dialogué en vain, on donnera libre accès au compromis. En particulier, si elle acceptait la thèse des « contrastes apparents », qui réduit les oppositions non à des causes de caractère dogmatique, mais à l’interprétation toujours renouvelée des faits historiques, alors la Fraternité déclarerait sa propre fin, en substituant misérablement à sa notion de la Tradition, qui est celle des apôtres, la notion vaporeuse, inconsistante et hétérogène de Tradition vivante des néomodernistes.


3 – Dans notre colloque amical, nous avons enfin abordé une ultime question, exprimant là davantage des espérances que des prévisions concrètement fondées : la question de l’avenir de la Fraternité. Sur ce sujet, s’est déjà penché le site cordialiter.blogspot.com, avec une anticipation idyllique des lendemains heureux qui pourraient advenir à la Fraternité : un nouveau – nouveau ? Oui, car pour l’instant, cela n’a jamais existé – statut canonique, signifiant le début de la fin du modernisme, des prieurés pris d’assaut par les fidèles, et la Fraternité transformée en « superdiocèse autonome ». Pour ma part, j’attends aussi beaucoup du rapprochement espéré et qui est actuellement à l’œuvre, mais en gardant un peu plus les pieds sur terre.
J’essaye de porter sur ces choses un regard plus aigu afin de voir ce qui pourrait advenir. La spécificité de la Fraternité, comme je l’ai déjà rappelé, est la préparation au sacerdoce et le soin des vocations sacerdotales. Ne devrait donc pas s’ouvrir pour elle un terrain différent de celui des séminaires, ce terrain-là étant son véritable champ de bataille : que ce soient ses propres séminaires ou d’autres, c’est là plus qu’ailleurs que pourront s’exprimer la nature et la finalité de la Fraternité.
Sous quel profil canonique ? Il n’est pas facile de le prévoir. Il me semble, cependant, que le fait qu’il s’agisse d’une fraternité sacerdotale devrait en suggérer l’aspect canonique, sous la forme d’une « société sacerdotale », placée sous le gouvernement suprême de la « Congrégation pour les Instituts de vie consacrée et les Sociétés de vie apostolique ». De plus, le fait qu’elle possède déjà quatre évêques pourrait suggérer, comme solution, qu’elle soit une « Prélature » dont le Saint-Siège, au moment opportun, pourra préciser la configuration juridique exacte. Tout cela ne me semble pas, toutefois, être le problème principal. Ce qui est bien plus important, sans aucun doute, c’est aussi bien la résolution, à l’intérieur de l’Eglise, d’un contentieux incompréhensible à l’heure du dialogue avec tous, que la libéralisation d’une force compacte attachée à l’idée et à l’idéal de la Tradition, afin qu’elle puisse opérer non pas depuis un bunker, mais à la lumière du soleil et comme expression vive et authentique de l’Eglise.
Brunero Gherardini
Rome, le 27 septembre 2010

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