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segunda-feira, 4 de julho de 2011

S.AFONSO DE LIGÓRIO : A GRANDEZA DO SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA I. É Jesus Cristo a vítima oferecida na Santa Missa II. Na Santa Missa é Jesus Cristo o oferente principal III. A Santa Missa é uma representação e renovação do sacrifício da cruz IV. A Santa Missa é o maior presente de Deus OS QUATRO FINS DO SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA I. A Santa Missa é um sacrifício latrêutico II. A Santa Missa é um sacrifício propiciatório III. A Santa Missa é um sacrifício eucarístico IV. A Santa Missa é um sacrifício impetratório . Venerável Pio XII: Idênticos, finalmente, são os fins,(do sacríficio da Santa Missa)


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A GRANDEZA DO SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA

I. É Jesus Cristo a vítima oferecida na Santa Missa

O Concílio de Trento (Sess. 22) diz da Santa Missa: “Devemos reconhecer que nenhum outro ato pode ser praticado pelos fiéis que seja tão santo como a celebração deste imenso mistério”. O próprio Deus todo-poderoso não pode fazer que exista uma ação mais sublime e santa do que o santo sacrifício da Missa. Este sacrifício de nossos altares sobrepassa imensamente todos os sacrifícios do Antigo Testamento, pois não são mais bois e cordeiros que são sacrificados, mas é o próprio Filho de Deus que se oferece em sacrifício. “O judeu tinha o animal para o sacrifício, o cristão tem Cristo”, escreve o venerável Pedro de Clugny; “seu sacrifício é, pois, tanto mais precioso, quanto mais acima de todos os sacrifícios dos judeus está Jesus Cristo”. E acrescenta que, “para os servos (isto é, para os judeus, no Antigo Testamento), não convinham outros animais senão aqueles que eram destinados ao serviço do homem; para os amigos e filhos foi Jesus Cristo reservado como cordeiro que nos livra do pecado e da morte eterna” (Ep. cont. Petrobr.). Tem, portanto, razão São Lourenço Justiniano, dizendo que não há sacrifício maior, mais portentoso e mais agradável a Deus do que o santo sacrifício da Missa (cfr. Sermo de Euch.).

S. João Crisóstomo diz que durante a Santa Missa o altar está circundado de anjos que aí se reúnem para adorar a Jesus Cristo que, nesse sacrifício sublime, é oferecido ao Pai celeste (De sac., 1, 6). Que cristão poderá duvidar, escreve S. Gregório (Dial. 4, c. 58), que os céus se abram à voz do sacerdote, durante esse Santo Sacrifício, e que coros de anjos assistam a esse sublime mistério de Jesus Cristo. S. Agostinho chega até a dizer que os anjos se colocam ao lado do sacerdote para servi-lo como ajudantes.

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II. Na Santa Missa é Jesus Cristo o oferente principal

O Concílio de Trento (Sess. 22, c. 2) ensina-nos também que neste sacrifício do Corpo e Sangue de Jesus Cristo é o próprio Salvador que oferece em primeiro lugar esse sacrifício, mas que o faz pelas mãos do sacerdote que escolheu para seu ministro e representante. Já antes dissera São Cipriano: “O sacerdote exerce realmente o ofício de Jesus Cristo” (Ep. 62). Por isso o sacerdote diz, na elevação: "Isto é o meu corpo; este é o cálice de meu sangue".

Belarmino (De Euch., 1. 6, c. 4) escreve que o santo sacrifício da missa é oferecido por Jesus Cristo, pela Igreja e pelo sacerdote; não, porém, do mesmo modo por todos: Jesus Cristo oferece como o sacerdote principal, ou como o oferente próprio, contudo, por intermédio de um homem, que é, no mesmo tempo sacerdote e ministro de Cristo; a Igreja não oferece como sacerdotisa, por meio de seu ministro, mas como povo, por intermédio do sacerdote; o sacerdote, finalmente, oferece como ministro de Jesus Cristo e como medianeiro ele todo o povo.

Jesus Cristo, contudo, é sempre o sacerdote principal na Santa Missa, onde ele se oferece continuamente e sob as espécies de pão e de vinho por intermédio dos sacerdotes, seus ministros, que representam a sua Pessoa quando celebram os santos mistérios. Por isso diz o quarto Concílio de Latrão (Cap. Firmatur, de sum. Trinit.) que Jesus Cristo é ao mesmo tempo o sacerdote e o sacrifício. De fato, convém à dignidade deste sacrifício que ele não seja oferecido, em primeiro lugar, por homens pecadores, mas por um sumo sacerdote que não esteja sujeito ao pecado, mas que seja santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e mais elevado que os céus (Heb 7, 26).

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III. A Santa Missa é uma representação e renovação do sacrifício da cruz

Segundo São Tomás (Off. Ss. Sac., I. 4), o Salvador nos deixou o Santíssimo Sacramento para conservar viva entre nós a lembrança dos bens que nos adquiriu e do amor que nos testemunhou com sua morte. Por isso o mesmo Doutor chama a Sagrada Eucaristia “um manancial perene da paixão”.

Ao assistires, pois, à Santa Missa, alma cristã, pondera que a hóstia que o sacerdote oferece é o próprio Salvador que por ti sacrificou o seu sangue e a sua vida. Entretanto, a Santa Missa não é somente uma representação do sacrifício da cruz, mas também uma renovação do mesmo, porque em ambos é o mesmo sacerdote e a mesma vítima, a saber, o Filho de Deus Humanado. Só no modo de oferecer há uma diferença: o sacrifício da cruz foi oferecido com derramamento de sangue; o sacrifício da missa é incruento; na cruz, Jesus morreu realmente; aqui, morre só misticamente (Conc. Trid., Sess. 22, c. 2).

Imagina, durante a Santa Missa, que estás no monte Calvário, para ofereceres a Deus o sangue e a vida de seu adorável Filho, e, ao receberes a Santa Comunhão, imagina beberes seu precioso sangue das chagas do Salvador. Pondera também que em cada Missa se renova a obra da Redenção, de maneira que, se Jesus Cristo não tivesse morrido na cruz, o mundo receberia, com a celebração de uma só Missa, os mesmos benefícios que a morte do Salvador lhe trouxe. Cada Missa celebrada encerra em si todos os grandes bens que a morte na cruz nos trouxe, diz São Tomás (In Jo 6, lect. 6). Pelo sacrifício do altar nos é aplicado o sacrifício da cruz. A paixão de Jesus Cristo nos habilitou à Redenção; a Santa Missa nos faz entrar na posse dela e comunica-nos os merecimentos de Jesus Cristo.

IV. A Santa Missa é o maior presente de Deus

Na Santa Missa, o próprio Jesus Cristo dá-se a nós. É uma verdade de fé que o Verbo Encarnado se obrigou a obedecer ao sacerdote, quando este pronuncia as palavras da consagração e a vir às suas mãos sob as espécies do pão e do vinho. Fica-se estupefato por Deus ter obedecido outrora a Josué e mandado ao sol que parasse, quando ele disse: Sol, não te movas de Gabaon, e tu, ó lira, do vale de Ajalon (Jos 10, 12). Entretanto, muito mais admirável é que Deus mesmo desce ao altar ou a qualquer outro lugar a que o Padre o chama com umas poucas palavras, e isso tantas vezes quantas é chamado pelo sacerdote, mesmo que este seja seu inimigo. E, tendo vindo, se põe o Senhor à inteira disposição do sacerdote; este o leva, à vontade, de um lugar para o outro, coloca-o sobre o altar, fecha-o no tabernáculo, tira-o da igreja, toma-o na Santa Comunhão, e o dá em alimento a outros. São Boaventura diz que o Senhor, em cada Missa, faz ao mundo um benefício igual àquele que lhe fez outrora pela encarnação (cfr. De inst. Novit., p. 1, c. 11). Se Jesus Cristo não tivesse vindo ao mundo, o sacerdote, pronunciando as palavras da consagração, o introduziria nele. “Ó dignidade sublime a do sacerdote”, exclama por isso Santo Agostinho (Mol. lnstr. Sach., t. 1, c. 5), “em cujas mãos o Filho de Deus se reveste de carne, como no seio da Virgem Mãe”.

Numa palavra, a Santa Missa, conforme a predição do profeta (Zac 9, 17), é a coisa mais preciosa e bela que possui a Igreja. São Boaventura (De inst. Nov., 1. c.) diz que a Santa Missa nos põe diante dos olhos todo o amor que Deus nos dedicou e que é, de certo modo, um compêndio de todos os benefícios que ele nos fez.


OS QUATRO FINS DO SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA

I. A Santa Missa é um sacrifício latrêutico

No Antigo Testamento os homens procuravam honrar a Deus por toda a espécie de sacrifícios, no Novo Testamento, porém, presta-se maior honra a Deus com um só sacrifício da Missa do que com todos os sacrifícios do Antigo Testamento, que eram só figuras e sombras da Sagrada Eucaristia. Pela Santa Missa se presta a Deus a honra que lhe é devida, porque, por meio dela, Ele recebe a mesma honra infinita que Jesus Cristo lhe prestara sacrificando-se na cruz. Uma só Missa presta a Deus maior honra que todas as orações e penitências dos santos, todos os trabalhos dos apóstolos, todos os sofrimentos dos mártires, todo o amor dos serafins e mesmo da Mãe de Deus, porque todas as honras dos homens são de natureza finita, enquanto a honra que Deus recebe pela Missa é infinita, pois lhe é prestada por uma pessoa divina, o seu Filho.

Devemos por isso reconhecer, com o santo Concílio de Trento, que a Santa Missa é a mais santa e divina de todas as obras (Sess. 22). Nosso Senhor morreu especialmente para esse fim, para poder criar sacerdotes do Novo Testamento. Não era necessário que o Salvador morresse para remir o mundo; uma só gota do seu sangue, uma lágrima, uma só oração teria bastado para operar a salvação de todos, porque, sendo essa oração de valor infinito, seria suficiente para remir não só um mundo, mas também mil mundos. Para criar, porém, um sacerdote devia Jesus Cristo morrer, pois, do contrário, donde se tiraria esse sacrifício que agora oferecem a Deus os sacerdotes do Novo Testamento, esse santo e imaculado sacrifício que, por si só, basta para dar a Deus a honra que lhe é devida? Ainda que se sacrificasse a vida de todos os anjos e santos, mesmo assim, esse sacrifício não prestaria a Deus essa honra infinita, que lhe dá uma única Santa Missa.


II. A Santa Missa é um sacrifício propiciatório

Pode-se deduzir já da instituição da Sagrada Eucaristia que a Santa Missa é verdadeiramente um sacrifício propiciatório, ou seja, que inclina Deus a nos perdoar a pena e a culpa dos pecados, que foi feita especialmente para a remissão dos pecados: Este é o meu, sangue, que será derramado por muitos, para remissão dos pecados, disse Jesus Cristo (Mt 26, 28). A Santa Missa perdoa até os maiores pecados, não imediatamente, mas só mediatamente, como afirmam os teólogos, isto é, Deus, em consideração ao sacrifício do altar, concede a graça que leva o homem a detestar seus pecados e a purificar-se deles no sacramento da Penitência. Quanto às penas temporais, que devem ser expiadas depois da destruição da culpa, são elas perdoadas por virtude da Santa Missa, ao menos parcialmente, quando não de todo. Numa palavra, a Santa Missa abre os tesouros da divina misericórdia em favor dos pecadores.

Desgraçados de nós se não houvesse esse grande sacrifício, que impede à justiça divina de nos enviar os castigos que merecemos por nossos pecados. É certo que todos os sacrifícios do Antigo Testamento não podiam aplacar a ira de Deus contra os pecadores. Se se sacrificasse a vida de todos os homens e anjos, a justiça divina não seria satisfeita devidamente nem sequer por uma única falta que a criatura tivesse cometido contra seu Criador. Só Jesus Cristo podia satisfazer por nossos pecados: Ele é a propiciação pelos nossos pecados (1 Jo 2, 2). Por isso o Padre Eterno enviou o seu Filho ao mundo, para que se fizesse homem mortal e, pelo sacrifício de sua vida, o reconciliasse com os pecadores. Esse sacrifício é renovado em cada Missa. Não há dúvida: o sangue inocente do Redentor clama muito mais fortemente por misericórdia em nosso favor, que o sangue de Abel por vingança contra Caim.

Este sacrifício pode ser oferecido também pelos defuntos. Por isso o sacerdote, na Santa Missa, pede ao Senhor que se recorde de seus servos que partiram para a outra vida e que lhes conceda, pelos merecimentos de Jesus Cristo, o lugar de repouso, da luz e da paz. Se o amor de Deus que possuem as almas ao saírem desta vida não basta para purificá-las, essa falta será reparada pelo fogo do Purgatório; muito melhor, porém, a repara o amor de Jesus Cristo por meio do sacrifício eucarístico, que traz às almas grande alívio e, muitas vezes, até a libertação completa dos seus sofrimentos. O Concílio de Trento declara que as almas que sofrem no Purgatório podem ser muito auxiliadas pela intercessão dos fiéis, mas em especial pelo santo sacrifício da Missa. E acrescenta (Sess. 22, c. 2) que isso é uma tradição apostólica. Santo Agostinho exorta-nos a oferecer o sacrifício cia Santa Missa por todos os defuntos, caso que não possa aproveitar às almas pelas quais pedimos.

III. A Santa Missa é um sacrifício eucarístico

É justo e razoável que agradeçamos a Deus pelos benefícios que nos fez em sua infinita bondade. Mas que digno agradecimento podemos dar-lhe nós, miseráveis? Se Deus nos tivesse dado uma única vez um sinal de sua afeição, estaríamos obrigados a um agradecimento infinito, porque esse sinal de amor seria o favor e dom de um Deus infinito. Mas eis que o Senhor nos deu esse meio de cumprir com nossa obrigação e de agradecer-lhe dignamente. E como? Tornando-nos possível oferecer-lhe na Santa Missa a Jesus Cristo. Dessa maneira dá-se a Deus o mais perfeito agradecimento e satisfação; pois, quando o sacerdote celebra a Santa Missa, dá-lhe um digno agradecimento por todas as graças, mesmo por aquelas que foram concedidas aos santos no céu; uma tal ação de graças, porém, não podem prestar a Deus todos os santos juntos, de maneira que também nesse respeito a dignidade sacerdotal sobrepuja todas as dignidades, não excetuadas as do céu.

Na Santa Missa, a vítima que é oferecida ao Eterno Pai é seu próprio Filho, em quem pôs toda a sua complacência. Por isso dirigia Davi suas vistas a este sacrifício, quando pensava num meio de agradecer a Nosso Senhor pelas graças recebidas: Que darei ao Senhor por tudo que ele me tem feito? pergunta ele, e responde: Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor (S1 115, 12). O próprio Jesus Cristo agradeceu a seu Pai celeste todos os benefícios que tinha feito aos homens, por meio deste sacrifício: E, tomando o cálice, deu graças e disse: Tomai-o e distribuí-o entre vós (Lc 22, 17).


IV. A Santa Missa é um sacrifício impetratório

Se já temos a segura promessa de alcançar tudo que pedimos a Deus em nome de Jesus Cristo (cfr. Jo 16, 23), muito maior deve ser a nossa confiança se oferecemos a Deus seu próprio Filho. Este Salvador que nos ama roga por nós sem cessar lá no céu (cfr. Rom 8, 31), mas, de modo todo especial, durante a Santa Missa, em que se sacrifica a seu Eterno Pai, pelas mãos do sacerdote, para nos alcançar suas graças. Se soubéssemos que todos os santos e a Santíssima Virgem estão rezando por nós, com que confiança não esperaríamos de Deus os maiores favores e graças. Está, porém, fora de dúvida que um só rogo de Jesus Cristo pode infinitamente mais que todas as suplicas dos santos.

No Antigo Testamento era permitido unicamente ao sumo sacerdote, e isso uma só vez no ano, entrar no santo dos santos; hoje, porém, todos os sacerdotes podem sacrificar todos os dias ao Eterno Pai o cordeiro divino, para alcançar de Deus graças para si e para todo o povo.

O sacerdote sobe ao altar para ser o intercessor de todos os pecadores. “Ele exerce o ofício de um medianeiro”, diz São Lourenço Justiniano (Sermo de Euchar.), “e por isso deve ser um intercessor para todos que pecam”. "Dessa maneira“, diz São João Crisóstomo, “está o Padre no altar, no meio, entre Deus e o homem; oferece a Deus as súplicas dos homens e alcança-lhes as graças de que precisam” (Hom. 5 in Jo.). Deus distribui as suas graças sempre que é rogado em nome de Jesus Cristo, mas as distribui com mais largueza durante a Santa Missa, atendendo às suplicas do sacerdote, diz São João Crisóstomo; pois essas súplicas são então acompanhadas e secundadas pela oração de Jesus Cristo, que é o sacerdote principal, visto que é ele mesmo que se oferece neste sacrifício para nos alcançar graças de seu Eterno Pai.

Segundo o Concílio de Trento (Sess. 22, c. 2), é especialmente durante a Santa Missa que o Senhor está sentado naquele trono de graças ao qual devemos nos chegar, diz o Apóstolo, para alcançarmos misericórdia e encontrarmos graças no momento oportuno (Heb 4, 16). Até os anjos esperam o tempo da Santa Missa, diz São João Crisóstomo (Hom 13. De incomp. Dei nat.), para pedirem com mais resultado por nós, acrescentando que dificilmente se alcançará aquilo que não se consegue durante a Santa Missa.

A Santíssima Virgem, depondo uma vez o Menino Jesus nos braços de Santa Francisca Farnese, disse-lhe: “Eis aqui o meu Filho; aprende a torná-lo favorável a ti, oferecendo-o muitas vezes a Deus. Dize, por isso, a Deus, quando vires presente no altar o divino Cordeiro: Ó Pai Eterno, ofereço-vos hoje todas as virtudes, todos os atos e todos os afetos de vosso mui amado Filho. Recebei-os por mim, e por seus merecimentos, que ele mos deu e, por isso, são meus, dai-me as graças que Jesus Cristo pedir por ruim. Ofereço-vos esses merecimentos para vos agradecer por todas as misericórdias que tendes usado comigo e para satisfazer por meus pecados. Pelos merecimentos de Jesus Cristo espero alcançar de vós todas as graças, o perdão, a perseverança, o céu, mas especialmente o mais precioso de todos os dons, o vosso puro e santo amor”.


Autor: Edward Saint-Omer
Fonte: LIGÓRIO, Santo Afonso Maria. Escola da Perfeição Cristã. Org: Pe. Saint-Omer

Venerável Pio XII: Idênticos, finalmente, são os fins,(do sacríficio da Santa Missa) dos quais o primeiro é a glorificação de Deus.O segundo fim é a acção de graças a Deus.O terceiro fim é a expiação e a propiciação.O quarto fim é a impetração...da cruz, porém, Cristo, "tendo em alta voz e com lágrimas oferecido orações e súplicas... foi ouvido pela sua piedade", e nos sagrados altares exercita a mesma mediação eficaz; a fim de que sejamos cumulados de toda bênção e graça.Compreende-se, portanto, facilmente, porque o sacrossanto concílio de Trento afirma que com o sacrifício eucarístico nos é aplicada a salutar virtude da cruz para a remissão dos nossos pecados cotidianos.

64. Idênticos, finalmente, são os fins, dos quais o primeiro é a glorificação de Deus. Do nascimento à morte, Jesus Cristo foi abrasado pelo zelo da glória divina e, da cruz, a oferenda do sangue chegou ao céu em odor de suavidade. E porque este cântico não havia de cessar, no sacrifício eucarístico os membros se unem à Cabeça divina e com ela, com os anjos e os arcanjos, cantam a Deus louvores perenes, (63) dando ao Pai omnipotente toda honra e glória.(64)

65. O segundo fim é a acção de graças a Deus. O divino Redentor somente, como Filho de predileção do Eterno Pai de quem conhecia o imenso amor, pôde entoar-lhe um digno cântico de ação de graças. A isso visou e isso desejou "rendendo graças"(65) na última ceia, e não cessou de fazê-lo na cruz, não cessa de realizá-lo no augusto sacrifício do altar, cujo significado é justamente a ação de graças ou eucaristia; e porque isso é "verdadeiramente digno e justo e salutar".(66)

66. O terceiro fim é a expiação e a propiciação. Certamente ninguém, fora Cristo, podia dar a Deus onipotente satisfação adequada pelas culpas do gênero humano; ele, pois, quis imolar-se na cruz, "propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas ainda pelos de todo o mundo".(67) Nos altares se oferece igualmente cada dia pela nossa redenção, afim de que, libertados da eterna condenação, sejamos acolhidos no rebanho dos eleitos. E isso não somente por nós que estamos nesta vida mortal, mas ainda "por todos aqueles que repousam em Cristo, os quais nos precederam com o sinal da fé, e dormem o sono da paz",(68) pois, quer vivamos, quer morramos, "não nos separamos do único Cristo".(69)
67. O quarto fim é a impetração. Filho pródigo, o homem malbaratou e dissipou todos os bens recebidos do Pai celeste, por isso está reduzido à suprema miséria e inanição; da cruz, porém, Cristo, "tendo em alta voz e com lágrimas oferecido orações e súplicas... foi ouvido pela sua piedade",(70) e nos sagrados altares exercita a mesma mediação eficaz; a fim de que sejamos cumulados de toda bênção e graça.

68. Compreende-se, portanto, facilmente, porque o sacrossanto concílio de Trento afirma que com o sacrifício eucarístico nos é aplicada a salutar virtude da cruz para a remissão dos nossos pecados cotidianos.(71)

domingo, 3 de julho de 2011

Real Presence? What say the Fathers? St. John Chrysostom Homilies on the Gospel of Matthew 82,4 :When the word says, ‘This is My Body,’ be convinced of it and believe it, and look at it with the eyes of the mind. For Christ did not give us something tangible, but even in His tangible things all is intellectual.How many now say, ‘I wish I could see His shape, His appearance, His garments, His sandals.’ Only look! You see Him! You touch Him! You eat Him!


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I have no delight in corruptible food, nor in the pleasures of this life. I desire the bread of God, the heavenly bread, the bread of life, which is the flesh of Jesus Christ, the Son of God, who became afterwards of the seed of David and Abraham; and I desire the drink of God, namely His blood, which is incorruptible love and eternal life. St. Ignatius of Antioch Letter to the Romans 7
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They abstain from the Eucharist and from prayer, because they confess not the Eucharist to be the flesh of our Saviour Jesus Christ, which suffered for our sins, and which the Father, of His goodness, raised up again. St. Ignatius of Antioch Letter to the Smyrnaeans, 7,1
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And this food is called among us Eukaristia [the Eucharist], of which no one is allowed to partake but the man who believes that the things which we teach are true, and who has been washed with the washing that is for the remission of sins, and unto regeneration, and who is so living as Christ has enjoined. For not as common bread and common drink do we receive these; but in like manner as Jesus Christ our Saviour, having been made flesh by the Word of God, had both flesh and blood for our salvation, so likewise have we been taught that the food which is blessed by the prayer of His word, and from which our blood and flesh by transmutation are nourished, is the flesh and blood of that Jesus who was made flesh. St. Justin Martyr First Apology 66
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So then, if the mixed cup and the manufactured bread receive the Word of God and become the Eucharist, that is to say, the Blood and Body of Christ, which fortify and build up the substance of our flesh, how can these people claim that the flesh is incapable of receiving God’s gift of eternal life, when it is nourished by Christ’s Blood and Body and is His member? It is this which is nourished by the cup which is His Blood, and is fortified by the bread which is His Body. St. Irenaeus Five Books on the Unmasking and Refutation
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Then, again, how can they say that the flesh, which is nourished with the body of the Lord and with His blood, goes to corruption, and does not partake of life? Let them, therefore, either alter their opinion, or cease from offering the things just mentioned. But our opinion is in accordance with the Eucharist, and the Eucharist in turn establishes our opinion. For we offer to Him His own, announcing consistently the fellowship and union of the flesh and Spirit. For as the bread, which is produced from the earth, when it receives the invocation of God, is no longer common bread, but the Eucharist, consisting of two realities, earthly and heavenly; so also our bodies, when they receive the Eucharist, are no longer corruptible, having the hope of the resurrection to eternity. St. Irenaeus Against Heresies
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Therefore, He is a rich treasure, for His bread is rich. And ‘rich’ is apt for one who has eaten this bread will be unable to feel hunger. He gave it to the Apostles to distribute to a believing people, and today He gives it to us, for He, as a priest, daily consecrates it with His own words. Therefore, this bread has become the food of the saints. St. Ambrose of Milan The Patriarchs
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The Word is all to the child, both father and mother and tutor and nurse. “Eat ye my flesh,” He says, “and drink my blood.” Such is the suitable food which the Lord ministers, and He offers His flesh and pours forth His blood, and nothing is wanting for the children’s growth. O amazing mystery. St. Clement of Alexandria The Instructor
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I wish to admonish you with examples from your religion. You are accustomed to take part in the divine mysteries, so you know how, when you have received the Body of the Lord, you reverently exercise every care lest a particle of it fall, and lest anything of the consecrated gift perish. You account yourselves guilty, and rightly do you so believe, if any of it be lost through negligence. But if you observe such caution in keeping His Body, and properly so, how is it that you think neglecting the word of God a lesser crime than neglecting His Body?  Origen Homilies on Exodus 13,3
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Since then He says that, if anyone eats of His bread, he lives forever, as it is manifest that they live who attain to His body and receive the Eucharist by right of communion, so on the other hand we must fear and pray lest anyone, while he is cut off and separated from the body of Christ, remain apart from salvation, as He Himself threatens, saying: ‘Unless you eat the flesh of the Son of man and drink His blood, you shall not have life in you.’ And so we petition that our bread, that is Christ, be given us daily, so that we, who abide and live in Christ, may not withdraw from His sanctification and body. St. Cyprian of Carthage The Lord’s Prayer 18
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So too the the sacred meaning of the Pasch lies essentially in the fact, laid down in Exodus, that the lamb – slain as a type of Christ – should be eaten in one single home. God says the words: ‘In one house shall it be eaten, ye shall not cast its flesh outside.’ The flesh of Christ and the Lord’s sacred body cannot be cast outside, nor have believers any other home but the one Church. St. Cyprian of Carthage The Unity of the Catholic Church 8
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That our Lord Jesus Christ in the night in which He was betrayed, took bread, and when He had given thanks He brake it, and gave to His disciples, saying, Take, eat, this is My Body: and having taken the cup and given thanks, lie said, Take, drink, this is My Bloods. Since then He Himself declared and said of the Bread, This is My Body, who shall dare to doubt any longer? And since He has Himself affirmed and said, This is My Blood, who shall ever hesitate, saying, that it is not His blood? St. Cyril of Jerusalem Catechetical Lectures 22,1
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When the word says, ‘This is My Body,’ be convinced of it and believe it, and look at it with the eyes of the mind. For Christ did not give us something tangible, but even in His tangible things all is intellectual. So too with Baptism: the gift is bestowed through what is a tangible thing, water; but what is accomplished is intellectually perceived: the birth and the renewal. If you were incorporeal He would have given you those incorporeal gifts naked; but since the soul is intertwined with the body, He hands over to you in tangible things that which is perceived intellectually.. St. John Chrysostom Homilies on the Gospel of Matthew 82,4
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 What is the mark of a Christian? That he be purified of all defilement of the flesh and of the spirit in the Blood of Christ, perfecting sanctification in the fear of God and the love of Christ, and that he have no blemish nor spot nor any such thing; that he be holy and blameless and so eat the Body of Christ and drink His Blood; for ‘he that eateth and drinketh unworthily, eateth and drinketh judgement to himself.’ What is the mark of those who eat the Bread and drink the Cup of Christ? That they keep in perpetual remembrance Him who died for us and rose again. St. Basil the Great The Morals 22
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After the great and wonderful prayers have been completed, then the bread is become the Body, and the wine the Blood, of our Lord Jesus Christ. St. Athanasius Sermon to the Newly Baptized
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The bread is at first common bread; but when the mystery sanctifies it, it is called and actually becomes the Body of Christ.  St. Gregory of Nyssa Orations and Sermons
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After the type had been fulfilled by the Passover celebration and He had eaten the flesh of the lamb with His Apostles, He takes bread which strengthens the heart of man, and goes on to the true Sacrament of the Passover, so that just as Melchisedech, the priest of the Most High God, in prefiguring Him, made bread and wine an offering, He too makes Himself manifest in the reality of His own Body and Blood. St. Jerome Commentaries on the Gospel of Matthew 4,26,26
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For the whole Church observes this practice which was handed down by the Fathers: that it prayers for those who have died in the communion of the Body and Blood of Christ, when they are commemorated in their own place in the sacrifice itself; and the sacrifice is offered also in memory of them on their behalf. St. Augustine Sermons 172,2
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He states demonstratively: “This is My Body,” and “This is My Blood,” lest you might suppose the things that are seen are a figure. Rather, by some secret of the all-powerful God the things seen are transformed into the Body and Blood of Christ, truly offered in a sacrifice in which we, as participants, receive the life-giving and sanctifying power of Christ. St. Cyril of Alexandria Commentary on Matthew (26:27)

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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A teologia do santo sacrifício da Missa : o único “Cânon” da Missa tradicional. É a parte central e sacrifical da Missa, e que fica entre o “Sanctus” e o “Pater Noster”. É exclusiva do celebrante que deve pronunciá-la em latim e em voz baixa (Concílio de Trento). Nela tem lugar a grande “Acção sacrifical de Jesus Cristo”, que Ele renova na Consagração. É através dela que Cristo se torna presente realmente, e se coloca sob as Espécies Sacramentais em estado de Vítima imolada. Aí renova Ele a oblação sacrifical que fez de si mesmo ao Pai na Cruz.

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A “Confissão de Augsburgo”, protestante, viu bem a mudança radical do novo rito da missa, ao declarar: “Nós fazemos uso das novas preces eucarísticas (católicas) que têm a vantagem de pulverizar (reduzir a pó) a teologia do Sacrifício” (“L' Eglise d' Alsace”, dez/73 e jan/74. Apud “La Messa di Lutero”, por Dom Lefebvre).
Essas “preces eucarísticas” da missa nova, oficialmente em número de quatro, mas que já são muito mais, correspondem ao único “Cânon” da Missa tradicional. É a parte central e sacrifical da Missa, e que fica entre o “Sanctus” e o “Pater Noster”. É exclusiva do celebrante que deve pronunciá-la em latim e em voz baixa (Concílio de Trento). Nela tem lugar a grande “Acção sacrifical de Jesus Cristo”, que Ele renova na Consagração. É através dela que Cristo se torna presente realmente, e se coloca sob as Espécies Sacramentais em estado de Vítima imolada. Aí renova Ele a oblação sacrifical que fez de si mesmo ao Pai na Cruz. E isso, em virtude da Ordem (Sacramento do sacerdócio) que deu aos Apóstolos de fazerem o mesmo que ele tinha feito (Lc. 22,19).
 
É o seu acto sacrifical, que é único e uno, e que foi realizado uma vez por todas, cruentamente na Cruz e misticamente, na última Ceia. E que, por sua ordem, de novo se torna presente, de modo místico, mas real, em cada verdadeira Missa. Assim, deu Jesus cumprimento à profecia de Malaquias: “Do nascente ao poente (...) e em todo lugar, será oferecido ao meu nome uma oblação pura” (Mal. 1,11).
 
A Santa Missa abrange ou realiza os quatro fins do Sacrifício: o latrêutico ou de adoração; o eucarístico ou de ação de graças; o propiciatório ou de expiação; e o impetratório ou de súplica. O fiel, unindo-se por esses atos a Jesus Cristo, que, na Missa como na Cruz, é ao mesmo tempo, Sacerdote e Vítima, participa dos frutos da Redenção e cumpre os seus deveres fundamentais para com Deus. Desses frutos também participam todos os fiéis espalhados pelo mundo.
 
O carácter sacrifical da Missa católica é indicado por vários modos:
 
a) Por ser a renovação e perpetuação, de modo incruento, do Sacrifício da Cruz, o qual, por sua vez, deu cumprimento aos sacrifícios figurativos do Antigo Testamento. Jesus Cristo unificou, na Cruz e na Ceia-Missa, os vários aspectos dos sacrifícios figurativos da Antiga Aliança indicados acima (nº 4 deste).
 
b) Pelas palavras de sentido sacrifical da liturgia dos sacrifícios figurativos do Antigo Testamento, das quais Jesus fez uso na última Ceia: “Isto é o meu Corpo que é entregue por vós”, e “Este é o Cálice de meu Sangue que é derramado por vós”. Note-se o verbo no tempo presente (texto original), indicando um derramar de seu Sangue no próprio ato consecratório.
 
c) Pela realização da “morte sacramental” de Jesus significada através da Consagração das espécies do pão e do vinho, em separado. A separação sacramental do Corpo e do Sangue significa e realiza misticamente a morte de Jesus Cristo.
 
d) Pelo ofertório, com as preces que o acompanham, e que indicam explicitamente que a Santa Missa é sacrifício, e sacrifício propiciatório, isto é, que desagrava a Deus pelos pecados, para os quais impetra o perdão. De fato, nele o celebrante declara que o oferece “... por seus pecados..., pelos de todos os fiéis vivos e defuntos... para que a todos aproveite a vida eterna”.
 
e) Por fim, a Fé da Igreja que sempre professou essa verdade e no Concílio de Trento sentenciou infalivelmente contra os protestantes: “Se alguém disse que a Missa é só Sacrifício de louvor, e não propiciatório (...) seja anátema (Denz. Sch. 1753).
 
“Sacrifício de louvor” era o que ainda admitia Lutero. Não basta, porém, isso para termos toda a “teologia do sacrifício”, que é necessário admitir-se completa e que a Confissão protestante de Augsburgo declara “ter sido pulverizada pelas novas preces eucarísticas” da missa nova.
 
Por isso, a primeira medida de Lutero contra o carácter sacrifical da Missa, foi a supressão do ofertório, que mais explicitamente o expressa. Depois fez as outras mudanças. Foi igualmente o que fez Paulo VI na nova missa, transformando o ofertório em uma simples apresentação de dons conforme prática judaica na suas sinagogas.
 
Em seguida, Lutero alterou as palavras da instituição, fazendo da parte consecratória e da narrativa, que são bem distintas, uma só, e mandando pronunciar tudo em tom narrativo e em voz alta. Tudo para suprimir qualquer idéia de acção pessoal do celebrante e pois, toda a idéia de sacrifício; e assim inculcar nos assistentes a idéia protestante de simples ceia-memorial.
 
Também a reforma de Paulo VI, do rito da Missa, alterou a forma da Consagração, transpondo para fora dela as palavras “Mysterium fidei”, e suprimindo o ponto gráfico que separava bem a parte narrativa, da parte consecratória, de modo que o celebrante é levado a pronunciar tudo em tom narrativo como quem apenas conta um fato acontecido no passado, e não como quem faz uma ação pessoal, que torna de novo presente a mesma realidade operada por Jesus Cristo, e por Ele ordenada que fosse renovada perpetuamente mediante o ministério do sacerdote (Lc. 22,19).
 
Vê-se pois, por essa pequena amostra – e há muitos outros pontos nos quais a missa nova não é mais a pura expressão da Fé Católica – como é de suma importância a nossa fé nesse aspecto da Missa como sacrifício. Aí está a prova. Os protestantes tomam ares de festa com a sua supressão, através da Missa nova.
 
No entanto, não ficou nisso toda a reforma luterana do rito da Missa, mas tendo por objetivo suprimir a própria Missa, partiu Lutero para a supressão do sacerdócio católico, que fora instituído por Jesus Cristo, para garantir a perpetuidade do santo Sacrifício da Missa. Pois ele sabia bem que sem sacerdote verdadeiro não há missa verdadeira, mas simples ceia-comemorativa da última Ceia celebrada por Cristo.
 
Por isso, seguindo esse mesmo espírito, a atual reforma do rito da Missa, feita por Paulo VI, apresenta uma clara tendência a prescindir do padre como único sacrificador da Divina Vítima no sacrifício do Altar. De fato, a “Institutio generalis”, que promulga o novo rito, ao dar uma definição de Missa, que os protestantes assinariam, apresenta a Missa como sendo constituída essencialmente pela “assembléia dos fiéis reunidos para celebrar o memorial do Senhor, sob a presidência do celebrante”.
 
Note-se que foi acrescentada posteriormente a afirmação de que o celebrante “agit in persona Christi” (age no lugar de Cristo e como seu representante), [mas esta] não alterou a afirmação de que quem celebra o “memorial do Senhor é a assembléia dos fiéis” (cf. Institutio Generalis, nº 7), e não o sacerdote, sozinho.
 
Preparou-se assim, a negação explícita da própria presença sacramental e real de Jesus Cristo na Divina Eucaristia, como atualmente os neo-modernistas mas avançados estão fazendo. Os neo-catecumenais, por exemplo, que proíbem os fiéis de se ajoelharem na Consagração, porque - dizem - tudo não passa de simples símbolos. Eis aí a prova de que a Nova Missa leva gradualmente ao protestantismo.
 
É o bastante para já se entender porque os Cardeais Ottaviani e Bacci, em carta a Paulo VI, ao lhe apresentarem o “Breve Estudo Crítico da nova missa”, tenham afirmado: “O novo rito da Missa se distancia de modo impressionante, no seu todo e nos seus pontos particulares, da teologia católica da Missa”.
 
Também ultimamente, o Cardeal Stickler declarou que “o novo rito da Missa é uma adaptação à idéia protestante do culto”. Ele cita também o escritor francês Jean Guitton que escreveu o seguinte: “O Papa Paulo VI me confiou que era sua intenção assemelhar, o mais possível, a nova liturgia ao culto protestante” (em “Fideliter”, nº 109). Isso confirma o que já havia dito o perito em Liturgia, Mons. Klaus Gamber: “A reforma litúrgica de Paulo VI foi mais radical que a de Lutero” (Em “A Reforma Litúrgica em questão” - Ed. Francesa, com prefácio do Cardeal Ratzinger).

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

The Holy Mass is the highest form of worship. It is the sacrifice of Calvary renewed. The Mass is not just a way to remember Jesus' sacrifice on the Cross. It is the same sacrifice of Jesus, re-presented (made present) under the sacramental sign of bread and wine….it is the sacrifice that Jesus offered on Calvary, present in the consecrated bread and wine of the Eucharist." In the Holy Mass, it is Jesus Christ, God, as well as Man, Who is your intercessor, our Priest and our Victim. Being God-as well as Man-His prayers, merits, and His offerings are infinite in value.

  In the "Truth About the Eucharist," published by Liguori Publications(1996), Reverend John Dowling states that "In the Mass the Catholic faithful, moved by and united in the Spirit, proclaim the mighty deeds of God in Word and in sacrament; the Liturgy of the Word and sacrament is the foundation and apex of Christian worship. This celebration is not an attempt to manipulate our God; rather it is a Spirit-filled encounter with a God who comes to us in his Word, feeds us with bread from heaven, and quenches our thirst with the cup of salvation.
But what is most significant at the Mass is that when the species (the bread and wine) are consecrated by a priest or bishop, Jesus becomes really and truly present. We call this the Real Presence. It is no longer bread and wine, but really Jesus Himself. The substance (what the thing is) of bread and wine is changed into the Body, Blood, Soul, and Divinity of Jesus, even though we can still see and taste the accidents (what we see or taste) of bread and wine. [Taken from the booklet "The Little Catechism on the Holy Eucharist," Catholic Bishop of Lincoln, Nebraska, 1995]
Pope John Paul II says, "Our participation in the Eucharistic Sacrifice should deepen our desire for the whole human family to come to the light of the faith... It should inspire us to bring the Gospel of Jesus Christ to all those who do not yet believe in Him." We who are God's children by faith and baptism share in Christ's priesthood. In the Mass we join our High Priest in offering the Sacrifice of His Body and Blood. With the whole Church we unite the offering of ourselves and of all created things with Christ's offering to the Father. We adore God, we thank Him, we atone for our sins and we ask Him for help. The Mass nourishes us with the Word of God and the Body and Blood of Christ. In Holy Communion, Christ comes to our souls to give us a fuller share in His Sacrifice and unite us more closely to Himself and to one another.
Why We Should "Go To Mass". There are many reasons why we should "go to Mass." It is hoped that one or another of the following reasons will motivate us to a better participation in the Eucharistic celebration.
1) Since the work of our salvation is commemorated and continued in the Mass, gratitude demands that we take part in the Eucharistic liturgy.
2) Christ saved us, but he did not intend to save us without our cooperation. The purpose of the Eucharist is not only to renew Christ's sacrifice, but also to join the sacrifice of ourselves to his, in order to indicate our desire and cooperation to be saved.
3) If we believe that Christ redeemed us, we should desire to publicly profess this belief by taking an active part in the Mass which continues his redemptive work.
4) Since Christ distributes his redemptive graces most abundantly in the Mass, it is necessary that we should come into vital contact with him in the Mass, in order to receive all the graces he desires to impart to us.
5) At Baptism we have received a share in the divine life, but we need Jesus in Holy Communion in order to maintain and develop this life; for, as he said: "I tell you most solemnly, if you do not eat the flesh of the Son of Man and drink his blood, you will not have life in you" (Jn. 6:53).
6) Through Baptism we share in the priesthood of Christ. The function of the priesthood is to worship and offer sacrifice. Hence, it is our vocation, privilege, and duty to offer the Eucharistic sacrifice.
7) Only perfect worship is worthy of the heavenly Father, and only the Mass is perfect worship. Not even the greatest amount of prayers, recited with the greatest devotion, can come close to the value of even one Mass.
8) Finally, some may say, "Why should I go to church? I can pray anywhere, and I can pray by myself." True, we can pray anywhere and by ourselves, but we should also worship with others because through Baptism we have become members of the Christian community. We should go to church in order to receive Holy Communion which is necessary for our spiritual life. We should go to church because, aside from a few exceptions, we do there something which we do not do anyplace else, namely, offer the best prayer, the best form of worship, the holy sacrifice of the Mass. (Rev. Maynard Kolodziej, "Understanding the Mass", Catholic Book Publishing Co., NJ, 1998)
General Intercessions of the Eucharist. The Liturgy of the Eucharist is the great act of intercession of the Church. By interceding, the Church exercises her role as Bride of Christ, reigning and ruling with Him. Like the queen she is, the Church intercedes with her all-powerful King. I can offer the Immaculate Victim and in union with Him I can offer myself. As a royal priest I can offer my whole being - body, soul, and spirit. I can offer "always and everywhere" even the least of my sufferings, or rather especially my little sufferings, because those are often the only ones I have. In union with the Immaculate Victim, the Eucharistically offered Victim, the eternal Priest and Victim, Jesus Christ, Who offered Himself on Calvary for the salvation of us all - in union with Him my smallest offerings become His and so of the greatest worth and power. These little sufferings are so precious we should not waste them, but rather offer them in union with the one eternal sacrifice going on this very moment in thousands of Masses around the world. Always and everywhere I can offer up the present situation. Nothing is too small to offer, nothing insignificant when offered Eucharistically, when offered in union with Jesus for the salvation of souls to the glory of the Father. It is called intercession. We are all called to it. (Rev. George W. Kosicki, C.S.B. "Intercession Moving Mountains Eucharistically," The Riehle Foundation, PO Box 7, Milford, OH (513) 576-0032)
It is a common practice to limit our prayers to petition. This is a mistake. While prayer of petition should not be forgotten (for in it we beg God for the favors of which we stand in need), we owe God, first of all, adoration; secondly, gratitude. We can never thank Him sufficiently, though we were to employ eternity in so doing, for the innumerable gifts, material and spiritual, temporal and eternal, which He has bestowed upon us. Life, redemption, our Catholic faith, preservation from grave sins, the grace of conversion, health, relatives and friends - these are but a few of God's gifts. Let us rejoice, therefore, to thank God by means of the Holy Mass. After adoration and thanksgiving comes atonement. Prostrate at the foot of Calvary's cross, down which the most precious Blood of Jesus Christ flows from His gaping wounds, we should beg pardon for our sins which have thus nailed Christ to the cross. Let us ask Him to pour His precious Blood over our souls that they may be cleansed from their polluting stains. ("Eucharistic Vigil Guide," prepare by Apostles of Our Lady of Mount Carmel, 4th printing, June 1977)

DE:http://members.cox.net/apostles12/2.htm

IL SANTO SACRIFICIO DELLA SANTA MESSA P. Mateo Crawley, CC.SS. Inno di Gloria L'unico degno della Santissima Trinità : Il mistero della divina Eucaristia comprende due meravi­gliosi capitoli: il Santo Sacrificio della Messa, fonte divina, inesauribile di grazia... e il Santo Sacrificio dell'Altare che, sotto il punto di vista teologico, è il Consummatum est, la con­sumazione liturgica del Sacrificio.

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"All'Augusta Trinità, per Gesù Cri­sto, Sommo ed Eterno sacerdote, omaggio di riconoscenza e di amore riparatore, in occasione dei miei cin­quanta anni di sacerdozio. Magnificat! Miserere! Adveniat!" (17 dicembre 1898-1948)
Il mistero della divina Eucaristia comprende due meravi­gliosi capitoli: il Santo Sacrificio della Messa, fonte divina, inesauribile di grazia... e il Santo Sacrificio dell'Altare che, sotto il punto di vista teologico, è il Consummatum est,  la con­sumazione liturgica del Sacrificio.
Normalmente entrambi dovrebbero restare spiritualmente uniti.
Disgraziatamente succede spesso che, senza un motivo sufficiente, si separa l'uno dall'altro, non senza detrimento per la vita eucaristica come pure per la vita spirituale. Il Santo Sacrificio è la fonte di vita divina da cui deriva il torrente sacro che è il Sacramento... Così la Santa Comunione e il Santo Tabernacolo sono torrenti di grazie che sgorgano dal Sacrificio.
Stabiliamo subito, con due affermazioni tanto categori­che quanto dottrinali, la differenza reale che esiste tra l'uno e l'altro.
Il Sacrificio è l'Offerta che il Verbo fa di Se stesso al Padre con queste parole: "Ecco lo vengo, o Dio, per fare la tua volontà" (Eb X, 7) - "Si è fatto obbediente fino alla morte, e alla morte di Croce" (Fil II, 8). Il Sacrificio è dunque la realizzazione ineffabile, sull'Altare come sul Calvario, di que­ste parole: "Tradidit semetipsum"! (Ef V, 2). Per la gloria del Padre e la redenzione dell'uomo colpevole, il Figlio di Dio si abbandona in olocausto al Padre... Abbandono mille volte sublime che si potrebbe glossare con queste povere parole: "Padre, poiché tu vuoi che io muoia, sia fatta la tua volontà!... Sì, mi sono incarnato per poter morire crocifisso, perché vo­glio essere tua Vittima di lode e di propiziazione. Io voglio, Padre, glorificarti tanto e molto più di quanto il peccato ti ab­bia oltraggiato".
E che cos'è il Santo Sacramento? Dopo essersi così ab­bandonato al Padre, il Figlio si volge verso di noi, suoi "filioli", i suoi piccoli figli, e ci dice: "Il Banchetto reale è già pronto, venite dunque tutti, mangiate il mio Corpo, bevete il mio San­gue. Ora io mi do a voi... Venite. Io sono la Manna discesa dal Cielo. Io sono il vostro Nutrimento e il vostro Pane. Io sarò Gesù-Ostia, tutto vostro, fino alla consumazione dei se­coli".
Nel Sacrificio, il Verbo fatto carne si dà al Padre quale Ostia. Nel Sacramento, sempre quale Ostia, si dà alla Chiesa e al popolo fedele.
 
È dunque chiaro che Gesù-Vittima è assolutamente la stes­sa Ostia nel Sacrificio e nel Sacramento. Ma l'Ostia del Sa­crificio non è offerta che al Padre... mentre l'Ostia del Sacra­mento è data e abbandonata ai fedeli.
Se l'eccellenza tutta divina dell'Ostia nel Sacrificio e nel Sacramento è assolutamente identica, la qualità di colui che la riceve differisce in una misura... infinita. Nel Sacrificio è il Padre, la cui eccellenza è infinita, che riceve Gesù-Ostia. E nel Sacramento colui che Lo riceve è l'abisso di niente e di peccato, che siamo noi tutti.
La consumazione della Vittima nella Santa Comunione costituisce la consumazione liturgica del Sacrificio. Ciò è tal­mente vero che, secondo le parole di Sua Santità Pio XII nella enciclica Mediator Dei, la Comunione "è assolutamente ne­cessaria da parte del ministro sacrificatore". Ma non ci sa­rebbe né Santa Comunione, né Santo Tabernacolo, né pertan­to esposizione e visita del Santo Sacramento, senza la Santa Messa che rinnova sull'Altare la Presenza reale.
La Santa Messa, liturgicamente considerata, comprende tre parti e cioè:
- l'oblazione o Offertorio;
- la Consacrazione delle due specie che costituisce il centro e l'essenza stessa del Sacrificio; - e la Santa Comunione che ne è il compimento, la consumazione richiesta dal Sacrificio della Messa.
E chi offre la Santa Messa? Tre persone, ma la cui opera­zione è di una virtù liturgica molto differente.
Anzitutto l'adorabile Pontefice, il Cristo-Gesù, il "Som­mo Sacerdote secondo l'Ordine di Melchisedech" (EbV, 10). Egli è al tempo stesso e il divino Officiante e anche la sacro­santa Oblazione sacramentale.
Poi, per Lui, con Lui e in Lui l'altro Cristo, che è il Sa­cerdote, ordinato Ministro ufficiale espressamente per offrire il Santo Sacrificio. "Sacerdotium propter sacrificium", il Sa­cerdote è stato istituito per offrire il Sacrificio. Egli, mentre compie all'Altare questa "maxima actio", è investito del Sa­cerdozio e del potere di Cristo, in virtù delle parole pronun­ziate dal Salvatore nell'ultima Cena: "Fate questo in memoria di Me" (Lc XXII, 19).
                                                                          Trois-Rivières 17 dicembre 1948
P. Mateo Crawley, SS. CC

EL TESORO ESCONDIDO DE LA SANTA MISA Por San Leonardo de Porto-Maurizio

 
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Artículo I
EXCELENCIA DEL SANTO SACRIFICIO DE LA MISA
§ 1. El sacrificio de la Misa es igual al sacrificio de la Cruz
§ 2. El santo sacrificio de la Misa tiene por principal sacerdote al mismo Jesucristo. Funciones del celebrante y de los asistentes
§ 3. El sacrificio de la Misa es el prodigio más asombroso de cuantos ha hecho la Omnipotencia divina
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Artículo II
NECESIDAD DEL SANTO SACRIFICIO DE LA MISA PARA APLACAR LA IRA DE DIOS
Articulo III
UTILIDADES QUE NOS PROPORCIONA EL SANTO SACRIFICIO DE LA MISA
§ 1. Nos hace capaces de pagar todas las deudas que tenemos contraídas con Dios
§ 2. Primera obligación: alabar y adorar a Dios
§ 3. Segunda obligación: satisfacer a la Justicia divina por los pecados cometidos
§ 4. Tercera obligación: Acción de gracias a Dios por los beneficios recibidos
§ 5. Cuarta obligación: Implorar nuevas gracias
§ 6. Por la Santa Misa alcanzamos aun aquellas gracias que no pedimos
§ 7. La Santa Misa proporciona un gran alivio a las almas del purgatorio
§ 1, Disposiciones generales con que se debe asistir al santo sacrificio de la Misa
§ 2. Métodos diferentes para oír la Santa Misa. Primero y segundo
§ 3. Tercer método de oír la Santa Misa
§ 4. Modo de hacer la Comunión espiritual
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§ 1. Ejemplos de varios príncipes, reyes y emperadores
§ 2. Ejemplos de grandes damas y señoras del mundo
§ 3. Ejemplos de mujeres de humilde condición
§ 4. Ejemplos de negociantes y artesanos
§ 5. Ejemplos de jornaleros y sirvientes
§ 6. Ejemplo formidable para los que no aprecian el inmenso tesoro de la Santa Misa
DE:http://www.mercaba.org/escritores/Leonardo/indice_tesoro_escondido.htm

sábado, 27 de novembro de 2010

Charles Journet : La Messe Présence du Sacrifice de la Croix

CHARLES JOURNET
Professeur au Grand Séminaire de Fribourg

LA MESSE : PRÉSENCE DU SACRIFICE DE LA CROIX
TEXTES ET ÉTUDES THÉOLOGIQUES
NIHIL OBSTAT :
Friburgi Helv,, die 15 lanuarii 1957
H. MARMIER, censor
 IMRRIMATUR :
Friburgi Helv. die ig Januarii 1957
R. PITTET, vg  
 

L'incorporation à la Passion du Christ commence au Baptême et se consomme dans la communion eucharistique. Le Baptême est le sacrement de l’initiation chrétienne. La grâce qu'il communique est une participation de celle qui a poussé Jésus à la Passion, à la Mort, à la Résurrection. Elle précontient en elle, comme la graine la plante, les étapes ultérieures de la vie spirituelle. La communion eucharistique, sacrement de la consommation de la vie spirituelle, est une invitation plus immédiate à entrer dans le drame de la Passion, de la Mort, de la Résurrection. Le triple symbolisme de l’Eucharistie nous découvre ses effets. Les apparences du pain et du vin signifient que le Christ, maintenant glorieux, nous rencontre à travers son sacrifice sanglant auquel il faut s'unir non seulement par la foi et la charité mais encore par la manducation de la victime ; elles signifient la réfection et l’ivresse spirituelle qui vient à l’âme par le don de l’amour ; elles signifient l’unité de tous ceux qui communient à un même Pain : « Il sort du corps naturel de notre Sauveur une impression d’unité pour assembler et réduire en un tout le corps mystique. » A mesure que l’Église avance dans le temps, elle prend une conscience toujours plus explicite de la dispensation suivant laquelle Celui qui l’a fondée par sa présence corporelle veut l’accompagner de cette même présence corporelle, maintenant glorieuse, mais accessible sous les seuls signes de sa Passion. Dans le rapport de la Croix du Christ et de la gloire du Christ, elle apprend à déchiffrer le secret de sa destinée (Chapitre VIII). 

 
 DE:http://jesusfilsdedieu.blogspot.com/search/label/Spiritualit%C3%A9

terça-feira, 23 de novembro de 2010

El Santo Sacrificio de la Misa : En el Sacrificio de nuestros altares de la divina Víctima, se ofrece Cristo a su eterno Padre para aplacarle, justamente irritado por los pecados del mundo, y para aplicarnos al mismo tiempo los frutos de su Redención. Los beneficios que Dios concede a los fieles en virtud del sacrificio de la Misa. En realidad, se llaman frutos de la Misa. Estos frutos son de tres clases. a) Impetratorios, pues por la Misa se obtienen numerosos beneficios de gracias actuales del orden espiritual y temporal: b) Propiciatorios, pues al calmar la Santa ira de Dios se conjura, y se apartan las calamidades: c) Satisfactorios, pues por oir la Santa Misa especialmente en estado de gracia, se remite parte de la pena temporal de nuestros difuntos o propia, debida a los pecados perdonados, y que habría de penarla en el Purgatorio.

Cristo reunido con sus Apóstoles en la Santa Cena, instituyó el Sacramento del orden Sacerdotal, al convertir la  sustancia del pan y del vino en la sustancia de su cuerpo y de su sangre diciendo: “ Tomad, comed,  este es el cuerpo mío.”  Y tomando un cáliz, y habiendo dado gracias, dio a ellos diciendo: “ Bebed de él todos, porque esta es la sangre mÍa de la Alianza, la cual por muchos se derrama para remisión de pecados.” ( S.Mat-26: 26 al 28;)  Porque cuantas veces comáis  este pan y bebáis el cáliz, anunciad la muerte del Señor hasta que Él venga.    (lªCor.ll:26;) Y a continuación mandó a sus discípulos que hiciesen lo mismo que Él hizo diciéndoles: “ Haced esto en memoria mía.” ( San Luc.22:l9;) Con este mandato de Cristo queda instituido el Sacramento del Orden Sacerdotal, confiriéndoles el sacerdocio de la Nueva Ley, para que con .cuyo ministerio el sacerdote pueda ejercer cada día, el Santo Sacrificio de la Misa. Todo sacerdote tomado entre los hombres, ( Hec.l4: 23;) es constituido en lo concerniente a Dios. Según el mandato de Cristo a sus Apóstoles, (S.Luc.22: l9;) para que ofrezca dones y sacrificios por los pecados.( Hebr.5:l;) Teniéndose en cuenta que cuando el ministro de Dios o sacerdote celebrante, pronuncia en el altar las palabras de la consagración, es el mismo Dios, el Verbo que se hizo carne, (S. Juan. l; l4;) en Jesús, el que se hace substancialmente presente en las especies sacramentales de lo que antes fue sustancias de pan y vino.
En el Sacrificio de nuestros altares de la divina Víctima, se ofrece Cristo a su eterno Padre para aplacarle, justamente irritado por los pecados del mundo, y para aplicarnos al mismo tiempo los frutos de su Redención.  Los beneficios que Dios concede a los fieles en virtud del sacrificio de la Misa.  En realidad,  se llaman frutos de la Misa. Estos frutos son de tres clases. a) Impetratorios, pues por la Misa se obtienen numerosos beneficios de gracias actuales del orden espiritual y temporal: b) Propiciatorios, pues al calmar la Santa ira de Dios se conjura, y se apartan las calamidades: c) Satisfactorios, pues por oir la Santa Misa especialmente en estado de gracia, se remite parte de la pena temporal de nuestros difuntos o propia, debida a los pecados perdonados, y que  habría de  penarla en el Purgatorio. Pues, escrito en la Sagrada Escritura está que: “ Es un pensamiento santo y saludable el rogar por los difuntos, a fin de que sean libres de sus pecados.( 2 ª Mac.l2: 46;) y vayan más pronto al cielo. En el Antiguo Testamento, el profeta Malaquías, el último de los profetas menores,  predice la abolición de los antiguos sacrificios de Israel, para de nuevo ofrecer a Dios una ofrenda pura en todo el mundo, un sacrificio perpetuo de la Nueva Alianza en la Sangre de Cristo.  (S.Luc.22:20;)
Porque los sacrificios últimos que se ofrecían a Dios con animales tullidos y enfermos, no le agradaban, por eso Dios se queja de ellos hablando por  medio del Profeta diciendo. “No tengo complacencia en vosotros, dice Yahvé de los ejércitos, y no me agrada la ofrenda de vuestras manos. Porque desde el orto del sol hasta el ocaso es grande mi nombre entre las naciones; y en todo lugar se ofrece a mi Nombre incienso y ofrenda pura, pues grande es mi Nombre entre las naciones, dice Yahvé de los ejércitos. (S. Malq.l: l0-ll;)  Esta ofrenda Pura que es la Divina Victima Cristo, celebrada en el Santo Sacrificio de la Misa actual, ofrecida a Dios Padre en los altares, en su esencia es el mismo Sacrificio del Calvario, porque el oferente principal es el mismo Jesucristo, la oblación es la misma: el Cuerpo y la Sangre de Cristo; idéntico el fin, que es aplacar a Dios justamente irritado por el pecado.  Solamente se distinguen ambos Sacrificios por el modo con que se realiza la oblación: en la Cruz con derramamiento de sangre, en la Misa, de un modo incruento sin derramamiento de sangre, interpelando Cristo ante su Padre por nosotros.

 

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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Santo Sacrifício da Missa Índice Noção de sacrifício; relação entre os sacrifícios do Antigo Testamento; o sacrifício da Cruz e o sacrifício da Missa Profecias, instituição e constante celebração do Santo Sacrifício da Missa Fim e frutos da Santa Missa Do modo de assistir à Missa Origem da Palavra Missa Explicação da Santa Missa - Obra do Ven. Martinho de Cochem (1630-1712)


Santo Sacrifício da Missa

Índice
Liturgia
Indice
Etimologia. Significado. Definição
Elementos. Línguas litúrgicas
Liturgia da Missa
Das coisas, na Liturgia da Missa 
       Matéria do Sacramento da Eucaristia
       Altar e pedra d'ara
       Objetos e utensílios necessários
       Paramentos
Quadro Sinóptico da Missa
Ordinário da Missa 

MISSA DE S. PIO V
X
MISSA NOVA


Nesta seção divulgaremos artigos, textos e documentos sobre a reforma litúrgica operada pós Vaticano II. Recomendamos a leitura do livro "O Problema da Reforma Litúrgica" da Fraternidade S.Pio X publicado pela Editora Permanência.

A reforma litúrgica - Artigo de Gustavo Corção, publicado no Jornal O Globo de 09/12/1976.
Dossiê Liturgia - Uma babel programada - por Andrea Tornielli - Publicada na Revista (progressista) 30 dias, 1982.
A Missa Nova em Questão - Resumo em perguntas e respostas, do folheto “A Missa Nova: um caso de consciência”. Compilado sob a responsabilidade dos padres de Campos
Missa Nova: um caso de consciência - Compilado sob a responsabilidade dos padres de Campos
Missa Nova: necessidade de optar - Artigo publicado no jornal "Sim Sim Não Não" - Janeiro de 2003..
A Missa da Tradição e a Missa nova - Artigo publicado no jornal "Sim Sim Não Não" n.103 - Novembro de 2001. (Edição Portuguesa)
62 razões - Porque a Missa Tradicional Latina, porque não a nova Missa? - Baseado nas 62 razões expostas pelos 25 padres da Diocese de Campos - RJ.
A Missa de Lutero - Conferência de Mons. Lefebvre, 1975.
A Teologia do Sacrifício da Missa - Dom Licínio Rangel - Avulsos "Fé íntegra" n.11
O Cardeal Ratzinger e a Liturgia Moderna - Trechos extraídos de seu livro de Memórias, La Mia Vita: Ricordi (1922 - 1977) publicada em 1997.
Algumas informações úteis sobre a nova Missa - Pe. François Laisney, Ex-superior da FSSPX nos Estados Unidos.

DE:http://www.missaest.hpg.com.br/