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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Cardeal Darío Castrillón :Bento XVI considera a liturgia anterior à Reforma do Concílio um tesouro inestimável. O venerável Rito de São Pio V beneficia, na Igreja católica de Rito Latino, de «um direito de cidadania »


CARD. DARÍO CASTRILLÓN : Bento XVI considera a liturgia anterior à Reforma do Concílio um tesouro inestimável. "Com esse Motu Proprio, na realidade, a mudança não é tão grande. A coisa principal é que neste momento os sacerdotes podem decidir, sem permissão nem por parte da Santa Sé nem por parte do bispo, se celebrar a Missa no rito antigo."

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Alguns extractos de uma entrevista feita ao Cardeal Darío Castrillón pela Radio Vaticana

Cardeal Darío Castrillón Hoyos:- "Já João Paulo II queria dar aos fiéis que amavam o antigo rito a oportunidade de celebrar o rito que mais atendia à sensibilidade deles. O Santo Padre Bento XVI tem um amor especial pela Liturgia. Um amor que se traduz também em capacidade de estudo, de aprofundamento da própria Liturgia. Por esse motivo, Bento XVI considera a liturgia anterior à Reforma do Concílio um tesouro inestimável. O papa não quer voltar atrás. É importante saber e ressaltar que o Concílio não proibiu a liturgia de São Pio V e, ademais, é preciso dizer que os Padres do Concílio celebraram a Missa de São Pio V. Não é um voltar atrás, como alguns defendem _ porque não conhecem a realidade. Pelo contrário: o Concílio quis ser amplo nas liberdades boas dos fiéis. Uma dessas liberdades é justamente a de tomar esse tesouro, como diz o papa _ que é a Liturgia _ para mantê-lo vivo."

-Cardeal Hoyos, o que muda, na realidade, com esse Motu Proprio?

-Cardeal Darío Castrillón Hoyos:-"Com esse Motu Proprio, na realidade, a mudança não é tão grande. A coisa principal é que neste momento os sacerdotes podem decidir, sem permissão nem por parte da Santa Sé nem por parte do bispo, se celebrar a Missa no rito antigo. E isso vale para todos os sacerdotes. Os párocos são eles mesmos que na paróquia devem abrir a porta àqueles sacerdotes que, tendo a faculdade, vão celebrá-la. Portanto, não é necessário pedir nenhuma outra permissão." .

-Cardeal Hoyos, este documento esteve acompanhado de polêmicas e temores: mas o que não é verdade daquilo que foi dito ou lido?

-Cardeal Darío Castrillón Hoyos:- "Por exemplo, não é verdade que tenha sido tirado dos bispos o poder sobre a Liturgia, porque já o Código diz quem deve dar a permissão para celebrar a missa e não é o bispo: o bispo dá o celebrat _ a potestade de poder celebrar _ mas quando um sacerdote tem essa potestade, são o pároco e o capelão que devem oferecer o altar para celebrar. Se alguém o impede, cabe à Pontifícia Comissão Ecclesia Dei tomar medidas, em nome do Santo Padre, a fim de que esse direito _ que é um direito claro dos fiéis _ seja respeitado."

-Cardeal Castrillón Hoyos, na vigília da entrada em vigor do Motu Proprio, quais são seus votos?

-Cardeal Darío Castrillón Hoyos:- "A Eucaristia é a maior coisa que nós temos, é a maior manifestação do amor, do amor redentor de Deus que nos quer acompanhar com essa presença eucarística. Isso jamais deve ser um motivo de discórdia: ali deve existir somente o amor. Faço votos de que isso possa ser um motivo de alegria para todos aqueles que amam a tradição, um motivo de alegria para todas aquelas paróquias que não terão mais divisões, mas terão _ pelo contrário _ uma multiplicidade de santidade com um rito que foi certamente o fator e o instrumento de santificação por mais de mil anos. Portanto, agradecemos o Santo Padre que recuperou para a Igreja esse tesouro. Nada é imposto aos outros. O papa não impõe a obrigação; o papa impõe, porém, que se ofereça essa possibilidade onde os fiéis quiserem. No caso de um conflito, porque humanamente dois grupos podem entrar em contraste, a autoridade do bispo _ como diz o Motu Proprio _ deve intervir para evitá-lo, mas sem anular o direito que o papa deu a toda a Igreja." « Retorno ao índice

http://missatridentinaemportugal.blogspot.com/2008_07_06_archive.html

Cardeal Darío Castrillón : o venerável Rito de São Pio V beneficia, na Igreja católica de Rito Latino, de «um direito de cidadania »


Pergunta: Eminência, um ano depois da celebração em Santa Maria Maior da Santa Missa no Rito de São Pio V, quais foram as reações que V. Ema. recebeu da parte do mundo dito « tradicionalista»?

Dom Dario Castrillón: Eu diria que elas foram positivas. Eu recebi até este dia centenas de cartas, provindo de todas as partes do mundo, exprimindo a gratidão e a esperança suscitadas por esta celebração, que, aliás, foi seguida por numerosos fiéis em Santa Maria Maior.

Entre tantas expressões de reconhecimento, numerosos fiéis insistiram sobre a emoção causada por este novo gesto de solicitude pastoral para com aqueles que, sem negar a validade da reforma litúrgica atual, se identificam, contudo na celebração do Santo Sacrifício segundo o Missal Romano da edição típica de 1962.

Por outra parte, esta celebração deu maior confiança sobre o fato de que o venerável Rito de São Pio V se beneficia, na Igreja católica de Rito Latino, de «um direito de cidadania », como eu disse na homilia. Este Rito não está extinto, não há dúvidas nesta matéria. O acontecimento de Santa Maria Maior contribuiu para dissipar esta dúvida, onde um tipo de desinformação a teria alimentado.

http://missatridentinaemportugal.blogspot.com/2008_07_13_archive.html

Cardenal Darío Castrillón Hoyos, señaló que “ha llegado el tiempo de facilitar” el acceso a la liturgia Gregoriana . Darío Card. Castrillón Hoyos : Through the Motu Proprio Summorum Pontificum the Pope offers all priests the possibility of celebrating Mass also in the traditional form

Cardenal Darío Castrillón Hoyos, señaló que “ha llegado el tiempo de facilitar” el acceso a la liturgia Gregoriana

 
 

Le cardinal Castrillon Hoyos est venu célébrer la messe à la paroisse personnelle Saint-François de Paule. Sous un beau soleil, le cardinal a ainsi pu découvrir la vie de notre paroisse. Retour sur cette journée en photos.

 

Cardenal Darío Castrillón Hoyos, señaló que “ha llegado el tiempo de facilitar” el acceso a la liturgia Gregoriana

El cardenal Darío Castrillón, presidente de la comisión Ecclesia  Dei
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El Presidente Emerito de la Comisión Ecclesia Dei, Cardenal Darío Castrillón Hoyos, señaló que “ha llegado el tiempo de facilitar” el acceso a la liturgia “según los libros litúrgicos promulgados por el Beato Juan XXIII en 1962”.
“El Santo Padre tiene la intención de extender a toda la Iglesia latina la posibilidad de celebrar la Santa Misa y los Sacramentos según los libros litúrgicos promulgados por el Beato Juan XXIII en 1962”, dijo el Purpurado colombiano en su intervención ante la asamblea de obispos reunidos en la V Conferencia General del Episcopado Latinoamericano y el Caribe.
“Por esta liturgia, que nunca fue abolida, y que, como hemos dicho, es considerada un tesoro, existe hoy un nuevo y renovado interés y, también por esta razón el Santo Padre piensa que ha llegado el tiempo de facilitar, como lo había querido la primera Comisión Cardenalicia en 1986, el acceso a esta liturgia haciendo de ella una forma extraordinaria del único rito Romano”, prosiguió.
Seguidamente, el Cardenal Castrillón precisó que de esta manera, “el Santo Padre quiere conservar los inmensos tesoros espirituales, culturales y estéticos ligados a la liturgia antigua. La recuperación de esta riqueza se une a la no menos preciosa de la liturgia actual de la Iglesia”.
Asimismo dijo que esta “oferta generosa del Vicario de Cristo” quiere poner “a disposición de la Iglesia todos los tesoros de la liturgia latina que durante siglos ha nutrido la vida espiritual de tantas generaciones de fieles católicos”.

fonte:http://www.redescristianas.net/

Card. Darío Castrillón : Evangéliser sur Internet . Il a tout d’abord insisté sur la nécessité « d’évangéliser à partir d’Internet » en rappelant que « la rencontre personnelle avec le Christ est la clé de toute évangélisation authentique ». Il faut « ouvrir la porte de la foi pour que le Christ, le Rédempteur, entre dans nos vies », a-t-il déclaré.

http://www.papanews.it/Public/ardinale1piccolo.BMPCongrès sur l’Eglise et l’informatique à Monterrey, Mexique
 (ZENIT.org) – Dans une intervention au Congrès sur l’Eglise et l’informatique, qui a eu lieu du 2 au 5 avril à Monterrey au Mexique, le cardinal Darío Castrillón Hoyos, préfet émerite de la Congrégation pour le clergé, a analysé le phénomène religieux sur Internet et proposé des pistes de réflexion pour évangéliser à travers la web.

Le cardinal colombien a tout d’abord fait remarquer que les pages religieuses sur Internet sont extrêmement nombreuses. « Mais s’agit-il de vrais sites religieux ou de créations de la société de consommation, à la mesure de l’homme d’aujourd’hui ? » s’est-il interrogé.

Le cardinal Castrillón Hoyos a décrit le phénomène religieux sur Internet, relevant quatre caractéristiques.

« Il existe un sécularisme virtuel, a-t-il précisé. Dans de nombreux sites d’aspect apparemment religieux nous ne trouvons en fait que de la ‘pseudosacralité’. Le sécularisme ne se présente plus comme une absence d’éléments sacrés mais comme l’offre, presque commerciale, de religions sans élément sacré ou qui ont un concept irréel du sacré, à la mesure de l’être humain ».

Le cardinal a ensuite parlé du « relativisme on line ». Sur Internet, a-t-il expliqué « rien n’est absolu, ni même vrai. Lorsqu’il entre dans le réseau, le navigateur découvre de multiples propositions de bonheur qui lui sont offertes avec des arguments très attrayants, avec de nombreuses promesses de vie meilleure, de dépassement personnel, mais sans référence à la vérité de leurs contenus. En fait, pour un homme d’aujourd’hui, parler de vérité est presque de mauvais goût ».

La troisième caractéristique de la religiosité sur Internet est « le syncrétisme digital », a affirmé le cardinal Castrillón Hoyos. « Du point de vue religieux, Internet est comme un institut de beauté intérieure, comme un gymnase psycho-physique dans lequel on reçoit d’extraordinaires leçons de sagesse comprimée ».

Pour terminer, le cardinal a analysé la relation entre « web et liberté » comme un autre aspect particulier du phénomène religieux sur Internet.

« Internet est comme un autel sur lequel on rend un culte au concept de la liberté », a-t-il déclaré.

Le préfet emérite de la congrégation pour le clergé a ensuite proposé quelques clés pour évangéliser l’ère digitale.

Il a tout d’abord insisté sur la nécessité « d’évangéliser à partir d’Internet » en rappelant que « la rencontre personnelle avec le Christ est la clé de toute évangélisation authentique ». Il faut « ouvrir la porte de la foi pour que le Christ, le Rédempteur, entre dans nos vies », a-t-il déclaré.

Le cardinal a précisé que beaucoup voient aujourd’hui l’Eglise comme « une institution légaliste, faite d’impositions ». Les gens ne comprennent pas que ces « lois » sont « chemin de liberté, d’une liberté qui doit être guidée par l’amour ».

« Et l’Eglise, c’est-à-dire nous, que fait-elle ? s’est-il interrogé. L’Eglise doit leur ouvrir ses portes et leur montrer l’amour du Père qui vit en elle. Et ceci, elle peut le faire, elle doit le faire, également à travers Internet ».

Pour terminer, le cardinal Castrillón Hoyos a encouragé « une nouvelle forme d’inculturation ». « L’Eglise a le devoir d’apprendre les nouveaux protocoles de la communication et les nouveaux langages télématiques pour pouvoir continuer son dialogue avec l’humanité, a-t-il déclaré. C’est le seul moyen d’établir un vrai dialogue avec l’homme d’aujourd’hui dans un moyen de communication comme Internet, qui est essentiellement interactif ».

Darío Card. Castrillón Hoyos, President Emeritus  of the Pontifical Commission Ecclesia Dei, gave an interview to L’Osservatore Romano. : Through the Motu Proprio Summorum Pontificum the Pope offers all priests the possibility of celebrating Mass also in the traditional form and to the faithful to exercise their right to have this rite when there are the conditions specified in the Motu Proprio

 https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiTjZLUpmEDxQ1iF37hEXsMMuDGmEqDfXAyanhyp40_9anBqfoEq78mQz5MSJi8gEtUz-BXk5a6QgR8cNSLwY3vIW4NkO9ZnBS0eZoZtyTT9M5FpUsDBIw6VSFuFXLIsCnov7oTV4RpAQ/s1600/Cardinal_in_Chartres.jpg
The sense of Catholicity and unity in the liturgy
by Gianluca Biccini
"Benedict XVI’s apostolic letter Summorum Pontificum on the use of the Roman liturgy before the reform effected in 1970 is causing to return also some non-Catholics into full communion with Rome.  Requests are being received for this after the Pope renewed the possibility of celebrating according to the old rite".  Thus affirmed Darío Card. Castrillón Hoyos, President of the Pontifical Commission Ecclesia Dei, who in this interview with our newspaper, after the publication of the pontifical document in the Acta Apostolicae Sedis, clarified some of its contents and underscored its importance as a tool to preserve the treasury of the liturgy that comes from the time of St. Gregory the Great and for a renewed dialogue with those who, because of the liturgical reform, were distanced from the Church of Rome.  The publication in the Acta preceded by a few days the nomination by Benedict XVI the preceding Secretary Camille Perl as Vice President of Ecclesia Dei, and of the adjunct Secretary Mario Marini as Secretary.
The Letter, in the form of a Motu Proprio, does not refer to the normal contemporary form, the ordinary form – of the Eucharistic liturgy, which is the one published in the Missale Romanum by Paul VI and then reedited on two occasions by John Paul II; instead this refers to the use of the extraordinary form, which is the one in the Missale Romanum before the Council, published in 1962 on the authority of John XXIII.  This doesn’t deal with two different rites, but of a two-fold use of one Roman Rite.  "This was the form celebrated", the Columbian Cardinal explained, "that was used for more than 1400 years.  This rite, which we could call ‘Gregorian’, inspired the Masses of Palestrina, Mozart, Bach and Beethoven, great cathedrals and marvelous works of painting and sculpture."
"Thanks to the Motu Proprio, not a few people have asked to return to full communion and some have already returned," the President of Ecclesia Dei added.  In Spain, the "Oasis of Jesus the Priest", an entire cloistered monastery with thirty sisters guided by their founder, has already been regularized by the Pontifical Commission; also there are groups of Americans, Germans and French on the path to regularization.  And finally there are individual priests and many lay people who have contacted us, writing to us and asking us for reconciliation and, on the other hand, there are many other faithful who have manifested their gratitude to the Pope and their pleasure in the Motu Proprio."
Some have accused the Pope of wanting to impose a liturgical model in which language and gestures of the rite seem to be monopolized exclusively by the priest, while the faithful wind up marginalized and thus excluded from a direct relationship with God.
On the occasion of the Baptism of the Lord, for example, Benedict XVI basically celebrate in the Sistine Chapel facing toward the Crucifix.  The Pope celebrated in Italian according the ordinary form, that does not exclude, however, the possibility of celebrating toward an altar not versus populum and that foresees also celebration in Latin.  Let’s remember that the ordinary form is the Mass that normally all priests priests say, according to the post-Conciliar reform; while the extraordinary for is the Mass from before the liturgical reform which, according to the norms of the Motu Proprio today all can celebrate and was never prohibited.
But some criticisms seem to be coming also from bishops?
A few have problems, but we’re dealing with a few exceptions, because the large part are in agreement with the Pope.  Rather, there are showing up some practical difficulties.  It is necessary to make this clear: we are not dealing with a return to the past, but rather a progress, because this way we have two riches, instead of one only.  Furthermore, this wealth is offered respecting the rights of those who are especially bound to the older liturgy.  Here we can get into some problems in a positive sense.  For example, it can happen that a priest doesn’t have the training and the adequate cultural sensibility.  It’s enough to think about priests who are from areas where the language is far different from Latin.  But we aren’t always talking about refusal: it is the presentation of a real difficulty which must be overcome.
Our Commission itself is thinking to organize a form of help for seminaries, dioceses and episcopal conferences.  Another facet of the study is to promote multimedia aids for the understanding of and learning of the extraordinary form with all its theological, spiritual and artistic richness bound up also with the old liturgy.  Moreover, is seems important that there be involved groups of priests who are already using the extraordinary form, who are offering themselves to celebrate, to demonstrate, to teach celebration according to the 1962 Missale.
So, there isn’t a problem?
It is rather a controversy born from a certain lack of understanding.  Some, for example, ask permission, as if we were dealing with a concession or an exceptional case, but there isn’t any need for this.  The Pope was clear.  It is an error on the part of some and some journalists, to maintain that the use of the Latin language concerns only the older rite, while instead it is foreseen also in the Missal of Paul VI. 
Through the Motu Proprio Summorum Pontificum the Pope offers all priests the possibility of celebrating Mass also in the traditional form and to the faithful to exercise their right to have this rite when there are the conditions specified in the Motu Proprio.
How have groups like the Society of St. Pius X reacted, who refused to celebrate Mass with the Novus Ordo established after Vatican II?
The Lefevbrites from the very beginning affirmed that the old form was never abolished.  It is clear that it was never abrogated, even if before the Motu Proprio not a few considered it prohibited.  Now, instead, it can be offered for all the faithful who wish it according as it is possible.  But it is also clear that if there are not priests who are adequately prepared, it can’t be offered, because we are dealing with not only with the Latin language, but also knowledge of the old rite as such.  Finding some quiet time today is for our culture a necessity which is not only religious.  I remember I that as a bishop I participated in a course for high level management, where they spoke of the need for managers to have at their disposition a semi-dark room in which they could sit and think things over before making decisions.  Silence and contemplation are necessary attitudes even today, above all when dealing with the mysteries of God.
Eight months have passes since the promulgation of the document.  Is it true that it has aroused agreement also in other ecclesial entities?
The Pope offered to the Church a treasure which is spiritual, cultural, religious and Catholic.  We received letters of agreement also from prelates of Orthodox Churches, from Anglican and Protestant faithful.  Also, there are some priests of the Society of St. Pius X who, individually, are seeking regularization of their position.  Some of them have already signed a formula of adhesion.  We are informed that there are traditionalist lay faithful, close the Society, who have begin to attend Masses in the old rite offered in the churches of their dioceses.
How is return to "full communion" possible for people who are excommunicated?
The excommunication regarded only the four bishops, because they were ordained without the mandate of the Pope and against his will, while the priests are only suspended.  The Mass they celebrate is without question valid, but not licit and, therefore, participation is not recommended, at least when on Sunday there are not other possibilities.  Certainly neither the priests nor the faithful are excommunicated.  I would like to underscore the importance of clear understanding of these things to be able to judge them correctly.
Aren’t you worried that the attempt to bring into the Church men and women who don’t recognize the Second Vatican Council might not provoke a distancing of the faithful who instead see Vatican II as a compass by which we navigate the barque of Peter, above all in these times of continuous change?

Above all the problem about the Council is not, in my opinion, as grave as it would seem.  In fact, the bishops of the Society of St. Pius X, with their head Mons. Bernad Fellay, have expressly recognized Vatican II as an Ecumenical Council and Mons. Fellay underscored this in a meeting with John Paul II, and more explicitly in an audience of 29 August 2005 with Benedict XVI. Nor can we forget that Mons. Marcel Lefebvre signed all the documents of the Council.
I think that their criticism of the Council regarding above all the clarity of some texts, in the absence of which the road to interpretations out of accord with traditional doctrine is opened up.  The biggest difficulties are of an interpretive nature or they have to do with some gestures on the ecumenical plane, but not with the doctrine of Vatican II.  We are dealing with theological discussions, which can have their place within the Church, where in fact there exist different discussions of interpretation of conciliar texts, discussion which can go on also with groups who return to full communion.

So, the Church is reaching out a hand, even through this Motu Proprio on the old liturgy?

Yes, without question, because it is precisely in the liturgy that the meaning of catholicity is expressed and that is the source of unity.  I very much like the Novus Ordo which I celebrate daily.  I had not celebrated according to the Missal of 1962 after the post-conciliar liturgical reform.  Today, in taking up again sometimes the extraordinary rite, I also have discovered the richness of the old liturgy which the Pope wanted to maintain as living, preserving that centuries old form of the Roman tradition.
We must never forget that the supreme point of reference in the liturgy, as in life, is always Christ.  Therefore we are not afraid, even in liturgical ritual, to direct ourselves toward Him, toward the Crucifix, together with the faithful, to celebrate the holy Sacrifice, in an unbloody way, as the Council of Trent defined the Mass.

Su Eminencia el Cardenal Castrillón Hoyos, Presidente Emérito de la Pontificia Comisión Ecclesia Dei, celebró Santa Misa prelaticia con la Forma Extraordinaria del Rito Romano, en la Capilla del Santísimo Sacramento de la Basílica de San Pedro, con motivo de la 20º Asamblea Internacional de la Federación Una Voce.

Misa tradicional en la Basílica de San Pedro

El pasado 5 de noviembre Su Eminencia el Cardenal Castrillón Hoyos, Presidente Emérito de la Pontificia Comisión Ecclesia Dei, celebró Santa Misa prelaticia con la Forma Extraordinaria del Rito Romano, en la Capilla del Santísimo Sacramento de la Basílica de San Pedro, con motivo de la 20º Asamblea Internacional de la Federación Una Voce.

En su homilía, el cardenal destacó que “la práctica generalizada de abusos litúrgicos después del Concilio ha producido heridas profundas en la Iglesia, socavando la primacía del espíritu de obediencia al Magisterio de la Iglesia, que invariablemente debe caracterizar la expresión de la fe” y citando al Santo Padre Benedicto XVI (Exhortación Apostólica Sacramentum Caritatis), recordó que la obediencia fiel a las normas litúrgicas en su plenitud es la que asegura desde hace dos mil años la vida de fe de todos los creyentes.

Sobre el famoso "espíritu del concilio" el cardenal afirmó que "constituye para algunos una herramienta para sostener falsas afirmaciones a menudo dirigidas a imponer formas inquietantes de pensar y actuar... responsables de peligrosas desviaciones teológicas y pastorales, que son un daño concreto a la vida de fe del pueblo de Dios”.




segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Cardenal Darío Castrillón Hoyos, señaló que “ha llegado el tiempo de facilitar” el acceso a la liturgia Gregoriana

 
 

Le cardinal Castrillon Hoyos est venu célébrer la messe à la paroisse personnelle Saint-François de Paule. Sous un beau soleil, le cardinal a ainsi pu découvrir la vie de notre paroisse. Retour sur cette journée en photos.

 

Cardenal Darío Castrillón Hoyos, señaló que “ha llegado el tiempo de facilitar” el acceso a la liturgia Gregoriana

El cardenal Darío Castrillón, presidente de la comisión Ecclesia  Dei
Ampliar

El Presidente Emerito de la Comisión Ecclesia Dei, Cardenal Darío Castrillón Hoyos, señaló que “ha llegado el tiempo de facilitar” el acceso a la liturgia “según los libros litúrgicos promulgados por el Beato Juan XXIII en 1962”.
“El Santo Padre tiene la intención de extender a toda la Iglesia latina la posibilidad de celebrar la Santa Misa y los Sacramentos según los libros litúrgicos promulgados por el Beato Juan XXIII en 1962”, dijo el Purpurado colombiano en su intervención ante la asamblea de obispos reunidos en la V Conferencia General del Episcopado Latinoamericano y el Caribe.
“Por esta liturgia, que nunca fue abolida, y que, como hemos dicho, es considerada un tesoro, existe hoy un nuevo y renovado interés y, también por esta razón el Santo Padre piensa que ha llegado el tiempo de facilitar, como lo había querido la primera Comisión Cardenalicia en 1986, el acceso a esta liturgia haciendo de ella una forma extraordinaria del único rito Romano”, prosiguió.
Seguidamente, el Cardenal Castrillón precisó que de esta manera, “el Santo Padre quiere conservar los inmensos tesoros espirituales, culturales y estéticos ligados a la liturgia antigua. La recuperación de esta riqueza se une a la no menos preciosa de la liturgia actual de la Iglesia”.
Asimismo dijo que esta “oferta generosa del Vicario de Cristo” quiere poner “a disposición de la Iglesia todos los tesoros de la liturgia latina que durante siglos ha nutrido la vida espiritual de tantas generaciones de fieles católicos”.

fonte:http://www.redescristianas.net/

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Card. Darío Castrillón : Evangéliser sur Internet .Darío Card. Castrillón Hoyos: Through the Motu Proprio Summorum Pontificum the Pope offers all priests the possibility of celebrating Mass also in the traditional form

Card. Darío Castrillón : Evangéliser sur Internet . Il a tout d’abord insisté sur la nécessité « d’évangéliser à partir d’Internet » en rappelant que « la rencontre personnelle avec le Christ est la clé de toute évangélisation authentique ». Il faut « ouvrir la porte de la foi pour que le Christ, le Rédempteur, entre dans nos vies », a-t-il déclaré.

http://www.papanews.it/Public/ardinale1piccolo.BMPCongrès sur l’Eglise et l’informatique à Monterrey, Mexique
 (ZENIT.org) – Dans une intervention au Congrès sur l’Eglise et l’informatique, qui a eu lieu du 2 au 5 avril à Monterrey au Mexique, le cardinal Darío Castrillón Hoyos, préfet émerite de la Congrégation pour le clergé, a analysé le phénomène religieux sur Internet et proposé des pistes de réflexion pour évangéliser à travers la web.

Le cardinal colombien a tout d’abord fait remarquer que les pages religieuses sur Internet sont extrêmement nombreuses. « Mais s’agit-il de vrais sites religieux ou de créations de la société de consommation, à la mesure de l’homme d’aujourd’hui ? » s’est-il interrogé.

Le cardinal Castrillón Hoyos a décrit le phénomène religieux sur Internet, relevant quatre caractéristiques.

« Il existe un sécularisme virtuel, a-t-il précisé. Dans de nombreux sites d’aspect apparemment religieux nous ne trouvons en fait que de la ‘pseudosacralité’. Le sécularisme ne se présente plus comme une absence d’éléments sacrés mais comme l’offre, presque commerciale, de religions sans élément sacré ou qui ont un concept irréel du sacré, à la mesure de l’être humain ».

Le cardinal a ensuite parlé du « relativisme on line ». Sur Internet, a-t-il expliqué « rien n’est absolu, ni même vrai. Lorsqu’il entre dans le réseau, le navigateur découvre de multiples propositions de bonheur qui lui sont offertes avec des arguments très attrayants, avec de nombreuses promesses de vie meilleure, de dépassement personnel, mais sans référence à la vérité de leurs contenus. En fait, pour un homme d’aujourd’hui, parler de vérité est presque de mauvais goût ».

La troisième caractéristique de la religiosité sur Internet est « le syncrétisme digital », a affirmé le cardinal Castrillón Hoyos. « Du point de vue religieux, Internet est comme un institut de beauté intérieure, comme un gymnase psycho-physique dans lequel on reçoit d’extraordinaires leçons de sagesse comprimée ».

Pour terminer, le cardinal a analysé la relation entre « web et liberté » comme un autre aspect particulier du phénomène religieux sur Internet.

« Internet est comme un autel sur lequel on rend un culte au concept de la liberté », a-t-il déclaré.

Le préfet emérite de la congrégation pour le clergé a ensuite proposé quelques clés pour évangéliser l’ère digitale.

Il a tout d’abord insisté sur la nécessité « d’évangéliser à partir d’Internet » en rappelant que « la rencontre personnelle avec le Christ est la clé de toute évangélisation authentique ». Il faut « ouvrir la porte de la foi pour que le Christ, le Rédempteur, entre dans nos vies », a-t-il déclaré.

Le cardinal a précisé que beaucoup voient aujourd’hui l’Eglise comme « une institution légaliste, faite d’impositions ». Les gens ne comprennent pas que ces « lois » sont « chemin de liberté, d’une liberté qui doit être guidée par l’amour ».

« Et l’Eglise, c’est-à-dire nous, que fait-elle ? s’est-il interrogé. L’Eglise doit leur ouvrir ses portes et leur montrer l’amour du Père qui vit en elle. Et ceci, elle peut le faire, elle doit le faire, également à travers Internet ».

Pour terminer, le cardinal Castrillón Hoyos a encouragé « une nouvelle forme d’inculturation ». « L’Eglise a le devoir d’apprendre les nouveaux protocoles de la communication et les nouveaux langages télématiques pour pouvoir continuer son dialogue avec l’humanité, a-t-il déclaré. C’est le seul moyen d’établir un vrai dialogue avec l’homme d’aujourd’hui dans un moyen de communication comme Internet, qui est essentiellement interactif ».

Darío Card. Castrillón Hoyos, President Emeritus  of the Pontifical Commission Ecclesia Dei, gave an interview to L’Osservatore Romano. : Through the Motu Proprio Summorum Pontificum the Pope offers all priests the possibility of celebrating Mass also in the traditional form and to the faithful to exercise their right to have this rite when there are the conditions specified in the Motu Proprio

 https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiTjZLUpmEDxQ1iF37hEXsMMuDGmEqDfXAyanhyp40_9anBqfoEq78mQz5MSJi8gEtUz-BXk5a6QgR8cNSLwY3vIW4NkO9ZnBS0eZoZtyTT9M5FpUsDBIw6VSFuFXLIsCnov7oTV4RpAQ/s1600/Cardinal_in_Chartres.jpg
The sense of Catholicity and unity in the liturgy
by Gianluca Biccini
"Benedict XVI’s apostolic letter Summorum Pontificum on the use of the Roman liturgy before the reform effected in 1970 is causing to return also some non-Catholics into full communion with Rome.  Requests are being received for this after the Pope renewed the possibility of celebrating according to the old rite".  Thus affirmed Darío Card. Castrillón Hoyos, President of the Pontifical Commission Ecclesia Dei, who in this interview with our newspaper, after the publication of the pontifical document in the Acta Apostolicae Sedis, clarified some of its contents and underscored its importance as a tool to preserve the treasury of the liturgy that comes from the time of St. Gregory the Great and for a renewed dialogue with those who, because of the liturgical reform, were distanced from the Church of Rome.  The publication in the Acta preceded by a few days the nomination by Benedict XVI the preceding Secretary Camille Perl as Vice President of Ecclesia Dei, and of the adjunct Secretary Mario Marini as Secretary.
The Letter, in the form of a Motu Proprio, does not refer to the normal contemporary form, the ordinary form – of the Eucharistic liturgy, which is the one published in the Missale Romanum by Paul VI and then reedited on two occasions by John Paul II; instead this refers to the use of the extraordinary form, which is the one in the Missale Romanum before the Council, published in 1962 on the authority of John XXIII.  This doesn’t deal with two different rites, but of a two-fold use of one Roman Rite.  "This was the form celebrated", the Columbian Cardinal explained, "that was used for more than 1400 years.  This rite, which we could call ‘Gregorian’, inspired the Masses of Palestrina, Mozart, Bach and Beethoven, great cathedrals and marvelous works of painting and sculpture."
"Thanks to the Motu Proprio, not a few people have asked to return to full communion and some have already returned," the President of Ecclesia Dei added.  In Spain, the "Oasis of Jesus the Priest", an entire cloistered monastery with thirty sisters guided by their founder, has already been regularized by the Pontifical Commission; also there are groups of Americans, Germans and French on the path to regularization.  And finally there are individual priests and many lay people who have contacted us, writing to us and asking us for reconciliation and, on the other hand, there are many other faithful who have manifested their gratitude to the Pope and their pleasure in the Motu Proprio."
Some have accused the Pope of wanting to impose a liturgical model in which language and gestures of the rite seem to be monopolized exclusively by the priest, while the faithful wind up marginalized and thus excluded from a direct relationship with God.
On the occasion of the Baptism of the Lord, for example, Benedict XVI basically celebrate in the Sistine Chapel facing toward the Crucifix.  The Pope celebrated in Italian according the ordinary form, that does not exclude, however, the possibility of celebrating toward an altar not versus populum and that foresees also celebration in Latin.  Let’s remember that the ordinary form is the Mass that normally all priests priests say, according to the post-Conciliar reform; while the extraordinary for is the Mass from before the liturgical reform which, according to the norms of the Motu Proprio today all can celebrate and was never prohibited.
But some criticisms seem to be coming also from bishops?
A few have problems, but we’re dealing with a few exceptions, because the large part are in agreement with the Pope.  Rather, there are showing up some practical difficulties.  It is necessary to make this clear: we are not dealing with a return to the past, but rather a progress, because this way we have two riches, instead of one only.  Furthermore, this wealth is offered respecting the rights of those who are especially bound to the older liturgy.  Here we can get into some problems in a positive sense.  For example, it can happen that a priest doesn’t have the training and the adequate cultural sensibility.  It’s enough to think about priests who are from areas where the language is far different from Latin.  But we aren’t always talking about refusal: it is the presentation of a real difficulty which must be overcome.
Our Commission itself is thinking to organize a form of help for seminaries, dioceses and episcopal conferences.  Another facet of the study is to promote multimedia aids for the understanding of and learning of the extraordinary form with all its theological, spiritual and artistic richness bound up also with the old liturgy.  Moreover, is seems important that there be involved groups of priests who are already using the extraordinary form, who are offering themselves to celebrate, to demonstrate, to teach celebration according to the 1962 Missale.
So, there isn’t a problem?
It is rather a controversy born from a certain lack of understanding.  Some, for example, ask permission, as if we were dealing with a concession or an exceptional case, but there isn’t any need for this.  The Pope was clear.  It is an error on the part of some and some journalists, to maintain that the use of the Latin language concerns only the older rite, while instead it is foreseen also in the Missal of Paul VI. 
Through the Motu Proprio Summorum Pontificum the Pope offers all priests the possibility of celebrating Mass also in the traditional form and to the faithful to exercise their right to have this rite when there are the conditions specified in the Motu Proprio.
How have groups like the Society of St. Pius X reacted, who refused to celebrate Mass with the Novus Ordo established after Vatican II?
The Lefevbrites from the very beginning affirmed that the old form was never abolished.  It is clear that it was never abrogated, even if before the Motu Proprio not a few considered it prohibited.  Now, instead, it can be offered for all the faithful who wish it according as it is possible.  But it is also clear that if there are not priests who are adequately prepared, it can’t be offered, because we are dealing with not only with the Latin language, but also knowledge of the old rite as such.  Finding some quiet time today is for our culture a necessity which is not only religious.  I remember I that as a bishop I participated in a course for high level management, where they spoke of the need for managers to have at their disposition a semi-dark room in which they could sit and think things over before making decisions.  Silence and contemplation are necessary attitudes even today, above all when dealing with the mysteries of God.
Eight months have passes since the promulgation of the document.  Is it true that it has aroused agreement also in other ecclesial entities?
The Pope offered to the Church a treasure which is spiritual, cultural, religious and Catholic.  We received letters of agreement also from prelates of Orthodox Churches, from Anglican and Protestant faithful.  Also, there are some priests of the Society of St. Pius X who, individually, are seeking regularization of their position.  Some of them have already signed a formula of adhesion.  We are informed that there are traditionalist lay faithful, close the Society, who have begin to attend Masses in the old rite offered in the churches of their dioceses.
How is return to "full communion" possible for people who are excommunicated?
The excommunication regarded only the four bishops, because they were ordained without the mandate of the Pope and against his will, while the priests are only suspended.  The Mass they celebrate is without question valid, but not licit and, therefore, participation is not recommended, at least when on Sunday there are not other possibilities.  Certainly neither the priests nor the faithful are excommunicated.  I would like to underscore the importance of clear understanding of these things to be able to judge them correctly.
Aren’t you worried that the attempt to bring into the Church men and women who don’t recognize the Second Vatican Council might not provoke a distancing of the faithful who instead see Vatican II as a compass by which we navigate the barque of Peter, above all in these times of continuous change?

Above all the problem about the Council is not, in my opinion, as grave as it would seem.  In fact, the bishops of the Society of St. Pius X, with their head Mons. Bernad Fellay, have expressly recognized Vatican II as an Ecumenical Council and Mons. Fellay underscored this in a meeting with John Paul II, and more explicitly in an audience of 29 August 2005 with Benedict XVI. Nor can we forget that Mons. Marcel Lefebvre signed all the documents of the Council.
I think that their criticism of the Council regarding above all the clarity of some texts, in the absence of which the road to interpretations out of accord with traditional doctrine is opened up.  The biggest difficulties are of an interpretive nature or they have to do with some gestures on the ecumenical plane, but not with the doctrine of Vatican II.  We are dealing with theological discussions, which can have their place within the Church, where in fact there exist different discussions of interpretation of conciliar texts, discussion which can go on also with groups who return to full communion.

So, the Church is reaching out a hand, even through this Motu Proprio on the old liturgy?

Yes, without question, because it is precisely in the liturgy that the meaning of catholicity is expressed and that is the source of unity.  I very much like the Novus Ordo which I celebrate daily.  I had not celebrated according to the Missal of 1962 after the post-conciliar liturgical reform.  Today, in taking up again sometimes the extraordinary rite, I also have discovered the richness of the old liturgy which the Pope wanted to maintain as living, preserving that centuries old form of the Roman tradition.
We must never forget that the supreme point of reference in the liturgy, as in life, is always Christ.  Therefore we are not afraid, even in liturgical ritual, to direct ourselves toward Him, toward the Crucifix, together with the faithful, to celebrate the holy Sacrifice, in an unbloody way, as the Council of Trent defined the Mass.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Su Eminencia el Cardenal Castrillón Hoyos, Presidente Emérito de la Pontificia Comisión Ecclesia Dei, celebró Santa Misa prelaticia con la Forma Extraordinaria del Rito Romano, en la Capilla del Santísimo Sacramento de la Basílica de San Pedro, con motivo de la 20º Asamblea Internacional de la Federación Una Voce.

Misa tradicional en la Basílica de San Pedro

El pasado 5 de noviembre Su Eminencia el Cardenal Castrillón Hoyos, Presidente Emérito de la Pontificia Comisión Ecclesia Dei, celebró Santa Misa prelaticia con la Forma Extraordinaria del Rito Romano, en la Capilla del Santísimo Sacramento de la Basílica de San Pedro, con motivo de la 20º Asamblea Internacional de la Federación Una Voce.

En su homilía, el cardenal destacó que “la práctica generalizada de abusos litúrgicos después del Concilio ha producido heridas profundas en la Iglesia, socavando la primacía del espíritu de obediencia al Magisterio de la Iglesia, que invariablemente debe caracterizar la expresión de la fe” y citando al Santo Padre Benedicto XVI (Exhortación Apostólica Sacramentum Caritatis), recordó que la obediencia fiel a las normas litúrgicas en su plenitud es la que asegura desde hace dos mil años la vida de fe de todos los creyentes.

Sobre el famoso "espíritu del concilio" el cardenal afirmó que "constituye para algunos una herramienta para sostener falsas afirmaciones a menudo dirigidas a imponer formas inquietantes de pensar y actuar... responsables de peligrosas desviaciones teológicas y pastorales, que son un daño concreto a la vida de fe del pueblo de Dios”.




segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Cardeal Dario Castrillon: o Motu Proprio “Summorum Pontificum” de nosso Santo Padre, o Papa Bento XVI, esclareceu definitivamente que os ritos segundo os livros litúrgicos em uso em 1962 não foram nunca abrogados, que constituem um tesouro que pertence à Igreja Católica inteira e que devem estar disponíveis para todos os fiéis de Cristo.


Cardeal Dario Castrillon:

É um prazer para mim apresentar esta décima quinta edição de “As cerimônias do Rito Romano”, a primeira edição desde que o Motu Proprio “Summorum Pontificum” de nosso Santo Padre, o Papa Bento XVI, esclareceu definitivamente que os ritos segundo os livros litúrgicos em uso em 1962 não foram nunca abrogados, que constituem um tesouro que pertence à Igreja Católica inteira e que devem estar disponíveis para todos os fiéis de Cristo. Agora é claro que os católicos têm um direito jurídico aos ritos mais antigos e que os párocos e bispos devem aceitar as petições e pedidos dos fiéis que o peçam. Esta é a vontade expressa do Sumo Pontífice, estabelecida legalmente em “Summorum Pontificum”, de forma que deve ser respeitada pelos superiores eclesiásticos e também pelos Ordinários do lugar.

O Santo Padre se alegra pela resposta generosa de muitos sacerdotes à sua iniciativa de aprender uma vez mais os ritos e cerimónias do Sacrifício da Missa e dos demais Sacramentos segundo o usus antiquior, de forma que possam servir aqueles que os desejam. Animo a todos os sacerdotes a fazê-lo num espírito de generosidade pastoral e de amor pela herança litúrgica do Rito Romano. Os seminaristas, como parte de sua formação na liturgia da Igreja, deveriam familiarizar-se com este uso do Rito Romano, não somente para servir o Povo de Deus que peça esta forma de culto católico, mas também para alcançar uma apreciação mais profunda do fundo dos livros litúrgicos actualmente em vigor. Disso se segue que todos os Seminários deveriam prover tal formação em seus cursos.

Este livro, um guia clássico para a celebração do antigo Rito Gregoriano no mundo de língua inglesa, ajudará aos sacerdotes e seminaristas do século vinte e um – assim como ajudou a tantos sacerdotes do século vinte – em sua missão pastoral, que agora inclui necessariamente a familiaridade e a abertura ao uso da antiga forma da Sagrada Liturgia. Com alegria o recomendo ao clero, aos seminaristas e aos leigos como uma ferramenta confiável para a preparação e a celebração dos ritos litúrgicos permitidos pelo Santo Padre, com sua autoridade, em “Summorum Pontificum”.

Felicito ao distinto erudito da liturgia, o Dr. Alcuin Reid, por seu cuidado e precisão em assegurar-nos que esta edição revisada se conforme com as últimas decisões autorizadas com respeito a estes livros litúrgicos. Como escreveu o Papa Bento XVI em sua carta que acompanhou “Summorum Pontificum”: “Na história da liturgia há crescimento e progresso, mas nenhuma ruptura”. O Rito Gregoriano é hoje um rito litúrgico vivo, que continuará seu progresso sem perder nenhuma de suas riquezas transmitidas na Tradição. Porque como continua o Santo Padre, “o que para as gerações anteriores era sagrado, também para nós permanece sagrado e grande e não pode ser repentinamente totalmente proibido, o até mesmo danoso. Cabe a todos conservar as riquezas que crescerão na fé e na oração da Igreja e dar-lhes seu justo lugar”. Que este livro ajude à Igreja de hoje e de amanhã na realização da visão do Papa Bento.
Cardeal Dario Castrillon Hoyos
Presidente Emérito da Pontifícia Comissão ‘Ecclesia Dei’
25 de setembro de 2008
Cardeal Dario Castrillon

Com o Motu próprio o Papa quis dar a todos uma oportunidade renovada de usufruir da enorme riqueza espiritual, religiosa e cultural presente na liturgia do rito gregoriano.O Motu próprio nasce como tesouro oferecido a todos, e não para vir ao encontro dos pedidos de alguns.Muitos dos que antes não sentiam qualquer relação com esta forma extraordinária do rito romano, agora manifestm grande estima pela mesma.Entre os fiéis distinguirei três grupos: aqueles que estão vinculados em forma quase orgânica com a Fraternidade S.Pio X; aqueles da Fraternidade S.Pedro e, enfim o grupo mais importante e numeroso. Formado por pessoas afeiçoadas à cultura religiosa de todos os tempos, que hoje descobrem a intensidade espiritual do rito antigo e, entre estas numerosos jovens.Nestes meses nasceram novas associações de pessoas pertencentes a este último grupo.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Três Cardeais dão o seu testemunho sobre a Missa Gregoriana: Dom Alfons Stickler , Dom Malcolm Ranjith e Dom Dário Castrillon Hoyos





Extractos duma entrevista de Dom Malcolm Ranjith, secretário emérito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, ao jornal italiano La Repubblica

-Existe um desejo de se opor a tendências que banalizam a Missa?
"Em alguns lugares o sentido do eterno, sagrado ou celestial foi perdido. Existia uma tendência de colocar o homem no centro da celebração, e não o Senhor. Mas o Concílio Vaticano Segundo fala claramente sobre a liturgia como actio Dei, actio Christi. Ao invés, em certos círculos litúrgicos, seja por ideologia ou um certo intelectualismo, como preferir, a idéia espalha uma liturgia adaptável a várias situações, na qual tinha que se deixar espaço à criatividade para que ela fosse acessível e aceitável por todos. Então, particularmente, existiram aqueles que introduziram inovações sem ao menos respeitar o sensus fidei e os sentimentos espirituais dos fiéis."
Às vezes até mesmos bispos pegam o microfone e vão a seus ouvintes com perguntas e respostas.
"O perigo moderno é que o padre pense que ele está no centro da acção. Dessa forma o rito pode tomar um aspecto de teatro ou de uma perfomance numa rede de televisão. O celebrante vê o povo que o vê como o ponto de referência e existe o risco de , para ter o maior sucesso possível com o público, ele fazer gestos e expressões como se ele fosse a figura principal."
Qual seria a atitude correta?
"Quando o padre sabe que não é ele no centro, mas Cristo. No serviço humilde ao Senhor e à Igreja respeitando a liturgia e suas regras, como algo a ser recebido e não a ser inventado, significa deixar maior espaço para o Senhor, pois através do padre como o instrumento Ele pode despertar a atenção dos fiéis".
Os sermões por leigos são também desvios?
"Sim. Pois o sermão, como diz o Santo Padre, é a forma na qual a Revelação e a grande Tradição da Igreja são explicadas, para que a Palavra de Deus possa inspirar a vida dos fiéis em suas escolhas diárias e fazer a celebração litúrgica rica de frutos espirituais. A tradição litúrgica da Igreja reserva o sermão ao celebrante. Aos bispos, padres e diáconos. Mas não aos leigos."
Absolutamente não?
"Não porque eles não são capazes de fazer uma boa reflexão, mas porque na liturgia as funções devem ser respeitadas. Existe, como disse o Concílio, uma diferença "em essencial e não apenas em grau entre o sacerdócio comum dos fiéis de todos os baptizados e aquele dos padres"
Algum tempo atrás o Cardeal Ratzinger estava lamentando uma perda do sentido de mistério nos ritos.
"Frequentemente a reforma conciliar foi interpretada ou considerada numa forma não inteiramente em conformidade com a mente do Vaticano II. O Santo Padre define essa tendência como o "anti-espírito" do Concílio."
-Um ano após a plena reintrodução da Missa Tridentina, qual é a avaliação?
"A Missa Tridentina tem seu profundíssimo valor interno que reflete toda a tradição da Igreja. Existe mais respeito pelo sagrado através de gestos, genuflexões, os períodos de silêncio. Existe maior espaço reservado à reflexão sobre a ação do Senhor e também para o senso de devoção pessoal do celebrante, que oferece o sacríficio não apenas para os fiéis mas também por seus próprios pecados e por sua própria salvação. Alguns elementos importantes do antigo rito podem ajudar também numa reflexão sobre a maneira de celebrar o Novus Ordo. Nós estamos no meio de uma jornada."
Algum dia no futuro está previsto um rito que toma o melhor do antigo e do novo?
"Poderia ser,... mas talvez eu não vejo isso. Penso que nas próximas décadas nós iremos em direção a uma avaliação compreensiva tanto do antigo como do novo rito, salvaguardando o que for eterno e sobrenatural acontecendo no altar e reduzindo todo desejo de estar nos holofotes afim de deixar espaço para o contacto efectivo entre os fiéis e o Senhor através da figura, mas não predominantemente, do sacerdote".
Com posições alternativas do celebrante? Quando o padre se viraria para o abside?
"Você poderia considerar o ofertório, quando as oferendas são trazidas ao sacerdote, e dali em diante todo o caminho para a oração Eucarística, que representa o momento culminante da "transsubstantiatio" e "communio".
O padre que volta suas costas desorienta o povo.
"É um erro falar dessa forma. Pelo contrário, ele está voltado para o Senhor junto com o povo. O Santo Padre, em seu livro O espírito do Concílio [ntd: creio ser um erro de digitação do pe. Zuhlsdorf. O livro do Cardeal Ratzinger chama-se O Espírito da Liturgia] explicou que quando o povo está sentado olhando cada um para si mesmo, um circulo fechado está formado. Mas quando o padre e os fiéis olham juntos ao Leste, em direção ao Senhor que vem, essa é uma forma de se abrir para o eterno".
Nessa visão você coloca também a reabilitação (recupero) do Latin?
Eu não gosto da palavra ‘reabilitação'. Nós estamos implementando o Concílio Vaticano Segundo que explicitamente afirmou que o uso da língua Latina, exceto em caso de direito particular, era para ser preservado nos ritos Latinos. Então, se foi deixado também espaço para a introdução das línguas vernáculas, o Latim não era para ser completamente abandonado. O uso de uma língua sagrada é uma tradição em todo o mundo. No Hinduísmo a língua de oração é o sânscrito, que não está mais em uso. No Budismo o Pali é usado, uma língua que apenas os monges budistas estudam. No Islã o Árabe do Corão é usado. O uso da língua sagrada nos ajuda a viver uma experiência do "outro".
O Latim como a língua sagrada da Igreja?
Claro. O próprio Santo Padre fala em sua Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis no parágrafo 62: "Afim de expressar mais claramente a unidade e a universalidade da Igreja, desejo endossar a proposta feita pelo Sínodo dos Bispos, em harmonia com as diretrizes do Concílio Vaticano Segundo, que, com excepção das leituras, homilia e oração dos fiéis, é adequado que tais liturgias sejam celebradas em Latim". Claro, "durante encontros internacionais".
O que Bento XVI quer atingir dando nova força para a liturgia?
"O Papa quer oferecer a possibilidade de chegar à maravilha da vida em Cristo, uma vida que já na vida aqui na terra já nos leva a um sentido de liberdade e eternidade próprio dos filhos de Deus. E esse tipo de experiência é vivida poderosamente através de uma renovação autêntica da fé que pressupõe um antegozo da realidade celestial na liturgia em que se crê, se celebra e se vive. A Igreja é, e deve tornar-se, o poderoso instrumento e os meios para essa experiência litúrgica libertadora. E é sua liturgia que faz possível despertar tal experiência em seus fiéis"






Entrevita de Vittoria Prisciandaro ao Cardeal Dário Castrillon Hoyos , publicada na revista Iesus , em Maio de 2008:

O cardeal Dário Castrillon Hoyos presidente da comissão Pontifícia “Ecclesia Dei” explica como o motu próprio de Bento XVI é uma grande riqueza espiritual para toda a Igreja.

-Eminência , qual o balanço que faz da promulgação do Motu próprio que ocorrreu há alguns meses?
-Com o Motu próprio o Papa quis dar a todos uma oportunidade renovada de usufruir da enorme riqueza espiritual, religiosa e cultural presente na liturgia do rito gregoriano.O Motu próprio nasce como tesouro oferecido a todos, e não para vir ao encontro dos pedidos de alguns.Muitos dos que antes não sentiam qualquer relação com esta forma extraordinária do rito romano, agora manifestam grande estima pela mesma.
-A propósito da riqueza, alguns liturgistas, sublinharam o facto que o rito extraordinário não oferece a riqueza bíblica introduzida pelo novus ordo…
-Esses não leram o Motu próprio, porque o Papa afirma que as duas formas devem enriquecer-se mutuamente.É evidente que tal riqueza litúrgica não pode ser desprezada.No novus ordo , em alguns anos lê-se praticamente toda a Bíblia , e esta é uma riqueza que não se opõe, mas que vai integrada no rito extraordináro.
-Uma outra objecção é sobre o perigo que celebrações separadas e diferentes podem criar comunidades separadas…
-É uma multiplicidade que enriquece, é uma mais ampla liberdade cultural que o Papa introduz de forma audaz. De resto nas paróquias há muitas diferenças nas celebrações.
-Outro problema é a falta de padres…
-Se numa diocese faltam padres e só três ou quatros fiéis pedem o rito extraordinário.é uma coisa de bom senso pensar que será difícil satisfazer esse pedido. Mas, dado que a intenção do Papa é conceder este tesouro para o bem da Igreja, lá onde não existem sacerdotes , a coisa melhor seria oferecer uma celebração segundo o rito extraordinário numa das Missas dominicais que se celebram na paróquia.Seria uma Missa para todos, e todos, mesmo as jovens gerações, usufruiriam da riqueza do rito extraordinário, por exemplo daqueles momentos de contemplação que no novo ordo desapareceram.
-Então defende que, mesmo que não exista um grupo consistente e estável, no futuro pensa-se em oferecer uma das Missas dominicais no rito extraordinário?
-Penso que sim.Por outro lado esta possibilidade já tinha sido aprovada unanimemente em 1968 por uma comissão cardinalícia na qual estava também presente o cardeal Ratzinger, mas então não se tornou operativa,Agora estou seguro que poderia realizar-se.
-Um outro ponto para esclarecer é a definição de “grupo estável e consistente”.O que é que se entende exactamente com esta expressão?
-É uma questão de bom senso: porque fazer um problema se as pessoas que pedem o rito vêm de paróquias diferentes? Se se reúnem e juntos pedem uma Missa, tornam-se um grupo estável, mesmo se antes não se conheciam. Meso o número é uma questão de boa vontade. Nalgumas paróquias, especialmente no campo, nos dias feriais as pessoas que participam na Missa ordinária são três ou quatro e o mesmo acontece em muitas casas religiosas.Porque é que se aquelas mesmas três pessoas pedem a Missa antiga seria pastoralmente necessário recusá-lo?
-Então o futuro documento deveria ser mais acolhedor dos pedidos de poucas pessoas?
-Sim,mas é necessário entendê-lo não como algo que vai contra os outros, que vai contra a maioria, mas como algo que é para o seu enriquecimento e evitando sempre toda a forma de oposição.
Entrevista que a Rádio Vaticano fez ao presidente da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, e prefeito emérito da Congregação para o Clero, o cardeal colombiano Darío Castrillón Hoyos...

Cardeal Darío Castrillón Hoyos:- "Já João Paulo II queria dar aos fiéis que amavam o antigo rito _ alguns dos quais haviam passado para o movimento do arcebispo Lefebvre, mas que depois o haviam deixado para manter a plena unidade com o Sucessor de Pedro _ a oportunidade de celebrar o rito que mais atendia à sensibilidade deles. O Santo Padre Bento XVI participou desde o início de toda a questão Lefebvre e, portanto, conheceu muito bem o problema que a reforma litúrgica criava para aqueles fiéis. O papa tem um amor especial pela Liturgia. Um amor que se traduz também em capacidade de estudo, de aprofundamento da própria Liturgia. Por esse motivo, Bento XVI considera a liturgia anterior à Reforma do Concílio um tesouro inestimável. O papa não quer voltar atrás. É importante saber e ressaltar que o Concílio não proibiu a liturgia de São Pio V e, ademais, é preciso dizer que os Padres do Concílio celebraram a Missa de São Pio V. Não é um voltar atrás, como alguns defendem _ porque não conhecem a realidade. Pelo contrário: o Concílio quis ser amplo nas liberdades boas dos fiéis. Uma dessas liberdades é justamente a de tomar esse tesouro, como diz o papa _ que é a Liturgia _ para mantê-lo vivo."

P. Cardeal Hoyos, o que muda, na realidade, com esse Motu Proprio?


Cardeal Darío Castrillón Hoyos:-"Com esse Motu Proprio, na realidade, a mudança não é tão grande. A coisa principal é que neste momento os sacerdotes podem decidir, sem permissão nem por parte da Santa Sé nem por parte do bispo, se celebrar a Missa no rito antigo. E isso vale para todos os sacerdotes. Os párocos são eles mesmos que na paróquia devem abrir a porta àqueles sacerdotes que, tendo a faculdade, vão celebrá-la. Portanto, não é necessário pedir nenhuma outra permissão."

P. Cardeal Hoyos, este documento esteve acompanhado de polêmicas e temores: mas o que não é verdade daquilo que foi dito ou lido?

Cardeal Darío Castrillón Hoyos:- "Por exemplo, não é verdade que tenha sido tirado dos bispos o poder sobre a Liturgia, porque já o Código diz quem deve dar a permissão para celebrar a missa e não é o bispo: o bispo dá o celebrat _ a potestade de poder celebrar _ mas quando um sacerdote tem essa potestade, são o pároco e o capelão que devem oferecer o altar para celebrar. Se alguém o impede, cabe à Pontifícia Comissão Ecclesia Dei tomar medidas, em nome do Santo Padre, a fim de que esse direito _ que é um direito claro dos fiéis _ seja respeitado."

P. Cardeal Castrillón Hoyos, na vigília da entrada em vigor do Motu Proprio, quais são seus votos?

Cardeal Darío Castrillón Hoyos:- "A Eucaristia é a maior coisa que nós temos, é a maior manifestação do amor, do amor redentor de Deus que nos quer acompanhar com essa presença eucarística. Isso jamais deve ser um motivo de discórdia: ali deve existir somente o amor. Faço votos de que isso possa ser um motivo de alegria para todos aqueles que amam a tradição, um motivo de alegria para todas aquelas paróquias que não terão mais divisões, mas terão _ pelo contrário _ uma multiplicidade de santidade com um rito que foi certamente o fator e o instrumento de santificação por mais de mil anos. Portanto, agradecemos o Santo Padre que recuperou para a Igreja esse tesouro. Nada é imposto aos outros. O papa não impõe a obrigação; o papa impõe, porém, que se ofereça essa possibilidade onde os fiéis quiserem. No caso de um conflito, porque humanamente dois grupos podem entrar em contraste, a autoridade do bispo _ como diz o Motu Proprio _ deve intervir para evitá-lo, mas sem anular o direito que o papa deu a toda a Igreja."
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