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quarta-feira, 30 de março de 2011

Prefácio de Dom Mario Oliveri ao livro “Vaticano II: Un Discorso da Fare”, de Monsenhor Brunero Gherardini.

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Iniciamos, com a publicação deste prefácio de Dom Mario Oliveri, bispo de Albenga-Imperia, uma nova série que trará a nossos leitores excertos do que há de mais importante na grande obra de Monsenhor Brunero Gherardini (alguns dos quais já publicamos anteriormente). Tal iniciativa pretende motivar a leitura e a difusão deste importantíssimo livro em prol da imperiosa restauração do autêntico ensinamento católico.
* * *
Dom Mario Oliveri, bispo diocesano de Albenga-Imperia (Itália)
Dom Mario Oliveri, bispo diocesano de Albenga-Imperia (Itália)
Reverendíssimo e Caro Professor,
Com um gesto cheio de cortesia, o senhor desejou que eu pudesse ler o conteúdo de sua elaborada meditação teológica Un Discorso da fare, acerca do Concílio Ecumênico Vaticano II, antes de sua publicação pela “Casa Mariana Editrice”.
Eu a li integralmente com a mesma avidez de alma que tinha ao receber muitas de suas publicações, livros e artigos, que o senhor escreveu até agora. O assunto comum que tem animado todos os seus escritos é sempre o de apresentar, segundo sua lógica e – eu diria – sua relação sólida, a Verdade revelada e a verdade meditada do intelecto humano iluminado pela fé, sustentado pela Teologia dos Padres da Igreja e da grande Escolástica medieval transmitida pelos séculos, guiado pelo Ensinamento do Magistério da Igreja que nunca pode estar em contradição consigo mesmo, podendo apenas ter um desenvolvimento de tal modo homogêneo a nunca dizer “nova”, embora sempre “nove” (segundo a terminologia de São Vicente de Lérins no Commonitorium) [nota da redação: a expressão de S. Vicente é « non nova sed nove », com a qual o grande Santo quer ensinar que a Igreja não pode apresentar novas verdades, mas apenas as mesmas verdades de maneira nova].
Reconheço com essas expressões que estou me referindo a um conceito filosófico, e, portanto, também teológico (na medida em que se dá atenção à Verdade revelada), que reconhece o valor e a natureza do intelecto humano. É um conceito que considera o intelecto capaz de compreender e de aderir à verdade que é imutável, como imutável é a essência de todas as coisas dado que obtêm sua natureza por meio da criação do Ser Absoluto, d’Aquele que É. Todavia, o intelecto não cria a verdade, porque não cria o ser: antes, o intelecto conhece a verdade quando conhece o que é a essência das coisas.
Fora dessa visão, fora de tal Filosofia, qualquer discussão sobre a imutabilidade da verdade e a continuidade da adesão intelectual a essa mesma verdade seria inconcebível e insustentável. Nada restaria senão aceitar uma contínua mutabilidade de tudo que o intelecto elabora, explica e cria.
Mesmo uma discussão sobre o desenvolvimento homogêneo do dogma ou do ensinamento da Igreja através dos séculos, no passar do tempo e da história, não poderia ser realizada com qualquer possibilidade de ser completa, decisiva e aceitável. Seria necessário submeter a um continuum fieri no plano de uma “verdade” não mais conhecida e reconhecida pelo intelecto, mas inventada no fundamento daquilo que parece ser em vez daquilo que é.
Certamente esse meu discurso não é dirigido ao senhor; mas tendo lido sua meditação teológica da qual se eleva a necessidade de uma verdadeira “hermenêutica da continuidade” a respeito do ensinamento do Vaticano II, não poderia senão expressar e compartilhar alguns de meus pensamentos.
Sua publicação claramente demonstra que não pode haver senão continuidade na Igreja – e essa clareza de pensamento lhe é habitual por virtude de sua sagacidade intelectual e igualmente sua experiência vastíssima como Docente. O mero pensamento de que pudesse haver uma “revolução, mudança radical, mutação substancial” sobre o plano da verdade e da vida sobrenatural da Igreja já se aparta também do são raciocínio teológico porque, como notamos anteriormente, ele se desvia também do são raciocínio filosófico. Não perturba apenas a fé, mas também a razão.
O debate é necessariamente sobre a continuidade in substantialibus, e não in accidentalibus; sobre continuidade com tudo que em sua matéria a Igreja sempre acreditou, professou, ensinou e viveu em sua verdadeira realidade no decorrer dos séculos. A Igreja, que é divina e não humana, manteve todas essas coisas desde o início, que podem ser recebidas apenas por um intelecto iluminado pela fé e sustentado por uma vontade movida pela Graça Divina.
Seu tratado, caro Professor, permite o engajamento em uma profunda análise do Vaticano II e de seu ensinamento, como formulado em seus Documentos, de tal maneira a levar a uma compreensão de que mesmo naquelas lugares onde a linguagem poderia conduzir a pensar em uma descontinuidade com o conteúdo teológico que se encontra em “toda a bagagem doutrinal da Igreja”, mesmo aí o conteúdo só pode ser considerado nove, e não nova. E, portanto, uma linguagem de descontinuidade de modo algum pode alterar a “bagagem doutrinal da Igreja”, mas antes tal linguagem deve ser interpretada de uma maneira que não se possa dizer nova a respeito da Tradição da Igreja.
No entanto, dada a natureza do Concílio e a diversidade de natureza de seus Documentos, penso que se possa sustentar que se de uma hermenêutica teológica Católica emergisse que algumas passagens, ou algumas declarações ou asserções do Concílio, não dissessem, a respeito da Tradição perene da Igreja, apenas coisas nove, mas também nova, não se estaria diante de um desenvolvimento homogêneo do Magistério: neste caso haveria um ensinamento que não é imutável e, certamente, não infalível.
É um grande conforto para mim poder ler o recente discurso do Santo Padre à Plenária da Congregação para o Clero. Falando sobre a formação dos Padres, ele afirma: “A missão tem suas raízes, de maneira especial, em uma boa formação, desenvolvida em comunhão com a Tradição eclesial ininterrupta, sem pausas ou tentações de descontinuidade. Nesse sentido, é importante encorajar nos Padres, acima de tudo nas jovens gerações, uma correta recepção dos textos do Concílio Ecumênico Vaticano II, interpretados à luz da bagagem doutrinal da Igreja”.
Sendo esse o pensamento do Santo Padre, é razoável pensar que ele levará em boa consideração o Apelo que, na conclusão de sua meditação teológica sobre o Vaticano II, o senhor desejou formular ao Sucessor de Pedro como um devoto filho da Igreja. Seu pedido tem como favorável que houvesse, do nível mais alto do Magistério, “um grande e possivelmente definitivo esclarecimento sobre o último Concílio, em todas as suas dimensões e conteúdo”, que tocaria em sua própria natureza, que indicaria o que significa ter desejado se propor como um Concílio pastoral. Qual é, portanto, seu valor dogmático? Todos os seus documentos têm o mesmo peso ou não? Todas as expressões apresentadas nos documentos têm o mesmo valor ou não? Seu ensinamento é inteiramente imutável?
É verdade que algumas das respostas a estas questões podem já ser deduzidas de seu trabalho e devem poder ser explicadas baseadas no constante critério de juízo teológico que sempre foi seguido dentro da Igreja; contudo, ninguém pode negar que em muito da produção “teológica” pós-conciliar a confusão a esse respeito seja muito densa, como muito densa é a incerteza doutrinal e pastoral.
Portanto, permita-me, meu caro Professor, e acima de tudo, permita-me Santo Padre, unir-me toto corde a esse Apelo. Expresso também meus desejos de que sua publicação suscite uma grande atenção e muita reflexão dentro da Igreja, onde quer que haja um desejo de se empenhar na verdadeira teologia. Também espero que ela seja recebida com o respeito devido a um trabalho conduzido com tal rigor e certamente com grande amor pela Igreja, por sua Tradição perene, por seu Magistério, através do conhecimento fiel e da transmissão da qual o senhor sempre trabalhou em toda a sua longa atividade como Professor de Sagrada Teologia.
Albenga, 19 de março de 2009, Solenidade de São José, Patrono da Igreja Universal.
+ Mario Oliveri, Bispo
(The Ecumenical Vatican Council II, A Much Needed Discussion. Msgr. Brunero Gherardini, Casa Mariana Editrice, traduzido para o inglês pelos Franciscanos da Imaculada da edição italiana de 25 de março de 2009 – “Concilio Ecumenico Vaticano II: Un discorso da fare”, pp. 8-12  – destaques do original)
http://fratresinunum.com/?s=mario+oliveri

MONS. MARIO OLIVERI, UN VESCOVO ESEMPLARE



MONS. MARIO OLIVERI
UN VESCOVO ESEMPLARE

Quando un vescovo è zelante, enormi sono i benefici che ne ricavano i fedeli della sua diocesi. Tra i membri della Conferenza Episcopale Italiana, Mons. Mario Oliveri, vescovo della diocesi di Albenga-Imperia, è uno dei prelati che suscita in me maggiore ammirazione per il suo esemplare zelo pastorale. Anche da un punto di vista dottrinale è dotato di grande saggezza.

Inoltre sono rimasto molto edificato nel constatare il filiale ossequio con cui questo degnissimo successore degli Apostoli ha recepito le direttive del Motu Proprio “Summorum Pontificum” di Papa Benedetto XVI. Nella sua diocesi non solo non si registrano malumori tra i fedeli legati all'antica e venerabile forma liturgica, ma addirittura vengono accolti a braccia aperte coloro che amano la Messa tridentina, come i Francescani dell'Immacolata di Padre Manelli e i Benedettini dell'Immacolata di Padre Jehan de Belleville.

E' stato interessante osservare che quando P. Jehan ha preso possesso della chiesa di Villatalla, c'erano alcuni preti e seminaristi in talare che hanno accolto con carità fraterna i monaci, e durante la Messa hanno dimostrato la loro preparazione e venerazione per l'antico rito. E' lo stesso Mons. Oliveri a dare il buon esempio al suo clero non disdegnando di celebrare pubblicamente secondo la liturgia tradizionale.

Nell'ottobre 2008, in occasione delle professioni perpetue di alcune Suore Francescane dell'Immacolata ha celebrato un Pontificale al Trono nella forma straordinaria. Era dal 1970 che ciò non accadeva in Italia.


Per graziosa concessione di S.E. mons. Oliveri, l'Arcivescovo Raymond Burke, Prefetto del Supremo Tribunale della Segnatura Apostolica, ha celebrato Domenica 24 gen 2010, la Messa Pontificale ed i Vespri al trono, nella forma straordinaria del Rito Romano, nella chiesa parrocchiale di Artallo (Imperia). Mons. Burke è stato invitato dal Parroco, Canonico don Marco Cuneo in occasione della Festività Patronale di san Sebastiano.
 
http://www-maranatha-it.blogspot.com/2010/02/mons-mario-oliveri-un-vescovo-esemplare.html

PRESENTAZIONE di Mons. Mario Oliveri Vescovo di Albenga - Imperia de "Spiegazione della Santa Messa" di Dom Prosper Guéranger O.S.B

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Spiegazione
della
Santa Messa
di Dom Prosper Guéranger O.S.B
Abate di Solesmes (1805-1875)






Fides Catholica anno III n.1-2008
Spiegazione delle preghiere e delle cerimonie della Santa Messa secondo alcune note raccolte dalle conferenze di Dom Prosper Guéranger, Abate di Solesmes
* * *
Titolo originale: Explicatìon de la Sainte Messe, 1985. Ristampa dell'edizione del 1906 a cura dell'Association Saint-Jéróme ASBL, Avenue Van Volxem, 321, 1190 Bruxelles, Belgio. Traduzione a cura delle Suore Francescane dell'Immacolata.


INDICE

PRESENTAZIONE
di Mons. Mario Oliveri
Vescovo di Albenga - Imperia



PRESENTAZIONE
di Mons. Mario Oliveri
Vescovo di Albenga - Imperia
Víè da rallegrarsi che a cura delle Francescane dellíImmacolata siano pubblicate alcune memorie di Dom Prosper Guéranger, Abate di Solesmes, contenenti un commento ai riti e alle parole della Santa Messa, come Essa è stata celebrata sino alla riforma avvenuta nei primi anni del dopo-Concilio Vaticano II.
Non ci si può rallegrare cristianamente se non per ciò che è buono, se non per il bene. Quale bene può derivare da tale pubblicazione, e dunque dalla conoscenza del contenuto di quel commento alla Santa Messa?
Il primo bene: far conoscere che cosa è davvero la Santa Messa, quali Divini Misteri sono in Essa contenuti; quali Divini Misteri sono in Essa celebrati. È vero che il commento di Dom Guéranger non è una esposizione teologica completa sulla Santa Messa, ma la vera realtà soprannaturale di Essa emerge con luminosa chiarezza: il commento è tutto un inno alla vera Eucarestia, al vero Sacrificio di Cristo che nello spazio e nel tempo è reso veramente presente sacramentalmente, per mezzo del sublime ministero sacerdotale.
Immenso può essere il bene che viene a tutta la Chiesa da una corretta e vera concezione della Santa Messa; la conoscenza della Verità è líinizio ed il fondamento di ogni bene.
Secondo frutto positivo: la vera conoscenza della Santa Messa passa attraverso la comprensione e la valorizzazione di tutte le parole, di tutti i gesti, di tutti gli atti esteriori che formano il Rito della Santa Messa: da ciò che si vede nella celebrazione della Santa Messa scaturisce la comprensione del vero contenuto di Essa. Chi non apprezza, chi non valorizza tutto il Rito, tutto il significato simbolico dei vari gesti ed azioni esteriori, non riesce a cogliere ciò che attraverso di essi viene trasmesso sul piano della conoscenza e sul piano dellíazione di Grazia; il segno è indicativo della ìresî, il segno è strumento attraverso il quale opera la Grazia.
Terzo bene: il commento di Dom Guéranger fa emergere tutta la sapienza liturgica della Chiesa e tutta la ricchezza spirituale vissuta e trasmessa nella e dalla Santa Liturgia della Messa. Si può così facilmente capire quanto sia delicato e carico di conseguenze toccare il Rito della Messa e di tutta la Divina Liturgia, e quanto sia stolto e distruttivo celebrare senza il dovuto rispetto alle sapienti regole liturgiche.
La pubblicazione avviene dopo e in seguito, direi, al Motu Proprio ìSummorum Pontificumî la cui straordinaria importanza sta nellíaver solennemente richiamata líimmutabilità del contenuto della Santa Messa, e quindi di tutta la Divina Liturgia, e nellíaver proclamato, almeno indirettamente, che anche, ed anzi soprattutto, per la Divina Liturgia deve restare ferma nella Chiesa la regola della continuità e dello sviluppo omogeneo, mai dei cambiamenti radicali o sostanziali, mai di una creatività che non faccia stretto riferimento a ciò che si è vissuto e praticato per secoli e secoli.
Poiché la lettura delle note di commento alla Santa Messa di Dom Guéranger non potranno che fare del bene e contribuire a generare un altissimo, vero, concetto della Divina Liturgia, auspico che avvenga da parte di molti, da parte soprattutto di coloro che vogliono entrare in tutto ciò che avviene nella Liturgia, in particolare nel Santo Sacrificio della Messa, che è il centro, il cuore, il vertice e la fonte di tutto líessere e di tutta la missione della Chiesa.

Albenga, 29 giugno 2008 
Solennità dei Santi Pietro e Paolo
+ Mario Oliveri
Vescovo di Albenga - Imperia


http://www.hancigitur.net/gueranger_santa_messa/00_gueranger.htm#PRESENTAZIONE

El Obispo de Albenga-Imperia habla del Motu Proprio Summorum Pontificum

 



Traemos nuestra traducción de esta carta del Obispo de Albenga-Imperia, sobre algunos aspectos del Motu Proprio Summorum Pontificum. Pedimos e imploramos a Dios, que siga concediéndonos pastores tan santos y tan sabios como Monseñor Oliveri.


Su Excelencia Rvdma. Mons. Mario Oliveri
Obispo de Albenga-Imperia
Carta al Padre Nuara, Pontifica Cominsión "Ecclesia Dei"

Extraordinaria importancia del Motu Proprio Summorum Pontificum de Benedicto XVI

Intervención sobre el acto magisetrial y de supremo gobierno del Papa Benedicto XVI con el Motu Proprio "Summorum Pontificum" sobre el contenido teológico de la antigua liturgia.

Reverendo y querido Padre Nuara,

Su cálida propuesta, que me presentó por escrito, de una intervención mía en el Tercer Congreso Internacional sobre el Motu Proprio "Summorum Pontificum", que tiene como tema el contenido teológico de la liturgia antigua, no ha dejado mi ánimo indiferente, pero no he logrado superar una gran dificultad, muy a mi pesar, proveniente del estado de salud de mi hermano, inválido, al que me ata el deber primario de la ayuda fraterna.

Ya que debo ausentarme de mi hermano del 23 al 27 de mayo, para tomar parte -en esta ocasión es imprescindible- a la Asamblea General de la Conferencia Episcopal Italiana (por los motivos familiares mencionados, me ausenté de la Asamblea General Extraordinaria en noviembre pasado), daría lugar a graves e insuperables molestias mi ausencia del hogar en los días del 13 al 15 de mayo.

Con toda sinceridad, puedo decir que yo habría tenido mucho gusto de asistir al III Congreso sobre el "motu proprio", porque sería para mí la feliz oportunidad - y creo que fructífera - de ofrecer a un público cualificado y con una "audiencia" muy grande, mis convicciones como obispo de la extraordinaria importancia para la vida de la Iglesia del acto magisterial y de supremo gobierno hecho por el Papa Benedicto XVI con el "Motu proprio". Habría podido exponer las razones que han generado y generan en mí tales convicciones. Permítame, querido Padre, formularle brevemente con esta carta, y luego - si lo estima conveniente - hacerlo público en algún momento del congreso.

En todo lo que toca a la esencia misma de la Iglesia es fundamental mostrar en todo tiempo, pero más aún en estos momentos históricos, en que se da la idea de que todo está en constante cambio, que no son posibles los cambios radicales que afectan a la sustancia de los elementos constitutivos de la Iglesia, es decir, su fe, su realidad sobrenatural y por lo tanto sus sacramentos y por lo tanto su liturgia, su sagrado ministerio de gobierno (es decir, su capacidad de pasar todos los dones sobrenaturales de Cristo a su Iglesia a través de sus Apóstoles y que se perpetúa a través de la Sucesión Apostólica).

El Motu Proprio "Summorum Pontificum", diciendo que la liturgia se puede celebrar en su forma antigua, es decir, en la forma que se ha celebrado durante siglos hasta la "reforma" puesta en marcha después del Concilio Vaticano II, declara de una manera solemne que:

1- La inmutabilidad de los contenidos de la Divina Liturgia, y que cualquier cambio en su apariencia, en su forma o elementos que puedan introducirse, no pueden ser nunca tales que cambien la fe de la Iglesia que expresa la Liturgia, o cambiar su contenido divino-sacramental, su contenido de la gracia sobrenatural. Para tomar un ejemplo: los cambios en el rito externo de la Santa Misa o la divina Eucaristía, no puede inducir o animar a tener una concepción diferente de la fe sobre el contenido de la misma, no podemos legitimamente indurcir a pensar que en su celebración deviene superfluo o no necesario el papel celebrativo que compete únicamente a aquellos que recibieron sacramentalmente la capacidad sobrenatural para actuar "in persona Christi "; no podemos, sobre todo, ocultar el carácter sacrificial de la Misa;

2- Que la "reforma" post-conciliar no puede legítimamente ser interpretada como una mutación "in substantialibus": si se considera, que si se celebra así en la forma que el motu proprio ha llamado "ordinaria" con el fin de inducir a error sobre el verdadero contenido de la Divina Liturgia, por lo que incluso seobscurece un poco la verdadera fe en el verdadero contenido de la Misa o de los demás sacramentos, es necesario que las correcciones tienen lugar, es más urgente llegar a una "reforma de la reforma", estudiando cuidadosamente aquellos elementos de la "reforma" post-concilar que puedan interpretarse como continuidad con la liturgia antigua, , que pueden facilitar - si no inducir - celebraciones inadecuadas; de inmediato es necesario una catequesis litúrgica para disipar cualquier niebla, es necesario que todos los los abusos no sean tolerados en la celebración y claramente corregidos.

3- Se ha convertido en un imperativo respetar muy claramente el vínculo inseparable entre la fe y la liturgia, entre la liturgia y la fe; el oscurecimiento de la fe crea devastación litúrgica, devastación en la "lex orandi", y esta devastación corrompe la fe, o al menos la oscurece, la deja incierta. 

Estas consideraciones podrían ser demostradas, mediante un estudio comparativo entre la antigua y la nueva forma de conferir el Orden Sacro, el Sacramento del Orden, pero estoy seguro que estará bien expuesto y desarrollado con la sabiduría y la competencia de Sus Eminencias y Sus Excelencias ponentes en el Congreso. Me uno a ellos con el todo corazón y les muestro mi profunda comunión espiritual.

Invoco la ayuda del Espíritu Santo en el desarrollo del Congreso y espero que sea portador de muchos bienes a la Iglesia, a nosotros los obispos y todos sus ministros que debemos actuar teniendo en cuenta que la cumbre y la fuente de toda la vida y misión de la Iglesia es la Divina Liturgia, la celebración de los Divinos Misterios. 

A ti, querido Padre, mi mayor y distinguida consideración.

Albenga, 8 de febrero de 2011.


Suo aff.mo in Domino


+ Mario Oliveri
 
Obispo de Albenga-Imperia
Miembro de la Congregación para el Culto Divino 
y Disciplina de los Sacramentos

http://misatradicionalciudadreal.blogspot.com/2011/03/el-obispo-de-albenga-imperia-habla-del.html

Audience générale du 30 mars 2011 : saint Alphonse Marie de Liguori


Audience générale du 30 mars 2011 : saint Alphonse Marie de Liguori

ROME, Mercredi 30 mars 2011 (ZENIT.org) - Nous publions ci-dessous le texte intégral de la catéchèse prononcée par le pape Benoît XVI, ce mercredi, au cours de l'audience générale, dans la salle Paul VI, au Vatican.
Chers frères et sœurs,
Je voudrais aujourd'hui vous présenter la figure d'un saint docteur de l'Eglise à qui nous devons beaucoup, car ce fut un éminent théologien moraliste et un maître de vie spirituelle pour tous, en particulier pour les personnes simples. Il est l'auteur des paroles et de la musique de l'un des chants de Noël les plus populaires en Italie et pas seulement : Tu scendi dalle stelle (Tu descends des étoiles).
Appartenant à une noble et riche famille napolitaine, Alphonse Marie de Liguori naquit en 1696. Doté de nombreuses qualités intellectuelles, il obtint à seulement 16 ans une maîtrise de droit civil et canonique. Il était l'avocat le plus brillant du barreau de Naples : pendant huit ans il gagna toutes les causes qu'il défendit. Toutefois, dans son âme assoiffée de Dieu et désireuse de perfection, le Seigneur le conduisait à comprendre que la vocation à laquelle il l'appelait était une autre. En effet, en 1723, indigné par la corruption et l'injustice qui viciaient le milieu juridique, il abandonna sa profession - et avec elle la richesse et le succès - et il décida de devenir prêtre, malgré l'opposition de son père. Il eut d'excellents maîtres, qui l'initièrent à l'étude de l'Ecriture Sainte, de l'histoire de l'Eglise et de la mystique. Il acquit une vaste culture théologique, qu'il mit à profit quand, quelque années plus tard, il entreprit son œuvre d'écrivain. Il fut ordonné prêtre en 1726 et il se lia, pour l'exercice de son ministère, à la Congrégation diocésaine des Missions apostoliques. Alphonse commença une action d'évangélisation et de catéchèse dans les couches les plus humbles de la société napolitaine, auxquelles il aimait prêcher, et qu'il instruisait sur les vérités fondamentales de la foi. Un grand nombre de ces personnes, pauvres et modestes, auxquelles il s'adressait, s'adonnaient souvent aux vices et accomplissaient des actes criminels. Il leur enseignait avec patience à prier, les encourageant à améliorer leur façon de vivre. Alphonse obtint d'excellents résultats : dans les quartiers les plus misérables de la ville se multipliaient les groupes de personnes qui, le soir, se réunissaient dans les maisons privées et dans les échoppes, pour prier et pour méditer la Parole de Dieu, sous la direction de plusieurs catéchistes formés par Alphonse et par d'autres prêtres, qui rendaient visite régulièrement à ces groupes de fidèles. Quand, suivant le désir de l'archevêque de Naples, ces réunions furent tenues dans les chapelles de la ville, elles prirent le nom de « chapelles du soir ». Elles furent de véritables sources d'éducation morale, d'assainissement social, d'aide réciproque entre les pauvres : les vols, les duels, la prostitution finirent presque par disparaître.
Même si le contexte social et religieux de l'époque de saint Alphonse était bien différent du nôtre, les « chapelles du soir » apparaissent comme un modèle d'action missionnaire auquel nous pouvons nous inspirer également aujourd'hui pour une « nouvelle évangélisation », en particulier des plus pauvres, et pour construire une coexistence humaine plus juste, fraternelle et solidaire. Une tâche de ministère spirituel est confiée aux prêtres, alors que des laïcs bien formés peuvent être des animateurs chrétiens efficaces, un authentique levain évangélique au sein de la société.
Après avoir pensé partir pour évangéliser les peuples païens, Alphonse, à l'âge de 35 ans, entra en contact avec les paysans et les pasteurs des régions intérieures du royaume de Naples et, frappé par leur ignorance religieuse et par l'état d'abandon dans lequel ils se trouvaient, il décida de quitter la capitale et de se consacrer à ces personnes, qui étaient pauvres spirituellement et matériellement. En 1732, il fonda la Congrégation religieuse du Très Saint Rédempteur, qu'il plaça sous la protection de l'évêque Tommaso Falcoia, et dont par la suite il devint lui-même le successeur. Ces religieux, guidés par Alphonse, furent d'authentiques missionnaires itinérants, qui atteignaient aussi les villages les plus reculés en exhortant à la conversion et à la persévérance dans la vie chrétienne, en particulier au moyen de la prière. Aujourd'hui encore les Rédemptoristes, présents dans de nombreux pays du monde, avec de nouvelles formes d'apostolat, continuent cette mission d'évangélisation. Je pense à eux avec reconnaissance, en les exhortant à être toujours fidèles à l'exemple de leur saint fondateur.
Estimé pour sa bonté et pour son zèle pastoral, en 1762 Alphonse fut nommé évêque de Sant'Agata dei Goti, un ministère qu'il quitta en 1775 avec l'autorisation du Pape Pie VI, à la suite des maladies dont il était atteint. Ce même Pape, en 1787, en apprenant la nouvelle de sa mort, qui eut lieu après de grandes souffrances, s'exclama : « C'était un saint ! ». Et il ne se trompait pas : Alphonse fut canonisé en 1839, et en 1871 il fut déclaré Docteur de l'Eglise. Ce titre lui convient pour de nombreuses raisons. Tout d'abord parce qu'il a proposé un riche enseignement de théologie morale, qui exprime de manière adaptée la doctrine catholique, au point qu'il fut proclamé par le Pape Pie XII « Patron de tous les confesseurs et moralistes ». A son époque, s'était diffusée une interprétation très rigoriste de la vie morale également en raison de la mentalité janséniste qui, au lieu d'alimenter la confiance et l'espérance dans la miséricorde de Dieu, fomentait la peur et présentait un visage de Dieu revêche et sévère, bien éloigné de celui que nous a révélé Jésus. Saint Alphonse, en particulier dans son œuvre principale intitulée Théologie morale, propose une synthèse équilibrée et convaincante entre les exigences de la loi de Dieu, gravée dans nos cœurs, pleinement révélée par le Christ et interprétée de manière faisant autorité par l'Eglise, et les dynamismes de la conscience et de la liberté de l'homme, qui précisément dans l'adhésion à la vérité et au bien permettent la maturation et la réalisation de la personne.
Alphonse recommandait aux pasteurs d'âme et aux confesseurs d'être fidèles à la doctrine morale catholique, en assumant, dans le même temps, une attitude charitable, compréhensive, douce, pour que les pénitents puissent se sentir accompagnés, soutenus, encouragés dans leur chemin de foi et de vie chrétienne. Saint Alphonse ne se lassait jamais de répéter que les prêtres sont un signe visible de la miséricorde infinie de Dieu, qui pardonne et illumine l'esprit et le cœur du pécheur afin qu'il se convertisse et change de vie. A notre époque, où l'on voit de clairs signes d'égarement de la conscience morale et - il faut le reconnaître - d'un certain manque d'estime envers le sacrement de la confession, l'enseignement de saint Alphonse est encore de grande actualité.
A côté des œuvres de théologie, saint Alphonse rédigea de très nombreux écrits, destinés à la formation religieuse du peuple. Le style est simple et plaisant. Lues et traduites dans un grand nombre de langues, les œuvres de saint Alphonse ont contribué à façonner la spiritualité populaire des deux derniers siècles. Certaines d'entre elles sont des textes à lire avec un grand intérêt encore aujourd'hui, comme « Les Maximes éternelles », « Les gloires de Marie », « La pratique d'amour envers Jésus Christ », une œuvre - cette dernière - qui représente la synthèse de sa pensée et son chef-d'œuvre. Il insiste beaucoup sur la nécessité de la prière, qui permet de s'ouvrir à la Grâce divine pour accomplir quotidiennement la volonté de Dieu et poursuivre la sanctification personnelle. Au sujet de la prière, il écrit : « Dieu ne refuse à personne la grâce de la prière, par laquelle on obtient l'aide pour vaincre les concupiscences et les tentations. Et je dis, et je réponds et je répondrai toujours, tant que j'aurai vie, que tout notre salut réside dans la prière ». De là vient son célèbre axiome « Qui prie se sauve » (Grand moyen de la prière et opuscules semblables. Œuvres ascétiques II, Rome 1962, p. 171). Il me revient à l'esprit, à cet égard, l'exhortation de mon prédécesseur, le vénérable serviteur de Dieu Jean-Paul II : « Nos communautés chrétiennes doivent devenir d'authentiques "écoles" de prière... Il faut alors que l'éducation à la prière devienne en quelque sorte un point déterminant de tout programme pastoral » (Lett. ap. Novo Millennio ineunte, nn. 33.34).
Parmi les formes de prière conseillées avec ferveur par saint Alphonse se détache la visite au Très Saint Sacrement ou, comme nous dirions aujourd'hui, l'adoration, brève ou prolongée, personnelle ou communautaire, devant l'Eucharistie. « Assurément - écrit Alphonse - parmi toutes les dévotions celle d'adorer Jésus sacrement est la première après les sacrements, la plus chère à Dieu, et celle qui nous est la plus utile... Oh, quel délice d'être devant un autel plein de foi... et lui présenter nos nécessités, comme fait un ami avec un autre ami intime ! » (Visites au Saint Sacrement et à la Sainte Vierge pour chaque jour du mois. Introduction). La spiritualité alphonsienne est en effet éminemment christologique, centrée sur le Christ et son Evangile. La méditation du mystère de l'Incarnation et de la Passion du Seigneur sont fréquemment l'objet de sa prédication. Dans ces événements en effet la Rédemption est offerte « copieusement » à tous les hommes . Et précisément parce qu'elle est christologique, la piété alphonsienne est aussi absolument mariale. D'une grande dévotion pour Marie, il en illustre le rôle dans l'histoire du salut : associée à la Rédemption et Médiatrice de grâce, Mère, Avocate et Reine. En outre, saint Alphonse affirme que la dévotion à Marie nous sera d'un grand réconfort au moment de notre mort. Il était convaincu que la méditation sur notre destin éternel, sur notre appel à participer pour toujours à la béatitude de Dieu, tout comme sur la tragique possibilité de la damnation, contribue à vivre avec sérénité et engagement, et à affronter la réalité de la mort en conservant toujours toute sa confiance dans la bonté de Dieu.
Saint Alphonse de Liguori est un exemple de pasteur zélé, qui a conquis les âmes en prêchant l'Evangile et en administrant les sacrements, s'unissant à une façon d'agir marquée par une bonté sereine et douce, qui naissait de l'intense rapport avec Dieu, qui est la Bonté infinie. Il a eu une vision à la fois réaliste et optimiste des ressources de bien que le Seigneur donne à chaque homme et il a donné importance aux élans et aux sentiments du cœur, ainsi qu'à ceux de l'esprit, pour pouvoir aimer Dieu et son prochain.
En conclusion, je voudrais rappeler que notre saint, de manière analogue à saint François de Sales - dont j'ai parlé il y a quelques semaines - insiste pour nous dire que la sainteté est accessible à chaque chrétien : « Le religieux comme religieux, le séculier comme séculier, le prêtre comme prêtre, le mari comme mari, le marchand comme marchand, le soldat comme soldat, et ainsi de suite pour tout autre statut » (La pratique de l'amour envers Jésus Christ. Œuvres ascétiques I, Rome 1933, p. 79). Rendons grâce au Seigneur qui, avec sa Providence, suscite des saints et des docteurs en des lieux et en des temps différents, qui parlent le même langage pour nous inviter à croître dans la foi et à vivre avec amour et avec joie notre être chrétiens dans les actions simples de chaque jour, pour avancer sur le chemin de la sainteté, sur la route vers Dieu et vers la joie véritable. Merci.


A l'issue de l'audience générale le pape a résumé sa catéchèse en différentes langues et salué les pèlerins. Voici ce qu'il a dit en français :
Chers frères et sœurs,
Né en 1696, saint Alphonse de Liguori est un éminent théologien moraliste, un maître de vie spirituelle et un Docteur de l'Église. Assoiffé de Dieu et désireux de perfection, il abandonna sa brillante carrière d'avocat au forum de Naples pour devenir prêtre. Il commença à prêcher aux personnes modestes et à celles qui, en marge de la société, s'adonnaient aux vices et à la criminalité. Il contribua ainsi à la création de groupes de prière et d'éducation morale qui rayonnèrent sur la vie sociale. Il fonda en 1732 la Congrégation du Saint Rédempteur pour former de vrais missionnaires itinérants. Nommé évêque, il lutta contre le jansénisme, une interprétation rigoriste de la vie morale. Il exhortait les prêtres à être fidèles à la doctrine de l'Église et charitables envers les pénitents. Ses œuvres théologiques et ses nombreux écrits contribuèrent à modeler la spiritualité populaire des deux derniers siècles sur le plan christologique et marial. Privilégiant l'adoration eucharistique, Alphonse insista sur la nécessité de la prière car « celui qui prie se sauve ». Proclamé « patron de tous les confesseurs et des moralistes », Alphonse de Liguori est un pasteur exemplaire dont la bonté et la douceur proviennent de son intense relation avec Dieu.
Je salue avec joie les pèlerins francophones venus de Grèce, France et Suisse ! Durant ce temps de carême, tout chrétien est appelé à la sainteté. Par la prière, par l'amour pour Jésus présent dans l'Eucharistie et par la pratique du sacrement de la réconciliation, vous vous sanctifierez et vous changerez le visage de l'humanité ! Avec ma bénédiction !
Puis il a lancé un appel pour la Côte d'Ivoire
Depuis longtemps, ma pensée va souvent aux populations de la Côte d'Ivoire, traumatisées par de douloureuses luttes internes et de graves tensions sociales et politiques.
J'exprime ma proximité à tous ceux qui ont perdu un être cher et souffrent de la violence et je lance un appel pressant afin que soit engagé le plus vite possible un processus de dialogue constructif pour le bien commun. L'opposition dramatique rend plus urgent le rétablissement du respect et de la cohabitation pacifique. Aucun effort ne doit être épargné dans ce sens.
Avec ces sentiments, j'ai décidé d'envoyer dans ce noble pays, le cardinal Peter Kodwo Turkson, Président du Conseil pontifical « Justice et Paix », afin qu'il manifeste ma solidarité et celle de l'Église universelle aux victimes du conflit, et encourage à la réconciliation et à la paix.
© Copyright du texte original plurilingue : Libreria Editrice Vaticana

Benedicto XVI: “Quien reza se salva”, san Alfonso María Ligorio

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Hoy en la Audiencia General

CIUDAD DEL VATICANO, miércoles 30 de marzo de 2011 (ZENIT.org).- A continuación ofrecemos el discurso que el Papa Benedicto XVI ha dirigido a los fieles, continuando el ciclo de catequesis sobre los Doctores de la Iglesia, en la audiencia general celebrada esta mañana en la Plaza San Pedro.
* * * * *
Queridos hermanos y hermanas,
hoy quisiera presentaros la figura de un santo Doctor de la Iglesia al que debemos mucho, ya que fue un insigne teólogo moralista y un maestro de vida espiritual para todos, sobre todo para la gente humilde. Es el autor de la letra y de la música de uno de los villancicos navideños más famosos de Italia: Tu scendi dalle stelle, además de otras muchas cosas.
Perteneciente a una familia napolitana noble y rica, Alfonso María de Ligorio nació en 1696. Dotado de grandes cualidades intelectuales, con tan solo 16 años se graduó en derecho civil y canónico. Era el abogado más brillante del foro de Nápoles: durante ocho años ganó todas las causas que defendió. Sin embargo, su alma tenía sed de Dios y estaba deseosa de la perfección, así el Señor le hizo comprender que era otra la vocación a la que lo llamaba. De hecho, en 1723, indignado por la corrupción y la injusticia que viciaban el ambiente que lo rodeaba, abandonó su profesión -y con ella la riqueza y el éxito- y decide convertirse en sacerdote, a pesar de la oposición paterna. Tuvo maestros excelentes que lo introdujeron en el estudio de las Sagradas Escrituras, de la Historia de la Iglesia y de la mística. Adquirió una amplia cultura teológica, que comenzó a dar fruto cuando, algunos años después, comienza su labor de escritor. Fue ordenado sacerdote en 1726 y se entregó, para el ejercicio de su ministerio, a la Congregación diocesana de las Misiones Apostólicas. Alfonso inició la evangelización y la catequesis entre los estratos más bajos de la sociedad napolitana, a la que gustaba predicar, y a la que instruía en las verdades fundamentales de la fe. No pocas de estas personas, pobres y modestas, a las que se dirigió, a menudo se dedicaban a los vicios y realizaban acciones criminales. Con paciencia les enseñaba a rezar, animándolas a mejorar su modo de vivir. Alfonso obtuvo resultados excelentes: en el barrio más miserable de la ciudad se multiplicaban los grupos de personas que, al caer la tarde, se reunían en las casas privadas y en los talleres, para rezar y meditar la Palabra de Dios, bajo la guía de un catequista formado por Alfonso y por otros sacerdotes, que visitaban regularmente a estos grupos de fieles. Cuando, por deseo expreso del arzobispo de Nápoles, estas reuniones comenzaron a celebrarse en las capillas de la ciudad, estas tomaron el nombre de “capillas nocturnas”. Esto fue una verdadera y propia fuente de educación moral, de saneamiento social, de ayuda recíproca entre los pobres: esto puso fin a robos, duelos, prostitución hasta casi desaparecer.
Aunque si el contexto social y religioso de la época de san Alfonso era muy distinto del nuestro, las
“capillas nocturnas” son un modelo de acción misionera en el que nos podemos inspirar también hoy para “una nueva evangelización”, particularmente de los más pobres, y para construir una convivencia humana más justa, fraterna y solidaria. A los sacerdotes se les ha confiado un deber de ministerio espiritual, mientras que los laicos bien formados pueden ser eficaces animadores cristianos, auténtica levadura evangélica en el seno de la sociedad.
Después de haber pensado irse para evangelizar a los pueblos paganos, Alfonso, a la edad de 35 años, entró en contacto con los agricultores y pastores de las regiones interiores del Reino de Nápoles, y estupefacto por su ignorancia religiosa y el estado de abandono en el que estaban, decidió dejar la capital y dedicarse a estas personas, que eran pobres espiritual y materialmente. En 1732 fundó la Congregación religiosa del Santísimo Redentor, que puso bajo la tutela del obispo Tommaso Falcoia, y de la que se convirtió en el superior. Estos religiosos, dirigidos por Alfonso, fueron auténticos misioneros itinerantes, que llegaron incluso a los pueblos más remotos, exhortando a la conversión y a la perseverancia en la vida cristiana sobre todo por medio de la oración. Todavía hoy, los redentoristas, esparcidos por tantos países del mundo, con nuevas formas de apostolado, continúan esta misión de evangelización. Pienso en ellos con reconocimiento, exhortándoles a ser siempre fieles al ejemplo de su Santo Fundador.
Estimado por su bondad y por su celo pastoral, en 1762 Alfonso fue nombrado obispo de Sant'Agata dei Goti, ministerio que, dejó en 1775 por causa de las enfermedades que sufría, por concesión del Papa Pío VI. El mismo Pontífice, en 1787, exclamó, al recibir la noticia de su muerte, que se produjo con mucho sufrimiento, exclamó: “¡Era un santo!”. Y no se equivocaba: Alfonso fue canonizado en 1839, y en 1871 es declarado Doctor de la Iglesia. Este título se le concede por muchas razones. Antes que nada, porque propuso una rica enseñanza de teología moral, que expresa adecuadamente la doctrina católica hasta el punto de ser proclamado por el Papa Pío XII como “Patrón de todos los confesores y moralistas”. En su época, se difundió una interpretación muy rigurosa de la vida moral, quizás por la mentalidad jansenista, que antes que alimentar la confianza y esperanza en la misericordia de Dios, fomentaba el miedo y presentaba un rostro de Dios adusto y severo, muy lejano al revelado por Jesús. San Alfonso, sobre todo en su obra principal titulada Teología Moral, propone una síntesis equilibrada y convincente entre las exigencias de la ley de Dios, esculpida en nuestros corazones, revelada plenamente por Cristo y interpretada con autoridad por la Iglesia, y los dinamismos de la conciencia y de la libertad del hombre, que en la adhesión a la verdad y al bien, permiten la maduración y la realización de la persona. A los pastores de almas y a los confesores, Alfonso recomendaba ser fieles a la doctrina moral católica, asumiendo al mismo tiempo, una actitud caritativa, comprensiva, dulce para que los penitentes se sintiesen acompañados, sostenidos, animados en su camino de fe y de vida cristiana. San Alfonso no se cansaba nunca de repetir que los sacerdotes son un signo visible de la infinita misericordia de Dios, que perdona e ilumina la mente y el corazón del pecador para que se convierta y cambie de vida. En nuestra época, en la que son claros los signos de pérdida de la conciencia moral y -es necesario reconocerlo- de una cierta falta de estima hacia el Sacramento de la Confesión, la enseñanza de san Alfonso es todavía de gran actualidad.
Junto a las obras de teología, san Alfonso compuso muchos otros escritos, destinados a la formación religiosa del pueblo. Es estilo es simple y agradable. Leídas y traducidas en numerosas lenguas, las obras de san Alfonso han contribuido a plasmarla espiritualidad popular de los últimos dos siglos. Algunas de estas son textos que aportan grandes beneficios todavía hoy, como Máximas Eternas, Las Glorias de María, Práctica de amor a Jesucristo, obra -esta última- que representa la síntesis de su pensamiento y de su obra maestra. Insiste mucho en la necesidad de la oración, que permite abrirse a la Gracia divina para cumplir cotidianamente la voluntad de Dios y conseguir la propia santificación. Con respecto a la oración escribe: “Dios no niega a nadie la gracia de la oración, con la que se obtiene la ayuda para vencer toda concupiscencia y toda tentación. Y digo, replico y replicaré siempre, durante toda mi vida, que toda nuestra salvación está en el rezar”. De aquí su famoso axioma: “Quien reza se salva” “Del gran Medio de la Oración y opúsculos afines”. Obras Ascéticas II, Roma 1962, p. 171). Me viene a la mente, a este propósito, la exhortación de mi predecesor, el Venerable Siervo de Dios Juan Pablo II: “nuestras comunidades cristianas tienen que llegar a ser auténticas 'escuelas de oración'”... “Hace falta, pues, que la educación en la oración se convierta de alguna manera en un punto determinante de toda programación pastoral” (Carta Apostólica Novo Millenio ineunte, 33 y 34).
Entre las formas de oración aconsejadas fervientemente por san Alfonso, destaca la visita al Santísimo Sacramento o, como diríamos hoy, la adoración, breve o prolongada, personal o comunitaria, ante la Eucaristía. “Ciertamente -escribe Alfonso- entre todas las devociones esta de adorar a Jesús sacramentado es justo después de los sacramentos, la más querida por Dios y la más útil para nosotros... ¡Oh, qué bella delicia estar delante de una altar con fe.. presentando nuestras necesidades, como hace un amigo a otro con el que se tiene total confianza!” (“Visitas al Santísimo Sacramento, a María Santísima y a San José correspondientes a cada día del mes”. Introducción). La espiritualidad alfonsiana es, de hecho, eminentemente cristológica, centrada en Cristo y en su Evangelio. La meditación del misterio de la Encarnación y de la Pasión del Señor son frecuentemente objeto de su predicación. En estos eventos, la Redención es ofrecida a todos los hombres “copiosamente”. Y justo porque es cristológica, la piedad alfonsiana es también exquisitamente mariana. Muy devoto de María, Alfonso ilustra su papel en la historia de la salvación: socia de la Redención y mediadora de gracia, Madre, Abogada y Reina. Además, san Alfonso afirma que la devoción a María nos confortará en el momento de nuestra muerte. Estaba convencido que la meditación sobre nuestro destino eterno, sobre nuestra llamada a participar para siempre en la beatitud de Dios, así como la posibilidad trágica de la condenación, contribuye a vivir con serenidad y compromiso, y a afrontar la realidad de la muerte conservando siempre la confianza en la bondad de Dios.
San Alfonso María de Ligorio es un ejemplo de pastor celoso, que ha conquistado las almas predicando el Evangelio y administrando los Sacramentos, combinado con un modo de hacer basado en una bondad humilde y suave, que nacía de la intensa relación con Dios, que es la Bondad infinita. Tuvo una visión realista y optimista de los recursos del bien que el Señor da a cada hombre y dio importancia a los afectos y a los sentimientos del corazón, además de la mente, para poder amar a Dios y al prójimo.
En conclusión, quisiera recordar que nuestro santo, análogamente a San Francisco de Sales -del que hablé hace alguna semana- insiste en decir que la santidad es accesible a todos los cristianos: “El religioso por religioso, el seglar por seglar, el sacerdote por sacerdote, el casado por casado, el comerciante por comerciante, el soldado por soldado, y así hablando en todos los estados”(Práctica de amor a Jesucristo. Obras ascéticas I, Roma 1933, p. 79). Agradezcamos al Señor que, con su Providencia, suscita santos y doctores en lugares y tiempos diversos, que hablan el mismo lenguaje para invitarnos a crecer en la fe y a vivir con amor y con alegría nuestro ser cristianos en las sencillas acciones de cada día, para caminar en el camino de la santidad, en el camino hacia Dios y hacia la verdadera alegría. Gracias.
[Traducción del original italiano por Carmen Álvarez
©Libreria Editrice Vaticana]

BENEDETTO XVI : Sant'Alfonso Maria de' Liguori

CATECHESI DEL SANTO PADRE ALL'UDIENZA GENERALE - 30 marzo 2011


BENEDETTO XVI

UDIENZA GENERALE

Piazza San Pietro
Mercoledì, 30 marzo 2011



Sant'Alfonso Maria de' Liguori


Cari fratelli e sorelle,

oggi vorrei presentarvi la figura di un santo Dottore della Chiesa a cui siamo molto debitori, perché è stato un insigne teologo moralista e un maestro di vita spirituale per tutti, soprattutto per la gente semplice. E’ l’autore delle parole e della musica di uno dei canti natalizi più popolari in Italia e non solo: Tu scendi dalle stelle.

Appartenente a una nobile e ricca famiglia napoletana, Alfonso Maria de’ Liguori nacque nel 1696. Dotato di spiccate qualità intellettuali, a soli 16 anni conseguì la laurea in diritto civile e canonico. Era l’avvocato più brillante del foro di Napoli: per otto anni vinse tutte le cause che difese. Tuttavia, nella sua anima assetata di Dio e desiderosa di perfezione, il Signore lo conduceva a comprendere che un’altra era la vocazione a cui lo chiamava. Infatti, nel 1723, indignato per la corruzione e l’ingiustizia che viziavano l’ambiente forense, abbandonò la sua professione - e con essa la ricchezza e il successo - e decise di diventare sacerdote, nonostante l’opposizione del padre. Ebbe degli ottimi maestri, che lo introdussero allo studio della Sacra Scrittura, della Storia della Chiesa e della mistica. Acquisì una vasta cultura teologica, che mise a frutto quando, dopo qualche anno, intraprese la sua opera di scrittore. Fu ordinato sacerdote nel 1726 e si legò, per l’esercizio del ministero, alla Congregazione diocesana delle Missioni Apostoliche. Alfonso iniziò un’azione di evangelizzazione e di catechesi tra gli strati più umili della società napoletana, a cui amava predicare, e che istruiva sulle verità basilari della fede. Non poche di queste persone, povere e modeste, a cui egli si rivolgeva, molto spesso erano dedite ai vizi e compivano azioni criminali. Con pazienza insegnava loro a pregare, incoraggiandole a migliorare il loro modo di vivere. Alfonso ottenne ottimi risultati: nei quartieri più miseri della città si moltiplicavano gruppi di persone che, alla sera, si riunivano nelle case private e nelle botteghe, per pregare e per meditare la Parola di Dio, sotto la guida di alcuni catechisti formati da Alfonso e da altri sacerdoti, che visitavano regolarmente questi gruppi di fedeli. Quando, per desiderio dell’arcivescovo di Napoli, queste riunioni vennero tenute nelle cappelle della città, presero il nome di “cappelle serotine”. Esse furono una vera e propria fonte di educazione morale, di risanamento sociale, di aiuto reciproco tra i poveri: furti, duelli, prostituzione finirono quasi per scomparire.

Anche se il contesto sociale e religioso dell’epoca di sant’Alfonso era ben diverso dal nostro, le “cappelle serotine” appaiono un modello di azione missionaria a cui possiamo ispirarci anche oggi per una “nuova evangelizzazione”, particolarmente dei più poveri, e per costruire una convivenza umana più giusta, fraterna e solidale. Ai sacerdoti è affidato un compito di ministero spirituale, mentre laici ben formati possono essere efficaci animatori cristiani, autentico lievito evangelico in seno alla società.

Dopo aver pensato di partire per evangelizzare i popoli pagani, Alfonso, all’età di 35 anni, entrò in contatto con i contadini e i pastori delle regioni interne del Regno di Napoli e, colpito dalla loro ignoranza religiosa e dallo stato di abbandono in cui versavano, decise di lasciare la capitale e di dedicarsi a queste persone, che erano povere spiritualmente e materialmente. Nel 1732 fondò la Congregazione religiosa del Santissimo Redentore, che pose sotto la tutela del vescovo Tommaso Falcoia, e di cui successivamente egli stesso divenne il superiore. Questi religiosi, guidati da Alfonso, furono degli autentici missionari itineranti, che raggiungevano anche i villaggi più remoti esortando alla conversione e alla perseveranza nella vita cristiana soprattutto per mezzo della preghiera. Ancor oggi i Redentoristi, sparsi in tanti Paesi del mondo, con nuove forme di apostolato, continuano questa missione di evangelizzazione. A loro penso con riconoscenza, esortandoli ad essere sempre fedeli all’esempio del loro santo Fondatore.

Stimato per la sua bontà e per il suo zelo pastorale, nel 1762 Alfonso fu nominato Vescovo di Sant’Agata dei Goti, ministero che, in seguito alle malattie da cui era afflitto, lasciò nel 1775, per concessione del Papa Pio VI. Lo stesso Pontefice, nel 1787, apprendendo la notizia della sua morte, avvenuta dopo molte sofferenze, esclamò: “Era un santo!”. E non si sbagliava: Alfonso fu canonizzato nel 1839, e nel 1871 venne dichiarato Dottore della Chiesa. Questo titolo gli si addice per molteplici ragioni. Anzitutto, perché ha proposto un ricco insegnamento di teologia morale, che esprime adeguatamente la dottrina cattolica, al punto che fu proclamato dal Papa Pio XII “Patrono di tutti i confessori e i moralisti”. Ai suoi tempi, si era diffusa un’interpretazione molto rigorista della vita morale anche a motivo della mentalità giansenista che, anziché alimentare la fiducia e la speranza nella misericordia di Dio, fomentava la paura e presentava un volto di Dio arcigno e severo, ben lontano da quello rivelatoci da Gesù. Sant’Alfonso, soprattutto nella sua opera principale intitolata Teologia Morale, propone una sintesi equilibrata e convincente tra le esigenze della legge di Dio, scolpita nei nostri cuori, rivelata pienamente da Cristo e interpretata autorevolmente dalla Chiesa, e i dinamismi della coscienza e della libertà dell’uomo, che proprio nell’adesione alla verità e al bene permettono la maturazione e la realizzazione della persona. Ai pastori d’anime e ai confessori Alfonso raccomandava di essere fedeli alla dottrina morale cattolica, assumendo, nel contempo, un atteggiamento caritatevole, comprensivo, dolce perché i penitenti potessero sentirsi accompagnati, sostenuti, incoraggiati nel loro cammino di fede e di vita cristiana. Sant’Alfonso non si stancava mai di ripetere che i sacerdoti sono un segno visibile dell’infinita misericordia di Dio, che perdona e illumina la mente e il cuore del peccatore affinché si converta e cambi vita. Nella nostra epoca, in cui vi sono chiari segni di smarrimento della coscienza morale e – occorre riconoscerlo – di una certa mancanza di stima verso il Sacramento della Confessione, l’insegnamento di sant’Alfonso è ancora di grande attualità.

Insieme alle opere di teologia, sant’Alfonso compose moltissimi altri scritti, destinati alla formazione religiosa del popolo. Lo stile è semplice e piacevole. Lette e tradotte in numerose lingue, le opere di sant’Alfonso hanno contribuito a plasmare la spiritualità popolare degli ultimi due secoli. Alcune di esse sono testi da leggere con grande profitto ancor oggi, come Le Massime eterne, Le glorie di Maria, La pratica d’amare Gesù Cristo, opera – quest’ultima – che rappresenta la sintesi del suo pensiero e il suo capolavoro. Egli insiste molto sulla necessità della preghiera, che consente di aprirsi alla Grazia divina per compiere quotidianamente la volontà di Dio e conseguire la propria santificazione. Riguardo alla preghiera egli scrive: “Dio non nega ad alcuno la grazia della preghiera, con la quale si ottiene l’aiuto a vincere ogni concupiscenza e ogni tentazione. E dico, e replico e replicherò sempre, sino a che avrò vita, che tutta la nostra salvezza sta nel pregare”. Di qui il suo famoso assioma: “Chi prega si salva” (Del gran mezzo della preghiera e opuscoli affini. Opere ascetiche II, Roma 1962, p. 171). Mi torna in mente, a questo proposito, l’esortazione del mio predecessore, il Venerabile Servo di Dio Giovanni Paolo II: “Le nostre comunità cristiane devono diventare «scuole di preghiera»... Occorre allora che l’educazione alla preghiera diventi un punto qualificante di ogni programmazione pastorale” (Lett. ap. Novo Millennio ineunte, 33,34).

Tra le forme di preghiera consigliate fervidamente da sant’Alfonso spicca la visita al Santissimo Sacramento o, come diremmo oggi, l’adorazione, breve o prolungata, personale o comunitaria, dinanzi all’Eucaristia. “Certamente – scrive Alfonso – fra tutte le devozioni questa di adorare Gesù sacramentato è la prima dopo i sacramenti, la più cara a Dio e la più utile a noi... Oh, che bella delizia starsene avanti ad un altare con fede... e presentargli i propri bisogni, come fa un amico a un altro amico con cui si abbia tutta la confidenza!” (Visite al SS. Sacramento ed a Maria SS. per ciascun giorno del mese. Introduzione). La spiritualità alfonsiana è infatti eminentemente cristologica, centrata su Cristo e il Suo Vangelo. La meditazione del mistero dell’Incarnazione e della Passione del Signore sono frequentemente oggetto della sua predicazione. In questi eventi, infatti, la Redenzione viene offerta a tutti gli uomini “copiosamente”. E proprio perché cristologica, la pietà alfonsiana è anche squisitamente mariana. Devotissimo di Maria, egli ne illustra il ruolo nella storia della salvezza: socia della Redenzione e Mediatrice di grazia, Madre, Avvocata e Regina. Inoltre, sant’Alfonso afferma che la devozione a Maria ci sarà di grande conforto nel momento della nostra morte. Egli era convinto che la meditazione sul nostro destino eterno, sulla nostra chiamata a partecipare per sempre alla beatitudine di Dio, come pure sulla tragica possibilità della dannazione, contribuisce a vivere con serenità ed impegno, e ad affrontare la realtà della morte conservando sempre piena fiducia nella bontà di Dio.

Sant’Alfonso Maria de’ Liguori è un esempio di pastore zelante, che ha conquistato le anime predicando il Vangelo e amministrando i Sacramenti, unito ad un modo di agire improntato a una soave e mite bontà, che nasceva dall’intenso rapporto con Dio, che è la Bontà infinita. Ha avuto una visione realisticamente ottimista delle risorse di bene che il Signore dona ad ogni uomo e ha dato importanza agli affetti e ai sentimenti del cuore, oltre che alla mente, per poter amare Dio e il prossimo.

In conclusione, vorrei ricordare che il nostro Santo, analogamente a san Francesco di Sales – di cui ho parlato qualche settimana fa – insiste nel dire che la santità è accessibile ad ogni cristiano: “Il religioso da religioso, il secolare da secolare, il sacerdote da sacerdote, il maritato da maritato, il mercante da mercante, il soldato da soldato, e così parlando d’ogni altro stato” (Pratica di amare Gesù Cristo. Opere ascetiche I, Roma 1933, p. 79). Ringraziamo il Signore che, con la sua Provvidenza, suscita santi e dottori in luoghi e tempi diversi, che parlano lo stesso linguaggio per invitarci a crescere nella fede e a vivere con amore e con gioia il nostro essere cristiani nelle semplici azioni di ogni giorno, per camminare sulla strada della santità, sulla strada strada verso Dio e verso la vera gioia. Grazie.
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Catedral de NOTRE DAME e os mais belos aspectos da alma católica. O rosto de Jesus Cristo impresso nas catedrais medievais


Video: Notre Dame de Paris

Na catedral de Notre Dame em Paris, bela em cada um de seus pormenores, consideremos inicialmente as três portas do primeiro pavimento, encimadas por lindíssimas ogivas.

Em cada portal aparecem vários episódios da História Sagrada, esculpidos de um e outro lado da ogiva.

Acima das portas ogivais, uma fileira de estátuas de reis da França. Não satisfeita em decapitar Luís XVI, a Revolução Francesa — cuja infâmia supera qualquer outro acontecimento histórico, exceto a traição de Judas — incitou alguns vândalos a subirem até essas esculturas e degolá-las.

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Vídeo: catedral de Paris
Assim, os corpos dos reis permaneceram sem cabeça durante muito tempo. Após a Revolução foram colocadas outras cabeças, infelizmente de inferior qualidade.

Imaginemos que não existisse a parte superior do edifício, mas apenas o andar térreo coroado por essa espécie de balaústre acima das estátuas dos reis. Mesmo despojada dessa forma, ela seria uma edificação linda.

Podemos imaginar também outro edifício formado apenas pela grande rosásea central, as duas laterais acima de duas pequenas ogivas superiores.

Se esse conjunto estivesse no solo, poderia ser também a fachada de uma igreja belíssima. Poderíamos ainda imaginar cada uma das pontas das torres do terceiro piso transformadas em oratórios e colocadas no rés do chão, e veríamos que, mesmo separadamente, elas seriam extraordinárias.

Na fachada da catedral há três belezas superpostas, mas a finura dos franceses — o charme mais belo que a beleza — fê-los sentir que alguma coisa faltaria, se ficasse só nisso.

Percebe-se então uma cúpula atrás, e no alto uma flecha — a famosa flecha de Notre Dame, que dá um arremate, um toque de leveza, de graça e de grandeza às torres inacabadas.

As torres da catedral deveriam ter sido mais altas, mas o estilo gótico morreu ao sopro maldito da Renascença e do Humanismo, e por isso elas não foram concluídas.

Entretanto, mesmo assim, têm encanto e beleza.

Notre Dame provoca uma impressão muito agradável pelo contraste entre a altura e a largura do edifício.

Ela é graciosa e leve, mas possui um quê de fortaleza. É esguia, no entanto não pode de nenhum modo ser considerada frágil.

Reflete bem a plenitude do espírito da Idade Média: hierático e hierárquico, sacral e ordenado, tudo voltado para o que há de mais alto.

A maior seriedade se compagina bem com a graça e a delicadeza, e os mais belos aspectos da alma católica aparecem a todo propósito em todos os ângulos da catedral.

(Fonte: excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 11.01.1989. Sem revisão do autor. Apud “Catolicismo”, dezembro 2010) 


O rosto de Jesus Cristo impresso nas catedrais medievais

 “Eu não posso me esquecer que uma das viagens que eu fiz a Paris, eu cheguei à noitinha. Jantei, e fui imediatamente ver a Catedral de Notre-Dame.

Era uma noite de verão, não extraordinariamente bonita, comum.

A Catedral estava iluminada, e o automóvel em que eu vinha passava da rive gauche para a ilha, e eu via a Catedral assim de lado, e numa focalização completamente fortuita.

Ela me pareceu desde logo, naquele ângulo tomado assim, se acaso existisse ‒ em algum sentido existe ‒ eu diria que é tomado ao acaso, eu olhei e achei tão belo que eu fiquei com vontade de dizer ao automóvel:

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Vídeo: o rosto de Cristo
impresso nas catedrais medievais
“Pára, que eu quero ficar aqui! Eu sei que o resto é muito belo, mas eu creio que poucos olharam essa Catedral desse ângulo e pararam. E eu quero ser dos poucos, para dar a Nossa Senhora o louvor deste ponto de vista aqui, que os outros talvez não tenham louvado suficientemente.

“Ao menos se dirá que uma vez, um peregrino vindo de longe amou o que muitos outros, por pressa, por isso ou por não terem recebido uma graça especial naquele momento para aquilo, não chegaram a amar.”

E em todos os grandes monumentos da Cristandade, depois de admirar as maravilhas, eu tenho a tendência a ir admirando os pormenores, num ato de reparação, porque esses pormenores talvez não tenham sido amados como eles deveriam ser amados.

E então fazer ao menos isto: amar o que deveria ter sido amado e que foi esquecido. É sempre a nossa vocação de levar à tona as verdades esquecidas, que os homens põem de lado.

Eu fiquei encantado com a Catedral naquele ângulo.

Depois dei a volta, e voltei para o hotel com a alma cheia.

E se alguém naquele momento me lembrasse da palavra da Escritura:

“Eis a igreja de uma beleza perfeita, a alegria do mundo inteiro”, eu teria dito: “Oh! como está bem expresso! É bem o que eu sinto a respeito da Catedral.”

E aí, do fundo de nossas almas, do fundo de nossas inocências, sobe uma coisa que é luz, superluz, mas ao mesmo tempo é penumbra ou é obscuridade sem ser treva.

E é a idéia de todas as catedrais góticas do mundo, as que foram construídas, e as que não foram construídas, dando uma idéia de conjunto de Deus. Que, entretanto, ainda é infinitamente mais do que isso.

Aí o espírito que inspirou todas essas catedrais nos aparece.

E aí, realmente, mais nós vivemos no Céu do que na Terra.

E aí o nosso desejo de uma outra vida, de conhecer um Outro, tão interno em mim que é mais eu do que eu mesmo sou eu, mas tão superior a mim que eu não sou nem sequer um grão de poeira em comparação com Ele, esse meu desejo se realiza.

Eu digo: “Ah, eu compreendo, o Céu deve ser assim!”

Nós amamos ainda mais o puríssimo Espírito, eterno e invisível, que criou tudo aquilo, para dizer:

“Meu filho, Eu existo. Ame-me e compreenda: isto é semelhante a Mim.

“Mas, sobretudo, por mais belo que isto seja, Eu sou infinitamente dessemelhante disto, por uma forma de beleza tão quintessenciada e superior, que é só quando me vires que verdadeiramente te darás conta do que Eu sou.

“Vem, meu filho. Vem, que eu te espero!

“Luta por mais algum tempo, que Eu estou me preparando para te mostrar no Céu belezas ainda maiores, na proporção em que for grande e dura a tua luta.

“Espera que, quando estiveres pronto para veres aquilo que Eu tinha intenção de que visses quando Eu te criei.

“Meu filho, sou Eu a tua Catedral!

“A Catedral demasiadamente grande! A Catedral demasiadamente bela!

“A Catedral que fez florescer nos lábios da Virgem um sorriso como nenhuma jóia fez florescer, nenhuma rosa, e nem sequer nenhuma das meras criaturas que Ela conheceu.”

“Essa Catedral é Nosso Senhor Jesus Cristo.

“É o Coração de Jesus que tirou do Coração de Maria harmonias como nada tirou. Ali, tu o conhecerás.”

Ele disse dEle: “Serei Eu mesmo a vossa recompensa demasiadamente grande”.
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terça-feira, 29 de março de 2011

ARTICOLI DI "FEDE E CULTURA "







1^ puntata
3^ puntata

4^ puntata





CARD. SIRI: Al Concilio un Gruppo di “Contro-Impostazione”. C’è stata, dunque, una chiara volontà, da parte di questo gruppo, di manipolare e stravolgere il Concilio”. Questa intervista esplosiva, rilasciata dal Card. Siri il 17 gennaio 1985

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CARD. SIRI:
Al Concilio un Gruppo
di “Contro-Impostazione”
“Un gruppo molto potente, che voleva avvicinare la Chiesa ai protestanti, si riunì, in un modo non del tutto legittimo, in una certa parte d’Europa.
La loro linea era contro l’impostazione voluta da Giovanni XXIII e contro il Magistero tradizionale della Chiesa Cattolica. L’elezione dei membri di due
terzi delle Commissioni del Concilio fu “guidata” da tale gruppo. Tutto fu “orchestrato” da loro, scegliendo in tutto il mondo quelli che più si conformavano
ad un indirizzo modernista e progressista, escludendone gli altri. La lista “cattolica” alternativa che il Card. Siri presentò, fu da loro fatta bocciare.
C’è stata, dunque, una chiara volontà, da parte di questo gruppo, di manipolare e stravolgere il Concilio”. Questa intervista esplosiva, rilasciata dal
Card. Siri il 17 gennaio 1985, a causa delle polemiche strumentali dei media progressisti su un giudizio del Card. Ratzinger sugli anni del post-concilio,
fu deciso di rimandarne la pubblicazione che avvenne dopo la morte del Cardinale, grande campione dell’ortodossia. Si tratta di una testimonianza preziosa
perché viene da una persona che è sempre vissuta in piena comunione con la Chiesa. “Esiste un diritto dell’intero popolo di Dio perché gli venga
esplicitato con chiarezza ed oggettività che cosa sia stato il Vaticano II. Ne va della fede e dell’autentica testimonianza cristiana. Che non tutto, a tale
riguardo, sia limpido e trasparente come uno zampillo d’altissima quota, s’avverte anche, o tra le righe o addirittura con esplicite denunce, in qualche
autorevole intervento” (Brunero Gherardini, Concilio Ecumenico Vaticano II, Un discorso da fare, Casa Mariana Editrice, 2009, p. 17).
L’idea di convocare un Concilio era già
affiorata durante il pontificato di Pio XII.
Perché venne accantonata? SIRI: Sì, era già affiorata. Ma, nonostante
io fossi molto vicino a
Pio XII, non me ne ha mai parlato.
/…/ Il Concilio venne convocato da Giovanni
XXIII. Chi glielo suggerì, o per lo
meno richiamò alla memoria, fu il cardinal
Ruffini (Arcivescovo di Palermo), il 16
dicembre del 1958, a distanza di quasi due
mesi dalla sua elezione. Il Papa se ne entusiasmò
e ne colse l’idea. /…/ Non so però cosa
successe il 25 gennaio del 1959. Ma l’idea
del Concilio già girava. Pio XII, credo, aveva
anche costituito una piccola commissione
che silenziosamente studiasse la proposta.
Era una cosa che stava lievitando.
Una volta disse che fu nelle prime
riunioni della Commissione per gli Affari
straordinari (o “per le grane” come
lei la definì) e in quelle del Consiglio di
presidenza che il Concilio prese un determinato
iter piuttosto che un altro. Cosa
intendeva precisamente?
SIRI: Quando è iniziato il Concilio ero
membro della commissione cardinalizia
per gli Affari straordinari, definita da Papa
Giovanni “la testa del Concilio”. Durò solo
per la prima sessione e fu soppressa da
Paolo VI che diede via all’attività di venti
cardinali: i dodici componenti il Consiglio
di presidenza del Concilio (di cui feci parte
anch’io), i quattro moderatori del Concilio
stesso e i quattro coordinatori. Questi venti
cardinali rappresentavano il nerbo del Concilio,
perché le grandi questioni, i grandi
dibattiti, le grandi risoluzioni furono prese
in questa commissione che si riuniva quasi
tutte le settimane. Chi non conosce i verbali
di questo Consiglio credo che non possa
scrivere la vera storia del Concilio.
In occasione di alcune conferenze che
tenne a Cannes nel ‘69 lei lanciò una pesantissima
accusa: denunciò l’esistenza di
una “controimpostazione” del Concilio...
SIRI: Come ha avuto i testi delle due
conferenze?
Sono stati pubblicati recentemente nel
primo volume delle sue opere
SIRI: Quelle conferenze non avrebbero
dovuto essere divulgate. Erano però tra i
miei dattiloscritti. /…/ Non posso far altro
comunque che confermare quanto dissi.
Un gruppo molto potente - lei disse - si
era organizzato in
SIRI: Sì. Si riunì, in un modo non
del tutto legittimo, in una certa parte
d’Europa. La prova evidente la ebbi
quando si dovettero eleggere i due terzi
dei membri delle commissioni.
Vuol forse dire che l’elezione dei
membri nelle commissioni fu “guidata”
da tale gruppo?
SIRI: Sì, ne sono certo. È stata orchestrata
da loro, scegliendo in tutto
il mondo quelli che più si conformavano
ad un certo indirizzo e escludendone
gli altri. Io presentai allora una
lista alternativa definita “cattolica” perché
i membri dovevano essere eletti in numero
proporzionale al numero dei cattolici esistenti
nei rispettivi paesi. Ma loro la fecero
bocciare.
Sono accuse di non poco conto. Ne parlò
con Giovanni XXIII?
SIRI: Sì, anche lui si rese conto del
pericolo costituito da tale gruppo; in una
lunga udienza mi disse chiaramente che
non era «affatto contento del Concilio».
Quali erano secondo lei i fini specifici di
questo gruppo?
SIRI: Forse avvicinare la Chiesa ai protestanti
e rendere in tal modo più facile il
loro ritorno. Ma può darsi che li stia giusti-
ficando troppo.
Lo definisce un gruppo di “controimpostazione
conciliare”. L’aggettivo “contro”
che valenza ha? Era “contro” l’impostazione
voluta da Giovanni XXIII, “contro”
il Magistero tradizionale della Chiesa
cattolica o, più semplicemente, “contro”
una visione tradizionalista della Chiesa
che in Concilio ebbe i suoi leaders oltre
che in lei nei cardinali Ruffini e Ottaviani?
SIRI: Contro l’impostazione voluta da
Giovanni XXIII. Certo. Contro il Magi-
"30 Giorni"
0
stero tradizionale della Chiesa. Sicuro. Si
formò tra noi un gruppo? Loro erano una
corrente, la quale provocò necessariamente
una controcorrente.
Il teologo Schillebeeckx ha affermato
in un’intervista al settimanale spagnolo
Vida Nueva che l’orientamento di cui lei
fece parte era minoritario, ma riuscì ad
influenzare il Concilio perché molto agguerrito,
e soprattutto perché assecondato
da Paolo VI.
SIRI: Una minoranza la nostra? Ma
il Concilio erano i 2500 Padri che vi hanno
partecipato e che votavano. E votavano
bene. Di questi, solo 500 presero la parola
almeno una volta. Tutti gli altri, ed erano i
quattro quinti, erano lì, attenti, e giudicavano.
Ed erano loro la maggioranza. La maggioranza
silenziosa, ma che faceva il Concilio.
E i documenti del Concilio furono
tutti approvati quasi all’unanimità. Non si
comprende il Concilio se non si comprende
questo. Schillebeeckx faceva parte del Concilio
come “esperto” dell’episcopato olandese.
Io ero alla tribuna della presidenza e gli
esperti erano nella tribuna alla mia destra.
Li vedevo bene. Anzi, non li vedevo affatto:
non c’erano quasi mai. Erano sempre in
giro per Roma a tenere conferenze, dibattiti,
assemblee. A parlare di tutto. A tentare
di influenzare maldestramente i Padri
conciliari.
Alla ripresa dei lavori dopo la morte di
Giovanni XXIII, ci fu subito «una delle
maggiori e sorde lotte che abbiano caratterizzato
il Vaticano II», come lei la defi-
nì. Fu il dibattito sul “De Ecclesia” che
culminerà nella “Lumen Gentium”, il cui
nucleo era la collegialità episcopale.
SIRI: Risuscitando gli errori di Basilea
e le opposizioni al Vaticano I, si tentò di
sminuire, o forse anche negare, il Primato
del Papa. Lo strumento di cui ci si servì
per tale scopo fu l’idea della collegialità
episcopale. La collegialità è sempre esistita,
ma l’intento era di condurla ad un piano di
completa parità col Primato di Pietro se
non addirittura ad essere un limite per il
Primato stesso.
Me ne accorsi in una delle sedute della
Commissione preparatoria centrale del
Concilio, quando un Padre pronunciò
l’espressione «cogubernatio Ecclesiae». Lui
stesso deve essersi accorto di aver detto troppo,
perché subito l’attenuò con un termine
meno impegnativo. Era un concetto errato.
Come già si sapeva, e come poi ha precisato
il Vaticano II, il Collegio Episcopale e il
Papa sono due soggetti del potere supremo,
ma il Collegio, per essere ed agire come tale,
deve essere col Papa e sotto il Papa, mentre
il Papa stesso ha un potere personale che
non ha alcun bisogno, per essere tale, del
Collegio Episcopale. Fu proprio questo il
particolare su cui si è serrata la lotta. E la
lotta fu dura. È proprio il Primato del Romano
Pontefice a garantire tutto: senza di
quello sarebbe la distruzione. Se vogliamo
stabilire una gradazione tra i problemi e le
crisi suscitate nel post-concilio, ritengo
che questo abbia il primo posto. Mi ricordo
che una volta mi recai da Pio XII e notai
sulla sua scrivania, perfettamente sgombra,
due testi: uno era sulla collegialità. Mi chiese
che cosa ne pensassi: «Santità - risposi -
lo getti via. Io l’ho letto e non c’è niente di
buono».
Si trattava forse del libro di padre Congar,
“Vera e falsa riforma della Chiesa”?
SIRI: Preferisco non rispondere. In Concilio,
comunque, quando vidi la ferocia
dell’attacco al Primato di Pietro, preparai
un intervento. Allora ero ammalato, soffrivo
di labirintite, non riuscivo contemporaneamente
a leggere e a parlare.
Appena cominciavo sopraggiungeva una
crisi e mi accasciavo al suolo. Era un lunedì.
Il termine del dibattito era previsto per
mercoledì mattina. Mi rivolsi ai “quattro cavalieri
dell’Apocalisse”, i quattro moderatori
che sedevano proprio sotto di noi, e mi feci
iscrivere a parlare per ultimo: chi parla per
ultimo ha “più ragione”. Preparai un testo di
10-15 righe. Mi rivolsi al Card. Ruffini, che
sedeva alla mia sinistra, dicendogli: «Mercoledì
prenderò la parola, non riuscirò a terminare
perché cadrò prima. Non curarti di me,
ho già il mio segretario che mi sorreggerà,
ma prendi i fogli e finisci tu il discorso».
Il giorno seguente, il martedì mattina, entrò
in aula il Segretario generale del Concilio,
Pericle Felici: lesse un discorso a nome del
Papa. Era l’intervento che avrei voluto
fare io. Dissi al Card. Ruffini:
«Oggi ho visto l’intervento dello Spirito
Santo sul Concilio».
Nella discussione sul “De Episcopis”
il suo amico cardinal Ottaviani
contestò non solo la funzione
indicativa della votazione del 30
ottobre 1963 sulla collegialità, ma
anche la sua legittimità, mettendo
in pratica sotto accusa i moderatori
stessi.
SIRI: È difficile dare una valutazione
sui moderatori. Molto difficile.
Solo Agagianian raccoglieva l’approvazione
e l’assenso di tutti. Ottaviani
era un vero difensore della fede, ma
aveva una caratteristica (non lo chiamo un
difetto): si scaldava. E questo irritava gli altri.
Un giorno Alfrink, presidente di turno,
gli tolse addirittura la parola.
E il Concilio applaudì.
SIRI: No, non si può dire che applaudì.
Ci fu qua e là... ma non fu un applauso
dell’Assemblea. Il gesto di Alfrink non fu
approvato della grande maggioranza, e recò
una certa pena. Ottaviani era allora a capo
del Sant’Uffizio: non se la presero con la
persona ma con l’ufficio. Ottaviani quando
si metteva in moto sembrava un ippopotamo.
Una persona cara, eravamo tanto
amici, un uomo di Dio. È stato parecchi
anni cieco, eppure sempre sereno.
L’opposizione alla Curia non era dunque
così diffusa.
SIRI: Sono di quelle cose di cui si parla
per passare il tempo mentre si prende il
caffé. /…/ Io dissi al cardinal Ottaviani: «Se
capita un’altra volta che le facciano l’affronto
di toglierle la parola, dica: “Sentite, state
zitti voi, altrimenti io vado dal Papa a chiedere
che mi dia la facoltà di sciogliere i segreti,
perché so tutti i vostri affari”. Vedrà
che finisce tutto».
A due anni dall’ inizio dei lavori conciliari,
ci fu la discussione della “Dichiarazione
sulla libertà religiosa”; la Chiesa non
rivendicava solo il diritto di praticare la
propria religione, ma anche che chiunque
potesse osservare il suo culto verso Dio in
modo pubblico e privato.
SIRI: Il “De Libertate Religiosasi limitava
a questo aspetto: lo stato non può
intervenire per piegare a suo piacimento
la coscienza religiosa. Fu una cosa generale.
/…/
Fu in seguito a quel documento che
nacque la contestazione del vescovo Lefebvre...
SIRI: La genesi del documento fu la volontà
di fare un’indiretta condanna del comunismo,
attraverso la solenne proibizione
dei mezzi coercitivi «da parte di singoli individui,
di gruppi sociali e di qualsivoglia
volontà umana» nei rapporti tra gli uomini
e l’attività religiosa. Lo spiegai a Lefebvre,
tanto che lo convinsi ad accettare tutto
il Concilio, poi dissi al Papa: «Lo riceva e
prepariamo un comunicato di tre righe in
cui si dia notizia dell’udienza e si dica che
Lefebvre ha regolato le sue pendenze con
la Chiesa». Ma poi le cose andarono per le
lunghe e sorsero altri problemi. /…/
In questo post-concilio uno degli aspetti
più interessanti è il fiorire di nuovi movimenti
ecclesiali. Cosa ne pensa?
SIRI: Tutta la piazza è piena di erba,
erbacce, fiori ed alberi belli. Più volte ho
sollecitato la Cei a mettere un po’ d’ordine
ma finora non ha approvato nessun decreto
a riguardo. Con la Fuci sono in lite da 54
anni. Ero loro assistente e mi hanno mandato
via. E vedo che ancora non hanno abbandonato
il loro concetto intellettualistico
della fede. Ma i due movimenti più importanti
in Italia sono i Focolari e Comunione
e Liberazione.
Sono ottimi. A dire il vero quand’ero
presidente della Cei venne intentato un
processo al movimento dei Focolari. Su 20
votanti, diciotto non erano convinti dell’impostazione
dei Focolari, e votarono Deleatur.
Solo due erano a favore. Ma dei due
che votarono non deleatur uno era il cardinal
Pastore. L’altro, Montini" (a cura di Stefano
Maria Pace e Paolo Biondi - Rivista "30
Giorni", n° 6, Giugno 1989, pp. 70-75).
http://www.fedeecultura.it/