sábado, 13 de outubro de 2012

13 de outubro de 1917: sexta e última aparição em Fátima. O milagre do sol

13 de outubro de 1917: sexta e última aparição em Fátima. O milagre do sol

Como das outras aparições, os videntes notaram o reflexo de uma luz e, em seguida, Nossa Senhora sobre a carrasqueira:

Lúcia: “Que é que Vossemecê me quer?”

Nossa Senhora: “Quero dizer-te que façam aqui uma capela em minha honra, que sou a Senhora do Rosário, que continuem sempre a rezar o terço todos os dias. A guerra vai acabar e os militares voltarão em breve para suas casas”.

Lúcia: “Eu tinha muitas coisas para Lhe pedir. Se curava uns doentes e se convertia uns pecadores...”

Nossa Senhora: “Uns sim, outros não (14). É preciso que se emendem, que peçam perdão dos seus pecados”. E tomando um aspecto triste: “Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor que já está muito ofendido” (15).

14. Em carta de 18 de maio de 1941 ao Pe. José Bernardo Gonçalves SJ, a Irmã Lúcia esclarece que, neste ponto, Nossa Senhora disse que concederia algumas dessas graças dentro de um ano, e outras não (cfr. Memórias e Cartas da Irmã Lúcia, p. 442).

15. De Marchi conclui esta aparição da seguinte maneira:

Lúcia: “Não quer mais nada de mim”.

Nossa Senhora: “Não quero mais nada”.

Lúcia: “E eu também não quero mais nada”.

Esse pitoresco colóquio não aparece nas Memórias da Irmã Lúcia. Entretanto, o Pároco de Fátima, em seu interrogatório à vidente logo no dia 16 de outubro, anotou as duas primeiras frases deste diálogo, com pequenas variantes (cfr. Documentação Crítica de Fátima, vol. I, p. 24).

Em seguida, abrindo as mãos, Nossa Senhora fê-las refletir no sol, e enquanto Se elevava, continuava o reflexo da sua própria luz a projetar-se no sol.

Lúcia, nesse momento, exclamou: “Olhem para o sol!”

Três quadros simbólicos dos mistérios do Rosário

Desaparecida Nossa Senhora na imensa distância do firmamento, desenrolaram-se aos olhos dos videntes três quadros, sucessivamente, simbolizando primeiro os mistérios gozosos do Rosário, depois os dolorosos e por fim os gloriosos (apenas Lúcia viu os três quadros; Francisco e Jacinta viram apenas o primeiro):

Apareceram, ao lado do sol, São José com o Menino Jesus, e Nossa Senhora do Rosário. Era a Sagrada Família.

A Virgem estava vestida de branco, com um manto azul. São José também se vestia de branco e o Menino Jesus de vermelho claro.

São José abençoou a multidão, traçando três vezes o sinal da Cruz. O Menino Jesus fez o mesmo.

Seguiu-se a visão de Nossa Senhora das Dores e de Nosso Senhor acabrunhado de dor no caminho do Calvário.

Nosso Senhor traçou um sinal da Cruz para abençoar o povo. Nossa Senhora não tinha a espada no peito. Lúcia via apenas a parte superior do Corpo de Nosso Senhor.

Finalmente apareceu, numa visão gloriosa, Nossa Senhora do Carmo, coroada Rainha do Céu e da Terra, com o Menino Jesus ao colo.

O milagre do sol

Enquanto estas cenas se desenrolavam aos olhos dos videntes, a grande multidão de 50 a 70 mil espectadores assistia ao milagre do sol.

Chovera durante toda a aparição.

O milagre do sol relatado pela imprensa da época
O milagre do sol relatado pela imprensa da época
Ao encerrar-se o colóquio de Lúcia com Nossa Senhora, no momento em que a Santíssima Virgem Se elevava e que Lúcia gritava “Olhem para o sol!”, as nuvens se entreabriram, deixando ver o sol como um imenso disco de prata.

Brilhava com intensidade jamais vista, mas não cegava. Isto durou apenas um instante.

A imensa bola começou a “bailar”. Qual gigantesca roda de fogo, o sol girava rapidamente.

Parou por certo tempo, para recomeçar, em seguida, a girar sobre si mesmo, vertiginosamente.

Depois seus bordos tornaram-se escarlates e deslizou no céu, como um redemoinho, espargindo chamas vermelhas de fogo.

Essa luz refletia-se no solo, nas árvores, nos arbustos, nas próprias faces das pessoas e nas roupas, tomando tonalidades brilhantes e diferentes cores.

Animado três vezes de um movimento louco, o globo de fogo pareceu tremer, sacudir-se e precipitar-se em ziguezague sobre a multidão aterrorizada.

O milagre do sol noticiado pela imprensa da época
O milagre do sol noticiado pela imprensa da época
Durou tudo uns dez minutos. Finalmente o sol voltou em ziguezague para o ponto de onde se tinha precipitado, ficando novamente tranqüilo e brilhante, com o mesmo fulgor de todos os dias.

O ciclo das aparições havia terminado.

Muitas pessoas notaram que suas roupas, ensopadas pela chuva, tinham secado subitamente.

O milagre do sol foi observado também por numerosas testemunhas situadas fora do local das aparições, até a 40 quilômetros de distância.
http://aparicaodelasalette.blogspot.pt/2012/10/13-de-outubro-de-1917-sexta-e-ultima.html

IMAGENS DA PEREGRINAÇÃO FEITA HOJE NO SANTUÁRIO DE FÁTIMA PELO 95º DAS APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA

















 












HEAVEN AND EARTH SHAKING NEWS ON THE REFORM OF THE REFORM OF THE ORDINARY FORM OF THE MASS AT SAINT JOSEPH CHURCH, MACON, GEORGIA (OF ALL PLACES!) AND TO BE VIDEOED AND POSTED LATER!

 




As some of you will recall, on Sunday, June 24, 2012 at our normal 12:10 PM Sunday Mass, we celebrated the Solemnity of the Nativity of Saint John the Baptist ad orientem. You can review it here:



At this Mass, we had our Men's Schola sing the parts of the Mass in Latin but we encouraged the congregation to join. Most of the people at the Mass knew the Kyrie, Gloria and Sanctus. They were unfamiliar though with the Credo and at that time, we did not have it available for them as our hymnal didn't have it. Nor did most know that particular Agnus Dei that was sung, although they do know the Jubilatio version.

Our new St. Michael hymnal had Credo III both in Latin and in English and eventually our 9:30 AM and 12:10 PM Masses will learn it in English.

But as a result of this Mass and as a part of our celebration of the 50th anniversary of the opening of the Second Vatican Council and the 20th anniversary of the issuing of the Cathechism of the Catholic Church and as a part of our parish's celebration of the Year of Faith, which we opened with the Solemn Recitation of the Most Holy Rosary within the context of Exposition and Benediction of the Most Blessed Sacrament, we will implement this Sunday, October 14, 2012, the 28th Sunday in Ordinary Time the following heaven and earth rattling reform (DRUM ROLL PLEASE):

THE LITURGY OF THE EUCHARIST WILL BE CELEBRATED AD ORIENTEM AT THE 12:10 PM ORDINARY FORM MASS ONLY AND EVERY SUNDAY!!!!!!!!!!!!!!!
Apart from that, we will not make any radical changes to the way we sing the Mass in English and it is a Mass that is completely sung including the priest's parts beginning with the Sign of the Cross through the Final Blessing.

At all our Sunday Masses, the Official Introit found in the Roman Missal as well as the Offertory and Communion Antiphons are chanted. As the Procession begins the official Introit is chanted and then blends into the congregational processional hymn.

The Introductory and Concluding Rites of the Mass will be at the priest's chair to the side of the altar as in the Ordinary Form. The Liturgy of the Word will be as it normally is at all our Masses.

It will be The Liturgy of the Eucharist only, beginning with the Offertory, that will be Ad Orientem.

The parts of the Mass will be sung in English as we normally do except beginning in November our EF Men's Schola will assist in singing the Mass with the Latin Introit, Offertory and Communion Antiphons and parts of the Mass in Latin on the Third Sunday of the month only, although most of the Mass will remain in English.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Bento XVI :E esta atualidade, este aggiornamento, não significa rotura com a tradição, mas exprime – isso sim – a sua contínua vitalidade.”


"O cristianismo é sempre novo". Há um justo "aggiornamento" contínuo da Igreja.


Ao fim da manhã, Bento XVI recebeu, sucessivamente: -Sua Santidade Bartolomeu I, Patriarca de Constantinopla, com o séquito;- e, conjuntamente, os bispos que participaram no Concílio e os presidentes das Conferências Episcopais vindos a Roma nesta circunstância.

Saudando os bispos de idade que, há 50 anos, tomaram parte nos trabalhos conciliares, o Papa mencionou as “palavras comoventes” com que muitos deles, impedidos em razão da idade e da doença, de se deslocarem nesta ocasião a Roma, recordam a experiência do Concílio.
Referindo “aquele período tão vivo, rico e fecundo que foi o Concílio”, o Santo Padre recordou a palavra “aggiornamento”, lançada pelo Beato João XXIII de modo quase programático e que ocorria continuamente nos trabalhos do Vaticano II. Alguém poderia levantar a questão de ver se não se terá tratado de uma expressão menos feliz. Não esse o parecer de Bento XVI, que considera que “foi e permanece exata” a “intuição” do seu predecessor:
“O Cristianismo não dever ser considerado como algo do passado, nem deve ser vivido com o olhar permanentemente voltado para trás, porque Jesus Cristo é ontem, hoje e para a eternidade”.
“O Cristianismo é sempre novo” – insistiu o Papa .“O Cristianismo é uma árvore que está, por assim dizer, em aurora perene, sempre jovem. E esta atualidade, este aggiornamento, não significa rotura com a tradição, mas exprime – isso sim – a sua contínua vitalidade.” “Não significa reduzir a fé, confinando-a à moda dos tempos, à medida daquilo que mais apetece, daquilo de que a opinião pública mais gosta. Pelo contrário: exatamente como fizeram os Padres conciliares, há que elevar o hoje que vivemos à dimensão do acontecimento cristão, levar o hoje do nosso tempo ao hoje de Deus”.


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  • S. LEONARDO DE PORTO MAURÍCIO:AS EXCELÊNCIAS DA SANTA MISSA


     






    S. LEONARDO DE PORTO-MAURÍCIO

    da Ordem dos Frades Menores

    AS EXCELÊNCIAS

    DA

    SANTA MISSA

    Conforme a edição romana de 1737



    PREFÁCIO


    Os tesouros, por grandes e preciosos que sejam, não


    podem ser estimados se não forem conhecidos. Eis porque,


    caro leitor, muitos não têm pelo santo Sacrifício da Missa o


    amor que deveriam ter, porque este tesouro, A MAIOR


    MARAVILHA e a MAIOR RIQUEZA da IGREJA DE DEUS é um


    TESOURO OCULTO um tesouro muito pouco conhecido. Ah!


    se todos conhecessem esta preciosidade celeste, tudo


    sacrificariam para adquiri-lo. A exemplo do mercador do


    Evangelho, cada um, de boa vontade, daria tudo que possuísse


    para obter tão precioso tesouro.(Mt 13, 46)


    Para estabelecer, portanto, àqueles que não estimam


    suficientemente tão grande mistério, publicamos este opúsculo.


    Talvez a primeira vista, você não dê muito valor a ele, pois


    tantos outros livros foram já impressos, que ensinam


    admiravelmente o método para participar com fruto da Santa


    Missa, que outros novos não se podem desejar, como


    temerário, pois seria preciso mais talentos, a fim de pôr, em


    evidência, todo o valor de um Mistério tão venerável, além da


    inteligência dos próprios Serafins.


    Responder-vos-ei, ingenuamente, que dizeis a verdade. E


    confesso que nada tenho a objetar, e mais ainda, que por muito


    tempo estas duas considerações me detiveram. Tolhia-me viva


    repugnância de empreender uma obra que havia de ser julgada


    pelo público, como supérflua e além de minhas forças.


    Dois motivos, porém, impeliram-me a vencer todas as


    resistências de meu coração. Em primeiro lugar um conselho,


    para mim sagrado como uma ordem, pois que vinha dum


    Personagem a quem, por muitos títulos, devo obediência. Em


    segundo lugar a esperança de este escrito prestará algum


    serviço às populações que tenho evangelizado nas Missões.

    -2- -3-

    Com efeito, um dos maiores benefícios que se obtém das


    Missões é o incremento do culto e do amor ao Santíssimo


    Sacramento. A finalidade delas é excitar em todos os cristãos


    um santo fervor que os impila a nutrirem-se mais


    freqüentemente do Pão dos Anjos, a acompanhar o santo


    Viático, cada vez que ele é levado aos doentes, a fim de que se


    forme um grande cortejo de pessoas e luzes, numa palavra, se


    lhes prestem as honras e pompa adequadas.



    Muito esforço


    também é feito no sentido de levar, todos os fiéis católicos, a


    assistir diariamente à Santa Missa; e não podeis imaginar como


    é vantajoso, para atingir um fim tão santo, colocar, entre as


    mãos dos fiéis, livros compostos em estilo simples e a seu


    alcance. Esses livros aplanam toda dificuldade para excitar a


    devoção, aclarando a inteligência e aquecendo os corações; e


    muitas vezes tira-se deles mais proveito que mesmo das


    pregações, pois nestas a palavra se dissipa enquanto que a


    verdade escrita permanece sempre sob os nossos olhos.


    Ainda que este opúsculo, não fizesse bem senão a uma


    única alma, não se poderia dizer que ficasse sem fruto.


    A fim de colocá-lo ao alcance de todos, ele só conterá três


    capítulos.


    No primeiro encontrar-se-á uma curta introdução sobre a


    excelência, a necessidade, e as vantagens da Santa Missa; no


    segundo vai exposto um método piedoso e prático para dela


    participar com fruto; no terceiro, registram-se alguns exemplos


    próprios para excitar as pessoas, de boa condição, a assistir à


    Santa Missa todos os dias.




    Em suma, é um TESOUTO OCULTO que eu vos


    desvendo, e, se souberdes dele aproveitar, enriquecereis de


    todos os bens para a vida e para a morte, para o tempo e para


    a eternidade.




    EXCELÊNCIA, NECESSIDADE


    E VANTAGENS


    DO SANTO SACRIFÍCO DA MISSA


    Grande paciência é necessária para suportar a


    indiferença, que a maioria dos batizados na Igreja Católica têm


    pela Santa Missa: eles rescendem ateísmo e são o veneno da


    piedade. Pensam eles: “Uma missa a mais, uma missa a


    menos, que importa... Já é bastante ouvir a missa nos dias de


    festa. A missa de tal padre é uma missa de semana santa:


    quando ele surge no altar eu fujo da igreja”.


    Esses que assim falam deixam perceber claramente que


    pouca ou nenhuma estima têm pelo santíssimo Sacrifício da


    Missa.


    Sabeis que, na realidade, a Santa Missa? É o sol da


    cristandade, a alma da Fé, o centro da religião Católica


    apostólica com a sede em Roma, a que tendem todos os seus


    ritos, todas as suas cerimônias, todos os seus sacramentos. É


    uma palavra, A ESSÊNCIA DE TUDO O QUE HÁ DE BOM E


    BELO NA IGREJA DE DEUS.


    Por isso caros leitores meditem bem tudo que vou dizervos


    nesta instrução.




    EXCELÊNCIA DO SANTO


    SACRIFÍCIO DA MISSA


    É uma verdade incontestável que todas as religiões, que


    existiram desde o começo do Mundo, tiveram sempre algum


    sacrifício como parte essencial do culto devido a DEUS.

    -4- -5-

    Mas porque essas religiões eram vãs ou imperfeitas, seus


    sacrifícios, também, eram vãos ou imperfeitos.


    Totalmente vãos eram os sacrifícios do paganismo, e nem


    acode ao espírito falar sobre eles.


    Quanto ao dos hebreus, eram imperfeitos.


    Se bem que professassem, então, a religião verdadeira,


    seus sacrifícios eram podres e defeituosos,



    infirma et egena




    elementa,





    como qualifica São Paulo.


    Não podiam, assim, apagar os pecados nem conferir


    graça.


    Só o Sacrifício que temos em nossa santa religião, que é a


    Santa Missa, é um sacrifício santo, perfeito, e, em todo sentido,


    completo: por ele, cada fiel honra dignamente a DEUS,


    reconhecendo, ao mesmo tempo, o próprio nada e o supremo


    domínio de DEUS. Davi o chama: Sacrifício de Justiça,




    sacrificium justitiae





    ; tanto porque contém o Justo dos justos e o


    Santo dos santos, ou, melhor a própria Justiça e Santidade,


    como porque santifica as almas pela infusão das graças e


    abundância dos dons que lhes confere.




    PRIMEIRA EXCELÊNCIA


    O SACRIFÍCIO DA SANTA MISSA É O MESMO


    QUE O SACRIFÍCIO DA CRUZ


    A Santa Missa é um sacrifício tão santo, o mais augusto e


    excelente de todos, e a fim de formardes uma idéia adequada


    de tão grande tesouro, algumas de suas excelências divinas;


    pois dize-las todas não é empreendimento a que baste a


    fraqueza da minha inteligência.


    A principal excelência do santo Sacrifício da Missa


    consiste em que se deve considerá-lo como essencialmente o


    mesmo oferecido no Calvário sobre a Cruz, com esta única


    diferença: que o sacrifício da Cruz foi sangrento e só se


    realizou uma vez e que nessa única oblação JESUS CRISTO


    satisfez plenamente por todos os pecados do Mundo; enquanto


    que o sacrifício do altar é um sacrifício incruento, que se pode


    renovar uma infinidade de vezes, e que foi instituído pra nos


    aplicar especialmente esta expiação universal que JESUS por


    nós cumpriu no Calvário.LER...

    BENEDICT XVI "AGGIORNAMENTO" DOES NOT BREAK WITH TRADITION BUT EXTENDS ITS VITALITY



    1. "AGGIORNAMENTO" DOES NOT BREAK WITH TRADITION BUT EXTENDS ITS VITALITY
    12/10/2012
    ... - This morning in the Clementine Hall, the Holy Father received a group of Council Fathers of Vatican II. They were accompanied by presidents of episcopal conferences from around the world who came to Rome for yesterday’s inauguration of the Year o...
    2. BENEDICT XVI REPEATS THE "UNFORGETTABLE WORDS" OF BLESSED JOHN XXIII
    12/10/2012
    ... - At 9 p.m. yesterday evening, Benedict XVI appeared at the window of his study overlooking St. Peter's Square to greet participants in a torchlight procession organised by Italian Catholic Action (ACI) and the diocese of Rome to mark the opening o...

    Benedicto XVI “AGGIORNAMENTO” NO ES RUPTURA SINO VITALIDAD CONTINUA DE LA TRADICION



    1. “AGGIORNAMENTO” NO ES RUPTURA SINO VITALIDAD CONTINUA DE LA TRADICION
    12/10/2012
    ....-El Santo Padre recibió esta maña a los obispos que participaron en el Concilio Ecuménico Vaticano II y a los presidentes de las conferencias episcopales presentes en el Sínodo sobre la Nueva Evangelización.El Papa, que tomó parte en el Vaticano II...
    2. BENEDICTO XVI HACE SUYAS LAS PALABRAS INOLVIDABLES DE JUAN XXIII
    12/10/2012
    ....-Benedicto XVI se asomó ayer a las nueve de la noche a la ventana de su estudio para saludar a los numerosos participantes en la procesión con antorchas organizada por la Acción Católica Italiana (ACI), en colaboración con la diócesis de Roma, con ...

    Benoît XVI AGGIORNAMENTO ET TRADITION



    1. AGGIORNAMENTO ET TRADITION
    12/10/2012
    .... Le Saint-Père a reçu en début d'après-midi les Evêques pères concilaires venus à Rome, et les Présidents des Conférences épiscopales participant au Synode. Ayant été expert au concile Vatican II, Benoît XVI a évoqué les nombreux souvenirs de cette...
    2. BENOIT XVI EVOQUE JEAN XXIII
    12/10/2012
    .... Hier à 21 h, Benoît XVI est apparu à la fenêtre de son bureau pour saluer la procession aux flambeaux organisée à l'ouverture de l'Année de la foi par le diocèse de Rome et l'Action catholique italienne dans le cadre de l'opération intitulée L'Egl...

    Benedetto XVI Abbiamo visto che il Signore non ci dimentica. Anche oggi, a suo modo, umile, il Signore è presente e dà calore ai cuori. Sì, Cristo vive, è con noi anche oggi, e possiamo essere felici anche oggi perché la sua bontà non si spegne; è forte anche oggi!

    UDIENZA AD UN GRUPPO DI PADRI CONCILIARI ANCORA VIVENTI, A PATRIARCHI E ARCIVESCOVI DELLE CHIESE ORIENTALI CATTOLICHE E A PRESIDENTI DI CONFERENZE EPISCOPALI, 12.10.2012

    Alle ore 12.30 di questa mattina, nella Sala Clementina del Palazzo Apostolico Vaticano, il Santo Padre Benedetto XVI, riceve in Udienza alcuni dei Vescovi che parteciparono come Padri Conciliari al Concilio Ecumenico Vaticano II, assieme ai Patriarchi e Arcivescovi delle Chiese orientali cattoliche e a numerosi Presidenti delle Conferenze Episcopali del mondo, convenuti a Roma in occasione dell’apertura dell’Anno della Fede, nel 50° anniversario dell’inizio dei lavori conciliari.
    Dopo l’indirizzo di omaggio del Cardinale Francis Arinze, Padre Conciliare, il Papa rivolge ai Vescovi presenti il discorso che pubblichiamo di seguito:

    DISCORSO DEL SANTO PADRE

    Venerati e cari fratelli,

    Ci ritroviamo assieme oggi, dopo la solenne celebrazione che ieri ci ha radunati in Piazza San Pietro. Il saluto cordiale e fraterno che ora desidero rivolgervi nasce da quella comunione profonda che solo la Celebrazione eucaristica è capace di creare. In essa si rendono visibili, quasi tangibili, quei vincoli che ci uniscono in quanto membri del Collegio episcopale, riuniti con il Successore di Pietro.
    Nei Vostri volti, cari Patriarchi e Arcivescovi delle Chiese orientali cattoliche, cari Presidenti delle Conferenze Episcopali del mondo, vedo anche le centinaia di Vescovi che in tutte le regioni della terra sono impegnati nell’annuncio del Vangelo e nel servizio della Chiesa e dell’uomo, in obbedienza al mandato ricevuto da Cristo. Ma un saluto particolare vorrei dirigere oggi a voi, cari Fratelli che avete avuto la grazia di partecipare in qualità di Padri al Concilio Ecumenico Vaticano II. Ringrazio il Cardinale Arinze, che si è fatto interprete dei vostri sentimenti, e in questo momento ho presente nella preghiera e nell’affetto l’intero gruppo – quasi settanta – di Vescovi ancora viventi che presero parte ai lavori conciliari. Nel rispondere all’invito per questa commemorazione, alla quale non hanno potuto essere presenti a causa dell’età avanzata e della salute, molti di loro hanno ricordato con parole commoventi quelle giornate, assicurando l’unione spirituale in questo momento, anche con l’offerta della loro sofferenza.
    Sono tanti i ricordi che affiorano alla nostra mente e che ognuno ha ben impressi nel cuore di quel periodo così vivace, ricco e fecondo che è stato il Concilio; non voglio, però, dilungarmi troppo, ma – riprendendo alcuni elementi della mia omelia di ieri – vorrei ricordare solamente come una parola, lanciata dal Beato Giovanni XXIII quasi in modo programmatico, ritornava continuamente nei lavori conciliari: la parola «aggiornamento».
    A cinquant’anni di distanza dall’apertura di quella solenne Assise della Chiesa qualcuno si domanderà se quell’espressione non sia stata, forse fin dall’inizio, non del tutto felice. Penso che sulla scelta delle parole si potrebbe discutere per ore e si troverebbero pareri continuamente discordanti, ma sono convinto che l’intuizione che il Beato Giovanni XXIII compendiò con questa parola sia stata e sia tuttora esatta.
    Il Cristianesimo non deve essere considerato come «qualcosa del passato», né deve essere vissuto con lo sguardo perennemente rivolto «all’indietro», perché Gesù Cristo è ieri, oggi e per l’eternità (cfr Eb 13,8). Il Cristianesimo è segnato dalla presenza del Dio eterno, che è entrato nel tempo ed è presente ad ogni tempo, perché ogni tempo sgorga dalla sua potenza creatrice, dal suo eterno «oggi».
    Per questo il Cristianesimo è sempre nuovo. Non lo dobbiamo mai vedere come un albero pienamente sviluppatosi dal granello di senape evangelico, che è cresciuto, ha donato i suoi frutti, e un bel giorno invecchia e arriva al tramonto la sua energia vitale.
    Il Cristianesimo è un albero che è, per così dire, in perenne «aurora», è sempre giovane. E questa attualità, questo «aggiornamento» non significa rottura con la tradizione, ma ne esprime la continua vitalità; non significa ridurre la fede, abbassandola alla moda dei tempi, al metro di ciò che ci piace, a ciò che piace all’opinione pubblica, ma è il contrario: esattamente come fecero i Padri conciliari, dobbiamo portare l’«oggi» che viviamo alla misura dell’evento cristiano, dobbiamo portare l’«oggi» del nostro tempo nell’«oggi» di Dio.Il Concilio è stato un tempo di grazia in cui lo Spirito Santo ci ha insegnato che la Chiesa, nel suo cammino nella storia, deve sempre parlare all’uomo contemporaneo, ma questo può avvenire solo per la forza di coloro che hanno radici profonde in Dio, si lasciano guidare da Lui e vivono con purezza la propria fede; non viene da chi si adegua al momento che passa, da chi sceglie il cammino più comodo. Il Concilio l’aveva ben chiaro, quando nella Costituzione dogmatica sulla Chiesa Lumen Gentium, al numero 49, ha affermato che tutti nella Chiesa sono chiamati alla santità secondo il detto dell’Apostolo Paolo «Questa infatti è la volontà di Dio, la vostra santificazione» (1 Ts 4,3): la santità mostra il vero volto della Chiesa, fa entrare l’«oggi» eterno di Dio nell’«oggi» della nostra vita, nell’«oggi» dell’uomo della nostra epoca.
    Cari Fratelli nell’episcopato, la memoria del passato è preziosa, ma non è mai fine a se stessa.
    L’Anno della fede che abbiamo iniziato ieri ci suggerisce il modo migliore di ricordare e commemorare il Concilio: concentrarci sul cuore del suo messaggio, che del resto non è altro che il messaggio della fede in Gesù Cristo, unico Salvatore del mondo, proclamata all’uomo del nostro tempo. Anche oggi quello che è importante ed essenziale è portare il raggio dell’amore di Dio nel cuore e nella vita di ogni uomo e di ogni donna, e portare gli uomini e le donne di ogni luogo e di ogni epoca a Dio. Auspico vivamente che tutte le Chiese particolari trovino, nella celebrazione di questo Anno, l’occasione per il sempre necessario ritorno alla sorgente viva del Vangelo, all’incontro trasformante con la persona di Gesù Cristo. Grazie.

    © Copyright 2012 - Libreria Editrice Vaticana

    Il Papa al termine della fiaccolata: Anche oggi siamo felici, portiamo gioia nel nostro cuore, ma direi una gioia forse più sobria, una gioia umile. In questi cinquant’anni abbiamo imparato ed esperito che il peccato originale esiste e si traduce, sempre di nuovo, in peccati personali, che possono anche divenire strutture del peccato. Abbiamo visto che nel campo del Signore c’è sempre anche la zizzania. Abbiamo visto che nella rete di Pietro si trovano anche pesci cattivi...

     

    DISCORSO DEL PAPA: VIDEO INTEGRALE


     



    BENEDIZIONE AI PARTECIPANTI ALLA FIACCOLATA PROMOSSA DALL’AZIONE CATTOLICA ITALIANA, 11.10.2012

    "La Chiesa bella del Concilio", momento di riflessione e preghiera, testimonianza e festa, è l’iniziativa promossa dall’Azione Cattolica Italiana in collaborazione con la Diocesi di Roma, in occasione dell’apertura dell’Anno della Fede, nel 50° anniversario dell’inizio del Concilio Vaticano II.
    Alle ore 19.30 di questo pomeriggio una fiaccolata è partita da Castel Sant’Angelo per raggiungere Piazza San Pietro dove, dopo interventi, testimonianze e momenti di preghiera, alle ore 21, il Santo Padre Benedetto XVI si è affacciato alla finestra dello Studio privato e, prima di benedire i partecipanti all’iniziativa, ha loro rivolto le parole che pubblichiamo di seguito:


    PAROLE DEL SANTO PADRE

    Cari Fratelli e Sorelle,

    buona sera a tutti voi e grazie per essere venuti. Grazie anche all’Azione Cattolica italiana che ha organizzato questa fiaccolata.
    Cinquant’anni fa, in questo giorno, anche io sono stato qui in Piazza, con lo sguardo verso questa finestra, dove si è affacciato il buon Papa, il Beato Papa Giovanni e ha parlato a noi con parole indimenticabili, parole piene di poesia, di bontà, parole del cuore.
    Eravamo felici – direi – e pieni di entusiasmo. Il grande Concilio Ecumenico era inaugurato; eravamo sicuri che doveva venire una nuova primavera della Chiesa, una nuova Pentecoste, con una nuova presenza forte della grazia liberatrice del Vangelo.
    Anche oggi siamo felici, portiamo gioia nel nostro cuore, ma direi una gioia forse più sobria, una gioia umile. In questi cinquant’anni abbiamo imparato ed esperito che il peccato originale esiste e si traduce, sempre di nuovo, in peccati personali, che possono anche divenire strutture del peccato. Abbiamo visto che nel campo del Signore c’è sempre anche la zizzania. Abbiamo visto che nella rete di Pietro si trovano anche pesci cattivi. Abbiamo visto che la fragilità umana è presente anche nella Chiesa, che la nave della Chiesa sta navigando anche con vento contrario, con tempeste che minacciano la nave e qualche volta abbiamo pensato: «il Signore dorme e ci ha dimenticato».
    Questa è una parte delle esperienze fatte in questi cinquant’anni, ma abbiamo anche avuto una nuova esperienza della presenza del Signore, della sua bontà, della sua forza.
    Il fuoco dello Spirito Santo, il fuoco di Cristo non è un fuoco divoratore, distruttivo; è un fuoco silenzioso, è una piccola fiamma di bontà, di bontà e di verità, che trasforma, dà luce e calore.
    Abbiamo visto che il Signore non ci dimentica. Anche oggi, a suo modo, umile, il Signore è presente e dà calore ai cuori, mostra vita, crea carismi di bontà e di carità che illuminano il mondo e sono per noi garanzia della bontà di Dio. Sì, Cristo vive, è con noi anche oggi, e possiamo essere felici anche oggi perché la sua bontà non si spegne; è forte anche oggi!Alla fine, oso fare mie le parole indimenticabili di Papa Giovanni: «andate a casa, date un bacio ai bambini e dite che è del Papa».
    In questo senso, di tutto cuore vi imparto la mia Benedizione: «Sia benedetto il nome del Signore ……»

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    ESTE DOMINGO 14 DE OUTUBRO NÃO HAVERÁ MISSA GREGORIANA EM FÁTIMA

     
       Para conhecer a Igreja onde é celebrada contacte por telefone 244047386 das 16h às 20h A Missa é celebrada por um sacerdote diocesano.

    quinta-feira, 11 de outubro de 2012

    Bento XVI : Embora o Concílio Vaticano II – observou o Papa - não tenha tratado da fé como tema de um documento específico, no entanto, esteve todo ele inteiramente animado pela consciência e pelo desejo de, por assim dizer, imergir mais uma vez no mistério cristão, para o poder propor de novo e eficazmente ao homem contemporâneo

     

    “O Ano da fé que estamos inaugurando hoje está ligado coerentemente com todo o caminho da Igreja ao longo dos últimos 50 anos: desde o Concílio, passando pelo Magistério do Servo de Deus Paulo VI, que proclamou um "Ano da Fé", em 1967, até chegar ao Grande Jubileu do ano 2000, com o qual o Bem-Aventurado João Paulo II propôs novamente a toda a humanidade Jesus Cristo como único Salvador, ontem, hoje e sempre”.

    Embora o Concílio Vaticano II – observou o Papa - não tenha tratado da fé como tema de um documento específico, no entanto, esteve todo ele inteiramente animado pela consciência e pelo desejo de, por assim dizer, imergir mais uma vez no mistério cristão, para o poder propor de novo e eficazmente ao homem contemporâneo. Como dizia Paulo VI, dois anos depois da conclusão do Concílio:
    «Se o Concílio não trata expressamente da fé, fala da fé a cada página, reconhece o seu caráter vital e sobrenatural, pressupõe-na íntegra e forte, e estrutura as suas doutrinas tendo a fé por alicerce. Bastaria recordar [algumas] afirmações do Concílio (...) para dar-se conta da importância fundamental que o Concílio, em consonância com a tradição doutrinal da Igreja, atribui à fé, a verdadeira fé, que tem a Cristo por fonte e o Magistério da Igreja como canal».

    Bento XVI recordou o que ele próprio teve ocasião de experimentar: “durante o Concílio havia uma emocionante tensão em relação à tarefa comum de fazer resplandecer a verdade e a beleza da fé no hoje do nosso tempo, sem a sacrificar às exigências do tempo presente, mas também sem a manter presa ao passado”. “na fé ecoa o eterno presente de Deus, que transcende o tempo, mas que só pode ser acolhida no nosso hoje, que não torna a repetir-se. Por isso, julgo que a coisa mais importante, especialmente numa ocasião tão significativa como a presente, seja reavivar em toda a Igreja aquela tensão positiva, aquele desejo ardente de anunciar novamente Cristo ao homem contemporâneo.”
    Mas para que este impulso interior à nova evangelização não fique num mero um ideal e não dê lugar a confusões, é necessário que se apoie numa base concreta e precisa – prosseguiu o Papa, que considerou que tal base se encontra nos documentos do Concílio Vaticano II, nos quais este impulso encontrou a sua expressão. Insistiu portanto na “necessidade de retornar, por assim dizer, à «letra» do Concílio - ou seja, aos seus textos - para também encontrar o seu verdadeiro espírito”, pois – acrescentou – “neles se encontra a verdadeira herança do Concílio Vaticano II”.
    “A referência aos documentos protege dos extremos tanto de nostalgias anacrónicas como de avanços excessivos, permitindo captar a novidade na continuidade. O Concílio não excogitou nada de novo em matéria de fé, nem quis substituir aquilo que existia antes. Pelo contrário, preocupou-se em fazer com que a mesma fé continue a ser vivida no presente, continue a ser uma fé viva em um mundo em mudança.

    A concluir, Bento XVI referiu-se à “desertificação espiritual”, ao “vazio”, que se tem estendido nas últimas décadas. Mas deixou uma palavra de otimismo, de esperança:
    “No entanto, é precisamente a partir da experiência deste deserto, deste vazio, que podemos redescobrir a alegria de crer, a sua importância vital para nós homens e mulheres. No deserto é possível redescobrir o valor daquilo que é essencial para a vida; e existe, sobretudo, necessidade de pessoas de fé que, com suas próprias vidas, indiquem o caminho para a Terra Prometida, mantendo assim viva a esperança. A fé vivida abre o coração à Graça de Deus que liberta do pessimismo.”

    Benedict XVI Vatican Council II did not wish to deal with the theme of faith in one specific document. It was, however, animated by a desire, as it were, to immerse itself anew in the Christian mystery so as to re-propose it fruitfully to contemporary man

     
    THE HOLY FATHER INAUGURATES THE YEAR OF FAITH
    Vatican City, 11 October 2012 (VIS) - "Today, fifty years from the opening of the Second Vatican Ecumenical Council, we begin with great joy the Year of Faith", said Benedict XVI during the course of a Mass celebrated this morning in St. Peter's Square
     
    Extracts from Benedict XVI's homily are given below.
    "The Year of Faith which we launch today is linked harmoniously with the Church’s whole path over the last fifty years: from the Council, through the Magisterium of the Servant of God Paul VI, who proclaimed a Year of Faith in 1967, up to the Great Jubilee of the year 2000, with which Blessed John Paul II re-proposed to all humanity Jesus Christ as the one Saviour, yesterday, today and forever. Between these two Popes, Paul VI and John Paul II, there was a deep and profound convergence, precisely upon Christ as the centre of the cosmos and of history, and upon the apostolic eagerness to announce Him to the world. Jesus is the centre of the Christian faith. The Christian believes in God Whose face was revealed by Jesus Christ. He is the fulfilment of the Scriptures and their definitive interpreter".
    "Today’s Gospel tells us that Jesus Christ, consecrated by the Father in the Holy Spirit, is the true and perennial subject of evangelisation. ... This mission of Christ, this movement of His continues in space and time, over centuries and continents. It is a movement which starts with the Father and, in the power of the Spirit, goes forth to bring the good news to the poor, in both a material and a spiritual sense. The Church is the first and necessary instrument of this work of Christ because it is united to Him as a body to its head".
    "Vatican Council II did not wish to deal with the theme of faith in one specific document. It was, however, animated by a desire, as it were, to immerse itself anew in the Christian mystery so as to re-propose it fruitfully to contemporary man. ... In his opening speech Blessed John XXIII presented the principal purpose of the Council in this way: “What above all concerns the Ecumenical Council is this: that the sacred deposit of Christian doctrine be safeguarded and taught more effectively. … Therefore, the principal purpose of this Council is not the discussion of this or that doctrinal theme, a Council is not required for that, ... [but] this certain and immutable doctrine, which is to be faithfully respected, needs to be explored and presented in a way which responds to the needs of our time”.
    "In the light of these words, we can understand what I myself felt at the time: during the Council there was an emotional tension as we faced the common task of making the truth and beauty of the faith shine out in our time, without sacrificing it to the demands of the present or leaving it tied to the past: the eternal presence of God resounds in the faith, transcending time, yet it can only be welcomed by us in our own unrepeatable today. Therefore I believe that the most important thing ... is to revive in the whole Church that positive tension, that yearning to announce Christ again to contemporary man. But, so that this interior thrust towards the new evangelisation neither remain just an idea nor be lost in confusion, ... I have often insisted on the need to return, as it were, to the “letter” of the Council - that is to its texts - also to draw from them its authentic spirit, and why I have repeated that the true legacy of Vatican II is to be found in them".
    "The Council did not formulate anything new in matters of faith, nor did it wish to replace what was ancient. Rather, it concerned itself with seeing that the same faith might continue to be lived in the present day, that it might remain a living faith in a world of change. ... The Council Fathers wished to present the faith in a meaningful way; and if they opened themselves trustingly to dialogue with the modern world it is because they were certain of their faith, of the solid rock on which they stood. In the years following, however, many embraced uncritically the dominant mentality, placing in doubt the very foundations of the deposit of faith, which they sadly no longer felt able to accept as truths.
    "If today the Church proposes a new Year of Faith and a new evangelisation, it is not to honour an anniversary, but because there is more need of it, even more than there was fifty years ago! ... Even the initiative to create a pontifical council for the promotion of the new evangelisation ... is to be understood in this context. Recent decades have seen the advance of a spiritual “desertification”. In the Council’s time it was already possible from a few tragic pages of history to know what a life or a world without God looked like, but now we see it every day around us. ... But it is in starting from the experience of this desert ... that we can again discover the joy of believing, its vital importance for us".
    "In the desert we rediscover the value of what is essential for living; thus in today’s world there are innumerable signs, often expressed implicitly or negatively, of the thirst for God, for the ultimate meaning of life. And in the desert people of faith are needed who, with their own lives, point out the way to the Promised Land and keep hope alive. Living faith opens the heart to the grace of God which frees us from pessimism. Today, more than ever, evangelising means witnessing to the new life, transformed by God, and thus showing the path".
    "The journey is a metaphor for life, and the wise wayfarer is one who has learned the art of living, and can share it with his brethren - as happens to pilgrims along the Way of St. James or similar routes which, not by chance, have again become popular in recent years. How come so many people today feel the need to make these journeys? Is it not because they find there, or at least intuit, the meaning of our existence in the world? This, then, is how we can picture the Year of Faith: a pilgrimage in the deserts of today’s world, taking with us only what is necessary: ... the Gospel and the faith of the Church, of which the Council documents are a luminous expression, as is the Catechism of the Catholic Church, published twenty years ago.
    "Venerable and dear brothers, 11 October 1962 was the Feast of Mary Most Holy, Mother of God. Let us entrust to her the Year of Faith, as I did last week when I went on pilgrimage to Loreto. May the Virgin Mary always shine out as a star along the way of the new evangelisation".