NOVO MOVIMENTO LITÚRGICO MISSA GREGORIANA EM PORTUGAL      http://3.bp.blogspot.com/-W-4uVf9h5Xc/Tc_Gol9vCwI/AAAAAAAAR_o/WN-tod4VGV0/s1600/brandmuller%2Bxi.JPG

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Santa Sé reitera que católicos não devem participar de encontros de Vassula Ryden


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VATICANO, 09 Ago. 07 / 12:00 am (ACI).- A Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) reiterou em uma comunicação enviada aos presidentes das Conferências Episcopais que "não parece oportuna a participação de católicos nos grupos de oração organizados" pela Vassula Ryden, uma controvertida mulher ortodoxa que se autoproclama vidente e receptora de "revelações privadas" diretamente de Cristo.
Na mensagem interna, datada de 25 de janeiro de 2007 e foi publicado por vários sites, o Prefeito da CDF, Cardeal William Joseph Levada, reconhece que seguem chegando a seu dicasterio "cartas pedindo elucidações sobre os textos e atividades da senhora Vassula Ryden, sobre tudo pelo que corresponde ao valor da Notificação de 6 de outubro de 1995 e aos critérios a seguir para definir as disposições da Igreja local sobre a conveniência de difundir os textos da senhora Vassula Ryden".
A CDF afirma primeiro que "a Notificação de 1995 segue sendo válida pelo que se refere ao julgamento doutrinal sobre os textos examinados".
Em seguida, sustenta que Ryden, "depois do diálogo tido com a Congregação para a Doutrina da Fé, fez algumas elucidações sobre certos pontos problemáticos que apareciam em seus textos e também sobre a natureza de suas mensagens, que se apresentam não como revelações divinas, mas bem como meditações pessoais delas".
"Portanto, do ponto de vista normativo, e depois tais elucidações, é necessária uma valorização prudencial caso por caso, levando em consideração a possibilidade concreta que têm os fiéis de ler os textos no contexto das mencionadas elucidações", adverte a CDF.
Finalmente, recorda que "não parece oportuna a participação de católicos nos grupos de oração organizados pela própria senhora Ryden. Por isso respeita eventuais encontros ecumênicos, os fiéis têm que se ater às disposições do Diretório ecumênico, do Código de Direito Canônico (C. 215; C. 223, &2; C. 383, &3) e dos Ordinários diocesanos".
A Notificação de 1995 
Em 6 de outubro de 1995, a CDF emitiu uma Notificação em que explica que depois de "uma análise atenta e serena de todo o assunto" se encontraram "junto a aspectos positivos, um conjunto de elementos fundamentais que devem considerar-se negativos à luz da doutrina católica" nas revelações de Ryden.
A Notificação, minimizada pelos seguidores de Ryden, destacou "o caráter suspeito das modalidades com que se produzem essas supostas revelações" e destaca "alguns enganos doutrinais contidos nelas" como o uso de uma linguagem ambígua das Pessoas da Santíssima Trindade, até confundir seus nomes e funções específicas; o anúncio de um período de predomínio do Anticristo no interior da Igreja; a profecia em chave milenarista de uma era de paz e bem-estar universal antes da vinda definitiva de Cristo; e a formação de uma Igreja que seria uma espécie de comunidade pan-cristã, em contraste com a doutrina católica.
A Notificação sustenta que Ryden participando de forma habitual nos sacramentos da Igreja Católica, apesar de ser grego-ortodoxa, criou "uma desordem ecumênica que irrita a não poucas autoridades, ministros e fiéis de sua própria Igreja, situando-se fora da disciplina eclesiástica da mesma".
A Notificação pede aos bispos informar "de forma adequada a seus fiéis, e não se conceda espaço algum no âmbito de sua respectivas diocese à difusão de suas idéias. Por último, convida a todos os fiéis a não considerar sobrenaturais os textos e as intervenções da senhora Vassula Ryden e a conservar a pureza da fé que o Senhor confiou à Igreja".
NOTIFICACAO SOBRE OS ESCRITOS DE VASSULA RYDEN
Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé
06.10.1995
Muitos bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos se dirigem a esta Congregação para ter um juízo autorizado sobre a atividade da senhora Vassula Ryden, greco-ortodoxa, residente na Suiça, que está a difundir nos ambientes católicos do mundo inteiro, com a sua palavra e com os seus escritos, mensagens atribuídas a presumíveis revelações celestes.
Um exame atento e sereno da inteira questão, realizado por esta Congregação a fim de "pôr à prova as inspirações para verificar se provêm verdadeiramente de Deus" (cf. 1Jo 4,1), fez notar - ao lado de aspectos positivos - um conjunto de elementos fundamentais, que devem ser considerados negativos à luz da doutrina católica.
Além de evidenciar o caráter suspeito das modalidades com que acontecem essas presumíveis revelações, é imperioso ressaltar alguns erros doutrinais nelas contidos.
Entre outras coisas, com uma linguagem ambígua, fala-se das Pessoas da Santíssima Trindade até confundir os específicos nomes e funções das Pessoas Divinas. Preanuncia-se nessas presumíveis revelações um iminente período de predomínio do Anticristo no seio da Igreja. Profetiza-se em chave milenarista uma intervenção resolutiva e gloriosa de Deus, que estaria para instaurar sobre a terra, antes ainda da vinda definitiva de Cristo, uma era de paz e de bem-estar universal. Anuncia-se, além disso, o futuro próximo de uma Igreja que seria uma espécie de comunidade pancristã, em contraste com a doutrina católica.
O fato de nos escritos posteriores da senhora Ryden os mencionados erros já não aparecerem, é sinal de que as presumíveis "mensagens celestes" são apenas fruto de meditações privadas.
Além disso, a senhora Ryden, participando habitualmente nos sacramentos da Igreja Católica, embora seja greco-ortodoxa, suscita em diversos ambientes da Igreja Católica não pouca surpresa; parece pôr-se acima de qualquer jurisdição eclesiástica e de todas as regras canônicas e cria, de fato, uma desordem ecumênica, que irrita não poucas autoridades, ministros e fiéis da sua própria Igreja, colocando-se fora da disciplina eclesiástica da mesma.
Considerando que, não obstante alguns aspectos positivos, o efeito das atividades exercidas por Vassula Ryden é negativo, esta Congregação solicita a intervenção dos Bispos, a fim de que informem adequadamente os seus fiéis, e não seja concedido nenhum espaço no âmbito das próprias dioceses à difusão das suas idéias. Convida, por fim, todos os fiéis a não considerarem como sobrenaturais os escritos e as intervenções da senhora Vassula Ryden, e a conservarem a pureza da fé que o Senhor confiou à Igreja.
Cidade do Vaticano, 06 de outubro de 1995.
Acta Apostolicae Sedis AAS 88 (1996) 956-957; OR 23-24.10.1995; EV 14, 1956-1957; LE 5618

http://tradicaoviva.blogspot.com/2009/09/ainda-sobre-vassula-ryden.html

Announcement On Vassula Ryden By The Ecumenical Patriarchate


The Orthodox Church, following strictly the shining example and teaching of the Holy Apostles, the teaching of the Fathers of the Church who have their succession, and the divinely-inspired decisions of the Ecumenical Synods, safeguards as a pearl of great price the faith of the One, Holy, Catholic and Apostolic Church which the Christian plenitude experiences through their participation in the Sacraments and entire spiritual life of the divinely-founded ecclesiastical body.

Hence, whatever movement and improvised tension, personal or collective, in contempt or in breach of the dogmas of the Orthodox Christian faith and life in Christ within the Church as the only path for the salvation of our souls, all the more the self-proclaimed "supposedly charismatic" personality, is rejected always as an unacceptable innovation.

In this spirit, and for the beneficial protection of our pious Orthodox plenitude from dangerous spiritual confusion, who do not know well matters underlying the risk of delusion, we denounce from the Mother Church Vasiliki Paraskevis Pentaki - Ryden, widely known as "Vassula", and her organization founded under the title "True Life In God" which rashly and frivolously proposes teachings based on the supposed "direct dialogue between her and the Founder of the Church Jesus Christ our Lord", and those conquered by her and the supporters of "True Life In God", which deviate arbitrarily from the God-given teaching of the Church, but also scandalize the Orthodox phronema of pious believers.

Hence, we call upon the proponents of these unacceptable innovations and the supporters who maintain them, who henceforth are not admitted to ecclesiastical communion, not only to not be involved in the pastoral work of the local Holy Metropolis, but also to not preach their novel teachings, to prevent the appropriate sanctions under the Holy Canons.

We express, lastly, the profound sorrow of the Ecumenical Patriarchate of the acts of some - fortunately few - clergy of the Orthodox Church to be found at talks of the said "Vassula" and give to her a "certificate of Orthodoxy."

At the Patriarchate, the 16th of March 2011
Of the Chief Secretariat of the Holy and Sacred Synod
 

# LA MESSE TRADITIONNELLE : OBSCURANTISME MOYEN ÂGE ... # Spiegazione della Santa Messa di Dom Prosper Guéra... # Réginald Garrigou-Lagrange, O.P. : O valor infinit... # Formación del rito romano tradicional, llamado “Mi... # Un obispo estadounidense ordena que el sagrario vu... # Rito Bracarense é celebrado em Holy Name in Provid... # MISSA TRIDENTINA # Congreso en Roma sobre el Cardenal Siri


LA MESSE TRADITIONNELLE : OBSCURANTISME MOYEN ÂGE OU RENOUVEAU DE L’EGLISE ?

http://www.unavocemalaga.com/201102/pinturas%20misa%207.jpg

Le 11 octobre 1962, l’Eglise entrait dans une
phase de mutations profondes : le concile Vatican II allait donner de nouvelles orientations
théologiques et pastorales.
En 1969, le pape Paul VI introduisait un nouveau rite de célébration de la messe. Ce rite, fabriqué de
toutes pièces par des hommes de bureau, rompait de façon brutale avec la pratique liturgique et
l’esprit des siècles précédents. Le rite traditionnel qui avait
sanctifié des milliards de chrétiens pendant plus de 15 siècles fut soudainement voué aux gémonies.
Déchirant l’Eglise tout entière, des innovations liturgiques fantaisistes et trompeuses entraînèrent la
désertion progressive des églises : en 20 ans, la pratique dominicale est tombée de dix à un, des
dizaines de milliers de prêtres ont abandonné leur sacerdoce, les séminaires se sont vidés et sont
aujourd’hui, pour la plupart, fermés.
Dans les faits, Vatican II et la messe de Paul VI n’ont donc pas été « le printemps de l’Eglise »,
comme certains dignitaires actuels le prétendent. Les faits et les chiffres sont têtus : d’ici 2015, la
plupart des paroisses françaises n’auront plus de prêtres.
Face à cette situation inquiétante, de nombreuses voix se sont élevées à travers le monde pour
demander un retour à la messe et aux valeurs traditionnelles. De fait, une certaine volonté semble se
dessiner à Rome en faveur d’une pratique plus large de la messe traditionnelle, ce qui entraîne bien
des réticences de la part d’une partie du clergé.
Avant de répondre aux arguments mis en avant par celui-ci, un mot sur l’histoire et la véritable
portée de la messe traditionnelle.
D’où vient la messe traditionnelle ?
L’essentiel de cette messe nous vient des apôtres, donc du 1er siècle. Contrairement à ce que l’on
pourrait penser, la messe traditionnelle, dite de St-Pie V, n’est pas de saint Pie V (1566-1572). Ce
pape, dans le prolongement du concile de Trente, n’a fait que codifier ce qui existait bien avant lui.
Ainsi, l’ensemble du canon tel que nous le connaissons remonte au moins au Ve siècle. Quant au
reste de l’ordinaire de la messe, bien des éléments existent ainsi dans la forme sanctionnée par saint
Pie V dès le pontificat de saint Grégoire (590-604); l’essentiel des prières de l’offertoire sera ajouté
entre le IXe et le XIe siècles. Enfin, le rite de l’élévation se répandit de façon commune après les
attaques de Bérenger de Tours (998-1088) contre la présence réelle : ces différents ajouts
constituèrent des enrichissements et non pas des changements radicaux.
La messe dite de St-Pie V est donc l’expression de la piété et de la foi de l’Eglise depuis les origines ;
elle est le fruit de la tradition apostolique et de la contemplation du mystère de l’eucharistie par nos
pères dans la foi.
Une messe interdite ?
Remplacée brutalement par la messe de Paul VI en 1969, interdite de fait dans la plupart des
paroisses, la messe traditionnelle n’a cependant jamais été abolie en droit. « Le rite de St-Pie V n’a
jamais été supprimé canoniquement » affirmait en 2004 le cardinal Medina Estevez, alors Préfet de
la Congrégation pour le culte divin et la discipline des sacrements.
« J’ai soigneusement étudié la question de l’abrogation du rite de St-Pie V après le Concile Vatican II.
(…) Sur la base de mes recherches, je ne puis conclure que le rite de St-Pie V ait jamais été
abrogé. » Cardinal Medina, interview avec The Latin Mass, avril 2003.
En septembre 2005, le cardinal Castrillon Hoyos déclarait dans le mensuel 30 Giorni : « La messe de
St-Pie V n’a jamais été abolie ». Il ne faisait que reprendre les conclusions de la commission de neuf
cardinaux convoquée par Jean-Paul II, en 1986, pour étudier le statut légal de la messe traditionnelle.
Le cardinal Stickler avait fait savoir en 1995 que les membres de cette commission avaient reconnu,
à huit contre un, que Paul VI n’avait pas supprimé légalement la messe tridentine par le seul fait de
la promulgation du nouveau rite. Et cette commission avait reconnu à l’unanimité que tout prêtre
demeurait libre d’utiliser l’ancien missel.
Alors pourquoi tant de difficultés et d’oppositions à obtenir dans les faits ce
que l’Eglise a toujours reconnu de droit ?
Certains évêques craignent que le retour de l’ancienne messe ne signifie la remise en cause du
dernier concile. « La réconciliation ne pourra se faire au prix d’un trait tiré sur un concile – Vatican
II – qui fait partie de la tradition dogmatique de l’Eglise. » Mgr Defois (Le Figaro du 22 octobre 2006)
Mgr Defois semble oublier que les pères conciliaires ont affirmé à de nombreuses reprises ne pas
vouloir faire un concile dogmatique, mais un concile pastoral *. C’est pourquoi proposer aujourd’hui
les conclusions de Vatican II comme faisant partie du dogme catholique, voire les imposer sans
laisser la moindre place à la discussion théologique – même celle qui impliquerait une remise en
question – est non seulement une infidélité à l’esprit de ce concile mais aussi un manque d’honnêteté
intellectuelle. Le « pluralisme » et la « diversité » tant vantés aujourd’hui disparaissent subitement
dès qu’un retour aux valeurs traditionnelles est évoqué.
« Pour la formation de la conscience dans le domaine de la liturgie, il est important de cesser de
bannir la forme de la liturgie en vigueur jusqu’en 1970. Celui qui, à l’heure actuelle, intervient pour
la validité de cette liturgie ou qui la pratique, est traité comme un lépreux : c’est la fin de toute
tolérance. Elle est telle qu’on en a pas connue durant toute l’histoire de l’Eglise. On méprise par là
tout le passé de l’Eglise. Comment pourrait-on avoir confiance en elle au présent s’il en est ainsi ?
J’avoue aussi que je ne comprends pas pourquoi beaucoup de mes confrères évêques se soumettent
à cette loi d’intolérance qui s’oppose aux réconciliations nécessaires dans l’Eglise sans raison
valable. »
Cardinal Ratzinger, Voici quel est notre Dieu, p. 291
Cela dit, la réflexion de Mgr Defois montre qu’il est conscient de la véritable portée de la messe
traditionnelle : celle-ci n’est pas seulement une affaire de sensibilité liturgique, elle est l’expression
de la foi de l’Eglise depuis Notre Seigneur Jésus-Christ, elle est un résumé de cette foi, selon
l’adage lex orandi, lex credendi : la forme liturgique est l’expression du contenu de la foi. Un retour
de la messe traditionnelle est donc perçu par lui, à juste titre, comme une menace pour les acquis de
Vatican II. Nous sommes en face de deux conceptions opposées de la foi :
la foi traditionnelle, transcendante, tournée vers le divin, vers l’autel, pour faire descendre le sacré,
la grâce divine sur les hommes, leur promettant un paradis dans l’au-delà ;
la foi moderne, humaniste, qui veut faire l’économie de la grâce et du surnaturel, tourne le dos à
Dieu pour se tourner vers l’homme, et lui promet un paradis terrestre ; cette dernière a trouvé une
entrée dans l’Eglise à Vatican II.
« L’humanisme laïque et profane est apparu dans sa terrible stature et a, en un certain sens, défié le
concile. La religion du Dieu qui s’est fait homme s’est rencontrée avec la religion (car c’en est une)
de l’homme qui se fait Dieu. Qu’est-il arrivé ? Un choc, une lutte, un anathème ? Cela pouvait arriver
; mais cela n’a pas eu lieu. » Discours de Paul VI lors de la dernière session du Concile, le 7
décembre 1965.
* Un concile dogmatique précise ou définit des vérités de foi ; un concile pastoral – Vatican II fut le
premier en son genre – est censé n’aborder les vérités de foi que sous leur aspect pratique.
« Jésus n’a pas tourné le dos à ses disciples ! »
Il n’a pas eu besoin de se tourner vers Dieu, puisqu’Il est Dieu !
Le prêtre, lui, est le médiateur, l’intermédiaire entre Dieu et les hommes. A ce titre, il se tourne vers
Dieu, vers la croix, pour offrir au nom des hommes le sacrifice salvateur : il n’est donc pas question
de « tourner le dos au peuple ». Par ailleurs, on n’a pas constaté que le fait de se tourner vers
l’assemblée et de ne parler qu’en langue vernaculaire ait permis une meilleure compréhension de la
liturgie. A voir la banalité de beaucoup de célébrations et la désertion des églises, c’est plutôt
l’inverse qui s’est produit…
De plus, « la position du prêtre tourné vers le peuple a fait de l’assemblée priante une communauté
refermée sur elle-même », écrivait en 2003 le préfet de la Congrégation de la doctrine de la foi, le
cardinal Ratzinger, regrettant que Dieu soit « de plus en plus absent de la scène » et que la messe
devienne un one man show du célébrant.
Cette différence de position du prêtre matérialise l’opposition entre les deux rites : dans le rite de
Paul VI, le prêtre se tourne vers l’homme parce qu’il est un animateur d’assemblée, d’où la nécessité
de recourir à des expédients originaux censés animer en même temps qu’ils désacralisent ; dans le
rite traditionnel, le prêtre se tourne vers Dieu parce qu’il est sacrificateur : au nom des fidèles et de
l’Eglise tout entière, il offre à Dieu le Père le sacrifice de son Fils.
La différence, voire l’opposition entre les deux rites va encore plus loin : la nouvelle messe se réduit
à être « le rassemblement du peuple de Dieu, sous la présidence du prêtre, en vue de célébrer le
mémorial du Seigneur. » (art. 7 de la Présentation générale du nouveau missel romain) ; l’insistance
porte sur le « rassemblement du peuple de Dieu », et le rôle
« Au nom de Notre Autorité Apostolique, Nous concédons et accordons que ce même Missel pourra
être suivi en totalité dans la messe chantée ou lue, dans quelque église que ce soit, sans aucun
scrupule de conscience et sans encourir aucune punition, condamnation ou censure, et qu’on pourra
valablement l’utiliser librement et licitement, et cela à perpétuité. Et, d’une façon analogue, Nous
avons décidé et déclarons qu’aucun prêtre ne pourra être tenu de célébrer la Messe autrement que
nous l’avons fixé, et que jamais et en aucun temps, qui que ce soit ne pourra le contraindre et le
forcer à laisser ce Missel ou à abroger la présente instruction ou la modifier, mais qu’elle demeurera
toujours en vigueur et valide, dans toute sa force… »
Saint Pie V, pape, bulle Quo primum
du prêtre se réduit à une présidence d’assemblée. La messe est en réalité le renouvellement non
sanglant de la Passion du Christ qui offre à son Père céleste une juste compensation pour les péchés
des hommes ; la messe renouvelle sacramentellement cet acte salvateur pour appliquer aux âmes
vivant dans le temps les fruits de la Rédemption ; cet acte inouï que fut la Passion doit se prolonger
sur nos autels selon une forme aussi transcendante que la Rédemption elle-même.
C’est donc toute la théologie du salut qui s’exprime et se réalise dans la messe ; c’est pourquoi il est
dangereux et nuisible de vouloir changer ce rite sacré, quintessence de la foi de l’Eglise.
« Proposer deux missels différents, c’est encourager le subjectivisme, c’est
ouvrir la porte à la discorde. » (Père abbé de Ligugé)
C’est la nouvelle messe qui a introduit la discorde et non une éventuelle réintroduction de la messe
traditionnelle. Depuis 1969, ce n’est pas un nouveau rite qui est célébré dans les églises, mais une
variété interminable de rites fantaisistes, chaque prêtre agrémentant à son goût une liturgie déjà
humaniste et dépourvue de transcendance.
Quant au subjectivisme, il a été introduit suite à Vatican II ; dans quelle paroisse trouve-t-on
aujourd’hui un prêtre capable de célébrer la messe en suivant fidèlement le missel de 1969 ? Il n’y a
pas deux messes qui se ressemblent. Mgr Le Gall, évêque de Toulouse et responsable de la
commission liturgique de la Conférence des évêques de France, estime que les abus liturgiques de
l’après-Concile sont chose révolue. Il semble qu’il n’ait pas fait le tour des paroisses, pour ignorer à
ce point la banalité et la créativité subjectiviste auxquelles on expose les quelques fidèles encore
attachés au devoir dominical.
« A une époque de l’histoire où le pluralisme jouit du droit de citoyenneté, pourquoi ne pas
reconnaître le même droit à ceux qui souhaitent célébrer la liturgie selon la manière utilisée durant
plus de quatre siècles ? » (Cardinal Medina, interview avec The Latin Mass, avril 2003). Quinze
siècles, précisément.
« Certaines prises de positions d’associations réclamant de telles dispositions liturgiques relèvent de
choix politiques particuliers, reprenant les conceptions d’une Eglise héritées de l’Action française du
siècle dernier. »
Cette affirmation de Mgr Defois révèle un amalgame politico-religieux dont le but est de disqualifier
les tenants de la messe traditionnelle et particulièrement la Fraternité sacerdotale St-Pie X. II ne
s’agit pas d’un argument, mais d’une étiquette que l’on colle sur le front des indésirables. De fait,
son affirmation est gratuite : on ne voit pas en quoi les tenants de la messe traditionnelle auraient
besoin des arguments de l’Action française pour faire valoir leur droit à la liturgie de toujours. Il y a
confusion des domaines : la Fraternité sacerdotale St-Pie X est une congrégation religieuse et n’a,
par conséquent, pas de mission politique.
Il est à souhaiter qu’après s’être engagé dans un mouvement d’opposition, les adversaires de la
libéralisation de la messe traditionnelle n’adoptent pas l’attitude qu’ils reprochent à ladite
Fraternité.
« Restaurer le rite traditionnel :
• perturberait les fidèles ainsi que les prêtres.
Beaucoup de fidèles sont lassés des abus liturgiques, voire blessés par certains scandales ;
permettre le rite traditionnel serait une manière de faire oublier ce passé peu glorieux de l’Eglise
conciliaire et de redonner confiance.
• dissuaderait la jeunesse de venir à l’église et de suivre l’appel de Dieu dans la vie consacrée.
« Le missel de Paul VI comme tel ouvre la porte pour les célébrants à une fausse créativité en
stipulant qu’ils peuvent librement choisir ou introduire tel ou tel élément dans la liturgie. »
Cardinal Ratzinger, entretien avec Philippe Maxence pour L’homme nouveau
En 1987, Mgr Thomas, évêque de Versailles fait chasser le P. Bruno de Blignières de l’église de
Port-Marly ; les policiers arrachent le prêtre de l’autel pendant la célébration de la messe !
« Un rite promulgué par le pape a force de loi ; le pape Paul VI n’a pas moins
de pouvoir que n’en a eu saint Pie V. »
Un pape ne peut pas défaire ce qu’a fixé un prédécesseur qui s’est basé sur toute la Tradition de
l’Eglise, les conciles, les théologiens et les saints. Le pape n’a pas le pouvoir de disposer du dépôt
révélé et de son expression liturgique selon son gré ; il doit transmettre ce qu’il a reçu et veiller à la
pureté de la transmission. C’est pourquoi une réforme qui ne s’appuierait pas sur la Tradition écrite
et orale est d’emblée suspecte, ce qui est le cas de la réforme liturgique de 1969. D’ailleurs, le pape
Paul VI n’a jamais présenté sa réforme comme infaillible et irréformable; par conséquent, nul ne
peut l’imposer à coups de diktats. « Le rite et les rubriques respectives ne sont pas en eux-mêmes
une définition dogmatique ; ils sont susceptibles de qualification théologique de valeur variable,
selon le contexte liturgique auquel ils se réfèrent. » (Discours de Paul VI du 19 novembre 1969, à
propos du nouvel Ordo).
« L’ancien rite n’est plus d’actualité. »
« La messe n’est pas comme un morceau de tissu que l’on adapte aux goûts et aux modes de chaque
génération. » Cardinal Ottaviani
« Une communauté qui déclare soudain strictement interdit ce qui était jusqu’alors pour elle tout ce
qu’il y a de plus sacré et de plus haut, et à qui l’on présente comme inconvenant le regret qu’elle en
a, se met elle-même en question. Comment la croirait-on encore ? Ne va-t-elle pas interdire demain
ce qu’elle prescrit aujourd’hui?» Cardinal Ratzinger, Le Sel de la terre, p. 172
Le journal national italien Corriere della Sera a effectué un sondage en ligne pour savoir si le retour
de la messe en latin était souhaité. A la date du 22 novembre 2006, 40 022 personnes avaient
participé à ce sondage et le résultat était :
OUI à 74,4 % et NON à 25,6 %
En France, sondage CSA : Pensez-vous qu’il soit souhaitable que les catholiques puissent avoir le
choix d’assister selon leur sensibilité à la messe traditionnelle en latin avec des chants grégoriens ou
à la messe moderne en français ?
Oui : 65 % – Non : 13 %
Cela m’est indifférent : 22 %
« La liturgie n’est pas un show, un spectacle qui ait besoin de metteurs en scène géniaux, ni
d’acteurs de talent. La liturgie ne vit pas de surprises sympathiques, de trouvailles captivantes mais
de répétitions solennelles. Elle ne doit pas exprimer l’actualité en ce qu’elle a d’éphémère, mais le
mystère du sacré. »
Cardinal Ratzinger, Entretien sur la foi
« On peut s’étonner de trouver les plus hostiles à l’égard de ces catholiques séparés de Rome parmi
les plus ouverts au dialogue avec les autres confessions chrétiennes et les autres religions. Il est
également paradoxal que ceux qui s’inquiètent de la coexistence de deux missels et défendent
mordicus l’unité liturgique au sein de l’Eglise ne se soient pas émus jusqu’à présent de l’extrême
diversité née des libertés prises au nom de la « créativité ».
Guillaume Tabard, Le Figaro du 9 novembre 2006
Les faits démontrent exactement l’inverse : la plupart des séminaires diocésains sont vides ; les
quelques séminaires interdiocésains ne regroupent pour la plupart qu’un petit nombre de candidats
pour des régions immenses. Au contraire, dans les instituts qui tiennent à l’ancienne liturgie, les
vocations sont jeunes et nombreuses.
• détruirait l’unité de l’Eglise.
C’est la nouvelle liturgie imposée par la force en 1969 qui a détruit l’unité de l’Eglise ; depuis, il
existe deux liturgies pour deux « Eglises » parallèles. Restaurer la liturgie traditionnelle serait un
retour à l’ordre normal des choses et donc à la véritable unité de l’Eglise ; par sa structure même, la
liturgie traditionnelle est facteur d’unité, empêchant l’improvisation, la créativité et le subjectivisme.
A l’heure des grands rassemblements, qui ne voit l’avantage de pouvoir faire chanter les catholiques
des différents continents sur les mêmes mélodies grégoriennes ? A l’heure des voyages incessants,
qui n’apprécierait de trouver à l’autre bout du monde la même liturgie, dans la même langue
universelle, avec les mêmes prières, les mêmes rites et symboles ?
• On ne peut imposer cela du jour au lendemain. »
En 1969, les novateurs au Vatican ont imposé du jour au lendemain une nouvelle liturgie qui n’avait
aucun passé et aucun enracinement dans l’Eglise, heurtant beaucoup de fidèles dans leur foi,
entraînant le désarroi de beaucoup de prêtres. Nombre d’entre ceux qui voulurent rester fidèles à la
messe de leur ordination furent chassés de leur paroisse, traqués par une hiérarchie sans pitié, ni
humanité. Aujourd’hui, ces mêmes hiérarques s’indignent à la simple pensée que la liturgie
traditionnelle soit permise.
« On encouragerait ceux qui ont critiqué le pape pendant des années ! »
Les prêtres fidèles à la Tradition de l’Eglise ont remis en cause les doctrines et la liturgie nouvelles
qui ont révolutionné l’Eglise et vidé les lieux de culte. La violence verbale ne fut pas du côté de ceux
qui se sont efforcés de se situer au niveau de la foi et de la doctrine, mais plutôt du côté de ceux qui
se sont permis d’user à l’égard d’une partie du peuple chrétien d’épithètes discriminatoires, telles
« intégristes », « excommuniés », « schismatiques », « lefebvristes ». De plus, il faut constater qu’à
peine le pape Benoît XVI émet-il le souhait d’élargir l’accès à la liturgie traditionnelle, que des voix
s’élèvent, celles qui naguère prêchaient l’obéissance et la soumission, pour accuser aujourd’hui le
pape de « méconnaître les progrès de Vatican II », de « provoquer un recul de l’Eglise ».
Mgr Raffin, évêque de Metz, monte au créneau contre la volonté papale d’élargir la liturgie
traditionnelle ; c’est pourtant le premier évêque de France à avoir organisé, à deux reprises déjà,
une rave party dans sa cathédrale. De quel côté sont les abus et les insoumissions ?
Conclusion
Il est heureux de pouvoir constater que la « marche en avant » de la messe traditionnelle ne peut
plus laisser indifférent. L’époque de la politique du silence semble définitivement révolue ; les plus
hautes autorités de l’Eglise sont obligées de tenir compte du développement de la Tradition et du
potentiel qu’elle représente. L’heure vient où ceux qui ont voulu parquer la vraie messe au musée
des codifications tridentines sont obligés de faire marche arrière et de reconnaître leurs erreurs, tel
un cardinal Médina qui intervint très énergiquement contre la messe tridentine en 1998, et qui
avoue aujourd’hui : « sur la base de mes recherches, je ne puis conclure que le rite de St-Pie V ait
jamais été abrogé.» Nous le remercions pour cet aveu sincère.
Pour l’instant, Rome semble très préoccupée de la réaction des évêques. Et il est vrai que le chef de
l’Église doit tenir compte de ceux qui sont les pasteurs des diocèses et ont de lourdes responsabilités
vis-à-vis des fidèles. Mais que vaut actuellement leur avis ? Que l’on songe au cardinal Sterzinsky qui,
le mercredi des Cendres, est allé au temple protestant de Berlin pour y recevoir les cendres d’un
pasteur ; ou au cardinal Law, qui s’est rendu à la mosquée de Wayland pour s’associer au repas du
ramadan et déclarer qu’il se sentait tout à fait chez lui; à Mgr Defois qui vient de déclarer, lors de
l’inauguration de la faculté musulmane de Lille: « l’Islam fait partie de nos racines européennes.
J’aimerais que nous les recherchions ensemble pour faire émerger une base philosophique
commune » ; ou encore à l’ancien évêque d’Orléans qui a cautionné publiquement un livre
blasphémateur rempli d’obscénités. Nous pourrions, hélas ! allonger tristement cette liste. Si le pape
souhaite la réconciliation avec la Fraternité sacerdotale St-Pie X, il lui faut assumer sa fonction de
chef de l’Eglise et passer outre aux récriminations d’évêques qui, s’ils étaient fidèles à leur mission
de transmettre le dépôt de la foi, se réjouiraient d’une telle mesure de salut public pour l’Eglise et
pour le monde.
Après une descente aux enfers dans les années 70, après les tentatives de sauvegarde des années 80,
après une multiplication exponentielle des lieux de culte dans les années 90, la messe traditionnelle
est plus que jamais d’actualité, et la prise de conscience de son rôle capital pour la revitalisation de
l’Eglise augmente par cercles concentriques, atteignant jusqu’à une partie du jeune clergé diocésain.
Les gesticulations épiscopales auront beau intenter des manœuvres dilatoires, la messe
traditionnelle opère un retour qui s’avère de plus en plus inéluctable. Dans les temps de crise, les
hommes ont beau mettre la lumière divine sous le boisseau, elle finit toujours par réapparaître et
éclairer l’Eglise, prouvant, une fois de plus, que « les portes de l’enfer ne prévaudront point contre
Elle. »
UNA VOCE  FRANCE

Spiegazione della Santa Messa di Dom Prosper Guéranger O.S.B Abate di Solesmes (1805-1875)

 




Spiegazione delle preghiere e delle cerimonie della S. Messa
L'ordinario della Messa è l'insieme delle rubriche e delle preghiere necessarie alla celebrazione della Messa e la cui disposizione non cambia, nonostante la varietà delle feste celebrate dalla Chiesa.
Non si può avere un'idea completa delle cerimonie della Messa che riferendosi alla Messa solenne, Missa solemnis, tipo di tutte le altre. Ci si potrebbe domandare, per esempio, perché il sacerdote si sposta a recitare l'epistola ad un lato dell'altare, il Vangelo dall'altra, invece che restare al centro. Questo non riguarda il sacrificio, e non fa che ricordare quello che si fa nella Messa solenne: il diacono legge il vangelo a sinistra, il suddiacono legge l'epistola a destra, come spiegheremo più avanti. Il sacerdote, adempiendo da solo le funzioni eserciate dal diacono e dal suddiacono va, successivamente, al posto che essi occupano alla Messa solenne: Bisogna dunque cercare nella Messa solenne le ragioni del modo di agire del sacerdote quando celebra una messa bassa.
Il sacrificio della messa è il sacrifico della croce; noi dobbiamo vedere Nostro Signore inchiodato alla croce e che offre il suo sangue, per i nostri peccati, a Dio, Padre suo. Tuttavia non si può assolutamente ritrovare, nelle diverse parti della Messa, le diverse circostanze della Passione di Nostro Signore, come hanno voluto fare certi autori, componendo dei metodi per assistere alla Messa.
Il sacerdote esce dalla sacrestia e si porta all'altare per offrire il santo sacrificio. Egli è, dicono le rubriche, paratus, cioè rivestito dei paramenti sacri, o vesti proprie per la celebrazione della santa Messa. Giunto davanti all'altare, egli compie la riverenza dovuta, cioè, se è presente il Santissimo Sacramento, egli fa la genuflessione; se non c'è, si limita ad un inchino profondo: ecco perché le rubriche portano queste parole: debita reverentia.

I. IL SALMO JUDICA ME DEUS
Dopo essersi fatto il segno della croce, il sacerdote pronuncia l'antifona Introibo ad altare Dei, prima del salmo XLII. Questa antifona è sempre detta all'inizio e alla fine della stessa preghiera. Di seguito comincia il salmo Judica me Deus, che viene recitato per intero, alternandosi con i ministri. Questo salmo è stato scelto causa del versetto Introibo ad altare Dei, «mi approssimerò all'altare di Dio»; è molto adatto per iniziare la celebrazione del santo Sacrificio. Del resto, la santa Chiesa sceglie sempre i salmi a motivo di un versetto che è attinente a ciò che sta compiendo o a ciò che vuole esprimere. Questo salmo non si trova da sempre nel Messale: il suo uso è stato stabilito da San Pio V, nel 1568. Udendo il sacerdote che lo proclama, si capisce - fin dalle parole dei primi versi ab homine iniquo e doloso erue me, «liberami dall'uomo iniquo e fraudolento» - che egli rappresenta Nostro Signore stesso e che parla in suo nome.
Il versetto che serve da antifona mostra che Davide era ancora giovane quando compose questo canto a gloria del Signore; perché, mentre dice che si sarebbe accostato all'altare del suo Dio, aggiunge: ad Deum qui laetificat iuventutem meam, «a Dio che allieta la mia giovinezza». Si stupisce del turbamento che sopraggiunge nella sua anima, ma ben tosto si rassicura, sperando nel suo Dio; ed è per questo che il suo canto è pieno di allegrezza. La santa Chiesa non vuole dunque che questo salmo venga recitato nelle messe dei defunti, perché, in questa occorrenza, noi andiamo a supplicare per il sollievo di un'anima, la cui dipartita ci lascia nell'inquietudine e nel dolore. Così durante il tempo di Passione, durante il quale la santa Chiesa è tutta presa dalle sofferenze del suo Sposo, e non pensa affatto a rallegrarsi.

Questo salmo è adatto per iniziare la Messa anche per quanto concerne il tema della venuta di Nostro Signore. Chi dunque deve essere inviato alle nazioni, se non colui che è luce e verità? David lo sapeva: e così si espresse: Emitte lucem tuam et veritatem tuam. Con lui noi lo ripetiamo, e anche noi diciamo a Dio: «Mandaci colui che è luce e verità».
Una volta terminato il salmo con il Gloria Patri e la ripetizione dell'antifona, il sacerdote invoca il soccorso del Signore dicendo: Adiutorium nostrum in nomine Domini; gli si risponde: Qui fecit cúlume et terram. Nel salmo precedente il celebrante ha espresso il grande desiderio di unirsi a Nostro Signore, luce e verità; ma, quando riflette circa l'incontro che si sta per realizzare tra l'uomo peccatore e Dio, sente il bisogno di essere sostenuto. Dio ha voluto questo incontro, è vero, ed ha stabilito che questo avvenga d'ordinario; malgrado ciò, l'uomo sente e comprende il suo nulla e la sua indegnità. Egli si umilia e si riconosce peccatore; e, per trovare sicurezza, comincia con il segno della croce, domandando il soccorso del Signore e apprestandosi a confessare le sue colpe.




È possibile richiedere il libro
La Santa Messa, Spiegazione delle preghiere e delle cerimonie della Santa Messa secondo alcune note raccolte dalle conferenze  di Dom Prosper Guéranger, Abate di Solesmes
al seguente indirizzo:
Suore Francescane dellíImmacolata  , Monastero della Murate  , Via dei Lanari, 2  , 06012 CITTÀ DI CASTELLO (PG) 
tel/fax: 075-8555779 - posta elettronica: francescanecittacastelloATinterfree.it

Réginald Garrigou-Lagrange, O.P. : O valor infinito de cada Missa oferecida por Nosso Senhor

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Sabemos que o Salvador é o Padre principal do sacrifício da Missa, e que a oblação interior que foi a alma do sacrifício da Cruz, dura para sempre no Coração do Cristo que quer nossa salvação. É assim que Ele se oferece a si mesmo em todas as missas que, em cada dia, são celebradas. Qual é o valor de cada uma dessas? É preciso que se tenha uma idéia justa para se unir mais intimamente cada dia ao santo sacrifício e receber seus frutos mais abundantemente.
Ensina-se comumente na Igreja que o Sacrifício da Missa, considerado em si mesmo, tem um valor infinito, mas que o efeito que produz em nós, por mais elevado que seja, é proporcionado às nossas disposições interiores. São estes os dois pontos de doutrina que convém explicar.
  
O sacrifício da Missa considerado em si mesmo tem um valor infinito.
  
A razão é que o sacrifício da missa é o mesmo em substância que o sacrifício da Cruz, que tem um valor infinito, por causa da vítima oferecida e do padre que a oferece, já que é o Verbo feito carne que, sobre a Cruz, era, ao mesmo tempo, padre e vítima1. É Ele que continua na Missa, como padre principal e a vítima realmente presente e realmente oferecida e sacramentalmente imolada.
Mas enquanto que os efeitos da Missa imediatamente relativos a Deus, como a adoração reparadora e a ação de graças, se produzem sempre infalivelmente em sua plenitude infinita, mesmo sem o nosso concurso, seus efeitos relativos a nós só se espalham na medida de nossas disposições interiores.
Em cada Missa são oferecidas a Deus, e infalivelmente, uma adoração, uma reparação, e uma ação de graças de um valor sem limites; isto é, em razão da vítima oferecida e do Padre principal, independentemente mesmo das orações da Igreja universal e do fervor do celebrante.
  
É impossível adorar melhor a Deus, reconhecer melhor seu domínio soberano sobre todas as coisas, sobre todas as almas, do que pela imolação sacramental do Salvador morto por nós na Cruz. É esta a adoração que o Glória exprime. “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade... Nós vos louvamos. Nós vos bendizemos. Nós vos adoramos. Nós vos glorificamos”. É esta a adoração que o Sanctus exprime novamente e ainda a dupla Consagração.
É a realização perfeita do preceito: “Tu adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás” (Dt 6, 13). Foi com estas palavras que Nosso Senhor respondeu a Satanás que lhe dizia: “Eu lhe darei todos os reinos do mundo, se te prostrares a meus pés e me adorares, si cadens adoraveis me" 2. Somente a infinita grandeza de Deus merece este culto de latria. Aqui, na Missa, lhe é oferecida uma adoração em espírito e em verdade de um valor sem medida.
  
Do mesmo modo, é impossível oferecer a Deus uma reparação mais perfeita pelas faltas que se cometem todos os dias, como diz o Concílio de Trento. sess. XXII, c.I. Não é uma reparação distinta daquela da Cruz, o Cristo ressuscitado não morre mais e não sofre mais; mas, segundo o mesmo Concílio 3, o sacrifício do altar, sendo substancialmente o mesmo que o sacrifício do Calvário, agrada mais a Deus do que lhe desgostam todos os pecados reunidos 4. Assim como a humanidade do Salvador, que era passível ou sujeita à dor e à morte, e que já não o é mais, continua substancialmente a mesma, assim também o sacrifício do Cristo é assim também perpetuado em substância. O direito imprescritível de Deus, Soberano Bem, de ser amado sobre todas as coisas, não poderia ser melhor reconhecido do que pela oblação do Cordeiro que apaga os pecados do mundo.
Enfim, é impossível agradecer melhor os benefícios recebidos: “Quid retribuam Domino pro omnibus quæ retribuit mihi? Calicem salutaris accipiam, et nomen Domini invocabo”; Como retribuirei a Deus todos os benefícios recebidos? Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor” (Sl 65, 12). Muitas vezes esquecemos de agradecer a Deus suas graças, como aqueles leprosos curados por Jesus; dos dez, um só veio agradecer. É conveniente oferecer sempre missas de ação de graças. Um costume piedoso começa a se espalhar atualmente, o de celebrar missas de ação de graças na segunda sexta-feira de cada mês, para reparar nossas ingratidões.
A adoração, a reparação e ação de graças são efeitos do Sacrifício da missa em relação a Deus mesmo e são infalíveis. Em cada missa celebrada, pela oblação e imolação sacramental do Salvador sobre o altar, Deus obtém infalivelmente uma adoração infinita, uma reparação e uma ação de graças sem limites. Isto é assim devido à dignidade da Vítima e à dignidade do Padre principal; a oblação interior que dura para sempre no coração do Cristo, é um ato teândrico, ato humano de sua vontade humana, que tira da pessoa do Verbo um valor propriamente infinito.
No momento da consagração, na paz do santuário, há como um grande arroubo de adoração que sobe para Deus. O prelúdio está no Glória e no Sanctus, cuja beleza é sublinhada pelo canto gregoriano, o mais elevado, o mais simples e o mais puro de todos os cânticos religiosos, ou às vezes pela magnificência da música polifônica; mas quando chega o momento da dupla consagração, tudo se cala: o silêncio exprime à sua maneira o que o canto não pode dizer.
  
Este silêncio é a imagem daquele que, segundo o Apocalipse (8, 1), se produziu no céu, quando o Cordeiro abriu o livro fechado por sete selos, o livro dos decretos de Deus relativos a seu reino5. Que este silêncio da consagração seja nosso repouso e nossa força 6.
Assim é perpetuada em substância a adoração, a reparação e o Consumatum est do sacrifício da Cruz. E esta adoração que sobe assim para Deus de todas as missas quotidianas, recai de algum modo como orvalho fecundo sobre nossa pobre terra, para fertilizá-la espiritualmente.
Não esqueçamos que o fim mais alto do santo Sacrifício é a Glória de Deus, a manifestação de sua bondade, e este é o próprio fim do universo. Assim, por uma missa, é de alguma maneira toda a criação que, em uma prece de adoração e reparação e de ação de graças, sobe de volta para seu Criador.
Se estes efeitos são relativos ao próprio Deus, outros são relativos a nós. A Missa pode nos obter todas as graças necessárias à nossa salvação. “O Cristo sempre vivo, não cessa de interceder por nós” (Heb 7, 25), e a sua intercessão não tem menor valor do que sua adoração.
(De “Le Sauveur et son amour por nous”, Les Editions du Cedre, Paris. Tradução: PERMANÊNCIA)
  1. 1. O valor da vítima dá a este sacrifício um valor objetivo infinito, e a dignidade da pessoa do Cristo, um valor pessoal infinito, que é o principal. Quando Maria apresenta seu filho no templo, esta oblação tinha um valor objetivo infinito, mas não um valor pessoal infinito; muito superior é a oblação feita pelo próprio Cristo.
  2. 2. Mt 4, 9.
  3. 3. Sess. XXII, cap. 2 “initio” et can. 3 (Denzinger, 940 e 950).
  4. 4. Cf. S. Tomás, IIIª., q. 48, a.2. 
  5. 5. “Quando o Cordeiro abriu o sétimo selo, fez-se no céu um silêncio de uma meia hora” (Ap 7, 1).
  6. 6.In silentio et in spe erit fortitudo vestra” (Is 30, 15).
http://permanencia.org.br/drupal/node/78

Formación del rito romano tradicional, llamado “Misa de San Pío V”

 
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A. PREÁMBULOS

Hasta ahora sólo hemos recordado la parte “teórica” de la Santa Misa, o sea la doctrina que transmitió Nuestro Señor Jesucristo a su Iglesia referente al Sacrificio del Altar. Nos queda por ver cómo históricamente se elaboró, desarrolló y perfeccionó el rito de la Santa Misa. Antes de seguir paso a paso la historia de este desarrollo, escuchemos al Papa Pío XII, en su encíclica Mediator Dei, explicar y describirnos cuáles fueron los principios que guiaron la Iglesia a lo largo de los siglos en la formación de su rito sacrificial:

1. Existen elementos del rito que pueden cambiar y otros no: “la Sagrada Liturgia consta de elementos humanos y divinos: éstos, evidentemente, no pueden ser alterados por los hombres, ya que han sido instituidos por el Divino Redentor; aquéllos, en cambio, con aprobación de la Jerarquía eclesiástica, asistida por el Espíritu Santo, están sujetos a modificaciones diversas, según lo exijan los tiempos, las cosas y las almas” (nº 49).

2. Pueden modificarse los ritos sólo en la medida que quede salvaguardada la integridad de la fe: “La Iglesia, en realidad, es un organismo vivo, y por eso crece y se desarrolla también en lo que toca a la Sagrada Liturgia, y se adapta a las exigencias y circunstancias de cada época, con tal que quede salvaguardada la integridad de su doctrina” (nº 58). Este es el principio más fundamental del desarrollo del rito de la Misa. Ante todo la Iglesia quiere conservar la pureza de la doctrina sobre el Santo Sacrificio del Altar, tal como la transmitió su divino fundador. Un rito que estuviese en oposición con la expresión de la fe católica sería inaceptable y debería ser absolutamente condenado y reprobado.

3. ¿Por qué se modificaron los ritos? Según el Papa Pío XII, por cuatro razones principales: 1º) “Una formulación más segura y precisa de la doctrina católica”. De nuevo el Pontífice insiste sobre la exactitud doctrinal de los ritos; 2º) “El desarrollo ulterior de la disciplina eclesiástica en lo que toca a la administración de los Sacramentos”; 3º) “Las iniciativas y las prácticas de piedad no íntimamente unidas a la Sagrada Liturgia, nacidas en épocas posteriores por disposición admirable del Señor y tan difundidas entre el pueblo”; 4º) “El progreso de las Bellas Artes, en especial de la arquitectura, la pintura y la música” (nº49).

4. Trascendencia práctica de los ritos. “Aunque las ceremonias no contengan en sí ninguna perfección y santidad, sin embargo son actos externos de religión que, como signos, estimulan al alma a venerar las cosas sagradas, elevan la mente a las realidades sobrenaturales, nutren la piedad, fomentan la caridad, acrecientan la fe, robustecen la devoción, instruyen a los sencillos, adornan el culto de Dios, conservan la religión y distinguen a los verdaderos fieles de los cristianos falsos y heterodoxos” (nº 23).

Éstos son los principios que, durante veinte siglos, guiaron la Iglesia en la formación de sus ritos. Convencida del gran alcance espiritual y doctrinal de sus fórmulas y ceremonias litúrgicas, especialmente en cuanto a la profesión y defensa de la fe, la Iglesia cuidó siempre celosamente la expresión exterior de su culto. Tenemos que ver ahora cómo históricamente se aplicaron dichos principios y se formó el rito romano de la Misa, codificado por San Pío V.

B. LA MISA, DE SAN PEDRO AL SIGLO XVI (1)

1. La Misa en la época de los Apóstoles.

Desde la edad apostólica, la estructura de la Misa fue la que conocemos, con todas sus partes. El cuadro adjunto muestra el perfeccionamiento del rito desde nuestro Señor Jesucristo hasta la época de San Pío V. Todas las partes del rito se desarrollaron y fijaron armoniosamente en torno al núcleo esencial dejado por el Salvador a sus Apóstoles: la consagración.

El Sacrificio de la Misa fue instituido después de una comida, el Jueves Santo. Por eso, en algunos lugares, se acompañó la celebración del Sacrificio eucarístico con una comida entre cristianos: el ágape. Pero se llegaron pronto a excesos, de los que se quejaba San Pablo (1 Cor. 11), y se comprendió la necesidad de separar la Misa del ágape, manifestando bien la diferencia esencial entre el sacrificio y la comida.

Desde el principio, el carácter sacrificial de la Misa fue netamente marcado, por la presencia del altar: “Tenemos un altar –dice San Pablo– del cual no tienen derecho a comer los que dan culto en el tabernáculo” (2) (es decir los sacerdotes del templo de Jerusalén). En otro lugar dice el Apóstol: “No podéis beber el cáliz del Señor y el cáliz de los demonios. No podéis participar de la mesa del Señor y de la mesa de los demonios”.(3) El Catecismo del Concilio de Trento explica que “así como por la mesa de los demonios se ha de entender el altar donde se les sacrificaba, así también (para que se concluya con un discurso probable, lo que propone el Apóstol) no puede significar otra cosa la mesa del Señor, que el altar, en que se ofrece Sacrificio al Señor”.(4)

Podemos resumir de esta manera las enseñanzas del Nuevo Testamento relativas al rito eucarístico: El primer día de la semana los fieles se reúnen para “la fracción del pan”.(5) Durante la reunión, se leen los Evangelios y las Cartas Apostólicas,(6) se predica la palabra de Dios,(7) se reza por todos los hombres (8) y se da el beso de paz.(9) Después el sacerdote, imitando a Cristo, toma el pan y el vino,(10) bendice y da gracias a Dios sobre los elementos eucarísticos (11) y repite lo que dijo Cristo. (12) Al final los fieles responden “Amén”,(13) y se da la comunión bajo las dos especies.(14)

2. La Misa en la época de San Justino (hacia el año 150).

La primera descripción de la Misa conservada aparte de la Biblia es la de San Justino: “En el día del sol, todos aquellos que viven en las ciudades o en los campos se reúnen en un mismo lugar. Entonces se leen las memorias de los apóstoles y los escritos de los profetas, mientras hay tiempo. Luego, cuando el lector ha terminado, el que preside toma la palabra para amonestar a los presentes y exhortarles a imitar las hermosas lecciones escuchadas. Después nos levantamos todos y entonamos oraciones, y, como arriba dijimos, se trae el pan, el vino y el agua, y el que preside, eleva oraciones y acciones de gracias según tiene por conveniente, y el pueblo responde Amén. Entonces tiene lugar la distribución de las cosas eucarísticas a cada uno, y se llevan a los ausentes por medio de los diáconos”.

En otro lugar San Justino precisa: “Este alimento es llamado por nosotros eucaristía. A ninguno es permitido comer de él, sino a quien cree ser verdadero lo que nosotros enseñamos, ha sido bautizado con el bautismo de la remisión de los pecados y de la regeneración y vive como Cristo manda. Porque nosotros no comemos estas cosas como si fueran pan y bebida vulgares, sino de la misma manera como Cristo nuestro Salvador, por medio del Verbo de Dios, tomó carne y sangre, así también el alimento, hecho eucarístico mediante la palabra que viene de El — alimento de que nuestra sangre y carne se nutren con vistas a la transformación —, es, según nos han enseñado, la carne y la sangre de Jesucristo encarnado. Los apóstoles, en efecto, en las memorias que escribieron, y que nosotros llamamos Evangelios, nos han referido que a ellos les fue dada esta orden: Jesús, tomando el pan dio gracias y dijo: Haced esto en memoria mía. Esto es mi cuerpo. Y del mismo modo, tomando una copa, dio gracias, diciendo: Esto es mi sangre. Y a ellos solos Jesús dio a gustar... Desde entonces, hacemos siempre entre nosotros conmemoración de estas cosas”.

San Justino habla también del beso de paz; la práctica de la fracción de pan era ya generalizada. Podemos observar la discreción con la que habla de las oraciones consagratorias. Tal actitud es conforme a la regla del secreto que se mantuvo hasta el final de las persecuciones.

Por tanto, como lo muestra el cuadro comparativo, vemos que la liturgia descrita por San Justino no acusa novedad ninguna en comparación con las ceremonias descritas en los escritos de los Apóstoles. Constituye un desarrollo progresivo del rito instituido por nuestro Señor Jesucristo el Jueves Santo y corresponde ya, en sus líneas generales, con la estructura de la Misa codificada por San Pío V.

3. Formación del Canon romano y Misa de San Gregorio.

a) Formación del Canon romano. Resulta difícil establecer la historia exacta del desarrollo del Canon (o plegaria consagratoria). Tal como fue ratificado por San Pío V en 1570, el Canon romano ya estaba acabado en la época de San León (400-461). San Gregorio Magno lo completó definitivamente agregándole seis palabras: “Diesque nostros in tua pace disponas”, al final del “Hanc igitur”. Siempre se tuvo una veneración muy grande hacia el Canon: “Es la oración sacrificial de la Iglesia, en la que Cristo, como Sumo Sacerdote, renueva al Padre la oblación perfecta de todo su cuerpo y toda su sangre, inmolado un día sobre el calvario, para la salvación del mundo. Entre todas las fórmulas litúrgicas, la del Canon es, sin duda, la más sagrada y la más veneranda, porque encuadra las palabras divinas de la institución eucarística, y, desde hace dieciséis siglos, en los labios de millares de obispos y sacerdotes, constituye invariablemente la expresión oficial de la oración sacerdotal”.(15)

b) Las palabras de la consagración. La fórmula de la consagración contenida en el rito romano es más amplia que la que nos transmitió la Sagrada Escritura. Según la Tradición, referida por Santo Tomás, estas palabras “derivan de la tradición del Señor, llegada a la Iglesia a través de los Apóstoles”.(16) San Alberto Magno pensaba lo mismo, y el Papa Inocencio III lo afirmó expresamente: “Nos preguntas quién añadió en el Canon de la misa a la forma de las palabras que expresó Cristo mismo cuando transustanció el pan y el vino en su cuerpo y sangre, lo que no se lee haber expresado ninguno de los evangelistas (…) En el canon de la misa se halla interpuesta la expresión "mysterium fidei" a las palabras mismas (…) A la verdad, muchas son las cosas que vemos haber omitido los evangelistas tanto de las palabras como de los hechos del Señor, que se lee haber suplido luego los Apóstoles de palabra o haber expresado de hecho (…) Creemos, pues, que la forma de las palabras, tal como se encuentra en el canon, la recibieron de Cristo los Apóstoles, y de éstos, sus sucesores”.(17)

c) La Misa en la época de San Gregorio Magno (Papa de 590 a 604). Si pudiéramos presenciar una Misa cantada por San Gregorio, nos sorprendería su similitud con la Misa codificada por San Pío V en 1570. El cuadro comparativo muestra con evidencia que se trata substancialmente del mismo rito, más desarrollado a lo largo de los siglos.

3. Últimas modificaciones del rito romano desde San Gregorio hasta el siglo XV.

Tres aspectos principales marcan el perfeccionamiento de la Misa entre el siglo VI y el siglo XV:

a) La asimilación de ritos de origen galicano. Cuando murió San Gregorio, todavía el rito romano no era el rito común del Occidente católico. A lado de él existían otros ritos muy antiguos, como el rito ambrosiano (en Italia), el rito mozárabe (en España) y el rito galicano (en Francia). Este último tuvo una influencia particular sobre el desarrollo del rito romano. El Asperges, el Salmo Judica me, el Confiteor, las oraciones acompañando las ceremonias del Ofertorio y las tres oraciones antes de la comunión son todos de origen galicano. Es de observar que la parte central de la Misa, el Canon, no fue retocada. Ya había llegado a su estado de perfección.

b) El desarrollo del Ofertorio. A vista de las vivísimas críticas de Lutero relativas al Ofertorio –como lo veremos pronto–, no será inútil detallar un poco más sus fundamentos.

El Ofertorio, tal como se encuentra en el rito romano actual, ya estaba acabado en siglo XIV. Con las oraciones del Ofertorio, la Iglesia subraya el significado completo del misterio que se va a llevar a cabo y permite a los fieles unirse más íntimamente con él. ¿Qué ocurre en el Ofertorio? ¿Cuál es su sentido profundo? El Ofertorio incluye varios aspectos:

- ES LA OBLACIÓN ANTICIPADA DEL SACRIFICIO DE CRISTO: Durante el Ofertorio se ofrece a Dios la materia del Sacrificio, en cuanto se va transformar unos instantes después en la Divina Víctima.

- EXPONE LA DOCTRINA CATÓLICA RELATIVA AL SACRIFICIO DE LA MISA: El Canon es la acción sacrificial; el Ofertorio manifiesta con mucha precisión el dogma católico de la Santa Misa, especialmente en cuanto a la propiciación por los pecados. Es como un “catecismo de la Misa”. De hecho, un protestante contemporáneo no dudaba en decir que “la parte central del Ofertorio, «Suscipe Sancte Pater», es una perfecta exposición de la doctrina romana sobre el Sacrificio de la Misa”.(18)

- MANIFIESTA Y FOMENTA LA OBLACIÓN INTERIOR DE LOS FIELES, llamados a unirse íntimamente con la oblación de Cristo: el Ofertorio insiste sobre la importancia del sacrificio y oblación interior de los fieles, en unión con la divina Víctima. También recalca las disposiciones necesarias para aprovechar el sacrificio y recibir sus frutos.

Por lo tanto podemos decir que el Ofertorio es como un baluarte doctrinal y espiritual del Santo Sacrificio. Presenta la gran ventaja de introducir y preparar al Sacrificio.

c) El desarrollo del culto eucarístico. Después de San Gregorio, las otras partes de la Misa casi no fueron modificadas. Es de observar que el Canon codificado por San Pío V quedó sin modificarse desde el siglo V.

La recepción de la Eucaristía bajo las dos especies se fue dejando paulatinamente, por varias razones, a la vez prácticas y doctrinales: la comunión a la Preciosísima Sangre requería cuidados especiales e implicaba complicaciones rituales (los inconvenientes eran muchos y entre ellos se cuentan no sólo la “efusión del líquido en los varios trasiegos de los cálices, repugnancia instintiva de algunos, especialmente mujeres, hacia el vino; suciedad de los vasos, barbas largas, que quedaban impregnadas; conservación difícil por el peligro de avinagrarse, costo notable, facilidad de helarse en los duros inviernos septentrionales” (19)). También lo exigió la protección de la fe en la Presencia real: el hereje Juan Hus (1372-1415) y sus seguidores insistían violentamente sobre la necesidad de comulgar bajo las dos especies, creyendo que Cristo no estaba presente enteramente en ambas con su Cuerpo, Sangre, Alma y Divinidad. Afirmaban que en las especies del vino está la Sangre sin el Cuerpo; en las del pan está el Cuerpo sin la Sangre. La supresión de la comunión del Sanguis fue también una respuesta a esta herejía.

Hacia el fin del siglo XII apareció el rito de la elevación después de la consagración. Durante la Edad Media, muchas manifestaciones de piedad hacia la Presencia real de Cristo florecieron, en contra de la herejía de Berengario de Tours, quien fue el primero en poner en duda la transubstanciación. Apareció, por ejemplo, la costumbre de conservar los dedos pulgares e índices unidos desde la consagración hasta la purificación de los mismos después de la comunión, para que no se pierda ninguna partícula de las Sagradas Especies. Con este mismo espíritu se instituyó también la fiesta de Corpus Christi.

El desarrollo del culto eucarístico es un ejemplo llamativo de la preocupación doctrinal de la Iglesia en lo que se refiere a sus ritos. Ve en ellos la profesión y el baluarte de la fe, una respuesta práctica a las herejías.

4. Forma definitiva del Rito romano.

A fines del siglo XII, Inocencio III (1198-1216) promulga un Ordo Missæ que refleja el rito en uso en la capilla papal: muestra una identidad casi completa con el que, tres siglos y medio más tarde, se impondrá a toda la Iglesia por San Pío V en la reforma del misal. Las diferencias son pocas y de escasa importancia.(20)

C. ATAQUES PROTESTANTES CONTRA LA MISA

“Cuando la Misa sea trastornada, estoy convencido de que habremos tornado definitivamente al papismo. Efectivamente, el papismo se apoya en la Misa como sobre una roca, todo entero, con sus monasterios, obispados, colegiatas, altares, ministerios y doctrinas, en una palabra, con todo su vientre. Todo eso crujirá necesariamente cuando sea resquebrajada su Misa sacrílega y abominable”.(21)

Lutero, jefe del protestantismo alemán, anuncia claramente sus intenciones: “Hay que derribar la Misa para herir la Iglesia católica en su corazón”.(22)

El heresiarca no se equivocaba. Toda la vida cristiana se apoya sobre la renovación incruenta del Sacrificio del Calvario. Al modificar paulatinamente los ritos y ceremonias tradicionales de la Misa, Lutero llevó insensiblemente a los fieles a un cambio en la fe. Aconsejaba lo siguiente: “Para alcanzar segura y felizmente el objetivo, hace falta conservar ciertas ceremonias de la antigua Misa para los débiles, que podrían escandalizarse por un cambio demasiado brutal”.(23) Tales cambios visibles de la liturgia responden a conceptos doctrinales totalmente erróneos, especialmente sobre la Santa Misa y el sacerdocio.

1. La herejía protestante.

Lanzada en el año 1517, la herejía protestante fue difundida por Lutero –en Alemania–, Calvino y Zwinglio –en Francia y Suiza– y Enrique VIII –en Inglaterra–. Estos tres hombres fundaron, fuera de la Iglesia católica, tres iglesias disidentes: la iglesia luterana, calvinista y anglicana, llamadas usualmente con el nombre genérico de “iglesias protestantes”. Por eso la palabra “protestante” se refiere a realidades y doctrinas muy distintas. Conviene aquí dar un retrato de ellas, para comprender el origen de los cambios operados en la liturgia por los pseudo-reformadores.

a) Lutero. Lo esencial de la doctrina de Lutero se halla en La Confesión de Augsburgo, en la Apología de la Confesión de Augsburgo y en los dos catecismos redactados por él en 1529.

Mientras la doctrina católica considera que la Iglesia enseñante es la única depositaria de la verdad revelada, cuyas fuentes son la Sagrada Escritura y la Tradición oral, Lutero rechaza el poder de enseñar de la Iglesia y, por consiguiente, la Tradición oral. Afirma que la única fuente de la fe es la Biblia, interpretada por la razón individual, iluminada directamente por el Espíritu Santo.

El centro de la doctrina luterana se halla en la interpretación de la naturaleza caída después del pecado original y en la justificación por la gracia.

La teología católica enseña que la salvación se opera por una colaboración estrecha entre Dios y el hombre: Primero, Dios da su gracia; después, el hombre coopera a la obra de Dios, con el uso de su libertad. La sociedad de los fieles, con una estrecha solidaridad, pone sus bienes en común, o sea sus oraciones, sacrificios, sufrimientos, de manera que sirvan al bien, santificación y salvación de todos. Es la llamada “Comunión de los Santos”.

Según la doctrina individualista de Lutero, que rechaza dicha comunión, el pecado original corrompió radicalmente la naturaleza humana, de manera que ya no existe la libertad: desde el pecado original, el hombre ya no es libre de hacer el bien. No puede sino pecar. La gracia, según Lutero, no transfigura interiormente al alma ni hace de ella el “templo del Espíritu Santo” –como dice San Pablo–, sino que tapa la miseria humana, a modo de un manto. Esta gracia “luterana” consigue infaliblemente la salvación, pero no borra en el alma la malicia del pecado.

Al fundarse sobre la negación de la libertad humana, dicha doctrina tiene gravísimas consecuencias doctrinales y morales: El rechazo de la necesidad de las buenas obras, de la oración, del culto a los santos, del purgatorio, de las indulgencias…

Puesto que la única condición exigida para la justificación es la fe, se rechaza también la esencia de los sacramentos. Para Lutero, los sacramentos son puros símbolos destinados a alimentar la fe. También se pueden considerar como ciertas manifestaciones exteriores de que somos justificados, pero en absoluto en el sentido católico, como medios reales de santificación, comunicando y produciendo la gracia.

Finalmente, al afirmar que la salvación proviene directamente de Dios, sin intermediarios, Lutero llega a negar la necesidad de la jerarquía eclesial instituida por Nuestro Señor Jesucristo. Por eso se entregará a los príncipes la autoridad sobre las iglesias.

b) Zwinglio y Calvino. La mayor parte de la doctrina de Lutero se encuentra también en ellos. Sin embargo se observan varias diferencias, especialmente en cuanto al modo de presencia real en la Eucaristía. La característica principal del sistema de Calvino y Zuinglio consiste en la teoría de la predestinación absoluta, según la cual los hombres son predestinados desde toda la eternidad a la beatitud o a la condenación, sin previsión ninguna de sus méritos. Como Lutero, rechazan la jerarquía sacerdotal, pero difieren de él al afirmar la independencia y supremacía de la iglesia sobre el estado.

c) Enrique VIII y sus sucesores. El caso de la iglesia anglicana es algo distinto: en un principio, la separación con la Iglesia católica se hizo por motivos personales y diplomáticos, no religiosos. El fondo de la enseñanza seguía siendo católico. Pero después de la muerte de Enrique VIII, el poder fue entregado a Mons. Cranmer, Arzobispo de Canterbury, y al Duque de Somerset, ambos allegados a los protestantes de Alemania, que permitieron y fomentaron la difusión de la herejía luterana. Puesto que los ingleses seguían muy aficionados a la fe católica, en primera instancia los reformadores se empeñaron en modificar exteriormente el culto, antes de cambiar abiertamente la doctrina –según la táctica enseñada por Lutero–.

2. Errores protestantes relativos al culto.

Las consecuencias de las herejías protestantes sobre la doctrina de la Misa son gravísimas. Se resumen en una triple negación:

- del carácter sacrificial y expiatorio de la Misa.
- de la presencia real por transubstanciación.
- del sacerdocio ministerial del sacerdote.

a) El carácter sacrificial y propiciatorio de la Misa. La teoría de la justificación del hombre por la fe sin las obras llevó a negar que la Misa sea esencialmente un sacrificio de expiación por los pecados. Lutero decía que “el elemento principal de su culto, la Misa, es la mayor de las impiedades y abominaciones; hacen de ella un sacrificio y una obra de bien”.(24) “La Misa no es un sacrificio, o la acción de un sacrificador. Veamos en ella un sacramento o un testamento. Llamémosla bendición, eucaristía o memoria del Señor”.(25) “Es un error manifiesto e impío el ofrecer o aplicar la misa por los pecados, como satisfacción, o por los difuntos”.(26) A veces Lutero hablará de “sacrificio”, pero sólo en el sentido de un sacrificio de alabanza o acción de gracias, jamás de un sacrificio de propiciación. Para el heresiarca, la Misa no es sino un simple memorial de la Pasión y de la Cena del Señor. Su fin es instruir a los fieles y recordarles el Sacrificio del Calvario, para provocar en ellos el acto interior de fe: “El Santo Sacramento no fue instituido como un sacrificio ofrecido por el pecado, sino para despertar nuestra fe y consolar las conciencias”.(27) Por consiguiente, para alcanzar dicha instrucción, la liturgia de la Palabra debe tener el lugar principal y la comunión un lugar segundario. De sacrificio propiciatorio por los pecados, la Misa pasa a ser una reunión de los creyentes, una conmemoración de la Cena y Pasión del Señor en que Cristo alimenta nuestra fe por su palabra y su eucaristía.

b) La presencia real por transubstanciación. Los protestantes se opusieron también al dogma de la transubstanciación, con el que la Iglesia católica designa el cambio operado por las palabras de la consagración de toda la sustancia del pan y del vino en el Cuerpo, Sangre, Alma y Divinidad de Cristo, sólo permaneciendo las apariencias –llamadas también “especies”– del pan y del vino. Pero entre los reformadores se originó una violenta controversia.

Lutero defendía la tesis de la empanación, según la que la materia del pan y vino permanece después de la consagración: “Ya no es simplemente pan de horno, sino pan-carne, pan-cuerpo o sea un pan que hizo un solo ser y realidad sacramental con el cuerpo de Cristo”. (28) Todavía algo quedaba de la presencia real, mientras que Calvino aceptaba solo una presencia virtual: Para él, el pan era sólo un signo, una representación de Cristo, presente realmente en el cielo y en ninguna otra parte.

Es de notar que la presencia más o menos real profesada por ambos proviene del acto de fe de los fieles reunidos, y no de la eficacia de las palabras de la consagración pronunciadas por el sacerdote.

c) El sacerdocio ministerial. Tal concepción de la Misa y de la Eucaristía reduce necesariamente la función del sacerdote. El ministro se vuelve un simple presidente de la asamblea. Ya no actúa más como instrumento de Cristo, en la persona de Cristo. Lutero llegó a negar la distinción fundamental entre los clérigos y los laicos: “Se ha descubierto que el Papa, los obispos y los monjes forman el estado eclesiástico, mientras los príncipes, señores, artesanos, paisanos forman el estado seglar. Es puro invento y mentira. En realidad, todos los cristianos son el estado eclesiástico; no se halla entre ellos ninguna diferencia, sino la función que ocupan (…) Cuando un Papa o un obispo unge, confiere la tonsura, ordena, consagra, se viste de otra manera que los laicos, puede hacer unos embusteros o ídolos ungidos, pero nunca un cristiano o eclesiástico (…) todo lo que sale del bautismo puede jactarse de ser consagrado sacerdote, obispo o Papa aunque no esta función no conviene a todos”. (29) Por tanto, Lutero defiende el concepto de sacerdocio universal y rechaza el sacramento del Orden sagrado.

3. La liturgia protestante.

Respecto a las modificaciones exteriores del culto, los protestantes actuaron a propósito de modo progresivo: “El sacerdote se las puede arreglar muy bien, de manera que el hombre del pueblo desconozca siempre el cambio realizado y pueda asistir a misa sin escandalizarse”.(30) Aplicando este solapado principio, se operaron los siguientes cambios:

- DESAPARICIÓN PROGRESIVA DEL LATÍN. Siendo la “misa luterana” esencialmente un memorial, una reunión para instruir a los fieles y no propiamente un acto sacrificial, el latín no tenía más su razón de ser y se volvía más bien un obstáculo. Tenía que desaparecer.

- SUPRESIÓN DEL OFERTORIO: El motivo presentado para eso quedaba en claro: “Esta abominación (…) que llaman ofertorio. Ah, casi todo suena y huele a sacrificio”.(31) El Ofertorio, compendio doctrinal de la Santa Misa, no podía sobrevivir a la purga luterana.

- USO DEL TONO NARRATIVO, EN VOZ ALTA, PARA LA CONSAGRACIÓN. Al usar dos tonos distintos, el rito romano distingue bien el relato de la Institución de las palabras consagratorias. El relato se dice en tono narrativo; las palabras de la consagración se dicen en tono imperativo, para manifestar que ahí opera el mismo Jesús, ofreciéndose por el ministerio del sacerdote. Al ser la misa luterano un simple memorial, el tono imperativo, propio a la acción sacrificial, perdía su razón de ser.

- CAMBIO DE LAS PALABRAS DE LA CONSAGRACIÓN: Se suprimió el “mysterium fidei”, porque no se encuentra en la Biblia sino sólo en la Tradición oral, ignorada por Lutero.

- SUPRESIÓN DE LOS SIGNOS DE RESPETO A LA EUCARISTÍA: por ejemplo desaparecieron las genuflexiones, la unión de los dedos del sacerdote después de la consagración; se usaron vasos sagrados de materia común (por supuesto sin dorado). El relato de una de las primeras “misas” protestantes refiere que, al caer una hostia sobre el piso, el celebrante “dijo a los laicos que la recogieran, y mientras no lo hacían, sea por respeto o superstición, dijo sólo: «que se quede ahí, mientras no se la pisotee»”.(32)

- COMUNIÓN DE PIE, EN LA MANO.

- COMUNIÓN BAJO LAS DOS ESPECIES. Ya que la Misa luterana se volvía esencialmente una reunión, una cena en memoria de la última Cena, se tenía que comulgar también al cáliz: una comida sin bebida no tiene razón de ser…

- CELEBRANTE CARA AL PUEBLO. Lutero da un lugar preponderante a los fieles. El celebrante ya no se halla a la cabeza del pueblo, dirigido hacia la Cruz del altar, sino hacia los fieles a los cuales tiene que instruir.

- CAMBIO DEL ALTAR POR UNA MESA, para diluir la idea de sacrificio, y reducir la Misa a una reunión en memoria de la Cena. En Inglaterra, se mandó a todos los obispos la siguiente directiva: “el altar tiene que ser sacado inmediatamente de todas las iglesias y reemplazado por una mesa”.(33) La razón de este cambio no se ocultaba: “La forma de mesa hará mejor pasar a los simples de las opiniones supersticiosas de la Misa papista al legítimo uso de la Cena del Señor. Porque un altar sirve para ofrecer un sacrificio, pero la mesa sirve para comer (…) Nadie puede negar que la forma de mesa es más indicada para participar a la comida del Señor”.(34)

- ABOLICIÓN DEL CULTO A LOS SANTOS Y A LA VIRGEN MARÍA.

La revolución luterana no podía quedar sin respuesta. La Iglesia tenía que reaccionar. Lo hizo con la reunión de un Concilio ecuménico, en la ciudad de Trento, en Italia.

D. EL CONCILIO DE TRENTO (1545-1563)

Los Padres del Concilio de Trento se empeñaron en reafirmar solemnemente la doctrina católica sobre los tres principales puntos atacados por la Reforma protestante referentes al Santo Sacrificio de la Misa.

1. Reafirmación del carácter sacrificial y propiciatorio de la Misa.

La Sesión XXII del Concilio fue enteramente dedicada al Santo Sacrificio de la Misa. Contiene los siguientes cánones:

- “Si alguno dijere que en el Sacrificio de la Misa no se ofrece a Dios un verdadero y propio sacrificio (…): sea anatema” (Sesión XXII, can. 1º). Recordemos que los protestantes no niegan totalmente la noción de sacrificio, sino que reducen la Misa a un simple memorial del Calvario y a un sacrificio de acción de gracias, no propiciatorio, que no tiene el poder de expiar los pecados y hacer que Dios nos sea propicio. Esto es el objeto del canon tercero:

- “Si alguno dijere que el Sacrificio de la Misa sólo es de alabanza o de acción de gracias, o mera conmemoración del Sacrificio cumplido en la Cruz, pero no propiciatorio (…): sea anatema” (Can. 3º). De este carácter sacrificial y propiciatorio de la Misa se sigue el permiso y aprobación de las misas “privadas” (sin asistencia de fieles) “porque se celebran por público ministro de la Iglesia, no sólo para sí, sino para todos los fieles que pertenecen al Cuerpo de Cristo” (Sesión XXII, cap. 6).

- “Si alguno dijere que las Misas en que sólo el sacerdote comulga sacramentalmente son ilícitas y deben ser abolidas, sea anatema” (Can 8º). Este canon muestra claramente que la Misa no es esencialmente una comida, porque si fuera el caso, asistir a ella sin comulgar no tendría razón de ser.

2. La transubstanciación.

La doctrina relativa al modo de presencia de Nuestro Señor Jesucristo en la Eucaristía se encuentra expresada en la XIIIª Sesión del Concilio:

- “Si alguno negare que en el Santísimo Sacramento de la Eucaristía se contiene verdadera, real y sustancialmente el cuerpo y la sangre, juntamente con el alma y la divinidad de nuestro Señor Jesucristo y, por ende, Cristo entero; sino que dijere que sólo está en él como en señal y figura o por su eficacia: sea anatema” (Can. 1º).

- “Si alguno dijere que en el sacrosanto Sacramento de la Eucaristía permanece la sustancia de pan y de vino juntamente con el cuerpo y la sangre de nuestro Señor Jesucristo [lo que la teología protestante llama «empanación»] y negare aquella maravillosa y singular conversión de toda la sustancia del pan en el cuerpo y de toda la sustancia del vino en la sangre, permaneciendo sólo las especies de pan y vino; conversión que la Iglesia Católica aptísimamente llama transubstanciación: sea anatema” (Can. 2º).

Observemos también que en el Canon 2º de la Sesión XXI, se condena a los que afirman que la abolición de la comunión bajo las dos especies se hizo sin motivo o erróneamente.

3. Recuerdo del verdadero sentido del sacerdocio cristiano.

Los protestantes acusaban a los católicos de hacer de la Misa un sacrificio nuevo y distinto del Sacrificio de la Cruz. El Concilio de Trento refutó esta objeción: “Es uno y el mismo Sacrificio el que se ofrece en la Misa y el que se ofreció en la Cruz, así como es una y la misma ofrenda, es a saber Cristo Señor nuestro, el cual sólo una vez vertiendo su sangre se ofreció a sí mismo en el ara de la Cruz”.(35)

Se objetará: En la Cruz se ofreció Jesús; en la Misa ofrece el sacerdote. ¿Cómo hablar de identidad entre los dos sacrificios? El Catecismo del Concilio de Trento refuta la objeción: “Es uno sólo y el mismo el Sacerdote, que es Cristo Señor nuestro. Porque los Ministros que celebran el Sacrificio, no obran en su nombre, sino en el de Cristo cuando consagran el Cuerpo y Sangre del Señor. Y esto se muestra por las mismas palabras de la consagración. Porque no dice el Sacerdote: Esto es el Cuerpo de Cristo; sino este es mi Cuerpo. Porque representando la persona de Cristo Señor nuestro convierte la substancia del pan y vino en la verdadera substancia de su cuerpo y sangre”.(36)

Además, el Concilio recuerda que en la última Cena, nuestro Señor estableció a sus Apóstoles como sacerdotes del Nuevo Testamento y les mandó que renovaran el Sacrificio de su Cuerpo y de su Sangre.(37)

Como ya dijimos en la primera parte, el sacerdote no es un simple presidente de la asamblea de los fieles. Tiene una función y poderes mucho más amplios, puesto que desde el día de su ordenación, ha sido hecho ministro de la Santa Iglesia, participando real e íntimamente del Sacerdocio de Nuestro Señor Jesucristo.

“Debe enseñarse, pues, que a solo los Sacerdotes ha sido dada la potestad de consagrar la sagrada Eucaristía, y de distribuirla a los fieles (…) Y atendiendo en el modo posible a la dignidad de tan augusto Sacramento, no solamente fue dada a solos los Sacerdotes la potestad de administrarle, sino que también se prohibió por ley de la Iglesia, que ninguno sin estar consagrado, se atreviese a tratar o tocar los vasos sagrados, lienzos, y demás utensilios necesarios para el sacrificio, si no ocurría grave necesidad”.(38)

Las verdades doctrinales recordadas por el Concilio de Trento son de fe divina y católica, definidas infaliblemente. No pueden cambiar ni ser retocadas, ya que “el Espíritu Santo fue prometido a los sucesores de Pedro, no de manera que ellos pudieran, por revelación suya, dar a conocer alguna nueva doctrina, sino que, por asistencia suya, ellos pudieran guardar santamente y exponer fielmente la revelación transmitida por los Apóstoles, es decir, el depósito de la fe”.(39)

E. LA CODIFICACIÓN DEL MISAL HECHA POR SAN PÍO V (1566-1572)

1. ¿Por qué una codificación?

Cuando se inició el Concilio de Trento, reinaba en toda la Iglesia una gran variedad de misales, llegando incluso cada diócesis a introducir algunos cambios; excepcionalmente en el mismo Canon, y frecuentemente después del Pater noster hasta el fin de la Misa. También se introducían muchas nuevas Misas sin autorización de la Santa Sede y prescindían por completo de las que el Papa introducía en su Misal de Curia. Lo más grave es que ni siquiera en el Misal de Curia se lograba esa uniformidad. Tal situación anormal y anárquica había ayudado la “Reforma” luterana. Se requería un rito único, que fuese como un baluarte contra la herejía.

Por tanto, fueron muchos los Prelados que con ocasión del Concilio de Trento, pidieron que se pusiera remedio a dicha variedad que parecía amenazar la unidad de la Iglesia. Por eso trabajaron para que el Misal alcanzara la necesaria uniformidad. Pero la clausura precipitada del Concilio (1563) dejó inacabada la obra, y se le encargó al Papa Pío IV la tarea de terminarla. A éste, que murió muy pronto, le sucedió Pío V, el cual, apenas elegido, se empeñó por llevar a cabo esta reforma tan importante para la vida de la Iglesia.

2. La Bula Quo primum tempore

El 14 de julio de 1570 San Pío V publicaba la Bula Quo primum tempore. Con este documento:

a) San Pío V codificaba la Misa tal como existía antes de él. No inventaba ninguna misa nueva (por eso, bajo este aspecto, la fórmula “Misa de San Pío V” es incorrecta). Para llegar a esta edición del Misal, se había nombrado a unos “sabios escogidos”, quienes “después de haber reunido cuidadosamente todos los manuscritos, no solamente los antiguos de Nuestra Biblioteca Vaticana, sino también otros buscados en todas partes, corregidos y exentos de alteración, así como las decisiones de los Antiguos y los escritos de autores estimados que nos han dejado documentos relativos a la organización de esos mismos ritos, han restablecido el mismo Misal conforme a la regla y a los ritos de los Santos Padres”.(40)

b) San Pío V mandaba a todos los sacerdotes de rito latino que celebrasen según las rúbricas del misal codificado, pero autorizaba a las diócesis y a las congregaciones religiosas que celebraban según un rito con más de 200 años de antigüedad a conservarlo. Fue el caso de los Dominicos, Cartujos, etc. cuyos ritos de hecho son muy parecidos al rito romano.

c) San Pío V autorizaba a perpetuidad el uso de este misal: “Nos concedemos y acordamos que este mismo Misal podrá ser seguido en totalidad en la misa cantada o leída en todas las iglesias, sin ningún escrúpulo de conciencia y sin incurrir en ningún castigo, condenación o censura y que podrá válidamente usarse, libre y lícitamente y esto a perpetuidad”.(41)

F. CONCLUSIÓN: LA MISA DE SIEMPRE

Al final de este retrato histórico del Rito Romano, ambiguamente llamado “Misa de San Pío V”, podemos concluir que el misal tridentino ha sido la conclusión de un largo perfeccionamiento, que, a través de sus fases principales, se reanuda substancialmente con la más antigua tradición de la iglesia romana. Podemos decir, en una palabra, que nuestra rito de la Misa es substancialmente el mismo que, a través de San Gregorio, San Gelasio, San León, San Hipólito y San Justino, nos une con la Misa de los Apóstoles y la primera Misa del Jueves Santo.

El rito de la Misa es como un diamante en bruto que Jesús entregó a sus Apóstoles el Jueves Santo y que la Iglesia fue tallando con mucho cuidado a lo largo de los siglos. A fines de la Edad Media, esta piedra preciosa llegó a tal estado de perfección doctrinal y simbólica, que ya no necesitó ser retocada. San Pío V no hizo más que codificar y promulgar el rito recibido por Tradición, para luchar eficazmente contra la herejía protestante y defender la unidad de culto. Ese rito es realmente la Misa de siempre, la joya de la Iglesia.


NOTAS:
(1) Nos inspiramos principalmente de La Messe a-t-elle une histoire? (1997).
(2) Hebreos, 13, 10.
(3) I Corintios, 10, 20.
(4) Catecismo del Concilio de Trento, nº 486.
(5) Hechos de los Apóstoles, 20, 7; I Corintios, 16, 1-2.
(6) II Corintios, 8, 18; Hechos, 15, 30; I Tesalonicenses, 5, 27; Colosenses, 4, 16.
(7) Hechos, 20, 7.
(8) I Timoteo, 2, 1-2.
(9) Romanos, 16, 16; I Corintios, 16-20.
(10) I Corintios, 11, 23-25; San Mateo, 26; San Marcos, 14; San Lucas, 22.
(11) I Corintios, 10, 16; 11, 24.
(12) I Corintios, 11, 23-25; San Mateo, 26; San Marcos, 14; San Lucas, 22.
(13) I Corintios, 14, 16.
(14) I Corintios, 10, 16-22; 11, 26-29; San Mateo, 26; San Marcos, 14; San Lucas, 22.
(15) Historia de la Liturgia de Mario Righetti, Tomo II, B.A.C (1956), págs. 294-295.
(16) IIIª c. 78 a.3 ad 9um.
(17) Carta Cum Marthae circa a Juan, en otro tiempo Arzobispo de Lyon, del 29 de noviembre de 1202.
(18) Luther Reed (Pastor Luterano), en The Lutheran liturgy, Fortress Press, Philadelphia (1947) pág. 312.
(19) Así los enumeraba más tarde Juan Charlier (+1417) al Concilio de Constanza.
(20) Las diferencias son realmente unos puntos de detalle: “a) las oraciones dichas al pie del altar (apologías introductorias) son idénticas a las del misal piano [de San Pío V]. Solamente añaden, después de repetir la antífona ‘Introibo ad altare Dei…’ el ‘Confitemini Domino quoniam bonus. Quoniam in saeculum misericordiam ejus’. El beso de altar no se da durante la oración ‘Oramus te, Domine’ sino inmediatamente después, pronunciando la jaculatoria ‘A vinculis peccatorum nostrorum absolvat nos omnipotens, pius et misericors Dominus. Amén.’ b) En la Misa cantada, el celebrante, apenas sube al altar, da la paz al diácono. c) Las apologías del Ofertorio son igualmente idénticas a las actuales; existe alguna variante en las ceremonias. El celebrante se lava la primera vez las manos antes de ofrecer el pan y el vino; mientras se extiende el corporal sobre el altar, debe recitar una fórmula; la oración ‘Offerimus tibi, Domine…’ que hoy se dice teniendo el cáliz en alto, en el Ordo va precedida de la rúbrica siguiente: ‘quando ponit calicem super altari’; la fórmula, en fin , ‘Incensum istud…’ que, según el misal piano, debe decirse sobre la oblata, se recita, en cambio, ‘cum incensatur altare’, junto con la otra: ‘Dirigatur, Domine, oratio mea…’ d) El texto y las rúbricas del Canon no presentan ninguna variante notable con respecto a las actuales, fuera de que la pequeña elevación no tiene lugar al ‘Omnis honor et gloria’ sino al ‘Per omnia saecula saeculorum’. El Ordo desconoce aún la elevación mayor, introducida poco antes en Occidente. e) La fórmula que acompaña la fracción del pan presenta una variante: ‘Fiat commixtio et consecratio Corporis et Sanguinis D.N.J.C., accipientibus nobis vita aeterna. Amen’. f) Todas las apologías de la comunión son idénticas a las del misal de San Pío V. g) La fórmula ‘Placeat tibi, Sancta Trinitas’ está prescrita no para antes, sino para después del ‘Ite Missa est’; con ella se acaba el Santo Sacrificio. No se hace mención del Evangelio de San Juan”. Righetti, op.cit., pág. 164.
(21) Lutero, De captivitate Babylonis.
(22) Lutero, De captivitate Babylonis.
(23) Lutero, t. XII, pág. 212.
(24) Lutero, De votis monasticis judicium (1521), (t. VIII, pág. 651).
(25) Lutero, Sermón del primer domingo de Adviento (t. XI, pág. 774).
(26) Lutero, De captivitate babylonica (1520), (t. VI, pág. 521).
(27) Lutero, Confesión de Augsburgo, art. XXIV: de la Misa.
(28) Lutero, Oeuvres, VI, pág. 127, Labor et Fides, Genève (1969).
(29) Lutero, Manifiesto a la nobleza cristiana de Alemania, 1520.
(30) Lutero, citado por Jacques Maritain en Trois réformateurs, París, 1925, pág. 247.
(31) Lutero, Formula missæ et communionis (1523) (t. XII, pág. 211).
(32) Navidad del año 1521, celebrada por Karlstadt; lo refiere Mons. Cristiani en Du Luthéranisme au protestantisme.
(33) Directiva de Mons. Cranmer, citada por Messenger en La Réforme – La Messe et le sacerdoce.
(34) Nicolas Ridley, Obispo de Londres, Oeuvres, pág. 321 et App. VI.
(35) Catecismo del Concilio de Trento, nº 488.
(36) Catecismo del Concilio de Trento, nº 489.
(37) Concilio de Trento, Ses. I, cap. 1º.
(38) Catecismo del Concilio de Trento, nº 478.
(39) Concilio Vaticano I, Constitución Pastor Æternus, cap. 4º.
(40) Bula Quo Primum Tempore (1570).
(41) Bula Quo Primum Tempore (1570).

fonte:congregación Obispo Alouis