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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

A INTOLERÂNCIA DOS "TOLERANTES"

Valores não significam nada

Um motu tradicional da nova educação, apoiada nos pilares da Revolução Francesa, é a “tolerância” aos diversos tipos de opinião e pensamento.
Os professores do mundo todo se empenham para inculturar na cabeça dos seus alunos que eles precisam aprender a respeitar a opinião alheia, não fazendo da discordância um motivo de guerra ou de conflitos tumultuados.

Contudo, quando se trata da Igreja a tolerância é substituída por um misto de fúria histérica e ódio purulento.
Na Itália estão planejando uma marcha contra o Vaticano e, logicamente, contra o Papa Bento XVI que reunirá especialmente os “estudantes” e os professores, seus mestres de tolerância e virtude.

Não é a primeira vez que a máquina intolerante do ensino e da docência se coloca contra a voz do Papa. Quem não se lembra do lamentável episódio da universidade La Sapienza? O Papa deveria proferir uma aula magna e, devido aos ensurdecedores protestos dos professores ateus, recuou. Que docente, em sã consciência, se privaria de uma aula com uma das maiores mentes da filosofia e teologia do século XX(I)? A “Sã consciência” parece passar bem longe dos grandes centros universitários da Europa.

Novamente os instigadores da La Sapienza voltam as ruas para pedir o fim das intervenções do Vaticano na vida pública italiana e na vida intima dos “cidadãos”. Munidos de cartazes horrendos, com estampas e figuras violentas, gritarão palavras de ordem, contrariando o princípio basilar da sua ideologia: a tolerância!
A marcha, prevista para o dia 14 próximo, será o ápice da irracionalidade dos professores e da insignificância, para eles, de certos valores morais.

A intervenção explícita do Vaticano no caso de Eluana Englaro e o respaldo dado pelo Premiê italiano ao ensinamento da Igreja, tentando a todo custo impedir o assassinato de uma pessoa, enfureceram os docentes moralmente relativos. A marcha só deixará essa fúria clara e visível.

A marcha protesta principalmente contra o Tratado de Latrão e a criação do estado do Vaticano, afirmando que Ratzinger é um “revisionista do papado de Pio XI e XII, colaboradores do fascismo”. Irracionalmente, o manifesto culpará o Vaticano por perpetuar um pensamento machista, fascista, nazista e averiguará a culpa da Santa Sé na atual crise “neoliberal”. Vejam quanta idiotice, para dizer o mínimo! E é patrocinada por organizações de estudantes e professores universitários!

Estava demorando para alguém culpar o Vaticano pela crise global, econômica e financeira. Que respeito alguém pode esperar ser digno quando lança acusações que, por si só, são imensamente contraditórias.
O manifesto também critica as escolas católicas que “estão destruindo” a escola pública italiana, que certamente é comandada por pessoas de mente atordoada como a deles. Por não conseguirem fazer melhor que os colégios confessionais católicos, querem nivelar por baixo a educação italiana, fazendo com que todos os jovens recebam um conteúdo intolerante e hipócrita.

É uma manifestação tão estúpida e ridícula que não se pensaria existir na Europa. Pensaríamos que seria coisa dos partidários de Chavez ou Morales, mas é obra de europeu!
Fonte:Igreja Una e Santa