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    domingo, 1 de janeiro de 2017

    NOVO BLOG NO INÍCIO DE 2017: "NOVO CURA D´ARS PORTUGUÊS, APÓSTOLO DA EUCARISTIA E DA MISSA GREGORIANA


     s Correia nas bodas de ouro paroquiais em 8 de Julho de 1957

    sábado, 31 de dezembro de 2016

    O CURA D´ARS PORTUGUÊS

    D. Eurico Dias Nogueira, então Arcebispo Primaz, assinou o decreto que introduziu a causa de canonização do PADRE ABÍLIO GOMES CORREIA



    Uma outra figura que merece relevo — e não pouco — neste meu humilde trabalho, é a do Padre Abílio Gomes Correia, descrito nas redes sociais como «uma pessoa privilegiada pela natureza: homem de saúde de ferro, alto, fisicamente bem constituído, apreciador das coisas boas e belas, capaz de suportar grandes cargas de trabalho e de aguentar, impávido e sereno, as maiores contrariedades. Perante as adversidades nunca cruzava os braços e lutava, teimosamente, até resolver os problemas.»
    Impressionante!

    Mas quem foi este sacerdote e o que fez?

    O Padre Abílio Gomes Correia nasceu em Padim da Graça (Braga) em 9 de Fevereiro de 1882. Teve como pais Manuel José Gomes e Maria Gomes Correia.
    Depois de uma meninice comum a todas as crianças e de frequentar a escola da terra natal, em 1900 — tinha então dezoito anos — entrou no seminário de Braga, onde teve como colega António Bento Martins (1881-1963) que mais tarde será Arcebispo Primaz de Braga.
    Foi ordenado sacerdote por D. Manuel Baptista da Cunha, a 24 de Setembro de 1904, e continuou — durante três anos — sacerdote na sua terra natal, como auxiliar do pároco. Depois deste período que se poderia chamar “tempo de aprendizagem”, foi nomeado, a 20 de Junho de 1907 pároco de S. Mamede d’Este, na periferia de Braga.
    Quando ali chegou ficou espantado com o estado em que se encontrava a paróquia :
    «A casa que lhe era destinada estava em ruínas: chovia lá dentro, só tinha um quarto razoável e um espaço bastante amplo que servia de cozinha, sala de jantar e local de atendimento; para a empregada — quando fosse preciso encontrá-la — apenas um cubículo sem ar nem luz onde só cabia a cama; o quarto de banho, nem prático nem cómodo; o soalho esburacado e a janela sem vidros. Não era famoso nem vistoso o palácio que her-dou…»