NOVO MOVIMENTO LITÚRGICO MISSA GREGORIANA EM PORTUGAL      http://3.bp.blogspot.com/-W-4uVf9h5Xc/Tc_Gol9vCwI/AAAAAAAAR_o/WN-tod4VGV0/s1600/brandmuller%2Bxi.JPG

terça-feira, 7 de abril de 2009

Mons. Burke celebrou Missa Tridentina no Palácio Massimo em Roma a 16 de Março











Cardeal Dario Castrillon : " O Santo Padre não me pediu o cargo"


Card. Darío Castrillón a RCN: "El Santo Padre no me ha pedido el cargo"

Así lo expresó el cardenal colombiano, presidente de la Comisión Pontificia "Ecclesia Dei", en diálogo desde la Santa Sede, al referirse a algunas versiones según las cuales el Sumo Pontífice le habría pedido su renuncia.

"Es la primera noticia. Que yo sepa, por lo menos el papa Benedicto XVI no me ha destituido... Seguramente, puede ser que no haya llegado la carta, pero en lo absoluto el Santo Padre no me ha pedido el cargo", precisó.

Monseñor Castrillón reiteró que "hasta ahora ésa es la noticia que me están dando desde Colombia..." Pero "todo es posible", anotó.

El prelado de la Iglesia Católica señaló que, "al contrario, estamos haciendo un trabajo difícil. Hay un problema que no tenía que ver con el trabajo nuestro, como es el hecho de que una persona cuando todavía no estaba con nosotros, hubiera hecho unas declaraciones como las que formuló monseñor (Richard) Williamnson en Canadá en 1989", subrayó.


Dijo a respecto del Rito Gregoriano o Forma Extraordinaria del Rito Romano que "éste es un proceso distinto, que tiene que ver con una de las sensibilidades mayores del Papa que es promover la liturgia gregoriana, como una liturgia de gran contenido teológico, espiritual e inclusive artístico, y él quiere conservarlo para la Iglesia. En eso estamos trabajando", sostuvo.

Y acrescentó volviendo a hablar de los lefebvristas, de su relación con Ecclesia Dei y la Congregación para la Doctrina de la Fe: “en ellos hay gente muy difícil. Hoy no más, leía yo una carta de algunos que son prácticamente sedevacantistas, o sea que creen que el Papa no es legítimo. Hay dentro de esa galaxia algunos pequeños grupúsculos que son exagerados”.

Escuche el diálogo con monseñor Castrillón

Fuente: RCN

BRASIL PROMOVE CAMPANHA NACIONAL DE ROSÁRIOS EM PROL DA MISSA TRIDENTINA NAS PARÓQUIAS




Campanha Nacional - Um Buquê de Rosários pela Missa Tridentina

Participe você também da campanha nacional que irá oferecer aos Bispos do Brasil um buquê de rosários em prol da Missa Tridentina.

Todos nós sabemos que a implementação da Forma Extraordinária do Rito Romano nas paróquias brasileiras têm enfrentado não poucas dificuldades. A nós, que desejamos ver a Missa Tridentina rendendo excelentes frutos espirituais pelo Brasil, não nos resta outra saída senão a de nos apegarmos ao Santo Rosário, ou ao menos ao Santo Terço, rezado diariamente. Atendamos a este pedido feito por Nossa Senhora em Fátima. Fiéis a Ela, alcançaremos a graça de estar conformes ao Vigário de Cristo, o Papa Bento XVI, em seu desejo de que a Forma Extraordinária do Rito Romano se faça presente por toda parte.

Para participar do Buquê de Rosários do site missatridentina.com.br basta adicionar, ao Rosário ou Terço rezado como de costume, a seguinte intenção:

"pela implantação da Missa Tridentina nas paróquias brasileiras."

Não é requerido que se adicione mais Rosários ou Terços ao que já se reza habitualmente. Basta oferecer confiadamente, e em espírito de humildade, as rosas que a própria Virgem Maria se encarregará de levar aos nossos Pastores. Para tanto, será suficiente recitar a intenção acima.

Oficialmente, a Campanha terá início no Domingo de Páscoa (12/04/2009) e se estenderá até a festa do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo (01/07/2009). Serão cerca de três meses que passaremos juntos, implorando a intercessão de Nossa Mãe Santíssima junto a Seu Divino Filho. Quem, no entanto, tomar conhecimento do nosso buquê antes ou depois da data oficial de seu lançamento, poderá, desde já e sem qualquer prejuízo, incluir a referida intenção na oração do Santo Terço ou Rosário.

Para aderir, é necessário baixar e imprimir o Formulário do Participante, onde se deverá anotar os Terços, na medida em que são rezados. A contabilização das orações será feita a partir do dia 01/07/2009. Para tanto, basta que o fiel preencha, ao término da Campanha,até, no máximo, 05/07 o nosso Formulário Eletrônico de Envio. Recomendamos, contudo, àqueles que assim puderem, realizar periodicamente o referido envio, informando sempre o número de Terços rezados durante o intervalo entre um preenchimento e outro. Desta forma, será possível a divulgação de resultados parciais.

A lista completa, com os dados de todos os participantes não será divulgada ao grande público, em hipótese alguma, devendo permanecer sob os cuidados da administração do site missatridentina.com.br. Será, entretanto, impressa e enviada para competente autoridade da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a quem ofereceremos o nosso buquê. Caso algum fiel queira obter os números de sua diocese em particular, a fim de oferecer um Buquê de Rosários ao bispo local, enviaremos por e-mail um documento, assinado pela administração do site, informando a quantidade de Terços oferecidos pelos fiéis da diocese em questão.

Que a Bem-Aventurada Sempre Virgem Maria nos proteja nesta caminhada.

MISSA TRIDENTINA



Missa Tridentina

A Missa Tridentina, ou Missa de Sempre, ou ainda Missa de São Pio V, é a verdadeira missa do rito romano da Igreja Católica. A missa nova, ou missa de Paulo VI, é uma corrupção, uma tentativa de destruir aquilo que existe de sagrado e transcendente na Santa Missa.

A Missa Tridentina foi o resultado da Tradição da Igreja desde os seus primórdios até a sua cristalização por obra do grande Santo, o Papa São Pio V. Este Papa determinou, em sua bula intitulada Quo Primum Tempore, que a Missa jamais deveria ser alterada. Com isso, ele pretendia evitar que heresias se infiltrassem na Igreja. E a Missa Tridentina é toda ela uma enorme barreira contra os erros: o sacerdote fica de frente para o altar onde é oferecido o sacrifício; a Missa é rezada em uma língua especial para a liturgia - o latim, que aliás nunca deixou de ser a língua oficial da Igreja; as palavras, os gestos, a seqüência da Missa conduzem a alma para a oração, para o sacrifício da Cruz que está sendo renovado de forma incruenta; o altar do sacrifício e as vestimentas do sacerdote e dos acólitos refletem a solenidade daquele momento; a comunhão é distribuída pelo sacerdote aos fiés que, ajoelhados, a recebem na boca; as mulheres respeitam a ordem de Deus, transmitida pelo grande apóstolo São Paulo, em sua carta aos coríntios, e se cobrem com o véu na Igreja.

E poderíamos nos alongar mais na descrição da Missa Tridentina, mas pelo que já foi dito, uma pessoa que nunca teve a oportunidade de participar desta Santa Missa, pode já compreender a beleza dela e, principalmente, a santidade que ela inspira desde seus mínimos detalhes.

A missa nova de Paulo VI, foi instituída após o Concílo Vaticano II - este mesmo já uma grande apostasia - e não respeitou a ordem de São Pio V de que a Missa não deveria ser alterada jamais. E foram tão grandes as modificações, e atingiram tanto os pontos fundamentais da Missa, que os Cardeais Ottaviani e Bacci, antes mesmo que a nova missa fosse colocada em prática, escreveram uma carta ao papa advertindo sobre a perda do sentido de sacralidade da Missa. O papa ignorou esta carta, e permitiu a aprovação da missa nova. A Missa de Sempre, embora nunca tenha sido oficialmente proibida, ficou, na prática, restrita a pequenos grupos conservadores que tiveram de enfrentar grandes perseguições por parte dos traidores da Igreja, que impiedosamente impunham a missa nova.


O triste resultado, nós já conhecemos: a missa nova se impôs de forma tirânica sobre a Igreja. E, se a missa nova, já era ruim no seu texto original em latim, piores foram as traduções feitas para as línguas dos povos.

E, como se não bastasse a missa nova ser um mal em si mesma desde sua concepção, o tempo só fez aumentarem os erros e abusos: teatrinhos, danças, piadas, “parabéns a você”, a sagrada comunhão entregue por “ministros” e “ministras” da eucaristia, padres fantasiados… a missa se tornou um palco onde cada padre faz o que quiser.


Este tema é bastante longo e complexo, e eu pretendo tratar dele muitas vezes neste blog, porque a restauração e propagação da verdadeira Missa é de fundamental importância para a restaução da própria Igreja Católica. E esta restaução ficou facilitada pelo Motu Proprio Summorum Pontificum do Papa Bento XVI que permitiu a qualquer sacerdote rezar a Missa Tridentina. Este documento, apesar de tímido, por considerar o verdadeiro rito como se fosse o extraordinário e rito falsificado como sendo o ordinário, causou grande incômodo nos hereges modernistas que não querem a restauração da Igreja. Estes tentam impor limites para a celebração desta Missa, como, por exemplo, exigir que os fiéis saibam latim. Estes limites não devem ser exigidos, qualquer fiel católico tem direito a assiti-la. O caminho está aberto, agora é necessário continuar a luta para restaurar plenamente a Santa Missa de Sempre, enfrentando todo tipo de inimigos da Igreja que tentam impedir a sua celebração, bem como aqueles que defendem a legitimidade da missa nova.


Por hora, para os leitores que ainda não têm a felicidade de poder assitir à Santa Missa no rito Tridentino, eu aconselho uma busca na internet. Busquem, por exemplo, nos sites de vídeos por Missa Tridentina, ou, em inglês, Tridentine Mass, que devolve mais resultados para sua busca. Alguns sites de vídeo interessantes são o YouTube (www.youtube.com) e o Google Video (video.google.com)

Instituto do Bom Pastor ordena novos diáconos segundo o rito tradicional e tem vocações de todo o mundo






Damos graças a Deus pela vitalidade e sobretudo pelo dom das vocações que tem distinguido o Instituto do Bom Pastor que celebra exclusivamente segundo a Liturgia Tradicional .Recentemente tiveram a dita da ordenação de 4 novos diáconos. Lembremos que o Instituto tem apenas dois anos de aprovação pela Ecclesia Dei e já conta com 25 sacerdotes e várias dezenas de seminaristas de todo o mundo. Sinal que Deus abençoa a obediência ao Papa Bento XVI no seu Motu Proprio "Summorum Pontificum", de que o Instituto se orgulha de seguir com fidelidade, e os resultados estão à vista.

Rito Bracarense é celebrado em Holy Name in Providence, Rhode Island











Sé Catedral de Braga
O rito bracarense consiste num antigo mas não extinto rito litúrgico latino, ou seja, um rito litúrgico ocidental da Igreja Católica. Este rito é utilizado principalmente pela Arquidiocese de Braga em Portugal, daí o nome do rito.

Arquidiocese de Braga
Archidiœcesis Bracarensis Sé da Arquidiocese de Braga
Sé de Braga
País Portugal
Arcebispo Jorge Ferreira da Costa Ortiga
Superfície 2 832 km²
Tipo de jurisdição Arquidiocese Metropolitana
(Sé Primaz das Espanhas)
Criação da diocese Século III
Elevação a arquidiocese 1070
Rito Romano; Bracarense
Dioceses sufragâneas Diocese de Aveiro;
Diocese de Bragança-Miranda;
Diocese de Coimbra;
Diocese de Lamego;
Diocese do Porto;
Diocese de Viana do Castelo;
Diocese de Vila Real;
Diocese de Viseu
Página oficial www.diocese-braga.pt

A diocese de Braga data do século III sendo conhecido do primeiro período da sua história apenas o Bispo Paterno cujo nome figura nas actas do Concílio de Toledo de 400. Não obstante, a tradição faz de São Pedro de Rates o primeiro bispo da cidade, cerca do ano 45 da nossa era.

Já neste primeiro período tinha dignidade metropolítica, com jurisdição sobre todo o noroeste da Península (Galécia), tendo dela dependentes os bispados de Conímbriga, Viseu, Dume, Lamego, Porto e Egitânia. Do período suévico-visigótico conhecem-se os nomes de 12 Prelados bracarenses. Quando da invasão muçulmana, Braga ficou no domínio dos infiéis: e os seus Bispos passaram a residir em Lugo.

Após a reconquista cristã, mesmo antes da fundação da Monarquia, foi definitivamente restaurada a Arquidiocese (1070), tomando o seu arcebispo o título de metropolita de Braga. Depois de contendas com a Sé de Compostela, Pascoal II, em 1103, dá a Braga como sufragâneas as Dioceses de Porto, Coimbra, Lamego e Viseu (em Portugal), e mais cinco em território da Espanha.

Célebre ficou também a contenda com Toledo sobre a primazia — ainda hoje, de resto, o arcebispo de Braga usa o título de Primaz das Espanhas. Nos fins do século XIV, as Dioceses dos reinos de Leão e Galiza deixaram de prestar obediência a Braga. A área da Arquidiocese foi posteriormente reduzida com a criação das Dioceses de Miranda (1545), Bragança (1770), Vila Real (1922) e Viana do Castelo (1977) e ainda pela anexação à de Bragança-Miranda do Arcediagado de Moncorvo (1881). De igual forma, a elevação de Lisboa a arquidiocese em 1394 subtraiu ao seu controlo as antigas sufragâneas do Sul do País.

Entre as particularidades mais notáveis desta Sé, considerada das mais antigas da Península Ibérica, está a de possuir um rito litúrgico próprio (bracarense), semelhante ao romano; quando da reforma litúrgica tridentina, Braga pôde manter os seus livros, por terem mais de 200 anos e pelo cuidado que teve nisso o Arcebispo D. Frei Bartolomeu dos Mártires; depois de algumas tergiversações resultantes da tentativa de introduzir o rito romano, o bracarense foi restaurado pelo Sínodo de 1918: os novos breviário e missal, aprovados por bulas de 1919 e 1924 respectivamente, tomaram-se obrigatórios em toda a Arquidiocese em 1924.

O rito bracarense permanece válido, mesmo depois da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, mas o seu uso tomou-se facultativo, aquando desta reforma, em 18 de Novembro de 1971.

Fonte:New Liturgical Movement

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Uma campanha na TV volta a encher os templos católicos dos EUA


Una campaña en TV vuelve a llenar los templos católicos de EE.UU
Catholics come home

Novedosa, rompedora, alejada de viejos estereotipos y tremendamente eficaz. Así es «Catholics come home» («Católicos, volved a casa»), la campaña publicitaria que se puso en marcha en la diócesis norteamericana de Phoenix hace un año y de la que se acaban de publicar las conclusiones. En estos doce meses, más de 25 parroquias se han visto en la necesidad de poner en marcha programas de «acogida» para católicos no practicantes que deseaban volver a la plena comunión. Además, en nueve de estas iglesias se incrementó en un 22 por ciento la asistencia a las misas de los domingos, mientras que la media de toda la diócesis fue de un 12 por ciento.

En la página web www.catholicscomehome.org se encuentran colgados los tres anuncios publicitarios que ya han sido visitados por medio millón de personas de más de 80 países de todo el mundo. Uno de ellos, que se ha emitido en cadenas locales de televisión y en las parroquias de la diócesis, muestra a varias personas contemplando en una pantalla de cine hechos pasados de su vida que les mueven a la gratitud o al arrepentimiento. «Jesús puede curar tus recuerdos y perdonar tu pasado si aceptas su misericordia. Puedes, realmente, ser liberado de la adicción al pecado y encontrar, finalmente, la paz», reza la voz en off del narrador. «Confía en el Señor y encuentra esperanza, perdón y una vida más abundante y para siempre. Visita www.catholicscomehome.org», concluye el anuncio. Otro de ellos recoge los testimonios de numerosas personas que han regresado a la fe después de varios años. «He vuelto a la Iglesia católica, que es a la que pertenezco», afirma orgullosa una de ellas. El tercer anuncio se hace eco de toda la labor caritativa y espiritual que desarrolla la Iglesia: «Durante siglos hemos estado rezando por ti y por el mundo, a cada hora del día, durante la celebración de la eucaristía», afirma el narrador.

Los frutos

La agencia americana CNS recoge el testimonio de Ryan Hanning, coordinador de la evangelización de adultos de la diócesis de Phoenix: «Es emocionante ver los frutos que continúan creciendo por esta campaña». Y es que, según Hanning, se calcula que alrededor de 92.000 católicos inactivos han regresado a la práctica religiosa en apenas un año gracias, en gran medida, a la campaña publicitaria. El propio obispo de la diócesis, monseñor Thomas J. Olmsted, presta su imagen para invitar a los más reticentes: «Para todos aquellos que han abandonado la práctica de su fe, quiero hacerles llegar el mensaje de que estamos deseando que regresen a casa».

Por todo el país

Ante el éxito de la campaña, una docena de obispos de los Estados Unidos han manifestado su interés por lanzarla en sus diócesis. Después del verano, y a lo largo del año 2010, está previsto que los anuncios sean emitidos en canales de televisión de cobertura nacional. «Dondequiera que hayan pasado estos últimos años, todos esos católicos alejados pueden regresar a casa», señala Hanning. Y es que, como reconoce el promotor, «nunca pensé que recibiría miles de correos electrónicos de gente diciéndome: “Estoy orgulloso de ser católico”».

Por un millón de dólares

Numerosos donantes y fundaciones católicas han puesto el millón de dólares necesario para lanzar la campaña. Pero, para Tom Peterson, uno de los promotores de la idea, es dinero bien invertido. «Esta campaña tiene la capacidad de re-cristianizar a nuestra sociedad», asegura.

Fonte:Una voce cádiz

Bento XVI: “Aprendei com Cristo, que não veio ‘para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos".


“Aprendei com Cristo, que não veio ‘para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos. O Papa a um grupo de jovens espanhóis vindos a Roma para acolherem, da parte dos jovens australianos, a Cruz da JMJ.

Na Cruz de Cristo, sinal do amor que nos salva, a Cruz torna-se sinal da própria vida – sublinhou Bento XVI, nesta segunda-feira, ao encontrar-se na vasta Aula das Audiências, um numeroso grupo de jovens espanhóis, vindos a Roma com o cardeal Rouco Varela, arcebispo de Madrid, para acolherem, da parte dos jovens australianos, a Cruz da JMJ. De facto, depois do Encontro de Sidney, no ano passado, a próxima Jornada Mundial da Juventude terá lugar em Agosto de 2001 na capital espanhola.


Tomando nas vossas mãos a Cruz, “confessais a vossa fé n’Aquele que vos ama sem medida” - observou o Papa.

“Animo-vos, a descobrir na Cruz a infinita medida do amor de Cristo, e assim poder dizer, como São Paulo: ‘vivo na fé do filho de Deus, que me amou até se entregar por mim’. Sim, queridos jovens, Cristo entregou-se por cada um de vós e ama-vos de modo único e pessoal. Respondei vós ao amor de Cristo oferecendo-lhe a vossa vida com amor”.


O maior fruto da preparação para a próxima Jornada Mundial da Juventude, em Madrid, há-de ser precisamente o renovar e fortalecer a experiência do encontro com Cristo, morto e ressuscitado. É Ele a meta da nossa vida, do nosso caminho:

“A vida é um caminho, não há dúvida. Mas não é um caminho incerto e sem destino fixo, é um caminho que conduz a Cristo, meta da vida humana e da história. Por este caminho chegareis a encontrar-vos com Aquele que, entregando a sua vida por amor, vos abre as portas da vida eterna”.


O caminho de preparação para a JMJ de Agosto de 2011, juntamente com o encontro pessoal de cada jovem com Cristo, há-se oferecer também uma forte experiência eclesial:

“Este tempo de preparação para a Jornada de Madrid é uma ocasião extraordinária para experimentar também a graça de pertencer à Igreja, Corpo de Cristo. As Jornadas da Juventude manifestam o dinamismo da Igreja e a sua eterna juventude. Quem ama a Cristo, ama a Igreja com uma mesma paixão, pois ela nos permite viver em estreita relação com o Senhor”.


A concluir a sua alocução aos jovens espanhóis presentes em Roma, Bento XVI convidou-os a contemplarem Cristo nos mistérios da sua paixão, morte e ressurreição, e isso de modo muito especial nesta Semana Santa:

“Aprendei com Cristo, que não veio ‘para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos. É este o estilo do amor de Cristo, marcado com o sinal da cruz gloriosa, na qual Cristo é exaltado, à vista de todos, com o coração aberto, para que o mundo possa admirar e ver, através da sua perfeita humanidade, o amor que nos salva”.

HOMILIA DO PAPA BENTO XVI Praça de São Pedro XXIV Jornada Mundial da Juventude







Homilia do Papa Bento XVI no Domingo de Ramos
CELEBRAÇÃO DO DOMINGO DE RAMOS
E DA PAIXÃO DO SENHOR
HOMILIA DO PAPA BENTO XVI
Praça de São Pedro
XXIV Jornada Mundial da Juventude
Domingo, 5 de Abril de 2009

Amados irmãos e irmãs,
Queridos jovens!

Acompanhado por uma multidão sempre maior de peregrinos, Jesus subira a Jerusalém para a Páscoa. Na última etapa do caminho, perto de Jericó, tinha curado o cego Bartimeu que O invocara como Filho de David, pedindo compaixão. Agora – já capaz de ver – com gratidão integra-se no grupo dos peregrinos. Às portas de Jerusalém quando Jesus sobe para um jumento, o animal símbolo da realeza davídica, explode espontaneamente entre os peregrinos a jubilosa certeza: Este é o Filho de David! Por isso saúdam Jesus com a aclamação messiânica: «Bendito o que vem em nome do Senhor», e acrescentam: «Bendito o Reino que vem, o Reino do nosso pai David! Hossana nas alturas!» (Mc 11, 9s). Não sabemos com precisão o que os peregrinos entusiasmados imaginavam que fosse o Reino de David que vem. E compreendemos nós verdadeiramente a mensagem de Jesus, Filho de David? Compreendemos nós o que é o Reino de que Ele falou durante o interrogatório de Pilatos? Compreendemos o que significa que o seu Reino não é deste mundo? Ou o nosso desejo não seria porventura o contrário: que fosse deste mundo?


São João no seu Evangelho, depois da narração da entrada em Jerusalém, refere uma série de afirmações pelas quais Jesus explica o essencial deste novo género de Reino. Numa primeira leitura destes textos, podemos distinguir três imagens diversas do Reino, nas quais, de maneira sempre diferente, se espelha o mesmo mistério. João narra, em primeiro lugar, que entre os peregrinos que, durante a festa «queriam adorar a Deus», havia também alguns Gregos (cf. 12, 20). Note-se o facto de que o verdadeiro objectivo destes peregrinos era adorar a Deus. Isto corresponde perfeitamente ao que Jesus disse por ocasião da purificação do Templo: «A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos» (Mc 11, 17). O verdadeiro objectivo da peregrinação deve ser encontrar Deus; adorá-Lo e, assim, pôr na ordem justa a relação de fundo da nossa vida. Os Gregos são pessoas à procura de Deus, com a sua vida vão a caminho de Deus. Agora, por intermédio de dois Apóstolos de língua grega, Filipe e André, fazem chegar ao Senhor o pedido: «Queremos ver Jesus» (Jo 12, 21). Uma frase importante! Queridos amigos, para isto reunimo-nos aqui: Queremos ver Jesus. Com este objectivo, no ano passado, milhares de jovens foram a Sidney. Certamente, muitos terão sido os anseios que os moveram a tal peregrinação; mas o objectivo essencial era este: Queremos ver Jesus.


Relativamente a este pedido, que disse e fez Jesus naquela hora? O Evangelho não deixa claro se houve ou não um encontro entre aqueles Gregos e Jesus. O olhar de Jesus estende-se muito para além. Eis o núcleo da sua resposta ao pedido daquelas pessoas: «Se o grão de trigo cair na terra e não morrer, fica só ele; mas, se morrer, dá muito fruto» (Jo 12, 24). Isto significa: não tem importância um colóquio agora, mais ou menos breve, com algumas poucas pessoas, que depois regressam a casa. Como grão de trigo morto e ressuscitado, virei, de maneira totalmente nova e fora das limitações actuais, ao encontro do mundo dos Gregos. Através da ressurreição, Jesus supera os limites do espaço e do tempo. Como Ressuscitado, caminha pela vastidão do mundo e da história. Sim, como Ressuscitado, Jesus vai ter com os Gregos e fala com eles, mostra-Se a eles de tal modo que estes, que estavam longe, tornam-se vizinhos e precisamente na sua língua, na sua cultura, a sua palavra avança de modo novo e é compreendida de forma nova: vem o seu Reino. Assim podemos reconhecer duas características essenciais deste Reino. A primeira é que este Reino passa através da cruz. Uma vez que Jesus Se dá totalmente, pode, como Ressuscitado, ser de todos e tornar-Se presente em todos. Na sagrada Eucaristia, recebemos o fruto do grão de trigo morto, a multiplicação dos pães que continua em todos os tempos até ao fim do mundo. A segunda característica diz-nos que o seu Reino é universal. Cumpre-se a antiga esperança de Israel: esta realeza de David já não conhece fronteiras.


Estende-se «de mar a mar» – como diz o profeta Zacarias (9, 10) –, isto é, abraça o mundo inteiro. Contudo, isto só é possível porque não é uma realeza feita de poder político, mas baseia-se unicamente na livre adesão do amor – um amor que, por sua vez, responde ao amor de Jesus Cristo que Se entregou por todos. Penso que devemos aprender incessantemente as duas coisas, e, primeira delas, a universalidade, a catolicidade. Esta significa que ninguém pode pôr como absoluto a sua própria pessoa, a sua cultura, o seu tempo e o seu mundo. Isto requer que todos nos acolhamos reciprocamente, renunciando a qualquer coisa de nosso. A universalidade inclui o mistério da cruz: a superação de si mesmo, a obediência à palavra comum de Jesus Cristo na Igreja comum. A universalidade é sempre uma superação de si mesmo, renúncia a algo de pessoal. A universalidade e a cruz caminham juntas. Somente assim se cria a paz.


A palavra sobre o grão de trigo morto faz parte ainda da resposta de Jesus aos Gregos, é a sua resposta. Depois, porém, Ele formula uma vez mais a lei fundamental da existência humana: «Quem tem amor à vida, perde-a, e quem detesta a sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna» (Jo 12, 25). Isto é, quem quiser conservar a sua vida para si, viver só para si próprio, agarrar tudo para si e desfrutar todas as suas possibilidades… tal pessoa perde a vida. Esta torna-se chata e vazia. Somente no abandono de si mesmo, apenas no dom desinteressado de mim em favor do outro, unicamente no «sim» à vida maior, própria de Deus, é que a nossa vida se torna vasta e grande. Assim este princípio fundamental, que o Senhor estabelece, em última análise identifica-se simplesmente com o princípio do amor. De facto, o amor significa sair de si mesmo, dar-se, não querer possuir-se a si mesmo, mas tornar-se livre de si: não dobrar-se sobre si próprio – o que será de mim? – mas olhar em frente, para o outro: para Deus e para os homens que Ele me envia. E por sua vez este princípio do amor, que define o caminho do homem, identifica-se com o mistério da cruz, o mistério de morte e ressurreição que encontramos em Cristo. Queridos amigos, talvez seja relativamente fácil aceitar isto como grande e fundamental perspectiva da vida. Mas, na realidade concreta, não se trata de reconhecer simplesmente um princípio mas de viver a sua verdade, a verdade da cruz e da ressurreição.


E para isso não basta – repito-o – uma única grande decisão. É seguramente importante, essencial ousar uma vez a grande decisão fundamental, ousar o grande «sim» que o Senhor nos pede num momento determinado da nossa vida. Mas, depois, o grande «sim» do momento decisivo na nossa vida – o «sim» à verdade que o Senhor nos propõe – tem de ser diariamente consolidado nas situações de todos os dias nas quais, sempre de novo, devemos abandonar o nosso eu, colocarmo-nos à disposição, quando no fundo quereríamos pelo contrário poupar o nosso eu. A uma vida recta pertence também o sacrifício, a renúncia. Quem promete uma vida sem este dom incessante de si mesmo, engana as pessoas. Não existe uma vida bem sucedida, sem sacrifício. Se lanço um olhar retrospectivo à minha vida pessoal, devo dizer que os momentos em que disse «sim» a uma renúncia foram precisamente os momentos grandes e importantes da minha vida.


Enfim São João, na sua redacção das palavras do Senhor no «Domingo de Ramos», acolheu também uma forma modificada da oração de Jesus no Horto das Oliveiras. Temos, em primeiro lugar, a afirmação: «A minha alma está perturbada» (12, 27). Transparece aqui o pavor de Jesus, ilustrado amplamente pelos outros três evangelistas: o seu pavor diante do poder da morte, diante de todo o abismo do mal que Ele vê e ao qual deve descer. O Senhor sofre as nossas angústias juntamente connosco, acompanha-nos através da angústia derradeira até à luz. Depois, em João, aparecem duas perguntas de Jesus. A primeira é expressa apenas condicionalmente: «E que hei-de dizer? Pai, salva-me desta hora?» (12, 27). Como ser humano, também Jesus Se sente impelido a pedir que Lhe seja poupado o terror da paixão. Também nós podemos rezar deste modo. Podemos também lamentar-nos na presença do Senhor, como Job, apresentar-Lhe todas as interrogações que surgem em nós à vista da injustiça no mundo e da dificuldade do nosso próprio eu. Diante d’Ele não devemos refugiar-nos em frases piedosas, num mundo fictício. Rezar significa sempre também lutar com Deus e, como Jacob, podemos dizer-Lhe: «Não te deixarei partir enquanto não me abençoares» (Gen 32, 27). Mas depois vem o segundo pedido de Jesus: «Glorifica o teu nome!» (Jo 12, 28). Nos sinópticos, este pedido ressoa assim: «Não se faça, contudo, a minha vontade, mas a tua» (Lc 22, 42). No fim, a glória de Deus, o seu domínio, a sua vontade é sempre mais importante e mais verdadeira do que o meu pensamento e a minha vontade. E, na nossa oração e na nossa vida, o essencial é isto: aprender esta ordem justa da realidade, aceitá-la intimamente; confiar em Deus e crer que Ele está a fazer o que é justo; que a sua vontade é a verdade e o amor; que a minha vida se torna boa, se aprendo a aderir a esta ordem. Vida, morte e ressurreição de Jesus são, para nós, a garantia de que podemos verdadeiramente fiar-nos de Deus. É assim que se realiza o seu Reino.


Queridos amigos! No fim desta Liturgia, os jovens da Austrália entregarão a Cruz da Jornada Mundial da Juventude aos seus coetâneos da Espanha. A Cruz caminha de um lado do mundo até ao outro, de mar a mar. E nós acompanhamo-la. Seguimos com ela pela sua estrada e assim encontramos a nossa estrada. Quando tocamos a cruz, melhor quando a carregamos, tocamos o mistério de Deus, o mistério de Jesus Cristo. O mistério de Deus que amou de tal modo o mundo – isto é, a nós – que entregou o Filho unigénito por nós (cf. Jo 3, 16). Tocamos o mistério maravilhoso do amor de Deus, a única verdade realmente redentora. Mas tocamos também a lei fundamental, a norma constitutiva da nossa vida, isto é, o facto de que, sem o «sim» à Cruz, sem caminhar unidos com Cristo dia após dia, a vida não pode ter êxito. Quanta mais renúncia pudermos fazer por amor da grande verdade e do grande amor – por amor da verdade e do amor de Deus –, tanto maior e mais rica se tornará a vida. Quem quiser reservar a sua vida para si próprio, perde-a. Quem dá a sua vida – diariamente nos pequenos gestos, que fazem parte da grande decisão – tal pessoa encontra-a. Esta é a verdade exigente, mas também profundamente bela e libertadora, na qual queremos penetrar passo a passo ao longo do caminho da Cruz através dos continentes. Queira o Senhor abençoar este caminho. Amen.
Postado por Ciro Quintella Lacerda - Cor Unum et Anima Una às 06:54 0 comentários
Marcadores: Papa, Semana Santa
Domingo de Ramos