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sábado, 7 de maio de 2016

Sabes o que é celebrar a Santa Missa?


O Senhor quer que vivamos a Sua Missa, a Sua, não a nossa — que não existe — que desapareçamos para que Ele seja reconhecide não escondido ou negligenciado. Ele quer que o Seu Santo Sacrifício seja visível, esteja presente, de modo que os méritos do Calvário possam ser aplicados. Ele quer o Seu lugar
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Pe. Juan Manuel Rodríguez de la Rosa — Adelante la Fe | Tradução Sensus fidei: Queridos irmãos, a celebração da Santa Missa de Nosso Senhor é interminável, é uma só, desde a Sua Encarnação até a eternidade. Em cada Santo Sacrifício da Missa está presente a única Santa Missa do Senhor, que culminou na Santa Cruz.
Nosso Senhor Jesus Cristo bem pode dizer: EU SOU O MISSA. Eu sou a Palavra enviada: Ite Missa est. É Sua oblação enviada pelo Pai Eterno e pelo Espírito Santo.
Ite Missa est. É o tempo da missão. Ite oblatio missa est. Sobreintende-se que a oblação foi enviada, que é hora de anunciar esta divina oblação enviada no altar do sacrifício e na boca dos comungantes, para que a oblação pura se manifeste ao mundo. E assim se cumpra o ensinamento do Senhor: “Aquele que crê em mim, crê não em mim, mas naquele que me enviou;” (Jo 12,44). Ou seja, aquele que recebe a mim, recebe o Pai e o Espírito Santo.
É má interpretação dizer a missa terminou; a ação do Santo Sacrifício foi realizada, a oblação foi enviada, mas não terminou. CONSTANTEMENTE ela está sendo oferecida.
Não viver a Santa Missa é o COLAPSO de Nossa Santa Mãe Igreja. Bem podemos lembrar e repetir as palavras do Senhor na Santa Cruz: Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem (Lc 23, 34). Porque nunca saberão o imenso dano produzido pelos que conduziram a falsa reforma litúrgica e a mantêm. É uma OFENSA à Santíssima Trindade, e esta ofensa merece a eterna repulsa.
Queridos irmãos, nem os céus estão limpos diante do Cordeiro Divino que é imolado no altar. Nem mesmo os céus! Unicamente diante deste abismo de santidade, de mistério e grandeza, pode outro abismo permanecer frente a frente, o de humildade, e este é Nossa Mãe Santíssima, a sempre Virgem Maria. Só a humildade abismal está limpa diante de Deus. Este abismo de humildade é o único que não tem fim diante do abismo infinito de Deus. Assim é nossa Mãe Santíssima, um abismo de humildade sem fim.
Um abismo atrai outro abismo. Portanto, compreendes agora as ofensas ao Altíssimo nestas paródias de liturgias, nessas missas abomináveis…? O que dizer sobre o que acontece dia após dia, sem que ninguém ponha um freio nisso?
O Senhor nos quer convertidos em abismo de humildade diante de Seu altar, no Seu Santo Sacrifício. Não nos quer simpáticos animadores protagonistas. Ele quer que o homem não seja reconhecido, mas que se conheça a Ele no homem. Apenas quer que sejamos conhecidos através d’Ele. Se alguém quer nos conhecer, que reconheça o Senhor em nós. Todo esforço para que esta realidade aconteça em cada sacerdote nunca será em vão, é necessária, é uma obrigação. É indispensável para o sacerdote.
O Senhor não somente nos quer humildes, mas que sejamos Virtudes, Potestades…, Anjos, que de si tudo odeiam o que são por si mesmos, e unicamente amam por Deus, porque de si nada são, e por ter sido fiéis a Deus, são apenas o que não foram: não foram maldade. São absoluta fidelidade.
Mas, nós queremos nos fazer fortes! Seguros de nós mesmos! Então nos tornamos frágeis e fracos. No entanto, somente nos fazendo débeis, pela Fortaleza Divina, libertamo-nos de nós mesmos, que somos o nosso mais perigoso adversário, e nos tornamos verdadeiramente fortes.
“Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim”. (Gl 2,20).
“Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro”. (Fl 1,21)
Celebrar a Santa Missa é esquecer quem eu sou para tomar consciência de quem eu devo ser, porque eu já não vivo, senão é Cristo quem vive em mim; portanto, nada sei, nada conheço, nada há em minha pessoa que valha o mínimo, não tenho nenhum conhecimento que valha a pena seja conhecido. Só uma coisa é importante, aquilo que eu devo fazer e o que devo dizer, aquilo que me diz e me obriga que faça a minha Santa Missa tradicional.
O Senhor quer que vivamos a Sua Missa, a Sua, não a nossa — que não existe — que desapareçamos para que Ele seja reconhecido, e não escondido ou negligenciado. Ele quer que o Seu Santo Sacrifício seja visível, esteja presente, de modo que os méritos do Calvário possam ser aplicados. Ele quer o Seu lugar.
EU SOU O MISSA, diz-nos, a mim e a ti.
Ave Maria Puríssima.
Pe, Juan Manuel Rodriguez de la Rosa.