NOVO MOVIMENTO LITÚRGICO MISSA GREGORIANA EM PORTUGAL      http://3.bp.blogspot.com/-W-4uVf9h5Xc/Tc_Gol9vCwI/AAAAAAAAR_o/WN-tod4VGV0/s1600/brandmuller%2Bxi.JPG

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009




Bento XVI

Comentando o episódio dos Magos referido no Evangelho de São Mateus, neste ano 2009 dedicado de modo especial à astronomia, o Papa deteve-se inicialmente sobre o símbolo da estrela. Os “Padres da Igreja”, autores cristãos dos primeiros séculos – observou – viram neste singular episódio evangélico “uma espécie de revolução cosmológica, causada pela entrada no mundo do Filho de Deus”: “ao passo que a teologia pagã divnizava os elementos e as forças do cosmos, a fé cristã, levando a cumprimento a revelação bíblica, contempla um único Deus, Criador e Senhor de todo o universo. É o amor divino, incarnado em Cristo, a lei fundamental e universal de toda a criação”.Como escreve Dante, na conclusão da sua “Divina Comédia”, é Deus “o amor que move o sol e as outras estrelas”.



Bento XVI

“Isto significa que as estrelas, os planeta, o universo no seu conjunto, não são governados por uma força cega, não obedecem às meras dinâmicas da matéria. Não há, portanto, que divinizar os elementos cósmicos. Pelo contrário, em tudo e acima de tudo existe uma vontade pessoal, o Espírito de Deus, que em Cristo se revelou como Amor”. Como escrevia São Paulo aos Colossenses, os homens não são escravos dos “elementos do cosmos”, mas são livres, isto é, capazes de se relacionarem com a liberdade criadora de Deus.




Bento XVI

“É Deus a origem de tudo. Ele tudo governa não como um anónimo e frio motor, mas sim como Pai, Esposo, Amigo, Irmão. Como Logos, Palavra-Razão que se uniu à nossa carne mortal para sempre, partilhando plenamente a nossa condição e manifestando a superabundante potência da sua graça. Existe portanto no cristianismo uma peculiar concepção cosmológica, que encontrou na filosofia e na teologia medievais elevadíssimas expressões”.



Bento XVI

Também no nosso tempo – sublinhou o Papa – se manifesta um novo florescimento dessas reflexões, “graças à paixão e à fé de muitos cientistas que – na esteira de Galileu – não renunciam nem à razão nem fé, mas as valorizam até ao fim, na sua recíproca fecundidade”. “O pensamento cristão - prosseguiu ainda Bento XVI - compara o cósmos a um livro... considerando-o como a obra de um Autor que se exprime mediante a sinfonia da criação.


Bento XVI

No interior desta sinfonia encontra-se, a um certo ponto, aquilo que em linguagem musical se diria um solo, um tema confiado a um só instrumento ou a uma única voz. E é tão importante que daí depende o significado de toda a obra”. “Este solo, este solista é Jesus, ao qual corresponde precisamente um sinal régio: o aparecer de uma nova estrela no firmamento. Os escritores cristãos antigos comparavam Jesus a um novo sol


Bento XVI

Segundo os actuais conhecimentos astrofísicos, deveríamos compará-lo a uma estrela ainda mais central, não só para o sistema solar, mas para todo o universo conhecido”.
Jesus, “o Filho do Homem” – concluiu o Papa – “resume em si a terra e o céu, a criação e o Criador, a carne e o Espírito. É Ele o centro do cosmos e da história, porque n’Ele se unem (sem se confundirem) o Autor e a sua obra”.



Bento XVI

Mas “se no Jesus terreno se encontra o cume da criação e da história” – observou seguidamente Bento XVI – “em Cristo ressuscitado vai-se ainda mais além: a passagem, através da morte, à vida eterna antecipa o ponto da recapitulação de tudo em Cristo”. É esta convicção, esta consciência, que mantém a Igreja, Corpo de Cristo, no seu caminhar ao longo da história: “Não há sombra alguma, por muito tenebrosa que seja, que possa obscurecer a luz de Cristo.



Bento XVI
É por isso que nos que crêem em Cristo nunca se extingue a esperança, nem mesmo hoje em dia, perante a grande crise social e económica que aflige a humanidade, perante o ódio e a violência destruidora que continuam a ensanguentar muitas regiões da terra, perante o egoísmo e a pretensão do homem de arvorar-se em deus de si mesmo, que conduz por vezes a perigosas alterações fundamentais do projecto divino sobre a vida e a dignidade do ser humano, sobre a família e a harmonia da criação”.



Bento XVI
Para o Papa, “mantêm o seu valor e o seu sentido” os esforços “para libertar a vida humana e o mundo daqueles envenenamentos e inquinamentos que poderiam destruir o presente e o futuro”. “Mesmo se aparentemente não somos bem sucedidos ou parecemos impotentes perante a preponderância das forças hostis”, “é a grande esperança que se apoia sobre as promessas de Deus que nos dá coragem e orienta o nosso agir”.



Bento XVI
Orientando-se já para a conclusão da homilia, nesta Missa da Epifania, Bento XVI observou que, se “a Epifania é a manifestação do Senhor”, é-o também, de modo indirecto, “manifestação da Igreja, pois o Corpo é inseparável da Cabeça”. A realidade da Igreja é um "mistério de luz reflectida”.
“A Igreja sabe que a própria humanidade, com seus limites e misérias, põe ainda mais em relevo a obra do Espírito Santo. Ela não se pode vangloriar de nada senão do seu Senhor. Não é dela que provém a luz, não é sua a glória. Mas é precisamente esta a sua alegria, que ninguém lhe poderá arrebatar: ser sinal e instrumento d’Aquele que é lumen gentium, luz dos povos”.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009



O Papa Bento XVI convida a “rezar pelo fim do conflito na Faixa de Gaza, implorando justiça e paz para a sua terra”. Foi a seguir à recitação do Angelus, no domingo 4 de janeiro, na Praça de São Pedro, que Bento XVI fez seu este apelo dos líderes cristãs da Terra Santa, recordando “as vítimas, os feridos, os que têm o coração despedaçado, os que vivem na angústia e no medo, para que Deus os conforte com a sua consolação, com a paciência e a paz que d’Ele vêm”.

“As dramáticas notícias que provêm de Gaza mostram como a recusa do diálogo leva a situações que pesam gravemente, de modo indizível, sobre as populações mais uma vez vítimas do ódio e da guerra. A guerra e o ódio não são a solução dos problemas. Confirma-o também a história mais recente.




Bento XVI
Rezemos, portanto, para que o Menino na manjedoura … inspire as autoridades e os responsáveis de ambas as frontes, israelita e palestiniano, a uma acção imediata para pôr termo à actual trágica situação”.
Também na saudação em língua inglesa, o Papa exortou a rezar para “que a paz proclamada pelos Anjos em Belém se radique cada vez mais nos corações humanos, pondo de lado a discórdia e a violência e inspirando a família humana a viver em harmonia e solidariedade”.




Bento XVI
Na costumada alocução antes das Ave Marias, o Papa comentou o Prólogo de São João que a Igreja propõe neste domingo como Evangelho do dia. “A Igreja de novo nos convida a contemplar o mistério do Natal de Cristo, para captar ainda mais o seu significado profundo e a sua importância para a nossa vida. Trata-se de um texto admirável, que oferece uma síntese vertiginosa de toda a fé cristã”. Partindo do alto –



Bento XVI

“No princípio era o Verbo e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus” – o apóstolo apresenta “a verdade inaudita e humanamente inconcebível”: “O Verbo fez-se carne e veio habitar no meio de nós”.
“Não é uma figura retórica, mas sim uma experiência vivida! Quem a refere é João, testemunha ocular: Nós contemplámos a sua glória, glória como do Filho unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade!”




Bento XVI
“Não é a palavra douta de um rabino ou de um doutor da lei . É o testemunho apaixonado de um humilde pescador que, tendo sido atraído, jovem, por Jesus de Nazaré, nos três anos de vida comum com Ele e com os outros apóstolos, experimentou o seu amor (ao ponto de se definir como “o discípulo que Jesus amava”) e o viu morrer na cruz e aparecer ressuscitado e depois recebeu com os outros o seu Espírito.



Bento XVI
De toda esta experiência, meditada no seu coração, João captou uma íntima certeza: Jesus é a Sapiência de Deus incarnada, é a sua Palavra eterna, que se fez homem mortal. Para um verdadeiro Israelita, que conhece as sagradas Escrituras, isto não é um contra-senso, mais ainda, é o cumprimento de todo a antiga Aliança: em Jesus Cristo tem lugar a plenitude do mistério de um Deus que fala aos homens como a amigos, que se revela a Moisés na Lei, aos sapientes e aos profetas”.



Bento XVI

“Conhecendo Jesus, estando com Ele, escutando a sua pregação e vendo os sinais que Ele realizava, os discípulos reconheceram que n’Ele se realizavam todas as Escrituras”. Como afirmará depois Hugo de São Vítor, um autor cristão: “Toda a Escritura divina constitui um só livro e este único livro é Cristo, fala de Cristo e encontra em Cristo o seu cumprimento”.
“A primeira a abrir o coração e a contemplar ‘o Verbo de Deus que se faz carne’ foi Maria, a Mãe de Jesus” – observou o Papa. “Uma humilde jovem da Galileia que se tornou assim a ‘sede da Sabedoria’!” “Como o apóstolo João, cada um de nós é convidado a “acolhê-la consigo”, para conhecer profundamente Jesus e experimentar o seu amor fiel e inexaurível” – concluiu Bento XVI.

Ratzinger fala sobre os critérios de sucesso da fé

Pergunta: De outra parte, muitos dos seus convites e apelos não parecem ter surtido resultados particulares. Em todo caso, o senhor não conseguiu provocar um amplo movimento contra as tendências do tempo e uma mudança de mentalidade de vastas proporções. Como consolação, o senhor disse que Deus conduz a Igreja por caminhos misteriosos. Mas não lhe parece deprimente o fato que o debate termine em si mesmo e que, ao contrário, o nível das discussões tenha já descido tão baixo? Neste ínterim parece ainda que os conteúdos da fé tenham ulteriormente se perdido, que em todas estas questões se tenha produzido uma indiferença ainda maior.


Cardeal Ratzinger: Jamais pretendi impor uma outra direção ao timão da história. E se o próprio Nosso Senhor termina na cruz, então se vê que os seus caminhos não levam tão rapidamente a resultados mensuráveis. Creio que isto seja realmente muito importante. Os discípulos lhe fizeram perguntas do gênero: mas o que está acontecendo? Por que não se vê nenhum resultado? E ele lhes respondeu com as parábolas do grão de mostarda, do fermento e muitas outras ainda, e explicou-lhes que a estatística não é um dos critérios de Deus.

Todavia com os grãos de mostarda e com o fermento acontece algo realmente substancial e decisivo, que vós agora não podeis ver.


Ratzinger
Por isso, parece-me, não ser necessário levar em consideração os critérios quantitativos de sucesso. Não somos uma empresa comercial, que pode ter como unidade de medida as cifras e dizer; a nossa política produziu bons resultados e as vendas cresceram. Nós realizamos um serviço, que em última instância não está nas nossas mãos, mas nas de Deus. Por outro lado, não é verdadeiro que tudo acabe em nada. Existem ainda, mesmo entre os jovens e em todo os continentes, sinais de renascimento da fé.

Talvez devêssemos abandonar as ideias de igreja nacional ou de massa. É provável que diante de nós esteja uma época diferente da história da Igreja, uma época nova em que o cristianismo se encontrará na situação de grão de mostarda, em grupos de pequenas dimensões, aparentemente sem influência, que todavia vivem intensamente contra o mal e portam no mundo o bem, que dêem espaço a Deus.

Ratzinger
Vejo que um grande movimento deste género já esteja em acto. Neste momento não quero citar exemplos. Seguramente não há conversões em massa ao cristianismo, mudanças paradigmáticas ou inversões de tendência. Mas há maneiras fortes de viver a fé, que reanimam as pessoas e lhes dão vitalidade e alegria, uma presença de fé, pois que significa algo para o mundo.

Fonte: Papa Ratzinger Blog

Tradução: OBLATVS

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009



Nova surpresa do Cardeal Arcebispo de Paris que ontem voltou a celebrar na Igreja de santo Eugénio em Paris a Missa Tridentina Cantada de 1962, dando assim óptimo exemplo ao seu clero e seminaristas


Entrevistado pelo site Pontifex, o cardeal português Dom José Saraiva Martins, Prefeito Emérito da Congregação para as Causas dos Santos, faz previsões optimistas a respeito da beatificação do servo de Deus, Papa João Paulo II.

“A priori não se pode descartar nada. No respeito rigoroso às leis da Igreja e às verificações a serem conduzidas, o meu desejo é que em 2009 possamos elevar à glória dos altares o Papa João Paulo II, isto é, que seja beatificado. Consta que o processo segue rapidamente e em bom ritmo. O material a ser examinado é enorme e a Igreja, em todas as coisas, deve usar de prudência e de seriedade. Eu o repito, a priori não o excluo, é o meu desejo, que o ano de 2009 possa festejar a elevação do Servo de Deus João Paulo II às honras dos altares. Em todo caso não arrisco previsões sobre data e repito, é necessário fazer as coisas com escrúpulo, clareza e respeito às normas”.

Embora tenha resignado no ano de 2008, o cardeal Saraiva Martins é a pessoa mais competente para falar do assunto. Desde a instauração do processo de beatificação a nível diocesano, o purpurado português acompanha pessoalmente o desenvolvimento dos trabalhos. Cabe ao actual Prefeito, o arcebispo Dom Ângelo Amato, concluir a instrução do processo.

Uma comunicação da Congregação para as Causas dos Santos, de 29 de setembro de 2005, prevê que o rito de beatificação seja presidido por um representante do Santo Padre, normalmente o prefeito da congregação, e na diocese que promoveu a beatificação. Fácil prever que será o próprio Papa Bento XVI a presidir a beatificação na Praça de São Pedro, dadas a condição singular do novo beato e a multidão que acorrerá a Roma nesta ocasião.
Fonte:Oblatvs

domingo, 4 de janeiro de 2009



Padre Gabriele Amorth
A crise económica mundial? Culpa de Satanás . O Diabo sugere escolhas erradas apenas para dividir-nos . Muitos bispos não acreditam no Maligno.
Repito-o, pela quarta vez, compreende: por detrás desta gravíssima crise económica, se esconde a cauda de Satanás": afirma-o o decano mundial dos exorcistas, Padre Gabriele Amorth. Padre Amorth,” o mundo inteiro é atacado por uma situação económica verdadeiramente alarmante. Também disso falou o Papa Bento XVI exortando à solidariedade, à moderação e à justiça social.

-Qual a relação entre a actual crise da economia mundial e Satanás?

"Quando ocorrem divisões, confusão, crises, o grande tentador está sempre presente. Ele ri-se e inevitavelmente as crises e turbulências económicas influenciam também a esfera pessoal. Criam afastamento e fractura, exactamente o que Satanás quer. Afirmar pois que a crise financeira seja um produto satânico e agradável a Satanás não é errado.”

- A crise mundial é pois um facto satânico . Desculpe padre, mas em que maneira Satanás, pode contribuir a gerar a crise financeira?

"A resposta parece-me muito mais fácil do que parece: sugerindo aos mercados, aos especialistas e os investidores más escolhas. Se estes erram e causam catástrofes, inevitavelmente geram confusão, crises, conflitos, que depois são os objectivos do diabo, o qual goza com tudo isso. "



Padre Amorth

- Mas qual é a estratégia do maligno?

"Para crer que não existe, passar despercebido, subtilmente. A maior vitória do Diabo, é fazer crer que não existe. "

Então, o conhecido exorcista concede-nos uma divagação sobre a aviação, “leu acerca da Alitalia. Era um tempo atrás um símbolo de estilo e eficiência. Pois também a crise da Alitalia tem algo funestamente satânico. Em resumo, onde imperam a divisão e a incerteza, naquele lugar reina Satanás "

-Portanto, também na faixa de Gaza

“ certamente. A guerra é exactamente o oposto da paz desejada por Deus. Depois que se combata na Terra Santa representa verdadeiramente o maior triunfo para o maligno. Entre outras coisas lançam-se armas e mísseis em pleno tempo Natal, período no qual se celebra a vinda de Cristo ao mundo. Lembra-se com que energia , nunca escutada, João Paulo II exortou a não atacar o Iraque? Bem, nunca foi escutado, e os resultados foram, então, funestos . Também aquela do Iraque foi uma acção satânica. Muitos acreditam erroneamente que Satanás seja apenas uma coisa pitoresca, é um ser tentador, perverso e pervertido agindo negativamente contra o homem e na história. "



Padre Amorth
-Se nalguns lugares há uma tendência de demonizar tudo, por outro lado, existem aqueles que minimizam Satanás, de que coisa depende?

" Depende do facto de que lemos pouco ou nada o Evangelho, no Evangelho fala-se claramente de Satanás, das suas obras e das suas tentações, como criatura real."

-Mas o clero hoje acredita em Satanás?

"Generalizar e dizer que não é errado. Mas grande parte do clero e os bispos cederam, são cépticos e quase desanimados. Torna-se difícil nomear exorcistas nas dioceses, e nós precisamos de tanto. Assim, em um certo sentido estamos certificando a vitória de Satanás. O querer fazer acreditar que o Demónio como realidade não existe, que é apenas uma imaginação. Mas, ele goza imenso com isso. Repito -o, a actual crise económica é um plano de Satanás para dividir-nos e criar o caos, baseado em maus e diabólicos conselhos . "
Marco Volpe
Fonte:Pontifex


CARTA BENTO XVI AOS BISPOS ACERCA DO "MOTU PROPRIO"

As duas Formas do uso do Rito Romano podem enriquecer-se mutuamente: no Missal antigo poderão e deverão ser inseridos novos santos e alguns dos novos prefácios.
A Comissão «Ecclesia Dei», em contacto com os diversos entes devotados ao usus antiquior, estudará as possibilidades práticas de o fazer.


CARTA BENTO XVI AOS BISPOS ACERCA DO "MOTU PROPRIO"

Não existe qualquer contradição entre uma edição e outra do Missale Romanum. Na história da Liturgia, há crescimento e progresso, mas nenhuma ruptura. Aquilo que para as gerações anteriores era sagrado, permanece sagrado e grande também para nós, e não pode ser de improviso totalmente proibido ou mesmo prejudicial. Faz-nos bem a todos conservar as riquezas que foram crescendo na fé e na oração da Igreja, dando-lhes o justo lugar.


CARTA BENTO XVI AOS BISPOS ACERCA DO "MOTU PROPRIO"

Amados Irmãos, com ânimo grato e confiante, entrego ao vosso coração de Pastores estas páginas e as normas do Motu Proprio. Tenhamos sempre presente as palavras dirigidas pelo Apóstolo Paulo aos anciãos de Éfeso: «Tomai cuidado convosco e com todo o rebanho, do qual o Espírito Santo vos constituiu vigilantes para apascentardes a Igreja de Deus, que Ele adquiriu com o sangue do seu próprio Filho» (Act 20, 28).



BENTO XVI AOS BISPOS ACERCA DO "MOTU PROPRIO"

Quanto ao uso do Missal de 1962, como Forma extraordinária da Liturgia da Missa, quero chamar a atenção para o facto de que este Missal nunca foi juridicamente ab-rogado e, consequentemente, em princípio sempre continuou permitido.


CARTA BENTO XVI AOS BISPOS ACERCA DO "MOTU PROPRIO"

Bem depressa, porém, se constatou que não poucos continuavam fortemente ligados a este uso do Rito Romano que, desde a infância, se lhes tornara familiar. Isto aconteceu sobretudo em países onde o movimento litúrgico tinha dado a muitas pessoas uma formação litúrgica notável e uma profunda e íntima familiaridade com a Forma anterior da Celebração Litúrgica.


CARTA BENTO XVI AOS BISPOS ACERCA DO "MOTU PROPRIO"

...nas discussões à volta do esperado Motu Proprio, manifestou-se o temor de que uma possibilidade mais ampla do uso do Missal de 1962 levasse a desordens ou até a divisões nas comunidades paroquiais. Também este receio não me parece realmente fundado.


CARTA BENTO XVI AOS BISPOS ACERCA DO "MOTU PROPRIO"

Logo a seguir ao Concílio Vaticano II podia-se supor que o pedido do uso do Missal de 1962 se limitasse à geração mais idosa que tinha crescido com ele, mas entretanto vê-se claramente que também pessoas jovens descobrem esta forma litúrgica, sentem-se atraídas por ela e nela encontram uma forma, que lhes resulta particularmente apropriada, de encontro com o Mistério da Santíssima Eucaristia.

Hoje segundo o calendário da Liturgia Tridentina é a Festa do Santíssimo Nome de Jesus.

A devoção ao Santíssimo Nome de Jesus, já arraigada na Igreja desde os seus alvores, foi pregada e inculcada de modo particular por São Bernardo, por São Bernardino de Sena e pelos Franciscanos, os quais difundiram pequenos quadros trazendo as letras do Nome de Jesus. Em Camaiore di Luca, na Itália, começou-se a celebrar a festa, depois de aprovada para a Ordem dos Franciscanos (1530) e sob o pontificado de Inocêncio XIII (1721), estendida a toda a Igreja.

O próprio Deus revelou o Nome a ser imposto ao Verbo Encarnado, para significar a sua missão de Salvador do gênero humano. O SS. Nome de Jesus é o divino poema que exprime da maneira mais sublime o que pôde encontrar a sabedoria e a misericórdia divinas para salvar a humanidade decaída. É um nome grande e eterno, poderoso e terrível, vitorioso e misericordioso, o único que nos pode salvar. É melodia para o ouvido, cântico para os lábios e alegria para o coração... "Ilumina, conforta e nutre; é luz, remédio e alimento" (S. Bernardo).

Jesus é o mais fiel amigo da alma; é o benfeitor mais generoso, que por ela se imola sobre o altar, por ela entrega-se sem reservas e se oferece em alimento e sustento. É o advogado mais poderoso, que cuida incessantemente de seus interesses junto do Pai; é "título de eterna predestinação". Nutramos o mais terno amor pelo Nome de Jesus, tenhamos nele a mais total confiança, por ele o mais profundo respeito, para ele o canto mais sublime. Invoquemo-lo nas tentações, nas provas e nos perigos e pronunciemo-lo frequentemente durante o dia. Ao lado do Nome de Maria, seja a primeira palavra da manhã e a derradeira da tarde.


Ponto alto do aniversário foi a Santa Missa Tridentina Cantada ,seguindo-se depois o lanche convívio entre os membros da Fraternidade que são de todos os estados de vida


A Fraternidade abrange toda classe de pessoas como vemos nas fotos




Chegam-nos fotos da Fraternidade de Cristo Sacerdote e Maria Reina que no dia 2 de Janeiro de 2009 celebrou o 19º aniversário da sua fundação. A Missa do aniversário foi cantada e celebrada pelo Fundador da Fraternidade Don Manuel Folgar, mas convidamos todos os que nos visitam a visitar o blog da Fraternidade onde além das fotos traz uma admirável síntese do carisma da mesma e que certamente nos enriquecerá a todos conhecer e sobretudo viver para assim nos santificarmos sempre já que e essa a vontade de Deus a nosso respeito.

sábado, 3 de janeiro de 2009




Olhando para o ano passado vemos que cresceu muito o uso da santa Missa Tridentina nos diversos países. Os institutos que celebram só a Liturgia Tridentina cresceram e estão abrindo novos seminários onde não faltam vocações, criaram-se as chamadas paróquias pessoais em várias dioceses onde se celebra só a Missa Tridentina, foi o caso da Igreja da Trindade em Roma.Vários cardeais e bispos celebraram ao longo do ano a Missa Tridentina de que apresentamos uma lista.

Cardeais: Castrillón Hoyos (Colombia); Ving-Trois, Ricard, Rodé (Francia); Pell (Australia); Paskai (Hungría); Medina Estévez (Chile); Piovanelli, Poggi, Antonelli (Italia); Zen (Hong-Kong); Antonio (toledo Espanha)

Bispos: Varga, Farhat (Hungría); Elliot, Coleridge, Jarret (Australia); Mixa (Alemania); Guillaume, Rey, Fikart, Aumonier, Gaidon (Francia); Roussin, Miller, Prendergast, Blais (Canadá); Depo, Deca, Malysiak (Polonia); Stack, McMahon, Kenney, Malcolm (Reino Unido); Haas (Liechtenstein); Oliveri, Giovanetti, Brugnaro, Rabitti, Molinari, De Magistris (Italia); Laise (Argentina); Nienstedt, Bruskewitz, Finn, Morlino, Dewane, Bevard, Serratelli, Perry, Slattery, Burke, Matano, Burbidge, Foleih (EE.UU.); Schneider (Kazajstan); Martin, Magee (Irlanda); Meeking (Nueva Zelanda); Leonard (Bélgica); Ranjith (Sri Lanka); Basil (Gabón); Escaler, Obayan, De Gregorio (Filipinas).


CARTA DO SANTO PADRE
BENTO XVI
AOS BISPOS QUE ACOMPANHA O "MOTU PROPRIO"
SUMMORUM PONTIFICUM
SOBRE O USO DA LITURGIA ROMANA
ANTERIOR À REFORMA REALIZADA EM 1970


Todos sabemos que, no movimento guiado pelo Arcebispo Lefebvre, a fidelidade ao Missal antigo apareceu como um sinal distintivo externo; mas as razões da divisão, que então nascia, encontravam-se a maior profundidade. Muitas pessoas, que aceitavam claramente o carácter vinculante do Concílio Vaticano II e que eram fiéis ao Papa e aos Bispos, desejavam contudo reaver também a forma, que lhes era cara, da sagrada Liturgia; isto sucedeu antes de mais porque, em muitos lugares, se celebrava não se atendo de maneira fiel às prescrições do novo Missal, antes consideravam-se como que autorizados ou até obrigados à criatividade, o que levou frequentemente a deformações da Liturgia no limite do suportável.

Falo por experiência, porque também eu vivi aquele período com todas as suas expectativas e confusões. E vi como foram profundamente feridas, pelas deformações arbitrárias da Liturgia, pessoas que estavam totalmente radicadas na fé da Igreja.



Bento XVI
Por isso, o Papa João Paulo II viu-se obrigado a estabelecer, através do Motu Proprio «Ecclesia Dei» de 2 de Julho de 1988, um quadro normativo para o uso do Missal de 1962, que no entanto não contém prescrições detalhadas, mas fazia apelo, de forma mais geral, à generosidade dos Bispos para com as «justas aspirações» dos fiéis que requeriam este uso do Rito Romano. Naquela altura, o Papa queria assim ajudar sobretudo a Fraternidade São Pio X a encontrar de novo a plena unidade com o Sucessor de Pedro, procurando curar uma ferida que se ia fazendo sentir sempre mais dolorosamente.

Até agora, infelizmente, esta reconciliação não se conseguiu; todavia várias comunidades utilizaram com gratidão as possibilidades deste Motu Proprio. Continuava aberta, porém, a difícil questão do uso do Missal de 1962 fora destes grupos, para os quais faltavam precisas normas jurídicas, antes de mais porque, nestes casos, frequentemente os Bispos temiam que a autoridade do Concílio fosse posta em dúvida.

Logo a seguir ao Concílio Vaticano II podia-se supor que o pedido do uso do Missal de 1962 se limitasse à geração mais idosa que tinha crescido com ele, mas entretanto vê-se claramente que também pessoas jovens descobrem esta forma litúrgica, sentem-se atraídas por ela e nela encontram uma forma, que lhes resulta particularmente apropriada, de encontro com o Mistério da Santíssima Eucaristia.


Bento XVI
Surgiu assim a necessidade duma regulamentação jurídica mais clara, que, no tempo do Motu Proprio de 1988, não era previsível; estas Normas pretendem também libertar os Bispos do dever de avaliar sempre de novo como hão-de responder às diversas situações.

Em segundo lugar, nas discussões à volta do esperado Motu Proprio, manifestou-se o temor de que uma possibilidade mais ampla do uso do Missal de 1962 levasse a desordens ou até a divisões nas comunidades paroquiais. Também este receio não me parece realmente fundado. O uso do Missal antigo pressupõe um certo grau de formação litúrgica e o conhecimento da língua latina; e quer uma quer outro não é muito frequente encontrá-los.

Por estes pressupostos concretos, já se vê claramente que o novo Missal permanecerá, certamente, a Forma ordinária do Rito Romano, não só porque o diz a normativa jurídica, mas também por causa da situação real em que se encontram as comunidades de fiéis.

Bento XVI
É verdade que não faltam exageros e algumas vezes aspectos sociais indevidamente vinculados com a atitude de fiéis ligados à antiga tradição litúrgica latina. A vossa caridade e prudência pastoral hão-de ser estímulo e guia para um aperfeiçoamento. Aliás, as duas Formas do uso do Rito Romano podem enriquecer-se mutuamente: no Missal antigo poderão e deverão ser inseridos novos santos e alguns dos novos prefácios.

A Comissão «Ecclesia Dei», em contacto com os diversos entes devotados ao usus antiquior, estudará as possibilidades práticas de o fazer. E, na celebração da Missa segundo o Missal de Paulo VI, poder-se-á manifestar, de maneira mais intensa do que frequentemente tem acontecido até agora, aquela sacralidade que atrai muitos para o uso antigo.

A garantia mais segura que há de o Missal de Paulo VI poder unir as comunidades paroquiais e ser amado por elas é celebrar com grande reverência em conformidade com as rubricas; isto torna visível a riqueza espiritual e a profundidade teológica deste Missal.

Bento XVI
Cheguei assim à razão positiva que me motivou para actualizar através deste Motu Proprio o de 1988. Trata-se de chegar a uma reconciliação interna no seio da Igreja.

Olhando para o passado, para as divisões que no decurso dos séculos dilaceraram o Corpo de Cristo, tem-se continuamente a impressão de que, em momentos críticos quando a divisão estava a nascer, não fora feito o suficiente por parte dos responsáveis da Igreja para manter ou reconquistar a reconciliação e a unidade; fica-se com a impressão de que as omissões na Igreja tenham a sua parte de culpa no facto de tais divisões se terem podido consolidar.

Esta sensação do passado impõe-nos hoje uma obrigação: realizar todos os esforços para que todos aqueles que nutrem verdadeiramente o desejo da unidade tenham possibilidades de permanecer nesta unidade ou de encontrá-la de novo. Vem-me à mente uma frase da segunda carta aos Coríntios, quando Paulo escreve: «Falámo-vos com toda a liberdade, ó Coríntios. O nosso coração abriu-se plenamente. Há nele muito lugar para vós, enquanto no vosso não há lugar para nós (…): pagai-nos na mesma moeda, abri também vós largamente o vosso coração» (2 Cor 6, 11-13).

É certo que Paulo fala noutro contexto, mas o seu convite pode e deve tocar-nos também a nós, precisamente neste tema. Abramos generosamente o nosso coração e deixemos entrar tudo aquilo a que a própria fé dá espaço.


Não existe qualquer contradição entre uma edição e outra do Missale Romanum. Na história da Liturgia, há crescimento e progresso, mas nenhuma ruptura. Aquilo que para as gerações anteriores era sagrado, permanece sagrado e grande também para nós, e não pode ser de improviso totalmente proibido ou mesmo prejudicial. Faz-nos bem a todos conservar as riquezas que foram crescendo na fé e na oração da Igreja, dando-lhes o justo lugar.

Obviamente, para viver a plena comunhão, também os sacerdotes das Comunidades aderentes ao uso antigo não podem, em linha de princípio, excluir a celebração segundo os novos livros. De facto, não seria coerente com o reconhecimento do valor e da santidade do novo rito a exclusão total do mesmo.

Em conclusão, amados Irmãos, tenho a peito sublinhar que as novas normas não diminuem de modo algum a vossa autoridade e responsabilidade sobre a liturgia nem sobre a pastoral dos vossos fiéis. Com efeito, cada Bispo é o moderador da liturgia na própria diocese (cf. Sacrosanctum Concilium, n.º 22: «Sacræ Liturgiæ moderatio ab Ecclesiæ auctoritate unice pendet quæ quidem est apud Apostolicam Sedem et, ad normam iuris, apud Episcopum»).




Além disso, convido-vos, amados Irmãos, a elaborar para a Santa Sé um relatório sobre as vossas experiências, três anos depois da entrada em vigor deste Motu Proprio. Se verdadeiramente tiverem surgido sérias dificuldades, poder-se-á procurar meios para lhes dar remédio.

Amados Irmãos, com ânimo grato e confiante, entrego ao vosso coração de Pastores estas páginas e as normas do Motu Proprio. Tenhamos sempre presente as palavras dirigidas pelo Apóstolo Paulo aos anciãos de Éfeso: «Tomai cuidado convosco e com todo o rebanho, do qual o Espírito Santo vos constituiu vigilantes para apascentardes a Igreja de Deus, que Ele adquiriu com o sangue do seu próprio Filho» (Act 20, 28).

Confio à poderosa intercessão de Maria, Mãe da Igreja, estas novas normas e de coração concedo a minha Bênção Apostólica a vós, amados Irmãos, aos párocos das vossas dioceses, e a todos os sacerdotes, vossos colaboradores, como também a todos os vossos fiéis.

Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 7 de Julho de 2007.

BENEDICTUS PP. XVI