Don Divo Barsotti

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sábado, 11 de agosto de 2012

Prefácio de Dom Mario Oliveri ao livro “Vaticano II: Un Discorso da Fare”, de Monsenhor Brunero Gherardini

Dom Mario Oliveri, bispo diocesano de Albenga-Imperia (Itália)
Dom Mario Oliveri, bispo diocesano de Albenga-Imperia (Itália)

Sua publicação claramente demonstra que não pode haver senão continuidade na Igreja – e essa clareza de pensamento lhe é habitual por virtude de sua sagacidade intelectual e igualmente sua experiência vastíssima como Docente. O mero pensamento de que pudesse haver uma “revolução, mudança radical, mutação substancial” sobre o plano da verdade e da vida sobrenatural da Igreja já se aparta também do são raciocínio teológico porque, como notamos anteriormente, ele se desvia também do são raciocínio filosófico. Não perturba também a fé, mas também a razão.

Iniciamos, com a publicação deste prefácio de Dom Mario Oliveri, bispo de Albenga-Imperia, uma nova série que trará a nossos leitores excertos do que há de mais importante na grande obra de Monsenhor Brunero Gherardini (alguns dos quais já publicamos anteriormente). Tal iniciativa pretende motivar a leitura e a difusão deste importantíssimo livro em prol da imperiosa restauração do autêntico ensinamento católico.
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Dom Mario Oliveri, bispo diocesano de Albenga-Imperia (Itália)
Reverendíssimo e Caro Professor,
Com um gesto cheio de cortesia, o senhor desejou que eu pudesse ler o conteúdo de sua elaborada meditação teológica Un Discorso da fare, acerca do Concílio Ecumênico Vaticano II, antes de sua publicação pela “Casa Mariana Editrice”.
Eu a li integralmente com a mesma avidez de alma que tinha ao receber muitas de suas publicações, livros e artigos, que o senhor escreveu até agora. O assunto comum que tem animado todos os seus escritos é sempre o de apresentar, segundo sua lógica e – eu diria – sua relação sólida, a Verdade revelada e a verdade meditada do intelecto humano iluminado pela fé, sustentado pela Teologia dos Padres da Igreja e da grande Escolástica medieval transmitida pelos séculos, guiado pelo Ensinamento do Magistério da Igreja que nunca pode estar em contradição consigo mesmo, podendo apenas ter um desenvolvimento de tal modo homogêneo a nunca dizer “nova”, embora sempre “nove” (segundo a terminologia de São Vicente de Lérins no Commonitorium) [nota da redação: a expressão de S. Vicente é « non nova sed nove »,com a qual o grande Santo quer ensinar que a Igreja não pode apresentar novas verdades, mas apenas as mesmas verdades de maneira nova].Segue ...