Don Divo Barsotti

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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O que representa a chegada do sacerdote ao altar? R. A chegada do sacerdote ao altar representa a entrada de Jesus Cristo no mundo pela encarnação, e a humilhação do Verbo que se fez carne e assumiu todas as nossas iniquidades.Que personagens representa o sacerdote diante do altar? R. Diante do altar, o sacerdote representa ou figura diversos personagens, tais como: 1º - representante de Deus e dispensador de Seus mistérios; 2º - ministro da Igreja e delegado dos fiéis; 3º - homem pecador, sob cujo aspecto se confunde com os assistentes.





  OBJETOS USADOS NA SANTA MISSA              



ÁGUA
Trata-se de água natural. É usada para purificar as mãos do sacerdote e para ser misturada com o vinho, simbolizando a união da Humanidade com a Divindade em Jesus. Também é usada para purificar o cálice e a âmbula.



ÂMBULA
É semelhante ao cálice, mas possui uma tampa. Nele se colocam as hóstias. Após a missa, é guardada no sacrário, juntamente com as hóstias que foram consagradas.



CÁLICE
É uma taça geralmente revestida de ouro ou prata. Nele se deposita o vinho a ser consagrado.



CORPORAL
É uma toalhinha quadrada. Chama-se corporal porque sobre ela coloca-se o Corpo do Senhor (cálice e âmbula), no centro do altar.



CRUCIFIXO
Sobre o altar ou acima dele, existe um crucifixo para lembrar que a Ceia do Senhor é inseparável do seu sacrifício redentor. Vemos em Mt 26,28, que Jesus deu a seus discípulos o "sangue da aliança que será derramado por muitos para o perdão dos pecados".



FLORES
Em dias festivos pode-se usar flores, não sobre o altar, mas ao lado deste. Sobre o altar usa-se decoração com motivos litúrgicos, tais como o pão e o vinho, o trigo e a uva, além das velas e crucifixo. No tempo da Quaresma não se usa flores; durante o Advento, admite-se seu uso desde que seja com moderação, para não antecipar a alegria do Natal.



GALHETAS
São duas jarrinhas em vidro ou metal. Em uma vai a água e na outra, o vinho. Estão sempre juntas sobre um pratinho no altar.


HÓSTIA
É feita de pão de trigo. Há uma hóstia grande para o sacerdote e pequenas para o povo. A do sacerdote é grande para que possa ser vista de longe pelo povo durante a elevação e também para ser repartida entre alguns participantes, em geral os ministros.



LECIONÁRIO
Livro que contém todas as leituras da Bíblia, de acordo com a missa dia.


MANUSTÉRGIO
Toalha que serve para enxugar as mãos do sacerdote, durante o ofertório. Costuma a acompanhar as galhetas.



MISSAL
É um livro grosso que contém todo o roteiro do rito da missa, com exceção das leituras que se encontram no lecionário.



PALA
É uma peça quadrada e dura (um cartão revestido de linho). Serve para cobrir o cálice.


PATENA
É um pratinho de metal. Sobre ela coloca-se a hóstia maior.


SANGUINHO
É uma toalha branca e comprida, usada para enxugar o cálice e a âmbula.


VELAS
Sobre o altar ficam duas velas. A chama da vela simboliza a fé que recebemos de Jesus, Luz do Mundo, no batismo e na confirmação. É sinal de que a missa só tem sentido para quem vive a fé.



VINHO
É vinho puro de uva. Assim como o pão se converte no verdadeiro Corpo de Cristo, também o vinho se converte no verdadeiro Sangue do Senhor, vivo e ressuscitado.



AS VESTES LITÚRGICAS
Para lidar com as coisas santas, o sacerdote se utiliza de sinais sagrados, usando vestes que o distinguem das outras pessoas. As vestes representam o Cristo cheio de glória e simbolizam a comunidade que crê no Cristo ressuscitado.



ALVA
É uma veste muito semelhante à túnica, sendo toda branca. Simboliza a nova vida, a pureza e a ressurreição.



AMITO
Usado por alguns sacerdotes, é um pano branco que envolve o pescoço e que é colocado sob a túnica ou a alva.



CASULA
É colocada sobre todas as vestes e também cobre todo o corpo. A cor da casula varia de acordo com o tempo litúrgico (branca, verde, roxa, vermelha...). É uma veste solene, ampla, usada nos dias festivos como o Natal, a Páscoa e o Corpus Christi. Simboliza a paz e a caridade que devem envolver todos aqueles que se aproximam do altar.



CÍNGULO
É um cordão que prende a alva ou a túnica à altura da cintura. Simboliza a vigilância, lembrando as cordas com as quais Jesus foi amarrado.



ESTOLA
É uma faixa vertical, separada da túnica, que desce a partir do pescoço do sacerdote em duas partes sobre o peito, uma de cada lado. Sua cor também varia de acordo com o tempo litúrgico. Simboliza o poder conferido ao sacerdote, a caridade, o perdão, a misericórdia e o serviço.



TÚNICA
É um manto longo, geralmente na cor branca, bege ou cinza clara, que cobre todo o corpo. Lembra a túnica que Jesus usava, "sem costura de alto a baixo", sobre a qual os soldados romanos tiraram a sorte para decidir quem ficaria com ela.

As Cores Litúrgicas


Quando vamos à Igreja, notamos que o altar, o tabernáculo, o ambão e até mesmo a estola usada pelo sacerdote combinam todos com uma mesma cor. Percebemos também que, a cada semana que passa, essa cor pode variar ou permanecer a mesma. Se acontecer de, no mesmo dia, irmos a duas igrejas diferentes comprovaremos que ambas utilizam as mesmíssimas coisas. Dessa forma, concluímos que as cores possuem algum significado para a Igreja. Na verdade, a cor usada em um certo dia é válida para toda a Igreja, que obedece um mesmo calendário litúrgico. Conforme a missa do dia - indicada pelo calendário - fica estabelecida determinada cor. Mas o que simbolizam essas cores?



VERDE
Simboliza a esperança que todo cristão deve professar. Usada nas missas do Tempo Comum.


BRANCO
Simboliza a alegria cristã e o Cristo vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa, etc... Nas grandes solenidades, pode ser substituída pelo amarelo ou, mais especificamente, o dourado.


VERMELHO
Simboliza o fogo purificador, o sangue e o martírio. Usada nas missas de Pentecostes e santos mártires.



ROXO
Simboliza a preparação, penitência ou conversão. Usada nas missas da Quaresma e do Advento.



ROSA
Raramente usada nos dias de hoje, simboliza uma breve "pausa" na tristeza da Quaresma e na preparação do Advento.



PRETO
Também em desuso, simboliza a morte. Usada em funerais, vem sendo substituída pela cor Roxa.
 

PRIMEIRA PARTE DA MISSA: DA PREPARAÇÃO PÚBLICA AO SACRIFÍCIO E DA ENTRADA AO ALTAR              



Esta preparação inclui o Sinal da Cruz, o salmo Judica me Deus, a confissão dos pecados (Confiteor), as orações para alcançar o seu perdão e para pedir a graça de subir ao altar com pureza. A entrada ao altar compreende o uso do incenso nas Missas solenes, o Intróito, o Kyrie  e o Gloria in excelsis Deo.

1 - DA PREPARAÇÂO PÚBLICA AO SACRIFÍCIO
Quando surgiu a preparação pública do sacerdote à santa Missa?
R. A preparação pública para a Santa Missa surgiu no século IX, e era feita pelo sacerdote, não no altar, mas na sacristia, enquanto o coro cantava o salmo do Intróito, ou entrada, e o povo a ele se unia com a invocação do Kyrie eleison. Somente no século XIII, o sacerdote passou a fazê-la diante do altar, quando da sua entrada, iniciando a Missa.
O que representa a chegada do sacerdote ao altar?
R. A chegada do sacerdote ao altar representa a entrada de Jesus Cristo no mundo pela encarnação, e a humilhação do Verbo que se fez carne e assumiu todas as nossas iniquidades.
Que outras figuras representa o sacerdote diante do altar?
R. Para se entender as cerimônias em suas menores particularidades, o sacerdote diante do altar representa diversos personagens.
Que personagens representa o sacerdote diante do altar?
R. Diante do altar, o sacerdote representa ou figura diversos personagens, tais como:
1º - representante de Deus e dispensador de Seus mistérios;
2º - ministro da Igreja e delegado dos fiéis;
3º - homem pecador, sob cujo aspecto se confunde com os assistentes.
Que deveres acarretam ao sacerdote tais representações?
R. As diversas representações do sacerdote diante do altar acarretam os seguintes deveres:
1º - como representante de Deus, ele não pode abandonar o santuário, lugar de sacrificador;
2º - como homem, ele se detém no primeiro degrau que leva ao altar;
3º - como delegado dos fiéis diante do Senhor, ocupa o lugar intermediário, entre o povo e o Senhor;
4º - como pecador, se inclina profundamente e se prosterna diante da suprema majestade;
5º - como sacerdote, se ergue e permanece em pé; porém, seguindo o exemplo do publicano, a longe stans (Lc 18), separado do altar quanto lhe permite o seu ministério.
Nesta atitude, em que se une e confunde a dignidade e a miséria, a responsabilidade em relação a Deus e a mediação com os homens, a humanidade e o sacerdócio, a santidade do ministério e a debilidade da natureza, o sacerdote beija, com todo o respeito, o livro do Evangelho.
Por que o sacerdote beija o Evangelho?
R. O sacerdote beija o livro do Evangelho para reanimar seu valor e sua confiança para começar o sacrifício, pois, uma vez chegando ao altar, na presença de Deus, seus passos vacilavam de terror e de respeito diante do Todo Poderoso.
Por que o Evangelho reanima e dá confiança ao sacerdote?
R. Porque este é o livro que contem seus direitos à oblação, seus títulos de sacerdócio, a origem e a fonte dos seus poderes, a grandeza da sua missão; é o livro em que resplandece a bondade daquele que veio a chamar os justos e os pecadores, cuja misericórdia concedeu o cargo pastoral ao amor arrependido.
Por que o subdiácono apresenta o livro do Evangelho ao celebrante?
R. Assim como na marcha triunfal dos imperadores romanos um arauto os seguia para lembrar-lhes que eram homens, no caminhar do sacerdote ao altar, um ministro deve lembrar a este homem abençoado por Deus que ele é o sacerdote do Altíssimo e mediador de uma aliança divina. Ao beijar o livro, o sacerdote demonstra sua modéstia e nobre confiança nas promessas de Nosso Senhor nele contidas.
Que representa a inclinação profunda do sacerdote ainda ao pé do altar?
R. A prostração do sacerdote representa, além do rebaixamento do Verbo feito carne, a pobreza do nascimento do Salvador, a obscuridade da sua vida, as humilhações do seu ministério público e, principalmente, o início da Paixão no Horto das Oliveiras, em que Jesus, seguido pelos seus discípulos, afastando-se deles, rezou prostrado, com o rosto na terra, e aceitou o cálice dos seus padecimentos.
Por que o sacerdote faz essa prostração?
R. O sacerdote faz a profunda inclinação pois, ainda que sua alma esteja preparada ao sacrifício pela santidade da sua vida, pelo recolhimento habitual, pelo fervor da oração e da meditação, e pelas lembranças das virtudes que Deus exige do seu representante, simbolizados pelos paramentos sagrados que o revestem, é necessária também uma preparação externa, pública, pela dignidade da ação que vai acontecer no altar, e para mostrar aos fiéis que não devem tomar parte nela sem a devida preparação.
Por que o sacerdote começa a celebração da Missa com a cabeça descoberta?
R. O sacerdote começa a celebração dessa forma porque assim prescreve o rito antigo da Igreja e S.Paulo o recomenda. O Concílio de Roma, presidido pelo Papa Zacarias, em 743, proíbe sob pena de excomunhão ao bispo, ao sacerdote e ao diácono de assistir a Missa com a cabeça coberta.
Qual a postura habitual do sacerdote durante a Missa?
R. O sacerdote habitualmente mantém as mãos unidas, enquanto não há alguma ação ou oração que o façam sair dessa postura piedosa.
DE:http://www.catolicismoromano.com.br/