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sábado, 14 de outubro de 2017

O Milagre do Sol: aviso misericordioso para um mundo que fecha olhos e ouvidos



Atividade solar, reconstituída nos laboratórios da NASA com base em fotografias de tempos normais
Atividade solar normal montada com fotografias recentes dos laboratórios da NASA.
A animação giratória não é natural e foi obtida por montagem técnica.
Mas permite imaginar como teria sido o Milagre do Sol, fenômeno que saiu do normal.
Marcos Luiz Garcia

escritor, conferencista
e colaborador da ABIM






Neste 13 de outubro [2017], comemoramos cem anos das maiores manifestações de amor e de zelo materno da Santíssima Virgem para conosco em Fátima.

Na aparição do 13 de outubro de 1917, Nossa Senhora insistiu na reza diária do Terço, respondendo à Lúcia que a alguns doentes Ela curaria, mas a outros não.

E explicou por que: “É preciso que se emendem, que peçam perdão de seus pecados”.

E, tomando um aspecto triste, disse: “Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido”. E desapareceu.

Em seguida, aconteceu o que Ela anunciara em setembro:

“Desaparecida Nossa Senhora na imensa distância do firmamento, desenrolaram-se aos olhos dos videntes três quadros, sucessivamente, simbolizando primeiro os mistérios gozosos do Rosário, depois os dolorosos e por fim os gloriosos [apenas Lúcia viu os três quadros; Francisco e Jacinta viram apenas o primeiro]:

“Apareceram, ao lado do sol, São José com o Menino Jesus, e Nossa Senhora do Rosário. Era a Sagrada Família.

“A Virgem estava vestida de branco, com um manto azul. São José também se vestia de branco e o Menino Jesus de vermelho claro. São José abençoou a multidão, traçando três vezes o sinal da Cruz. O Menino Jesus fez o mesmo.

“Seguiu-se a visão de Nossa Senhora das Dores e de Nosso Senhor acabrunhado de dor no caminho do Calvário.

Destaque do jornal 'O Século', de 15 de outubro de 1917: 'Como o sol bailou ao meio dia em Fátima'
Destaque do jornal 'O Século', de 15 de outubro de 1917:
'Como o sol bailou ao meio dia em Fátima'
“Nosso Senhor traçou um sinal da Cruz para abençoar o povo. Nossa Senhora não tinha a espada no peito. Lúcia via apenas a parte superior do Corpo de Nosso Senhor.

“Finalmente apareceu, numa visão gloriosa, Nossa Senhora do Carmo, coroada Rainha do Céu e da Terra, com o Menino Jesus ao colo”.

Após essas manifestações tão cheias de bondade e de amor materno, sucedeu o magnífico Milagre do Sol. Vejamos:

“Enquanto estas cenas se desenrolavam aos olhos dos videntes, a grande multidão de 50 a 70 mil espectadores assistia ao Milagre do sol.

“Chovera durante toda a aparição. Ao encerrar-se o colóquio de Lúcia com Nossa Senhora, no momento em que a Santíssima Virgem Se elevava e que Lúcia gritava ‘Olhem para o sol’.

“As nuvens se entreabriram, deixando ver o sol como um imenso disco de prata.

“Brilhava com intensidade jamais vista, mas não cegava. Isto durou apenas um instante.

“A imensa bola começou a ‘bailar’. Qual gigantesca roda de fogo, o sol girava rapidamente. Parou por certo tempo, para recomeçar, em seguida, a girar sobre si mesmo, vertiginosamente.

“Depois seus bordos tornaram-se escarlates e deslizou no céu, como um redemoinho, espargindo chamas vermelhas de fogo.

“Essa luz refletia-se no solo, nas árvores, nos arbustos, nas próprias faces das pessoas e nas roupas, tomando tonalidades brilhantes e diferentes cores.

“Animado três vezes de um movimento louco, o globo de fogo pareceu tremer, sacudir-se e precipitar-se em ziguezague sobre a multidão aterrorizada.

“Durou tudo uns dez minutos. Finalmente o sol voltou em ziguezague para o ponto de onde se tinha precipitado, ficando novamente tranquilo e brilhante, com o mesmo fulgor de todos os dias.

“O ciclo das aparições havia terminado.

Jornal 'O Século', edição de 15 de outubro de 1917: 'Como o sol bailou ao meio dia em Fátima'
Jornal 'O Século', edição de 15 de outubro de 1917: 'Como o sol bailou ao meio dia em Fátima'
“Muitas pessoas notaram que suas roupas, ensopadas pela chuva, tinham secado subitamente.

“O milagre do sol foi observado também por numerosas testemunhas situadas fora do local das aparições, até a 40 quilômetros de distância.”

Como negar que o Milagre do Sol tenha sido uma severíssima prefigura do que poderia vir?

Inclusive por ter-se operado logo após Nossa Senhora pedir para deixarmos de ofender a Deus que já está muito ofendido.

Ora, precisamente essa advertência que agora completa exatamente um século é um dos aspectos da Mensagem de Nossa Senhora mais tratados com indiferença, ou supremamente ignorados.

A humanidade decai a olhos vistos. A degradação está nas ruas, ostentada com cinismo e ruma indiferente para um precipício.

Deus Senhor nosso é livremente ofendido com pretexto de arte, mas quem tentar defende-lo é tido como inimigo da tolerância.

A malfadada Ideologia de Gênero com desconhecimento dos pais está sendo imposta despoticamente às crianças nas escolas.

Os médicos ginecologistas e obstretas nos exames pré-natais são proibidos de dizer aos pais se a criança que vai nascer é menino ou menina.

Os psicólogos não podem aconselhar alguém em grave depressão decorrente de seu conflito interior nem aplicar a solução eficaz para solução de seu problema derivado de uma opção moralmente destrutora, etc.

Nossa Senhora em Fátima advertiu o mundo para abandonar o rumo que deu no caos atual
Nossa Senhora em Fátima advertiu o mundo para abandonar o rumo que deu no caos atual
Esses são apenas amostras de um estado de coisas diametralmente contrário a Jesus Cristo.

Entretanto, aqueles que mais deveriam defendê-Lo, e que estão dotados de toda força que lhes confere sua alta condição eclesiástica, não o fazem.

Diante disso, o que pensar do Milagre do Sol?

Nossa Senhora avisou a humanidade do que vem.

Que uso fazem os homens, e os mais categorizados, dessa imensa misericórdia?

Não adianta se encher a boca falando de “misericórdia, misericórdia” sem mudar de vida.

Não nos espantemos se a Justiça divina cair sobre o mundo pecador. Porque avisado ele foi. E muitas vezes. E de modo soleníssimo.