NOVO MOVIMENTO LITÚRGICO MISSA GREGORIANA EM PORTUGAL      http://3.bp.blogspot.com/-W-4uVf9h5Xc/Tc_Gol9vCwI/AAAAAAAAR_o/WN-tod4VGV0/s1600/brandmuller%2Bxi.JPG

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Difusão da Missa Tridentina no mundo


New ICRSS Apsotolate in Grenoble

On the Feast of the Exaltation of the Holy Cross, the first anniversary of the coming into force of the motu proprio Summorum Pontificum, another splendid solemn Mass was celebrated in France. It inaugurated a new apostolate of the Institute of Christ the King Sovereign Priest, in the city of Grenoble, the episcopal see of St. Hugh, who received into his diocese St. Bruno and his companions, where they founded the Grande Chartreuse, the first Charterhouse. Here are some pictures of the Mass in the apostolate's church, the collegiate church of St. Andrew:




Reforming the Reform: Parishes that lead the Way

I have spoken before in the past of parishes that lead the way in reforming the reform. We all know the most familiar one's: the London Oratory, the Birmingham Oratory, the Oxford Oratory, the Toronto Oratory; St. Agnes in Minnesota, the Church of Our Saviour in New York City, St. Mary's and Prince of Peace in South Carolina all come to mind.






fonte:new liturgical movement

Cardeal José Saraiva Martins fez uma profunda reflexão na piedosa devoção tão agradável à Mãe de Deus: o Rosário.

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Cardeal José Sariva Martins
(www.santibeati.it)
Em 1 de abril de 2003 o Cardeal José Saraiva Martins, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, fez uma profunda reflexão a respeito das aparições da Virgem Maria em Fátima, aos pastores Jacinta, Francisco e Lúcia, com especial enfoque na piedosa devoção tão agradável à Mãe de Deus: o Rosário.


"Recitar o Rosário todos os dias

Em 13 de Maio de 1982, João Paulo II peregrino em Fátima um ano após o atentado de que fora alvo na Praça de São Pedro, exprimia-se da seguinte forma a respeito da mensagem transmitida pela Virgem Maria a Jacinta, Francisco e Lúcia: "Se a Igreja acolheu a mensagem de Fátima, foi sobretudo porque ela contém uma verdade e uma chamada que, no seu conteúdo fundamental, são a verdade e a chamada do próprio Evangelho".

Estas palavras do Papa, que com tanto vigor e autoridade fez ressoar a mensagem dada pela Virgem Maria em Fátima, no alvorecer do século passado, também no começo deste século e do terceiro milénio cristão, podem ser também um convite a acolher aquela apologia do Rosário que, em Fátima, encontrou um centro propulsor para toda a Igreja e para o mundo.

Parece que podemos dizer que Fátima e o Rosário são quase um sinónimo, e de facto assim é. Sabemos que as três crianças, depois do seu encontro com um Anjo do Senhor, seguiram fielmente as instruções que ele lhes tinha dado e intensificaram o seu recurso à oração de acordo com o que tinham recebido: adoração da Santíssima Trindade juntamente com a oferta do preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os Tabernáculos do mundo, em reparação das ofensas, dos sacrilégios e da indiferença com que é ofendido. O Anjo também lhes tinha dito para realizar esta oferta pelos méritos infinitos do Sagrado Coração e do Coração Imaculado de Maria, e para pedir com isso a conversão dos pobres pecadores.

Sabemos que a 13 de Maio de 1917, que era domingo, enquanto os três levavam o rebanho a pastar na Cova da Iria, foram surpreendidos pela aparição de "uma Senhora vestida de branco mais brilhante que o sol", que lhes disse: ""Não receeis. Não vos faço mal". "De onde é você?", disse Lúcia. "Sou do céu". "E que quer de mim?". "Venho pedir-vos para virdes aqui seis meses consecutivos, no dia 13, a esta mesma hora. Depois dir-vos-ei quem sou e o que quero. Depois, voltarei aqui novamente pela sétima vez". "E também eu vou para o Céu?". "Sim, irás". "E a Jacinta?". "Também". "E Francisco?". "Sim. Mas deve recitar muitos Rosários...". "Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele vos quiser mandar, em reparação pelos pecadores que O ofendem, e de súplica pela conversão dos pecadores?". "Sim, queremos".

Então, num impulso íntimo que nos foi comunicado, ajoelhámo-nos e repetimos intimamente: "Santíssima Trindade, eu adoro-Vos. Meu Deus, meu Deus, eu amo-Vos no Santíssimo Sacramento". Passados os primeiros momentos, Nossa Senhora acrescentou: "Recitai o Rosário todos os dias para obter a paz para o mundo e o fim da guerra". Depois começou a elevar-se serenamente, subindo em direcção ao oriente..." (em Memórias da Irmã Lúcia).

A resposta dada por aquelas pequenas crianças à recomendação que a "branca Senhora" lhes tinha feito, foi uma sincera e frequente recitação do Santo Rosário.

Que mudança em relação ao que eles faziam em tempos anteriores quando na simplicidade típica das crianças para terem mais tempo para brincar, mesmo recitando habitualmente algumas orações depois de uma pequena merenda, se contentavam apenas com dizer "Ave Maria" e "Pai Nosso", omitindo o resto destas orações!". Desta forma, eles chegavam num instante ao fim, e podiam recomeçar as suas brincadeiras.

No dia 13 de Junho, fiel ao encontro marcado com as crianças, a "branca Senhora" apresentou-se de novo e disse-lhes: "Quero que venhais aqui no dia 13 do próximo mês, que reciteis o Rosário todos os dias". Quando Lúcia lhe pediu que os levasse todos para o Céu, a Senhora respondeu: "Sim; Jacinta e Francisco, levo-os em breve, mas tu permaneces aqui algum tempo. Jesus quer servir-se de ti para que me dês a conhecer e me faças amar. Quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Coração Imaculado. A quem a aceitar, prometo a salvação; e estas almas serão amadas por Deus como flores destinadas por mim para honrar o seu trono". "Vou ficar aqui sozinha?" perguntou entristecida. "Não, filha. E tu sofres muito? Não desanimes. Eu nunca te abandonarei. O meu Coração será o teu refúgio e o caminho que te guiará até Deus".

Quando pronunciou estas últimas palavras, abriu as mãos e transmitiu-nos, pela segunda vez, o reflexo daquela luz imensa, na qual nos víamos como que imersos em Deus. Parecia que Francisco e Jacinta estavam naquela parte de luz que se elevava para o Céu, e eu naquela parte que se difundia na terra. Diante da palma da mão direita de Nossa Senhora, havia um coração coroado de espinhos que pareciam cravados. Compreendemos que era o Coração Imaculado de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que pedia a reparação" (das Memórias da Irmã Lúcia).
Em 13 de Julho Nossa Senhora apareceu às crianças, que desta vez não estavam sozinhas, mas rodeadas por 3 ou 4 mil pessoas, que acorreram com a curiosidade de ver o que acontecia: De facto, apesar do compromisso que as crianças tinham assumido entre si para não revelar nada a ninguém, a pequena Jacinta dissera alguma coisa em relação ao próximo encontro com a "branca Senhora" e a notícia difundira-se rapidamente nos arredores.

Foi durante aquela aparição que Nossa Senhora disse às três crianças: "Quero que venhais aqui no dia 13 do próximo mês, que continueis a recitar o Rosário todos os dias em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz no mundo e o fim da guerra, porque só ela os poderá ajudar".

"Decidimos então rezar o nosso Rosário"

Os três meninos não só aceitaram este pedido de Nossa Senhora, mas compreenderam que era com a oração assídua e com muitos sacrifícios que contribuiriam para a conversão dos pecadores, para a paz no mundo, então atormentado pelos horrores da Primeira Guerra Mundial, e para a mudança do que acontecia na Rússia ateia e comunista.

A recitação frequente do Rosário tornou-se para eles uma necessidade interior que os estimulou a fazê-lo com fidelidade precisa, mesmo quando a situação se tornou para eles trágica e até cheia de apreensão e receio. Com efeito, estando naquela época Portugal dominado por governos maçónicos e abertamente anti-religiosos, o Administrador do Município de Vila Nova de Ourém (área na qual viviam as famílias das três crianças), decidiu pôr fim àquele movimento religioso que se tinha desenvolvido por causa deles. Na manhã de 13 de Agosto ele foi a Fátima e levou embora consigo os três pastorinhos para Vila Nova de Ourém. Ali aprisionou-os alternadamente na sua casa, ou na prisão municipal, ameaçando-os seriamente também de os matar tudo isto com a intenção de obter que eles lhe revelassem o segredo que Nossa Senhora lhes confiara. "Na prisão, os detidos deram aos Pastorinhos o seguinte conselho: "Dizei ao Presidente da Câmara esse segredo! Que vos importa se aquela Senhora não quer!" "Dizê-lo, não!", respondeu Jacinta com vivacidade; "prefiro morrer!". "Decidimos então recitar o nosso Rosário. Jacinta mostra uma medalha, que trazia ao peito, e pede a um preso que a pendure num prego da parede e, de joelhos diante da medalha, começamos a rezar. Os presos rezaram connosco, como sabiam; pelo menos permaneceram ajoelhados".

Quando Francisco se apercebeu que um dos presos estava ajoelhado com o boné na cabeça, aproximou-se dele e disse-lhe: "Você, se quer rezar, deve tirar o boné". E o pobre homem deu-lho imediatamente e Francisco poisou-o sobre um banco.

São precisamente as crianças que guiam a recitação do Rosário

Do que até agora recordamos a propósito dos factos que aconteceram nos meses de Maio e Agosto de 1917 emerge um facto que deve ser realçado, que é o seguinte: tratava-se de três crianças, e foi a elas que Nossa Senhora se quis manifestar. Não há nada de estranho nisto, se se considera que Nossa Senhora é a Mãe d'Aquele que, tendo-Se feito homem, tendo-Se tornado pequenino para viver entre nós, demonstrou abertamente o Seu amor pelas crianças e manifestou também claramente que apraz a Deus revelar-Se aos pequeninos: Jesus "estremeceu de alegria sob a acção do Espírito Santo e disse: "Bendigo-Te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque tudo isso foi do Teu agrado" (Lc 10, 21).

Merece uma especial atenção o facto de que são precisamente as crianças que guiam a recitação do Rosário.

Elas fizeram-no antes de mais ajudando-se mutuamente para cumprir o que Nossa Senhora lhes tinha pedido.

Elas cumpriram isso sem respeito humano e sem medo, mesmo quando se encontravam entre os encarcerados, e entre as pessoas de pouca reputação e educação.

Elas fizeram-no também na presença daquele numeroso grupo de pessoas curiosas que as tinham seguido com a intenção de verem, também eles, aquele algo de extraordinário que estava para acontecer.

Mas também em seguida, em todas as partes do mundo, foi com o convite que nos foi feito por aquelas crianças através da única que ainda vive, a Irmã Lúcia que no mundo inteiro muitas pessoas, muitas famílias se reúnem para recitar o Rosário, tendo presentes de modo especial as intenções que Nossa Senhora recomendou aos pastorinhos de Fátima.

Quem teve a sorte de ir a Fátima ficou sem dúvida surpreendido ao ver como milhares de fiéis, dos quais muitos peregrinos provenientes de todas as partes do mundo, se reúnem na basílica, e depois à volta dos túmulos de Francisco e de Jacinta, para rezar com fervor e fazendo deslizar entre os seus dedos as contas do Rosário. Depois, quem teve a graça de estar em Fátima por ocasião da Beatificação dos dois pastorinhos mais pequeninos, que o Santo Padre quis fazer em 13 de Maio de 2000, precisamente lá, onde a Virgem Maria se lhes manifestou, não pode esquecer o cenário comovedor da recitação nocturna do Rosário na noite que antecedeu a função presidida pelo Pontífice.

Quem não ficou comovido ao ouvir a voz daquelas centenas de fiéis que pronunciavam juntos as palavras da Ave-Maria, uma dezena depois da outra? Quem é que não se sentiu envolvido naquela comovedora súplica quando, no final de cada dezena, via surgir, como que uma vaga, a luz das velas que os fiéis levantavam, enquanto o cântico bem conhecido "Ave, Ave" ressoava no silêncio da noite?

Mas, depois, quem pode ignorar todas as pessoas e famílias que, mesmo não estando em Fátima, espalhadas por todo o mundo, especialmente nos Países onde reina uma perseguição religiosa, se reúnem para recitar o Rosário e fazem-no porque também receberam o convite que os pastorinhos de Fátima fizeram a todas as pessoas de boa vontade?

Fátima e o Rosário são palavras inseparáveis

Fátima e o Rosário, as crianças de Fátima e Nossa Senhora são palavras profunda e inseparavelmente unidas entre si.

É assim que também hoje, sobretudo nos nossos dias, depois do premente apelo que nos foi dirigido pelo Santo Padre João Paulo II, fiel devoto da Virgem de Fátima, se reza com fervor, suplicando a Nossa Senhora que obtenha de Deus que a guerra seja esconjurada, que a paz reine e não seja perturbada pelo fragor das armas de destruição, pelos gritos de sofrimento de quantos estão para morrer, vítimas de um conflito inútil, e pelas lágrimas dos que choram os seus entes queridos, mortos por uma guerra insensata.

A este ponto, é necessário realçar outro elemento daquele binómio que associa os pastorinhos ao Rosário.

Foi precisamente na escuta do convite que lhes foi feito por Nossa Senhora e do que ela recomendava, que os pastorinhos de Fátima não só recitaram com grande fidelidade o Rosário, mas intensificaram o espírito de sacrifício oferecendo os seus sacrifícios e os notáveis sofrimentos físicos e morais segundo as intenções que a "branca Senhora" lhes tinha recomendado: adorar e amar o Coração de Jesus, presente na Eucaristia e tão ofendido pelos pecados da humanidade rezar e sacrificar-se pela conversão dos pecadores.

São precisamente as duas crianças de Fátima, beatificadas pelo actual Pontífice, que nos dão um maravilhoso exemplo da maneira como responder ao apelo de Nossa Senhora, e que o Papa João Paulo II renova em seu nome nos nossos dias. É suficiente recordar que, quando em Outubro de 1917 Francisco começara a frequentar a escola elementar no edifício que se encontrava junto da escola paroquial, sabendo do que a "branca Senhora" tinha dito, que o seu fim havia de chegar depressa, costumava permanecer longamente em oração diante de "Jesus escondido", como ele chamava Aquele que está presente no tabernáculo sob os véus eucarísticos.

Recitando o Rosário e reflectindo sobre os "mistérios dolorosos", ele compreendeu "com o coração" o que Jesus devia ter sofrido devido à traição de Judas e ao abandono em que se sentiu por parte dos seus discípulos. Francisco, para reparar as feridas infligidas ao coração de Jesus, dizia à prima mais velha, Lúcia: "Olha! Tu vai à escola. Eu fico aqui na Igreja, perto de Jesus escondido para lhe fazer companhia". E o Senhor chamou-o muito cedo para si (Abril de 1919), depois de ter aceite o seu amor reparador.

Pouco tempo depois, no Verão do mesmo ano, a pequena Jacinta, também ela atingida pela febre espanhola, afectada por uma pleurisia purulenta, sofria dores lancinantes e chorava porque já não tinha ao seu lado o irmão Francisco do qual gostava muito. Ao tomar conhecimento de que devia ser internada primeiro no hospital de Vila Nova de Ourém, e depois em Lisboa, disse à prima Lúcia: "Nossa Senhora quer que eu vá para dois hospitais, mas não para me curar, é para sofrer mais por amor ao Senhor e pelos pecadores". E depois, quando estava no hospital, entre dores atrozes e com a coroa do Rosário entre as mãos murmurava: "Oh, Jesus, agora podes converter muitos pecadores, porque este sacrifício é muito grande".

No dia 20 de Fevereiro, por volta das dez e meia da noite, faleceu tranquilamente, com a coroa do Rosário nas mãos e, ainda mais, no coração.

Apraz-me concluir com a observação que Lúcia nos transmite no seu último livro "Os apelos da mensagem de Fátima", quando diz: "Para ir para o céu, não é condição indispensável recitar muitos Rosários no sentido estreito da palavra, mas sim, rezar muito; naturalmente para aquelas pobres crianças recitar o rosário todos os dias era a forma de oração mais acessível, assim como é ainda hoje para a maior parte das pessoas, e não há dúvida de que dificilmente alguém se salva se não rezar" (Irmã Lúcia, em Os apelos de Fátima, Libreria Editrice Vaticana, 2001, pág. 116-117).

FONTE: http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/csaints/documents/rc_con_csaints_doc_20030401_martins-fatima_po.html

O PODER DO SANTO ROSÁRIO.


São Luís Maria Grignion de Montfort (1673 –1716), grande apóstolo de Maria Santíssima, escreveu:

“A Santíssima Virgem revelou ao Bem-aventurado Alain de la Roche que, depois do Santo Sacrifício da Missa, que é o primeiro e mais vivo memorial da Paixão de Jesus Cristo, não havia devoção mais excelente e meritória que o Rosário, que é como que um segundo memorial e representação da vida e da Paixão de Jesus Cristo”.

Assim sendo, depois da Santa Missa o Santo Rosário é a mais poderosa arma de eficácia comprovada contra Satanás e seus sequazes, que procuram perder as almas.

É um meio de salvação dos mais poderosos e eficazes que nos foi oferecido pela Divina Providência.

O Rosário soluciona inúmeros problemas, assegura a salvação eterna e antecipa a implantação no mundo do Reino do Imaculado Coração de Maria.

O Rosário, Instrumento de Salvação.

(Extraído do livro: A eficácia maravilhosa do Santo Rosário,
de São Luís Maria Grignion de Montfort)

A Santíssima Virgem revelou ao Beato Alano que, quando São Domingos pregou o Rosário, pecadores endurecidos foram tocados e choraram amargamente seus crimes, e até crianças fizeram penitências incríveis.

O fervor foi tão grande, por toda a parte onde ele pregava, que os pecadores mudaram de vida e edificaram todo o mundo por suas penitências.

Se vós sentis vossa consciência carregada de pecados, tomai o Rosário e rezai uma parte dele em honra de alguns dos mistérios da vida, da paixão ou da glória de Jesus Cristo.

Convencei-vos de que, enquanto estiverdes meditando e honrando esses mistérios, no céu Ele mostrará suas chagas sagradas ao Pai, tomará a vossa defesa e obterá a contrição e o perdão dos vossos pecados. Ele mesmo disse um dia ao Beato Alano: "Se esses míseros pecadores rezassem frequentemente o Rosário, participariam dos méritos da minha paixão e Eu, como seu advogado, aplacaria a Justiça divina".

Nossa vida é uma guerra e uma tentação contínuas, na qual não temos que combater inimigos de carne e de sangue, mas as próprias potências do inferno.

Armai-vos, pois, com a arma de Deus que é o santo Rosário. Esmagareis assim a cabeça do demônio e permanecereis inabaláveis diante de todas as suas tentações.

É por isso que o Rosário, ainda que considerado materialmente, é tão terrível ao demônio, e os Santos dele se serviram para expulsá-lo dos corpos de possessos, como testemunham muitas narrativas.

O Beato Alano atesta que livrou grande número de possessos colocando o Rosário em seu pescoço.

Santo Agostinho assegura que não há exercício mais frutuoso e mais útil para a salvação do que pensar frequentemente nos sofrimentos de Nosso Senhor.

Santo Alberto Magno, mestre de São Tomás, soube por revelação que a simples lembrança ou meditação da paixão de Jesus Cristo é mais meritória ao cristão do que jejuar a pão e água todas as sextas-feiras de um ano inteiro, ou tomar a disciplina até o sangue todas as semanas, ou recitar todos os dias os cento e cinqüenta Salmos.

O Padre Dorland conta que a Santíssima Virgem declarou ao venerável Domingos, cartuxo devoto do santo Rosário, que residia em Trèves no ano de 1481, que "todas as vezes que um fiel recita o Rosário com as meditações dos mistérios da vida e da paixão de Jesus Cristo em estado de graça, ele obtém plena e inteira remissão de todos os seus pecados".

Ao Beato Alano, Ela disse: "Grande quantidade de indulgências foram concedidas ao meu Rosário, mas fica sabendo que Eu acrescentarei ainda muitas mais, aos que rezarem o terço em estado de graça, de joelhos e devotamente. E a quem nas mesmas condições perseverar nessa devoção, Eu lhe obterei no fim da vida, como recompensa por esse bom serviço, a plena remissão da pena e da culpa de todos os seus pecados".

Por que Nossa Senhora insiste tanto na Oração do Rosário?

Em 1945 os americanos lançaram a bomba atômica sobre duas cidades japonesas: Nagasaki e Hiroshima. Nesta última, num raio de um quilômetro e meio do centro da explosão, ficou tudo arrasado e todos os habitantes morreram carbonizados. A casa paroquial, com oito moradores jesuítas, que distava apenas 800 metros da explosão, ficou de pé e os seus moradores ficaram ilesos.

O Pe. Hubert Shiffer era um deles e tinha então 30 anos. Depois viveu mais 33 completamente com saúde e nenhum dos moradores da casa sofreu as conseqüências da radioatividade. Ele contou a sua experiência no Congresso Eucarístico da Filadélfia (EUA) em 1976. Então todos os membros daquela comunidade ainda viviam.

O Pe. Shiffer foi examinado e interrogado por mais de 200 cientistas e não puderam explicar como, no meio de milhares de mortos, ele e seus companheiros tinham podido sobreviver. O Pe. Shiffer afirmou que centenas de cientistas e pesquisadores por vários anos continuaram a investigar por que a casa paroquial não foi atingida quando tudo ao redor ficou arrasado. E o padre explicou, dizendo: "Naquela casa se rezava todos os dias, em comum, o Santo Rosário. Por isso, foi protegida por Nossa Senhora".

Nossa Senhora, a partir principalmente de Lourdes, dá uma ênfase toda especial à oração do Rosário. Em Lourdes aparece sempre com o ROSÁRIO. Em outras aparições, pede sempre que se reze o Rosário. Em Fátima, em cada uma das aparições, ela insiste: "Rezem o ROSÁRIO DIARIAMENTE".


O Papa, no 80º aniversário das aparições em Fátima, disse: "Caríssimos irmãos, rezai o Rosário todos os dias! Peço vivamente aos pastores para rezar o Rosário nas suas comunidades cristãs. Ajudai o povo de Deus a retornar à oração cotidiana do Rosário".

A Origem da Ave-Maria

É bom lembrar que, a segunda parte da Ave-Maria ("Santa Maria, Mãe de Deus"), foi introduzida na oração por ocasião da vitória sobre a heresia nestoriana, deflagrada no ano de 429.

O bispo Nestório, Patriarca de Constantinopla, afirmava ser Maria mãe de Jesus e não Mãe de Deus. O episódio tomou feições tão sérias que culminou no Concílio de Éfeso convocado pelo Papa Celestino I. Sob a presidência de São Cirilo (Patricarca de Alexandria), a heresia foi condenada e Nestório, recusando a aceitar a decisão do conselho, acabou sendo excomungado. (Leia o artigo XVI do livro Oriente para saber mais sobre a heresia nestoriana).

Conta-se que no dia de encerramento do Concílio, onde os Padres Conciliares exaltaram as virtudes e as prerrogativas especiais da VIRGEM MARIA, o Santo Padre Celestino ajoelhou-se diante da assembléia e saudou Nossa Senhora, dizendo: "SANTA MARIA, MÃE DE DEUS, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém."

Na continuidade dos anos, esta saudação foi unida àquela que o Arcanjo Gabriel fez a Maria, conforme o Evangelho de Jesus segundo São Lucas 1,26-38 "Ave cheia de graça, o Senhor está contigo!" e também, a outra saudação que Isabel fez a Maria, para auxiliá-la durante os últimos três meses de sua gravidez: "Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre." (Lucas1, 42) Estas três saudações deram origem a AVE MARIA.

Como surgiu a oração do Santo Rosário

A oração do Santo Rosário surge aproximadamente no ano 800 à sombra dos mosteiros, como Saltério dos leigos. Dado que os monges rezavam os salmos (150), os leigos, que em sua maioria não sabiam ler, aprenderam a rezar 150 Pai Nossos. Com o passar do tempo, se formaram outros três saltérios com 150 Ave Marias, 150 louvores em honra a Jesus e 150 louvores em honra a Maria.

Posteriormente fez-se uma combinação dos quatro saltérios, dividindo as 150 Ave Marias em 15 dezenas e colocando um Pai nosso no início de cada uma delas. Em 1500 ficou estabelecido, para cada dezena a meditação de um episódio da vida de Jesus ou Maria, e assim surgiu o Rosário de quinze mistérios.

Rosa das rosas, Rainha das rainhas.

A palavra Rosário vem do latim Rosarium, que significa 'Coroa de Rosas'.

Nossa Senhora é a Rosa Mística (como é invocada na Ladainha Lauretana), e em sua homenagem o nome Rosário, que vem de Rosas. A Virgem Maria revelou a muitas pessoas que cada vez que rezam uma Ave Maria lhe é entregue uma Rosa espiritual, e por cada Rosário completo, lhe é entregue uma Coroa de Rosas.

A rosa é a rainha das flores, Rosa das rosas, como é a Rainha das rainhas. sendo assim o Rosário a Rosa de todas as devoções e, portanto, a mais importante.

O Santo Rosário é considerado a oração perfeita porque junto com ele está a majestosa história de nossa salvação. Com o rosário, meditamos os mistérios de gozo, de dor e de glória de Jesus e Maria. É uma oração simples, humilde como Maria. É uma oração que podemos fazer com ela, a Mãe de Deus. Com o Ave Maria a convidamos a rezar por nós. A Virgem sempre nos dá o que pedimos. Ela une sua oração à nossa. Portanto, esta é mais poderosa, porque Maria recebe o que ela pede, Jesus nunca diz não ao que Sua Mãe lhe pede. Em cada uma de suas Aparições, nos convida a rezar o Rosário como uma arma poderosa contra o maligno, para nos trazer a verdadeira paz.

São Domingos e o Santo Rosário.

A difusão e posterior expansão do Rosário, a Igreja atribui à São Domingos de Gusmão (século XII), conhecido como o "Apóstolo do Rosário", cuja devoção propagou aos católicos como arma contra o pecado e contra a heresia albigense , que assolava Toulose (França).

Segundo respeitosa tradição, Nossa Senhora numa Aparição revelou a devoção ao Rosário a São Domingos de Gusmão, em 1214, como meio para salvar a Europa de uma heresia.

Eram os albigenses, que, como uma epidemia maldita, contagiavam com seus erros outros países, a partir do norte da Itália e da região de Albi, no sul da França. De onde o nome de albigenses atribuído a esses hereges, conhecidos também como cátaros (do grego: puros), pois assim soberbamente se auto nomeavam.

Eram lobos disfarçados com pele de ovelha, infiltraram-se nos meios católicos para melhor enganar e captar simpatia. Tais hereges pregavam, entre outros erros, o panteísmo, o amor livre, a abolição das riquezas, da hierarquia social e da propriedade particular — salta aos olhos a semelhança com o comunismo.

Várias regiões da Europa do século XIII ficaram infestadas pela heresia albigense, e toda a reação católica visando contê-la mostrava-se ineficaz. Os hereges, após conquistar muitas almas, destruir muitos altares e derramar muito sangue católico, pareciam definitivamente vitoriosos.

São Domingos (mais tarde fundador da Ordem Dominicana) intrepidamente empenhou-se no combate à seita albigense, não conseguindo, porém, sobrepujar o ímpeto dos hereges, que continuavam pervertendo os fiéis católicos. E os que não se pervertiam eram massacrados.

Desolado, São Domingos suplicou à Virgem Santíssima que lhe indicasse uma eficaz arma espiritual capaz de derrotar aqueles terríveis adversários da Santa Igreja.

A Aparição da Santíssima Virgem

Quando tudo parecia perdido, Nossa Senhora interveio nos acontecimentos para salvar a Cristandade desse mal.

O Bem-aventurado Alain de la Roche (1428 – 1475), célebre pregador da Ordem Dominicana, no livro Da dignidade do Saltério, narra a aparição de Nossa Senhora a São Domingos, em 1214. Nessa aparição, Ela ensina aquele Santo a pregar o Rosário (também chamado Saltério de Maria, em lembrança dos 150 salmos de Davi) para salvação das almas e conversão dos hereges.

Na obra de São Luís Grignion de Montfort acima citada, ele transcreve tal narração:

Vendo São Domingos que os crimes dos homens criavam obstáculos à conversão dos albigenses, entrou em um bosque próximo a Toulouse e passou nele três dias e três noites em contínua oração e penitência, não cessando de gemer, de chorar e de macerar seu corpo com disciplinas para aplacar a cólera de Deus, até cair meio morto.

A Santíssima Virgem, acompanhada de três princesas do Céu, lhe apareceu e disse:

— Sabes tu, meu querido Domingos, de que arma se serviu a Santíssima Trindade para reformar o mundo?

— Ó Senhora! – respondeu ele – Vós o sabeis melhor do que eu, porque depois de vosso Filho Jesus Cristo, fostes o principal instrumento de nossa salvação’.

Ela acrescentou:

— Saiba que a peça principal da bateria foi a saudação Angélica, que é o fundamento do Novo Testamento; e portanto, se queres ganhar para Deus estes corações endurecidos, reza meu Saltério.

Rosário esmaga heresia albigense

O Santo se levantou muito consolado e abrasado de zelo pelo bem daquela gente; entrou na igreja catedral; no mesmo momento os sinos tocaram, pela intervenção dos anjos, para reunir os habitantes. No princípio da pregação, formou-se uma espantosa tormenta; a terra tremeu, o sol se obscureceu, os repetidos trovões e os relâmpagos fizeram estremecer e empalidecer os ouvintes; e aumentou seu terror ao ver uma imagem da Santíssima Virgem, exposta em lugar proeminente, levantar os braços três vezes ao Céu para pedir a Deus vingança contra eles, se não se convertessem e não recorressem à proteção da Santa Mãe de Deus.

O Céu queria por esses prodígios aumentar a nova devoção do santo Rosário e torná-la mais notória.

A tormenta cessou por fim, pelas orações de São Domingos. Ele continuou seu sermão, e explicou com tanto fervor e entusiasmo a excelência do santo Rosário, que os moradores de Toulouse (um dos principais focos da heresia) o abraçaram quase todos e renunciaram a seus erros, vendo-se em pouco tempo uma grande mudança na vida e nos costumes da cidade.

Melhor artilharia contra o demônio e sequazes.

Empunhando a potente arma do Rosário, São Domingos retornou ao combate, pregando incansavelmente na França, Itália e Espanha a devoção que a própria Senhora do Rosário lhe ensinara, e por todas as partes reconquistava as almas: os católicos tíbios se afervoravam, os fervorosos se santificavam; as ordens religiosas floresciam; convertia os hereges, que, abjurando seus erros, voltavam à Igreja aos milhares; os pecadores se arrependiam e faziam penitência; expulsava os demônios de possessos; operava milagres e curas. Somente na Lombardia, o ardoroso cruzado do Rosário converteu mais de 100 mil hereges albigenses.

Tudo por meio da melhor artilharia contra o demônio e seus seguidores: o Santo Rosário.

O herói Conde Simão de Montfort.

Mas restavam ainda aqueles hereges empedernidos, que não se convertiam de nenhum modo, e procuravam reverter a derrota fazendo estragos em alguns outros países. Para resolver o problema, Nossa Senhora, além do heróico São Domingos, suscitou outro herói para erradicar da Europa a heresia: o admirável Conde Simão de Montfort. O primeiro empunhou como arma o Rosário, o segundo empunhou a espada. Uma combinação perfeita: o espírito de oração com o espírito de cruzada em defesa da Fé Católica.

A história de Simão de Montfort é, além de admirável, extensa. Citemos a propósito, apenas de passagem, um trecho extraído do livro de São Luís Grignion de Montfort (o sobrenome de ambos é o mesmo, embora, segundo parece, não fossem parentes – pelo menos não há dados concludentes a respeito):

Quem poderá contar as vitórias que Simão, Conde de Montfort, obteve contra os albigenses sob a proteção de Nossa Senhora do Rosário? Foram tão notáveis, que jamais se viu no mundo coisa parecida. Com quinhentos homens, desbaratou um exército de dez mil hereges.

Outra vez, com trinta homens, venceu a três mil. Depois, com mil infantes e quinhentos cavaleiros, fez em pedaços o exército do rei de Aragão, composto de cem mil homens, perdendo somente oito soldados de infantaria e um de cavalaria.

Livre a França da heresia albigense, a devoção ao Santo Rosário atravessou as fronteiras. São Domingos pregou incansavelmente, até o fim de seus dias, esta milagrosa e eficientíssima devoção nos países vizinhos, colhendo neles semelhantes frutos. Atravessou não somente as fronteiras européias, mas os continentes e também os séculos, uma vez que, até os presentes dias, o Rosário é rezado com grande fruto em todos os países do mundo.

Os Papas recomendam o Rosário

Pio IX: “Assim como São Domingos se valeu do Rosário como de uma espada para destruir a nefanda heresia dos albigenses, assim também hoje os fiéis exercitando o uso desta arma — que é a reza cotidiana do Rosário — facilmente conseguirão destruir os monstruosos erros e impiedades que por todas as partes se levantam” (Encíclica Egregiis, de 3 de dezembro de 1856).

Leão XIII: “Queira Deus — é este um ardente desejo Nosso — que esta prática de piedade retome em toda parte o seu antigo lugar de honra! Nas cidades e aldeias, nas famílias e nos locais de trabalho, entre as elites e os humildes, seja o Rosário amado e venerado como insigne distintivo da profissão cristã e o auxílio mais eficaz para nos propiciar a divina clemência” (Encíclica Jucunda semper, de 8 de setembro de 1894).

São Pio X: “O Rosário é a mais bela e a mais preciosa de todas as orações à Medianeira de todas as graças: é a prece que mais toca o coração da Mãe de Deus. Rezai-o todos os dias”.

Bento XV: “A Igreja, sobretudo por meio do Rosário, sempre encontrou nEla a Mãe da graça e a Mãe da misericórdia, precisamente conforme tem o costume de saudá-La. Por isso, os Romanos Pontífices jamais deixaram passar ocasião alguma, até o presente, de exaltar com os maiores louvores o Rosário mariano, e de enriquecê-lo com indulgências apostólicas”.

Pio XI: “Uma arma poderosíssima para pôr em fuga os demônios .... Ademais, o Rosário de Maria é de grande valor não só para derrotar os que odeiam a Deus e os inimigos da Religião, como também estimula, alimenta e atrai para as nossas almas as virtudes evangélicas” (Encíclica Ingravescentibus malis, de 29 de setembro de 1937).

Pio XII: “Será vão o esforço de remediar a situação decadente da sociedade civil, se a família, princípio e base de toda a sociedade humana, não se ajustar diligentemente à lei do Evangelho. E nós afirmamos que, para desempenho cabal deste árduo dever, é sobretudo conveniente o costume do Rosário em família” (Encíclica Ingruentium malorum, de 15 de setembro de 1951).

João XXIII: “Como exercício de devoção cristã, entre os fiéis de rito latino, .... o Rosário ocupa o primeiro lugar depois da Santa Missa e do Breviário, para os eclesiásticos, e da participação nos Sacramentos, para os leigos” (Carta Apostólica Il religioso convegno, de 19 de setembro de 1961).

Paulo VI: “Não deixeis de inculcar com toda a diligência e insistência o Rosário marial, forma de oração tão grata à Virgem Mãe de Deus e tão freqüentemente recomendada pelos Romanos Pontífices, pela qual se proporciona aos fiéis o mais excelente meio de cumprir de modo suave e eficaz o preceito do Divino Mestre: ‘Pedi e recebereis, buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á’ (Mt. 7, 7) (Encíclica Mense maio, de 19 de abril de 1965).

João Paulo II: “O Rosário, lentamente recitado e meditado — em família, em comunidade, pessoalmente — vos fará penetrar pouco a pouco nos sentimentos de Jesus Cristo e de sua Mãe, evocando todos os acontecimentos que são a chave de nossa salvação (Alocução de 6 de maio de 1980).

Inimigos internos e externos vencidos pelo Rosário

Como acabamos de ver, São Domingos, com a cruzada de orações que empreendeu por meio do Rosário, derrotou os inimigos internos da Igreja vencendo a seita albigense infiltrada entre os católicos. Veremos agora um exemplo histórico de como o Santo Rosário derrotou inimigos externos da Cristandade.

No século XVI, o poderio otomano (sobretudo o Império turco, de religião muçulmana) crescia espantosamente e tudo empreendia para aniquilar e dominar a Europa cristã. Os turcos já haviam conquistado Constantinopla e ocupado a ilha de Chipre, de onde pretendiam marchar em direção ao Ocidente.

Em face do iminente perigo para a Cristandade, o Sumo Pontífice de então, o Papa São Pio V, conclamou os príncipes europeus a se unirem numa frente comum contra o inimigo. Reuniu uma pequena esquadra composta com o apoio de Felipe II da Espanha, das Repúblicas de Veneza e de Gênova e do Reino de Nápoles, além de um contingente dos Estados Pontifícios.

São Pio V não desanimou ante a desproporção das forças, pois confiava mais na proteção de Deus e de sua Santíssima Mãe. Entregou ao generalíssimo D. João d’Áustria o comando da esquadra e deu-lhe um estandarte com a imagem de Nossa Senhora, pedindo-lhe que partisse logo ao encontro do inimigo.

Na batalha de Lepanto: A vitória salvadora.

Há 436 anos, em 7 de outubro de 1571, a esquadra católica, composta de aproximadamente 200 galeras, concentrou-se no golfo de Lepanto. D. João d’ Áustria mandou hastear o estandarte oferecido pelo Papa e bradou: “Aqui venceremos ou morremos”, e deu a ordem de batalha contra os seguidores de Maomé. Os primeiros embates foram favoráveis aos muçulmanos, que, formados em meia-lua, desfecharam violenta carga. Os católicos, com o Terço ao pescoço, prontos a dar a vida por Deus e tirar a dos infiéis, respondiam aos ataques com o máximo vigor possível.

Mas, apesar da bravura dos soldados de Cristo, a numerosíssima frota do Islã, comandada por Ali-Pachá, parecia vencer. Após 10 horas de encarniçado embate, os batalhadores católicos receavam a derrota, que traria graves conseqüências para a Civilização Cristã européia. Mas, ó prodígio! Ficaram surpresos ao perceberem que, inexplicavelmente e de repente, os muçulmanos, apavorados, bateram em retirada...

Obtiveram mais tarde a explicação: aprisionados pelos católicos, alguns mouros confessaram que uma brilhante e majestosa Senhora aparecera no céu, ameaçando-os e incutindo-lhes tanto medo, que entraram em pânico e começaram a fugir.

Logo no início da retirada dos barcos muçulmanos, os católicos reanimaram-se e reverteram a batalha: os infiéis perderam 224 navios (130 capturados e mais de 90 afundados ou incendiados), quase 9.000 maometanos foram capturados e 25.000 morreram. Ao passo que as perdas católicas foram bem menores: 8.000 homens e apenas 17 galeras perdidas.

Vitória alcançada pelo Rosário.

Enquanto se travava a batalha contra os turcos em águas de Lepanto, a Cristandade rogava o auxílio da Rainha do Santíssimo Rosário. Em Roma, o Papa São Pio V pediu aos fiéis que redobrassem as preces. As Confrarias do Rosário promoviam procissões e orações nas igrejas, suplicando a vitória da armada católica.

O Pontífice, grande devoto do Rosário, no momento em que se dava o desfecho da famosa batalha, teve uma visão sobrenatural, na qual ele tomou conhecimento de que a armada católica acabara de obter espetacular vitória. E imediatamente, exultando de alegria, voltou-se para seus acompanhantes exclamando: “Vamos agradecer a Jesus Cristo a vitória que acaba de conceder à nossa esquadra”.

A milagrosa visão foi confirmada somente na noite do dia 21 de outubro (duas semanas após o grande acontecimento), quando, por fim, o correio chegou a Roma com a notícia. São Pio V tinha meios mais rápidos para se informar...

Em memória da estupenda intervenção de Maria Santíssima, o Papa dirigiu-se em procissão à Basílica de São Pedro, onde cantou o Te Deum Laudamus e introduziu a invocação Auxílio dos Cristãos na Ladainha de Nossa Senhora. E para perpetuar essa extraordinária vitória da Cristandade, foi instituída a festa de Nossa Senhora da Vitória, que, dois anos mais tarde, tomou a denominação de festa de Nossa Senhora do Rosário, comemorada pela Igreja no dia 7 de outubro de cada ano.

Ainda com o mesmo objetivo, de deixar gravado para sempre na História que a Vitória de Lepanto se deveu à intercessão da Senhora do Rosário, o senado veneziano mandou pintar um quadro representando a batalha naval com a seguinte inscrição: “Non virtus, non arma, non duces, sed Maria Rosarii victores nos fecit”. (Nem as tropas, nem as armas, nem os comandantes, mas a Virgem Maria do Rosário é que nos deu a vitória).

Milagre: tropas soviéticas retiram-se da Áustria

Expulsos pelo Rosário Sem armas e sem sangue, Áustria se liberta dos comunistas.

Após a II Guerra Mundial, parte do território austríaco ficou sob domínio comunista. Tudo foi feito para que os russos se retirassem, todos os meios diplomáticos foram empregados. Contudo parecia impossível obter a retirada dos tiranos soviéticos que oprimiam o país católico.

Através da recitação do Rosário, a nação austríaca inteira implorou a libertação a Nossa Senhora de Fátima, pois só um milagre a salvaria.

Foi constituído um movimento chamado Rosenkranzsühnekreuzzug (Cruzada Reparadora do Santo Rosário), por iniciativa do Padre capuchinho Petrus Pavlicek (1902 – 1982). Em todas as cidades, vilas e aldeias crescia o número de pessoas que aderiam ao movimento, comprometendo-se a rezar o Rosário numa determinada hora. De tal modo que, 24 horas por dia, sempre havia austríacos rezando, rogando à Virgem Santíssima pela libertação do país do jugo comunista.

Muitas procissões foram organizadas nessa intenção. A maior delas talvez tenha sido a realizada em 12 de setembro de 1954: uma enorme procissão “aux flambeaux” (com tochas) em homenagem a Nossa Senhora de Fátima, da qual participaram muitas autoridades.

500 mil austríacos já haviam aderido a essa Cruzada de orações em 1955. A Senhora do Rosário atendeu as insistentes súplicas, e o impossível – naturalmente falando – ocorreu: em maio de 1955 as tropas soviéticas abandonaram o território austríaco. Um autêntico milagre!

O que é o Terço ?

Cada Terço corresponde (a terça parte de um Rosário) e compõe-se de cinco Mistérios, ou cinco dezenas; cada dezena corresponde a um Pai-Nosso, dez Ave-Marias e um Glória ao Pai (é aconselhável que se reze após o Glória a oração: “Ó meu Jesus perdoai-nos...”, que Nossa Senhora em Fátima recomendou aos três pastorinhos de Fátima).

Antes de iniciar cada dezena, enuncia-se o Mistério correspondente e nele devemos MEDITAR, ou seja, PENSAR, enquanto rezamos as Ave-Marias. No final de cada Terço (que equivale a 50 Ave-Marias), é recomendável rezar uma Salve Rainha ou um Lembrai-Vos.

O Terço e também o Rosário inicia-se com a recitação do Credo (resumo das principais verdades cristãs, nas quais todo católico deve crer), mas antes de começar a rezá-lo convém enunciar as intenções pelas quais estamos pedindo. Pode-se colocar quantas intenções se desejar, bem como pedir a graça de orar com piedade, fervorosamente e sem distrações.

Qual é o conteúdo do Rosário?

O Rosário se organizou tendo como referência os 150 salmos contidos na Sagrada Escritura. A cada salmo, corresponde a uma Ave-Maria. A cada dezena de Ave-Marias, intercalou-se um fato da vida de Jesus, um “mistério”. Mistérios da alegria, da dor e da glória. Portanto 15 Mistérios ou 15 dezenas, equivale a 150 Ave-Marias (lembram os 150 salmos — poemas religiosos — de Davi, como já se mencionou acima). Assim o Rosário é a soma dos três Terços.

Quando rezar o Rosário, pode-se — e por vezes é até conveniente — recitar os três Terços separadamente, como, por exemplo, rezando um Terço no período da manhã, outro à tarde e o terceiro à noite. No final recomenda-se recitar a Ladainha lauretana.

No primeiro Terço contemplam-se os Mistérios Gozosos (as alegrias da Virgem Santíssima), no segundo os Mistérios Dolorosos (as dores de Nosso Senhor Jesus Cristo na Paixão e Morte) e no terceiro os Mistérios Gloriosos (os triunfos de Nosso Senhor e de Nossa Senhora).

Quando a pessoa reza apenas um Terço (e não o Rosário inteiro), o costume é, nas segundas e quintas-feiras, meditar os Mistérios Gozosos; nas terças e sextas-feiras os Dolorosos; e nas quartas, sábados e domingos os Gloriosos.

Esses 15 Mistérios correspondem aos principais acontecimentos da Vida, Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor e aos principais acontecimentos da vida de sua Santíssima Mãe.

A simbologia do Rosário.

O próprio Rosário é um símbolo. Ele forma um círculo. Sua saída coincide com a chegada. Lembra o que Jesus falou: saí do Pai e volto ao Pai (Jo 16, 28). Nós também viemos do Pai e devemos voltar a Ele. A forma de fazê-lo é seguir Cristo, que se declarou nosso caminho (Jo 14, 8) e convida a cada um a segui-lo (Mt 19,21).

Pelo Rosário, meditamos na peregrinação que Jesus fez por este mundo unindo-nos pelo fio da fé. Sem a fé, os dias de nossa vida viram um amontoado de contas perdidas no chão, como acontece com as contas do terço quando se quebra o fio que as mantém unidas.

O centro do Rosário é Cristo crucificado. Tendo-o nas mãos, recorda que nossa vida e nossa oração devem ter seu centro em Cristo, em união com a Mãe de Deus e Nossa Mãe, Maria Santíssima.

O Pai-Nosso.

O Rosário ensinado diretamente por Nossa Senhora compõe-se das mais sublimes orações. A começar pelo Pai-Nosso, ensinado pelo próprio Nosso Senhor Jesus Cristo aos Apóstolos, quando estes pediram: “Ensinai-nos a rezar” (Lucas 11, 1). O Divino Redentor pronunciou as palavras do Pai-Nosso, indicando-nos o meio de glorificar a Deus. É claro que Ele não deixará de ouvir-nos, uma vez que suplicamos com as próprias palavras que Ele nos ensinou.

A Ave-Maria.

Sem dúvida, uma das mais belas orações é a Ave-Maria, composta com a saudação do Arcanjo São Gabriel, “Ave, ó cheia de graça, o Senhor é contigo”; com as palavras de Santa Isabel, “Bendita sois Vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre”; e com o acréscimo inserido pela Igreja, “Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém”. Em poucas palavras essa oração encerra as principais grandezas de Nossa Senhora.

Diz São Luís Grignion de Montfort:

“A saudação angélica resume na mais concisa síntese toda a teologia cristã sobre a Santíssima Virgem. Há nela um louvor e uma invocação: encerra o louvor da verdadeira grandeza de Maria; a invocação contém tudo que devemos pedir-Lhe e o que de sua bondade podemos alcançar”.

Este mesmo santo, e grande apóstolo do Rosário, conta que os hereges têm horror à Ave-Maria. Eles podem até aprender a recitar o Pai-Nosso, mas nunca a Ave-Maria: “Todos os hereges que são filhos do diabo.... prefeririam carregar sobre si uma serpente antes que um rosário”.

Não há graças que Deus não nos possa alcançar por meio de Maria a quem peça por meio do Rosário. No entanto é bom lembrar que devemos nos preparar para alcançar as graças que tanto pedimos.

Como devemos nos preparar.

Fazendo uma boa confissão a um Sacerdote com um arrependimento profundo e repeti-la periodicamente ao menos uma vez por mês, receber a Santíssima Eucaristia sempre que possível e que estivermos preparados para a receber, rezar o Creio que é a profissão de Fé nas verdades católicas.

Rezar nas intenções do Santo Padre o Papa. Ao menos 01 Pai Nosso 01 Ave Maria e 01 Glória ao Pai.

Também procurar estar dentro dos 7 Sacramentos da Igreja, próprio da condição de cada um, e observar os 10 Mandamentos da Lei de Deus.

Há inúmeros documentos pontifícios exaltando a excelência do Santíssimo Rosário. Neles os Papas recomendam empenhadamente essa devoção. Devemos nos preparar para receber estas graças (indulgências), pois o Rosário foi enriquecido ao longo dos séculos pelos Pontífices com inúmeras indulgências.

Perseverar, em todos os dias na Oração, para que Maria interceda a Jesus que na Sua infinita Misericórdia nos conceda os meios de alcançar estas graças.

O que é rezar ?

Rezar é falar com Deus. Se dirigir a Deus, se expressar; seja com o pensamento ou com a voz.

Como rezar bem.

Agora que já tomamos conhecimento da importância do Santo Rosário, de sua maravilhosa história e em que orações consiste, veremos não apenas como rezá-lo — o que é muito fácil —, mas como rezar bem, o que não é muito difícil, bastando um pouco de atenção.

Rezar bem o Rosário é simples e está ao alcance de todos. Não é necessário ser um sábio ou um doutor em teologia. Além das singelas orações acima indicadas, precisamos apenas contemplar os mistérios e as palavras da cada oração, algo que até crianças podem fazer.

Oração vocal e oração mental.

A oração vocal é a recitação piedosa das cinco dezenas de Ave-Marias (no caso do Terço), ou das 15 dezenas (no caso do Rosário). No início de cada conjunto de 10 Ave-Marias reza-se o Pai-Nosso, e no final o Glória ao Pai.

Em que consiste a oração mental ?

Enquanto se pronuncia as orações, em PENSAR OU CONTEMPLAR os Mistérios (pode-se também MEDITAR, PENSAR nas palavras da Ave-Maria, do Pai-Nosso ou do Glória).

O Rosário é um colóquio (uma conversa) com Deus e Nossa Senhora. Enquanto com a voz Os louvamos, com o PENSAMENTO MEDITAMOS nos sublimes mistérios, pois, sendo o homem composto de corpo e alma, com a boca e com a mente deve glorificar seu Criador. O que equivale ao nosso dito popular: “Não falar só da boca pra fora”, ou seja, sem amor, sem coração, sem meditação. Se isso não acontecer poderá ser em vão nossa oração.

Claro que tanto mais eficácia terá essa arma quanto maior nosso envolvimento e devoção a utilizarmos. Assim, evitar de rezar o Rosário despachadamente e distraído; procurar recitá-lo piedosamente e com atenção, se possível de joelhos diante do Tabernáculo (sacrário) ou de uma imagem de Jesus e/ou Nossa Senhora, vestido decentemente (homens e mulheres e crianças) com respeito máximo e humildade a quem se dirige como a Santa Igreja antigamente e hoje sempre ensinou.

Pode-se, porém, rezá-lo também sentado ou de pé — até mesmo deitado, em caso de enfermidade, muito cansaço ou outra causa proporcionada —, mesmo andando, mas evitando o quanto possível as distrações. Devemos criar condições ambientais para facilitar nossa concentração no que estamos fazendo.

Por isso Jesus levantava de madrugada para rezar. Subia as montanhas para buscar o silêncio. Saía das cidades para rezar. Muitos santos faziam isso.

Nós podemos nos fechar no quarto, no escritório ou nas Igrejas em qualquer lugar em que ajude a nos concentrar; tirar tempo para Deus.

Entretanto, a distração involuntária, mesmo freqüente, não invalida o valor da oração. Nunca se deve deixar de rezar o Terço por causa de distrações. Pelo contrário, se temos dificuldade de rezar com perfeição, rezemos ainda mais, para compensar um tanto pela quantidade o que faltou à qualidade. Nosso Senhor elogia no Evangelho a oração insistente.

O demônio inventará artifícios para nos distrair com bobagens, mas precisamos rejeitá-las e concentrar nossa atenção. Se fizermos esforços para rezar bem, ainda que não o consigamos inteiramente, isto já é agradável a Nossa Senhora.

Rezar com Fé.

Fé significa acreditar, ter confiança que algo se realizará, ter confiança no que estamos fazendo.

Quando rezamos (pedimos, agradecemos, louvamos) temos a CERTEZA ABSOLUTA que Deus com a Santíssima Virgem e todo os Céus está nos ouvindo e vendo tudo. Pode Deus por intercessão de Maria não nos conceder aquilo que pedimos, mas pode nos conceder outras graças que não as pedimos e que são mais importantes para nós naquele momento. Pode também não nos conceder quando desejamos, mas sim quando realmente necessitamos.

As vezes para testar nossa fé e perseverança pode demorar um pouco em nos atender, mas é de ABSOLUTA CERTEZA que nos atenderá, só não o sabemos quando; pode ser na hora ou mais adiante...

Devemos lembrar: rezamos todos os dias no Pai Nosso seja feita a TUA VONTADE...

“Quem reza se salva, quem não reza se condena”.

Que oração será a mais eficaz a fim de alcançar toda espécie de graças para nós, tão necessitados? E para a humanidade, tão depravada? Os Papas, os Santos e a Igreja em geral incentivam de todos os modos esta devoção, que a própria Medianeira de todas as graças nos ensinou.

Rezar o Santo Rosário é ser atendido com segurança, pois o Divino Filho de Maria Santíssima sempre ouve os rogos de sua Mãe. Boníssima Mãe nossa, que é também a Mãe do Juiz que nos julgará em nosso último dia. Assim sendo, nada melhor que termos como advogada Aquela que nos obterá toda espécie de graças para chegarmos bem diante do supremo Juiz.

Está portanto em nossas mãos a arma para a salvação, tanto nossa como deste caótico e desmoralizado mundo de hoje.

As Indulgências.

Devoção tão recomendada pelos Papas e tão aprovada pela Igreja, é o Rosário da Virgem Santíssima cumulado de indulgências.

Indulgência é uma remissão da pena temporal dos pecados. Com a confissão que fazemos de nossos pecados, somos perdoados de nossas culpas, mas permanecem as penas temporais devidas ao pecado.

O cumprimento da penitência imposta pelo sacerdote, após a absolvição, satisfaz parcialmente as penas temporais. Os sofrimentos que padecemos ajudam também a pagar tais penas. Contudo podem ainda aliviar as penas temporais as indulgências que a Igreja concede às almas em estado de graça, pelos méritos de Nosso Senhor e de Sua Santíssima Mãe e dos santos.

Mas as indulgências são concedidas, sob certas condições, por determinados atos de piedade. Um deles é a recitação do Rosário. Quando o rezamos em igreja, em oratório público ou em família, ou ainda em comunidade religiosa, lucramos uma indulgência plenária (libera no todo a pena temporal), e quando rezamos o Rosário em outras circunstâncias, lucramos indulgência parcial (libera em parte a pena).

Mesmo rezando apenas um Terço do Rosário podemos lucrar a indulgência plenária, mas as cinco dezenas devem ser recitadas (oração vocal) sem interrupção e meditando (oração mental) cada um dos cinco mistérios.

Nossa Senhora do Rosário, terror dos demônios.

Por imposição de Deus, o próprio demônio, em algumas circunstâncias, foi obrigado a confessar — muito a contragosto em alguns exorcismos... — que a Santíssima Virgem era sua maior inimiga, pois Ela conseguia salvar almas que estavam já em suas garras, praticamente condenadas ao inferno.

Nossa Senhora é o Terror dos demônios, Aquela que esmaga a cabeça da serpente infernal, como é representada em muitas de suas imagens – na Medalha Milagrosa, por exemplo. Em seu famosíssimo Tratado da Verdadeira Devoção, São Luís Maria Grignion de Montfort escreve: "Maria é a mais terrível inimiga que Deus armou contra o demônio”.

E, ainda nesse mesmo sentido: “Armai-vos, pois, com estas armas de Deus, armai-vos do santo Rosário e esmagareis a cabeça do demônio, e vivereis tranqüilos contra todas suas tentações. Daí vem que o Rosário, mesmo o objeto material, seja tão terrível ao diabo, que os Santos se tenham servido dele para encadear o demônio e expulsá-lo do corpo dos possessos, segundo testemunham várias histórias”.

De onde se vê que é excelente ter sempre consigo o Terço no bolso, durante o dia, e à noite ao pescoço ou sob o travesseiro.

Uma arma por excelência da vitória sobre o mal.

Depois da Santa Missa o Rosário é a arma secreta mais poderosa que Deus coloca nas mãos de seus fiéis soldados, na luta contra Satanás e seus sequazes que andam pelo mundo para perder as almas. Esta poderosíssima arma está à disposição de todos os católicos devotos do Rosário da Santíssima Virgem. Com ela receberemos proteção nos assaltos do demônio e estaremos prontos a enfrentar todas as dificuldades desta vida.

Quem nos garante isto é o próprio São Luís Grignion de Montfort:

“Ainda que vos encontrásseis à beira do abismo ou já tivésseis um pé no inferno; ainda que tivésseis vendido vossa alma ao diabo, ainda que fôsseis um herege endurecido e obstinado como um demônio, cedo ou tarde vos converteríeis e salvaríeis, desde que (vos repito, e notai as palavras e os termos de meu conselho) rezeis devotamente todos os dias o Santo Rosário até a morte, para conhecer a verdade e obter a contrição e o perdão de vossos pecados”.

Benefícios e graças que podemos conseguir rezando o Santo Rosário com a meditação dos mistérios:

> Eleva-nos insensivelmente ao perfeito conhecimento de Jesus Cristo;

> purifica nossas almas do pecado;

> permite-nos vencer a nossos inimigos;

> facilita-nos a prática das virtudes;

> abrasa-nos no amor de Jesus Cristo;

> habilita-nos a pagar nossas dívidas para com Deus e os homens;

> por fim, obtém-nos de Deus toda espécie de graças.

São Luís Grignion de Montfort

(Obras de San Luis Maria Grignion de Montfort, El secreto admirable del Santissimo Rosario, Biblioteca de Autores Cristianos, Madrid, 1954, p. 353).

As orações do Rosário.

Credo. (Creio)

“Creio em um só Deus, Pai todo poderoso, Criador do Céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, JESUS CRISTO, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz de luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação desceu dos Céus. E se encarnou pelo ESPÍRITO SANTO, no seio da Virgem MARIA e se fez homem. Também por nós homens, foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as escrituras; e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do PAI. De novo há de vir em Sua Glória, para julgar os vivos e os mortos; e o Seu Reino não terá fim. Creio no ESPÍRITO SANTO, Senhor que dá a vida, e procede do PAI e do FILHO. Com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: ELE que falou pelos profetas. Creio na Igreja uma, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos, e a vida do mundo que há de vir. Amém.”

Pai-Nosso.

Pai nosso que estais no Céu, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade assim na Terra como no Céu.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Ave-Maria.

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois Vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, Mãe de Deus e nossa mãe, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Glória.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Assim como era no princípio, agora e sempre e por todos os séculos dos séculos. Amém.

Ó meu bom Jesus... (oração ensinada na Aparição de Fátima - Portugal.)

Ó meu bom Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem.

Salve Rainha.

Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos, degredados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. E, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro mostrai-nos Jesus, bendito fruto de vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.

Rogai por nós, Santa mãe de Deus.

Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.

Lembrai-Vos.

Lembrai-Vos, ó puríssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido à Vossa proteção, implorado a Vossa assistência e reclamado o Vosso socorro fosse por Vós desamparado. Animado eu, pois, de igual confiança, a Vós, ó Virgem entre todas singular, como a Mãe recorro, de Vós me valho, e gemendo sob o peso de meus pecados, me prostro a Vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus humanado, mas dignai-Vos de as ouvir propícia e de me alcançar o que Vos rogo. Assim seja. Amém.

OS 15 MISTÉRIOS DO SANTO ROSÁRIO

Para rezar o Rosário:

Inicia-se com o sinal da Cruz; ato de contrição (pedido de perdão a Deus), uma invocação ao Divino Espírito Santo (Vinde Espírito Santo... coloca-se as intenções por quem que é oferecido); reza-se o Creio...; 1 Pai Nosso 3 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai...; anuncia-se o Mistério e segue com 1 Pai Nosso e 10 Ave-Marias em cada, até completar os 15 Mistérios; termina com uma Salve Rainha.
No final de cada Mistério reza-se a Jaculatória ensinada por N.Senhora em Fátima, (Ó Meu Bom Jesus Perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem.)
A reza de cada dez Ave-Marias está acompanhada pela meditação do mistério respectivo.

Mistérios Gozosos

Segundas e Quintas

Primeiro Mistério Gozoso: A Anunciação do Anjo Gabriel à Maria. (São Lucas 1:28)
Segundo Mistério Gozoso: A Visita de Maria à sua prima Isabel. (São Lucas 1:41,42)
Terceiro Mistério Gozoso: O Nascimento de Jesus (São Lucas 2:7)
Quarto Mistério Gozoso: A Apresentação do Menino Jesus no templo (São Lucas 2:22-23)
Quinto Mistério Gozoso: O Encontro de Jesus no templo (São Lucas 2:46)

Mistérios Dolorosos

Terças e Sextas

Primeiro Mistério Doloroso: A Oração de Jesus no Horto (São Lucas 22:43-44)
Segundo Mistério Doloroso: A Flagelação de Jesus Cristo (São João 19:1)
Terceiro Mistério Doloroso: A Coroação de Espinhos (São Mateus 27:28-29)
Quarto Mistério Doloroso: Jesus Cristo leva a Cruz (São João19:17)
Quinto Mistério Doloroso: A Crucificação e Morte de N.S.J.C. (São Lucas 23:46)

Mistérios Gloriosos

Quartas, Sábados, e Domingos

Primeiro Mistério Glorioso: A Ressurreição de N.S.J.C, (São Marcos 16:6)
Segundo Mistério Glorioso: A Ascensão de Jesus Cristo ao Céu. (São Marcos 16:19)
Terceiro Mistério Glorioso: A Vinda do Divino Espírito Santo (Atos dos Apóstolos 2:4)
Quarto Mistério Glorioso: A Assunção da Virgem Maria (Judite 15:10-11)
Quinto Mistério Glorioso: A Coroação de Maria Santíssima (Apocalipse 12:1)

A Virgem Santíssima em Fátima e o pedido ao Santo Rosário.

Quando Lúcia perguntou à Santíssima Virgem, na aparição de 13 de outubro de 1917, em Fátima, o que desejava, Ela respondeu:

“Quero dizer-te que façam aqui uma capela em minha honra; que sou a Senhora do Rosário; que continuem sempre a rezar o Terço todos os dias”.

“Rezar o Terço todos os dias” — Que conselho mais excelente que este? Que criatura mais elevada que a Virgem Santíssima poderia transmiti-lo? Sendo que a própria Mãe de Deus – e também nossa Mãe – nos faz esse pedido, como poderemos recusá-lo? Impossível seria! Atendendo-A, seremos atendidos e alcançaremos todas as graças que suplicarmos com fé e confiança.

Em várias outras aparições Nossa Senhora recomendou a devoção ao Rosário, mas especialmente em Fátima Ela insistiu nessa prática marial como meio para se obter a conversão do mundo.

Apresentando-se como a Senhora do Rosário, Ela veio alertar o mundo para os terríveis castigos que ocorreriam caso não se desse uma conversão geral; caso os homens não deixassem de ofender a Deus com seus pecados e não houvesse uma reparação por esses pecados.

Isto se passou no início do século XX. Neste início do século XXI, quem se atreveria a dizer que tais pedidos foram atendidos? Claro que ninguém! Basta olhar um pouco em torno de nós, para ver justamente o contrário: a decadência moral acentua-se dia a dia; os Mandamentos de Deus são abandonados; os pecados aumentam; as ofensas a Nosso Senhor tornam-se ainda mais agressivas. Basta abrir os jornais, para constatar a alarmante dissolução da família, as modas imorais, o nudismo, o aborto, a prostituição, as drogas, o homossexualismo etc.

Em vista disso, a Senhora de Fátima pede-nos “oração, penitência e reparação”. Insiste na recitação diária do Rosário, para a conversão das almas pecadoras e do mundo.

Fonte:http://www.derradeirasgracas.com/ . (com adaptações)