Don Divo Barsotti

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quarta-feira, 11 de março de 2009

BENTO XVI: "A VIDA CONTEMPLATIVA É CHAMADA A SER O PULMÃO ESPIRITUAL DA CIDADE"

Bento XVI esteve Segunda-feira no Mosteiro das Oblatas de Santa Francisca Romana, em Tor de' Specchi, durante a sua visita ao Capitólio sede da Câmara Municipal de Roma, afirmando que a vida contemplativa está chamada a ser “uma espécie de pulmão espiritual da sociedade”.
Na Capela do Coro, após um momento de adoração ao Santíssimo Sacramento e de veneração do corpo da santa, o Papa dirigiu-se às irmãs e às estudantes que residem no Centro Universitário.

Recordando os seus recentes exercícios espirituais com os membros da Cúria Romana, realizados na semana passada, o Papa afirmou ter “experimentado mais uma vez quão indispensáveis são o silêncio e a oração”.

“Contemplação e acção, oração e serviço de caridade, ideal monástico e compromisso social: tudo isso encontrou um ‘laboratório’ rico em frutos”, comentou, reconhecendo que “o verdadeiro motor” de tudo o que se realizou no decorrer do tempo, neste Mosteiro, foi “o coração de Francisca, no qual o Espírito Santo derramou os seus dons espirituais e ao mesmo tempo suscitou tantas iniciativas de bem”.

“O vosso mosteiro encontra-se no coração da cidade”, disse o Papa, destacando que isso é um “símbolo da necessidade de devolver a dimensão espiritual no centro da convivência civil, para dar pleno sentido à múltipla actividade do ser humano”.
Segundo Bento XVI, as comunidades de vida contemplativa são chamadas “a ser uma espécie de ‘pulmão espiritual’ da sociedade, para que à actuação, ao activismo de uma cidade não falte a ‘respiração’ espiritual, a referência a Deus e ao seu desígnio de salvação”.

Este é o serviço “que fazem em particular os mosteiros, lugares de silêncio e de meditação da Palavra divina, lugares onde há preocupação por ter sempre a terra aberta ao céu”.
Santa Francisca Romana fundou a Congregação das Oblatas em 1433. Para o seu projecto de vida religiosa, inspirou-se na Regra de São Bento. Foi canonizada a 29 de Maio de 1608, pelo Papa Paulo V.