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Artigos Junho 2007



    domingo, 27 de abril de 2014

    "Ritus Romanus et Ritus Modernus - Houve Reforma litúrgica antes de Paulo VI?"


    Ritus Romanus et Ritus Modernus - Houve Reforma litúrgica antes de Paulo VI?

    Monsenhor Klaus Gamber, Diretor do Instituto Litúrgico de Ratisbona
    No artigo “Quatrocentos anos de Missa Tridentina” publicado em diversas revistas religiosas, o Professor Rennings se aplicou em apresentar o novo missal, ou seja o Ritus Modernus, como derivação natural e legítima da liturgia romana. Segundo o citado Professor não teria existido uma Missa de São Pio V, mas somente por cento e trinta e quatro anos, isto é, de 1570 a 1704, ano no qual ele apareceu com as modificações desejadas pelo Romano Pontífice de então. Continuando com tal modo de proceder, Paulo VI, conforme Rennings, por sua vez, teria reformado o Missale romanum para permitir aos fiéis entrever algo mais da inconcebível grandeza do dom que na Eucaristia o Senhor fez à sua Igreja.

    Em seu artigo, Rennings salienta muito um ponto fraco dos tradicionalistas: a expressão MissaTridentina ou Missa sancti Pii V. Propriamente falando uma Missa Tridentina ou de São Pio V não existiu nunca, já que, seguindo as determinações do Concilio de Trento, não foi formado um Novus Ordo Missae, dado que o Missale sancti Pii V não é mais que o Missal da Cúria Romana, que se foi formando em Roma muitos séculos antes, e difundido especialmente pelos franciscanos em numerosas regiões de Ocidente. As modificações efetuadas por São Pio V são tão pequenas, que são perceptíveis tão somente pelo olho dos especialistas.

    Agora, um dos expedientes a que recorre Rennings, consiste em confundir o Ordo Missae com o Proprium das Missas dos diferentes dias e das diferentes festas. Os Papas, até Paulo VI, não modificaram o Ordo Missae, mesmo introduzindo novos próprios para novas festas. O que não destrói a chamada Missa Tridentina mais do que os acréscimos ao Código Civil destroem o mesmo Código.

    Portanto, deixando de lado a expressão imprópria de Missa Tridentina, falamos antes de um Ritus Romanus. O rito romano remonta em suas partes mais importantes pelo menos ao século V, e mais precisamente ao Papa São Dâmaso (366-384). O Canon Missae, exceção feita de alguns retoques efetuados por São Gregório I (590-604), havia alcançado com São Gelásio I (492-496) a forma que conservou até há pouco tempo. A única coisa sobre a qual os Romanos Pontífices não cessaram de insistir desde o século V em diante, foi a importância para todos de adotar o Canon Missae Romanae, dado que dito cânon remonta nada menos que ao próprio Apóstolo Pedro.

    Mais pelo que se refere às outras partes do Ordo, como para o Proprium das várias Missas, respeitaram o uso das Igrejas locais.

    Até São Gregório Magno (590-604) não existiu um Missal oficial com o Proprium das várias Missas do ano. O Liber Sacramentorum foi redigido por encargo de São Gregório no início de seu pontificado, para serviço e uso das Stationes que tinham lugar em Roma, ou seja, para a liturgia pontifical. São Gregório não teve nenhuma intenção de impor o Proprium do citado Missal a todas as Igrejas de Ocidente. Se, posteriormente, tal Missal se converteu no próprio arcabouço do Missale Romanum de São Pio V, isto se deveu a uma série de fatores dos quais não podemos tratar agora.

    É interessante notar que, quando se interrogou São Bonifácio (672-754) que se encontrava em Roma, a respeito de algum pormenor litúrgico, como o uso dos sinais da cruz a serem feitos durante o cânon, ele não se referiu ao sacramentais de São Gregório, e sim àquele que estava em uso entre os anglo saxões, cujo cânon era em tudo conforme ao da Igreja de Roma...

    Na Idade Média, as dioceses e as Igrejas que não tinham adotado espontaneamente o Missal em uso em Roma, usavam um próprio e por isso nenhum Papa manifestou surpresa ou desgosto...

    Mas, quando a defesa contra o protestantismo tornou necessário um Concílio, o Concilio de Trento encarregou ao Papa publicar um Missal corrigido e uniforme para todos. Ora pois, com a melhor boa vontade do mundo, eu não consigo encontrar em tal deliberação do Concílio o ecumenismo que Rennings vê.

    Que fez São Pio V? Como já dissemos, tomou o Missal em uso em Roma e em tantos outros lugares, e o retocou, especialmente reduzindo o número das festas dos Santos que continha. Fê-lo quem sabe obrigatório para toda a Igreja? ! Absolutamente não. Respeitou até as tradições locais que puderam gabar-se de ter pelo menos duzentos anos de idade. Assim propriamente: era suficiente que o Missal estivesse em uso, pelo menos, há mais de duzentos anos, para que pudesse ficar em uso de igual modo e em lugar daquele publicado por São Pio V. O fato de que o Missale Romanum se tenha difundido tão rápida e espontaneamente adotado também em dioceses que tinham um próprio mais que bicentenário, deve-se a outras causas; não por certo à pressão exercida por Roma sobre elas. Roma não exerceu sobre elas nenhuma pressão, e isto em uma época na qual, a diferença de tudo quanto acontece hoje, não se falava de pluralismo, nem de tolerância.

    O primeiro Papa que ousou inovar o Missal tradicional foi Pio XII, quando modificou a liturgia da Semana Santa. Seja-nos permitido observar, a esse respeito, que nada impedia de restabelecer a Missa do Sábado Santo na noite de Páscoa, ainda que sem modificar o rito.

    João XXIII o seguiu nesse caminho, retocando as rubricas. Mas, nem um nem o outro, ousaram inovar el Ordo Missae, que permaneceu invariável. Porém, a porta havia sido aberta, e cruzaram-na aqueles que queriam uma substituição radical da liturgia tradicional e a conseguiram. Nós, que havíamos assistido com espanto esta resolução, contemplamos agora a nossos pés as ruínas, não tanto da Missa Tridentina, mas melhor dito, da antiga e tradicional Missa Romana, que se tinha aperfeiçoado através do curso dos séculos até alcançar a sua maturidade. Não era perfeita a ponto de não ser ulteriormente mais aperfeiçoada, porém para adaptá-la ao homem de hoje não havia necessidade de substituí-la: bastavam alguns pequeníssimos retoques, ficando a salvo e imutável todo o resto.

    Pelo contrário, se quis suprimi-la e substituí-la por uma liturgia nova, preparada com precipitação e, diremos, artificialmente: com o Ritus Modernus. Oh, como se vê aparecer de modo sempre mais claro e alarmante o oculto fundo teológico desta reforma! Sim, era fácil obter uma mais ativa participação dos fiéis nos Santos mistérios, segundo as disposições conciliares, sem necessidade de transformar o rito tradicional. Porém a meta dos reformadores não era obter a mencionada maior participação ativa dos fiéis, mas sim fabricar um rito que interpretasse sua nova teologia, aquela mesma teologia que está na base dos novos catecismos escolares. Já se vêem agora as conseqüências desastrosas que não se revelarão plenamente senão passando cinqüenta anos.

    Para chegar a seus fins, os progressistas souberam explorar muito habilmente a obediência às prescrições romanas dos sacerdotes e dos fiéis mais dóceis... A fidelidade e o respeito devido ao Pai da Cristandade, não chegam até o ponto de exigir uma aceitação despojada do devido sentido crítico de todas as novidades introduzidas em nome do Papa.

    A fidelidade à Fé, antes de tudo! Ora, a Fé, me parece que se encontra em perigo com a nova liturgia, ainda que não me atreva a declarar inválida a Missa celebrada conforme o Ritus Modernus [de Paulo VI].

    Será possível que vejamos na Cúria Romana e em certos Bispos - aqueles mesmos que nos querem obrigar, com suas ameaças, a adotar o Ritus Modernus -, descuidando de seu próprio dever especifico de defensores da Fé, permitindo a certos professores de teologia solapar os dogmas mais fundamentais de nossa Fé e aos discípulos dos mesmos propagar tais opiniões heréticas em periódicos, livros e catecismos?

    O Ritus Romanus permanece como o último rochedo no meio da tempestade. Os inovadores sabem disso muito bem. Daí, seu ódio furioso contra o Ritus Romanus, que combatem sob o pretexto de combater uma Missa Tridentina que nunca existiu. Conservar o Ritus Romanus não é uma questão de estética: é, para nossa Santa Fé, questão de vida ou de morte.
    (tradução e destaques nossos)



    Para citar este texto:
    Monsenhor Klaus Gamber, Diretor do Instituto Litúrgico de Ratisbona - "Ritus Romanus et Ritus Modernus - Houve Reforma litúrgica antes de Paulo VI?"
    MONTFORT Associação Cultural
    http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=igreja&artigo=ritus_romanus&lang=bra

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