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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Os próximos agraciados no Ano da Misericórdia.


Os próximos agraciados no Ano da Misericórdia.

o-beijo-de-judasDom Rogelio Livieres ✔
Dom Robert Finn ✔
Dom Mario Oliveri ✔
Dom Antonio Carlos Altieri ✔
Dom Tomé Ferreira da Silva…
Dom Aldo Di Cillo Pagotto…
Não, nosso propósito não é generalizar os casos dos bispos acima citados. Cada um tem suas virtudes e defeitos. Também não são exatamente da mesma “orientação político-eclesiástica”, todavia, são todos mais conservadores que a média do clero pós-conciliar. Grosso modo, representam a Igreja de João Paulo II e Bento XVI, dos apegados mais à letra do Concílio Vaticano II que a seu “espírito”, em contraposição à Igreja dita aberta e reformada de João XXIII e Paulo VI. O crime maior que lhes é atribuído é o de fechar as janelas para os ventos da mudança.
Há alguns meses, escrevíamos:
Em tempos de Francisco, o roteiro é quase sempre o mesmo: um bispo, mais ou menos conservador, que se indisponha com seu clero ultra progressista tem os dias contados. A quadrilha liberal, muito bem articulada, nessas horas torna-se inclusive moralista e, bradando a quatro ventos os supostos pecados (aqueles que nas saletas de confissão eles dizem não existir) do ordinário, pedem sua cabeça… Ao que a Santa Sé, através da Nunciatura Apostólica, mui ciosa da “comunhão” do presbitério da diocese, envia um visitador que elabora um relatório, cujo resultado culminará quase que invariavelmente sugerindo a renúncia do bispo. Se ele se recusar a renunciar, é bem provável que seja removido sem dó nem clemência — e nem audiência de misericórdia com o bispo de Roma, como ocorreu a Dom Rogelio Livieres.
Você, caro leitor, tem um bispo um tiquinho só mais conservador, com um mínimo de piedade e zelo? Pois, então, coloque sua barba de molho.
Pois bem, os próximos agraciados neste Ano da Misericórdia devem ser Dom Tomé Ferreira da Silva e Dom Aldo Di Cillo Pagotto, bispo e arcebispo, respectivamente, de São José do Rio Preto e da Paraíba.
Os erros e desvios de que são acusados podem ser, e às vezes são, reais. A investigação sobre Dom Aldo, a exemplo da visitação desencadeada sobre os Franciscanos da Imaculada, teve seu ponta-pé inicial ainda sob Bento XVI, com o conservador Cardeal Piacenza, então Prefeito da Congregação para o Clero. O visitador da Arquidiocese da Paraíba foi ninguém menos que o também conservador Dom Fernando Guimarães, ordinário dos militares no Brasil.
Os bons não são imunes ao erro, nem impecáveis, e não devem, portanto, estar acima da lei.
O que é questionável é o fato de, nos tempos da misericórdia de Francisco, a lei ser aplicada exclusivamente sobre alguns. E, quase sempre, aplicação movida por questões políticas, como demonstra claramente a matéria abaixo:
paraiba
Em suma: “divisão na Igreja” causada pela “postura do arcebispo”; o clero descontente tem “saudade dos antecessores” — ninguém menos que os ultra-progressistas da Teologia da Libertação; um dos gravíssimos pecados de Dom Aldo é formar rapazes conservadores, que só pensam em liturgia…
Dentre outros erros imperdoáveis, Dom Aldo também falou abertamente contra o PT, por ocasião das eleições de 2010, e recentemente suspendeu um padre de seu clero deputado por esse partido. Para piorar, ousou redigir um opúsculo questionando a tese Kasper, aquele que, segundo Francisco, faz teologia de joelhos e mereceu por ele ser elogiado publicamente mais de uma vez.
Enfim, para defenestrar seus inimigos, os progressistas não abrem mão dos métodos mais sórdidos, o que não é novo. Acusam, inclusive, de pecados contra o sexto mandamento — aquele pecado que o Papa desculpou publicamente no vôo em que proferiu a frase mais célebre de seu pontificado, justificando a manutenção em seu posto de um de seus colaboradores mais próximos.
A novidade consiste em que, agora, em Roma, os modernistas têm quem dispense a seus desafetos o golpe final de misericórdia: a renúncia ou a destituição.