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    quinta-feira, 13 de agosto de 2015

    Sermões de São João Maria Vianney


    Abbé A. Monnin
    Transcrição do livro de 1959 - 84 págs


    PEQUENO PREFÁCIO DO AUTOR

    Caras almas:
    É porque vos amava que o Cura d'Ars tão bem falou do Céu, que é a pátria das almas; de Deus, que lhes é o Pai; de Nosso Senhor Jesus Cristo, que lhes é o Salvador e o Amigo.
    Fostes, caras almas, toda a poesia do Cura d'Ars, toda a sua eloquência, toda a sua doutrina. Reproduzindo-vos a palavra dele, dou-vos o que é vosso.
    Este livro é um relicário em que reuni inestimáveis tesouros, dispersos como relíquias desconhecidas, em breve perdidas talvez...

    9 DE JULHO DE 2012

    Catecismo sobre ...

    por Santo Cura D'Ars


    “Meus filhos,

         Chegamos ao sacramento da Ordem. É um sacramento que parece não dizer respeito a toda gente. 
         Este  sacramento  eleva  o  homem  até  Deus.  Que  é  o sacerdote?  “Um homem que ocupa o lugar de Deus, um homem que é revestido de todos os poderes de Deus”.
          “Ide, diz Nosso Senhor, ao sacerdote. Assim como o Pai me enviou, assim eu vos envio. Todo o poder me foi dado no céu e na terra. Ide, pois, instrui todas as nações. Quem vos  escuta  a  mim  escuta,  quem  vos  despreza  a  Mim despreza”.
             Quando o padre perdoa os pecados, ele não diz: “Deus vos perdoe”, mas, sim: “Eu vos absolvo”. Na consagração não diz: Isto é o corpo de Nosso Senhor, porém: Isto é o meu Corpo.



    OBS.: Agradeço ao leitor Danilo, que teve o desejo de contribuir oferecendo-lhes esta pequena preciosidade que para ele foi muito especial, alimentando assim a sua vocação. Desejamos que, da mesma forma que ocorreu com ele, este livreto encaminhe o coração de muitas pessoas para seguir o sacerdócio.
         Que o Santo Cura D'Ars interceda por todos aqueles que almejam um Santo Sacerdócio!






    Typ. do "Lar Catholico"
    Juíz de Fora - Minas
    Livro de 1937




    A Instrução Cristã Antes de Tudo


    Meus filhos, não é pouca coisa a palavra de Deus! As primeiras palavras de Nosso Senhor a seus Apóstolos foram estas: "Ide e instruí..." para nos fazer ver que a instrução passa à frente de tudo.
    Que é que nos tem feito conhecer a nossa religião? São as instruções que temos ouvido. Que é que nos dá o horror do pecado... nos faz perceber a beleza da virtude... nos inspira o desejo do Céu ? As instruções.
    Que é que faz conhecer aos pais e às mães os deveres que têm a cumprir para com os filhos, aos filhos os deveres que tem a cumprir para com os pais ? As instruções.
    Meus filhos, porque se costuma ser tão cego e tão ignorante? Porque não se faz caso da palavra de Deus.....
    Com uma pessoa instruída, há sempre recurso. Ao passo que uma pessoa que não é instruída da sua religião é como um doente em agonia que não tem mais conhecimento; ela não conhece nem a maldade do pecado, nem a beleza da sua alma,  nem o preço da virtude; arrasta-se de pecado em pecado.
    Meus filhos, penso muitas vezes que o maior número dos cristãos que se condenam, condenam-se por falta de instrução.

    ÍNDICE

    A instrução cristã antes de tudo
    A única coisa necessária
    Como é doce servir a Deus
    O mundo presente e o mundo futuro
    Excelência da Fé
    Como nos anima o pensamento do Céu!
    Um lance d'olhos ao inferno
    Por um instante de prazer, uma eternidade de suplícios!
    Nada de estável fora de Deus
    Glória e felicidade de uma alma pura
    O nosso maior inimigo
    Conselhos para o tempo da tentação
    Amemos bem o bom Deus
    Tomemos por guia o Espírito Santo
    Poder e doçura da oração
    O sacramento da reconciliação
    O Céu na terra
    Comunguemos santamente; comunguemos sempre
    Jesus no tabernáculo espera-nos
    O santo sacrifício da missa
    A melhor das Mães
    Grandeza do sacerdote: respeito que lhe é devido
    Não se pode ir para o Céu sem sofrer
    Tudo por Deus
    Como se deve desejar fazer fortuna
    Eia, ao inimigo!
    O perdão das ofensas
    As pequenas mortificações
    O mais precioso tesouro da juventude
    Sejamos humildes
    Avisos e máximas sobre diversos assuntos.

    Sermões

    O Santo Cura D'Ars


    * ELES PERTENCEM AO MUNDO

    * DANÇAS
    Seja um religioso, ou seja um condenado

    NÃO SOMOS NADA POR NÓS MESMOS
    Sobre as Tentações

    * A PUREZA
    “Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus” (Mt 5, 8).
    I - Quanto a pureza nos torna agradáveis a Deus
    II - O amor que os Santos tinham por esta virtude
    III - Como esta virtude é pouco conhecida e apreciada no mundo

    * EU VENHO EM NOME DE DEUS
    O Purgatório

    O Santo Cura D'Ars

    1786-1818


    Francis Trochu
    Livro de 1997 - 415 págs



       João Maria Batista Vianney nasceu no dia 8 de maio de 1786 no povoado Ecully, proximidades de Dardilly, filho de Mateus Vianney e Maria Beluse, cristãos fervorosos. Era o terceiro dos cinco irmãos. Foi batizado no mesmo dia. Herdou seu nome do tio paterno, seu padrinho. Menino ainda, com apenas três anos de idade, por iniciativa própria, já rezava sempre de joelhos, juntando as mãozinhas. Já, desde tenra idade se deliciava em ouvir sua mãe contar a História Sagrada.
     O jovem João Maria, embora de cativante simpatia, tinha muita dificuldade nos estudos, sobretudo com a gramática latina. Seu mestre desta época, padre Deschamps relata um episódio que mostra bem o perfil de Vianney. Um dos colegas, de maior destaque, foi indicado para auxiliá-lo. Diante da dificuldade de entendimento do Vianney, o jovem deu-lhe uma bofetada, na presença dos colegas. Vianney, embora de temperamento forte, e um vigoroso rapaz de 20 anos, ajoelhou-se diante do menino de 12 anos, que, comovido e tocado de arrependimento, até as lágrimas, atirou-se aos braços de João Maria. Mais tarde, missionário nos Estados Unidos e depois bispo de Dubuque, jamais se esqueceu deste profundo gesto de humildade de um servo de Deus.

    Santo Cura D'Ars

    São João Batista Maria Vianney
    Mons. Francis Trochu
    10 págs


    "Que há inferno e anjos decaídos condenados a ele é dogma da nossa fé católica. Conforme ela, o demônio é um ser pessoal e existente e não uma ficção da fantasia."