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sábado, 27 de setembro de 2014

VIRTUDES DO BEATO ÁLVARO DEL PORTILLO



Biógrafo de D. Álvaro del Portillo realça as virtudes do futuro Beato

       
 
O professor da Universidade Seton Hall e biógrafo de D. Álvaro del Portillo, John Coverdale, referiu que a próxima beatificação daquele que foi o primeiro Prelado do Opus Dei “conduz à fama um homem de profunda fé e de amor a Deus”.

Numa entrevista concedida a ACI Prensa, J. Coverdale disse que Álvaro del Portillo “era um homem que se aproximava de todo o tipo de pessoas. Ele era capaz de fazer amizade com os porteiros no Vaticano, que se aproximavam a cumprimentá-lo, interessava-se por todos”. E acrescentou que “é raro haver muitas pessoas que se interessem pelos porteiros”.

J. Coverdale é professor de Direito fiscal e membro do Opus Dei desde 1957, é autor de uma obra sobre a Prelatura do Opus Dei e agora está a trabalhar numa biografia de Álvaro del Portillo.

A beatificação de D. Álvaro del Portillo será em Madrid (Espanha), sua terra natal, a 27 de Setembro deste ano e será presidida pelo Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, Cardeal Angelo Amato.

Coverdale afirmou que o Prelado “tinha a confiança de que o Opus Dei era parte do plano de Deus para a Igreja, e que ele fora chamado a colocar toda a sua vida ao seu serviço” e foi “exatamente o que fez, trabalhou muito duro, inclusivamente até aos últimos dias da sua vida, apesar de ser já avançado em idade e estar esgotado”.

Afirmou que a personalidade de S. Josemaria Escrivá era efusiva e cheia de vigor, muito diferente da de “D. Álvaro que foi uma pessoa mais tranquila”, contudo, durante a sua vida mostrou uma “total disponibilidade” para a Igreja, servindo em várias congregações do Vaticano e comissões. Inclusivamente, durante o Concílio Vaticano II, trabalhou como secretário, perito e excelente teólogo.

O biógrafo que trabalhou e estudou na sede do Opus Dei durante cinco ou seis anos, na década de 1960, junto de S. Josemaria Escrivá, afirmou como o impressionava a dedicação que D. Álvaro dava à oração. “Não só celebrava Missa todos os dias e recitava o breviário e o rosário, mas também fazia pelo menos uma hora diária de oração mental. Muitas vezes, se viajava de carro, rezava várias dezenas do rosário”.
“Eram inúmeras as ocasiões em que se via simplesmente que se embrenhava na oração, como forma de resolver os problemas com a graça de Deus”, acrescentou J. Coverdale.

Destacou também que “ele não fazia nada para sobressair ou chamar a atenção das pessoas. Estava ali para secundar o Fundador e para o ajudar”. Era impressionante o “seu enorme talento”, mas dava a sua opinião apenas “quando era necessário”.

Descreveu como “extraordinária” a importância da sua presença no Opus Dei, tanto pela sua ajuda como por ser o “mais próximo colaborador” do fundador logo depois de ter pedido a admissão na Obra em 1935.

Quando S. Josemaria faleceu, o Prelado ajudou a manter a continuidade do espírito e da prática do Opus Dei; trabalhou para que o Opus Dei fosse erigido como Prelatura pessoal, estrutura segundo as leis da Igreja, bem como para a beatificação de São Josemaria, explicou Coverdale.

A morte do fundador do Opus Dei significou para Álvaro del Portillo o momento “mais dramático” devido à estreita amizade com o santo, com quem viveu e comeu “todos os dias durante 30 anos. Ele tinha um enorme afeto por ele, e foi provavelmente a pessoa que ficou mais afetada pela morte de S. Josemaria”. Apesar da sua dor, Álvaro del Portillo “tomou de imediato as rédeas” e escreveu aos membros do Opus Dei uma carta de 30 a 40 páginas relatando a morte do fundador. “Estou certo que foi algo difícil de fazer: mesmo chorando, sabia que tinha de cuidar dos outros” disse Coverdale.

Desde 1975 até à sua morte em 1994, Mons. del Portillo ficou à frente da Prelatura do Opus Dei.

Álvaro del Portillo era engenheiro e doutorado em Filosofia, Humanidades e Direito Canónico.

Após a sua morte muitas pessoas têm recorrido a ele na oração. O postulador da Causa da Canonização de D. Álvaro, Mons. Flavio Capucci, disse ter recebido mais de 12 mil testemunhos de católicos que afirmam ter recebido favores do futuro beato.

A propósito da celebração da beatificação de Álvaro del Portillo foram programados vários eventos, tais como visitas à Catedral da Almudena de Madrid e a outros lugares relacionados com a vida do Bispo e com os primeiros tempos do Opus Dei.

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