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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Dom Antonio de Castro Mayer, Ainda o Vaticano II

 


Monitor Campista, 06/07/1986
Heri et Hodie, nº58, outubro de 1988


Talvez seja o Vaticano II o concílio mais obscuro da História, tantas são as interpretações que dele se registram. Há pouco, encerrou-se um sínodo convocado especialmente para avaliá-lo e revigorá-lo. Eis, entre outras, a apreciação desse sínodo apresentada por “Itinéraires” (nº302, p. 142, SS):

No Relatório Final, as duas almas do Sínodo começam a se afrontar, no momento em que se precisam “as luzes e as sombras” do pós-Concílio, e aqui o esforço, por uma acomodação, termina num resultado que vale a pena assinalar.


De um lado afirma-se que “(...) a grande maioria de fiéis recebeu o Concílio Vaticano II com entusiasmo, embora alguns, aqui e acolá, lhe tenham oposto resistência”. De outro lado, admite-se que “(...) houve certamente sombras no tempo pós-conciliar” (...) “não obstante, de modo algum, pode-se admitir tudo quanto veio à tona depois do Concílio seja fruto do Concílio.” (Não tudo; logo alguma coisa) “Entre as causas internas das dificuldades” [salienta-se] “uma leitura incompleta e seletiva do Concílio, e uma interpretação superficial de sua doutrina” (Então não é ela a de sempre?), “num sentido ou em outro.” (Qual outro?) Daí, a tese de que a “(...) interpretação teológica da doutrina conciliar deve levar em consideração todos os documentos em si mesmos e na sua relação de uns com os outros, o que permite expor com cuidado o sentido integral das proposições do Concílio frequentemente entrelaçadas” (Relatório Final, p.37). Assim a interpretação exata do Vaticano II é reconhecida com um empreendimento de especialistas ou, para dizer melhor, tendo em vista o número e a massa dos documentos conciliares, empresa desesperada. [!]

Não seria mais honesto declarar a falência de um Concílio, cuja única finalidade era tornar a doutrina católica acessível a todos?

Fonte: Dom Antonio de Castro Mayer, O Pensamento de Dom Antonio de Castro Mayer, Editora Permanência, Rio de Janeiro – RJ, Pág. 91
 
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