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sábado, 21 de maio de 2011

S. LEONARDO DE PORTO-MAURÍCIO: " AS EXCELÊNCIAS DA SANTA MISSA"

  

Conforme a edição romana de 1737
dedicada a S.S. o Papa Clemente XII
DEDICATÓRIA
Santíssimo Padre,
O mínimo dos Frades Menores, humildemente prostrado
aos pés de Va Santidade, ousa oferecer-vos este livrinho. Vai
publicado sob o título de “TESOURO OCULTO”, mas para
vossa grande alma, é um tesouro há longo tempo conhecido,
pois trata da excelência e utilidade da Santa Missa, que
constitui toda a vossa consolação e é o esplendor da Igreja de
Deus.
A conveniência e a justiça combinadas levam-me a
apresentar-vos esta humilde homenagem.
Nada mais conveniente; pois já que trará do mais augusto
de todos os sacrifícios, a quem poderia ser melhor dedicado
este livro do que ao primeiro de todos os Padres? E onde
poderia eu buscar apoio mais precioso, senão no patrocínio do
Pastor supremo, que longe de guardar em si sua grande
piedade, deseja tão ardentemente espalhá-la em proveito dos
povos tão necessitados de luz? Igualmente, nada mais justo.
Numerosos e poderosíssimos são os motivos que, de longa
data, me impelem a manifestar em atos, meu vivo
reconhecimento a vossa Santidade. Oh! Quantos benefícios
que concedeu vossa clemência durante o pouco tempo que
passei na Cidade Eterna!
Atestam-no a faculdade de pregar missões em Roma, o
desenvolvimento do santo Exercício da Via Sacra, e a elevação
da “Adoração Perpétua do Santíssimo Sacramento”. Em uma
palavra, não há favor, que eu vos tenha pedido para o bem
comum de nosso Instituto, que não tenhais benevolamente
concedido.
Estes motivos e muitos outros excitam em meu coração
sentimentos do mais humilde respeito, obrigam-me a manifestar
o meu devotamento e encorajam-me a mandar imprimir no
frontispício destas páginas o vosso nome augusto, conferindolhes
assim uma recomendação que lhe aumentará o valor.
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AS EXCELÊNCIAS
DA
SANTA MISSA
Conforme a edição romana de 1737
dedicada a S.S. o Papa Clemente XII
aos pés de Va Santidade, ousa oferecer-vos este livrinho. Vai
publicado sob o título de “TESOURO OCULTO”, mas para
vossa grande alma, é um tesouro há longo tempo conhecido,
pois trata da excelência e utilidade da Santa Missa, que
constitui toda a vossa consolação e é o esplendor da Igreja de
Deus.
A conveniência e a justiça combinadas levam-me a
apresentar-vos esta humilde homenagem.
Nada mais conveniente; pois já que trará do mais augusto
de todos os sacrifícios, a quem poderia ser melhor dedicado
este livro do que ao primeiro de todos os Padres? E onde
poderia eu buscar apoio mais precioso, senão no patrocínio do
Pastor supremo, que longe de guardar em si sua grande
piedade, deseja tão ardentemente espalhá-la em proveito dos
povos tão necessitados de luz? Igualmente, nada mais justo.
Numerosos e poderosíssimos são os motivos que, de longa
data, me impelem a manifestar em atos, meu vivo
reconhecimento a vossa Santidade. Oh! Quantos benefícios
que concedeu vossa clemência durante o pouco tempo que
passei na Cidade Eterna!
Atestam-no a faculdade de pregar missões em Roma, o
desenvolvimento do santo Exercício da Via Sacra, e a elevação
da “Adoração Perpétua do Santíssimo Sacramento”. Em uma
palavra, não há favor, que eu vos tenha pedido para o bem
comum de nosso Instituto, que não tenhais benevolamente
concedido.
Estes motivos e muitos outros excitam em meu coração
sentimentos do mais humilde respeito, obrigam-me a manifestar
o meu devotamento e encorajam-me a mandar imprimir no
frontispício destas páginas o vosso nome augusto, conferindolhes
assim uma recomendação que lhe aumentará o valor.
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SANTA MISSA
Conforme a edição romana de 1737
dedicada a S.S. o Papa Clemente XII
povos tão necessitados de luz? Igualmente, nada mais justo.
Numerosos e poderosíssimos são os motivos que, de longa
data, me impelem a manifestar em atos, meu vivo
reconhecimento a vossa Santidade. Oh! Quantos benefícios
que concedeu vossa clemência durante o pouco tempo que
passei na Cidade Eterna!
Atestam-no a faculdade de pregar missões em Roma, o
desenvolvimento do santo Exercício da Via Sacra, e a elevação
da “Adoração Perpétua do Santíssimo Sacramento”. Em uma
palavra, não há favor, que eu vos tenha pedido para o bem
comum de nosso Instituto, que não tenhais benevolamente
concedido.
Estes motivos e muitos outros excitam em meu coração
sentimentos do mais humilde respeito, obrigam-me a manifestar
o meu devotamento e encorajam-me a mandar imprimir no
frontispício destas páginas o vosso nome augusto, conferindolhes
assim uma recomendação que lhe aumentará o valor.
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Conforme a edição romana de 1737
dedicada a S.S. o Papa Clemente XII
concedido.
Estes motivos e muitos outros excitam em meu coração
sentimentos do mais humilde respeito, obrigam-me a manifestar
o meu devotamento e encorajam-me a mandar imprimir no
frontispício destas páginas o vosso nome augusto, conferindolhes
assim uma recomendação que lhe aumentará o valor.
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O preito que vos rendo com este livro é, portanto
conveniente e justo.
Mas será sempre de vossa parte, santíssimo Padre, pura
benevolência se vos dignardes aceita-la. È o que espero,
vendo-vos tão inclinado a promover tudo que de qualquer
modo, possa facilitar o grande negócio da salvação das almas.
Este zelo admirável é que atrai sobre vós a proteção
visível do Altíssimo.
É Deus, certamente, que a uma idade tão avançada
ajunta santidade tão florescente: DEUS, vosso conselheiro em
tão difíceis conjunturas, DEUS, vossa Força nas provações tão
grandes da Igreja, DEUS mesmo, que será finalmente vossa
recompensa por tão gloriosos empreendimentos, dirigidos todos
para o bem do universo católico.
Digne-se vossa Santidade permitir que eu me prostre, com
profunda submissão, beijando vossos pés sagrados, e
oferecendo-vos minhas obras, minhas palavras e meu coração,
e que me confesse,
de vossa Santidade,
o mais humilde, respeitoso e obediente filho e servo,
Frei Leonardo de Porto-Maurício
Convento de São Boaventura,
Roma, 15 de Outubro de 1737.
PREFÁCIO
Os tesouros, por grandes e preciosos que sejam, não
podem ser estimados se não forem conhecidos. Eis porque,
caro leitor, muitos não têm pelo santo Sacrifício da Missa o
amor que deveriam ter, porque este tesouro, A MAIOR
MARAVILHA e a MAIOR RIQUEZA da IGREJA DE DEUS é um
TESOURO OCULTO um tesouro muito pouco conhecido. Ah!
se todos conhecessem esta preciosidade celeste, tudo
sacrificariam para adquiri-lo. A exemplo do mercador do
Evangelho, cada um, de boa vontade, daria tudo que possuísse
para obter tão precioso tesouro.(Mt 13, 46)
Para estabelecer, portanto, àqueles que não estimam
suficientemente tão grande mistério, publicamos este opúsculo.
Talvez a primeira vista, você não dê muito valor a ele, pois
tantos outros livros foram já impressos, que ensinam
admiravelmente o método para participar com fruto da Santa
Missa, que outros novos não se podem desejar, como
temerário, pois seria preciso mais talentos, a fim de pôr, em
evidência, todo o valor de um Mistério tão venerável, além da
inteligência dos próprios Serafins.
Responder-vos-ei, ingenuamente, que dizeis a verdade. E
confesso que nada tenho a objetar, e mais ainda, que por muito
tempo estas duas considerações me detiveram. Tolhia-me viva
repugnância de empreender uma obra que havia de ser julgada
pelo público, como supérflua e além de minhas forças.
Dois motivos, porém, impeliram-me a vencer todas as
resistências de meu coração. Em primeiro lugar um conselho,
para mim sagrado como uma ordem, pois que vinha dum
Personagem a quem, por muitos títulos, devo obediência. Em
segundo lugar a esperança de este escrito prestará algum
serviço às populações que tenho evangelizado nas Missões.
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Com efeito, um dos maiores benefícios que se obtém das
Missões é o incremento do culto e do amor ao Santíssimo
Sacramento. A finalidade delas é excitar em todos os cristãos
um santo fervor que os impila a nutrirem-se mais
freqüentemente do Pão dos Anjos, a acompanhar o santo
Viático, cada vez que ele é levado aos doentes, a fim de que se
forme um grande cortejo de pessoas e luzes, numa palavra, se
lhes prestem as honras e pompa adequadas. Muito esforço
também é feito no sentido de levar, todos os fiéis católicos, a
assistir diariamente à Santa Missa; e não podeis imaginar como
é vantajoso, para atingir um fim tão santo, colocar, entre as
mãos dos fiéis, livros compostos em estilo simples e a seu
alcance. Esses livros aplanam toda dificuldade para excitar a
devoção, aclarando a inteligência e aquecendo os corações; e
muitas vezes tira-se deles mais proveito que mesmo das
pregações, pois nestas a palavra se dissipa enquanto que a
verdade escrita permanece sempre sob os nossos olhos.
Ainda que este opúsculo, não fizesse bem senão a uma
única alma, não se poderia dizer que ficasse sem fruto.
A fim de colocá-lo ao alcance de todos, ele só conterá três
capítulos.
No primeiro encontrar-se-á uma curta introdução sobre a
excelência, a necessidade, e as vantagens da Santa Missa; no
segundo vai exposto um método piedoso e prático para dela
participar com fruto; no terceiro, registram-se alguns exemplos
próprios para excitar as pessoas, de boa condição, a assistir à
Santa Missa todos os dias.
Em suma, é um TESOUTO OCULTO que eu vos
desvendo, e, se souberdes dele aproveitar, enriquecereis de
todos os bens para a vida e para a morte, para o tempo e para
a eternidade.
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EXCELÊNCIA, NECESSIDADE
E VANTAGENS
DO SANTO SACRIFÍCO DA MISSA
Grande paciência é necessária para suportar a
indiferença, que a maioria dos batizados na Igreja Católica têm
pela Santa Missa: eles rescendem ateísmo e são o veneno da
piedade. Pensam eles: “Uma missa a mais, uma missa a
menos, que importa... Já é bastante ouvir a missa nos dias de
festa. A missa de tal padre é uma missa de semana santa:
quando ele surge no altar eu fujo da igreja”.
Esses que assim falam deixam perceber claramente que
pouca ou nenhuma estima têm pelo santíssimo Sacrifício da
Missa.
Sabeis que, na realidade, a Santa Missa? É o sol da
cristandade, a alma da Fé, o centro da religião Católica
apostólica com a sede em Roma, a que tendem todos os seus
ritos, todas as suas cerimônias, todos os seus sacramentos. É
uma palavra, A ESSÊNCIA DE TUDO O QUE HÁ DE BOM E
BELO NA IGREJA DE DEUS.
Por isso caros leitores meditem bem tudo que vou dizervos
nesta instrução.
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EXCELÊNCIA DO SANTO
SACRIFÍCIO DA MISSA
É uma verdade incontestável que todas as religiões, que
existiram desde o começo do Mundo, tiveram sempre algum
sacrifício como parte essencial do culto devido a DEUS.
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Mas porque essas religiões eram vãs ou imperfeitas, seus
sacrifícios, também, eram vãos ou imperfeitos.
Totalmente vãos eram os sacrifícios do paganismo, e nem
acode ao espírito falar sobre eles.
Quanto ao dos hebreus, eram imperfeitos.
Se bem que professassem, então, a religião verdadeira,
seus sacrifícios eram podres e defeituosos, infirma et egena
elementa, como qualifica São Paulo.
Não podiam, assim, apagar os pecados nem conferir
graça.
Só o Sacrifício que temos em nossa santa religião, que é a
Santa Missa, é um sacrifício santo, perfeito, e, em todo sentido,
completo: por ele, cada fiel honra dignamente a DEUS,
reconhecendo, ao mesmo tempo, o próprio nada e o supremo
domínio de DEUS. Davi o chama: Sacrifício de Justiça,
sacrificium justitiae; tanto porque contém o Justo dos justos e o
Santo dos santos, ou, melhor a própria Justiça e Santidade,
como porque santifica as almas pela infusão das graças e
abundância dos dons que lhes confere.
PRIMEIRA EXCELÊNCIA
O SACRIFÍCIO DA SANTA MISSA É O MESMO
QUE O SACRIFÍCIO DA CRUZ
A
Santa Missa é um sacrifício tão santo, o mais augusto e
excelente de todos, e a fim de formardes uma idéia adequada
de tão grande tesouro, algumas de suas excelências divinas;
pois dize-las todas não é empreendimento a que baste a
fraqueza da minha inteligência.
A principal excelência do santo Sacrifício da Missa
consiste em que se deve considerá-lo como essencialmente o
mesmo oferecido no Calvário sobre a Cruz, com esta única
diferença: que o sacrifício da Cruz foi sangrento e só se
realizou uma vez e que nessa única oblação JESUS CRISTO
satisfez plenamente por todos os pecados do Mundo; enquanto
que o sacrifício do altar é um sacrifício incruento, que se pode
renovar uma infinidade de vezes, e que foi instituído pra nos
aplicar especialmente esta expiação universal que JESUS por
nós cumpriu no Calvário,
Assim o SACRIFÍCIO CRUENTO foi o MEIO de nossa
REDENÇÃO, e O SACRIFÍCIO INCRUENTO nos proporciona
as GRAÇAS da nossa REDENÇÃO.
Um abre-nos os tesouros dos méritos de CRISTO Nosso
Senhor, o outro no-los dá para os utilizarmos.
Notai, portanto que na Missa não se faz apenas uma
representação, uma simples memória da Paixão e Morte do
nosso Salvador; mas num sentido realíssimo, o mesmo que se
realizou outrora no Calvário aqui se realiza novamente: tanto
que se pode dizer, a rigor, que em cada Santa Missa nosso
Redentor morre por nós misticamente, sem morre na realidade,
estando ao mesmo tempo vivo e como imolado: Vidi agunum
stantem tanquan accisum. (Apoc 5, 6)
No santo dia de Natal, a Igreja nos lembra o nascimento
do Salvador, mas não é verdade que Ele nasça, ainda, nesse
dia.
Nos dias da Ascensão e Pentecostes, comemoramos a
subida do Senhor JESUS ao Céu e a vinda do ESPÍRITO
SANTO, sem que, de modo algum nesses dias o Senhor suba
ainda ao Céu, ou o ESPÍRITO SANTO desça visivelmente à
Terra.
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A mesma coisa, porém, não se pode dizer do mistério da Santa
Missa, pois aí não é uma simples representação que se faz,
mas, sim, o mesmo sacrifício oferecido sobre a Cruz, com
efusão de sangue, e que se renova de modo incruento: é o
mesmo corpo, o mesmo sangue, o mesmo JESUS, que se
imola hoje na Santa Missa. Opus trae Redemptionis exercetur,
diz a Santa Igreja.
A obra de nossa Redenção aí se exerce: sim, exercetur, aí
se exerce atualmente. Este santo sacrifício realiza, opera o que
foi feito sobre a Cruz. Que obra sublime! Ora, dizei-me
sinceramente se, quando ides à Igreja para assistir a Santa
Missa, pensásseis bem que ides ao Calvário assistir à morte do
Redentor, que diria alguém que vos visse ai chegar numa
atitude tão pouco modesta? Se Maria Madalena fosse ao
Calvário e se prostrasse aos pés da Cruz vestida, perfumada e
ataviada como em seus tempos de desordem, quanto não seria
censurada! E que se dirá de vós que ides à Santa Missa como
se fôsseis a uma festa mundana?
Que aconteceria, sobretudo se profanásseis este ato tão
santo, com gestos, risadas, cochichos, encontros sacrílegos?
Digo que, em qualquer tempo e lugar, a iniqüidade não
tem cabimento; mas os pecados que se cometem na hora da
Santa Missa e na proximidade do altar, são pecados que