sábado, 9 de julho de 2011

Rito Extraordinário em Campocavallo (Itália) é celebrado todos os Domingos


 

 
por Carlos Eduardo Maculan
Perdoem-me o trocadilho do título, de nenhuma forma desejo contraditar os termos "ordinário" e "extraordinário" usados na Summorum Pontificum. Todavia, celebrar o rito extraordinário não é fazer dele algo "extra" , e há lugares onde ele é ordinariamente celebrado, no sentido de que não há domingos onde ele não esteja presente. Um desses lugares é Campocavallo de Osimo (Itália), onde o seu santuário recebe a presença do rito romano tridentino de forma regular e principalmente para mostrar todo o seu significado litúrgico e cultural. Este rito construiu o ocidente, formou civilizações inteiras, batizou muito santos.

Gostaria de chamar a atenção dos leitores para o uso do "amito" sobre a casula. Neste costume o sacerdote o veste sobre a cabeça até as "Orações ao Pé do Altar" quando o retira e colocando novamente no fim da Santa Missa. Este simbolismo significa o capacete da pureza, da justiça e da salvação do qual deve estar vestido o sacerdote, rogando a Deus que o livre dos assaltos diabólicos As imagens são de Rinascimento Sacro.






visto em:o Atanasiano pela Liturgia

Il sacrificio della messa di don Claudio Crescimanno della Fraternità della Divina Misericordia




  Conferenza Messa
 Tradizionale



Il sacrificio della messa
di don Claudio Crescimanno
articolo pubblicato su Il Timone n.38 (dicembre 2004)
Dopo le stupende parole dell'enciclica “Ecclesia de Eucharistia”, Giovanni Paolo II ci ha fatto un nuovo dono: l'Anno dell'Eucaristia. Quasi espansione nel tempo e nell'esperienza delle densissime pagine di quel documento, quest'anno deve costituire per la comunità cristiana la riscoperta e la valorizzazione della Eucaristia, nella quale «è racchiuso tutto il bene spirituale della Chiesa» (Presbyterorum Ordinis, 5).


Messa Rho
In realtà, la Presenza per eccellenza del nostro Salvatore in mezzo ai suoi discepoli, pellegrini sulla terra, è di per sé, costitutivamente, il centro e il cuore della vita della Chiesa e di ogni suo membro, ma il magistero del Pontefice, in continuità con quello dei suoi predecessori, non ha cessato di ribadirlo: «Da quando ho iniziato il mio ministero di successore di Pietro, ho sempre riservato al Giovedì Santo, giorno dell'Eucaristia e del Sacerdozio, un segno di particolare attenzione... Quest'anno desidero coinvolgere più pienamente l'intera Chiesa..: additando con nuova forza alla Chiesa la centralità dell'Eucaristia. Di essa la Chiesa vive. Di questo Pane vivo si nutre. Come non sentire il bisogno di esortare tutti a farne sempre rinnovata esperienza?» (Ecclesia de Eucharistia, 7).

Messa 
Sant'Agata
Dunque non è superfluo ribadire ciò che parrebbe scontato: l'Eucaristia non è mai pienamente compresa, mai adeguatamente celebrata, mai sufficientemente accolta, poiché tutto il nostro studio, la nostra devozione, il nostro impegno, non possono colmare l'abisso che separa la creatura dal suo Signore, il finito dall'infinito. Gesù Cristo è l'irruzione del soprannaturale nel mondo; l'Eucaristia è il perpetuarsi di questa irruzione e il suo espandersi nello spazio e nel tempo: è la realtà per noi contemporaneamente più necessaria e più irraggiungibile.
Ripartiamo da qui, poiché «dando all'Eucaristia tutto il rilievo che essa merita... ci dimostriamo veramente consapevoli della grandezza di questo dono. Ci invita a questo una tradizione ininterrotta, che fin dai primi secoli ha visto la comunità cristiana vigile nella custodia di questo tesoro. Sospinta dall'amore, la Chiesa si preoccupa di trasmettere alle successive generazioni cristiane, senza perderne alcun frammento, la fede e la dottrina sul Mistero eucaristico» (Ecclesia de Eucharistia, 61).

Celebramos hoje o 3º Aniversário do nosso Blog "Missa Gregoriana em Portugal". Agradecemos a Deus e à Santíssima Virgem todas as graças que nos concederam e também aos nossos amigos que nos visitam regularmente, para quem imploramos as maiores graças do Céu.


CONTACTO:missagregoriana.pt@gmail.com

Metropolitan Kallistos Ware – The Eucharistic Sacrifice: Who Offers What to Whom?

 http://solzemli.files.wordpress.com/2009/09/metropolitankallistosware.jpg

Metropolitan Kallistos Ware – The Eucharistic Sacrifice: Who Offers What to Whom?

sexta-feira, 8 de julho de 2011

# Card. Canizares nos dá o “verdadeiro” sentido do M... # Il Cardinale Pacelli contro la peste novatrice :Io... # EL JUICIO DE MONS. BRUNERO GHERARDINI SOBRE EL DEB... # Summorum Pontificum :Up to our own times, it has b... # O juízo de Monsenhor Brunero Gherardini sobre o de... # Declarações do Cardeal Stickler sobre a Missa de S... # Cardenal Stickler - El atractivo de la Misa Triden...


Card. Canizares nos dá o “verdadeiro” sentido do Motu Proprio Summorum Pontificum



 A vontde do Papa foi oferecer a todos os fiéis a riqueza da liturgia da Igreja, permitindo a descoberta dos tesouros de seu patrimônio litúrgico pelas pessoas que ainda o ignoravam. Quantas vezes, com efeito, o desprezo manifestado por esses tesouros foram causados apenas por seu desconhecimento?! A esse título, e considerado sob esse último aspecto, o Motu Proprio deve ser compreendido mais além da existência ou não de conflitos. Mesmo se não existisse nenhum «tradicionalista» a quem satisfazer, somente a descoberta desses tesouros justificaria amplamente as disposições do Papa.

http://legrc.org/regnum_db/imagenes_db/apostolados/cardcanizares.jpg
"Mesmo que não existisse nenhum tradicionalista a quem se devesse satisfazer", o Motu Proprio Summorum Pontificum teria o mesmo lugar na Igreja. Este é, em substância, o sentido do prefácio que o Cardeal Cañizares, Prefeito da Congregação do Culto Divino, para a edição espanhola da última obra de Nicola Bux “A Reforma de Bento XVI”.

Eis um extrato deste importante documento:
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        Se verdadeiramente se acredita que a Eucaristia é «a fonte e cume da vida cristã» - como o Concílio Vaticano II nô-lo recorda -, nós não podemos admitir que ela seja celebrada de um modo indigno. Para muitos, aceitar a reforma conciliar significou celebrar uma Missa que, de um modo ou de outro, devia ser «dessacralizada». Quantos Padres foram chamados de «retrógrados» ou de «anti conciliaires» pelo simples fato de celebrarem de um modo solene, piedoso, ou simplesmente por ter respeitado rigorosamente as rubricas! É indispensável sair dessa dialética.
A reforma foi aplicada e habitualmente vivida como uma mudança absoluta, como se fosse preciso criar um abismo entre  o pré e pós Concílio, num contexto no qual o termo «pré conciliar» era usado como um insulto. Observa-se também o fenômeno que o Papa nota em sua recente carta aos Bispos do dia 10 de Março de 2009: « Por vezes, se tem a impressão que nossa sociedade precisa pelo menos de um grupo, com relação ao qual, ela não pode ter nenhuma tolerância, contra o qual ela possa se lançar com ódio». Durante anos, em boa parte isso foi o caso dos padres e fiéis ligados à forma da Missa herdada dos séculos anteriores, tratados muitas vezes «como leprosos», como o disse de modo impressionante aquele que [naquele tempo] era ainda o Cardeal Ratzinger.
Hoje, graças au Motu Proprio, essa situação está em vias de mudar notavelmente. E isso se realiza em grande parte porque a vontde do Papa não foi apenas de satisfazer os fiéis de Monsenhor Lefebvre, nem de se limitar a responder aos justos desejos dos fiéis que se sentem ligados, por motivos diversos, à herança litúrgica representada pelo rito romano, mas justamente para oferecer a todos os fiéis a riqueza da liturgia da Igreja, permitindo a descoberta dos tesouros de seu patrimônio litúrgico pelas pessoas que ainda o ignoravam. Quantas vezes, com efeito, o desprezo manifestado por esses tesouros foram causados apenas por seu desconhecimento?!
 A esse título, e considerado sob esse último aspecto, o Motu Proprio deve ser compreendido mais além da existência ou não de conflitos. Mesmo se não existisse nenhum «tradicionalista» a quem satisfazer, somente a descoberta desses tesouros justificaria amplamente as disposições do Papa.
       A reforma de Bento XVI - A liturgia entre a inovação e a tradição, Nicola Bux, Ciudadela Libros, 2009


Reflexões de PAIX LITÚRGICA

1 - O Cardeal Antonio Cañizares Llovera não é um velho Cardeal aposentado, nem um eléctron livre. Homem de 64 ans, este Cardeal simplesmente é o Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos desde o mês de Dezembro de 2008. De outro modo, ele é o n°1 da Igreja em matéria litúrgica. Portanto, nem é preciso dizer que quando o Cardeal fala do Motu Proprio Summorum Pontificum, ou da forma extraordinária do rito romano, o que ele diz não é sua opinião pessoal, mas antes aquilo que o Papa e a Igreja propõem.

2 – A razão de ser do Motu Proprio Summorum Pontificum não é a de regrar  a indelicadeza existente entre Roma e a Fraternidade São Pio X. Esses dois assuntos são independentes um do outro. Uma simples leitura do texto do Motu Proprio basta para compreender isso. Com efeito, as expressões utilizadas no Motu Proprio são inequívocas: « todo padre católico de rito latino, quer seja secular ou religioso», «  comunidades de Institutos de vida consagrada e Sociedades de vida apostólica de direito pontifício ou de direito diocesano», «Os padres utilizando o Missal do bem aventurado João XXIII devem ser idôneos e não impedidos pelo direito »…
Todavia, levando em conta as estranhezas ouvidas, aqui ou acolá, nas dioceses, é forçoso reconhecer que esse apelo de bom senso é oportuno.

       3 – A razão de ser do Motu Proprio Summorum Pontificum, não é também a de responder às expectativas dos fiéis que freqüentam os locais de culto servidos pelo clero ligados à  Ecclesia Dei (foi o Motu Proprio de 1988 de João Paulo II que cuidou deles).


4 – Enfim, a razão de ser do Motu Proprio Summorum Pontificum não é, em princípio, ligado à vontade de fazer avançar o projeto de reforma da reforma como o sugeria Monsenhor Aillet em sua obra.

5 – Se o Motu Proprio Summorum Pontificum contribui certamente para os fins descritos acima, é preciso procurar noutro lugar a razão pela qual o Santo Padre quis esse texto. Com efeito, e como o afirmou numerosas vezes o Cardeal Dario Castrillón Hoyos, Prefeito emérito da Congregação para o Clero e Presidente da Pontifícia Comissão «Ecclesia Dei», o motu proprio que restabeleceu a antiga forma litúrgica em todos os seus direitos inicialmente teve por objetivo dar à Igreja um tesouro de espiritualidade litúrgica que deu tantas graças à Igreja e aos cristãos a mais de 15 séculos. Eis  o que lembra magnificamente o Cardeal Antonio Cañizares.

6 – Eis o que nós respondemos aos pastores estupefatos ou a inquisidores que nos pedem incansavelmente "por que" nós desejamos a celebração da forma extraordinária em nossas paróquias: « Oferecer a todos os fiéis a riqueza da liturgia da Igreja, permitindo a descoberta dos tesouros de seu patrimônio litúrgico pelas pessoas que ainda os ignoravam». Quando se sabe, graças às sondagens CSA de Novembro de 2008 que 34 % dos atuais praticantes das paróquias assistiriam a Missa tradicional em suas próprias paróquias, se entende toda a exatidão de vista do Santo Padre.

         Eis porque nós pedimos a nossos Bispos que permitam a celebração desse tesouro em todas as grandes paróquias e, no mínimo, em toda a parte onde os fiéis a pedirem...
[Tradução: Montfort. Texto original em francês em PaixLiturgique]


    Para citar este texto: "Card. Canizares nos dá o “verdadeiro” sentido do Motu Proprio Summorum Pontificum"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=igreja&artigo=sentido_summorum

Il Cardinale Pacelli contro la peste novatrice :Io sono assillato dalle confidenza della Vergine alla piccola Lucia di Fatima. Questa ostinazione della Buona Signora davanti al pericolo che minaccia la Chiesa è un avvertimento divino contro il suicidio che rappresenterebbe l’alterazione della fede, nella sua liturgia, la sua teologia e la sua anima. Io sento intorno a me dei novatori che vogliono smantellare la Cappella sacra, distruggere la fiamma universale della Chiesa, rifiutare i suoi ornamenti, darle rimorso per il suo passato storico.



  Supponete, caro amico, che il comunismo non sia che il più visibile degli strumenti di sovversione contro la Chiesa e contro la tradizione della Rivelazione divina, allora noi stiamo per assistere all’invasione di tutto ciò che è spirituale, la filosofia, la scienza, il diritto, l’insegnamento, le arti, la stampa, la letteratura, il teatro e la religione. Io sono assillato dalle confidenza della Vergine alla piccola Lucia di Fatima. Questa ostinazione della Buona Signora davanti al pericolo che minaccia la Chiesa è un avvertimento divino contro il suicidio che rappresenterebbe l’alterazione della fede, nella sua liturgia, la sua teologia e la sua anima. Io sento intorno a me dei novatori che vogliono smantellare la Cappella sacra, distruggere la fiamma universale della Chiesa, rifiutare i suoi ornamenti, darle rimorso per il suo passato storico. Ebbene, mio caro amico, ho la convinzione che la Chiesa di Pietro deve rivendicare il suo passato – altrimenti si scaverà la fossa. Verrà un giorno in cui il mondo civilizzato rinnegherà il suo Dio, in cui la Chiesa dubiterà come Pietro ha dubitato. Essa sarà tentata di credere che l’uomo è diventato Dio, che il Suo Figlio non è che un simbolo, una filosofia come tante altre, e nelle chiese i cristiani cercheranno invano la lampada rossa dove Dio li aspetta.


(Brano tratto da una lettera del Cardinale Eugenio Pacelli al Conte Enrico Pietro Galeazzi)
fonte.Cordialiter

EL JUICIO DE MONS. BRUNERO GHERARDINI SOBRE EL DEBATE TEOLÓGICO ENTRE LA TRADICIÓN Y EL CONCILIO VATICANO II


 Una eclesiología que identifica la Iglesia con el cuerpo Místico de Cristo y reconoce en Su presencia sacramental el secreto vital de la existencia y acción eclesiástica, frente a una eclesiología que considera la Iglesia Católica como un componente entre otros de la Iglesia de Cristo, y que, en esta fantasmal Iglesia de Cristo, adormece el espíritu misionero, dialoga pero no evangeliza, y sobre todo renuncia al proselitismo como si se tratara de un pecado mortal.

 

En la edición de Mayo de 2010 de Courrier de Rome (n°333), el profesor Paolo Pasqualucci propone un esclarecedor comentario sobre el estudio de Mons. Brunero Gherardini, que aparecio en la revista teológica Divinitas, bajo el título Quod et tradidi vobis – La tradizione vita e giovinezza della Chiesa (Quod et tradidi vobis. La Tradición, vida y juventud de la Iglesia), estudio reimpreso por Casa Mariana Editrice.

Mons. Gherardini quien es autor de El Vaticano II: Un debate por abrir, el cual apareció en francés anteriormente este año, presenta en Quod et tradidi vobis un muy pertinente análisis del debate teológico entre la Tradición y el Concilio Vaticano II. Aquí el largo extracto que puede encontrarse en Courrier de Rome, que propone una lista de 9 puntos de tropiezo; a la cual hemos añadido los tres parágrafos siguientes, en donde Mons, Gherardini no duda en hacer un juicio personal muy explícito.

“En mi esfuerzo por establecer una síntesis de las posiciones defendidas por el Obispo Lefebvre a favor de la Tradición, y sin pretender tratar exhaustivamente el asunto, me parece que el conflicto se establece como sigue:

1. Una formación sacerdotal que encuentra sus principios en la Tradición eclesiástica y en los valores sobrenaturales de la divina Revelación, confrontando una formación sacerdotal abierta al horizonte fluctuante de una cultura en perpetuo devenir.

2. Una liturgia que ciertamente tiene un fuerte punto en la Misa llamada tradicional, enfrentando una liturgia [la de la Misa Novus Ordo] antropocéntrica y sociológica, en la cual lo colectivo prevalece sobre el valor de lo individual, la oración ignora el aspecto latréutico, la asamblea se convierte en actor principal y Dios cede su lugar al hombre.

3. Una libertad que hace depender su “liberación” en el Decálogo, de los mandamientos de la Iglesia, de las obligaciones del deber de estado, y del deber saber, amar y servir a Dios, frente a una libertad que pone en nivel de igualdad los cultos, pasa en silencio acerca de la ley de Dios, deja libre al individuo y la sociedad en el campo ético y religioso, y deja a la sola conciencia la solución de todos los problemas.

4. Una teología que saca sus contenidos de fuentes específicas (la Revelación, el Magisterio, la Patrística, la Liturgia), frente a una teología que abre sus puertas, día tras día, a las emergencias culturales del momento, incluso a aquellas que claramente contradicen las fuentes recién mencionadas.

5. Una soteriología (nota del editor: el estudio de la obra de la salvación) íntimamente ligada a la persona y a la obra redentora del Verbo Encarnado, a la acción del Espíritu Santo, unida a la aplicación de los méritos del Redentor, a la intervención sacramental de la Iglesia y a la cooperación de los bautizados, frente a una soteriología que considera la unidad del género humano como consecuencia de la encarnación del Verbo, en quien (cf GS 22) cada hombre encuentra su propia identificación.

6. Una eclesiología que identifica la Iglesia con el cuerpo Místico de Cristo y reconoce en Su presencia sacramental el secreto vital de la existencia y acción eclesiástica, frente a una eclesiología que considera la Iglesia Católica como un componente entre otros de la Iglesia de Cristo, y que, en esta fantasmal Iglesia de Cristo, adormece el espíritu misionero, dialoga pero no evangeliza, y sobre todo renuncia al proselitismo como si se tratara de un pecado mortal.

7. Un Misa-Sacrificio expiatorio, que celebra los misterios de la pasión, muerte y resurrección de Cristo, representando sacramentalmente la redención satisfactoria, frente a una Misa en la cual el sacerdote es sólo un presidente y cada uno toma una parte “activa” en el sacramento, gracias al hecho de que la Fe no se funda ya en Dios que se revela, sino que es una respuesta existencial hecha a Dios que nos interpela.

8. Un Magisterio conciente de tener el cargo de guardar el sagrado depósito de la Revelación divina con el deber de interpretar y transmitirlo a las futuras generaciones, frente a un Magisterio papal que, lejos de sentirse ser la voz de la Iglesia enseñante, sujeta a la Iglesia misma al colegio de obispos, dotado con los mismos derechos y deberes del Romano Pontífice.

9. Una religiosidad que realiza la vocación común al servicio de Dios y, por amor a El, de los hermanos en la humanidad, frente a una religiosidad que revierte este órden natural, hace del hombre el centro y, por lo menos en la práctica si no en la teoría, sustituye a Dios .

“De cuanto precede, uno puede fácilmente deducir cómo la Fraternidad de San Pío X entiende la Tradición. En efecto, la Tradición es todo lo contrario de aquello que la Fraternidad niega y a lo que se opone. Directamente o entre líneas, la Fraternidad rehusa las innovaciones de los documentos del Concilio y sus aplicaciones postconciliares, y se opone al salvaje uso que ha sido tan casualmente hecho de ellos.

“Es cierto que en los escritos de la Fraternidad de San Pío X el concepto de Tradición no es a menudo explicado, y no lo encontramos sistemáticamente desarrollado. Pero lo que se entiende, tal como se conjetura, nunca permanece en la sombra. En la base de todo está “la fe de siempre” para cuya salvaguardia nació la Fraternidad. ‘Salvaguardia’ indica una oposición a una cosa presente o posible, a favor de su contrario o de su reemplazo. La “fe de siempre” es el valor que Mons. Lefebvre quizo salvaguardar, un valor que está siendo reemplazado por todos los atenuantes, reinterpretaciones, reducciones y negaciones de los tiempos conciliares y postconciliares. Esta “fe de siempre” es el eco fuerte y claro de la enseñanza agustiniana resumida en las palabras de San Vicente de Lerins: : “Quod semper, quod ubique, quod ab omnibus creditum est” (San Vicente de Lerins, Commonitorium, c. 23). La institución misma de la Fraternidad, junto con su finalidad primera que es la formación sacerdotal, obedece a este ideal y al compromiso por salvaguardarlo. Salvaguardar la fe y combatir el error.

“No entro en los detalles de las relaciones y de las dificultades entre la Santa Sede y la Fraternidad de san Pío X. Me quedo en el tema común de la Tradición y observo que “salvaguardar la fe y combatir el error” debería ser el ideal y el compromiso tanto de la Iglesia como de sus hijos. A la luz de ello, es difícil para mi entender cómo el reproche de una “incompleta y contradictoria Tradición” formulada por Juan Pablo II en 1982 (Motu Proprio Ecclesia Dei, 2 de Julio de 1988), podría tener un fundamento real. Lo que yo entiendo es que él no tiene nada que ver con el «espíritu de Asís»” (Mons. Gherardini, Quod et tradidi vobis – La tradizione vita e giovinezza della Chiesa, Ed. Casa Mariana Editrice, pp. 241-244).

Fuente: DICI n°218, 10, Julio, 2010 
visto emhttp://wwwapostoladoeucaristico.blogspot.com/

Summorum Pontificum :Up to our own times, it has been the constant concern of supreme pontiffs to ensure that the Church of Christ offers a worthy ritual to the Divine Majesty, ‘to the praise and glory of His name,’ and ‘to the benefit of all His Holy Church. It is, therefore, permissible to celebrate the Sacrifice of the Mass following the typical edition of the Roman Missal promulgated by Bl. John XXIII in 1962 and never abrogated, as an extraordinary form of the Liturgy of the Church…

Summorum Pontificum

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Don Orione
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fonte:http://hallowedground.wordpress.com

O juízo de Monsenhor Brunero Gherardini sobre o debate teológico entre Tradição e o Concílio Vaticano II

  Um Sacrifício expiatório da Missa, que celebra os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Cristo, representando sacramentalmente a redenção satisfatória, frente a uma Missa na qual o padre é apenas um presidente e todos tomam uma parte “ativa” no sacramento, graças ao fato de que a fé não é encontrada em Deus que Se revela, mas numa resposta existencial feita a Deus que nos interpela.

 


DICI – Na edição de maio de 2010 de Courrier de Rome (n°333), Professor Paolo Pasqualucci oferece um comentário esclarecedor sobre o estudo de Monsenhor Brunero Gherardini publicado na revista teológica Divinitas sob o título Quod et tradidi vobis – La tradizione vita e giovinezza della Chiesa (Quod et tradidi vobis. A tradição, vida e juventude da Igreja), um estudo que também foi republicado em um volume por Casa Mariana Editrice.

Monsenhor Gherardini, autor de Vaticano II: Un discorso da fare, publicado em francês no início desse ano, apresenta em Quod et tradidi vobis uma análise muito pertinente do debate teológico entre a Tradição e o Concílio Vaticano II. Aqui está o amplo extrato que pode ser encontrado em Courrier de Rome, oferecendo uma lista de 9 dificuldades; a esta lista nós acrescentamos os três parágrafos que seguem, onde Monsenhor Gherardini não hesita em transmitir um julgamento pessoalmente muito explícito.

“Em meu esforço em estabelecer uma síntese de posições defendidas por Dom Lefebvre em favor da Tradição, e sem pretender tratar exaustivamente do assunto, parece-me que o conflito se estabelece da seguinte maneira:


Monsenhor Brunero Gherardini, cônego da Basílica de São Pedro e postulante da causa de canonização do Beato Pio IX, também questinou a aceitação da validade do cânon de Adai e Mari, que omite as palavras da consagração, pela Congregação para a Doutrina da Fé.
Uma formação sacerdotal que encontrou seus princípios na Tradição eclesiástica e nos valores sobrenaturais da Revelação divina, frente a uma formação sacerdotal aberta ao horizonte flutuante de uma cultura em perpétuo estado de devir.

Uma liturgia que certamente tem um ponto forte na Missa dita tradicional, frente a uma liturgia antropocêntrica e sociológica [a do Novus Ordo da missa], na qual o coletivo prevalece sobre o valor do individual, a oração ignora o aspecto latrêutico, a assembléia torna-se o ator principal e Deus dá lugar ao homem.
Uma liberdade que faz sua “libertação” depender do Decálogo, dos mandamentos da Igreja, das obrigações do dever de estado e do dever de conhecer, amar e servir a Deus, frente a uma liberdade que coloca todas as formas de culto em pé de igualdade, silencia a respeito da lei de Deus, desobriga os indivíduos e a sociedade sobre domínios éticos e religiosos e deixa a solução de todos os problemas exclusivamente à consciência.
Uma teologia que reúne seu conteúodo de fontes específicas (Revelação, Magistério, Patrística, Liturgia), frente a uma teologia que abre bem os seus braços, dia após dia, às emergências culturais do momento, mesmo àquelas que claramente contradizem as fontes recém mencionadas.
Uma soteriologia (nota do editor: estudo da obra da salvação) estreitamente unida à pessoa e à obra redentora do Verbo Encarnado, à ação do Espírito Santo, intimamente ligada à aplicação dos méritos do Redentor, à intervenção sacramental da Igreja e à cooperação dos fiéis batizados, frente a uma soteriologia que considera a unidade do gênero humano como consequência da encarnação do Verbo, em quem (cf GS 22) cada homem encontra sua própria identificação.
Uma eclesiologia que identifica a Igreja com o Corpo Místico de Cristo e reconhece em Sua presença sacramental o segredo vital do ser e do agir eclesial, frente a uma eclesiologia que considera a Igreja Católica como um componente, entre outros, da Igreja de Cristo, e que, nessa fantasmagórica Igreja de Cristo, adormece o espírito missionário, dialoga mas não evangeliza, e acima de tudo, renuncia o proselitismo como se fosse um pecado mortal.
Um Sacrifício expiatório da Missa, que celebra os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Cristo, representando sacramentalmente a redenção satisfatória, frente a uma Missa na qual o padre é apenas um presidente e todos tomam uma parte “ativa” no sacramento, graças ao fato de que a fé não é encontrada em Deus que Se revela, mas numa resposta existencial feita a Deus que nos interpela.
Um Magistério consciente de ter o múnus de guardar o sagrado depósito da Revelação divina com o dever de interpretá-lo e transmiti-lo às gerações futuras, frente a um Magistério Papal que, longe de se sentir a voz da Igreja docente, sujeita a própria Igreja ao colégio dos bispos, dotado dos mesmos direitos e deveres do Romano Pontífice.
Uma religiosidade que compreende a vocação comum ao serviço de Deus e, por amor a Ele, o serviço aos irmãos na humanidade, frente a uma religiosidade que inverte essa ordem natural, faz do homem seu centro e, se não em teoria, ao menos na prática, coloca-o em lugar de Deus.
“Do que acaba de ser dito, pode-se facilmente deduzir como a Fraternidade São Pio X compreende a Tradição. Realmente, a Tradição é exatamente o que a Fraternidade não nega ou se opõe. Diretamente ou nas entrelinhas, a Fraternidade rejeita as inogações dos documentos do Concílio e suas aplicações pós-conciliares, e permanece em oposição ao uso selvagem que tão casualmente foi feito deles.

“É verdade que nos escritos da Fraternidade São Pio X o conceito de Tradição não é freqüentemente explicado, e nós não o encontramos desenvolvido sistematicamente. Mas o que se compreende, assim como o que se conjetura, nunca permanece em sombras. Como fundamento de tudo está “a fé de sempre” para cuja salvaguarda nasceu a Fraternidade”. “Salvaguarda” indica uma oposição a algo presente ou possível, em favor de seu contrário ou de sua substituição. A “fé de sempre” é o valor que Monsenhor Lefebvre quis salvaguardar, um valor que está sendo substituído por todas as atenuações, reinterpretações, reduções e negações do período conciliar e pós-conciliar. A “fé de sempre” é o eco alto e claro do ensinamento agostiniano resumido pelas palavras de São Vicente de Lérins: “Quod semper, quod ubique, quod ab omnibus creditum est”[1]. A própria ereção da Fraternidade, com seu objetivo primeiro que é a formação sacerdotal, obedece a este grande ideal e ao comprometimento de salvaguardá-lo. Salvaguardar a fé e combater o erro.

“Não entrarei em detalhes sobre as relações e dificuldades entre a Santa Sé a Fraternidade São Pio X. Atenho-me ao tema comum da Tradição e observo que “salvaguardar a fé e combater o erro” deveria ser o ideal e o comprometimento tanto da Igreja como de seus filhos. À essa luz, é difícil, para mim, compreender como a acusação de uma “incompleta e contraditória Tradição” formulada por João Paulo II em 1988 [2] poderia ter alguma base verdadeira. O que compreendo é que ela não tem nada a ver com o “espírito de Assis”. [3] (Traduzido do Italiano — DICI n°218, July 10, 2010)

Courrier de Rome – B.P. 10156 – 78001 Versailles Cedex or courrierderome@wanadoo.fr – Assinatura: 20 euros (Exterior: 24 euros)

Msgr. Brunero Gherardini, Ecumenical Council Vatican II: And Open Discussion – disponível em Courrier de Rome: 15 euros + 3 euros frete

http://fratresinunum.com/2010/07/15/o-juizo-de-monsenhor-brunero-gherardini-sobre-o-debate-teologico-entre-tradicao-e-o-concilio-vaticano-ii/
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[1] St. Vincent de Lérins, Commonitorium, c. 23.

[2] Motu Proprio Ecclesia Dei, July 2, 1988.

[3] Msgr. Gherardini, Quod et tradidi vobis – La tradizione vita e giovinezza della Chiesa, Ed. Casa Mariana Editrice, pp. 241-244.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

* Declarações do Cardeal Stickler sobre a Missa de S... * Cardenal Stickler - El atractivo de la Misa Triden... * Summorum Pontificum – quatro anos. Ela ressurgirá:... * CARTA DEL SANTO PADRE BENEDICTO XVI A LOS OBISPOS ... * LA LITURGIA NEL SOLCO DELLA TRADIZIONE * Reform in Continuity: Re-approaching the Second Va... * 4 anos de Summorum Pontificum * CARTA DO SANTO PADRE AOS BISPOS SOBRE O MOTUM PROP...


Declarações do Cardeal Stickler sobre a Missa de S. Pio V Prefeito emérito dos Arquivos do Vaticano


  " A missa de Paulo VI ... põe antes em evidência o aspecto geral da missa, a saber a Comunhão; o que resulta em transformar o Sacrifício naquilo que é permitido chamar um banquete. O lugar importante dado às leituras e à pregação na nova missa, a possibilidade mesma deixada ao padre de acrescentar explicações e palavras pessoais é uma reflexão a mais sobre o que é legítimo chamar de uma adaptação à idéia protestante de culto..."

 http://eucharistiemisericor.free.fr/images/141207_card_stickler_big2.jpg

(revista The Latin Mass, 1995)

"O Papa João Paulo II fez duas perguntas, em 1986, a uma comissão de nove cardeais.

Primeira pergunta: "O Papa Paulo VI ou qualquer outra autoridade competente até o presente momento proibiram legalmente a livre celebração da Missa tridentina?"

"A resposta dada por oito destes cardeais em 1986 foi que não, a Missa de São Pio V jamais foi suspensa. Posso afirmá-lo: eu era um destes cardeais. Um somente foi de parecer contrário. Todos os outros estavam a favor de uma livre permissão: que cada qual possa escolher a antiga Missa.

Houve uma outra pergunta muito interessante: Será que um bispo pode impedir qualquer sacerdote que seja, desde que em situação regular, de recomeçar a celebrar a Missa tridentina? Os nove cardeais responderam unanimemente que um bispo não podia impedir um sacerdote católico de celebrar a Missa Tridentina. Nós não temos uma proibição oficial e eu penso que o Papa jamais pronunciaria uma proibição oficial."


O mesmo Cardeal no Congresso de Christi Fideles, Nova York, maio de 1995

"A Missa nova deveria chamar-se "missa da comissão litúrgica pós-conciliar":

"Pela constituição do Vaticano II sobre a liturgia é evidente que a vontade do Concílio e a vontade da comissão litúrgica muitas vezes não coincidem, e até se opõem de maneira clara.

A missa de Paulo VI ... põe antes em evidência o aspecto geral da missa, a saber a Comunhão; o que resulta em transformar o Sacrifício naquilo que é permitido chamar um banquete.

O lugar importante dado às leituras e à pregação na nova missa, a possibilidade mesma deixada ao padre de acrescentar explicações e palavras pessoais é uma reflexão a mais sobre o que é legítimo chamar de uma adaptação à idéia protestante de culto..."


"A recente mudança na localização do altar, bem como a posição do padre de frente para a assembléia - proibidas antigamente - tornam-se hoje o sinal de uma missa concebida como reunião da comunidade."

"Santo Tomás de Aquino consagra todo um artigo para justificar o "mysterium fidei". E o Concílio de Florença confirma explicitamente o "Mysterium fidei" na fórmula da Consagração. Em nossos dias, o "mysterium fidei" foi eliminado das palavras da Consagração na nova liturgia. Por que então?

Foi concedida igualmente a licença de dizer outros cânones. O Segundo Cânon - que não menciona o carácter sacrifical da missa - tem, não há dúvida, o mérito de ser o mais curto, mas, de fato, suplantou por toda a parte o Cânon romano.


Foi assim que nós perdemos o profundo sentido teológico dado pelo Concílio de Trento."

"Por essas mesmas razões, o cânon 9 do Concílio (de Trento) estabelece a excomunhão para aqueles que afirmam que o rito da Igreja Romana no qual parte do Cânon e as palavras da Consagração são pronunciadas em voz baixa, deve ser condenado."

"O emprego do vernáculo acarretou sérias incompreensões e erros doutrinais, ele produziu a "desunião": Esta Babel de cultos públicos tem por resultado a perda da unidade externa no seio da Igreja Católica (...). Devemos admitir que, em poucos decénios, depois da reforma da língua litúrgica, nós perdemos esta oportunidade de rezar e de cantar juntos".

"Em terceiro lugar, a reforma que se seguiu ao Vaticano II destruiu ou transformou a riqueza de numerosos símbolos litúrgicos".


"Para resumir nossas reflexões, podemos dizer que os benefícios teológicos da missa tridentina correspondem às deficiências teológicas da missa saída do Vaticano II."

(conf. revista "Iota Unum" n. 312, 21/10/1995, Paris).

Para citar este texto:

"Declarações do Cardeal Stickler sobre a Missa de S. Pio V"
MONTFORT Associação Cultural

Cardenal Stickler - El atractivo de la Misa Tridentina

 

Desde el comienzo mismo de la Iglesia, la fe y la liturgia han estado íntimamente conectadas. Una clara prueba de esto puede hallarse en el propio Concilio de Trento. Este Concilio declaró solemnemente que el sacrificio de la Misa es el centro de la liturgia Católica, en oposición a la herejía de Martín Lutero, quien negaba que la Misa fuese un sacrificio.Martín Lutero había negado de forma clara y pública su misma naturaleza declarando que la Misa no era un sacrificio. Es verdad que, para no perturbar al fiel común, los reformadores no eliminaron inmediatamente aquellas partes de la Misa que reflejaban la verdadera Fe y que se oponían a sus nuevas doctrinas. Por ejemplo, mantuvieron la elevación de la Hostia entre el Sanctus y el Benedictus.Lutero todavía mantenía la presencia de Cristo en el pan en el momento de su recepción, pero negaba firmemente el Sacrificio de la Misa. Para él el altar nunca podía ser un lugar de sacrificio. A partir de esta negación, podemos entender los errores consiguientes en la liturgia protestante, que es completamente diferente de la de la Iglesia Católica. También podemos entender por qué el Concilio de Trento definió aquella parte de la Fe Católica que concierne a la naturaleza del Sacrificio Eucarístico: es una fuerza salvadora real. El Concilio especifica que éste no es un nuevo sacrificio independiente del sacrificio único de Cristo sino el mismo sacrificio, en el que Cristo se hace presente en forma incruenta, de manera tal que Su Cuerpo y Su Sangre están presentes en substancia permaneciendo bajo la apariencia de pan y vino. Por lo tanto, no existe un nuevo mérito sacrificial; más bien, el fruto infinito del sacrificio cruento de la Cruz es efectuado o realizado por Jesucristo constantemente en la Misa.El Concilio especifica que éste no es un nuevo sacrificio independiente del sacrificio único de Cristo sino el mismo sacrificio, en el que Cristo se hace presente en forma incruenta, de manera tal que Su Cuerpo y Su Sangre están presentes en substancia permaneciendo bajo la apariencia de pan y vino. Por lo tanto, no existe un nuevo mérito sacrificial; más bien, el fruto infinito del sacrificio cruento de la Cruz es efectuado o realizado por Jesucristo constantemente en la Misa.





EL ATRACTIVO DE LA MISA

TRIDENTINA


por el Cardenal Alfons Stickler *

(tomado de The Latin Mass, verano de 1995)

El sólido erudito austríaco, fallecido a los 97 años el 12 de diciembre de 2007, fiesta de Nuestra Señora de Guadalupe, Patrona de América, fue un salesiano que actuó como perito en otras dos comisiones del Vaticano II (además de la de Liturgia). Entre sus obras, “La causa del celibato del clero” (Ignatius Press) documenta cómo el celibato sacerdotal fue decretado desde los primeros días de la Iglesia.

La Misa Tridentina es el rito de la Misa fijado por el Papa Pío V a solicitud del Concilio de Trento y promulgado el 5 de diciembre de 1570. Este Misal contiene el antiguo rito Romano, del que fueron eliminados varios agregados y alteraciones. Cuando se la promulgó, se preservaron otros ritos que habían existido por lo menos durante 200 años. Por lo tanto, es más correcto llamar a este Misal la liturgia del Papa San Pío V.

Fe y Liturgia. El sacrificio de la Misa, centro de la liturgia católica.

Desde el comienzo mismo de la Iglesia, la fe y la liturgia han estado íntimamente conectadas. Una clara prueba de esto puede hallarse en el propio Concilio de Trento. Este Concilio declaró solemnemente que el sacrificio de la Misa es el centro de la liturgia Católica, en oposición a la herejía de Martín Lutero, quien negaba que la Misa fuese un sacrificio. Sabemos, a partir de la historia del desarrollo de la Fe, que esta doctrina ha sido fijada con autoridad por el Magisterio en la enseñanza de papas y concilios. También sabemos que en la totalidad de la Iglesia, y especialmente en las iglesias orientales, la Fe fue el factor más importante para el desarrollo y la formación de la liturgia, particularmente en el caso de la Misa. Existen argumentos convincentes en este sentido desde los primeros siglos de la Iglesia. El Papa Celestino I escribió a los obispos de la Galia en el año 422: Legem credendi, lex statuit supplicandi; lo que en adelante se expresó comúnmente por la frase lex orandi, lex credendi (la ley de la oración es la ley de la fe). Las iglesias ortodoxas conservaron la Fe a través de la liturgia. Esto es muy importante porque en la última carta que escribió el Papa hace siete días dijo que la Iglesia Latina debe aprender de las iglesias de Oriente, especialmente sobre la liturgia ...

Declaraciones conciliares: doctrinales y disciplinarias.

Un tema a menudo descuidado lo constituye los dos tipos de declaraciones y decisiones conciliares: las doctrinales (teológicas) y las disciplinarias. En la mayoría de los concilios hemos tenido ambas, doctrinales y disciplinarias.
En algunos concilios no ha habido declaraciones o decisiones disciplinarias; y a la inversa, ha habido algunos concilios sin declaraciones doctrinales, con declaraciones solamente disciplinarias. Muchos de los concilios de Oriente después del de Nicea trataron sólo cuestiones de fe.
El Segundo Concilio de Tolón, del año 691, fue un concilio estrictamente oriental, para declaraciones y decisiones exclusivamente disciplinarias, porque las iglesias de Oriente habían sido dejadas de lado en los concilios precedentes. Esto actualizó la disciplina para las iglesias orientales, especialmente para la de Constantinopla.
Esto es importante porque en el Concilio de Trento tenemos claramente ambas: capítulos y cánones que pertenecen exclusivamente a la fe y, en casi todas las sesiones, después de los capítulos teológicos y cánones, cuestiones disciplinarias. La diferencia es importante. En todos los cánones teológicos tenemos la declaración de que cualquiera que se oponga a las decisiones del Concilio queda excluido de la comunidad: anatema sit.
Pero el Concilio nunca declara anatema por razones puramente disciplinarias; las sanciones del Concilio son sólo para las declaraciones doctrinales.

El Concilio de Trento y la Misa

Todo esto es importante para nuestras reflexiones actuales. Ya hemos señalado la conexión entre fe y oración (liturgia) y especialmente entre fe y la forma más elevada de la liturgia, el culto común. Esta conexión tiene su expresión clásica en el Concilio de Trento, que trató el tópico en tres sesiones: la decimotercera de octubre de 1551, la vigésima de julio de 1562 y, especialmente, la vigésimo segunda en septiembre de 1562, que produjo los capítulos y cánones dogmáticos del Santo Sacrificio de la Misa.
Existe, además, un decreto especial concerniente a aquellas cuestiones que deben ser observadas y evitadas en la celebración de la Misa. Esta es una declaración clásica y fundamental, autorizada y oficial, del pensamiento de la Iglesia sobre el tema.
El decreto considera primero la naturaleza de la Misa. Martín Lutero había negado de forma clara y pública su misma naturaleza declarando que la Misa no era un sacrificio. Es verdad que, para no perturbar al fiel común, los reformadores no eliminaron inmediatamente aquellas partes de la Misa que reflejaban la verdadera Fe y que se oponían a sus nuevas doctrinas. Por ejemplo, mantuvieron la elevación de la Hostia entre el Sanctus y el Benedictus.

Para Lutero y sus seguidores, el culto consistía principalmente en la prédica como medio de instrucción y edificación, mezclado con oraciones e himnos. Recibir la Santa Comunión era sólo un episodio secundario. En el sacrificio de Jesucristo el sacerdote substituye a Cristo mismo. Como resultado de su ordenación él es un verdadero alter Christus. Mediante la Consagración, el pan se transforma en el Cuerpo de Cristo y el vino en Su Sangre. Esta realización de Su sacrificio es la adoración de Dios.Lutero todavía mantenía la presencia de Cristo en el pan en el momento de su recepción, pero negaba firmemente el Sacrificio de la Misa. Para él el altar nunca podía ser un lugar de sacrificio. A partir de esta negación, podemos entender los errores consiguientes en la liturgia protestante, que es completamente diferente de la de la Iglesia Católica. También podemos entender por qué el Concilio de Trento definió aquella parte de la Fe Católica que concierne a la naturaleza del Sacrificio Eucarístico: es una fuerza salvadora real.
El Concilio especifica que éste no es un nuevo sacrificio independiente del sacrificio único de Cristo sino el mismo sacrificio, en el que Cristo se hace presente en forma incruenta, de manera tal que Su Cuerpo y Su Sangre están presentes en substancia permaneciendo bajo la apariencia de pan y vino. Por lo tanto, no existe un nuevo mérito sacrificial; más bien, el fruto infinito del sacrificio cruento de la Cruz es efectuado o realizado por Jesucristo constantemente en la Misa.
De esto se deriva que la acción del sacrificio consiste en la Consagración. El Ofertorio (por el cual el pan y el vino se preparan para la Consagración) y la Comunión son partes constitutivas de la Misa, pero no son esenciales. La parte esencial es la Consagración, por la cual el sacerdote, in persona Christi y de la misma manera, pronuncia las palabras consagratorias de Cristo.
De esta manera, la Misa no es y no puede ser la simple celebración de la Comunión, ni una simple persona la que represente a Cristo y, del mismo modo, pronuncie las palabras de consagración de Cristo.
En consecuencia, la Misa no es y no puede consistir simplemente en una celebración de Comunión, o en un simple recuerdo o memorial del sacrificio de la Cruz, sino en hacer verdadero y presente este mismo sacrificio de la Cruz.

Razón por la cual podemos entender que la Misa es una renovación efectiva del sacrificio de la Cruz. Es esencialmente una adoración a Dios, ofrecida sólo a Él. Esta adoración incluye otros elementos: alabanza, acción de gracias por todas las gracias recibidas, dolor por los pecados cometidos, petición de las gracias necesarias. Naturalmente, la Misa puede ser ofrecida por una o por todas estas distintas intenciones. Todas estas doctrinas fueron establecidas y promulgadas en los capítulos y cánones de la Sesión 22ª del Concilio de Trento.

Anatemas del Concilio de Trento

De esta naturaleza teológica fundamental de la Misa derivan varias consecuencias. En primer lugar, el Canon Missae.
En la liturgia Romana, siempre ha habido un único Canon, introducido por la Iglesia hace varios siglos. El Concilio de Trento estableció expresamente en el capítulo 4, que este canon está libre de error, que no contiene nada que no sea pleno de santidad y de piedad y nada que no eleve a los fieles a Dios. Está compuesto sobre la base de las palabras de Nuestro Señor mismo, la tradición de los apóstoles y las normas de los papas santos. El canon 6 del capítulo 4 amenaza con la excomunión a aquellos que sostengan que el Canon Missae contiene errores y por lo tanto, deba ser abolido.


En el Capítulo 5 el Concilio estableció que la naturaleza humana requiere de signos exteriores para elevar el espíritu a las cosas divinas. Por tal razón, la Iglesia ha introducido ciertos ritos y signos: la oración silenciosa o hablada, las bendiciones, las velas, el incienso, las vestiduras, etc. Muchos de estos signos tienen su origen en prescripciones apostólicas o en la tradición.
A través de estos signos visibles de fe y piedad se acentúa la naturaleza del sacrificio. Los signos fortalecen y estimulan a los fieles a meditar sobre los elementos divinos contenidos en el sacrificio de la Misa. Para proteger esta doctrina, el Canon 7 amenaza con la excomunión a aquel que considere que estos signos exteriores inducen a la impiedad y no a la piedad. Esto es un ejemplo de lo que traté más arriba: esta clase de declaración, con el canon de sanciones, tiene mayormente un significado teológico y no solamente un sentido disciplinario.

En el Capítulo 6 el Concilio destaca el deseo de la Iglesia de que todos los fieles presentes en la Misa reciban la Santa Comunión, pero establece que si sólo el sacerdote que celebra la Misa recibe la Santa Comunión esta Misa no debe ser denominada privada y, por ello, criticada o prohibida. En este caso, los fieles reciben la Comunión espiritualmente y, además, todos los sacrificios ofrecidos por el sacerdote como ministro público de la iglesia se ofrecen por todos los miembros del Cuerpo Místico de Cristo. En consecuencia, el Canon 8 amenaza
con excomunión a todos aquellos que digan que tales Misas son ilícitas y por lo tanto deben ser prohibidas (otra aseveración teológica).

Trento y el Latín. El silencio.

El Capítulo 8 está dedicado al lenguaje particular del culto en la Misa. Se sabe que en el culto de todas las religiones se emplea un lenguaje sagrado. Durante los primeros tres siglos de la Iglesia Católica Romana, el idioma era el griego, que era la lengua más comúnmente empleada en el mundo latino. A partir del siglo IV el latín se transformó en el idioma común del Imperio Romano. El latín permaneció durante siglos en la Iglesia Católica Romana como la lengua para el culto. Muy naturalmente, el latín era también el idioma del rito Romano en su acto fundamental del culto: la Misa. Así permaneció incluso después de que el latín fuera reemplazado por el lenguaje vivo de las distintas lenguas romances.

Y llegamos a la cuestión: ¿por qué el latín y no otra alternativa? Respondemos: la Divina Providencia establece aun las cuestiones secundarias. Por ejemplo, Palestina (Jerusalén) es el lugar de la Redención de Jesucristo. Roma es el centro de la Iglesia. Pedro no nació en Roma, él fue a Roma. ¿Por qué? Porque era el centro del entonces Imperio Romano, es decir, del mundo. Este es el fundamento práctico de la propagación de la Fe por el Imperio Romano, sólo una cuestión humana, una cuestión histórica, pero en la que ciertamente participa la Divina Providencia.

Un proceso semejante puede verse incluso en otras religiones. Para los musulmanes, la vieja lengua árabe está muerta y, no obstante, sigue siendo el lenguaje de su liturgia, de su culto. Para los hindúes, lo es el sánscrito.
Debido a su obligada conexión con lo sobrenatural, el culto naturalmente requiere su propio lenguaje religioso, que no debe ser uno “vulgar”.
Los padres del Concilio sabían muy bien que la mayoría de los fieles que asistían a la Misa ni entendían el latín ni podían leer traducciones. Generalmente eran analfabetos. Los padres también sabían que la Misa contiene una parte de enseñanza para los fieles.
No obstante, ellos no coincidieron con la opinión de los protestantes de que era necesario celebrar la Misa sólo en la lengua vernácula. Para instruir a los fieles, el Concilio ordenó que la vieja costumbre del cuidado de las almas mediante la explicación del misterio central de la Misa, aprobada por la Santa Iglesia Romana, madre y maestra de todas las iglesias, se mantuviera en todo el mundo.

El Canon 9 amenaza con la excomunión a aquellos que afirmen que el lenguaje de la Misa debe ser sólo en la lengua vernácula. Es notable que tanto en el capítulo como en el canon del Concilio de Trento se rechaza sólo la exclusividad del lenguaje “vulgar” en los ritos sagrados. Por otro lado, debe tenerse en cuenta una vez más que estas distintas normativas conciliares no tienen sólo carácter disciplinario. Se basan en fundamentos doctrinales y teológicos que involucran la Fe misma.
Las razones de esta preocupación pueden verse, primeramente, en la reverencia debida al misterio de la Misa. El decreto siguiente sobre lo que debe observarse y evitarse en la celebración de la Misa establece: “La irreverencia no puede separarse de la impiedad”. La irreverencia siempre implica impiedad. Además, el Concilio deseó salvaguardar las ideas expresadas en la Misa, y la precisión de la lengua latina protege el contenido contra malentendidos y posibles errores basados en la imprecisión lingüística.
Por estas razones la Iglesia siempre ha defendido la lengua sagrada e incluso, en época más reciente, Pío XI declaró expresamente que esta lengua debía ser non vulgaris.
Por estas mismas razones, el Canon 9 establece la excomunión de quienes afirmen que debe ser condenado el rito de la Iglesia Romana en el cual una parte del Canon y las palabras de consagración sean pronunciadas silenciosamente. Incluso el silencio tiene un trasfondo teológico.

La vida y el ejemplo
de los ministros del culto

Finalmente, en el primer canon del decreto de la reforma, en la sesión vigésimo segunda del Concilio de Trento, hallamos otras normativas que tienen un carácter parcialmente disciplinario pero que también completan la parte doctrinaria, puesto que nada es más adecuado para orientar a los participantes del culto a una comprensión más profunda del misterio, que la vida y el ejemplo de los ministros del culto. Estos ministros deben modelar sus vidas y conducta en torno a este fin, que debe reflejarse en su vestimenta, su compostura, su lenguaje. En todos estos aspectos deben verse dignificados, humildes y religiosos. También
deben evitar incluso las faltas leves, puesto que en su caso éstas deberían considerarse graves. Los superiores deben exigir a los ministros sagrados vivir fundamentalmente de acuerdo a toda la tradición de comportamiento clerical apropiado.

La Misa de San Pío V y la de Paulo VI

Ahora podemos apreciar y entender mejor el trasfondo y el fundamento teológicos de las discusiones y normativas del Concilio de Trento respecto de la Misa como culminación de la sagrada liturgia. Es decir, el atractivo teológico de la Misa Tridentina se puede comprender por contraposición y como respuesta al grave desafío del Protestantismo, y no solamente en relación a este período especial de la historia sino como una pauta de referencia para la Iglesia y frente a la reforma litúrgica del Vaticano II.
En primer lugar, tenemos que determinar aquí el significado correcto de esta última reforma, como lo hicimos en el caso de la Misa Tridentina, destacando la importancia de saber precisamente qué se entendía por la Misa del Papa San Pío V, que cumplía con los deseos de los padres del Concilio en Trento.
Empero, debemos destacar que el nombre correcto que debe darse a la Misa del Concilio Vaticano II es el de Misa de la comisión litúrgica posconciliar. Una simple ojeada a la constitución litúrgica del Segundo Concilio Vaticano ilustra de inmediato que la voluntad del Concilio y la de la comisión litúrgica están a menudo en desacuerdo e incluso son evidentemente opuestas.
Examinaremos brevemente las diferencias principales entre las dos reformas litúrgicas así como la forma en que podríamos definir su atractivo teológico.
Primeramente, frente a la herejía protestante, la Misa de San Pío V enfatizaba la verdad central de la Misa como un sacrificio, basada en las discusiones teológicas y las normas específicas del Concilio. La Misa de Paulo VI (también llamada así porque la comisión litúrgica para la reforma después del Vaticano II trabajó bajo la responsabilidad última de ese Papa) enfatiza, más bien, la Comunión, con el resultado de que el sacrificio queda transformado en lo que podría denominarse una comida. La gran importancia dada a las lecturas y a la prédica en la nueva Misa, e incluso la facultad dada al sacerdote para agregar palabras personales y explicaciones, es otro reflejo de lo que podría denominarse una adaptación a la idea protestante del culto.
El filósofo francés Jean Guitton dice que el Papa Paulo VI le reveló que había sido su intención (la del Papa) la de asimilar tanto como fuera posible la nueva liturgia católica al culto protestante [1]. Evidentemente, es necesario verificar el real significado de este comentario, puesto que todas las declaraciones oficiales de Paulo VI, incluida su excelente encíclica eucarística “Mysterium Fidei” en 1965, emanada antes de la finalización del Concilio, así como el “Credo del Pueblo de Dios”, demuestran una perfecta ortodoxia. Entonces, ¿cómo pueden explicarse estas declaraciones opuestas?
Dentro de esta misma línea podemos tratar de comprender la nueva posición del altar y del sacerdote. De acuerdo con los bien fundados estudios de Monseñor Klaus Gamber respecto de la posición del altar en las antiguas basílicas de Roma y otros lugares, el criterio para la anterior posición no era que debían mirar a la asamblea que rinde culto sino, más bien, mirar hacia el Este, que era el símbolo de Cristo como sol naciente a quien se debía rendir culto. La posición completamente nueva del altar y del sacerdote mirando a la asamblea, algo previamente prohibido, hoy expresa a la Misa como un encuentro comunitario.
En segundo lugar, en la vieja liturgia el Canon es el centro de la Misa como sacrificio. De acuerdo con el testimonio del Concilio de Trento, el Canon reconstruye la tradición de los apóstoles y estaba substancialmente completo en la época de Gregorio el Grande, en el año 600.
La Iglesia Romana nunca tuvo otros cánones. Incluso respecto del Mysterium fidei en la fórmula de la Consagración, tenemos evidencias desde Inocencio III, explícitamente, en la ceremonia de investidura del Arzobispo de Lyon. No sé si la mayoría de los reformadores de la liturgia conocen este hecho. Santo Tomás de Aquino, en un artículo especial, justifica este Mysterium fidei. Y el Concilio de Florencia confirmó explícitamente el Mysterium fidei en la fórmula de la Consagración.
Ahora bien, este mysterium fidei fue eliminado de las palabras de la consagración originadas en la nueva liturgia. ¿Por qué? También se autorizan nuevos cánones. El segundo de ellos, que no menciona el carácter sacrificial de la Misa, por su mérito de ser el más breve prácticamente ha suplantado al antiguo Canon Romano en todas partes.De aquí que se haya perdido el profundo discernimiento teológico otorgado por el Concilio de Trento.
El misterio del Sacrificio Divino es actualizado en cada rito, si bien de manera diferente. En el caso de la Misa Latina este misterio fue enfatizado por el Concilio Tridentino con la lectura silenciosa del Canon en Latín. Esto ha sido descartado en la nueva Misa por la proclamación del Canon en voz alta.
Tercero, la reforma del Vaticano II destruyó o cambió el significado de gran parte del rico simbolismo de la liturgia (si bien se mantiene en los ritos orientales). La importancia de este simbolismo fue destacada por el Concilio de Trento ...
Este hecho fue deplorado incluso por un psicoanalista ateo muy conocido, quien llamó al Segundo Concilio Vaticano el “Concilio de los tenedores de libros”.

Vulgarización de la Misa –
El latín debe conservarse

Hay un principio teológico completamente destruido por la reforma litúrgica pero confirmado tanto por el Concilio de Trento como por el Concilio Vaticano II, después de una larga y sobria discusión (yo asistí y puedo confirmar que las claras resoluciones del texto final de la Constitución del Concilio lo reafirmaban sustancialmente). El principio: el latín debe preservarse en el Rito Latino.
Como en el concilio de Trento, también en el Vaticano II los padres del Concilio admitieron la lengua vernácula pero sólo como una excepción.
Pero para la reforma de Paulo VI la excepción se tornó en la regla exclusiva. Las razones teológicas establecidas en ambos Concilios para mantener el latín en la Misa pueden verse ahora justificadas a la luz del uso exclusivo de la lengua vernácula introducida por la reforma litúrgica. La lengua vernácula a menudo ha vulgarizado la Misa misma, y la traducción del latín original ha resultado en errores y malentendidos doctrinales graves.
Además, antes la lengua vernácula no estaba siquiera permitida para las personas iletradas o completamente diferentes entre sí. Ahora que los pueblos católicos de distintas tribus y naciones pueden emplear diferentes lenguas y dialectos en el culto, viviendo próximos en un mundo que se torna cada día más pequeño, esta Babel del culto común resulta en una pérdida de la unidad externa de la Iglesia Católica en todo el mundo, otrora unificada en una voz común.

Además, en numerosas ocasiones, se ha vuelto causa de desunión interna incluso en la propia Misa, que debería ser el espíritu y el centro de la concordia interna y externa entre los católicos de todo el mundo. Tenemos muchos, pero muchos ejemplos, de este hecho de desunión causada por la lengua vulgar.

Y otra consideración ... Antes, cada sacerdote podía decir en el mundo entero la Misa en Latín para todas las comunidades, y todos los sacerdotes podían entender el latín. Hoy, desafortunadamente, ningún sacerdote puede decir Misa para todos los pueblos del mundo. Debemos admitir que, sólo unas décadas después de la reforma de la lengua litúrgica, hemos perdido aquella posibilidad de orar y cantar juntos, aun en los grandes encuentros internacionales, como los Congresos Eucarísticos o, incluso, durante los encuentros con el Papa, el centro de la unidad de la Iglesia. Ya no podemos, actualmente, cantar ni rezar juntos.

La conducta de los ministros sagrados

Finalmente, tenemos que considerar seriamente, a la luz del Concilio de Trento, la conducta de los ministros sagrados, cuya profunda relación con su sacro ministerio fue enfatizada por el Concilio de Trento. Una conducta clerical, vestimenta, porte y comportamiento correctos animan a la gente a seguir lo que sus ministros dicen y enseñan. Desafortunadamente, la conducta lamentable de muchos clérigos suele obscurecer la diferencia entre ministro sagrado y laico, y profundiza la diferencia entre ministro sagrado y alter Christus.

Resumiendo nuestras reflexiones, podemos decir que el atractivo teológico de la Misa Tridentina crece en relación directa con la incorrección teológica de la Misa del Vaticano II. Por esta razón, el Christi Fidelis de la tradición teológica debe continuar manifestando, en espíritu de obediencia a los superiores legítimos, el legítimo deseo y la legítima preferencia pastoral por la Misa Tridentina.
fonte:una voce argentina