Arquivo do blog

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

CARDEAL BURKE: “Acho engraçado que o Cardeal Kasper afirme falar em nome do Papa. O Papa não tem laringite”

“O Papa não tem laringite”.

O Cardeal Burke, prefeito da Assinatura Apostólica, critica duramente o cardeal Kasper. Usa adjetivos como “ultrajante” e “enganador” para definir as declarações de seu colega. “Acho engraçado que o Cardeal Kasper afirme falar em nome do Papa. O Papa não tem laringite”
Por Marco Tosatti – La Stampa | Tradução: Fratres in Unum.com – O Prefeito da Assinatura Apostólica, o mais alto tribunal da Igreja, o Cardeal norte-americano Raymond Leo Burke, chamou de “ultrajante” que o Cardeal Kasper insinue que a crítica às suas propostas (de Kasper) sobre a comunhão para divorciados recasados seriam direcionadas ao Papa.
Burke e Bento.
Burke e Bento.
Burke, homem sem papas na língua, falou em uma conferência organizada pela Ignatius Press, grande editora americana religiosa, que hoje lançará no mercado vários livros em vista do Sínodo dos Bispos sobre a família, que será aberto em Roma na manhã de domingo.
“Acho engraçado que o Cardeal Kasper afirme falar em nome do Papa. O Papa não tem laringite”, disse Burke, falando do livro assinado por ele e por outros cardeais e especialistas no assunto para se opor à proposta de Kasper de dar a comunhão para divorciados recasados. Burke disse que Kasper “estava errado”, porque a indissolubilidade do matrimônio “é baseada nas palavras claras de Jesus Cristo e não pode ser mudada”.
Padre Joseph Fessio, jesuíta e responsável pela Ignatius Press, se perguntou se o Papa não havia encorajado a discussão sobre a proposta de Kasper, de modo a chamar a atenção para o problema e, por fim, reafirmar o ensinamento da Igreja. Questionou se “o Santo Padre astutamente não procurou mexer num cacho de abelha” em vista do Sínodo.
Em resposta a uma declaração de Kasper, segundo a qual a sua proposta prevê uma mudança na disciplina, e não a doutrina da Igreja, Burke argumenta que é um “argumento muito enganador”. “Não pode haver uma disciplina na Igreja que não esteja a serviço da doutrina”.