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terça-feira, 29 de julho de 2014

Capela Nossa Senhora das Dores, em Brasília: benção pontifical por Dom José Aparecido Gonçalves de Almeida, Bispo Auxiliar de Brasília segundo o rito tradicional

 
No dia 13 de julho de 2014, um evento de grande monta na Arquidiocese de Brasília: a benção de uma igreja segundo a liturgia romana tradicional. Não é apenas a rara frequência dessa cerimônia nos tempos modernos que tornou o evento tão peculiar. Os inúmeros fiéis que acompanharam a solenidade da benção e a Santa Missa que a ela se seguiu testemunharam uma liturgia esplendorosa, um belíssimo e majestoso culto a Deus, uma profissão perfeitíssima de fé, em que foi honrada especialmente a Santíssima Virgem, pela imposição do título de Nossa Senhora das Dores à capela.
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Capela Nossa Senhora das Dores, em Brasília. (Jardim Botânico III, Av. das Paineiras, Entrequadras 9/10)
Foi Sua Excelência Reverendíssima, Dom José Aparecido Gonçalves de Almeida, Bispo Auxiliar de Brasília, quem procedeu à cerimônia da benção da Capela Nossa Senhora das Dores e, assim, “separou inteiramente do uso profano o seu edifício e fez dele verdadeiramente a Casa de Deus e Porta do Céu”, conforme ensinou o padre em seu sermão.
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Aspersão Externa da Igreja: inicialmente, o Pontífice vai diante da porta da Igreja a ser abençoada e entoa “Deus, in adjutorium meum intende…”.
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A Schola Cantorum canta a antífona “Bene fundata est” e o Salmo 86 enquanto o Pontífice asperge as paredes da Igreja com água benta em silêncio.
“Bene fundata est domus Domini supra firmam petram.”
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O Pontífice retorna à porta de entrada, recuperando a mitra e o báculo. Em procissão, precedido da Cruz, o Pontífice adentra a Igreja com o clero e o povo.
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Entoa-se a Ladainha de todos os Santos. O Pontífice e todos ajoelham-se. Na ladainha, entoa-se três vezes a invocação à Santíssima Virgem, pois é Ela quem dá seu nome à Igreja.
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Procede-se em seguida à aspersão interna da Igreja, enquanto a Schola Cantorum entoa as antífonas “Haec est domus Domini” e “Non est hic aliud” com os salmos 121 e 83, respectivamente.
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A solenidade da Benção termina com uma última oração do Pontífice, em que ele reconhece que Deus santifica os locais dedicados ao nome dEle e pede a benevolência divina para todos que O invocarem nesse lugar santo.
A benção foi seguida da Santa Missa, celebrada pelo Rev. Pe. Daniel Pinheiro e com assistência pontifical de Dom José Aparecido. Também no coro estavam presentes o Pe. Godwin, pároco da Paróquia Santa Clara e São Francisco, em cujo território está o edifício da capela; o Pe. João Batista, da Diocese de Anápolis; o Pe. Allan, Franciscano da Imaculada; além de seminaristas do Instituto Bom Pastor, ao qual pertence também o Pe. Daniel.
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A Santa Missa: incensação do Evangelho.
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Padre Daniel pronuncia o sermão do púlpito.
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A Primeira Missa na Capela Nossa Senhora das Dores após a solenidade da Benção.
Consagração (Cálice)
A Santa Missa: a elevação do cálice após a consagração.
Ecce Agnus Dei
A Santa Missa: Ecce Agnus Dei.
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A Santa Missa: a Comunhão dos fiéis.
Inclinação do Bispo
A inclinação de cabeça é um importante gesto de reverência na liturgia romana.
Acólitos
Acólitos, turiferários e outros ajudantes do altar.
Ao fim da Santa Missa, Dom José Aparecido dirigiu, ainda, algumas palavras aos fiéis. Finalmente, em ação de graças por tantos benefícios, cantou-se o jubiloso hino Te Deum.
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Dom José Aparecido, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Brasília.
Dom José Aparecido e seminaristas do Instituto do Bom Pastor
Seminaristas do Instituto do Bom Pastor com Dom José Aparecido.
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Procissão Final.
A Capela, que comporta 250 pessoas sentadas, estava lotada, com cerca de 350 fiéis; desta vez, muitos ainda ficaram em pé ou subiram ao coro para melhor assistir às celebrações. Como sempre, muitas jovens famílias e dezenas de crianças. Certamente, agora a capela comportará bem melhor a grande quantidade de fiéis que já assistiam à Santa Missa no rito tradicional do apostolado do Pe. Daniel, que celebrou na Capela das Irmãs de Santa Marcelina por quase dois anos. Aliás, como fiéis e junto com o padre, agradecemos imensamente às irmãs marcelinas pelo modo como acolheram e colaboraram com o apostolado durante todo esse tempo.
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Cerca de 350 pessoas assistiram às celebrações.
Capela PanoramicaSem dúvida, também como fiéis que usufruem dos grandes benefícios espirituais dessa grande obra, devemos agradecer especialmente ao Padre Daniel Pinheiro por toda sua dedicação e incansável zelo apostólico. Cabe lembrar que há pouco mais de dois anos de sua ordenação sacerdotal. Em tão pouco tempo, quantos frutos maravilhosos vemos por toda parte, sobretudo em virtude da Santa Missa Tradicional! Graças a Deus!
A própria construção da capela também já nos parece um milagre; por disposição da Divina Providência, e graças à colaboração de pessoas generosas, vimos uma capela ser erguida em poucos meses. Parece que Deus “tem pressa” em expandir esse apostolado, agora sob a proteção oficial e especial da Virgem Dolorosa. Com o Pe. Daniel, repetimos: “queremos que dessa Capela saiam verdadeiramente frutos de santidade, famílias santas, vocações santas”. E que Nosso Senhor recompense eternamente a família que muito particularmente contribuiu para o avanço desse projeto e também as muitas outras famílias e fiéis que colaboraram das mais diversas maneiras.
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IMG_4231 Uma feliz “coincidência” trouxe ainda mais um motivo para comemoração: era o dia do primeiro aniversário do episcopado de Sua Excelência Reverendíssima, Dom José Aparecido. Assim, com tantas razões, após as cerimônias todos se dirigiram ao salão da capela para festejar, sob o olhar de Nossa Senhora do Carmo, ali representada em uma belíssima imagem.
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Em seguida às cerimônias, uma confraternização para festejar a Benção da Capela e o Primeiro Aniversário de Episcopado de Dom José Aparecido
Foi um dia de muita alegria.
Fotografia pós-procissão (2)
Dom José Aparecido Gonçalves, Pe. Daniel Pinheiro, Pe. Godwin e demais clérigos e acólitos em frente à Capela Nossa Senhora das Dores após a cerimônia.