NOVO MOVIMENTO LITÚRGICO MISSA GREGORIANA EM PORTUGAL      http://3.bp.blogspot.com/-W-4uVf9h5Xc/Tc_Gol9vCwI/AAAAAAAAR_o/WN-tod4VGV0/s1600/brandmuller%2Bxi.JPG

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Cardeal Giuseppe Siri Defensor da Tradição e dos direitos dos operários



Defensor da Tradição e dos direitos dos operários

Em 4 de maio de 2006, nosso diretor pronunciou em Gênova uma das conferências do dia dedicado aos cem anos do nascimento do cardeal Giuseppe Siri. É o texto que publicamos aqui

de Giulio Andreotti

O cardeal Giuseppe Siri, que em Gênova nasceu, a 20 de maio de 1906, e morreu, a 2 de maio de 1989
Agradeço ao cardeal Bertone o convite, muito gratificante, para participar dessa solene recordação centenária de uma fantástica figura de italiano e pastor.
Minha memória dirige-se espontaneamente ao distante ano de 1938, quando o congresso nacional da Federação Universitária Católica Italiana (Fuci) nos permitiu a conhecer a extraordinária qualidade dos sacerdotes da diocese de Gênova, além de nossos assistentes, padre Costa e padre Guano.
Na igreja da Imaculada, em Passo Assarotti, padre Giacomo Lercaro nos conquistou com uma meditação sobre a igualdade de todos os homens diante de Deus (tema que era polemicamente atual, pois já se prenunciavam as leis raciais); padre Cavalleri nos fascinava com seu modelo de apostolado litúrgico; padre Pelloux, homem de alto nível científico, desmentia o conflito entre ciência e fé, demonstrando de modo bri­lhante como, ao contrário, elas são complementares.
Padre Giuseppe Siri impressionava com a profundidade de sua meditação, unida a uma forma extremamente simples e divulgativa. Logo, comecei a apreciá-lo cada vez mais, freqüentando, em Camáldoli, seu curso de divulgação teológica.
A dolorosa divisão da Itália, ligada aos acontecimentos da guerra e da ocupação alemã, obrigou a um parêntesis nesse contato com padre Siri, que nesse meio tempo foi nomeado bispo auxiliar do cardeal Boetto. A situação vivida pela nação havia levado alguns de nós, dirigentes da Fuci, a militar na luta política e, sem que um campo jamais invadisse o outro, Moro, eu mesmo e outros (especialmente Paolo Emilio Taviani e Carlo Russo) tivemos um novo tipo de contato com dom Giuseppe Siri, que, poucos dias antes de 2 de junho de 1946, fora chamado a dirigir a Igreja genovesa. Ele deu grande atenção aos trabalhos da Assembléia Constituinte; de modo particular (mas não exclusivamente) ao tema das relações entre Estado e Igreja.
Em 1953, Pio XII o nomeou cardeal, dando-lhe o título da igreja de Santa Maria da Vitória, do lado de fora da qual encontra-se a imagem de Santa Teresa do Menino Jesus, com a inscrição: “Largius hinc super urbem sparge Theresa rosas”. Com desconcertante superficialidade, os meios de comunicação estavam acostumados - hoje um pouco menos - a definir os bispos e os cardeais como “progressistas” ou “conservadores”. Lembro-me do aborrecimento que o cardeal Spellman, apresentado como protótipo dos não inovadores, demonstrava diante dessas definições. No dia seguinte de um Natal em que, como ordinário militar, havia celebrado junto às tropas tanto em sua pátria quanto no Vietnã, ele me disse, com uma ponta de ironia, que muitos de seus colegas “progressistas” haviam tirado um dia de repouso completo por ocasião do Natal.
Certamente, se conservador significa zeloso defensor da tradição da Igreja, Siri o foi de maneira intransigente. Em particular, reagia com firmeza às teorias que invocavam uma direção colegial da própria Igreja. Menos marcadamente, diferenciou-se de seu concidadão Lercaro no que diz respeito às reformas litúrgicas, na verdade consideradas às vezes simplistas demais .
Não se pode esquecer, além disso, que, para evitar interpretações erradas (muitas vezes confundiam-se as expressões dos “pe­ritos conciliares” com proposições aprovadas), o cardeal Siri deu vida a uma revista teológica intitulada Renovatio.
No plano político, sua oposição firme aos comunistas e a seus aliados o levou a desconfiar com cautela de qualquer forma de abertura. E, quando Moro pediu aos bispos italianos a opinião deles, a resposta do cardeal Siri foi muito precisa.
Sua postura contrária às posições da extrema esquerda e o apreço que tinha pela orientação política centrista (nunca deveríamos esquecer que a moderação é uma virtude) não significavam de modo algum uma propensão ao conservadorismo no âmbito social. Realmente, na preparação para a batalha política decisiva de 1948, De Gasperi se sentiu muito encorajado pelo apoio que dom Giuseppe Siri dava aos programas de reforma agrária e desenvolvimento da Itália meridional.
Entre os “papéis-Siri” que conservo, encontrei um artigo do Espresso de 22 de março de 1987, assinado por Giampaolo Pansa, com o título: “Com a pronta intervenção de Siri, Deus salva o porto”. O artigo fala de um discurso decisivo do cardeal num delicado episódio relacionado justamente ao porto da cidade de vocês, que é tão importante não apenas para Gênova. Leio uma citação de Siri transcrita nesse artigo de Pansa: “A Italsider seria desativada. O canteiro de obras da Sestri desapareceria. Mas agora tudo está salvo. Lutei por isso. Cheguei a enviar três mensagens. Sei que Prodi ficou impressionado. Eu lhe disse que tinha razão em suas opções, mas que o que me importava era que aquelas fábricas não fossem fechadas”.
O cardeal Tarcisio Bertone e o presidente Giulio Andreotti por ocasião do Congresso realizado para o centenário do nascimento do cardeal Giuseppe Siri; Palácio Ducal, Gênova, 4 de maio de 2006
Como testemunho de seu permanente interesse pelos destinos de Gênova, posso ler também uma carta que me enviou quando eu era ministro da Indústria, datada de 24 de maio de 1967: “Temo realmente por minha cidade, que sofreu e sofrerá amputações, e onde cresce o número de desempregados. Esse é o único motivo pelo qual ouso escrever, e escrever com confiança. Fiquei sabendo esta manhã que sexta-feira, 26 de maio, se reunirá a Comissão para a Disciplina Petrolífera, e que provavelmente autorizará a construção de novas instalações. Convoquei o doutor Garrone para que me esclarecesse a respeito da incidência negativa que isso teria sobre as instalações que já existem aqui e que representam um grande elemento da economia genovesa. Pelo mesmo doutor Garrone, vim a saber, assim, que a concessão para novos estabelecimentos nos traria prejuízos. Ele considera que a empresa dele poderia vir a ser prejudicada em suas atividades, e que sua expansão viria a ser definitivamente comprometida. Excelência! Peço sua atenção a Gênova. Queira a sua benevolência acolher e considerar minhas palavras: queira considerar como será necessário impedir aqui um aumento de dificuldades. E queira desculpar-me: só escrevo - repito - pelo meu dever como bispo”.
Por ser matéria conecta, citarei outra carta que recebi do cardeal Siri, comentando um discurso meu no Congresso Nacional da Democracia Cristã, do qual eu lhe havia enviado uma cópia: “Obrigado pelo texto autêntico de seu discurso no Congresso. Foi-me útil, por não estar distorcido por comentários interessados. É um discurso claro, honesto e que enxerga longe. É difícil, quando se enxerga longe, ter o consenso de todos, mas, para quem tem responsabilidade, enxergar longe é um dever. Agora estou em condições de saber que muitos comentários e interpretações desvirtuaram a verdade. Peço-lhe que não se misture aos ‘velhinhos’, pois acredito que o senhor não pertence a essa categoria - ainda que seja honrosa. Deus lhe dê uma santa Páscoa, serena e luminosa”.
Aqui termina a carta. Além de tudo isso, em seu difícil cargo de assistente espiritual da Confederação Italiana de Dirigentes de Empresas, Siri teve a oportunidade de iluminar e aprofundar os incentivos à concórdia social, que devem produzir cada vez mais a elevação dos humildes e a serenidade na convivência.
Falar de cooperação entre as classes e de solidariedade não estava na moda, mas o cardeal Siri nunca se curvou às modas; era eloqüente a freqüente lembrança que fazia do “serva ordinem et ordo servabit te”.
Nessa linha, presidiu também a Conferência Episcopal Italiana, que, à sua saída, na falta de um sucessor adequado, teve de ser guiada conjuntamente por três cardeais. Na carta pastoral de 1962, confirmou que “as relações entre a Igreja e os fiéis foram determinadas pelo próprio Divino Fundador de maneira clara e definitiva”.
Nessa carta pastoral, intitulada Ortodoxia: Igreja-Fiéis-Mundo, há enunciações muito precisas sobre a relação com a política: “A ação no campo cívico (se quiserem: político), enquanto tal, por si mesma, não é de competência eclesiástica. Desse princípio podem ser extraídas todas as conseqüências óbvias e legítimas, desde que se harmonizem com os princípios igualmente verdadeiros que destaco a seguir.
A ação no campo cívico não pode prevalecer nem sobre a verdade nem sobre a lei moral.
A ação no campo cívico tem sempre um aspecto que impõe uma ligação clara com o Magistério eclesiástico. Trata-se do aspecto moral em primeiro lugar: sobre esse aspecto, isto é, a conformidade ou não de uma ação política com a lei divina, a Igreja é competente para julgar, e seu juízo vincula a consciência dos fiéis, quando é apresentado de forma suficiente e conveniente a criar um vínculo. Trata-se, em segundo lugar, do aspecto ideológico, ou seja, daquele em que uma ação política ou se torna aceitação de uma determinada doutrina ou se torna apoio direto ou indireto à mesma. Nesse caso, pode acontecer que já não se preserve a posição mental dos católicos perante a exígua doutrina da Igreja, e também nesse caso o Magistério da Igreja pode exprimir seu juízo no campo doutrinal ou de sua competência.
Finalmente, há ou pode haver no fato político um terceiro aspecto totalmente concreto e prático, que é a ligação entre o mesmo e certos ou prováveis danos à religião e à Igreja. Esta tem o direito de se defender e tem o direito de indicar a seus filhos o que considera perigoso. Seus filhos não podem negar-lhe nem o direito nem a capacidade de julgar ações ou conseqüências de ações com prejuízo para ela.
Os atos da Igreja, em sua competência, têm valor para a consciência de todos e de cada um dos fiéis e podem aprofundar esse valor até criar a obrigação de consciência”.
Volto por um momento ao tema que já toquei. O tempo que passou me autoriza também a falar de uma carta do cardeal Siri (como presidente da Conferência Episcopal Italiana) a Moro datada de 18 de fevereiro de 1961. Eu recebi uma cópia dela cinco dias mais tarde, enviada pelo cardeal Pizzardo: “Prezado senhor”, escrevia Siri a Moro, “no momento em que existem motivos para crer que equívocos e interpretações erradas estão obscurecendo a verdade, tenho o dever de chamar sua atenção para o que segue:
Paulo VI cumprimenta alguns cardeais reunidos no Sínodo dos Bispos no outono de 1967. A partir da esquerda, é possível reconhecer os cardeais Siri, Lercaro, Santos e Felici
- a atitude da Igreja ao julgar os comunistas e aqueles que os apóiam ou são associados a eles não mudou de modo algum;
- a ‘linha’ que sugere levar os católicos a colaborarem com os socialistas a todo custo, antes mesmo que se obtenham garantias verdadeiras e seguras de que estes são independentes dos comunistas e de que res­peitam ao que nós devemos respeitar, não pode de modo algum ser compartilhada pelos bispos.
Mas isso aconteceu, e a maneira e a forma como aconteceu faz temer profundamente pelo que está por vir.
Em nome de Deus, rogo-lhe que reflita bem sobre a sua responsabilidade e sobre as conseqüências do que se está realizando”.



O ano de 1978 foi extraordinário na história da Igreja. Paulo VI, sucedendo a João XXIII, havia guiado sabiamente o prosseguimento e a conclusão do Concílio. O conclave elegeu o patriarca de Veneza, Albino Luciani, figura eminentemente pastoral, mas infelizmente em condições físicas não tão boas (lembro-me de seu rosto pálido e muito tenso no dia em que tomou a posse de São João de Latrão; mas certamente ninguém pensava num pontificado de poucas semanas).
O cardeal Siri celebrou o segundo dia dos ritos fúnebres em sufrágio do Papa e pronunciou uma homilia significativa: “João Paulo I”, disse, “abriu uma época. Na simplicidade, retomou o necessário discurso da firmeza sobre a doutrina católica, sobre a disciplina eclesiástica, sobre a espiritualidade. O povo o entendeu e o amou”.
Às vésperas do novo conclave, as previsões - com o valor que as previsões podem ter - se concentravam nos nomes de Siri e Benelli. Ao segundo se creditava uma tendência considerada mais progressiva, além da dupla experiência diplomático-curial e de governo de uma importante diocese como Florença. Em prol de Siri, pareciam prevalecer a cultura teológica e o longuíssimo tempo à frente do arcebispado genovês.
Duas entrevistas do cardeal Siri tiveram forte ressonância nos dias que precederam o conclave. A primeira, publicada em 2 de outubro, fez com que fosse inesperadamente catalogado como progressista, por frases como esta: “O mundo muda. Mao despertou a China que dormia havia três mil anos: a Igreja não pode continuar imóvel”. A segunda entrevista, de 14 de outubro, acentuava sua posição contrária à colegialidade na direção da Igreja (“Deus não a previu”). Foi também espirituoso. Quando lhe perguntaram o que pensava da possível escolha de um cardeal que tivesse na bagagem apenas a experiência na cúria, respondeu: “O senhor acredita que, mesmo que eu pensasse isso, o diria ao senhor?”.
Num livro do deputado Natta, ex-secretário do Partido Comunista, editado pelas Edizioni Paoline (I tre tempi del presente), fala-se de um encontro que o próprio Natta e Enrico Berlinguer tiveram comigo naqueles dias. No livro se diz que eu estava tão seguro da escolha de Siri que teria procurado acalmá-los, dizendo que ele não era o reacionário de que se falava, mas um conservador certamente de grande nível e de grande cultura. Eu não me lembro desse encontro, mas estava mesmo convencido da escolha de Siri, cujo nome como papa os chamados especialistas já indicavam: Gregório XVII.
Sobre o andamento dos conclaves, vigora a obrigação do segredo. Isso não impediu o arcebispo de Guatemala Mario Casariego, que foi à minha casa poucos dias depois, de me dizer que a disputa cabeça a cabeça Siri-Benelli induziu à escolha do “terceiro homem”.
O cardeal Siri com um grupo de representantes dos estivadores de Gênova
A circunstância de que poucas semanas antes os mesmos cardeais tivessem escolhido um italiano removeu o temor de ver sublinhada a opção polonesa, como se fosse hostil à Itália.



Depois disso, encontrei mais de uma vez o cardeal Siri no Instituto Ravasco, onde se hospedava em Roma, mas ele nunca disse nada sobre a escolha dos cardeais. Sorrindo, porém, ele me disse uma vez que a prorrogação de sua permanência na diocese bem além do limite dos setenta e cinco anos, na prática, demonstrava uma fronteira que não era rígida. Ele havia apresentado no prazo regulamentar sua carta de demissão, sem nunca solicitar que fosse acolhida.
Os dezessete anos que se passaram desde a sua morte realmente não nos permitiram esquecer o seu e o nosso cardeal. Há poucos dias, quando tive de falar sobre Pio XII num dia dedicado a fazer justiça sobre seu efetivo e corajoso empenho em defesa dos judeus, fui reler a belíssima recordação que o cardeal Siri fez do papa Pacelli, numa síntese perfeita de história e avaliações de altíssimo nível.
É um perfil que credencia uma grande linha, na qual as nossas gerações foram formadas. É preciso amar ao papa e não a um papa. Assim, e simplesmente assim. É profunda a lembrança, afetuosa e cheia de bons motivos, que temos do cardeal Siri. Ao meditar sobre sua personalidade mais que incisiva, nós o fazemos com um afeto e uma admiração que não seriam maiores se, nos quatro conclaves de que tomou parte, tivesse sido diferente a escolha do Espírito Santo.

fonte:30 giorni

Um Lobo a Pregar aos Pastores. Quando os lobos elogiam os Pastores de Padre Nuno Serras Pereira

Um Lobo a Pregar aos Pastores

1. Parte da comunicação social anunciou um evento em Braga: “À escuta da Palavra: Congresso internacional sobre o Presbítero”. O jornal o Correio da Manhã[1] de hoje relata que Marcelo Rebelo de Sousa foi convidado para pregar (a expressão pregar é minha) a 300 (trezentos) Padres. Sempre segundo este periódico Marcelo teria dito, entre outras coisas, que nada tem contra a Ordenação Sacerdotal de mulheres embora não considere esta questão fundamental. O professor Rebelo de Sousa contradiz assim directa e explicitamente o Papa João Paulo II que na Carta Apostólica Ordinatio Sacerdotalis (22 de Maio de 1994), declara com a Autoridade que Jesus Cristo lhe conferiu: “Embora a doutrina sobre a ordenação sacerdotal que deve reservar-se somente aos homens, se mantenha na Tradição constante e universal da Igreja e seja firmemente ensinada pelo Magistério nos documentos mais recentes, todavia actualmente em diversos lugares continua-se a retê-la como discutível, ou atribui-se um valor meramente disciplinar à decisão da Igreja de não admitir as mulheres à ordenação sacerdotal.

Portanto, para que seja excluída qualquer dúvida em assunto da máxima importância, que pertence à própria constituição divina da Igreja, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos (cfr Lc 22,32), declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja.”[2]

Como, apesar de uma afirmação tão clara, alguns espíritos levantassem ainda dúvidas a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé (28 de Outubro de 1995) na “Resposta sobre a doutrina da Carta Apostólica “Ordinatio Sacerdotalis” ”[3], assevera categoricamente: “Esta doutrina exige um assentimento definitivo, posto que, baseada na Palavra de Deus escrita e constantemente conservada e aplicada na Tradição da Igreja desde o princípio, foi proposta infalivelmente pelo Magistério ordinário e universal (cf. LG 25, 2). Por conseguinte, nas circunstâncias presentes, o Sumo Pontífice, ao exercer o seu ministério de confirmar na fé os seus irmãos (cf. Lc 22, 32), propôs a mesma doutrina com uma declaração formal, afirmando explicitamente o que sempre, em todo o lado e por todos os fiéis se deve manter, uma vez que pertence ao depósito da fé”.

2. Marcelo Rebelo de Sousa durante anos repetiu até à exaustão em tudo quanto é comunicação social que a “lei” injusta e iníqua do aborto (6/84) era boa, justa e equilibrada. Recentemente no programa televiso denominado “as escolhas de Marcelo” afirmou, mais do que uma vez, ser favorável à legalização do “casamento” entre homossexuais.

Por que será que o Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, Arcebispo de Braga, convida ou admite um lobo “católico” a pregar aos Sacerdotes portugueses, no ano que lhes é dedicado, na sua Diocese?

Nuno Serras Pereira

15. 01. 2010


[1] http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=B27B1D31-3ED7-4BA5-AC0C-73B3A3920782&channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010

[2] http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_letters/documents/hf_jp-ii_apl_22051994_ordinatio-sacerdotalis_po.html

[3] Responsum ad dubium circa doctrinam in Epist. Ap.“Ordinatio Sacerdotalis” traditam, 28 de outubro de 1995, AAS 87 (1995) 1114, OR 19.11.1995, 2; Notitiae 31 (1995) 610s; Communicationes 27 (1995) 212; EV 14, 1958-1961; LE 5622

Quando os lobos elogiam os Pastores

1. Já me tinham alertado para o facto de pessoas favoráveis à legalização do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, depois da aprovação do projecto-lei do governo na assembleia da república, elogiarem, na comunicação social, a Igreja (Hierarquia) pelo modo como se tinha comportado em relação a esta questão. Eu, porém, só ontem à noite o ouvi, com estes ouvidos que a terra há-de comer. Foi na RTPN num espaço informativo onde opinavam representantes dos principais partidos com assento naquela assembleia dominada pela alcateia. Falava um do bloco de esquerda (BE) e lá desatou os seus louvores. Zarpei logo daquele canal pensando para comigo: o que levará os lobos depois dos assaltos às ovelhas, enquanto nelas se cevam, a elogiar os Pastores? Há aí alguém que me saiba responder?

2. Telefonou-me desolada, numa aflição. Ai Padre Nuno o que eu ouvi agora na Rádio Renascença da boca do Bispo de Viseu. Percebia-se na voz as lágrimas dos olhos, o desconsolo, o desânimo.

Liguei o computador e fui ao sítio da RR, cliquei na entrevista e verifiquei que o seu relato era correcto. De facto, aos seis minutos e quarenta e oito (6. 48) o Senhor Bispo afirma o seguinte: “Eu e a Igreja não temos nada contra a orientação individual de cada pessoa. As pessoas homossexuais têm todo o direito a ser felizes, agora, criando um instituto que no nome, que seja um instituto próprio diferente do casamento”.[1]

Eu não comentarei, pois há quem por isso me repreenda – apesar de ser um costume muito antigo na Igreja -, as palavras do Senhor Bispo, limito-me a transcrever o que está ao alcance de todos no sítio da “rádio católica portuguesa” propriedade do Episcopado. Posso, no entanto, lembrar que o Catecismo da Igreja Católica ensina que a “orientação homossexual” é desordenada, pois está dirigida para algo que é intrinsecamente perverso; que toda a Sagrada Escritura e Tradição da Igreja ensina que se deve resistir a esses desejos desordenados, dando ao mesmo tempo os meios que capacitam a pessoa para a superação dos mesmos; que não é possível alcançar a felicidade à margem e contra a lei de Deus; que os documentos da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé ensinam explicitamente o carácter imoral e ilícito da legalização das uniões entre homossexuais. E por aqui me fico.

3. Um último pedido de esclarecimento. Porque será que há Pastores tão cheios de contentamento quando são louvados pelos lobos?

Nuno Serras Pereira

12. 01. 2009



[1] http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=95&did=86867

fonte:http://jesus.logos.blogspot.com

"Non molte parrocchie - tutte le parrocchie": l'eminentissimo Castrillon Hoyos ci sorprende ancora.

http://archives.institutdubonpasteur.org/albums/images/ordiStEloi_20070922/20070922_ceremonie_B/ordinationsibp_20070924_%20189.jpg


"Non molte parrocchie - tutte le parrocchie": l'eminentissimo Castrillon Hoyos ci sorprende ancora.

In una conferenza stampa tenutasi a Londra durante il suo ultimo
viaggio in Inghilterra, il Cardinale Dario Castrillon Hoyos, Presidente
Emeritus della Pontificia Commissione Ecclesia Dei, ha fatto
dichiarazioni forti a sostegno della diffusione di quello che si
dovrebbe definire "rito gregoriano" ossia la forma straordinaria
del rito romano. Tutte le Parrocchie e tutti i Seminari dovranno fare
i conti con questo patrimonio perchè esso è veramente santo e universale.






di Damian Thompson

La santa Messa latina tradizionale, che di fatto è stata bandita da
Roma per circa 40 anni, deve essere reintrodotta in ogni
parrocchia cattolica in Inghilterra e nel Galles. Inoltre tutti i s
eminari inglesi dovranno insegnare ai seminaristi la celebrazione
della Messa antica in modo che siano in grado, una volta
divenuti presbiteri, di poter celebrare la santa Messa tridentina
in tutte le parrocchie dove andranno a compiere il loro servizio pastorale.

L'annuncio fatto ieri dal Cardinale in carica alla Liturgia Latina,
Cardinal Dario Catrillon Hoyos, parlando per conto di Benedetto XVI,

agiterà i cattolici progressisti, compresi molti vescovi di Inghilterra e Galles.

Il Papa turbò i progressisti l'anno scorso quando pubblicò un decreto
che rimosse il loro potere di impedire la celebrazione della Messa
tradizionale. La mossa di ieri dimostra che il Vaticano intende
andare molto oltre nel promuovere l'antica liturgia.

Interrogato se la Messa latina dovrebbe essere celebrata in molte
parrocchie ordinarie nel futuro, il Cardinal Castrillon ha detto:
"Non molte parrocchie - tutte le parrocchie. Il Santo Padre sta
offrendo questo non solo per i pochi gruppi che lo richiedono, ma
per tutti, in modo che ognuno venga a conoscenza di questo modo
di celebrare l'Eucaristia".

Il Cardinale, che è alla testa della Pontificia Commissione Ecclesia
Dei
, ha fatto i suoi commenti mentre si stava preparando a
celebrare una Messa latina tradizionale nella Cattedrale di
Westminster, la prima volta che un cardinale lo fa in quella chiesa
da quarant'anni.

Nel rito tradizionale, il prete si volge nella medesima direzione

della gente e legge il Canone della Messa in latino, sottovoce.

Per contro, nel nuovo rito il prete guarda le persone in faccia

e prega ad alta voce in vernacolo.

Il Cardinal Castrillon ha detto che il riverente silenzio del rito
tradizionale era uno di quei "tesori" che i Cattolici dovrebbero
riscoprire, e che i giovani credenti potrebbero incontrare per
la prima volta.

Papa Benedetto reintroduce l'antico rito - che sarà conosciuto

come il "Rito Gregoriano"- perfino dove la comunità non l'ha

chiesta. "La gente non sa di essa, e perciò non la chiede" ha

spiegato il Cardinale.

La Messa riformata, adottata nel 1970 dopo il Concilio
Vaticano Secondo, ha sviluppato "molti, molti, molti
abusi" ha detto il Cardinale. Ed ha aggiunto: "L'esperienza
degli ultimi 40 anni non è stata sempre così buona. Molte
persone hanno perso il loro senso di adorazione per Dio,
e quegli abusi significano che molti bambini non sanno
come stare in presenza di Dio."

Comunque, il nuovo rito non scomparirà; il Papa si
augura di vedere le due forme della Messa esistere fianco a fianco.

Cambiamenti così travolgenti sono inevitabilmente
destinati a causare intense controversie. Alla conferenza stampa,
un giornalista del progressista Tablet Magazine, che è vicino ai
vescovi inglesi, ha detto al Cardinale che i nuovi cambiamenti
liturgici hanno comportato un "tornare indietro".

In seguito al decreto papale dell'anno scorso, i vescovi
progressisti in Inghilterra e America hanno provato a
limitare la ripresa della vecchia Messa sostenendo che
la normativa dovrebbe essere reintrodotta quando
un "gruppo stabile" di fedeli la richiede. Ma il Cardinal
Castillon ha detto che un gruppo stabile consiste anche
di tre persone e che non bisogna siano neppure della
stessa parrocchia.

I cambiamenti avranno bisogno di qualche anno per
essere applicati, ha aggiunto, così come il Concilio Vaticano
Secondo ha avuto bisogno di molto di tempo per essere
assorbito. Egli ha insistito sul fatto che la
reintroduzione diffusa della Messa antica non contraddice
gli insegnamenti del Concilio.


Fonte : Rnascimento sacro

Como todos sabem, a Missa é o ato mais augusto do culto católico, pois renova de modo incruento o Sacrifício do Calvário.

Tudo quanto toca na Missa toca, pois, no que a Religião tem de mais nobre, sensível e vital. O papa Paulo VI instituiu recentemente um "Ordo Missae", diferente em vários pontos muito importantes do "Ordo" anterior, decretado por São Pio V, no séc. XVI. Não espanta, pois, que a atenção de todos os teólogos se tenha fixado, desde logo, sobre o novo texto.

Ora, se em muitos ambientes este foi vivamente aplaudido, e em outros foi recebido com uma confiante despreocupação, dois cardeais — duas personalidades muito chegadas, pois, ao Papa — não trepidaram em escrever a Paulo VI uma carta em que manifestavam viva apreensão e fundas reservas quanto ao novo "Ordo". E, mais ainda, os dois purpurados julgaram dever comunicar ao público a carta que haviam enviado ao soberano Pontífice.

Não veja o leitor, neste episódio, um ato de contestação teatral, destes que se vão tornando banais na vida tragicamente conturbada da Igreja. Não é uma atroada à maneira do cardeal Suenens. Nem um ato de oposição, no estilo do cardeal Alfrink. Desta vez, os cardeais em causa são pessoas famosas exatamente por sua disciplina para com o Papado. Trata-se do célebre cardeal Ottaviani, secretário emérito da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé. E do grande latinista cardeal Bacci. É particularmente expressivo que, precisamente deles, tenha partido esse brado pesado, comedido e respeitoso — mas que nem por isto deixa de ser um brado — a respeito do novo texto da Missa.

Há tempos, as agências telegráficas publicaram algo sobre esta carta. Não dispondo aqui do espaço necessário para a transcrever. Menciono apenas que, segundo os dois cardeais, o novo "Ordo" apresenta a Missa, não como um sacrifício conforme à doutrina católica, mas como uma ceia. E isto — acentuam eles — se aproxima do conceito protestante. Creio não ser preciso dizer mais, para que o leitor se dê conta da gravidade do pronunciamento dos dois cardeais...

No "Courrier de Rome" (25-7), leio uma declaração que procedente de fonte diametralmente oposta, caminha para a conclusão a que chegaram os dois cardeais. Uma das mais célebres instituições protestantes da atualidade é o convento de Taizé, na França. Ora, em artigo publicado no diário católico parisiense "La Croix" o "irmão" Thurian, de Taizé, escreveu: "A reforma litúrgica deu um passo notável (com o "Ordo" novo) no campo do ecumenismo. Ela se acercou das próprias formas litúrgicas da Igreja luterana".

Tudo isto talvez explique o fato de que uma parte ponderável do Clero francês continue a celebrar a Missa no texto de São Pio V. Recebi de Paris a relação mimeografada, contendo a relação "incompleta" das igrejas em que se celebra a Missa "à antiga", com os respectivos horários. Trata-se nada menos de 19 igrejas e capelas em Paris, e 102 em 36 cidades de província.

* * *

Talvez espante ainda mais o leitor o fato de que, da catolicíssima Espanha, tenha partido uma atitude ainda mais impressionante. Na revista "Que Pasa?" de Madrid (n.º 315, de 10 deste mês), leio que a Associação de Sacerdotes e Religiosos de Santo Antônio Maria Claret — em cujas fileiras estão inscritos nada menos que 6 mil sacerdotes — enviou uma carta ao pe. A. Bugnini, secretário da Sagrada Congregação para o Culto Divino, reputado o autor do novo "Ordo", na qual lemos esta frase: "Nós, sacerdotes católicos, não podemos celebrar uma Missa da qual o sr. Thurian, de Taizé, declarou que poderia celebrá-la sem deixar de ser protestante. A heresia não pode jamais (nos) ser imposta por obediência". Assim, para essa prestigiosa Associação sacerdotal, não celebrar a Missa segundo o texto novo é um imperativo de consciência.

Para voltar à França, forneço aos leitores ainda uma notícia, aliás apenas colateral ao assunto. "La Pensée Catholique", editada em Paris pelo Abbé L. Lefevre, é um dos mais altos órgãos da cultura religiosa contemporânea. No no 122 (1969) dessa revista (pp. 53-54), leio que em não pequeno número de igrejas os padres progressistas fazem uma estrepitosa pressão moral para que todas, absolutamente todas as pessoas presentes comunguem. A sagrada hóstia é recebida na mão, e não mais na boca. Muitos dos presentes, não se sentindo em condições de comungar, levam as hóstias de volta para seus lugares. E ali as deixam. De sorte que, terminada a Missa, se encontram hóstias atiradas nos bancos, ou até rolando pelo chão. Isto já não é raro em certas igrejas.

A hóstia é o próprio corpo e sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo...

FONTE:http://www.pliniocorreadeoliveira.info/FSP%2070-01-25%20O%20direito.htm

Le pape Benoît XVI a donné une instruction sur "l'art de célébrer" la liturgie.




L'ars celebrandi

"Dans sa Règle, S. Benoît dit aux moines, à propos de la récitation des psaumes: "Mens concordet voci": le coeur doit être accordé à la voix, aux mots. (...) La Sainte Liturgie nous donne les mots: à nous d'entrer dans ces mots pour y trouver grâce à cette réalité qui nous précède - la liturgie - une harmonie.

Nous devons aussi étudier la structure de la liturgie, pour comprendre d'où lui vient sa forme. La liturgie, nous rappelle Benoît XVI, s'est constituée au cours de deux millénaires, et même après la restauration de Vatican II, elle ne s'est pas présentée comme quelque chose de concocté par quelques liturgistes. La liturgie doit toujours nous rappeler ce qui est essentiel en elle: l'adoration et la proclamation. Voici pourquoi il est très important, si nous voulons être en harmonie avec la liturgie, que nous comprenions sa structure élaborée au cours des siècles; de cette façon, nous pourrons nous unir de tout coeur à la voix de l'Eglise. (...)

Pour cela, il y a une première condition à respecter: nous devons intérioriser la structure et les mots de la liturgie, les mots de Dieu. C'est de cette façon que nous pourrons réellement célébrer en union avec l'Eglise: nos coeurs s'ouvrent alors en grand; nous ne jouons plus du théâtre, mais nous rejoignons l'Eglise qui converse avec son Seigneur.

Il me semble que les fidèles se rendent très bien compte si le célébrant est vraiment en conversation avec Dieu et s'il est capables d'entraîner l'assemblée dans sa prière, avec les enfants de Dieu, ou bien s'il est simplement en train de faire de la simulation. L'élément fondamental du véritable "ars celebrandi" se trouve donc dans une harmonie: dans une concordance entre ce que disent nos lèvres et ce que pense notre coeur. (...) En d'autres termes, l' "ars celebrandi" doit être compris comme une invitation à faire non pas du théâtre ou du spectacle, mais à intérioriser; c'est ce qui doit être évident pour les fidèles présents.

C'est seulement si les fidèles voient que ce que nous faisons n'est pas qu'extérieur, comme s'il ne s'agissait que de spectacle - nous ne sommes pas des acteurs! - mais que c'est l'expression du cheminement de nos coeurs, que nous pourrons diriger leur coeur; alors la liturgie se fait belle pour devenir le signe de communion avec tous ceux qui sont présent autour le Seigneur.

Bien entendu, pour que soit réalisé ce qui est exprimé par S. Benoît, mens concordet vocis, pour que le coeur soit vraiment élevé et dirigé vers le Seigneur par la liturgie, il faut aussi que certaines choses extérieures soient correctement réalisées. Nous devons apprendre à dire correctement les textes. Lorsque j'étais encore professeur dans mon pays, des jeunes gens étaient invités à lire les Lectures à la messe: parfois ils lisaient comme quelqu'un qui dit une poésie qu'il ne comprend pas. Il est évident que pour lire correctement les Lectures de la messe, il faut commencer par s'imprégner de la nature dramatique et de l'actualité du texte. C'est la même chose pour le chant de la préface. Et aussi pour la Prière eucharistique. La difficulté qu'ont les fidèles à suivre un texte aussi long que celui de la Prière eucharistique explique l'émergence de certaines "inventions". Mais l'incessante création de nouvelles Prières eucharistiques ne résout pas le problème. Le vrai problème est que la Prière eucharistique doit inviter à un silence et à une prière avec Dieu. Et ceci ne peut advenir que si la Prière eucharistique est prononcée correctement, en respectant les instants de silence qui y sont inclus; que si elle est dite avec dévotion et avec sur un ton correct. Je pense que nous devons trouver des occasions, dans la catéchèse et au cours des homélies, pour expliquer les Prières eucharistiques au peuple de Dieu, en sorte qu'il sache en suivre les grandes lignes (le récit de l'Institution, la prière pour les vivants et les défunts, l'action de grâce, l'épiclèse) qui ponctuent et dirigent la prière de l'assemblée. Les mots doivent donc être dits correctement.

Il faut également que la liturgie soit bien préparée: les acolytes doivent savoir ce qu'ils ont à faire et le lecteur doit savoir comment dire le texte. Les choristes et les chants doivent être exercés. L'autel doit être correctement paré. Car tout ceci, même si c'est du domaine matériel, participe à l'ars celebrandi, lequel est en fin de compte l'art d'entrer en communion avec le Seigneur."

Sources: Vatican - ProLiturgia - Archives E.S.M.

fonte:http://www.unavoce.fr/

TESORO DE LAS GRANDES UTILIDADES QUE SE GANA EN CELEBRAR Y OÍR MISA

AntonMariaPanico.jpg


1 - San Bernardo, hablando de las utilidades de la Misa, dice: Que más merece el que devotamente oye una Misa (en gracia de Dios), que si peregrinara la dilatada espaciosidad de todo el mundo, y que si diera a los pobres su hacienda: pero mucho más el que celebra.
2 - El mismo Santo dice: Que el que devotamente y en gracia oyere Misa merece tanto como si fuera peregrinando. y visitara todos los Lugares Santos de Jerusalén, y caminara la demás Tierra Santa.
3 - San Buenaventura, con otros muchos Padres, dice: Que la santa Misa es el compendio de las maravillas que Dios ha hecho con los hombres.
4 - San Agustín dice: Que si alguno oyere devotamente la Misa, alcanzará grandes auxilios para no caer en pecado mortal, y se le perdonarán sus defectos y pecados veniales e imperfecciones.
5 - En otro lugar dice: Que todos aquellos pasos que uno da para oír Misa, son escritos y contados por su Ángel y por cada uno le dará el Altísimo Dios un grandísimo premio en esta vida mortal y perecedera.
6 - Refiere el mismo Santo: Que el oír devotamente Misa y ver el Santísimo Sacramento, ahuyenta al demonio del pecador.
7 - . Mas adelante refiere: Que al que oyere Misa entera no le faltará el sustento necesario y alimento para su cuerpo.
8 - El propio Santo dice: En aquel día que alguno viere en la Misa el Cuerpo y Sangre de Jesucristo, se le conservará la luz de la vida.
9 - En otro lugar continúa diciendo: Que mientras uno oye Misa no pierde el tiempo, sino que gana mucho, por muy dilatado que el sacerdote se esté en el sacrificio de la Misa.
10 - Mi gran Padre San Agustín, hablando con los que fueran muy devotos de las benditas almas del purgatorio, dice estas breves palabras: Quien por los difuntos oye Misa y ora, por sí propio trabaja: así el que ofrece por las almas lo que reza, por sí propio trabaja.
11 - San Anselmo dijo: Que más vale una Misa oída en vida, que mil dichas por la misma persona después de su muerte.
12 - El mismo Santo dice: Que una Misa sobrepuja y accede la virtud de todas las oraciones en cuanto a la remisión de la culpa y pena.
13 - En otro lugar dice: Que oír devotamente una Misa en vida o dar alguna limosna para que se celebre, aprovecha más que dejar para celebrarlas después de su muerte.
14 - San Gregorio dijo: Que el que devotamente oyere Misa, en aquel día se librará de muy grandes peligros y muchos males.
15 - En otro lugar dice: Porque ningún sacrificio hay en todo el mundo por el cual las almas de los difuntos con mayor presteza salgan y se libren de las penas del purgatorio, que por la sacratísima oblación y santo sacrificio de la Misa, como sienten los teólogos.
16 - El mismo santo dice: Que la pena de los vivos y de los difuntos se suspende mientras se celebra la Misa y principalmente en las almas de aquellos por quienes con especialidad el sacerdote ruega, ora y dice la Misa.
17 - Continúa el mismo Santo diciendo: Que por las Misas oídas y dichas con devoción, los pecadores se convierten a Dios, las almas se libran de las penas que por sus pecados merecían en el purgatorio. y los justos se conservan en el camino rectísimo de la justificación.
18 - Por último, dice el mismo San Gregorio: Que por las Misas que en la Iglesia se celebran, se convierten los infieles a la fe de Cristo, las almas de las penas del purgatorio vuelan al cielo y los Justos se afirman en la gracia de Dios.
19 - San Jerónimo dice: Que las almas que están en la penas del purgatorio, por las cuales el sacerdote ora y ruega en la Misa, no padecen ningún tormento mientras que el santo sacrificio de la Misa se celebra y dice por ellas.
20 - El mismo Santo dijo: Que por cualquier Misa con devoción celebrada y oída salen muchísimas almas de las penas dcl purgatorio, y a las otras que quedan en él se les disminuyen las muchas penas que allí padecen.
21 - San Alberto el Magno dice: Que el santo sacrificio de la Misa está tan lleno de misterios como el mar está lleno de gotas, como el sol de átomos, el firmamento de estrellas y como el cielo empíreo de muchísimos Ángeles..
22 - En otro lugar (Serm. 145) dice: Que el que en la Misa contemplare la Pasión y muerte de Jesús, merecerá más que si anduviese peregrinando a pie descalzo a los Lugares Santos de Jerusalén, y ayunara a pan y agua un año, y se azotara hasta derramar sangre de sus venas. y rezara trescientas veces el Salterio.
23 - San Cipriano dice: Que el santo sacrificio de la Misa es medicina para sanar las enfermedades. y holocausto para purgar las culpas.
24 - San Juan Crisóstomo dice: Que la celebración de la Misa en cierta manera, vale tanto cuanto vale la muerte de Cristo la cruz.
25 - Inocencio Papa dice: Que por la virtud del sacramento de la Misa todas las virtudes se aumentan y se acrecienta la gracia.
26 - Juan Bautista Mantuano dijo: Aunque Dios me diera cien lenguas, y con ellas una voz de acero que nunca se me gastara, no sería posible declarar y manifestar las utilidades, gracias, privilegios y grandes provechos que se ganan con asistir y oír Misa en gracia.
27 - San Bernardino de Sena dice: Que la Misa es el mayor bien que se puede ofrecer por las almas para librarlas y sacarlas del purgatorio y llevarlas a gozar de su santísima gloria.
28 - San Lorenzo Justiniano dice: Más agrada al Altísimo Dios el sacrificio de la Misa, que los méritos de todos los Ángeles.
29 - El Venerable Beda dice: Que si una mujer encinta oyere Misa. podrá esperar grandes auxilios en los dolores de su parlo. .
30 - Eugenio Papa dice: Que más aprovecha para la remisión de la culpa y pena oír una Misa, que todas las oraciones de todo el mundo.
31 - El Concilio de Trento: Que por el santo sacrificio de la Misa se aplaca a Dios, y concede la gracia y don de la penitencia.
32 - El santo sacrificio de la Misa, dice San Francisco de Sales, es el corazón de la devoción, el alma de la piedad y el centro de la Religión.
33 - Concluyendo, dice el Doctor Angélico Santo Tomás de Aquino: Que los efectos que causa el santo sacrificio de la Misa y el oírla, son los siguientes: Resiste a los malos pensamientos. Destruye los pecados. Mitiga el aguijón de la carne, Da fuerzas al alma para batallar contra los enemigos. Perdona los pecados veniales. Purifica, limpia y purga el corazón. Alienta a obrar bien. Aumenta la castidad. Acrecienta el fervor de la caridad. Da fuerzas para sufrir las cosas adversas y llena el alma de todas las virtudes. Y, en fin, por decirlo de una vez, cuantos frutos, gracias, privilegios y dones recibimos de la mano del Altísimo Dios, todos son por la sagrada muerte y Pasión de Nuestro Señor Jesucristo, la cual se representa en el Sacrificio de la Misa.

fonte:http://misa_tridentina.t35.com/misa/tesoro.htm

Laicismo o laicidad

Monseñor Felipe Arizmendi Esquivel, obispo de San Cristóbal de Las Casas


SAN CRISTÓBAL DE LAS CASAS, sábado, 6 de febrero de 2010 (ZENIT.org).- Publicamos el artículo que ha escrito monseñor Felipe Arizmendi Esquivel, obispo de San Cristóbal de Las Casas, con el título "Laicismo o laicidad".

VER

Son recurrentes las quejas de que los obispos violamos el laicismo, cuando defendemos la vida y el matrimonio. Siguen machacando que pretendemos imponer el catolicismo a todos los mexicanos, lo cual es falso. Quisieran encerrarnos en las sacristías y en los hogares. Siguen resentidos contra la reforma del año 1992, que aligeró las injusticias religiosas de la Constitución de 1917.

Ya el artículo tercero ordena al Estado, sin tener en cuenta los derechos de los padres, imponer en sus escuelas una educación laica, entendida como "ajena a cualquier doctrina religiosa; el criterio que orientará a esa educación se basará en los resultados del progreso científico, luchará contra la ignorancia y sus efectos, las servidumbres, los fanatismos y los prejuicios". ¡Cómo se refleja el prejuicio de que la fe está en contra de la ciencia, fomenta la servidumbre y el fanatismo! Si conocieran la verdadera religión, no se harían estas afirmaciones.

Varios enemigos de la Iglesia Católica se han aglutinado para reforzar el laicismo en la Constitución, llamándole laicidad. Es la misma trampa de cambiar conceptos, como lo han hecho al llamar salud reproductiva al aborto. Quieren que se agregue al artículo 40 la palabra "laica", quedando así: "Es voluntad del pueblo mexicano constituirse en una República representativa, democrática, laica, federal...". Y para asegurar lo que quieren, proponen este agregado al artículo 130: "El Estado mexicano, cuya legitimidad política proviene de la soberanía popular, asume el principio de laicidad como garantía de la libertad de conciencia de todas las personas y, en consecuencia, de los actos que de ésta se deriven. Garantiza también la autonomía de sus instituciones frente a las normas, reglas y convicciones religiosas o ideológicas particulares, así como la igualdad de todas las personas ante la ley, independientemente de sus convicciones o creencias". ¿Y dónde queda el derecho a la libertad religiosa? Reducirla a la libertad de conciencia y de credo, es quedarse en el pasado, es repetir lo que ya está en el artículo 24, es tener miedo a que las iglesias tengamos plena libertad, no para imponer una religión, sino para ofrecerla en igualdad de libertades que tienen otros grupos, partidos y organizaciones sociales. ¡Ellos sí tienen libertad para reprimirnos; y nosotros no, para profesar y compartir plenamente nuestra fe!

JUZGAR

Dice el Papa Benedicto XVI, en su encíclica Caritas in veritate: "La negación del derecho a profesar públicamente la propia religión y a trabajar para que las verdades de la fe inspiren también la vida pública, tiene consecuencias negativas sobre el verdadero desarrollo. La exclusión de la religión del ámbito público, así como, el fundamentalismo religioso por otro lado, impiden el encuentro entre las personas y su colaboración para el progreso de la humanidad. La vida pública se empobrece de motivaciones y la política adquiere un aspecto opresor y agresivo. En el laicismo y en el fundamentalismo se pierde la posibilidad de un diálogo fecundo y de una provechosa colaboración entre la razón y la fe religiosa. La ruptura de este diálogo comporta un coste muy gravoso para el desarrollo de la humanidad" (56).

Y expresó al Cuerpo Diplomático acreditado ante la Santa Sede: "Es urgente definir una laicidad positiva, abierta, y que, fundada en una justa autonomía del orden temporal y del orden espiritual, favorezca una sana colaboración y un espíritu de responsabilidad compartida" (11-I-2010).

ACTUAR

¡Estén alertas, diputados y senadores creyentes! Si se quieren hace modificaciones a la legislación religiosa, tengan en cuenta y escuchen a las diferentes confesiones, a los líderes de las distintas iglesias, a quienes sabemos algo de religión, y no sólo a quienes la atacan y desconocen. Comparen legislaciones con países europeos y americanos y tengan apertura a una verdadera libertad religiosa. ¡Rusia acaba de aprobar que en las escuelas públicas se pueda impartir religión! ¡Brasil acaba de dar reconocimiento oficial incluso a los estudios hechos en los Seminarios!


Bento XVI:Reconhecer os limites e o pecado, mas colocar em Deus e na sua graça toda a confiança, como Isaías, Pedro e Paulo







Reconhecer os seus limites e fragilidades para confiar ainda mais na potência da graça de Deus no seguimento da sua chamada, como propõe a liturgia deste domingo, foi a mensagem deixada pelo Papa na alocução do meio-dia, por ocasião do Angelus, na Praça de São Pedro.
Bento XVI começou por evocar as leituras da Missa deste quinto domingo do Tempo comum que, fez notar, tem como tema comum a chamada divina. Isaías experimenta diante de Deus um sentimento profundo da sua indignidade. Perante o prodígio da pesca superabundante, Simão Pedro lança-se aos pés de Jesus reconhecendo-se pecador. Também Paulo, outrora perseguidor da Igreja, se professa indigno de ser chamado apóstolo, mas reconhece que a graça de Deus nele realizou maravilhas.
“Nestas três experiências vemos como o autêntico encontro com Deus leva o homem a reconhecer a própria pobreza e incapacidade, com os seus limite e o seu pecado. Mas não obstante esta fragilidade, o Senhor, rico em misericórdia e no perdão, transforma a vida do homem e chama-o a segui-lo. O humildade testemunhada por Isaías, por Pedro e por Paulo convida todos os que receberam o dom da vocação divina a não se concentrarem sobre os próprios limites, mas a manterem fixo o olhar sobre o Senhor e sobre a sua surpreendente misericórdia, para converter o coração e continuar, com alegria a deixar tudo por Ele.”
Na verdade – observou ainda o Papa – “o homem vê a aparência, o Senhor vê o coração” e aos homens pobres e débeis que n’Ele têm fé torna-os intrépidos apóstolos e anunciadores da salvação”. Neste Ano Sacerdotal, Bento XVI exortou a invocar o Senhor da messe para que mande operários para a sua messe, rezando para “que todos os sentem o apelo do Senhor a segui-Lo, depois de passarem pelo necessário discernimento, saibam responder-Lhe com generosidade, não confiando nas próprias forças, mas abrindo-se à acção da sua graça”. “Em particular, convido todos os padres a reavivarem a sua generosa disponibilidade para responderem dia após dia à chamada do Senhor, com a mesma humildade e fé de Isaías, de Pedro e de Paulo”.
Depois das Ave-Marias, Bento XVI recordou a celebração, neste domingo, em Itália, da Jornada pela Vida, tendo desta vez como tema “A força da vida, um desafio na pobreza”.
“No actual período de dificuldade económica, tornam-se ainda mais dramáticos aqueles mecanismos que, produzindo pobreza e criando fortes desigualdades sociais, ferem e ofendem a vida, afectando sobretudo os mais débeis e indefesos. Tal situação empenha, portanto, a promover um desenvolvimento humano integral para superar a indigência e a necessidade, e sobretudo recorda que o fim do homem não é o bem-estar, mas o próprio Deus e que há que defender a existência humana e favorecê-la em cada uma das suas fases. De facto, ninguém é padrão da própria vida, mas todos somos chamados a protegê-la e respeitá-la, desde o momento da concepção até ao seu desfecho natural”.
fonte:radio vaticano

Monsignor Guido Marini, l’allievo di Siri che ha fatto grandi le liturgie papali

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a1/Mons._Guido_Marini_-_2008-05-18_-_Visita_di_Papa_Benedetto_XVI_a_Genova.jpg

CITTA’ DEL VATICANO - Il meritato riconoscimento di "Petrus" al Maestro delle Celebrazioni Liturgiche Pontificie, Monsignor Guido Marini, riempie di gioia chiunque in questi due anni e mezzo abbia potuto apprezzare la competenza e il garbo di un vero uomo di Dio. Il segno che lo contraddistingue e che racchiude il senso del suo servizio alla Chiesa e al Successore di Pietro, sono, in particolar modo, le mani giunte durante le solenni cerimonie a San Pietro e in giro per il mondo. Sempre accanto a Benedetto XVI, fino a cadere con lui la notte di Natale nell'aggressione in Basilica, Monsignor Marini rappresenta un fulgido esempio di cristianità per chiunque ami la vera Liturgia e la solennità dei riti presieduti dal Papa. Ricordo ancora la sua nomina nell'ottobre 2007. "La Santa Sede parla sempre più genovese", fu il primo commento quando il Pontefice lo scelse come Maestro delle Celebrazioni Liturgiche, chiamandolo a Roma da Genova. Da allora, dunque, è lui ad affiancare il Papa nelle funzioni religiose e a realizzare sull’altare l'opportuna ‘correzione di rotta’ di Joseph Ratzinger in materia liturgica. Insieme a Monsignor Marini, infatti, Benedetto XVI è riuscito a ripristinare una liturgia più legata alla tradizione rispetto a quella abbastanza ‘creativa’ attuata da un altro Marini, Piero, che fu Maestro delle cerimonie di Giovanni Paolo II e, per poco, anche del Pontefice regnante. Ordinato sacerdote dal Cardinale Giuseppe Siri, Monsignor Guido Marini è il più giovane degli allievi dello storico Arcivescovo di Genova ad essere nominato in un posto-chiave d’Oltretevere. Altri discepoli di Siri, come l’Arcivescovo e Cardinale Angelo Bagnasco (presidente Cei), il vescovo Mauro Piacenza (segretario della congregazione per il Clero) e l’Arcivescovo Domenico Calcagno (segretario dell’Apsa, il dicastero che amministra il patrimonio della Santa Sede) sono stati chiamati ad assumere le massime responsabilità nella Curia romana. Inoltre, quasi in contemporanea con Monsignor Guido Marini, si è trasferito nella Capitale (passando da Genova alla Conferenza episcopale italiana), don Nicolò Anselmi, responsabile del servizio nazionale per la pastorale giovanile, ex direttore dell’ufficio diocesano di Genova e incaricato regionale della Liguria per la pastorale giovanile. Un ‘exploit’ senza precedenti per la Diocesi di cui è stato Arcivescovo, sino al 2007, l’attuale Cardinale Segretario di Stato, Tarcisio Bertone, che ha avuto proprio Marini come segretario particolare e responsabile delle celebrazioni liturgiche. Un’ultima osservazione: dai sessantenni Bagnasco e Calcagno ai quarantenni Marini e Anselmi, il profilo rimane lo stesso. Assoluta ortodossia cattolica, fedeltà alla Chiesa tradizionale, fedeltà alle istituzioni ecclesiastiche, omogeneità e obbedienza alla Santa Sede. Hanno i riferimenti non nel mondo culturale e civile, ma tutti interni alla Chiesa. Il Cardinale Siri li ha formati come sacerdoti obbedienti al vescovo e adesso questa scuola apprezzata da Joseph Ratzinger è il massimo punto di riferimento per i "figli di Siri". Congratulazioni a Monsignor Guido Marini e a "Petrus" per la scelta quanto mai centrata.

fonte:Petrus.it

Fellay: “Un acuerdo es humanamente imposible pero la Iglesia es sobrenatural”

Année 2010

Le contenu de cette page nécessite une version plus récente d’Adobe Flash Player.

Obtenir le lecteur Adobe Flash


Mons. Fellay

Mons. Bernard Fellay, Superior de la FSSPX, impuso la sotana a nuevos seminaristas de la Fraternidad en la fiesta de la Purificación de María. Durante la homilía, Mons. Fellay se refirió a los diálogos doctrinales con Roma. Luego de que algunos medios, como es su costumbre, hayan tergiversado algunas de las frases del Superior de la FSSPX, ofrecemos nuestra traducción del informe de Messainlatino, con el cual puede entenderse mejor el sentido auténtico de las palabras del obispo.

***

En la fiesta de la Purificación de la Virgen (La Candelaria, 2 de febrero pasado), Mons. Fellay entregó el hábito a trece nuevos seminaristas franceses de la FSSPX (por cierto, un número superior a los ingresos en el seminario de cualquier diócesis francesa). Durante la homilía, que puede escucharse en este vínculo, el Superior general de la Fraternidad trató también el tema de los diálogos con Roma. He aquí una paráfrasis de los conceptos expresados por mons. Fellay.


“Cuando se miran las tendencias y los pensamientos que circulan y dominan en la Iglesia actualmente, se tiene la impresión de que nuestra ceremonia de hoy no tiene puntos en común. ¿Cómo es posible que tantas cosas hayan cambiado? Y cuando escuchamos, incluso de Roma, que nada ha cambiado, es para quedar estupefactos. También la Misa: basta abrir los ojos para ver si es o no es siempre la misma. ¿Se reconoce todavía a Jesús como Hijo de Dios? El terremoto ha sacudido a la Iglesia desde sus cimientos. Y entonces, si se pregunta, ¿se llegará a un resultado en las discusiones con Roma, tendremos pronto un acuerdo? Francamente, sinceramente, hablando humanamente, no vemos llegar este acuerdo. ¿Qué quiere decir acuerdo? ¿Sobre qué estamos de acuerdo? ¿Sobre el hecho de que sólo a través de la Iglesia tenemos los medios de salvación?”


“Si nosotros discutimos –no negociamos, discutimos – es en la esperanza de que esta verdad, que proclamamos a los máximos niveles de la Iglesia, toque los corazones: ya que tenemos los medios para abrir la boca, tenemos el deber de abrirla. Esto no quiere decir malvender la verdad para tratar de encontrar un camino intermedio; absolutamente no, al contrario. Entonces, humanamente, no llegaremos nunca a un acuerdo; sí, humanamente no llegaremos a un acuerdo, por como vemos las cosas ahora, humanamente no sirve para nada. Pero cuando hablamos de la Iglesia, no hablamos humanamente. Hablamos de una realidad sobrenatural a la que Nuestro Señor ha prometido que no sucumbirá, contra la cual las puertas del infierno no prevalecerán. Y, por lo tanto, aunque estamos frente a una realidad difícil y contradictoria, nosotros sabemos que las cosas están en las manos de Dios, quien tiene los medios para poner las cosas nuevamente en su lugar. Sería oportuno recordar que hablar y discutir es necesario pero no basta: cuando se habla de salvar las almas, cuando se piensa en cómo Dios hizo salir a la Iglesia de otras crisis que ha tenido en el curso de los siglos, vemos que lo que se necesita es la santidad, con la que rejuvenece y sana a la Iglesia. Sin la Gracia, y quedando sólo en el nivel de los hombres, ya se ha perdido desde el comienzo. Todos, por lo tanto, como católicos, debemos hacer algo, avanzando en la Gracia, en el amor de Dios, en la caridad”.


Este discurso, que algunos órganos de prensa han malinterpretado como un boicot a los diálogos en curso (lo que, además, sería totalmente incoherente considerando los esfuerzos por parte de la FSSPX para obtener estos diálogos), es en realidad un discurso de apertura y confianza en la intervención sobrenatural para alcanzar el resultado, inalcanzable contando sólo con las fuerzas humanas. No hay necesidad de ser semiólogos para saber que la frase “humanamente es imposible pero Dios puede hacer las cosas posibles” tiene, evidentemente, un sentido exactamente opuesto a decir: “Dios puede todo pero humanamente es imposible”. Es decir, el énfasis está puesto siempre en la adversativa (pensad en la diferencia entre “Es un holgazán pero un buen muchacho” y “Es un buen muchacho, pero holgazán”).


Unámonos a las oraciones por el buen resultado de estos diálogos, conociendo, en particular, cuánto ruido hace por su fracaso el campo progresista.


Dignos de mención son también los conceptos que el obispo lefebvrista ha desarrollado en la homilía para explicar el valor de la sotana que los trece seminaristas han usado por primera vez y, esperamos, in aeternum. Esta “sotana toda negra” predica, ha dicho:


“Recuerda a los hombres que sois discípulos de Jesucristo y es un signo de que existe algo que sobrepasa la realidad de los hombres: la fe, las realidades sobrenaturales. Sí, la sotana habla y predica: frente a ella, los hombres reaccionan, tal vez mal, pero con frecuencia positivamente afectados. La gente ve una sotana, y ve un sacerdote. Hoy esta imagen ya no está en la realidad, salvo entre los tradicionalistas y en la publicidad (cuando se trata de publicitar una marca de spaghetti, se ven sacerdotes en sotana, nunca en clerygman), pero precisamente porque saben que, en el alma de los cristianos, el sacerdote es el sacerdote en sotana. Y cuando se piensa en el sacerdote, se piensa en otro Jesús, en un hombre que no es como los otros hombres, que está separado del mundo. El negro de la sotana es el negro del luto, de la muerte al mundo, de la renuncia a él. La sotana es ya sacrificio, no por el placer del sacrificio como fin en sí mismo como un estoico o un masoquista, sino para ponerse a disposición de las almas. Y si esa sotana se comporta bien, es una verdadera llama; si se comporta mal, es enseguida un escándalo que produce un inmenso mal”.

***

Fuente: Messainlatino


Traducción: La Buhardilla de Jerónimo

Domingo de Sexagesima.

*
"La semilla es la palabra de Dios": aquella palabra cuyo incansable sembrador fue Pablo, entre afanes y sufrimientos y hasta la muerte al filo de espada; aquella palabra encarnada en Cristo, Verbo divino, centro de la Sagrada Escritura.
*
*
Reflexión
*
Viene hoy en la liturgia el Evangelio del Sembrador. Precisamente, “la semilla es la palabra de Dios”. “En tiempo de Noé perecieron los hombres, y fue por su incredulidad; mientras que Noé construyó su arca guiado por la fe, condenando así al mundo y haciéndose heredero de la justicia que proviene de la fe”. “Y habrá, dice S. Agustín, tres especies de cosechas, como hubo tres pisos en el arca”.
La consecuencia que debemos sacar de esta parábola, es que es necesario remover todos los obstáculos que se oponen a que la palabra de Dios produzca en nuestro corazón los frutos que de ella son de esperar. He ahí, por qué añadió el Salvador estas importantísimas palabras: “El que tiene oídos para oír, que oiga” (Marc.,IV, 9; Matth., XIII, 9). Para hacer esto, la parábola misma nos ofrece excelentes motivos.
El primer motivo es la naturaleza del campo, o sea de nuestro corazón. Nosotros podemos producir fruto, si queremos. He aquí una diferencia esencial entre un trozo de tierra y nuestro corazón. Sobre este tenemos poder, mientras que sobre la tierra, nada podemos, o muy poco. Según San Marcos (IV, 26-29) la gracia no nos falta nunca. Si un campo, por malo que sea, puede convertirse en tierra fértil, con tal que asiduamente lo cultivemos, ¡con cuánta mayor razón sucederá esto con nuestro corazón! Trabajemos, pues, y preparemos la tierra de nuestro corazón; removámosla, labrémosla, y limpiémosla de malas hierbas y espinas.
El segundo motivo está en la preciosidad de la semilla. Esta es preciosísima en sí misma, a causa de su origen y de su naturaleza, puesto que es sobrenatural y divina. La creación entera con todas sus fuerzas naturales, es incapaz de producir un solo grado de gracia, ni tampoco de merecerlo. También es preciosa la semilla por su gran fertilidad y por la ganancia que nos puede producir. Por muy fértil que pueda ser un grano de trigo, sembrado en las mejores condiciones imaginables, es incomparablemente mayor la fertilidad de una gracia, la cual da frutos de infinito valor, a saber, la vida eterna. ¡Cuán grande y lamentable no será, pues, la desgracia de los que echan a perder tan preciosa semilla, por pasiones tan despreciables como la pereza, la inconstancia, la concupiscencia de la carne y las riquezas!
El tercer motivo está en el sembrador. El sembrador es Dios, el divino Salvador. ¡Cuánto le ha costado el comprar esta preciosa semilla, el traérnosla y sembrarla en nuestra alma! ¡Con cuánta liberalidad la esparce por el mundo y en nuestros corazones! ¡Con cuánto anhelo desea que produzca fruto en nosotros! Jamás, sembrador alguno ha deseado con tanto ardor recolectar fruto de su semilla como lo desea Jesús. Lo desea para nosotros, para la Iglesia docente, encargada de esparcir, en su nombre, la buena semilla; lo desea para la Iglesia entera, cuya riqueza, mérito, fuerza y amistad con Dios aumentan con una cosecha abundante recolectada en nuestros corazones; lo desea, finalmente, para sí mismo. El es el sembrador, el cultivador y el dueño de la semilla, del campo y de la cosecha.

fonte:Santa Bárbara de la Reina

La successione al card. Kasper

Ecco quanto scrive il solitamente bene informato Andrea Tornielli (link):

Questa mattina [ieri: N.d.R.] Benedetto XVI ha ricevuto in udienza il vescovo di Basilea, Kurt Koch. Potrebbe essere candidato a sostituire il cardinale dimissionario Walter Kasper, presidente del Pontificio Consiglio per la Promozione dell’Unità dei Cristiani e Presidente della Commissione per le Relazioni Religiose con gli Ebrei. Un altro nome che era stato fatto per quell’incarico era quello del vescovo di Ratisbona, Gerhard Ludwig Müller. Mentre erano circolate voci anche sulla possibile candidatura dell’arcivescovo di Chieti-Vasto, Bruno Forte.


Di Koch (nella foto) ci piace ricordare due cose. Che ebbe il coraggio di sollevare dall'incarico un parroco concubinario di Basilea, sfidando le consuete proteste popolar-mediatiche. Gesto non facile, nella Mitteleuropa ormai postcristiana: si pensi agli allegri concubini di Linz (v. qui). E, secondo punto a suo favore, egli ha pubblicato nel giugno scorso una lettera circolare ai suoi preti in cui chiedeva ai 'difensori del Concilio' di essere più onesti. Il testo integrale della lettera, da noi tradotta, è disponibile a questo link; ecco che cosa, tra le altre cose, scriveva mons. Koch:
  • Il Concilio non ha abolito il latino nella liturgia. Al contrario, enfatizza che nel rito romano, salvi casi eccezionali, l’uso della lingua latina deve essere mantenuto. Chi tra i vocianti difensori del concilio desidera "accettare senza restrizioni" ciò?
  • Il Concilio ha dichiarato che la Chiesa considera il canto gregoriano come la "musica propria del rito romano" e che perciò deve avere "posto principale". In quante parrocchie questo è applicato "senza restrizioni "
  • Il Concilio ha richiesto espressamente che le autorità di governo volontariamente rinunzino a quei diritti di partecipare alla scelta dei vescovi, come insorti nel corso del tempo. Quale difensore del concilio si batte "senza restrizioni " per quello? [per comprendere tale punto, dobbiamo ricordare che in parecchie diocesi del mondo germanico, compresa quella di Basilea, vigono antichi privilegi per cui i vescovi sono scelti con elezioni tra il clero locale, o simili rappresentanze. L’esito è che la scelta diventa appannaggio di cricche semi-politiche o correnti ecclesiali di gruppi e movimenti. Da notare che la rivendicazione dell’elezione dei vescovi su base locale e senza interferenze da Roma è uno dei cavalli di battaglia dei progressisti, appunto di quelli che abusivamente si sciacquano sempre la bocca con un Concilio che, su quasi tutti i punti, ha detto il contrario di quanto essi oggi sostengono].
  • Il Concilio descrive la natura fondamentale della liturgia come celebrazione del mistero pasquale e il sacrificio eucaristico come "il completamento dell’opera della nostra salvezza". Come può accordarsi tutto questo con la mia esperienza, fatta in molte differenti parrocchie, che la comprensione sacrificale della Messa è stata completamente eliminata dal linguaggio liturgico e la Messa è ora intesa solo come una cena o "lo spezzare del pane"? In quale modo si può giustificare questo cambiamento profondo richiamandosi al Concilio?
fonte:messainlatino.it

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Card. Darío Castrillón:Con el motu proprio Summorum Pontificum quedó permitida, o más que permitida ofrecida, a todos los sacerdotes del mundo la misa


*Declaraciones de Su Eminencia Reverendísima a RCN Radio de Colombia:

“ Con el motu proprio Summorum Pontificum quedó permitida, o más que permitida ofrecida, a todos los sacerdotes del mundo la misa del rito anterior. Todo sacerdote tiene derecho; el obispo no puede impedir que los sacerdotes celebren en el rito antiguo, y en las casas religiosas no se puede impedir. Y a petición de un grupo de fieles se debe ofrecer la misa.”
Publicado por Fraternidad de Cristo Sacerdote y Santa María Reina

La Santa Misa Dom Gaspar Lefébvre O.S.B

La Misa es un Sacrificio.

Lo primero que jamás se ha de olvidar es que la Misa es un Sacrificio, un acto por el cual la Iglesia tributa oficialmente a Dios en nombre de todos, un culto supremo de adoración o de latría, que sólo a Él es debido en virtud de la excelencia incomparable de su divino Ser, de quien todo dimana, y a quien todo finalmente va a parar. Y así la Misa se ofrece tan sólo a las Tres personas de la Santísima Trinidad.

Sus Cuatro Fines.

Y precisamente el sacerdote, para reconocer el soberano dominio de Dios sobre las criaturas, ofrece a Dios a nuestro Señor Jesucristo mismo, el cual, al ser inmolado en la cruz, rindió al Padre un culto infinito de adoración y de gracias, de expiación y de impetración. El Sacrificio de la Misa, al poner en el altar la Víctima del Calvario, nos permite adorar por medio de ella y cual conviene a Dios, darle gracias dignamente por todos sus beneficios, aplacarle plenamente mediante la oblación de la Sangre de Jesús y pedirle favores, con la certeza de ser siempre atendidos, porque esas peticiones van hechas en nombre de Aquél que, con sólo mostrar al Padre sus gloriosas llagas, intercede por nosotros sin cesar en el cielo y en la Eucaristía.

AntonMariaPanico.jpg

La Misa y los Tiempos Litúrgicos.

Y como quiera que todos los misterios de la vida del Salvador cooperaron en unión con el del Calvario en nuestra salvación, la Iglesia celebra su aniversario en el Sacrificio de la Misa en las diferentes festividades del Ciclo Temporal, o Ciclo de Cristo. En Navidad, por ejemplo, se ofrece a Dios el divino Infante del pesebre con todo aquello en que más gloria dio Cristo al Padre, especialmente durante los años de su santa infancia. La Misa, pues, en todo ese tiempo, nos aplica de un modo muy especial las gracias particulares que Jesús entonces nos mereció, y que nos ayudarán a practicar cada año mejor las excelsas virtudes de que Jesús y María nos dieron ejemplo.

La Misa en Honor de los Santos.

La Misa se ofrece también en honor de los Santos, como lo demuestra el Ciclo Santoral; con lo cual se afirma que precisamente, merced a la Eucaristía - Sacrificio al par que Sacramento - llovió del cielo sobre los Santos tal torrente de gracias. Honrando a los Santos glorificamos la obra del Altísimo en ellos, que son sus obras maestras. También resulta un hermoso tributo de homenaje para los Santos el que unamos en el altar su memoria a la de Jesús; lo cual se hace siempre que celebramos el aniversario de su tránsito, y aun todos los días en el Canon de la Misa. Miembros como son del cuerpo místico de Cristo, es conveniente se les asocie al sacrificio de su Cabeza, ya que por sus trabajos y aun por su martirio, mezclaron su sangre con la de la Víctima divina. Por eso la Iglesia incrusta en el ara misma del altar las reliquias de los Santos y muy en especial de los Mártires en el sitio mismo en que se coloca la Sagrada Hostia. Dice a este propósito San Agustín, que toda la asamblea redimida, o sea, toda la sociedad de los Santos es el sacrificio universal, siendo ofrecida a Dios por el gran sacerdote que por nosotros se ofreció en su Pasión.

Es también para los Santos un gran honor, el mayor que dárseles pueda, el ofrecer a Dios en su nombre la Sangre de Jesucristo para adorar al Altísimo y para darle gracias por medio de Cristo, por las larguezas que con ellos usó. La eficacia de sus pasados méritos y de su oración actual suben de quilates cuando se presentan a Dios en unión con los méritos y plegarias de Jesús, Medianero universal; lo cual tiene lugar muy especialmente cuando el día de su fiesta se celebra la Misa en honor de los Santos. Parece como que Dios se complace más en la oblación de la Sangre de Jesús, cuando se pone a los Santos por medianeros. Así que, cuando asistimos a Misa, es preciso hagamos estas tres cosas:

1 - Recomponer el Cuadro Histórico del acontecimiento de la vida de Cristo o de alguno de sus Santos, acontecimiento cuyo aniversario se celebra. A eso tiende la Misa de los Catecúmenos, con los múltiples elementos que la integran: Ornamentos, Cantos, Introito, Epístola, Evangelio, etc.

2 - Ofrecer a Dios para su mayor honra y gloria el Misterio del Salvador o los actos de virtud practicados por el Santo que se festeja. (Canon de la Misa). No conviene - fuera del caso de necesidad - comulgar antes de haber hecho esa ofrenda, que a más de aplacar al Altísimo, nos garantiza los divinos favores.

3 - Pedir a Dios (en el Padrenuestro) y recibir por los méritos e intercesión de Jesús y de sus Santos las gracias que ellos recibieron cuando acá abajo vivían (lo cual es fruto de la Comunión y de la Poscomunión).

Si a este método, que es el método del Misal, se añade el canto del pueblo fiel, especialmente el Canto Gregoriano, en las misas cantadas solemnes, entonces será completa la participación activa en los sacrosantos Misterios; entonces sí que beberemos en ellos el genuino espíritu cristiano en su fuente primera e indispensable, conforme a los vivos anhelos de San Pío X.

Se puede decir que, en general, la mejor participación, el mejor modo de asistir al Santo Sacrificio consistirá en hacer nuestras las fórmulas que el mismo sacerdote reza, no tanto repitiéndolas maquinalmente, sino sacando de ellas reflexiones serias y piadosas que correspondan a los pensamientos expresados por las oraciones de la Misa.

Tal manera de asistir a la Santa Misa, al Santo Sacrificio parece ser la preparación ideal a la Santa Comunión, por ser la misma que la Iglesia impone al Papa, a los Obispos y a todos los Sacerdotes cuando celebran. Es además muy apta para desarrollar dentro del alma los sentimientos de contrición (desde el Introito hasta las oraciones); de fe (desde las oraciones hasta el Credo); de amor (en la Comunión), y de gratitud (desde las últimas oraciones hasta el fin); sentimientos todos indispensables para recibir con fruto la Eucaristía. La participación más cumplida en la Santa Misa, que es la Comunión, alcanza por ahí todos sus frutos, por ser ella una de las aplicaciones más perfectas de las condiciones requeridas por el Decreto de Su Santidad San Pío X para "cosechar más copiosos frutos de la Comunión. Esas condiciones son: una preparación más esmerada y una acción de gracias conveniente a la recepción del divino Sacramento"


LA SANTA MISA
Dom Gaspar Lefebvre O.S.B.

La Misa es un Sacrificio. La primera cosa que jamás se ha de olvidar es que la Misa es un Sacrificio, un acto por el cual la Iglesia tributa oficialmente a Dios en nombre de todos, un culto supremo de adoración o de latría, que sólo a Él es debido en virtud de la excelencia incomparable de su divino Ser, de quien todo dimana, y a quien todo finalmente va a parar. Y así la Misa se ofrece tan sólo a las Tres personas de la Santísima Trinidad.

Sus Cuatro Fines. Y precisamente el sacerdote, para reconocer el soberano dominio de Dios sobre las creaturas, ofrece a Dios a nuestro Señor Jesucristo mismo, el cual, al ser inmolado en la cruz, rindió al Padre un culto infinito de adoración y de gracias, de expiación y de impenetración. El Sacrificio de la Misa, al poner en el altar la Víctima del Calvario, nos permite adorar por medio de ella y cual conviene a Dios, darle gracias dignamente por todos sus beneficios, aplacarle plenamente mediante la oblación de la Sangre de Jesús y pedirle favores, con la certeza de ser siempre atendidos, porque esas peticiones van hechas en nombre de Aquél que, con sólo mostrar al Padre sus gloriosas llagas, intercede por nosotros sin cesar en el cielo y en la Eucaristía.

La Misa y los Tiempos Litúrgicos. Y como quiera que todos los misterios de la vida del Salvador cooperaron en unión con el del Calvario en nuestra salvación, la Iglesia celebra su aniversario en el Sacrificio de la Misa en las diferentes festividades del Ciclo Temporal, o Ciclo de Cristo. En Navidad, por ejemplo, se ofrece a Dios el divino Infante del pesebre con todo aquello en que más gloria dio Cristo al Padre, especialmente durante los años de su santa infancia. Pues la Misa, en todo ese tiempo, nos aplica de un modo muy especial las gracias particulares que Jesús entonces nos mereció, y que nos ayudarán a practicar cada año mejor las excelsas virtudes de que Jesús y María nos dieron ejemplo.

ipiiogf.jpg picture by  kjk76_92

La Misa en Honor de los Santos. Pero la Misa se ofrece también en honor de los Santos, como lo demuestra el Ciclo Santoral; con lo cual se afirma que precisamente, merced a la Eucaristía - Sacrificio al par que Sacramento - llovió del cielo sobre los Santos tal torrente de gracias. De manera que cede en honra de los Santos el que glorifiquemos así la obra del Altísimo en ellos, que son sus obras maestras. También resulta un hermoso tributo de homenaje para los Santos el que unamos en el altar su memoria a la de Jesús; lo cual se hace siempre que celebramos el aniversario de su tránsito, y aun todos los días en el Canon de la Misa. Miembros como son del cuerpo místico de Cristo, es conveniente se les asocie al sacrificio de su Cabeza, ya que por sus trabajos y aun por su martirio, mezclaron su sangre con la de la Víctima divina. Por eso la Iglesia incrusta en el ara misma del altar las reliquias de los Santos y muy en especial de los Mártires en el sitio mismo en que se coloca la Sagrada Hostia. Dice a este propósito San Agustín, que toda la asamblea redimida, o sea, toda la sociedad de los Santos es el sacrificio universal, siendo ofrecida a Dios por el gran sacerdote que por nosotros se ofreció en su Pasión.

Es también para los Santos un gran honor, el mayor que dárseles pueda, el ofrecer a Dios en su nombre la Sangre de Jesucristo para adorar al Altísimo y para darle gracias por medio de Cristo, por las larguezas que con ellos usó. La eficacia de sus pasados méritos y de su oración actual suben de quilates cuando se presentan a Dios en unión con los méritos y plegarias de Jesús, Medianero universal; lo cual tiene lugar muy especialmente cuando el día de su fiesta se celebra la Misa en honor de los Santos. Parece como que Dios se complace más en la oblación de la Sangre de Jesús, cuando se pone a los Santos por medianeros. Así que, cuando asistimos a Misa, es preciso hagamos estas tres cosas:

  1. Recomponer el Cuadro Histórico del acontecimiento de la vida de Cristo o de alguno de sus Santos, acontecimiento cuyo aniversario se celebra. A eso tiende la Misa de los Catecúmenos, con los múltiples elementos que la integran: Ornamentos, Cantos, Introito, Epístola, Evangelio, etc.

  2. Ofrecer a Dios para su mayor honra y gloria el Misterio del Salvador o los actos de virtud practicados por el Santo que se festeja. (Canon de la Misa). No conviene - fuera del caso de necesidad - comulgar antes de haber hecho esa ofrenda, que a más de aplacar al Altísimo, nos garantiza los divinos favores.

  3. Pedir a Dios (en el Padrenuestro) y recibir por los méritos e intercesión de Jesús y de sus Santos las gracias que ellos recibieron cuando acá abajo vivían (lo cual es fruto de la Comunión y de la Poscomunión).

  4. Si a este método, que es el método del Misal, se añade el canto colectivo del pueblo fiel, especialmente el Canto Gregoriano, en las misas cantadas solemnes, entonces será completa la participación activa en los sacrosantos Misterios; entonces sí que beberemos en ellos el genuino espíritu cristiano en su fuente primera e indispensable, conforme a los vivos anhelos de (San) Pío X.
  5. Se puede decir que, en general, la mejor participación, el mejor modo de asistir al Santo Sacrificio consistirá en hacer nuestras las fórmulas que el mismo sacerdote reza, no tanto repitiéndolas maquinalmente, sino sacando de ellas reflexiones serias y piadosas que correspondan a los pensamientos expresados por las oraciones de la Misa.
  6. Tal manera de asistir a la Santa Misa, al Santo Sacrificio parece ser la preparación ideal a la Santa Comunión, por ser la misma que la Iglesia impone al Papa, a los Obispos y a todos los Sacerdotes cuando celebran. Es además muy apta para desarrollar dentro del alma los sentimientos de contrición (desde el Introito hasta las oraciones); de fe (desde las oraciones hasta el Credo); de amor (en la Comunión), y de gratitud (desde las últimas oraciones hasta el fin); sentimientos todos indispensables para recibir con fruto la Eucaristía. La participación más cumplida en la Santa Misa, que es la Comunión, alcanza por ahí todos sus frutos, por ser ella una de las aplicaciones más perfectas de las condiciones requeridas por el Decreto de Su Santidad (San) Pío X para "cosechar más copiosos frutos de la Comunión. Esas condiciones son: una preparación más esmerada y una acción de gracias conveniente a la recepción del divino Sacramento"
fonte:http://misa_tridentina.t35.com/